Que venha 2011
O ano de 2010 passou rápido. Foi interessante do ponto de vista da economia, que bombou, garantindo um dos melhores natais dos últimos dez anos, conforme mostrou ontem esta Gazeta. Não há do que reclamar. E que 2011 seja melhor ainda e que os ventos do crescimento continuem soprando forte. Na política, o Brasil elegeu sua primeira presidente da República mulher e garantiu mais quatro anos de poder ao PT. Em SP já são 16 do PSDB, que vai a 20 anos.
Sem deputados
Limeira, infelizmente, em mais uma eleição, não teve capacidade política e de mobilização para eleger deputados - estadual e federal - da cidade. Chegou perto, porém demonstrou que faltam líderes ao município, para garantir o diferencial que ele realmente merece. O egoísmo e a vaidade pessoal de alguns acabaram prejudicando a cidade. Pessoas que ambicionam a satisfação pessoal em detrimento aos interesses públicos. Deu no que deu.
Retrospectiva
Para nós, 2010 foi o ano da consumação dos escândalos políticos. Vereador afastado pela justiça, acusado de corrupção. Polícia Federal desembarca na Prefeitura para apurar ilícitos na área da segurança pública. E número de ações civis contra o Executivo tem novos capítulos. Alguns setores do município, após a não eleição de Constância Berbert Dutra Silva, ou Constância Félix (PDT), simplesmente estancaram seus serviços. Muitos anúncios precipitados e pouca concretização de obras e investimentos. Não se sabe, ainda, o que será de 2011. As perspectivas, neste caso, são as piores. Gostaria de errar neste prognóstico.
Voltam e vão!!
Os agentes de trânsito à vezes voltam às ruas. Depois vão embora e ficam tempo sem aparecer. Na semana passada multaram muitas motos estacionadas irregularmente em vagas de automóveis. Esta coluna vinha solicitando isso há tempos, deixando o leitor cansado de tanto tratar do assunto. Agora revela-se o problema: falta de viaturas para os agentes. Mostrado também pela Gazeta em manchete da terça-feira. Pode-se chamar isso de incompetência do gestor público ou não? Quem puder responder....
O troféu 2010...
...vai para a bolinha de papel. Foi, sem dúvida, a grande mentira da campanha presidencial de 2010. O papel a que se prestou José Serra (PSDB) foi o mais grotesco de todo o período eleitoral, quando ele virou hit no Twitter e em várias redes sociais e, ainda, na grande mídia, que tentou maquiar a história, porém o estrago estava feito. Suplantou, em gênero, número e grau a favela cenográfica do PSDB do início do horário eleitoral gratuito.
Português claro
Para encerrar o ano, neste penúltimo dia de 2010, nada melhor que uma palavra que está na boca e nos sentimentos de todos. Trata-se da palavra esperança, um substantivo feminino. Esperança tem vários significados, mas os que vamos mostrar aqui são: sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja; confiança em coisa boa; fé. Ou como se costuma dizer, “a esperança é a última que morre”. Mais uma palavra para esta segunda fase do dicionário Texto & Contexto, que já tem conluio, omisso, submissão, incompetente e hombridade.
A última de hoje
No próximo domingo, dia 2 de janeiro de 2011 a coluna Texto&Contexto não será publicada porque a Gazeta não circulará nesta data devido ao feriado do primeiro de janeiro, o ano-bom. E voltará ao seu tradicional espaço dos domingos a partir do dia 9 de janeiro. Um ótimo 2011 para todos!
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Um ano especial!
Não dá mais para olhar para trás. E 2010 vai ficando apenas no retrovisor, e se perdendo no rastro da poeira. Assim como a primeira década do Terceiro Milênio. A apenas quatro dias do novo ano e da segunda década do século XXI, 2011 já desponta, no Brasil, com algumas peculiaridades, que dificilmente serão superadas nas próximas; ou talvez séculos. Entra para a história com a primeira mulher eleita presidente da República, Dilma Rousseff, posição conquistada ao suceder seu padrinho e mentor político, Luiz Inácio Lula da Silva. E, de presente, leva um país estável e cheio de expectativas positivas, justamente as mesmas que lançaram a Nação no ineditismo político de, depois de uma eleição e reeleição - oito anos consecutivos - um presidente eleger seu sucessor. No caso, uma sucessora.
Só por isso 2011 vem recheado de esperanças e amparado na confiança de que, no mínimo, poderá repetir o ano que está chegando ao fim e que ficará marcado pela consolidação democrática e estabilidade econômica, sem solavancos ou surpresas desagradáveis. Está no olhar de cada cidadão - mesmo daqueles que esboçam desconforto pela vitória de Dilma - e consolidado em números. E que pode ser exemplificado naquela velha máxima do copo, que está com água até sua metade. Para o pessimista será sempre um copo meio vazio. E para o otimista, meio cheio. Uma questão que a semântica ainda não pode explicar.
