Se foi surpresa, não sei. Se assustou muita gente, disso eu tenho certeza. Se os ventos continuarão favoráveis e arrastando tudo o que vem pela frente, é outra história. Em política sempre há o dia seguinte com suas particularidades diferentes do anterior. Sem rotina definida. O fato é que a pesquisa divulgada pelo Ibope na última terça-feira, 26, que leva a candidata do PSB, Marina Silva, à vitória contra a petista Dilma Rousseff em segundo turno revirou a casa estrelada. Arrepiou as barbas de Lula e molhou a plumagem tucana com um balde de água gelada – sem trocadilhos com o desafio que corre por aí. A ex-senadora do PT, ex-verde e fundadora da rede (que ainda não saiu do papel) trouxe de volta seu capital político, lá de eleição de 2010 e acrescentou alguns números a mais. Tirou quatro pontos de Dilma, mais quatro do senador mineiro Aécio Neves e candidato do PSDB à presidência, outros dois do quarto colocado, o pastor Everaldo (PSC). E livrou, também, muita gente da indecisão ou que não sabia em quem votar e talvez até anulassem ou votassem em branco.
Herança bendita
A herdeira do posto que pertencia ao também socialista Eduardo Campos, morto em acidente aéreo, apenas ratificou sua ascensão já medida anteriormente pelo Instituto Datafolha. E foi além. Sair dos 9% de Campos, ganhar 20 pontos porcentuais e empurrar Aécio para a terceira colocação, mostra que há um cansaço lógico do eleitor com a polarização tucano-petista. É fato.
Causou estragos
Embora haja uma tentativa de desconversar sobre essa polarização – que vem desde 2002 – principalmente pelas hostes do tucanato, há sim um esgotamento natural nessa disputa. E a chamada e questionada terceira via, que agora desponta forte com Marina Silva, pode estar se consolidando. E pode, sim, jogar a ambição peessedebista para mais tarde. E destronar o PT.
É confusão total
Essa mudança brusca na direção dos ventos que sopram a política nacional entortou de vez a concepção de analistas especializados, cientistas políticos e partidários de outras correntes, sobre os rumos das eleições deste ano. A avalanche de opiniões que se sucederam durante da semana, apenas deixou o nevoeiro mais espesso. Até agora não há análise sequer que corrobore outra.
Mix de opiniões
Não há consenso sobre o que vai acontecer daqui para frente. É evidente que se deve pesar cada linha escrita, cada palavra falada e expressada publicamente na mesma medida. Juntar tudo o que pensam aqueles que acreditam na efetivação do potencial de Marina, os que acham que isso ainda é fruto da comoção de uma tragédia e também dos incrédulos. Dá para tirar alguma conclusão imediata? Não!
Resposta rápida
E esse tsunami passa por Limeira, conforme pesquisa encomendada e divulgada hoje por esta Gazeta. Marina Silva venceria em primeiro turno nos votos válidos. Sem brancos, nulos e indecisos, a socialista teria 51,7%, contra 23,5% de Dilma Rousseff e 20,6% de Aécio Neves. É o cenário local da corrida presidencial, mas que pode até refletir novos números daqui para frente.
Capital próprio
E por que os resultados da pesquisas mexeram tanto com o imaginário dos analistas? Essa é fácil. Porque até a então vice na chapa de Campos não havia transferido nada de seu capital eleitoral ao candidato natural da legenda. Eu, particularmente, quando ela foi anunciada como tal, dava quase como certa e lógica essa transferência. E por que isso não aconteceu? Também é uma pergunta para muitas respostas.
As cores da hora
E a pesquisa do Datafolha, publicada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, que dá empate rigoroso entre Dilma e Marina, pode sinalizar possível eleição até em primeiro turno. A favor de Marina. Essa é outra história, que ainda vai ser contada.
E direto às urnas
Até outubro os temas estarão essencialmente voltados à política e às eleições. E Limeira vai se firmando com seus candidatos, mais de duas dezenas, para delírio dos partidos. Muitos egos sendo massageados e polidos, porém, nada de concreto no horizonte, que possa garantir que ao menos um em cada esfera – federal e estadual – seja eleito. Até agora apenas uma impugnação, a do ex-vereador (foi cassado em início de mandato) Edmilson Gonçalves pelo PSDB. Como ainda cabe recurso ao TSE, ainda há alguma água a correr por debaixo da ponte. Em que pese a longa estiagem verificada especialmente no Estado de São Paulo.
Vai doer no bolso
Da política, para a política. Só que dessa vez a administrativa. Todos podem preparar os bolsos. Vem aumento aí na área azul, conforme mostrou esta Gazeta na última sexta-feira. A Hora Park está pedindo 40%. A prefeitura diz que não. O índice será menor. O quanto não se sabe. A única coisa certa: a taxa pós-utilização sofrerá reajuste de 100%. Vai a R$ 9,00. Lembram-se, de projeto do vereador Miguel Lombardi (PR), que reduziu esse valor de R$ 8,00 à R$ 4,50? Pois é, agora ele vem dobrado. E com uma agravante: criação de mais mil vagas tarifadas. Invertendo o que o vereador Raul Nilsen (PMDB) disse certa vez: “aqui sim, jacaré”.
