Tragédia tardia
A Copa já acabou, mas os ecos do desastre da seleção brasileira continuam por todos os cantos. Ouve-se – e se escreve muito – também a ladainha da mudança de técnico. Todos concordam. Mas ainda vai faltar uma mudança estrutural e política dentro da própria CBF. Que despeje a cartolagem da mordomia e se torne profissional.
Incompetências
Entendo por mudança de estrutura não apenas a comissão técnica, mas a postura para dirigir o futebol brasileiro. O comando é arcaico e baseado na cooptação dos cartolas e dos clubes, que ainda não se profissionalizaram. É um toma-lá-dá-cá de fazer inveja a qualquer político brasileiro.
É muito saco e...
...pouco trigo. E a tendência é só piorar. Desde João Havelange, envolvido em falcatruas, passando por Ricardo Teixeira, idem. Agora por José Maria Marim, um vassalo da ditadura militar e, a partir de 2015 com Marco Polo Del Nero, que pertence ao mesmo saco por onde passou todo esse joio, não se vislumbra nenhuma transformação. Longe disso, beira a um continuísmo nojento e que empurra o futebol ladeira abaixo.
Questão política
E para não desvincular o futebol da política, são os políticos – raras exceções – que adubam esse chão imundo. Um exemplo clássico: Limeira, através da indicação de um vereador, pretende tornar Cidadão Limeirense o senhor Marco Polo Del Nero, fiel escudeiro de Marin e futuro presidente da CBF. Na Federação Paulista foi venerado, sem nenhum resultado.
Atitude coerente
Se os vereadores forem coerentes com o momento e o sepultamento dessas ervas daninhas que se fazem necessários, que rejeitem a indicação. Cidadão é aquele que faz alguma coisa pelo Município, estando aqui ou não. O resto é perfumaria barata.
As vias pintadas
Depois de muita filosofia, vamos à prática. Está ficando muito boa a sinalização de solo que a prefeitura vem realizando nas ruas e bairros de Limeira. Ainda falta muito, mas é um começo. E todo começo, com continuidade, leva a resultados positivos.
A última de hoje
Os candidatos à Presidência da República começaram, nesta semana, a participar da sabatina UOL, Folha de S. Paulo, SBT e Jovem Pan. O primeiro, Eduardo Campos, foi incoerente. Não apoia Dilma, mas apoiaria Lula. O segundo, Aécio Neves, jogou com a plateia, dizendo que continuaria o que está sendo feito de bom, Bolsa Família e Mais Médicos. Hoje seria a vez de Dilma...
quinta-feira, 17 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Fim do “fair play”. Vem aí a campanha eleitoral
Desde que o Brasil deixou de ser a “pátria de chuteiras” – e isso vai longe no tempo – a tentativa de capitalizar para a política os resultados do futebol caiu de moda. Não funciona mais o “quando a Arena vai mal, um time no nacional”, frase cunhada na década de 1970, período em que País se dividia no bipartidarismo da Aliança Renovadora Nacional (a Arena, o pilar político da ditadura) e o oposicionista (?) Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que começava a avançar e a preocupar os generais. Explico. Nesse tempo, o Brasileirão, que ainda não tinha esse nome (chamava-se Campeonato Nacional), chegou a inchar de tal forma, chegando a mais de 90 times na primeira divisão. Em especial nos estados em que a insatisfação com o governo era maior e os sinais de enfraquecimento do partido eram visíveis.
Se o golpe militar soube fazer da conquista do tricampeonato mundial de futebol na Copa do Mundo de 1970 uma grande vitrine publicitária, isso não aconteceu nos anos subseqüentes. Com os resultados em baixa a partir de 1974, os gritos da tortura começariam a ser ouvidos com mais intensidade, a situação política se deteriorava e, dessa forma, quebrou-se o elo entre futebol e política. As conquistas da seleção brasileira, de 1994 e 2002, em nada influenciaram os resultados das urnas. Tanto que Fernando Henrique Cardoso se reelegeu em 1998, com a derrota para a França no mundial daquele ano, e não conseguiu fazer seu sucessor em 2002, nem mesmo com o Vampeta dando cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto.