Fugir dessas analogias é desrespeitar os sonhos de todos aqueles que apostaram no brilho de uma estrela e hoje têm a convicção de que sua luminosidade será cada vez maior. A possibilidade de que venha a se ofuscar e, com o passar do tempo, seja tomada pela opacidade dos incrédulos, não deve nunca ser descartada. Em política nada é certeza. Não há 100%. O dominó global pede cautela. Euforia em demasia ou desrespeito para com os vizinhos do planeta pode desencadear um efeito terrível, assim que a primeira peça for derrubada. Espera-se, portanto, que essa pedra seja monolítica. Pois a interdependência global é, de fato, o grande risco.
É a força interior de cada cidadão brasileiro, entretanto, que poderá ter peso decisivo na condução dos destinos da Nação, daqui para frente. Recente enquete no site da Gazeta pôde comprovar essa tese, ao apontar que a confiança é muito maior que a desconfiança. Agora é torcer para que as mãos da condução nacional estejam sempre seguras. Que não haja vacilos nas decisões. E, acima de tudo, que o chão da democracia tenha cada vez mais a solidez das rochas. Feliz 2011 a todos!
Antonio Claudio Bontorim
Só por isso 2011 vem recheado de esperanças e amparado na confiança de que, no mínimo, poderá repetir o ano que está chegando ao fim e que ficará marcado pela consolidação democrática e estabilidade econômica, sem solavancos ou surpresas desagradáveis. Está no olhar de cada cidadão - mesmo daqueles que esboçam desconforto pela vitória de Dilma - e consolidado em números. E que pode ser exemplificado naquela velha máxima do copo, que está com água até sua metade. Para o pessimista será sempre um copo meio vazio. E para o otimista, meio cheio. Uma questão que a semântica ainda não pode explicar.
Fugir dessas analogias é desrespeitar os sonhos de todos aqueles que apostaram no brilho de uma estrela e hoje têm a convicção de que sua luminosidade será cada vez maior. A possibilidade de que venha a se ofuscar e, com o passar do tempo, seja tomada pela opacidade dos incrédulos, não deve nunca ser descartada. Em política nada é certeza. Não há 100%. O dominó global pede cautela. Euforia em demasia ou desrespeito para com os vizinhos do planeta pode desencadear um efeito terrível, assim que a primeira peça for derrubada. Espera-se, portanto, que essa pedra seja monolítica. Pois a interdependência global é, de fato, o grande risco.
É a força interior de cada cidadão brasileiro, entretanto, que poderá ter peso decisivo na condução dos destinos da Nação, daqui para frente. Recente enquete no site da Gazeta pôde comprovar essa tese, ao apontar que a confiança é muito maior que a desconfiança. Agora é torcer para que as mãos da condução nacional estejam sempre seguras. Que não haja vacilos nas decisões. E, acima de tudo, que o chão da democracia tenha cada vez mais a solidez das rochas. Feliz 2011 a todos!
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Só na conversa
O Natal está chegando. O comércio tem seus dois últimos dias de vendas em horário especial, com o trânsito que só Deus sabe como esteve. Semáforos ontem pela manhã, malucos no quadrilátero central. As obras de revitalização nas praças, que estariam concluídas antes do Natal... “Ninguém sabe, ninguém viu”!
Próprio remédio
Meu primeiro comentário sobre a eleição da nova mesa diretora da Câmara. Na sessão da segunda-feira, 20, as manobras e deliberações dos vereadores da oposição foram perfeitas. Isso é democracia, quando todos têm oportunidades iguais de jogar. E foi isso que aconteceu. Foi para acender uma luz amarela na truculência da bancada da situação e no Poder Executivo. As majestades começam a se esfarelar!
O troco depois!!
Na terça-feira, na sessão extraordinária, o troco da situação. Cooptação e capitulação do vereador Raul Nilsen Filho (PMDB), que ganhou a vice-presidência em troca do apoio à Elza Tank (PTB), eleita presidente; e debandada de Almir Pedro dos Santos (PSDB), que flertou com a oposição na segunda. Movimentos esperados pela fragilidade política que ambos representam. Resultados: 9 a 5 em todas as votações para a Mesa Diretora. Eliseu Daniel (PDT) na oposição.
Mais um pitaco
Apesar de minoria, a oposição conseguiu um espaço importante e uma aglutinação interessante (se se manter dessa forma). E a leitura que os cinco vereadores fizeram foi parecida e acertada. Com cinco votos independem da base governista para ações políticas, como aberturas de CPIs, por exemplo.
E agora é pobre
O governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB), quer manter o corte no orçamento do Tribunal de Justiça - TJ-SP - em 54%. Para um estado progressista, um governador progressista, como ele costumava se autoproclamar, começa bem sua nova gestão. E vamos ficando à mercê dessa elite incompetente, que nos governa há 16 anos. Agora, a deusa Têmis, da Justiça, além da venda nos olhos, da balança em uma das mãos, vai trazer na outra, no lugar da tradicional espada, um chapéu vazio para os “trocadinhos”!