E vai afetar sim
Quem pode sofrer com isso é o comércio da região já tarifada. Há preocupação por parte das entidades de classe. Principalmente depois do período ruim com a Copa do Mundo e, agora, também ruim até as eleições. Situação só tende a se agravar.
Pergunta rápida
Quem vai bater mais em Marina Silva daqui para frente, o PT ou o PSDB?
Uso sustentável...
Para não perder a oportunidade em conscientizar a população. O problema com a longa estiagem e as queimadas que avançam sobre nascentes, conforme esta Gazeta mostrou na última terça-feira, é grave. Muito grave. O risco de racionamento, aos poucos, se transforma em realidade e já não é mais descartado pela concessionária Odebrecht Ambiental, que avisou ter água por mais dois meses, caso não chova nesse período. Enquanto municípios vizinhos se cercam de leis protetivas, Limeira vai sendo levada e lavada pela enxurrada do desperdício, que continua flagrante entre os limeirenses. Reclamar e criticar depois não vai resolver o problema.
Nota curtíssima
O preconceito racial nos estádios de futebol não tem fim. É latente. Virou ódio.
Frase da semana
“Marina é o Lula de saias”. Do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, sobre a real possibilidade de a socialista vencer Dilma num segundo turno. No Blog do Fernando Rodrigues. Na sexta-feira, 29.
domingo, 31 de agosto de 2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Quando a falta de consciência vira ignorância
O Estado de São Paulo sofre com um longo período de estiagem. Uma seca
que entra para história e não se via por aqui desde 1930, segundo
especialistas. Limeira não está imune a ela, embora tenha um sistema de
captação, tratamento e distribuição exemplares, em concessão privada, a
preocupação já bateu às portas da concessionária, que lançou o programa
Juntos pela Água, de racionalização do seu uso. E não descarta, caso se
prolongue a falta de chuva, de algum tipo de racionamento. Na edição de
domingo desta Gazeta, em matéria muito bem conduzida pela jornalista
Vanessa Osava, o professor de Hidrologia da Faculdade de Tecnologia
(FT/Unicamp), Hiroshi Paulo Yoshizane faz revelações drásticas. Ele
prevê a recuperação dos rios em 12 meses a partir do início do período
mais chuvoso, mas o prejuízo causado no ecossistema aquático só deverá
se recuperar em 10 anos. E uma década é muito tempo perdido, porém,
inevitável.
Os alertas são constantes e estão diariamente nas páginas dos jornais e
noticiários de rádio e TV e a cada dia de seca que se soma, a situação
torna-se mais dramática ainda. Uma realidade que foge do controle do
homem (embora ele tenha grande responsabilidade na desestabilização
climática), que pode ser amenizada, desde que a consciência acompanhe
diariamente suas ações no sentido de um consumo sustentável, que só é
possível através de uma conscientização efetiva do grave problema pelo
qual atravessamos. Ações simples de economia de água, que infelizmente
não vem sendo o ponto forte de boa parte da população, que teima em
fazer da mangueira, vassoura para varrer calçadas. E não se dá conta da
gravidade desse momento.
E como em Limeira não há punição para esse desperdício, tornamo-nos
apenas observadores e narradores desses fatos, na esperança de que mais
pessoas percebam a importância de uma torneira bem fechada, de que isso
vai passar e não cometam erros, dos quais possam se arrepender depois. E
que afetam direta – e indistintamente - toda uma comunidade.
Ainda na semana passada, uma moradora de um prédio no centro da cidade
fez contato com a Redação da Gazeta, para reclamar do mau uso da água.
Outro prédio, vizinho, passava por processo de lavagem externa, que no
entendimento dessa verdadeira cidadã, poderia ser evitado ou postergado.
No que estava coberta de razão. Não é o melhor momento para esse tipo
de ostentação.
Na segunda-feira pela manhã, enquanto levava minha mulher para o
trabalho, um cidadão lavava, com mangueira que jorrava sem parar, um
toldo e a calçada de uma casa comercial na Avenida Araras, próximo da
Praça Adão Duarte. Também deveria ser evitado. Uma ação totalmente
desnecessária, que certamente não fez aumentar a clientela da loja, mas
expôs o tamanho dessa atitude inconsequente. São apenas dois exemplos
isolados, mas de alto conteúdo didático de como não deve ser feito.
Aprender com a crise – neste caso sazonal – é sempre dolorido, mas a
consciência pode ser um bom analgésico. Acredito que não seja pedir
demais.
domingo, 24 de agosto de 2014
O poço sem fundo continua sendo escavado
A expressão é conhecida. “Poço sem fundo”. E significa que em nenhum momento ele vá encher o suficiente para que a água comece a subir e venha à tona. Ou empurre o que está embaixo para cima. Esse é bem o momento vivido pelas áreas de educação e transporte público em Limeira. Quando se pensa que o buraco foi interrompido, a terra se move e ele continua sendo escavado. Sempre a uma profundidade maior ainda. Foi o que aconteceu nesta semana e mostrado em manchete por esta Gazeta na quarta-feira, 20: “Material escolar está em falta na rede municipal de ensino”. O que seria normal no burocrático processo de compras do poder público, não fosse esse suprimento o mais básico possível e que jamais poderia faltar. Giz para lousa e papel sulfite entre eles. E cujas compras devem ser planejadas. E, com certeza, não estão sendo. Pior de tudo isso é o silêncio desse mesmo poder público, que apenas responde com evasivas – já manjadas – que são o mais claro sintoma da falta de planejamento. Da irresponsabilidade mesmo. Como se não fossem obrigados a prestar contas à população.
