Pages

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CPI...mpressões
Vai ser difícil não usar este espaço, hoje, para falar da nova CPI da Merenda, que já deveria ter sido aberta lá em março, quando foi tentada pela primeira vez. Muitos colunistas já devem ter tocado no assunto, mas pretendo colocar aqui minhas impressões pessoais, pois também estive presente na Sessão Ordinária de segunda-feira, quando tudo foi sacramentado. Ou melhor, arranjado e organizado pelo prefeito Silvio Félix (PDT). O vereador Silvio Brito, do partido de Félix, foi só um instrumento dessa orquestração, que pode ser tudo, menos uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de fato. De direito até que sim!

Ceticismo? Não...
...apenas um realismo triste sobre a natureza humana, que permite certas situações de discrepância entre o certo e o quase certo. Não dá para enxergar transparência ou intenção clara de que vá se investigar com imparcialidade o que precisa ser investigado. Por mais que os governistas tenham garantido e até mesmo assumido compromissos públicos - e perante um grande público - de uma devassa nas contas da merenda por aqui, vou expressar-me como São Tomé. Preciso palpar essa “chaga”. Dourar a pílula, elogiar e dar loas à CPI, parece-me, de momento inoportuno de cedo demais.

Basta olhar e ver
É fácil entender esse mecanismo de não transparência com, mais uma vez, aroma de pizza. CPIzza. E das boas e bem temperadas. É só anotar os ingredientes - os membros dessa comissão - para sentir que a mistura não está homogênea. São três governistas (Silvio Brito, do PDT, Nilce Segalla e a outra vereadora, ambas do PTB) e dois da oposição (o petista Ronei Martins e Mário Botion, do PR). Onde vai chegar isso? Sempre 3 contra 2. São votos de uma investigação vencida.

Obra na estrada
Lenta. De forma gradual, porém ao que tudo indica começou. Estou falando das obras na Limeira-Cordeirópolis. Muitos buracos foram tapados. Há homens trabalhando na ponte - onde a pista é mais perigosa e afunilada. Espera-se agora que essas obras ganhem corpo e melhorem o tráfego de veículos, reduzindo drasticamente o número de acidentes. O importante é depois das eleições - e seja qual for o resultado - ela não seja interrompida, como estamos acostumados a ver, quando a obra é meramente eleitoreira. Seria uma total falta de respeito com o cidadão. Com o contribuinte!

Português claro
Hoje vou tratar aqui o significado da palavra ideologia, conforme definições no novo dicionário Houaiss da língua portuguesa. Ideologia é um substantivo feminino, com vários significados, que passo a descrever agora. Na Filosofia: ciência proposta pelo filósofo francês Destutt de Tracy (1754-1836), que atribui a origem das ideias humanas às percepções sensoriais do mundo externo; no marxismo, totalidade das formas de consciência social, o que abrange o sistema de ideias que legitima o poder econômico da classe dominante (ideologia burguesa) e o que expressa os interesses revolucionários da classe dominada (ideologia proletária ou socialista). Na Sociologia: sistema de ideias sustentadas por um grupo social, as quais refletem, racionalizam e defendem os próprios interesses e compromissos institucionais, sejam estes morais, religiosos, políticos ou econômicos. E por extensão de sentido: conjunto de convicções filosóficas, sociais, políticas etc. de um indivíduo ou grupo de indivíduos. As que já foram: capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo, improbidade, honesto, contradição, déspota, boquirroto, idôneo, edil, alcaide, mentira, brocoió, abalado, sigilo, aloprado e baixaria.

Camburão e Cia!
Na segunda-feira à noite eram fortes as informações de que a Polícia Federal (PF) estaria dando um giro aqui pela cidade. Com visitas bem localizadas. Ninguém confirmou, porém ninguém desmentiu.

Antonio Claudio Bontorim

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Está em nossas mãos!