Português claro
A palavra que vou definir hoje está ligada diretamenta à conduta do ser humano. Trata-se de uma das mais importantes virtudes, que cada um de nós deve cultivar em qualquer situação. Trata-se de hombridade, que segundo o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa é um substantivo feminino. Hombridade significa ar viril, másculo; ter retidão de caráter; dignidade; honradez; grandeza de ânimo; coragem; pretensão de ombrear-se com alguém que lhe é superior. Cá entre nós, não é para qualquer um não! Mais uma palavrinha legal para esta segunda fase do dicionário Texto&Contexto, que já tem conluio, omisso, submissão e incompetente.
A última de hoje
Nos próximos dois domingos, dias 26 de dezembro e 2 de janeiro de 2011 a coluna Texto&Contexto não será publicada porque a Gazeta não circulará nestas datas devido aos feriados de Natal e ano-bom. Ela voltará ao seu tradicional espaço dos domingos a partir do dia 9 de janeiro. Até lá! Feliz Natal para todos!
Antonio Claudio Bontorim
O Natal está chegando. O comércio tem seus dois últimos dias de vendas em horário especial, com o trânsito que só Deus sabe como esteve. Semáforos ontem pela manhã, malucos no quadrilátero central. As obras de revitalização nas praças, que estariam concluídas antes do Natal... “Ninguém sabe, ninguém viu”!
Próprio remédio
Meu primeiro comentário sobre a eleição da nova mesa diretora da Câmara. Na sessão da segunda-feira, 20, as manobras e deliberações dos vereadores da oposição foram perfeitas. Isso é democracia, quando todos têm oportunidades iguais de jogar. E foi isso que aconteceu. Foi para acender uma luz amarela na truculência da bancada da situação e no Poder Executivo. As majestades começam a se esfarelar!
O troco depois!!
Na terça-feira, na sessão extraordinária, o troco da situação. Cooptação e capitulação do vereador Raul Nilsen Filho (PMDB), que ganhou a vice-presidência em troca do apoio à Elza Tank (PTB), eleita presidente; e debandada de Almir Pedro dos Santos (PSDB), que flertou com a oposição na segunda. Movimentos esperados pela fragilidade política que ambos representam. Resultados: 9 a 5 em todas as votações para a Mesa Diretora. Eliseu Daniel (PDT) na oposição.
Mais um pitaco
Apesar de minoria, a oposição conseguiu um espaço importante e uma aglutinação interessante (se se manter dessa forma). E a leitura que os cinco vereadores fizeram foi parecida e acertada. Com cinco votos independem da base governista para ações políticas, como aberturas de CPIs, por exemplo.
E agora é pobre
O governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB), quer manter o corte no orçamento do Tribunal de Justiça - TJ-SP - em 54%. Para um estado progressista, um governador progressista, como ele costumava se autoproclamar, começa bem sua nova gestão. E vamos ficando à mercê dessa elite incompetente, que nos governa há 16 anos. Agora, a deusa Têmis, da Justiça, além da venda nos olhos, da balança em uma das mãos, vai trazer na outra, no lugar da tradicional espada, um chapéu vazio para os “trocadinhos”!
Português claro
A palavra que vou definir hoje está ligada diretamenta à conduta do ser humano. Trata-se de uma das mais importantes virtudes, que cada um de nós deve cultivar em qualquer situação. Trata-se de hombridade, que segundo o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa é um substantivo feminino. Hombridade significa ar viril, másculo; ter retidão de caráter; dignidade; honradez; grandeza de ânimo; coragem; pretensão de ombrear-se com alguém que lhe é superior. Cá entre nós, não é para qualquer um não! Mais uma palavrinha legal para esta segunda fase do dicionário Texto&Contexto, que já tem conluio, omisso, submissão e incompetente.
A última de hoje
Nos próximos dois domingos, dias 26 de dezembro e 2 de janeiro de 2011 a coluna Texto&Contexto não será publicada porque a Gazeta não circulará nestas datas devido aos feriados de Natal e ano-bom. Ela voltará ao seu tradicional espaço dos domingos a partir do dia 9 de janeiro. Até lá! Feliz Natal para todos!
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Egoísmo nosso de cada dia
Respeito. Gentileza. Solidariedade. Educação. Palavras diferentes e com significados distintos, mas que têm um denominador comum: retratam a dignidade do ser humano no trato com seu semelhante. Ou a falta dela, quando se esquece que o cotidiano de cada um é composto por direitos e deveres. Por obrigações, que deveriam nos diferenciar de todos os outros seres vivos que, em certos casos, retratam uma pequenez de sentimento e uma pobreza de alma tão aparentes, que é possível duvidar até mesmo dessa condição de racionalidade. De que a razão e a inteligência são características inerentes ao homem.