Na fila de espera
Há, entre esses materiais, aqueles que não chegam há mais de um ano às unidades da rede pública de ensino. O lápis de cor é um exemplo. E essa denúncia não é peça de ficção da mídia. São os próprios gestores educacionais que relatam essa falta ou a remessa em volume reduzido. A resposta dada naquele momento: a pasta iria fazer um levantamento para apurar a situação.
Atestado assinado
E não há respostas possíveis para tamanho desleixo. Culpar contratos em andamento e a morosidade dos trâmites que envolvem a aquisição de produtos mediante licitação é, no mínimo, uma declaração de incompetência. Assinada e com firma reconhecida. É uma prova clara de que o processo administrativo está truncado. Falta condução e, por isso, o bate-cabeças.
E é dinheiro do...
...contribuinte; que fique bem claro. E não bastasse a inépcia dessa situação, esquecem-se, os gestores municipais e servidores do povo, que o balanço deve ser apresentado de forma transparente. Porque é o povo quem paga a conta no final. Inclusive dos salários desses agentes públicos, sejam eles comissionados ou funcionários de carreira. Os concursados.
Melindres à parte
Cômico, se não fosse trágico, é ver a distância que separa o servidor público do público, quando ele não cumpre suas funções. Há, em todos os guichês de atendimento nos órgãos governamentais uma pequena placa onde se lê, que ofender ou maltratar funcionário público é crime previsto em lei. Então a negligência, que acompanha muitos desses servidores, também deveria ser crime. Previsto em lei.
Desculpas demais
Para concluir. Quando não há explicação lógica, não há desculpa possível capaz de abrandar a incompetência. E o sintoma dessas trombadas entre jogadores de um mesmo time se tornam mais evidentes, a partir da cobrança de quem faz parte da própria equipe. Vereadores da base governista, até agora ausentes de toda essa discussão, começam a pôr a mão na ferida, que de tão aberta está duro cicatrizar.
É bufunfa demais
Outro tema que abordei no texto de abertura desta coluna, foi sobre o transporte público. No último domingo, comentei sobre o serviço, cada vez pior e ganhando mais subsídio do poder público municipal.
É muita grana...
Tem música no ar
Não pretendia comentar mais sobre o tema, mas na última semana, mais precisamente na quinta-feira, a bomba estourou, conforme mostrou a Gazeta, em manchete: Supersubsídio é alvo de investigação do MP. E com uma agravante comprometedora. O próprio promotor de Defesa do Patrimônio Público de Limeira, Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, está enxergando indícios fortíssimos de enriquecimento ilícito, violação dos princípios que regem a administração pública e prejuízo ao erário no repasse de numerário às viações, conforme denúncia do vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD). Situação que pode resultar em apuração de improbidade administrativa. Ei, você aí, me dá um dinheiro aí...
Péssima qualidade
A dúvida que fica nem é tanto sobre o repasse do subsídio, por si só, imoral – mas que parece legal – e aviltante. Mas sobre a qualidade do transporte público urbano, que as duas empresas (?), Viação Limeirense e Rápido Sudeste, oferecem ao usuário em troca do dinheiro que vêm recebendo. A se levar em conta as reclamações, os problemas registrados quase diariamente pela mídia, o serviço continua como sempre esteve: ruim. Se contra fatos não há argumentos, que os senhores fiscais de jornalistas levem os problemas tratados diariamente pela imprensa a seus superiores (se é que os têm), dando respostas aos reclamos da população, e não detratem os profissionais que só estão cumprindo suas funções de denunciar e não bajular.
O tempo não para
Uma vez que acabei de falar em imprensa, jornalistas e a mídia de uma maneira geral, a Secretaria de Comunicações da Prefeitura deveria começar a liberação de releases em horários mais compatíveis com o expediente diário dos órgãos de comunicação. Principalmente daqueles que têm seu “dead line” obrigatório, como jornais diários. Muito material que poderia ser aproveitado está chegando apenas à noite. Há algum ruído atrapalhando essa comunicação.
Pergunta rápida
Por que Geraldo Alckmin (PSDB) não fala a verdade sobre a crise hídrica em SP?
Eu sou a verdade
Marina Silva, que herdou a vaga à disputa pela Presidência da República de seu companheiro de partido, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que morreu recentemente em acidente aéreo, começa a impor seu estilo. Centralizadora, a ex-senadora do PT, está mudando a cara da campanha, arrastando parceiros que militaram com ela no PV para postos chaves na coordenação. Começa, também, a colecionar como desafetos amigos direto de Campos, militantes históricos do próprio PSB. O que não é bom para ela e muito menos para a chapa socialista, que hoje ocupa o segundo lugar nas pesquisas eleitorais. Marina não vai arredar pé de suas posições. Como fez quando saiu do PV. Isso é perigoso.
Nota curtíssima
Tudo que o Brasil não precisa é democracia pautada pela religião. O Estado é laico.
