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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Entre o medo, a apatia e o exagero. E uma ausência!

três situações que envolvem hoje a política e a condução administrativa do município de Limeira. O medo, a apatia e o exagero. O primeiro, um sentimento que traz embutida a perplexidade, ante o único e certeiro tiro dado pelo Ministério Público (MP) na estrutura de mando do poder local, sem chances de reação imediata. Assustou a opinião pública, que num primeiro momento se mostrou surpresa (num estado de apatia e descrença) até a ficha cair,e o início de um "levante" contra o estado de coisas apresentado, assim que as primeiras informações começaram a ser divulgadas pela mídia e redes sociais.
Isso posto, não se pode dissociar essa mistura de confllitos humanos de certos exageros na interpretação de tudo o que vem sendo mostrado - e alimentado diariamente - pela imprensa, desde a última quinta-feira, com as 12 prisões registradas em Limeira. Entre elas a primeira-dama, Constância Félix, seus dois filhos, irmãs e irmão e outros tantos investigados num megaesquema, traduzido ao da letra jurídica, como crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, formação de quadrilha e sonegação fiscal. Investigados, ainda. Não condenados!
E o levante, diga-se, trouxe um resultado imediato, que culminou, ontem, com a abertura da Comissão Processante (CP), namara, e o afastamento do prefeito Silvio Félix (PDT). Uma aclamação popular assimilada por todos os vereadores, numa votação unânime histórica. O presidente da Casa, Raul Nilsen Filho (PMDB) votou de forma simbólica. Ninguém quis contrariar a presença maciça de populares, que acompanhavam a sessão. Até os mais ferrenhos governistas ecoaram, sim. Pela CP e afastamento do prefeito, que a qualquer momento pode ser alcançado pelas denúncias. O MP trabalha nesse sentido e entra fundo, agora, no prosseguimento das investigações e levantamento do teor documental.
É bom lembrar, sempre, que ainda não se conhece - pelo menos não foi divulgado - o conteúdo dos documentos apreendidos nos cofres de um dos envolvidos (tratado até aqui como um "laranja" do ex-assesssor político de Félix), o publicitário Carlos Henrique Pinheiro, conhecido como Ricko. Podem - como acredito - ser contundentes. Decisivos. Ou não!
O prefeito, entendo, precisa assimilar também a decisão damara. E sair para cuidar com mais calma da defesa de seus familiares. E permitir uma transição tranquila, cordata, para que seu vice possa assumir, sem traumas para o Município. Mais que a apuração de tudo isso e a busca da verdade, com transparência e isenção, é preciso que se pense no futuro de Limeira e no bem-estar dos limeirenses. Tudo o mais é apenas discurso político. Que interessa a grupos também políticos. Está feito e agora é preciso pensar no que está por vir.
O que está causando espécie, entretanto - e isso é espantoso - é a ausência, em todos os sentidos, do vice-prefeito, Orlando José Zovico (PDT), que até agora não emitiu nenhum pronunciamento. Ou posicionamento sobre tudo o que vem ocorrendo em Limeira. Em viagem pelo exterior, ele deve estar de volta hoje a Limeira. E deve, a qualquer momento, ser instado a ocupar a cadeira principal do Edifício Prada. É Zovico que vai representar a continuidade do processo administrativo do governo. Como Limeira não pode parar, a caneta, ao mudar de mãos, precisa estar com tinta suficiente para o tocar das obras. É isso por que todos esperam.

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