Escrevo isto para ilustrar uma cena mostrada ontem pelo Portal G1, da Globo, quando uma senhora grávida teve que arrancar à força uma jovem, que não queria ceder-lhe o lugar numa composição do metrô de São Paulo. Detalhe: o local era justamente um daqueles preferenciais, reservados para grávidas, pessoas idosas ou portadoras de deficiências. Não estou defendendo aqui os métodos utilizados pela referida senhora para mostrar à “intrusa” que ela estava errada. Mesmo tendo o direito ao assento preferencial, a ação violenta sempre tira a razão de quem a pratica, independentemente dos motivos que levaram a ela.
Um caso isolado, que mostra como andam em falta justamente as quatro palavrinhas que citei no início deste artigo. E que revela, sobretudo, como o individualismo e a famosa “lei de Gerson” têm sobressaído, cristalizando o egoísmo - antes latente - naqueles que se julgam acima do bem e do mal. Melhores que seus próximos, a ponto de se acharem desobrigados às regras da convivência humana. Desconhecedores que são desse fundamento básico que rege a conduta social.
Tenho presenciado casos semelhantes em Limeira. Ainda não testemunhei nenhuma ação como a da senhora grávida do metrô paulistano, mas há tempos observo o comportamento de outra senhora, aqui da sociedade limeirense e afeita às colunas sociais, que insiste em estacionar seu enorme automóvel em vaga preferencial destinada a deficientes, num conhecido varejão da cidade. Seu veículo não tem adesivo indicativo para tal e até onde a conheço, ela goza de saúde perfeita. Mas está lá, exibindo-se e atestando sua ignorância. E, agora, com o fim da cobrança da tarifa de área azul nas vagas especiais destinadas a idosos, não faltarão os espertalhões, ávidos por levar vantagens sobre seus iguais. Este talvez seja um período propício ao aprendizado da humildade, lição que ainda falta a muita gente!
Antonio Claudio Bontorim
Escrevo isto para ilustrar uma cena mostrada ontem pelo Portal G1, da Globo, quando uma senhora grávida teve que arrancar à força uma jovem, que não queria ceder-lhe o lugar numa composição do metrô de São Paulo. Detalhe: o local era justamente um daqueles preferenciais, reservados para grávidas, pessoas idosas ou portadoras de deficiências. Não estou defendendo aqui os métodos utilizados pela referida senhora para mostrar à “intrusa” que ela estava errada. Mesmo tendo o direito ao assento preferencial, a ação violenta sempre tira a razão de quem a pratica, independentemente dos motivos que levaram a ela.
Um caso isolado, que mostra como andam em falta justamente as quatro palavrinhas que citei no início deste artigo. E que revela, sobretudo, como o individualismo e a famosa “lei de Gerson” têm sobressaído, cristalizando o egoísmo - antes latente - naqueles que se julgam acima do bem e do mal. Melhores que seus próximos, a ponto de se acharem desobrigados às regras da convivência humana. Desconhecedores que são desse fundamento básico que rege a conduta social.
Tenho presenciado casos semelhantes em Limeira. Ainda não testemunhei nenhuma ação como a da senhora grávida do metrô paulistano, mas há tempos observo o comportamento de outra senhora, aqui da sociedade limeirense e afeita às colunas sociais, que insiste em estacionar seu enorme automóvel em vaga preferencial destinada a deficientes, num conhecido varejão da cidade. Seu veículo não tem adesivo indicativo para tal e até onde a conheço, ela goza de saúde perfeita. Mas está lá, exibindo-se e atestando sua ignorância. E, agora, com o fim da cobrança da tarifa de área azul nas vagas especiais destinadas a idosos, não faltarão os espertalhões, ávidos por levar vantagens sobre seus iguais. Este talvez seja um período propício ao aprendizado da humildade, lição que ainda falta a muita gente!
Antonio Claudio Bontorim
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
É possível acreditar. Ainda!
É muito comum do ser humano procurar datas e épocas especiais para refletir sobre sua condição na sociedade. Na comunidade em que vive. E antes de encarar sua própria retrospectiva e expor suas expectativas, ele tem por obrigação rever - ou pelo menos tentar - seus conceitos. E neste período, carregado de simbolismo, especialmente para os cristãos, é que as emoções se acentuam, tornando-o mais suscetível a se mostrar, facilitando uma reflexão mais apurada. Quer queiram ou não os mais céticos - e eu me incluo entre eles - é preciso renovar todas as esperanças e acreditar na espécie como protagonista das transformações, que o Planeta almeja. Sem essa crença, que não pode ser confundida com religião, o homem acaba se tornando apenas um número ou máquina produtiva, sem se dar conta do que ele é capaz. Nós que lidamos diariamente com a opinião pública estamos sempre questionando todos os princípios estabelecidos como padrão e, às vezes, nos esquecemos dessa sensibilidade inerente somente aos seres humanos. Sensibilidade, que é o agente dessas transformações. Feliz Natal para todos!
Horários e datas
É preciso, a partir desta semana que se inicia, redobrar as atenções às alterações nos horários de atendimentos dos serviços públicos, comércio e bancos. Apesar de o Natal ser comemorado no próximo sábado, dia 25, é importante seguir as informações que esta Gazeta estará divulgando ao longo da semana sobre o esquema de abre e fecha. Em especial com a sexta-feira, 24.