Frase da semana
“Pesquisa agora só vale depois do Sete de Setembro”. Do presidenciável tucano Aécio Neves, pedindo serenidade a seus aliados com as pesquisas. Na coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 22.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Sem novidades
Começou a propaganda obrigatória gratuita nas emissoras de rádio e na TV. O horário eleitoral repete as fórmulas anteriores sem nem mesmo corar de vergonha seus personagens. Que são os mesmos. Os candidatos desfilam prometendo o que todos querem ouvir. Verdadeiros salvadores da pátria.
Tudo do mesmo
O que eles deveriam mostrar, entretanto, são as propostas para poderem cumprir essas promessas. O que é preciso fazer, todos nós sabemos. Eles também. E até melhor que nós. O que eles não sabem mesmo, e também não têm coragem de falar, é o como fazer.
Parece vergonha
Aqui em Limeira, há uma timidez visível por parte dos candidatos em mostrar a cara. Poucos adesivos em automóveis, alguns cavaletes que nem sempre a gente vê e pouca aparição pública. E o espaço fica aberto para os forasteiros, que se aproveitam como podem. Tiririca que o diga.
Se a casa caiu ...
...a porta da cela se abriu. Foi preso no Paraguai o ginecologista brasileiro Roger Abdelmassih. Aquele de mais de 50 estupros em seu consultório. O “Mengele” tupiniquim já está no Brasil. À espera, talvez, de uma nova decisão favorável pela sua liberdade.
Só para lembrar
Foi o ministro Gilmar Mendes quem liberou o médico da prisão e, logo em seguida, ele fugiu. O mesmo Gilmar Mendes que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas; extinguiu a obrigatoriedade do diploma para jornalistas e conversou ao telefone com José Serra (PSDB) em 2010 em plena sessão do Supremo em votação sobre o processo eleitoral. Serra era candidato à presidência e tinha interesse no resultado do julgamento. Pois é....
A última de hoje
Sou do tempo da vitrola. Lembram-se da Sonata e dos discos de vinil. E que tristeza quando a “bolachona” riscava. A agulha empacava e o cantor sempre repetia a mesma frase, mesma frase, mesma frase... Agora, o que tem de disco riscado pensando que é CD... repete, repete, repete e não diz nada.
Começou a propaganda obrigatória gratuita nas emissoras de rádio e na TV. O horário eleitoral repete as fórmulas anteriores sem nem mesmo corar de vergonha seus personagens. Que são os mesmos. Os candidatos desfilam prometendo o que todos querem ouvir. Verdadeiros salvadores da pátria.
Tudo do mesmo
O que eles deveriam mostrar, entretanto, são as propostas para poderem cumprir essas promessas. O que é preciso fazer, todos nós sabemos. Eles também. E até melhor que nós. O que eles não sabem mesmo, e também não têm coragem de falar, é o como fazer.
Parece vergonha
Aqui em Limeira, há uma timidez visível por parte dos candidatos em mostrar a cara. Poucos adesivos em automóveis, alguns cavaletes que nem sempre a gente vê e pouca aparição pública. E o espaço fica aberto para os forasteiros, que se aproveitam como podem. Tiririca que o diga.
Se a casa caiu ...
...a porta da cela se abriu. Foi preso no Paraguai o ginecologista brasileiro Roger Abdelmassih. Aquele de mais de 50 estupros em seu consultório. O “Mengele” tupiniquim já está no Brasil. À espera, talvez, de uma nova decisão favorável pela sua liberdade.
Só para lembrar
Foi o ministro Gilmar Mendes quem liberou o médico da prisão e, logo em seguida, ele fugiu. O mesmo Gilmar Mendes que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas; extinguiu a obrigatoriedade do diploma para jornalistas e conversou ao telefone com José Serra (PSDB) em 2010 em plena sessão do Supremo em votação sobre o processo eleitoral. Serra era candidato à presidência e tinha interesse no resultado do julgamento. Pois é....
A última de hoje
Sou do tempo da vitrola. Lembram-se da Sonata e dos discos de vinil. E que tristeza quando a “bolachona” riscava. A agulha empacava e o cantor sempre repetia a mesma frase, mesma frase, mesma frase... Agora, o que tem de disco riscado pensando que é CD... repete, repete, repete e não diz nada.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
É preciso esquecer tudo o que foi dito até agora
Começa hoje a propaganda obrigatória para as eleições 2014. Seguindo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o horário eleitoral gratuito, através das emissoras de rádio e TV, vai adiantar ou atrasar um pouco a grade dos programas tradicionais. Tudo para acomodar os 25 minutos diários pela manhã e outro igual período à noite, que terão que ceder à Justiça Eleitoral, para mostrar o que os candidatos têm a dizer e quais são suas intenções, caso sejam eleitos. O “blá-bla-blá” que todos já conhecem, mas que há, sim, influência efetiva na escolha final do voto. E aqueles que explorarem bem o tempo que lhes cabe, para passar o melhor “recado”, com certeza, ganharão preciosos pontos na corrida eleitoral, cuja largada foi dada tão logo terminaram as apurações de 2010. Sem contar o tempo, que partidos e respectiva coligação terão à sua disposição. E, também, os números de cada pesquisa eleitoral para ditar o ritmo dos programas até a chegada do dia de apertar os botõezinhos nas urnas eletrônicas.