Não acredito que seja diferente neste ano, que teve Copa no Brasil e a seleção brasileira foi humilhada pela Alemanha na semifinal e perdeu o terceiro lugar para a Holanda. Derrota que não será capitalizada por nenhum partido ou candidato. Assim como se a conquista do hexa tivesse sido alcançada, não seria capitalizada pelo governo. A expectativa dos brasileiros é quem ditará o resultado das urnas, independentemente desses trinta e dois dias que “acalmaram” os ânimos nacionais. Mesmo porque nenhum político terá coragem de fazer dessa derrota mote de campanha. Querer alinhar o humor do povo ao que houve dentro dos gramados é de uma ingenuidade, que somente o despreparo político pode traduzir. E os que prognosticavam o caos fora deles, falharam desde a abertura do torneio, alavancado pela imprensa internacional – e pelas próprias seleções – até então crítica e extremamente descrente com a segurança, mobilidade urbana e infraestrutura aeroportuária. E tudo o que foi feito de errado, as obras inconclusas e os gastos exagerados, mesmo não tendo influenciado no resultado final e na grandiosidade do evento, terá que ser discutido a partir de agora. E com a seriedade que realmente merece. Não na superficialidade da política partidária. Com o fim da Copa tem início o ano eleitoral, que promete. E entre mordidas e joelhadas, a campanha será mais Suárez e Zuñiga do que Messi ou Neymar.
Se o golpe militar soube fazer da conquista do tricampeonato mundial de futebol na Copa do Mundo de 1970 uma grande vitrine publicitária, isso não aconteceu nos anos subseqüentes. Com os resultados em baixa a partir de 1974, os gritos da tortura começariam a ser ouvidos com mais intensidade, a situação política se deteriorava e, dessa forma, quebrou-se o elo entre futebol e política. As conquistas da seleção brasileira, de 1994 e 2002, em nada influenciaram os resultados das urnas. Tanto que Fernando Henrique Cardoso se reelegeu em 1998, com a derrota para a França no mundial daquele ano, e não conseguiu fazer seu sucessor em 2002, nem mesmo com o Vampeta dando cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto.
Não acredito que seja diferente neste ano, que teve Copa no Brasil e a seleção brasileira foi humilhada pela Alemanha na semifinal e perdeu o terceiro lugar para a Holanda. Derrota que não será capitalizada por nenhum partido ou candidato. Assim como se a conquista do hexa tivesse sido alcançada, não seria capitalizada pelo governo. A expectativa dos brasileiros é quem ditará o resultado das urnas, independentemente desses trinta e dois dias que “acalmaram” os ânimos nacionais. Mesmo porque nenhum político terá coragem de fazer dessa derrota mote de campanha. Querer alinhar o humor do povo ao que houve dentro dos gramados é de uma ingenuidade, que somente o despreparo político pode traduzir. E os que prognosticavam o caos fora deles, falharam desde a abertura do torneio, alavancado pela imprensa internacional – e pelas próprias seleções – até então crítica e extremamente descrente com a segurança, mobilidade urbana e infraestrutura aeroportuária. E tudo o que foi feito de errado, as obras inconclusas e os gastos exagerados, mesmo não tendo influenciado no resultado final e na grandiosidade do evento, terá que ser discutido a partir de agora. E com a seriedade que realmente merece. Não na superficialidade da política partidária. Com o fim da Copa tem início o ano eleitoral, que promete. E entre mordidas e joelhadas, a campanha será mais Suárez e Zuñiga do que Messi ou Neymar.
domingo, 13 de julho de 2014
Considerações sobre um dia para ser esquecido
Humilhação. Recordes e recordes negativos quebrados pela seleção brasileira dentro do Mineirão. Uma vexatória derrota de 7 a 1 em semifinal para a Alemanha e a cabeça inchada dos torcedores e muitas soluções mágicas apresentadas por experts em futebol para evitar um ato já consumado. Esse é o rescaldo da semana que passou e que ainda está sendo contabilizado por conta da eliminação do Brasil da grande final do torneio e que agora sabemos, seria contra a Argentina. Como torcedor e um dos 200 milhões de técnicos de futebol que invariavelmente somos, confesso, fiquei chateado. E no fundo no fundo não dou crédito àqueles que afirmam estar felizes, pois são verdadeiramente os mais infelizes. E como minha coluna domingueira procura trazer um apanhado dos fatos da semana que se encerra, e hoje começa uma nova, não poderia ficar alheio à terça-feira trágica para o futebol brasileiro. Sem “mineirazos” ou algo que valha discutir, ficou o gosto amargo do espetáculo proporcionado pelos alemães. E que em nenhum momento procurou humilhar os derrotados.