Todos às compras
Hoje começa a última semana de vendas com horário estendido do comércio para o Natal. A expectativa dos empresários do setor é das melhores. Os consumidores estão ávidos para as compras. É preciso, entretanto, que todos redobrem suas atenções ao movimento das ruas e das lojas e tomem as devidas preocupações contra as surpresas. Todo cuidado é pouco!
Continua ruim...
O trânsito na área central da cidade está um verdadeiro caos. Em alguns períodos e somados aos dias chuvosos, trafegar pelos principais corredores é um jogo de paciência e atenção. O problema mais grave, entretanto, continua sendo o mau sincronismo dos semáforos. Eles acabam limitando a fluidez a quase zero, pois enquanto um abre o outro está fechando. No mesmo sentido e na sequência entre cruzamentos. Competência a toda prova!
Vai ser na unha
Desde quinta-feira as vagas para idosos estão isentas de cobrança na área azul. Quem for utilizá-la, entretanto, precisa do cartão especial para colocar no painel do veículo e que deve ser retirado na Prefeitura mediante um cadastro do usuário. Esta coluna, periodicamente, registra os abusos e a utilização indevida dessas vagas “especiais”, inclusive aquelas para deficientes, porém a fiscalização é, ainda, ineficaz. Melhor, há a mínima fiscalização.A disputa por essas vagas deve se acirrar a partir de agora. Por isso é importante que haja uma fiscalização efetiva e eficiente. Os aproveitadores estão por toda a área. E os mal-educados também!
Foi muita fome
Na última terça-feira, entre 16h30 e 17h, fui a um parquímetro com meu cartão da Hora Park, na Barão de Campinas (entre a Senador Vergueiro e Carlos Gomes), para retirar o tíquete para uso da área azul. Qual não foi minha surpresa, quando o referido equipamento simplesmente engoliu meu cartão, não o devolvendo mais. É o segundo cartão que perco dessa forma.
Se você quer ler
Hoje vou recomendar um pequeno manual, dirigido especialmente a nós jornalistas, que atuam na mídia impressa ou eletrônica.Trata-se do livro “Noções de Direito para Jornalistas”, desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal 3ª região (São Paulo) e publicado pela Editora: Tribunal Regional Federal. A edição é de 2003, tipo brochura com 290 páginas, na categoria Jornalismo. Muito útil e com um glossário de termos técnicos jurídicos, que ajuda bastante na leitura e entendimento de uma ação judicial, seja ela nas Varas Cível ou Criminal. Pode ser adquirido em sites de e-commerce pelo preço de R$ 25,00 mais o frete. Uma boa sugestão de presente também.
Não me entrego
Seja qual for a situação, não abro mão do meu direito à crítica. Vou me utilizar sempre deste espaço - enquanto dele for titular - para chamar à reflexão a opinião pública. De forma bem-humorada, por vezes de fina ironia, mostrar as mazelas políticas daqui e seus toscos personagens, que nos garantem justamente matéria-prima para nossas crônicas diárias. Minha consciência não tem preço. E se tiver é muito alto, para que alguém consiga comprá-la.
Eu Recomendo!
Não sei por que, mas hoje me veio à mente um filme antigo do cinema nacional, de um dos mais conhecidos comediantes e diretores brasileiros: Amácio Mazzaropi. É dele, e estrelado por ele, o filme Nadando em Dinheiro (Brasil, 1952). Conta a história de Isidoro, um pobre motorista que herda uma fortuna, que vai mudar sua vida da noite para o dia. Sua mulher vira madame da sociedade, seu cachorro ganha uma casa enorme e até seu antigo caminhão ganha uma equipe de mecânicos. A dúvida é se ele vai conseguir esquecer suas origens humildes e largar de vez seu jeitão simples. Isidoro terá que se adaptar à nova vida de grã-fino, com tudo do “bão e do melhor”, muito dinheiro e, principalmente, trapalhadas!!! Riso garantido. Traz no elenco, além de Mazzaropi, Ludy Veloso, A.C. Carvalho, Nieta Junqueira, Liana Duval, Carmen Muller, Vicente Leporace, entre outros. Comédia. 92 minutos.
Frase da semana
“Cheguei com sorte”. Do deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira da Silva (PR-SP), o Tiririca, ao chegar pela primeira visita à Câmara dos Deputados, no dia em que era aprovado o aumento para os parlamentares. Na quarta-feira, 15. No UOL Notícias-Política.
Antonio Claudio Bontorim
Horários e datas
É preciso, a partir desta semana que se inicia, redobrar as atenções às alterações nos horários de atendimentos dos serviços públicos, comércio e bancos. Apesar de o Natal ser comemorado no próximo sábado, dia 25, é importante seguir as informações que esta Gazeta estará divulgando ao longo da semana sobre o esquema de abre e fecha. Em especial com a sexta-feira, 24.