Antonio Claudio Bontorim

Agora não tem mais retorno à vista e a placa indicativa é de mão única. A reta final surgiu à frente dos competidores e a bandeirada está nas mãos de todos nós eleitores. Como protagonistas desse grande espetáculo da democracia, cumpre-nos - e aqui utilizo o tempo verbal na terceira pessoa para escrever este artigo, porque também me incluo entre aqueles que vão decidir - a tarefa mais espinhosa e, ao mesmo tempo, gratificante desse processo, que está prestes a ter seu desfecho no próximo domingo, dia 3. E mesmo sem o voto distrital em curso, lembrar que é importante valorizar sempre o que é nosso.
A cinco dias das eleições e depois de um intenso tiroteio entre partidos e candidatos, e da inevitável polarização entre o oposicionista José Serra (PSDB) e a situacionista Dilma Rousseff (PT), escolhida a dedo por Lula - com espaço em alguns estados da Federação para a candidata Marina Silva, do PV, também entrar no jogo - o som da urna eletrônica começa a tilintar em nossos ouvidos. E o momento mais efetivo da cidadania está cada vez mais próximo. Está na tecla confirma, a cada número escolhido. E ninguém deve - ou pode - se furtar disso. Todos têm obrigação a esse direito democrático fundamental, que é o voto!
Não compete a nós jornalistas - e neste caso a este colunista - indicar esse ou aquele candidato a ninguém. Se temos opinião como cidadãos, nossas escolhas têm o mesmo valor daqueles que estão ao nosso redor. E o que escrevemos pode servir como parâmetro ou guia para a formação da opinião pública. Mostrar quais características buscar nos futuros ocupantes dos cargos eletivos, suas histórias de vida e, sobretudo, sua capacidade e competência para gerir o bem público. Nunca como indicação política. Mesmo que tenhamos afinidade ideológica com ele. Não seria justo assumir, como profissional, uma postura de garoto propaganda desse ou daquele candidato. A nossa percepção ética nos impede de apoio ostensivo e falastrão. Declarações formais de apoio não são função da mídia.
Por isso o que vale muito, de hoje até as 8h do próximo dia 3, quando terá início à votação, é fazer uma auto-exame de consciência, e ponderar sobre o que queremos e o que não queremos para nós e nossos semelhantes. Lembrando sempre que vamos escolher aqueles que vão dirigir o País, os estados e casas legislativas pelos próximos 4 anos. Eis aí nossa responsabilidade, que é muito maior que a que imaginamos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pela legalidade ou moralidade?

O impasse no Supremo Tribunal Federal (STF), quando estava empatada a votação pela aplicação da Lei do Ficha-Limpa ainda em 2010 (5 a 5, nos votos dos ministros), pode levar a várias análises distintas e conflitantes. A decisão final, que pode ser conhecida na quarta-feira ou em qualquer outra data que o próprio STF decidir, deve causar mudanças estruturais consideráveis no processo político. Se não neste ano, será a partir das próximas eleições. Qualquer pessoa na posse de sua consciência sabe que o Ficha-Limpa é o começo da moralização da política brasileira. É preciso extirpar do cenário político os “fichas-sujas”. Com urgência. Há, entretanto, duas vertentes a serem consideradas: a da moralidade e da legalidade. A da moralidade pede pela aprovação da nova lei já! A da legalidade tem que obedecer aos preceitos constitucionais e não deve retroagir. Eu gostaria com todas as forças possíveis, de ver a opção da moralidade e da decência - o Ficha-Limpa - aprovado já! É preciso objetividade para analisar tudo isso. O resultado é improvável neste momento. Resta ao eleitor então decidir!

A primeira baixa
Joaquim Roriz (PSC), candidato ao Governo do Distrito Federal e pivô de todo o imbróglio no Supremo, anunciou na sexta-feira, quando a votação sobre sua “ficha-suja” estava empatada por 5x5, a desistência de sua candidatura. E colocou a própria mulher, Weslian, no seu lugar. Essa atitude prova a mácula no histórico de Roriz e dá argumentos para uma votação pela moralidade da política.

Está chegando...
...a hora! A partir de hoje faltam sete dias para as eleições para presidente (a), governadores, deputados estaduais e federais e senadores. Todos devem estar atentos às novas determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quanto à posse obrigatória de um documento com foto para acompanhar o título de eleitor na hora de votar. Pode ser RG, CNH, Carteira Profissional entre outros...