Espetáculo sem “olé”
Uma lição que nós, brasileiros, precisamos tirar. Saber reconhecer a força do oponente, quando ela existe, e reconhecer nossas fraquezas, quando elas são aparentes. É provável que, se a situação fosse inversa, lá estariam os jogadores do “scratch canarinho”, como diriam os mais antigos, a dar o “olé” no adversário abatido. Houve seriedade do começo ao fim. E o placar foi consequência dessa seriedade.
E se passou, passou
Procurar culpados e enrolar-se em teorias mirabolantes sobre o que poderia ser feito e não foi, sobre quem deveria ser escalado e a teimosia do técnico Felipão, não vão modificar o 7 a 1 e nem garantir vaga na final. E, é bom que se diga, de tudo o que eu li, ouvi e vi, não consegui encontrar mais que duas ou três ideias que fossem consenso. Isso entre os milhares de análises que os “entendidos” elaboraram.
É mais simples do...
... que nos parece. Perdemos porque jogamos mal. Foi um apagão coletivo que, por seis ou sete minutos, desencadeou uma avalanche de gols sobre a meta brasileira, deixando a todos atônitos, que nem os otimistas ou pessimistas conseguiriam entender. Foi humilhante, sim. Vexatório, mais ainda. As lições estão aos montes a serem aprendidas, mas é preciso que exista quem as queira aprender, para mexer nas estruturas.
Sim. Nós podemos
E se dentro de campo não foi o esperado, o caos previsto por muitos gurus do apocalipse também não se concretizou. E a Copa do Mundo da Fifa no Brasil, que hoje se encerra – e que tristeza – com o jogo Alemanha x Argentina, mostrou as capacidades que nem imaginávamos ter. É esse ensinamento que a população precisa tirar: acreditar que pode ser o protagonista de sua própria história. Apesar das remadas em contrário.
Que esperar agora...
O legado da “Copa das Copas” é uma outra história. Difícil, de imediato, em um exercício de futurologia, afirmar se foi positivo ou negativo. Deve, acredito, oscilar entre esses dois patamares. Vamos aguardar.
Parar. olhar e seguir
Na última quinta-feira, a prefeitura pôs em operação os semáforos na rotatória do Viaduto Antônio Feres, que ficou conhecido como Viaduto da Ford. Medida pioneira no trânsito limeirense, para disciplinar o fluxo entre veículos e pedestres num dos pontos mais complicados da área central, de uma forma geral agradou. Principalmente aos pedestres. Entre os motoristas as opiniões se dividiram entre favoráveis e contrárias. E não era para se esperar outra coisa, uma vez que afeta o tráfego de uma maneira geral. Num primeiro momento – ainda não experimentei o seu funcionamento - entendo que é uma ação positiva do governo municipal rumo à tão falada mobilidade urbana. Em que pese a aversão de alguns motoristas, só o dia a dia atestará se foi uma ação positiva.
Interação no trânsito
Entendo mobilidade urbana como facilidades proporcionadas por regras claras, em que motoristas e pedestres tenham a mesma chance de se locomoverem com segurança. A rapidez é apenas uma questão de disciplina. É preciso que haja uma perfeita sincronia entre os que estão ao volante e aqueles que se locomovem a1 pé, ao traçarem seus percursos. Mesmo com faixas de pedestres em cada ponto de travessia, o motorista não vai simplesmente parar para o pedestre atravessar, se não tiver um limite físico. Nesse caso o semáforo. Faz parte da cultura brasileira – pelo menos por aqui – que a prioridade é o carro em movimento. Só que não é assim que deve funcionar. Cada um, a seu tempo, deve ter seu próprio espaço livre e seguro para poder seguir em frente.