Todos às compras
Hoje começa a última semana de vendas com horário estendido do comércio para o Natal. A expectativa dos empresários do setor é das melhores. Os consumidores estão ávidos para as compras. É preciso, entretanto, que todos redobrem suas atenções ao movimento das ruas e das lojas e tomem as devidas preocupações contra as surpresas. Todo cuidado é pouco!
Continua ruim...
O trânsito na área central da cidade está um verdadeiro caos. Em alguns períodos e somados aos dias chuvosos, trafegar pelos principais corredores é um jogo de paciência e atenção. O problema mais grave, entretanto, continua sendo o mau sincronismo dos semáforos. Eles acabam limitando a fluidez a quase zero, pois enquanto um abre o outro está fechando. No mesmo sentido e na sequência entre cruzamentos. Competência a toda prova!
Vai ser na unha
Desde quinta-feira as vagas para idosos estão isentas de cobrança na área azul. Quem for utilizá-la, entretanto, precisa do cartão especial para colocar no painel do veículo e que deve ser retirado na Prefeitura mediante um cadastro do usuário. Esta coluna, periodicamente, registra os abusos e a utilização indevida dessas vagas “especiais”, inclusive aquelas para deficientes, porém a fiscalização é, ainda, ineficaz. Melhor, há a mínima fiscalização.A disputa por essas vagas deve se acirrar a partir de agora. Por isso é importante que haja uma fiscalização efetiva e eficiente. Os aproveitadores estão por toda a área. E os mal-educados também!
Foi muita fome
Na última terça-feira, entre 16h30 e 17h, fui a um parquímetro com meu cartão da Hora Park, na Barão de Campinas (entre a Senador Vergueiro e Carlos Gomes), para retirar o tíquete para uso da área azul. Qual não foi minha surpresa, quando o referido equipamento simplesmente engoliu meu cartão, não o devolvendo mais. É o segundo cartão que perco dessa forma.
Se você quer ler
Hoje vou recomendar um pequeno manual, dirigido especialmente a nós jornalistas, que atuam na mídia impressa ou eletrônica.Trata-se do livro “Noções de Direito para Jornalistas”, desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal 3ª região (São Paulo) e publicado pela Editora: Tribunal Regional Federal. A edição é de 2003, tipo brochura com 290 páginas, na categoria Jornalismo. Muito útil e com um glossário de termos técnicos jurídicos, que ajuda bastante na leitura e entendimento de uma ação judicial, seja ela nas Varas Cível ou Criminal. Pode ser adquirido em sites de e-commerce pelo preço de R$ 25,00 mais o frete. Uma boa sugestão de presente também.
Não me entrego
Seja qual for a situação, não abro mão do meu direito à crítica. Vou me utilizar sempre deste espaço - enquanto dele for titular - para chamar à reflexão a opinião pública. De forma bem-humorada, por vezes de fina ironia, mostrar as mazelas políticas daqui e seus toscos personagens, que nos garantem justamente matéria-prima para nossas crônicas diárias. Minha consciência não tem preço. E se tiver é muito alto, para que alguém consiga comprá-la.
Eu Recomendo!
Não sei por que, mas hoje me veio à mente um filme antigo do cinema nacional, de um dos mais conhecidos comediantes e diretores brasileiros: Amácio Mazzaropi. É dele, e estrelado por ele, o filme Nadando em Dinheiro (Brasil, 1952). Conta a história de Isidoro, um pobre motorista que herda uma fortuna, que vai mudar sua vida da noite para o dia. Sua mulher vira madame da sociedade, seu cachorro ganha uma casa enorme e até seu antigo caminhão ganha uma equipe de mecânicos. A dúvida é se ele vai conseguir esquecer suas origens humildes e largar de vez seu jeitão simples. Isidoro terá que se adaptar à nova vida de grã-fino, com tudo do “bão e do melhor”, muito dinheiro e, principalmente, trapalhadas!!! Riso garantido. Traz no elenco, além de Mazzaropi, Ludy Veloso, A.C. Carvalho, Nieta Junqueira, Liana Duval, Carmen Muller, Vicente Leporace, entre outros. Comédia. 92 minutos.
Frase da semana
“Cheguei com sorte”. Do deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira da Silva (PR-SP), o Tiririca, ao chegar pela primeira visita à Câmara dos Deputados, no dia em que era aprovado o aumento para os parlamentares. Na quarta-feira, 15. No UOL Notícias-Política.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Triste imagem!
Matéria publicada ontem nesta Gazeta, sobre a falta de viaturas do Pelotão Ambiental da Guarda Municipal reflete o mais puro descaso com o negócio público. A foto na capa do jornal, que ilustra a matéria, de autoria do repórter-fotográfico Renato Silva, fala mais que qualquer crítica ou sentimento de incapacidade, que nós cidadãos - e ai me incluo como tal e também como jornalista - podemos sentir.