Reconhecimento
Recebi, nesta semana, duas mensagens sobre o meu artigo (A imprensa, Dilma e Serra) da coluna Texto&Contexto da última terça-feira, 21. E que faço questão de publicar na coluna de hoje. A seguirA visão do leitorA primeira das mensagem veio do engenheiro-agrônomo Ronaldo Rodrigues Coelho, que autorizou a publicação da mensagem e do nome. Interessante publicar, pelo conteúdo e pela mostra de que o cidadão, o eleitor, está enxergando em todo processo. Eis a mensagem de Ronaldo: “Parabéns pela INTELIGÊNCIA e CORAGEM em tratar do tema “A imprensa, Dilma e Serra”. Teve a inteligência em observar o “ataque maciço” da imprensa nacional sem a explicação aparente, e, acima de tudo, a coragem em manifestar publicamente a sua preocupação. É uma pena que a sua coluna não tenha o alcance da Veja, Folha de S.Paulo e Globo.Tornei-me um leitor assíduo de sua coluna e passarei a divulgá-la entre meus amigos. Mais uma vez: Parabéns !”

Figura de retórica
A segunda mensagem vai sem o nome, pois não consegui contato com o leitor. Mesmo assim vou publicar (sem o nome) porque traz um posicionamento interessante. Leiam: “Acerca de sua coluna de hoje, parece-me que a questão da grande imprensa não é simplesmente de ética. A malhação sistemática contra Lula, Dilma & Cia., omitindo as mazelas de Serra, DEM & Cia em São Paulo - educação no lixo, saúde na UTI, segurança que dá medo, pedágio assustador - tem cheiro de golpe. Acusam o Chávez de golpista, mas essa grande imprensa/empresária, que quer fazer 80% da população que aprova Lula engolir os candidatos de seu interesse, essa sim, tem tudo de golpista - UDENISTAS retardados - depois vêm falar em liberdade de imprensa. O quarto-poder é apenas figura de retórica, mas querem transformá-lo em poder supremo. De qualquer modo, parabéns por ter tocado no assunto.”

Se você quiser ler
Um dos livros mais intrigantes que já li até hoje. Que amarra o leitor do começo ao fim, ou melhor, de um fim que não existe. Trata-se de “O Processo”, do escritor checo Franz Kafka e conta a história de Josef K., personagem que acorda certa manhã, e, sem motivos sabidos, é preso e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não revelado. A linha da surpresa é a mesma de Metamorfose, também de Kafka, quando o personagem principal do livro, Grego Samsa, acorda um belo dia transformado em barata.

Obrigação Moral
Se a Câmara Municipal tivesse instaurado a CPI da Merenda logo quando foi proposta, a Câmara Municipal não estaria passando agora por essa “saia justa”.

Eu Recomendo!
Como está no centro das atenções por aqui as panes de metrô, o filme desta semana que indico é até recente. É de 2009. Trata-se de O Sequestro do Metrô 123 (The Taking of Pelham 123 - EUA). Dirigido por Tony Scott o filme mostra um vagão de metrô que é seqüestrado em Nova York por homens armados, que exigem uma grande quantia em dinheiro em troca dos passageiros. Cabe a um policial identificar os criminosos, comandar as negociações e impedir que reféns sejam mortos. No elenco Denzel Washington, John Travolta, Luis Guzmán, Victor Gojcaj, John Turturro, Saidah Arrika Ekulona Katherine Sigismund, entre outros.

Frase da Semana
“Existe uma onda verde que vai nos levar para o segundo turno”. Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República, ao comentar pesquisa Datafolha sobre intenções de voto a presidente. Na Folha.com, quinta-feira, 23.

Antonio Claudio Bontorim

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Comemorar o quê?
Dia 21 foi comemorado o Dia da Árvore. Comemoração que, diga-se, aqui em Limeira não faz muito sentido. Estão matando as árvores das calçadas. Podando até plantas floridas, as poucas que existem. Já tratei deste assunto neste espaço. E, mais uma vez, vemos uma depredação da natureza, não manutenção da limpeza. A culpa, entretanto, não é da empresa que executa o serviço. É de quem contrata. Neste caso a Prefeitura. Para generalizar!!!

Tá chegando a hora
Faltam apenas dez dias para as eleições. Pergunta rápida: você já escolheu os candidatos em quem vai votar? A minha resposta é curta: eu tenho certeza em quem não votar! E a Justiça Eleitoral avisa: é preciso levar, junto com o título, um documento com foto: RG, Carteira de Trabalho, CNH ...

Até 30 de setembro
Hoje, 23 de setembro deveria ser o último dia para a retirada de segunda vida do título de eleitor, conforme Minuta de Instrução do Calendário Eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Anteontem à noite, porém, o próprio TSE decidiu prorrogar este prazo para 30 de setembro, aprovando por unanimidade o pedido do ministro Aldir Passarinho Jr..