Cadê a fiscalização?
Já que o assunto é o trânsito, caminhões pesados circulam livremente em horários de pico no Centro da cidade. E as lojas guardam lugar em vagas rotativas, enquanto se circula procurando lugar para estacionar. Nessas horas, os agentes passam longe...
Pergunta rápida
O que fazer com tanto candidato para votar em Limeira?
Embalos de outubro
Ontem, 12, até as 19h, e em ritmo de disputa do terceiro lugar na Copa do Mundo, entre Brasil e Holanda, encerrou-se o prazo para candidatos e partidos requererem seus registros ao Tribunal Superior Eleitoral e Tribunais Regionais Eleitorais. Enquanto escrevo isso, não tenho conhecimento se houve alguma desistência de candidatura ou não entre os 22 limeirenses que se propuseram ao desafio das urnas. Mantidas todas elas, haverá uma pulverização que nem sequer servirá para medir o potencial eleitoral de cada um deles que, acredito, seja o objetivo de parcela considerável dos candidatos. E podem passar pelo vexame de ver candidatos de fora serem melhores votados. Criou-se um verdadeiro caos na política limeirense. #semdeputadooutravez.
Nota curtíssima
Quem nasceu para ser vira-latas, nunca alcançará o pedigree de um pastor-alemão.
Frase da semana
“É muito semáforo para pouca rotatória”. Evandro de Souza, sobre o primeiro dia de testes na rotatória do Viaduto da Ford. Na Gazeta de Limeira. Sexta-feira, 11.
Espetáculo sem “olé”
Uma lição que nós, brasileiros, precisamos tirar. Saber reconhecer a força do oponente, quando ela existe, e reconhecer nossas fraquezas, quando elas são aparentes. É provável que, se a situação fosse inversa, lá estariam os jogadores do “scratch canarinho”, como diriam os mais antigos, a dar o “olé” no adversário abatido. Houve seriedade do começo ao fim. E o placar foi consequência dessa seriedade.
E se passou, passou
Procurar culpados e enrolar-se em teorias mirabolantes sobre o que poderia ser feito e não foi, sobre quem deveria ser escalado e a teimosia do técnico Felipão, não vão modificar o 7 a 1 e nem garantir vaga na final. E, é bom que se diga, de tudo o que eu li, ouvi e vi, não consegui encontrar mais que duas ou três ideias que fossem consenso. Isso entre os milhares de análises que os “entendidos” elaboraram.
É mais simples do...
... que nos parece. Perdemos porque jogamos mal. Foi um apagão coletivo que, por seis ou sete minutos, desencadeou uma avalanche de gols sobre a meta brasileira, deixando a todos atônitos, que nem os otimistas ou pessimistas conseguiriam entender. Foi humilhante, sim. Vexatório, mais ainda. As lições estão aos montes a serem aprendidas, mas é preciso que exista quem as queira aprender, para mexer nas estruturas.
Sim. Nós podemos
E se dentro de campo não foi o esperado, o caos previsto por muitos gurus do apocalipse também não se concretizou. E a Copa do Mundo da Fifa no Brasil, que hoje se encerra – e que tristeza – com o jogo Alemanha x Argentina, mostrou as capacidades que nem imaginávamos ter. É esse ensinamento que a população precisa tirar: acreditar que pode ser o protagonista de sua própria história. Apesar das remadas em contrário.
Que esperar agora...
O legado da “Copa das Copas” é uma outra história. Difícil, de imediato, em um exercício de futurologia, afirmar se foi positivo ou negativo. Deve, acredito, oscilar entre esses dois patamares. Vamos aguardar.
Parar. olhar e seguir
Na última quinta-feira, a prefeitura pôs em operação os semáforos na rotatória do Viaduto Antônio Feres, que ficou conhecido como Viaduto da Ford. Medida pioneira no trânsito limeirense, para disciplinar o fluxo entre veículos e pedestres num dos pontos mais complicados da área central, de uma forma geral agradou. Principalmente aos pedestres. Entre os motoristas as opiniões se dividiram entre favoráveis e contrárias. E não era para se esperar outra coisa, uma vez que afeta o tráfego de uma maneira geral. Num primeiro momento – ainda não experimentei o seu funcionamento - entendo que é uma ação positiva do governo municipal rumo à tão falada mobilidade urbana. Em que pese a aversão de alguns motoristas, só o dia a dia atestará se foi uma ação positiva.
