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domingo, 30 de setembro de 2012

Hora de refletir. Ponderar e escolher certo

Estamos a exatos 7 dias do dia 7, das eleições municipais 2012. O número 7, diga-se, traz embutido, segundo místicos e exotéricos, significados além da nossa imaginação. Não concordo, mas respeito. Nesse caso, entretanto, trata-se de um período de tempo, agora curto, que teremos para refletir, ponderar e ir às urnas com total convicção de nossas escolhas. E com a responsabilidade de não errar pela segunda vez. Ou no mínimo que se pode admitir, errar menos até chegarmos ao 100% de acerto. Difícil, porém não impossível. No próximo dia 4, quinta-feira, estaremos tendo contato com todos os candidatos, pela última vez no primeiro turno, através da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. E pelo que foi ouvido e visto - acompanhando-se também a propaganda nas ruas-  com a opinião formada. Com a decisão na ponta dos dedos, para apertar os números de nossa preferência e confirmar. Depois da confirmação, entretanto, não há como voltar atrás. Não há mais tempo para arrependimentos. Daí a importância de aproveitarmos esse período até o próximo dia 7, para uma completa e final reflexão.

Responsabilidade
Essa deve ser a maior preocupação de cada cidadão, de cada eleitor, quando estiver a sós com a urna eletrônica e consciente de que estará decidindo, pelos próximos quatro anos, quem vai comandar os destinos políticos e administrativos do Município. Da sociedade como um todo. Respeitando-se a opinião de cada um, é preciso exercer esse ato cidadão em sua integralidade. Para depois cobrar.

Passado presente
Acima de tudo será preciso uma reflexão mais profunda ainda, sobre um passado bem presente, que envergonhou todos os limeirenses: a cassação de um prefeito eleito (Sílvio Félix da Silva-PDT) com mais de 80% dos votos, que praticamente jogou no lixo a investidura popular que lhe foi outorgada. Um choque, que despertou um senso de participação popular, que deve ser corroborada no dia 7.

Nossa Consciência
Quem dita as normas de conduta de cada um é a própria consciência. E que todos devem ter, com grau diferente de percepção. Uma vez consciente, qualquer ato merece ser respeitado, mesmo que não concordemos com ele. A convicção se forma a partir desse propósito e com ele deve caminhar até o fim. Mais que um simples gesto de escolha, está o compromisso de cada um com o futuro, que vai buscar sempre o presente para acontecer. Do cidadão se espera apenas isso. Essa responsabilidade de fazer o seu próprio destino.

Consciência alheia
Dos agentes políticos, que buscam cargos públicos pela via eleitoral com participação popular, esperam-se compromissos. Promessas não interessam, porque se sabe que são palavras que se perdem rapidamente. Transformar esses compromissos em ações práticas será o grande desafio de cada candidato, assim que eleito. E Limeira precisa, de fato, de muito compromisso para resolver problemas crônicos, que tem na incompetência seus maiores entraves. E o pior de tudo isso, uma incompetência com recibo assinado e tudo o mais. Problemas que se mostram comuns a muitos municípios e outros pontuais, focados na realidade local. Esses são os mais complexos e que demandam muita atenção. Atenção técnica acompanhada da vontade política, que é o que falta a muita gente.

Apelo importante
Poderia estar escrevendo tudo isso no próximo domingo, dia 7,  e o leitor-eleitor estar lendo estas linhas momentos antes de encarar as urnas. Só que o efeito não seria o mesmo. A partir de hoje e até o próximo domingo, nesse espaço temporal de 7 dias, ele tem tempo suficiente para confirmar ou mudar sua decisão. E, de sobra, mais alguns dias para ver seus candidatos na TV e ouvi-los no rádio. Que ninguém fuja de sua responsabilidade então.

E por falar em...
...competências. Na sexta-feira, 9h30, os semáforos no cruzamento das ruas Dr. Trajano e Alferes Franco estavam apagados. E não havia nenhum agente de trânsito no local. Antes, porém, quatro deles estavam na Rua Humaitá, juntos, em frente de uma clínica de diagnósticos por imagem. Entendi.

Poder pelo poder
A mídia eletrônica, excetuando-se a internet, deveria ser sempre democrática. E servir aos interesses do cidadão e não em benefício de privilegiados. Como concessão pública a grupos privados, deveria sofrer uma fiscalização muito mais pesada, do que acontece hoje. E sem disfarces. Exceções à parte, não é assim que funciona. As vaidades às vezes falam mais alto. Haja ego para preencher a telinha ou se esbaldar nos microfones das emissoras de rádio.

Pergunta rápida
Você já se decidiu em quais candidatos vai votar no próximo domingo?

Um bom começo
Ainda é pouco, mas é fruto de uma árvore sadia. Finalmente reconheceu-se que o jornalista Vladimir Herzog, nascido Vlado,  morreu vítima da ação do Estado. Ou seja, sua morte foi causada pela tortura sofrida nos porões do extinto Dops em São Paulo. E seu atestado de óbito será refeito. É preciso que as arestas continuem sendo aparadas e que a ditadura militar seja sepultada com todos os seus fantasmas. E que os vivos sofram as consequências da Justiça, a exemplo do que ocorreu e vem ocorrendo na Argentina, Chile e Uruguai. É preciso dar um paradeiro a muitos desaparecidos, que com certeza têm covas conhecidas.

Fim dos tempos
Chega de aventuras totalitárias. Sejam elas de que bandeira forem, à direita ou à esquerda. Azul, amarela, verde, branca, vermelha, etc. No Brasil, apesar de tardia, a recém-criada Comissão da Verdade tem obrigação de passar tudo a limpo. A história deve ser contada como aconteceu. Com farda ou à paisana. Não há mais clima para golpes ou restrições às liberdades individuais. É preciso trazer luz à escuridão. Se há sombras ainda, é porque muitos teimam em projetar suas personalidades entre muros e grades.

Frase da semana
"Não sou vítima de ninguém, a não ser de mim mesmo". Do ex-deputado federal, Roberto Jefferson (PTB), sob sua condenação pelo STF, no esquema do mensalão. Na sexta-feira, 28, no UOL Noticias-Politica.

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