E nem uma grande comoção nacional, como foi a trágica morte em acidente aéreo do ex-governador do Pernambuco, Eduardo Campos, candidato do PSB ao Palácio do Planalto, consegue parar o tempo que passa a correr a partir de hoje. Um acontecimento que sem dúvida mudará o panorama político, que vinha se desenvolvendo até o último dia 13, quando o avião em que estava caiu na cidade de Santos, no Litoral Sul paulista. Campos era o terceiro na corrida presidencial, apesar de ter na candidata a vice, Marina Silva, um capital eleitoral considerável com o qual saiu das eleições de 2010, até então não transferido a ele. O cenário, entretanto, parece ter mudado repentinamente. Nem bem os corpos haviam sido resgatados, o Instituto Datafolha saiu a campo para uma nova coleta, agora tendo justamente a vice encabeçando a chapa. Isso sem ter ainda seu nome oficializado pela legenda, o que deve ocorrer amanhã. O bom senso, entretanto, fez com que o próprio Datafolha adiasse a publicação dos novos números para depois do sepultamento de Campos e das outras vítimas, que ocorreu no último domingo.
Ontem, entretanto, lá estava a pesquisa, nas páginas da Folha de S. Paulo, e com alterações interessantíssimas. E nada agradáveis, nem para a petista Dilma Rousseff (PT), menos ainda para Aécio Neves, do PSDB. A candidata à reeleição manteve seu patamar inalterado, assim como o senador mineiro. O que se viu, entretanto, foi numa ascensão espetacular da ex-senadora do PT e candidata do PV em 2010, ultrapassar numericamente o tucano. É o cansaço de boa parte do eleitorado com a polarização PT-PSDB dos últimos anos.
Uma leitura efetiva, sem paixões partidárias, da pesquisa Datafolha à corrida presidencial publicada ontem, revela o que todos esperavam, mas tinham medo até em pensar: Marina Silva. Se ela se manterá nesse patamar ou não, é preciso aguardar um pouco mais. Dilma se recupera em alguns pontos, e Aécio aparece atrás de Marina, em empate técnico quase cravado. A diferença é que, se Marina entrar no páreo, Aécio terá que escolher alguém para bater. Se bater em Dilma e deixar Marina, há um risco sério de que a neossocialista vá aproveitando as beiradas. Se bater em Marina e deixar Dilma, o tamanho do tempo de exposição da petista no horário eleitoral, se bem aproveitado, será quase fatal. Se bater nas duas juntas, vai passar a campanha inteira fazendo isso. Se ficar o bicho come, se correr parece que o bicho pega. Até mesmo para a atual presidente, que seria derrotada por Marina num eventual segundo-turno. O jogo está apenas começando. Só que agora para valer.
E nem uma grande comoção nacional, como foi a trágica morte em acidente aéreo do ex-governador do Pernambuco, Eduardo Campos, candidato do PSB ao Palácio do Planalto, consegue parar o tempo que passa a correr a partir de hoje. Um acontecimento que sem dúvida mudará o panorama político, que vinha se desenvolvendo até o último dia 13, quando o avião em que estava caiu na cidade de Santos, no Litoral Sul paulista. Campos era o terceiro na corrida presidencial, apesar de ter na candidata a vice, Marina Silva, um capital eleitoral considerável com o qual saiu das eleições de 2010, até então não transferido a ele. O cenário, entretanto, parece ter mudado repentinamente. Nem bem os corpos haviam sido resgatados, o Instituto Datafolha saiu a campo para uma nova coleta, agora tendo justamente a vice encabeçando a chapa. Isso sem ter ainda seu nome oficializado pela legenda, o que deve ocorrer amanhã. O bom senso, entretanto, fez com que o próprio Datafolha adiasse a publicação dos novos números para depois do sepultamento de Campos e das outras vítimas, que ocorreu no último domingo.
Ontem, entretanto, lá estava a pesquisa, nas páginas da Folha de S. Paulo, e com alterações interessantíssimas. E nada agradáveis, nem para a petista Dilma Rousseff (PT), menos ainda para Aécio Neves, do PSDB. A candidata à reeleição manteve seu patamar inalterado, assim como o senador mineiro. O que se viu, entretanto, foi numa ascensão espetacular da ex-senadora do PT e candidata do PV em 2010, ultrapassar numericamente o tucano. É o cansaço de boa parte do eleitorado com a polarização PT-PSDB dos últimos anos.
Uma leitura efetiva, sem paixões partidárias, da pesquisa Datafolha à corrida presidencial publicada ontem, revela o que todos esperavam, mas tinham medo até em pensar: Marina Silva. Se ela se manterá nesse patamar ou não, é preciso aguardar um pouco mais. Dilma se recupera em alguns pontos, e Aécio aparece atrás de Marina, em empate técnico quase cravado. A diferença é que, se Marina entrar no páreo, Aécio terá que escolher alguém para bater. Se bater em Dilma e deixar Marina, há um risco sério de que a neossocialista vá aproveitando as beiradas. Se bater em Marina e deixar Dilma, o tamanho do tempo de exposição da petista no horário eleitoral, se bem aproveitado, será quase fatal. Se bater nas duas juntas, vai passar a campanha inteira fazendo isso. Se ficar o bicho come, se correr parece que o bicho pega. Até mesmo para a atual presidente, que seria derrotada por Marina num eventual segundo-turno. O jogo está apenas começando. Só que agora para valer.