Interação no trânsito
Entendo mobilidade urbana como facilidades proporcionadas por regras claras, em que motoristas e pedestres tenham a mesma chance de se locomoverem com segurança. A rapidez é apenas uma questão de disciplina. É preciso que haja uma perfeita sincronia entre os que estão ao volante e aqueles que se locomovem a1 pé, ao traçarem seus percursos. Mesmo com faixas de pedestres em cada ponto de travessia, o motorista não vai simplesmente parar para o pedestre atravessar, se não tiver um limite físico. Nesse caso o semáforo. Faz parte da cultura brasileira – pelo menos por aqui – que a prioridade é o carro em movimento. Só que não é assim que deve funcionar. Cada um, a seu tempo, deve ter seu próprio espaço livre e seguro para poder seguir em frente.
Cadê a fiscalização?
Já que o assunto é o trânsito, caminhões pesados circulam livremente em horários de pico no Centro da cidade. E as lojas guardam lugar em vagas rotativas, enquanto se circula procurando lugar para estacionar. Nessas horas, os agentes passam longe...
Pergunta rápida
O que fazer com tanto candidato para votar em Limeira?
Embalos de outubro
Ontem, 12, até as 19h, e em ritmo de disputa do terceiro lugar na Copa do Mundo, entre Brasil e Holanda, encerrou-se o prazo para candidatos e partidos requererem seus registros ao Tribunal Superior Eleitoral e Tribunais Regionais Eleitorais. Enquanto escrevo isso, não tenho conhecimento se houve alguma desistência de candidatura ou não entre os 22 limeirenses que se propuseram ao desafio das urnas. Mantidas todas elas, haverá uma pulverização que nem sequer servirá para medir o potencial eleitoral de cada um deles que, acredito, seja o objetivo de parcela considerável dos candidatos. E podem passar pelo vexame de ver candidatos de fora serem melhores votados. Criou-se um verdadeiro caos na política limeirense. #semdeputadooutravez.
Nota curtíssima
Quem nasceu para ser vira-latas, nunca alcançará o pedigree de um pastor-alemão.
Frase da semana
“É muito semáforo para pouca rotatória”. Evandro de Souza, sobre o primeiro dia de testes na rotatória do Viaduto da Ford. Na Gazeta de Limeira. Sexta-feira, 11.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Aberta oficialmente a temporada de caça ao voto
Candidatos e partidos já podem pedir publicamente o voto aos eleitores. Em comícios, com carro de som e até aparelhagem fixa. E, também, pela internet. A propaganda eleitoral, com várias restrições ainda – não são permitidas, por enquanto, inserções pagas – está liberada desde o último domingo, dia 6, conforme prevêem a legislação eleitoral e o calendário oficial elaborado pelo TSE, para as eleições deste ano. E, mais uma vez, estimulando a responsabilidade e o protagonismo do cidadão, que tem no botão verde da urna eletrônica a grande arma para mudar o País. Ao “confirmar” o voto, cada eleitor tem obrigação de estar avalizando pessoas e partidos, seus programas e compromissos com a sociedade, como um todo, e não promessas vazias e simplesmente eleitoreiras que, sabe-se, nunca serão cumpridas. Ou negando essa confiança por meio de outras variantes, como o voto branco ou nulo, que hoje representa 1/3 do eleitorado. E assusta, não só os candidatos, mas quem está acostumado a lidar com política e sua influência nos rumos da nação.
A atenção com discursos arrebatadores deve ser redobrada e a retórica fácil de muitos candidatos, a partir do momento em que a campanha ganha as ruas, precisam passar pelo filtro da consciência popular, para evitar os estragos costumeiros das escolhas erradas. Impossível garantir que erros não acontecerão, porque são os próprios agentes políticos que quebram a confiança neles depositada, assim que alcançam seus objetivos. Também não pode ser apregoado o caos dos incrédulos, pois ainda há muita gente interessada no bem comum e de inegável espírito público. E não é preciso procurar agulha em palheiro, não. Basta não seguir pelo caminho fácil e convidativo proporcionado por espertalhões, que gostam de falar aquilo que queremos ouvir. E jamais falam o que precisamos ouvir.