Eficiência total
Para completar um raciocínio iniciado na coluna Texto&Contexto de domingo, eu gostaria de ver a vereadora Nilce Segalla (PTB) tão eficiente na fiscalização do Poder Executivo e nos atos investigativos da CPI da Merenda quanto a delegada Nilce Segalla está sendo como titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
E merece mais
A Aril (Associação de Reabilitação Infantil Limeirense) está em dificuldades financeiras. Com a diminuição de repasses do poder público, a entidade, que é reconhecida mundialmente e a primeira no Brasil a receber a ISO 2001, se socorre da comunidade. Porém há risco de déficit, segundo seus diretores Adalberto Gaib e Marcelo Bianchi. Em 2009 a Aril teve diminuição da receita, em função de repasses menores de verbas públicas. Essas informações estão nos anais da Câmara Municipal, após o uso da Tribuna Livre, na sessão da última segunda-feira, por Adalberto e Marcelo. É uma pena!
Inversão total
Enquanto se pensar em investir R$ 18 milhões numa torre que ninguém sabe para que vai servir, nossas entidades assistenciais - a Aril como exemplo - que são modelos em atendimento, são obrigadas a passar o chapéu para conseguiu alguns trocados para dar esperanças às pessoas que atendem. Que lástima!
Uma resposta...
...que possa esclarecer. Se alguém puder divulgar as informações corretas seria interessante. Principalmente para os motoristas que se utilizam da Avenida Ana Carolina - ou Avenida Rio Claro. Aquele radar, sentido anel viário-Centro, próximo à escola Portinari, está programado para acusar velocidade superior a 60 km por hora ou 40 km hora? É que há duas placas no local. Uma com velocidade regulamentar de 60 e outra de 40 km/hora.
Português claro
A palavra de hoje é incompetente. Um adjetivo de dois gêneros, segundo o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa. São significados de incompetente: que não é competente; que revela falta de competência, de habilidade, de aptidão; inábil; que não tem poder para conhecer e julgar determinada questão, que compete a outro (diz-se de juiz ou autoridade judicial); que não é idôneo (para realizar, resolver ou apreciar algo). Ou um adjetivo e substantivo de dois gêneros, que significa: que ou quem não tem aptidão, capacidade, habilidade; inepto, incapaz .Nesta segunda fase do dicionário Texto&Contexto já foram as palavras conluio, omisso e submissão.
A última de hoje
O prefeito Silvio Félix (PDT) acaba de mandar Projeto de Lei Complementar que autoriza o Município adquirir bem imóvel e a permutá-lo com imóvel particular para construção do Centro de Atenção à Saúde da Mulher. Ele quer urgência na votação para poder construir o novo hospital da mulher. O primeiro, que estava pronto para ser inaugurado, ele simplesmente doou ao Estado para a instalação do AME.
Antonio Claudio Bontorim
Matéria publicada ontem nesta Gazeta, sobre a falta de viaturas do Pelotão Ambiental da Guarda Municipal reflete o mais puro descaso com o negócio público. A foto na capa do jornal, que ilustra a matéria, de autoria do repórter-fotográfico Renato Silva, fala mais que qualquer crítica ou sentimento de incapacidade, que nós cidadãos - e ai me incluo como tal e também como jornalista - podemos sentir.
Eficiência total
Para completar um raciocínio iniciado na coluna Texto&Contexto de domingo, eu gostaria de ver a vereadora Nilce Segalla (PTB) tão eficiente na fiscalização do Poder Executivo e nos atos investigativos da CPI da Merenda quanto a delegada Nilce Segalla está sendo como titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
E merece mais
A Aril (Associação de Reabilitação Infantil Limeirense) está em dificuldades financeiras. Com a diminuição de repasses do poder público, a entidade, que é reconhecida mundialmente e a primeira no Brasil a receber a ISO 2001, se socorre da comunidade. Porém há risco de déficit, segundo seus diretores Adalberto Gaib e Marcelo Bianchi. Em 2009 a Aril teve diminuição da receita, em função de repasses menores de verbas públicas. Essas informações estão nos anais da Câmara Municipal, após o uso da Tribuna Livre, na sessão da última segunda-feira, por Adalberto e Marcelo. É uma pena!
Inversão total
Enquanto se pensar em investir R$ 18 milhões numa torre que ninguém sabe para que vai servir, nossas entidades assistenciais - a Aril como exemplo - que são modelos em atendimento, são obrigadas a passar o chapéu para conseguiu alguns trocados para dar esperanças às pessoas que atendem. Que lástima!
Uma resposta...
...que possa esclarecer. Se alguém puder divulgar as informações corretas seria interessante. Principalmente para os motoristas que se utilizam da Avenida Ana Carolina - ou Avenida Rio Claro. Aquele radar, sentido anel viário-Centro, próximo à escola Portinari, está programado para acusar velocidade superior a 60 km por hora ou 40 km hora? É que há duas placas no local. Uma com velocidade regulamentar de 60 e outra de 40 km/hora.