O lado obscuro das redes sociais que leva ao ódio
A morte do candidato à presidência da República, Eduardo Campos (PSB), na manhã da última quarta-feira, em acidente aéreo na cidade de Santos, trouxe à tona, novamente, o lado mais obscuro das redes sociais. Piadas inoportunas e teorias conspiratórias, que fazem corar até o tomate mais maduro. E que provocam asco em todos aqueles que fazem dessas redes – Facebook e Twitter, as mais utilizadas – ferramentas diárias de trabalho para levar informação correta e diversão sadia a seguidores e amigos. E àqueles que compartilham desse propósito. Em muitos comentários e postagens, relatos com alto teor de preconceito se seguiram durante todo o dia, inclusive expressando desejos de que o acidente tivesse ocorrido com esse ou aquele outro candidato. Dilma Rousseff (PT) e o tucano Aécio Neve foram lembrados como merecedores da tragédia, no lugar do ex-governador de Pernambuco. Como se isso resolvesse os problemas do País ou tornasse a vida dessas pessoas mais agradáveis. Postura lamentável de quem leva a decência a nível zero, chafurdando na lama escura do ódio. Extrema pobreza de espírito.
Nosso lado oculto
Sempre que tenho oportunidade – e essa é de triste coincidência – trato desse assunto, porque entendo que a comunicação e as informações que circulam a cada segundo nas redes sociais são armas perigosas, quando não utilizadas de forma criteriosa. Expõem uma aura sombria do ser humano, quando ele se dispõe a navegar pelas águas turvas da intolerância.
Exposição gratuita
A tragédia de Campos e uma infinidade de outras tragédias – compartilhadas diariamente – expostas ao escárnio que acompanha muitos perfis de redes sociais, são apenas um exemplo da falta de caráter de seus proprietários. E, que ao se expressarem dessa forma, denotam apenas desrespeito, sem perceber que estão zombado de si próprios. Expondo-se ao ridículo.
Opinião e escárnio
E tudo isso não tem nada a ver com a liberdade de expressão. Muito menos com o direito à opinião. Principalmente daqueles que estão acostumados à danosa prática da arrogância. Tem, sim, muito a ver com consciência de cada um, em buscar a informação e transmiti-la de forma correta. A desgraça alheia não é diversão. Muito menos pretexto para buscar sorrisos. Justamente onde deveria haver lágrimas.
Prática necessária
Nesse processo, entretanto, defendo o direito a esses detratores em continuar se expondo nas redes, para que possamos conhecê-los e as suas ideias. Só assim, com a trincheira adversária exposta é que a legião contrária à maledicência e à mediocridade, poderá se contrapor. Não numa guerra entre o bem e o mal, mas o embate produtivo, para que cada vez mais vozes se levantem contra os injuriosos.
Próximo capítulo...
Passados os primeiros dias dessa verdadeira comoção nacional, os caminhos precisam ser retraçados para que não se perca o foco na busca pelo futuro do País. E passa, efetivamente, por decisões políticas pontuais e interesses partidários, embora o momento exija mais que isso. Enquanto não vem a definição, pela continuidade ou não do projeto político de Eduardo Campos, não há uma conclusão, por tão óbvia que possa parecer.
Que venha o dia 19
A partir da próxima terça-feira, saem os galãs do horário nobre e entram os protagonistas da política nas emissoras de rádio e TV. Sem mocinhos e nem bandidos. Espera-se também, que não haja bolinha de papel.
A falta e o aumento
Por aqui a água foi a personagem da semana. Pela primeira vez, e publicamente, a concessionária Odebrecht Ambiental admitiu a possibilidade de racionamento no mesmo dia em que anunciava alta extra de tarifa. O primeiro anúncio, que tudo indicava não seria levado a público, é um alerta à população pelo seu uso racional e desmonta a teoria, até então defendida com unhas e dentes, que essa longa estiagem não afetaria o abastecimento em Limeira; o segundo, que ninguém esperava ou desejava, foi o do aumento tarifário extraordinário de 6,38%, a partir de janeiro de 2015. E que vai com certeza impactar no bolso do contribuinte, como todo aumento para custeio de serviços públicos, embora no caso de Limeira seja privado.
Está bem sinalizado
Como o assunto ainda é água, desta vez daquela decorrente de fortes chuvas – que há muito não acontecem - o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, SAAE, pede aos motoristas atenção à sinalização – que está valendo desde ontem – no entorno do Tiro de Guerra. Tudo em decorrência das obras de preparação e construção de uma bacia de detenção (piscinão), na pista de atletismo existente no local e desativada temporariamente. É interessante que essa sinalização seja respeitada e que se evite trafegar pelas ruas próximas, para agilização dessas obras e para que sejam evitados eventuais transtornos. E não há como alegar desconhecimento, uma vez que faixas e placas estão sendo instaladas no local.
Obra imprescindível
Essa deve ser a grande obra – e a mais importante também – da atual administração. E, assim que concluída, evitará as consequências das tradicionais enchentes em toda aquela região e, principalmente, na baixada do Mercado Modelo, o “Mercadão”, e que tantos prejuízos trouxeram (e trazem) a moradores e comerciantes lá instalados. Nesse caso ninguém poderá negar a omissão do poder público.
Pergunta rápida
Por que as teorias conspiratórias aguçam tanto o imaginário do ser humano?