Pois bem, não tarda e lá estarão carros e mais carros percorrendo as ruas exibindo jingles atraentes e bem rimados, com as fotos estampadas em cartazes sedutores, que ao mostrarem o sorriso fácil em perfis trabalhados no photoshop, podem esconder o perigo da dupla personalidade. São versões meio embaladas em aparências, ora de um dr. Jekyll, ora de um Mr. Hyde. E eles são muito mais comuns do que se pensa ou se acredita. E estão por toda a parte e em todos os níveis de disputa, onde haja um cargo eletivo sendo cobiçado. Se deixar levar por figuras dessa natureza, que gostam de semear felicidade, mas preferem o cultivo de ervas-daninhas, é um passo a mais para o descrédito, que vem tomando conta de boa parte dos brasileiros.
Ver a foto no cartaz e escutar a musiquinha que sai dos alto-falantes estarão presente em nosso cotidiano daqui até outubro. E não adianta fechar os olhos ou tapar os ouvidos. A obrigação que nos sobra mesmo será separar a realidade da fantasia. O ficha-limpa do ficha-suja. Como nós somos a caça, podemos ao menos escolher o caçador.
A atenção com discursos arrebatadores deve ser redobrada e a retórica fácil de muitos candidatos, a partir do momento em que a campanha ganha as ruas, precisam passar pelo filtro da consciência popular, para evitar os estragos costumeiros das escolhas erradas. Impossível garantir que erros não acontecerão, porque são os próprios agentes políticos que quebram a confiança neles depositada, assim que alcançam seus objetivos. Também não pode ser apregoado o caos dos incrédulos, pois ainda há muita gente interessada no bem comum e de inegável espírito público. E não é preciso procurar agulha em palheiro, não. Basta não seguir pelo caminho fácil e convidativo proporcionado por espertalhões, que gostam de falar aquilo que queremos ouvir. E jamais falam o que precisamos ouvir.
Pois bem, não tarda e lá estarão carros e mais carros percorrendo as ruas exibindo jingles atraentes e bem rimados, com as fotos estampadas em cartazes sedutores, que ao mostrarem o sorriso fácil em perfis trabalhados no photoshop, podem esconder o perigo da dupla personalidade. São versões meio embaladas em aparências, ora de um dr. Jekyll, ora de um Mr. Hyde. E eles são muito mais comuns do que se pensa ou se acredita. E estão por toda a parte e em todos os níveis de disputa, onde haja um cargo eletivo sendo cobiçado. Se deixar levar por figuras dessa natureza, que gostam de semear felicidade, mas preferem o cultivo de ervas-daninhas, é um passo a mais para o descrédito, que vem tomando conta de boa parte dos brasileiros.
Ver a foto no cartaz e escutar a musiquinha que sai dos alto-falantes estarão presente em nosso cotidiano daqui até outubro. E não adianta fechar os olhos ou tapar os ouvidos. A obrigação que nos sobra mesmo será separar a realidade da fantasia. O ficha-limpa do ficha-suja. Como nós somos a caça, podemos ao menos escolher o caçador.
domingo, 6 de julho de 2014
O poder da mídia e a insensatez da burocracia
A semana que já acabou vai ficar marcada por uma cena impressionante causada pelo desespero de uma mãe, que quer internação compulsória de filho de 33 anos, usuário de drogas e com problemas mentais. A foto publicada na primeira página desta Gazeta, da jornalista Renata Reis, que também é autora da matéria, mostra Ana Maria Alfredo segurando um cartaz em frente do Fórum, onde pede “Socorro! Preciso internar meu filho!”. Trata-se da chamada internação compulsória, oferecida pelo poder público, que esbarra na falta de leitos e clínicas especializadas. E na burocracia, que faz a ação aberta por ela na Justiça, caminhar de forma lenta e de mão em mão, por salas e salas de tribunais desde 2011. Em primeira instância, a Vara da Fazenda suscitou conflito de interesse. O processo foi para o Tribunal de Justiça para decidir competências e voltou para Limeira, onde teve que partir do zero. No final da tarde, o secretário municipal da Saúde, Luiz Antonio da Silva, informou que a vaga para a internação do rapaz estava assegurada e uma clínica iria buscá-lo.
