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domingo, 24 de março de 2013

Quando não há bom senso, todos brigam

Salvo entendimentos e acertos de última hora, funcionários públicos municipais vão à greve amanhã, pelo não acordo com o Poder Executivo, que até aceitou pagar o aumento pedido, porém, em três parcelas. Trabalhadores, representados pelo Sindsel, querem em parcela única, já em abril. Será um grande teste para o governo Paulo Hadich (PSB), que tem em sua base o PT (com o vice-prefeito e força na Câmara Municipal), que por sua vez apóia o sindicato da categoria, cuja diretoria é formada também por petistas. No plano nacional, quando confrontado pela CUT, de forte formação petista, o ex-presidente Lula também não deu muita trégua e não se deixou pressionar. Assim como a presidente Dilma, na última greve das universidades federais. É a prática comum do morde-assopra. Dá com uma mão e tira com outra. Faz parte do jogo, para que nenhum dos lados se sinta com tanto poder, tornando-se hegemônico. Exageros à parte, vejo na atitude do Sindisel um pouco de preciosismo em decretar a greve, assim como o Poder Público em querer fracionar o reajuste. E ninguém gosta de ceder para não parecer fraqueza.

Por outro ângulo
Penso que há um confronto desnecessário neste momento. Se vai pôr em risco a base política do próprio prefeito, não acredito. Se os políticos não estão amadurecidos para esses embates, não deveriam assumir responsabilidades. O que põe em risco a própria política, tão desacreditada em tempos de transparência e de uma mídia mais atenta e atuante. E não há saída possível, senão o diálogo. 

O fundo do poço
Às vezes, os interesses são tantos e tão centralizados, que não se leva em consideração a parcela de cidadãos que será afetada. E nesse caso, quando envolve os serviços públicos, esse número é consideravelmente alto. Praticamente toda a população. A greve é uma ferramenta justa em qualquer segmento. Deve, porém, ser a última medida, quando não houver mais nada a fazer. Parece que não é o caso.

Acerto de contas
A fonte de todo problema, envolvendo condomínios horizontais e loteamentos fechados e que agora terão que cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para reabri-los à circulação pública, está justamente em que aprovou esses empreendimentos. Se não estavam em acordo com a lei, por que foram autorizados? Quem foram os responsáveis por essas autorizações e chancelou tudo isso? Quanto cu$$$$tou essas liberações? Questões inerentes à administração pública municipal, que é quem deve decascar esse abacaxi. Como os outros, que vou descrever nas próximas notas.

É falta de respeito
Os leitores voltam a reclamar contra a situação do trânsito em Limeira. Principalmente pela falta dos agentes, para que possam controlar algumas situações mais críticas, como acidentes, por exemplo. Na última quarta-feira uma leitora enviou e-mail à Redação, relatando um acidente na Praça Luciano Esteves, na esquina com o Banco do Brasil, no início da tarde em pleno Centro, e não se viu um agente para tentar disciplinar o trânsito, que segundo ela, ficou caótico.

Irresponsabilidade
A leitora relatou, também, a falta de sensibilidade de motoristas, que não abrem caminho para viaturas, como a do SAMU, por exemplo, que atendeu à ocorrência. Isso, infelizmente, é comum aqui em Limeira. Mal-educados em seus celulares e ao volante, que também podem provocar acidentes. Situação que eu já presenciei.

Consciência zero
Ainda nessa linha da falta de consciência, mais uma leitora resolveu denunciar outra situação, que é recorrente como tema desta coluna: o uso de vagas especiais de estacionamento, por quem não tem essa necessidade. E muito menos o direito em ocupá-las, como as exclusivas para idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais. Desta vez essa leitora fez fotos do desrespeito. Como esta coluna não publica fotos, vou descrever o seu constrangimento, em frente de uma clínica de fisioterapia. Um cidadão que insiste em estacionar sua pick-up, obstruindo guia rebaixada, para utilização por cadeirantes. E isso porque há placas de aviso no local.

E não é só por lá
A leitora relata o drama da mãe, que depende de cadeira de rodas para locomoção e sempre que vai à fisioterapia, o rebaixo da guia está obstruído pelo veículo. Ela conta que já conversou com o proprietário, pediu para que ele deixasse livre o acesso, mas nada adiantou. E fica sempre sob as placas de aviso de "proibido estacionar e uso exclusivo para cadeirantes". O problema é que a falta de educação é crônica. No Centro da cidade é comum ver veículos de robustas e belas senhoras e de jovens sadios, utilizando-se dessas vagas. E a fiscalização... deve estar trancanda em alguma sala da burocracia oficial.

Pergunta rápida

Quem vai ser o candidato do PSDB à presidência da República em 2014?

Nota curtíssima
Quem não tem capacidade para resolver problemas, não deve assumir compromissos e muito menos prometer o paraíso.

Frase da semana
"O papa não teve nada a ver com a ditadura. Não foi cúmplice da ditadura, não colaborou com ela. Preferiu uma diplomacia silenciosa". Do Prêmio Nobel da Paz, o também argentino, Adolfo Perez Esquivel. Na quinta-feira, 21, UOL Notícias-Internacional.

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