Lembrando Tirica...
... pior que tá, não fica. Essa é a situação do transporte público em Limeira que, conforme esta Gazeta publicou na última sexta-feira, deve ter dobrado o repasse da verba pública municipal (subsídio), após o primeiro ano de vigência. Na mesma edição, a manchete mostrava a condenação da Viação Limeirense por danos morais, justamente pelo mau atendimento ao usuário. No caso, uma cadeirante. Ora, se o subsídio vai dobrar, as concessionárias também podem aumentar o investimento em melhorias com a devida fiscalização do poder público. E denúncia após denúncia, o mais interessado, o usuário, não sente impactos positivos no serviço. E tudo continua como antes. E o usuário...
Nota curtíssima
Se o transporte público fosse um time de futebol, já teriam mudado o técnico.
Frase da semana
“Sensação de que a morte bate na porta errada”. Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira em Santos. Na Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 15.
Nosso lado oculto
Sempre que tenho oportunidade – e essa é de triste coincidência – trato desse assunto, porque entendo que a comunicação e as informações que circulam a cada segundo nas redes sociais são armas perigosas, quando não utilizadas de forma criteriosa. Expõem uma aura sombria do ser humano, quando ele se dispõe a navegar pelas águas turvas da intolerância.
Exposição gratuita
A tragédia de Campos e uma infinidade de outras tragédias – compartilhadas diariamente – expostas ao escárnio que acompanha muitos perfis de redes sociais, são apenas um exemplo da falta de caráter de seus proprietários. E, que ao se expressarem dessa forma, denotam apenas desrespeito, sem perceber que estão zombado de si próprios. Expondo-se ao ridículo.
Opinião e escárnio
E tudo isso não tem nada a ver com a liberdade de expressão. Muito menos com o direito à opinião. Principalmente daqueles que estão acostumados à danosa prática da arrogância. Tem, sim, muito a ver com consciência de cada um, em buscar a informação e transmiti-la de forma correta. A desgraça alheia não é diversão. Muito menos pretexto para buscar sorrisos. Justamente onde deveria haver lágrimas.
Prática necessária
Nesse processo, entretanto, defendo o direito a esses detratores em continuar se expondo nas redes, para que possamos conhecê-los e as suas ideias. Só assim, com a trincheira adversária exposta é que a legião contrária à maledicência e à mediocridade, poderá se contrapor. Não numa guerra entre o bem e o mal, mas o embate produtivo, para que cada vez mais vozes se levantem contra os injuriosos.
Próximo capítulo...
Passados os primeiros dias dessa verdadeira comoção nacional, os caminhos precisam ser retraçados para que não se perca o foco na busca pelo futuro do País. E passa, efetivamente, por decisões políticas pontuais e interesses partidários, embora o momento exija mais que isso. Enquanto não vem a definição, pela continuidade ou não do projeto político de Eduardo Campos, não há uma conclusão, por tão óbvia que possa parecer.
Que venha o dia 19
A partir da próxima terça-feira, saem os galãs do horário nobre e entram os protagonistas da política nas emissoras de rádio e TV. Sem mocinhos e nem bandidos. Espera-se também, que não haja bolinha de papel.
A falta e o aumento
Por aqui a água foi a personagem da semana. Pela primeira vez, e publicamente, a concessionária Odebrecht Ambiental admitiu a possibilidade de racionamento no mesmo dia em que anunciava alta extra de tarifa. O primeiro anúncio, que tudo indicava não seria levado a público, é um alerta à população pelo seu uso racional e desmonta a teoria, até então defendida com unhas e dentes, que essa longa estiagem não afetaria o abastecimento em Limeira; o segundo, que ninguém esperava ou desejava, foi o do aumento tarifário extraordinário de 6,38%, a partir de janeiro de 2015. E que vai com certeza impactar no bolso do contribuinte, como todo aumento para custeio de serviços públicos, embora no caso de Limeira seja privado.
Está bem sinalizado
Como o assunto ainda é água, desta vez daquela decorrente de fortes chuvas – que há muito não acontecem - o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, SAAE, pede aos motoristas atenção à sinalização – que está valendo desde ontem – no entorno do Tiro de Guerra. Tudo em decorrência das obras de preparação e construção de uma bacia de detenção (piscinão), na pista de atletismo existente no local e desativada temporariamente. É interessante que essa sinalização seja respeitada e que se evite trafegar pelas ruas próximas, para agilização dessas obras e para que sejam evitados eventuais transtornos. E não há como alegar desconhecimento, uma vez que faixas e placas estão sendo instaladas no local.
Obra imprescindível
Essa deve ser a grande obra – e a mais importante também – da atual administração. E, assim que concluída, evitará as consequências das tradicionais enchentes em toda aquela região e, principalmente, na baixada do Mercado Modelo, o “Mercadão”, e que tantos prejuízos trouxeram (e trazem) a moradores e comerciantes lá instalados. Nesse caso ninguém poderá negar a omissão do poder público.
Pergunta rápida
Por que as teorias conspiratórias aguçam tanto o imaginário do ser humano?
Lembrando Tirica...