Uma data especial
Outro prazo vence hoje também e diz respeito aos candidatos. É a “data em que todos os recursos sobre pedidos de registro de candidatos devem estar julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral e publicadas as respectivas decisões”, conforme a Lei Complementar nº 64/90, artigo 3º e seguintes.

Onde haverá urna
Ainda de acordo com o calendário eleitoral, hoje é o “último dia para o juiz eleitoral comunicar aos chefes das repartições públicas e aos proprietários, arrendatários ou administradores das propriedades particulares, a resolução de que serão os respectivos edifícios, ou parte deles, utilizados para o funcionamento das mesas receptoras no primeiro e eventual segundo turnos de votação”, conforme o Código Eleitoral em artigo 137.

Ficha quase limpa
Supremo Tribunal Federal (STF) ainda delibera sobre o Ficha Limpa. Ontem a votação foi interrompida e deve continuar hoje. Espera-se o voto pela moral!

Português claro
A palavra de hoje é baixaria. Muito usada nesta campanha eleitoral. Segundo o novo dicionário da língua portuguesa Houaiss, já com as novas regras ortográficas, baixaria, no uso informal, significa “pessoa, coisa, ação ou circunstância grosseira, má, desagradável, antissocial, violenta, ordinária etc.; baixo-astral”. E, na música, baixaria quer dizer “figuração de acompanhamento na região grave ou grupo de instrumentos tocando na região grave”. As palavras já definidas aqui, até agora, foram: capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo, improbidade, honesto, contradição, déspota, boquirroto, idôneo, edil, alcaide, mentira, brocoió, abalado, sigilo e aloprado.

Mais reclamações
Faz tempo que não retomo este assunto, mas um amigo me lembrou, nesta semana, a falta de educação, de consciência mesmo, das pessoas que estacionam seus veículos em vagas reservadas a idosos ou pessoas portadoras de necessidades especiais. Continuo percebendo isso e anotando placas. Qualquer dia publico todas elas neste espaço.

Antonio Claudio Bontorim

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A imprensa, Dilma e Serra

Tenho acompanhado atentamente o bate-boca entre petistas - candidatos majoritários e proporcionais - e a ‘grande’ imprensa. O que leva militantes, diariamente, a uma acirrada troca de palavras via Web contra aquilo que chamam de “velha mídia”. Twitter e blogs - de ambos os lados - municiam esses militantes, criando até fatos curiosos e engraçados que ganham a Rede com uma velocidade incrível. Amparada por uma unanimidade que até agora não entendi (e se for procurar explicação acabo detectando um viés partidário nessa lógica), Veja, Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo, TV Globo entre outras, vêm proporcionando manchetes diárias, com ataques diretos à candidata governista à Presidência, Dilma Rousseff, ao mesmo tempo em que preservam o candidato da oposição, José Serra, da coligação PSDB-DEM-PPS, dando-lhe farta munição para exibir em sua propaganda eleitoral. No mesmo dia das bombásticas manchetes.
Essa contenda sem precedentes, dos chamados órgãos de comunicação de primeira linha e a trupe do Palácio do Planalto, teve início no final de agosto e a 12 dias das eleições o tiroteio prossegue cerrado. Porém sem causar estragos ou baixas na trincheira situacionista, que amparada por uma popularidade que beira quase os 100% do presidente Lula e na catastrófica campanha do seu principal adversário, que ainda não se achou na linha de fogo (ora mostra Lula e promete melhorar programas sociais do governo; ora bate forte no quase ex-presidente e, aos choramingos, pede votos), segue impávida rumo a uma vitória clássica. Política é política. Pode mudar de rumos. Os próprios “serristas”, porém, parecem estar desistindo da guerra principal, preferindo gastar munição às batalhas localizadas e de vitórias quase consumadas. Dia desses comparei esses órgãos de imprensa a um time de vôlei: A Veja saca no fim de semana; Folha de S. Paulo, Estadão e O Globo, passam e levantam a bola, que a Globo corta em horário nobre. A bola insiste em não cair no outro lado da quadra.
Analogias à parte, se todos focassem suas coberturas, garantindo a proporcionalidade no direito às respostas, nada disso estaria acontecendo. Deixa-se, assim, de cumprir a premissa ética do jornalismo, que é o contraditório em igualdade de condições. Isso permite discursos inflamados. Exageros verbais, que não levam a nada. Estariam todos perdendo o foco do bom jornalismo por interesses partidários? Prefiro acreditar que não, pois se assim for, quem perde de fato é o País.