Português claro
A palavra de hoje é incompetente. Um adjetivo de dois gêneros, segundo o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa. São significados de incompetente: que não é competente; que revela falta de competência, de habilidade, de aptidão; inábil; que não tem poder para conhecer e julgar determinada questão, que compete a outro (diz-se de juiz ou autoridade judicial); que não é idôneo (para realizar, resolver ou apreciar algo). Ou um adjetivo e substantivo de dois gêneros, que significa: que ou quem não tem aptidão, capacidade, habilidade; inepto, incapaz .Nesta segunda fase do dicionário Texto&Contexto já foram as palavras conluio, omisso e submissão.
A última de hoje
O prefeito Silvio Félix (PDT) acaba de mandar Projeto de Lei Complementar que autoriza o Município adquirir bem imóvel e a permutá-lo com imóvel particular para construção do Centro de Atenção à Saúde da Mulher. Ele quer urgência na votação para poder construir o novo hospital da mulher. O primeiro, que estava pronto para ser inaugurado, ele simplesmente doou ao Estado para a instalação do AME.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Ao mestre o devido valor!
Polêmicas ou responsabilidades à parte, é mais que sabido que o profissional - de qualquer área, tanto na iniciativa privada como no serviço público - é movido por um combustível chamado motivação. O que espera sempre ter dentro da organização, onde desenvolve suas atividades. Salários compatíveis e condições dignas de trabalho são a partida para que esse motor entre em ignição. Desmotivado, um profissional rende pouco, trabalha sem perspectivas e vive apenas em função do salário. O que gera insatisfação pessoal e baixo comprometimento com os projetos corporativos.
Há uma semana o País vem discutindo o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), ano base 2009, divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação Econômica Europeia), que mostrou avanços no Brasil nesse segmento, que é a essência do desenvolvimento humano. Demonstrou, porém, que muito precisa ser feito e discutido. E melhorado. E um dos tópicos analisados é a valorização, através da melhoria nas condições de trabalho e salários dos professores.
E nesse quesito entra um dado interessante, divulgado pelo Pisa: o melhor desempenho dos estudantes está relacionado aos salários mais altos dos professores e não a turmas com menos alunos. Portanto, derruba-se um mito da superlotação de salas de aula para amparar justamente uma realidade bastante conhecida: os baixos salários da categoria por aqui. Vou me reportar aos meus tempos de grupo escolar, ginásio e colegial (hoje conhecidos como ensino fundamental e médio). Ano a ano, os professores se mantinham nas escolas - públicas e de excelente qualidade - e trocavam seus carros, demonstrando na prática o status que tinham, atraindo jovens à profissão. Hoje muitos não conseguem pagar nem o passe de ônibus. Se entre as décadas de 1970 e 1980, o então governador Paulo Maluf falava que a “professora não ganhava mal, mas era malcasada”, hoje os governos investem no aparato policial para bater nesses mestres, quando eles reivindicam melhorias salariais e nas condições de trabalho. As leis tiraram a autoridade (não autoritarismo) do professor, que fica submisso à tirania dos alunos. E até dos próprios pais.
Os governos precisam rever suas posturas ultrapassadas e investir em políticas educacionais, que privilegiem sobretudo o professor, garantindo-lhe o aprimoramento constante e remuneração adequada. As polícias podem, muito bem, ser guardadas para ações no combate ao crime. Cassetete, caderno e lápis não combinam!
Antonio Claudio Bontorim
Há uma semana o País vem discutindo o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), ano base 2009, divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação Econômica Europeia), que mostrou avanços no Brasil nesse segmento, que é a essência do desenvolvimento humano. Demonstrou, porém, que muito precisa ser feito e discutido. E melhorado. E um dos tópicos analisados é a valorização, através da melhoria nas condições de trabalho e salários dos professores.
E nesse quesito entra um dado interessante, divulgado pelo Pisa: o melhor desempenho dos estudantes está relacionado aos salários mais altos dos professores e não a turmas com menos alunos. Portanto, derruba-se um mito da superlotação de salas de aula para amparar justamente uma realidade bastante conhecida: os baixos salários da categoria por aqui. Vou me reportar aos meus tempos de grupo escolar, ginásio e colegial (hoje conhecidos como ensino fundamental e médio). Ano a ano, os professores se mantinham nas escolas - públicas e de excelente qualidade - e trocavam seus carros, demonstrando na prática o status que tinham, atraindo jovens à profissão. Hoje muitos não conseguem pagar nem o passe de ônibus. Se entre as décadas de 1970 e 1980, o então governador Paulo Maluf falava que a “professora não ganhava mal, mas era malcasada”, hoje os governos investem no aparato policial para bater nesses mestres, quando eles reivindicam melhorias salariais e nas condições de trabalho. As leis tiraram a autoridade (não autoritarismo) do professor, que fica submisso à tirania dos alunos. E até dos próprios pais.
Os governos precisam rever suas posturas ultrapassadas e investir em políticas educacionais, que privilegiem sobretudo o professor, garantindo-lhe o aprimoramento constante e remuneração adequada. As polícias podem, muito bem, ser guardadas para ações no combate ao crime. Cassetete, caderno e lápis não combinam!
Antonio Claudio Bontorim
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