... pior que tá, não fica. Essa é a situação do transporte público em Limeira que, conforme esta Gazeta publicou na última sexta-feira, deve ter dobrado o repasse da verba pública municipal (subsídio), após o primeiro ano de vigência. Na mesma edição, a manchete mostrava a condenação da Viação Limeirense por danos morais, justamente pelo mau atendimento ao usuário. No caso, uma cadeirante. Ora, se o subsídio vai dobrar, as concessionárias também podem aumentar o investimento em melhorias com a devida fiscalização do poder público. E denúncia após denúncia, o mais interessado, o usuário, não sente impactos positivos no serviço. E tudo continua como antes. E o usuário...
Nota curtíssima
Se o transporte público fosse um time de futebol, já teriam mudado o técnico.
Frase da semana
“Sensação de que a morte bate na porta errada”. Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira em Santos. Na Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 15.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Coerência, enfim
Em minha coluna de domingo, questionei até quando Limeira seria um oásis em meio a tantos municípios sem água. No artigo da terça-feira (Águas que já não rolam como antigamente), comentei sobre a importância da informação como principal arma à conscientização. Finalmente se chegou à razão e o racionamento de água já é cogitado, conforme mostrou manchete desta Gazeta, ontem.
Sem brincadeira
Finalmente, e já com atraso perceptível, a concessionária Odebrecht Ambiental assumiu o problema pela primeira vez, depois de ter esbanjado confiança de que a estiagem não atingiria Limeira. As fotos dos mananciais que abastecem o Município, mostradas ontem na reportagem de Daíza Lacerda, indicam que essa postura deveria ter sido tomada lá atrás.
Antes tarde que...
...mais tarde ainda. Não dá para brincar com um problema sério dessa natureza. É preciso assumi-lo e mostrar a realidade da situação. Apenas o governador Geraldo Alckmin (PSDB) - e sua Sabesp - em sua irresponsabilidade eleitoral, ainda não percebeu isso.
Reação oportuna
A vereadora Érika Monteiro (PT) fez requerimento ao prefeito Paulo Hadich (PSB), questionando sobre a data da inauguração da nova biblioteca municipal, lá no Parque Cidade. Venho escrevendo sobre isso há tempos. Cobrando continuidade das obras. Agora, finalmente e felizmente, parece que a preocupação chegou à própria base governista.
É apenas palpite
Vou cravar na cabeça: a atual administração municipal não tem o mínimo interesse em inaugurar o novo espaço. Se tivesse vontade política já teria feito. E vou além, não vai inaugurar. E se isso vier a acontecer, serei o primeiro a elogiar.
Educação no ralo
E que desce rápido pelo esgoto. É triste ver jovens, madames e pessoas saudáveis ocupando vagas especiais de estacionamento para idosos e portadores de deficiências. Como disse certa vez um leitor desta coluna, são pessoas portadoras de deficiência moral. Concordo.
A última de hoje
Em tempo: morte em trágico acidente do candidato à presidência, Eduardo Campos (PSB), pode mudar a configuração política eleitoral do Brasil a menos de dois meses da eleição. Tudo passa pelas decisões partidárias e possibilidades legais sobre o tema. É preciso cautela para qualquer análise.
Em minha coluna de domingo, questionei até quando Limeira seria um oásis em meio a tantos municípios sem água. No artigo da terça-feira (Águas que já não rolam como antigamente), comentei sobre a importância da informação como principal arma à conscientização. Finalmente se chegou à razão e o racionamento de água já é cogitado, conforme mostrou manchete desta Gazeta, ontem.
Sem brincadeira
Finalmente, e já com atraso perceptível, a concessionária Odebrecht Ambiental assumiu o problema pela primeira vez, depois de ter esbanjado confiança de que a estiagem não atingiria Limeira. As fotos dos mananciais que abastecem o Município, mostradas ontem na reportagem de Daíza Lacerda, indicam que essa postura deveria ter sido tomada lá atrás.
Antes tarde que...
...mais tarde ainda. Não dá para brincar com um problema sério dessa natureza. É preciso assumi-lo e mostrar a realidade da situação. Apenas o governador Geraldo Alckmin (PSDB) - e sua Sabesp - em sua irresponsabilidade eleitoral, ainda não percebeu isso.
Reação oportuna
A vereadora Érika Monteiro (PT) fez requerimento ao prefeito Paulo Hadich (PSB), questionando sobre a data da inauguração da nova biblioteca municipal, lá no Parque Cidade. Venho escrevendo sobre isso há tempos. Cobrando continuidade das obras. Agora, finalmente e felizmente, parece que a preocupação chegou à própria base governista.
É apenas palpite
Vou cravar na cabeça: a atual administração municipal não tem o mínimo interesse em inaugurar o novo espaço. Se tivesse vontade política já teria feito. E vou além, não vai inaugurar. E se isso vier a acontecer, serei o primeiro a elogiar.
Educação no ralo
E que desce rápido pelo esgoto. É triste ver jovens, madames e pessoas saudáveis ocupando vagas especiais de estacionamento para idosos e portadores de deficiências. Como disse certa vez um leitor desta coluna, são pessoas portadoras de deficiência moral. Concordo.
A última de hoje
Em tempo: morte em trágico acidente do candidato à presidência, Eduardo Campos (PSB), pode mudar a configuração política eleitoral do Brasil a menos de dois meses da eleição. Tudo passa pelas decisões partidárias e possibilidades legais sobre o tema. É preciso cautela para qualquer análise.
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