Antonio Claudio Bontorim

domingo, 19 de setembro de 2010

Agora é preciso muito cuidado...

...com as informações que circulam pela internet, sobre posicionamentos políticos de pessoas públicas e entidades. Ainda no início do mês, um e-mail começou a circular, como se fosse uma recomendação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), levando inclusive renomados colunistas - como Fernando Rodrigues, da Folha - a citar tal recomendação como oficial da CNBB. Estamos a 15 dias das eleições e é preciso precaver-se com o que circula na WEB. A própria CNBB esclarece que “falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência. E seu único pronunciamento oficial sobre as eleições/2010 é a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada pela 48ª Assembleia Geral, deste ano, cujo conteúdo serve como orientação à expressão do exercício da cidadania em nosso País e em consonância com sua missão histórica, mantém a tradição de apresentar princípios éticos, morais e cristãos fundamentais para ajudar os eleitores no discernimento do seu voto visando à consolidação da democracia entre nós”.

Políticos na Rede
Os candidatos aos cargos proporcionais estão se utilizando da internet como nunca. Twitter e e-mails vêm sendo a preferência de uma boa parte desses políticos, que apostam na abrangência da WEB para arrebanhar cada vez mais eleitores para seus projetos. Comitês eleitorais e “grupos de amigos” se encarregam disso. Esta será, sem dúvida, a eleição da rede mundial de computadores. Enter!

E o Tiririca, fica??
Leitores têm encaminhado e-mails à coluna, posicionando-se a respeito da polêmica candidatura do humorista Tiririca - aquele do “pior não fica” - e o que leva a esse tipo de candidatura. Uma leitora escreveu: “para mim o importante é saber votar e não quem pode ou não se candidatar. Tal candidatura deveria servir para um debate mais amplo sobre o papel dos partidos e o fim do voto obrigatório”.

Eleitor consciente
Esse tipo de posicionamento prova o que tenho dito, sempre. O eleitor está cada vez mais consciente. Porém uma reforma política tem urgência urgentíssima.

Se você quer ler
Um clássico da literatura nacional. Já foi minissérie de TV e é um dos livros mais interessantes de se ler, em especial pelas analogias entre situações vividas - quero dizer, mortas - em seu enredo e o mundo real. Trata-se de “Incidente em Antares”, de Érico Veríssimo, escrito em 1971, quatro anos antes de sua morte. No dia 13 de dezembro de 1963 morrem sete pessoas em Antares. Como os coveiros estão em greve, os defuntos passam a vagar pela cidade, vasculhando a intimidade de parentes e amigos. Como defuntos eles podem fazer isso sem temer represálias.

Chegou, que fique!
O Vira-Virou, virou! Que venha agora a oficialização e que seja anual. Boas ideias e promoções dessa natureza devem ser sempre elogiadas. É arte, cultura e lazer de qualidade. Parabéns a todos os seus idealizadores e organizadores. Festa bonita e equilibrada!

Pergunta clássica
Se alguém puder - ou tiver interesse - gostaria de uma resposta rápida e objetiva. A obra que está começando no Palacete Levy faz parte de um projeto de restauração do patrimônio histórico e arquitetônico de Limeira ou é uma simples reforma predial?

Truman sem show
Na coluna do último domingo, questionei sobre que metáfora atual referia-se o filme Show de Truman. A resposta correta foi do leitor Rafael Thirion: “seria a realidade do vazamento de dados da Receita Federal. Pois acredito que isso nos coloca na mesma posição do personagem de Jim Carrey no filme, ao descobrimos que nossos passos podem estar sendo acompanhados por um público bem maior do que gostaríamos”. Ok! Eu identifico o Truman: José Serra, do PSDB,. Quem vê Serra na TV percebe que ele não está entendendo nada do que acontece. Está totalmente perdido em si mesmo. Assim como Truman.

Amigo do Idoso
O Asilo João Kühl Filho está anunciando dois eventos beneficentes. O primeiro, no próximo dia 22¸ quarta-feira: Chá da Tarde, às 14h na sede da instituição. O preço é de R$ 5,00. E dia 26, domingo: Tarde Dançante, com a Banda do Moacir, às 14h. O convite a R$ 4,00. Os eventos têm acesso pela Rua Alferes Franco.

