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terça-feira, 11 de outubro de 2011

De volta à velha ladainha

A semana começa sob o signo da política. E, principalmente, sobre os acertos e desacertos partidários daqueles que pretendem concorrer a cargos eletivos - prefeito ou vereador - em 2012. Surpresas? Nem tanto e, se alguma aconteceu, foi por mero acaso, sem maiores consequências ao jogo que está começando. Ou melhor, começou oficialmente no último dia 7, com o chamado troca-troca de legendas, destituição de executivas de partidos e, aqui, um termo, que não sei se é inédito, mas vou criá-lo mesmo assim: o rouba-troca, que alijou muita gente do comando de suas siglas. Dirigente político, em comentários a este colunista, na sexta-feira, confidenciava sua preocupação, com a seguinte frase: "até agora, exatamente 11h45, a legenda a qual pertenço continua sob minha direção; não tive notícias de que ninguém a tomou de forma indevida". É muito triste, para não dizer chocante, ouvir uma afirmação dessa natureza, no caminhar deste Século XXI.
A intenção deste artigo, entretanto, não é chorar sob o leite derramado de políticos literalmente garfados ou dar loas a aspirantes à nobre nomenclatura, que vem sendo jogada no esgoto. muito tempo. Se todos esses malabarismos - e aliciamentos - começam a desenhar um quadro político ainda apenas em tons de cinza para Limeira, cores mais claras acompanham a definição dos nomes mais fortes e previsíveis, que os manterão frente à tela a concluir sua obra de arte, esperando apenas a pincelada final do eleitor, que virá da urna eletrônica em outubro do ano que vem. Acima de qualquer viés ideológico, é preciso mostrar justamente a face, limpa de qualquer maquiagem ou máscara, de cada um desses personagens. E firme à nossa frente, que se nos apresenta como obrigação ética, está a informação, que vai nos permitir disponibilizar à opinião pública os perfis daqueles que agora começam a se engalfinhar pelo doce prazer do poder. E é essa informação, que usada de forma consciente e transparente, dará ao eleitor os parâmetros às suas escolhas futuras.
Então, alguém me interrompe e, olhar atento ao que está à sua frente e ouvidos atiçados pelo falatório inevitável, me questiona: vai começar tudo de novo? A resposta afirmativa, de um sim, também inevitável, dará início a uma velha e conhecida ladainha que, de quatro em quatro anos, assola as mentes de cada um. E de todos nós! Se análises políticas são repetitivas e enfadonhas, elas podem se tornar uma espécie de vacina a nos imunizar do contágio de conhecidas e ultrapassadas infecções disseminadas por alguns agentes políticos, que também tentam usar essa repetição em proveito próprio. O cidadão se sente incomodado com isso e, muitas vezes, desdenha de sua própria força em contribuir para o extermínio da baixaria política, que tanto critica. Essa é a contribuição prática que podemos, como jornalistas, oferecer à sociedade. O cidadão precisa assimilar as informações e processá-las conforme sua consciência. Senão a farra política vai continuar.

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