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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Hora de ler os recados

Para a maioria, a ressaca da derrota. Para poucos e privilegiados, a realidade inebriante da vitória. Fazer uma análise política mais profunda neste momento seria prematuro e inoportuno. Há, entretanto, lições claras e recados diretos que podem - e devem - permear qualquer consideração, quando se compara os resultados de cada candidato. Especialmente daqueles que tinham chances reais de serem eleitos, passando pelo crivo do voto. E da situação de cada partido em Limeira. É repercutindo número a número, que se encontram as diferentes explicações e as conclusões mais lógicas, na ilógica da política. Mais uma vez foi morte na praia.
Deixo de lado as explicações e vou direto às conclusões. O vereador e presidente da Câmara, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), teve um crescimento considerável de 2006 (22.341 votos e ainda pelo PSC) para este pleito (39.241 votos). Apesar de não ter sido suficiente para elegê-lo, levou-o à condição de terceiro suplente do Partido e foi um teste para um vôo diferente. O edifício Prada, quem sabe. Cesar Cortez (PV) foi, sem dúvida, o maior perdedor. Dos 40.054 votos de 2006 caiu para 13.781 ontem. Pesou contra ele a ordem de prisão decretada e o suposto envolvimento com a máfia da merenda, praticamente às vésperas da votação. Cacos impossíveis de serem juntados. Otoniel Lima (PRB) foi dos 60.358 votos que teve como estadual, há 4 anos, para 95.971 agora, eleito que foi para uma vaga na Câmara Federal. Conseguiu se eleger graças ao “puxador” Tiririca, do PR (1,3 milhão de votos), de sua coligação. Otoniel, entretanto, é pouco considerado como candidato de Limeira de fato. Quem se enfraqueceu? O PSDB, com os 6.821 votos de José Luís Gazotti, a estadual. E o PT isolou Osmar Lopes, seu candidato local.
O que mais chamou a atenção, entretanto, foi a quase vitória de Constância Félix (PDT), debutante na política por obra de seu marido, o prefeito Sílvio Félix. Se seus 50.831 votos lhe garantiram a primeira suplência do partido, seus 33.721 votos locais mandam um duro recado a Félix, que em 2008 foi reeleito prefeito com 118.146 votos. É essa forte diluição de votação, que o pedetista precisa avaliar com carinho, para perceber o que pode ter dado errado. Se também foi laboratório para 2012, a experiência não se completou. Kleber Leite, do PTB e seus cerca de 20 mil votos contribuíram para essa fragmentação. E também para que Paulo Hadich (PSB), o grande vencedor individual do pleito, não conseguisse se eleger com seus 28.055 votos. Outro primeiro suplente de partido. Por ora é isso!

Antonio Claudio Bontorim

2 comentários:

mariarita disse...

Oi, Claudio. Sabendo que você gosta de cinema e costuma indicar filmes, gostaria de comentar sobre o filme que vi este final de semana em São Paulo: trata-se de Moscou, Bélgica. Um filme belga, belíssimo, com direção de Christophe Van Rompaey. Merece ser visto e refletido. Um filme feito para ser saboreado por mulheres com filh@s adolescentes, embora homens com sensibilidade aguçada também vão sair do cinema tocados por esse belíssimo filme. Vale a pena. Nem se fala nele em Limeira, ainda. Quem sabe em Campinas? Em Piracicaba, também não vi nada. Só em Sampa, por enquanto. Estreou em 24/09, está no Shopping Frei Caneca.
Forte abraço, Maria Rita

Anônimo disse...

Anja - O tempo pode mudar muitas coisas mas jamais o que vivemos ao lado de uma pessoa que marcou a alma ! Hoje ,amanhã e sempre ! Dú