Eu Recomendo!
Na semana passada dei uma pista sobre o filme desta semana. Trata-se de O Iluminado (The Shining – EUA, 1980), um “terror” classe A, com direção de Stanley Kubrick (2001 e Laranja Mecânica) e duração de 144 m, com elenco de primeira: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers, Barry Nelson entre outros. Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo em que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

Frase da Semana
“Prefiro a imprensa livre, ainda que com calúnias e injúrias, ao silêncio das ditaduras”. Da candidata do PT, Dilma Rousseff. Reproduzida no Twitter @HPozzuto. Na sexta-feira, 17.

Antonio Claudio Bontorim

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A nova década que nasce, um desafio para todos!

Antonio Claudio Bontorim

No momento em que, entre a zero hora e os primeiros momentos do dia 1º de janeiro de 2011, estivermos comemorando a chegada de mais um ano com os tradicionais votos de prosperidade, felicidade, saúde, paz e amor, não custa nada fazer um exame do tempo e perceber que estaremos entrando na nova década deste Século XXI. À segunda do terceiro milênio, que traz a reboque um fato de extrema relevância: a nova realidade política, que pode ser o catalisador de muitas mudanças. Presidente - ou presidenta - da República, governadores de estado, deputados estaduais e federais e senadores (também nos seus respectivos gênero feminino) estarão tomando posse em seus mandatos eletivos, escolhidos que serão no próximo dia 3 de outubro. Daqui a 19 dias. A sorte está lançada e, com ela, os incontáveis desafios que se nos apresentarão a partir de então.
Para Limeira essa esperança se reveste de cores mais fortes ainda, pois estamos na iminência de eleger alguns candidatos locais à Assembléia Legislativa e Câmara Federal. Representantes que há muito o município não tem nessas esferas de poder. É o desafio que se impõe a todos os limeirenses, não por obrigação ou vontade de alguns poucos, mas pela necessidade de ter uma voz, longe dos limites geográficos da cidade, sem se esquecer que esses limites são, também, sociais, culturais, econômicos, políticos, etc.
Valorizar Limeira e o que é nosso, como propõe a campanha lançada por esta Gazeta e pela Engep, nos permite um raro momento de reflexão, de forma a realçar o que temos, o que queremos e como podemos alcançar esses desejos, pensando num todo. É nossa obrigação para com as gerações futuras, não retirar-lhes as pedras do caminho ou despir dos espinhos o talo da roseira, mas mostrar-lhes esses obstáculos a serem transpostos; E que cada um deles têm várias maneiras de serem vencidos. Os números redondos - fim de um século e início de outro; e de uma década ou início de outra - são sempre atrativos e cheios de simbolismos. Mais que isso, são prenúncio de acontecimentos inéditos, renovados e, por si só, traduzidos em esperança coletiva. É hora de darmos um basta no "eu mesmo" e partirmos para "todos nós juntos". Pois os desafios a serem vencidos são nossos!
E, principalmente, pensar em tudo isso atrelado à qualidade de vida. Nada é possível sem que haja vida com mais qualidade.

O termômetro econômico
Limeira fecha a primeira década do Século XXI, senão na crista da onda, pelo menos longe do marasmo a que vinha sendo submetida em outras tantas décadas passadas. Se está longe do ideal a que todos nós tanto almejamos, caminhou alguns passos, que precisam agora ser alargados e transformados em corrida. Precisa recuperar seu viés desenvolvimentista. Criar novas lideranças políticas, com a mente aberta e entrar nos próximos dez anos como o município que resolveu seu problema viário urbano, além de buscar soluções efetivas para um grave problema, que hoje o País enfrenta na saúde, ainda sem uma política adequada: o tratamento para a epidemia que pode ser a do século, o vício no crack. Entram, também, no rol de desafios para os próximos dez anos, problemas nas áreas de segurança e educação.
Em 2004 algumas lideranças criaram o "Limeira 2020", porém, com a visão política curta o projeto foi rotulado como político e não saiu do papel. A proposta de planejar a cidade pelo desenvolvimento nas suas mais variadas áreas, não prosperou, mas pode ser ressuscitada, com maior envolvimento do Poder Executivo. Ainda no século XX, Limeira tinha uma economia voltada à agricultura, em especial à produção de laranja, à citricultura. Hoje esse perfil mudou e o município está classificado como multisetorial. Trata-se da economia multifacetada. O setor industrial, por exemplo, prevê amplo crescimento, pois 60% da economia limeirense está na indústria. A prefeitura, por sua vez, tenta garantir a logística e destaca a localização do município como estratégica. Sobra otimismo para o setor de joias, comércio e prestação de serviços. Se o segmento do folheado deve crescer - é o terceiro que mais emprega -junto com a economia nacional, tornando-se um mercado promissor, o comércio deve se prepara para um consumidor exigente. A agricultura, por sua vez, pede socorro e políticas públicas e de preços.
Esse desenvolvimento econômico, entretanto, requer soluções práticas e bem planejadas, quando se fala em malha viária urbana. Sem avenidas largas na área central e com o aumento constante da frota, é preciso não perder uma década inteira - novamente - parada em congestionamentos. Alargamentos de avenidas e desapropriações em vias onde o tráfego esta comprometido pode até ser uma saída, para uma frota que pode chegar, até 2020, entre 20% e 30% maior. É preciso pensar, antes de tudo, em oferecer transporte público de qualidade, o que, sem dúvida reduziria bastante o problema do trânsito na área central do município.
Outra preocupação é com a energia elétrica. Nos próximos anos, a administração pública terá de discutir com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e com a Elektro mecanismos para ampliação no fornecimento em Limeira, especialmente para atender à classe empresarial, na qual as indústrias dependem de energia em grande quantidade para funcionar. E o Plano Diretor Territorial-Ambiental faz parte dessa estratégia de crescimento e é preciso diretrizes para sua expansão. Isso sem contar, também, com um Plano Habitacional de Interesse Social para os próximos 10 anos, com previsão de 500 novas moradias por ano.

Qualidade de vida cidadã
Para que todo o processo desenvolvimentista possa ter êxito é preciso pensar na qualidade de vida da população. É preciso pensar nos idosos, no lazer dos jovens, na educação, no esporte, na saúde e, principalmente na segurança. Áreas críticas e que pedem ações urgentes e preventivas. O Parque da Cidade é um exemplo, hoje, que atende jovens, adultos e idosos, ao longo de sua área verde de lazer e prática esportiva. Nem todos, entretanto, estão próximos ou têm acesso a ele. Para isso novos projetos devem viabilizar, nos próximos anos, áreas que cheguem até onde eles estão. A população de Limeira mudou de perfil na última década e, ao acompanhar o País, ficou envelhecida. É importante, também, que as famílias participem da vida de seus idosos.
Os jovens, por sua vez, pedem opções de lazer e entretenimento. E mesmo com o aumento de bares e casas noturnas, adolescentes entre 13 e 17 anos possuem poucas opções, conforme os próprios jovens ouvidos pela Gazeta. São a carências detectadas e que devem ser atendidas pelo município. O poder público precisa vislumbrar as necessidades do setor, para tirar os jovens da rua, numa espécie de combate preventivo às drogas, que tanto tem assustado pais e familiares.
Essa é, também, uma preocupação na área da Saúde: prevenir e ter estrutura adequada para tratar a alta demanda de dependentes químicos, principalmente de crack e cocaína, que, infelizmente, é prevista para a nova década. A previsão é que de 20% a 25% da população sofra com algum tipo de transtorno psicológico, que vai necessitar de acompanhamento especializado, sendo a maioria por causa da dependência química. A política de saúde mental será fundamental na nova década. Situação que abala, também, os alicerces da segurança. Se por um lado o número de homicídios caiu, o de furtos e crimes contra o patrimônio aumentaram. E o tráfico de drogas está no centro dessa nova escalada criminosa. Investir em ações de combate ao crime é esse desafio, que chega também ao esporte, através da construção de praças esportivas nos vários bairros da cidade. Apoiar as modalidades de destaque, como o vôlei e o basquete entra nessa pauta também. No profissional, a Inter de Limeira planeja voltar à elite em 2013.
Para finalizar, a Gazeta foi às ruas e ouviu, dos próprios limeirenses, os desejos de cada um para a próxima década. Os problemas - com suas respectivas soluções - mais citadas foram limpeza pública, trânsito, saúde, empregos e, principalmente, uma atuação mais efetiva da Câmara Municipal aos atos de fiscalização que, na opinião da maioria, garantiram o cumprimento e aplicação das leis existentes. Os vereadores podem ser os pilares de sustentação de todos esses desafios aqui lançados.