Corrente quebrada
Problema aparentemente resolvido (vamos aguardar e torcer por um desfecho positivo) é preciso fazer algumas considerações. Com a tutela antecipada para a internação compulsória do rapaz desde 2012, alguém nessa sucessão de entraves burocráticos não fez o papel que lhe cabia. E mais uma vez a mídia, que deu vez e voz a essa mãe, foi quem tirou o coelho da cartola, para garantir um direito.
Chutando traseiros
Essa atuação dos órgãos de comunicação tem sido vital para que os olhos desse poder público se abram à realidade. Mais que isso, acaba desencadeando soluções rápidas para problemas até então dormentes sobre as mesas da burocracia oficial. Ora, se desde 2012 há essa “tutela antecipada”, fica difícil de compreender por que só agora as “autoridades competentes” deram agilidade ao processo. Olho nelas.
É falta de vontade
Apesar de ser essa uma das funções da imprensa, é inaceitável que agentes políticos, em cargos públicos, só se movam quando pressionados por matérias jornalísticas, que fomentam a opinião pública à crítica. A verdade é que a burocracia estatal (e esse parece ser caso aqui discutido) caminha a passos de tartaruga. Assim como há um desinteresse latente em acabar com ela junto à máquina administrativa. Falta interesse político.
A hora de fiscalizar
Por falar em interesse político, a partir de hoje os partidos e candidatos já podem dar início à propaganda eleitoral com carros de som ou aparelhagem fixa e, também, pela internet, além da organização de comícios. Ainda é vedada qualquer propaganda paga. A partir de hoje o eleitor precisa estar atento e cobrar dos candidatos compromissos e não promessas. E, com calma e consciência, analisar prós e contras de cada nome.
Atenção redobrada
Apesar de ser tema recorrente, nunca é demais lembrar as recomendações desse período eleitoral com a opinião pública: o olhar atento e crítico a tudo o que for divulgado, pois nem sempre aquilo que parece é.
Termômetro certo
Com a intensificação e a fixação do período eleitoral oficial - e legal - as pesquisas continuam sendo o carro-chefe dos candidatos, que dessa forma podem medir desempenho e capacidade de arrebanhar o eleitorado às suas propostas. E como são feitas por institutos independentes a interesses políticos (espera-se, no mínimo, esse comportamento de todos eles), são a representação da realidade, já comprovada em eleições passadas. A variação que existe entre cada instituto é devido à metodologia empregada. Os resultados indicam sempre na mesma direção, tanto quantitativa como qualitativamente falando. Se podem influir diretamente, ou não, o eleitorado, é uma outra análise. Por isso, o eleitor precisa estar consciente, sempre.
Leitura de pesquisas
É importante salientar, também, que cada pesquisa reflete o momento político. E nem sempre significa que aquele será o resultado final de uma eleição. Pela própria dinâmica das campanhas. A variação, de uma para outra, é normal de deve ser interpretada como o humor do eleitor, quando foi inquirido. E se se fizer uma leitura isenta dos números, fica fácil identificar como está esse humor. Fatores externos à política podem, sim, ter influência no momento da confirmação do voto. Não se pode, entretanto, entendê-los como decisivos. E é a assimilação de cada candidato a seus resultados e como ele se comportará é que pode, sim, ter um grande peso na hora da decisão do cidadão por esse ou aquele nome. Não é uma conta fechada.
Tem influência sim
Para quem não acredita, a propaganda eleitoral tem sim influência direta sobre os eleitores. Sua estratégia e condução podem garantir melhor ou pior desempenho de cada um. É esperar as próximas pesquisas e conferir já na esteira das primeiras propagandas.
Pergunta rápida
O que falta para que Aécio Neves (PSDB) consiga empolgar o eleitorado brasileiro?
E já está nas ruas
Repetindo o que aconteceu com a campanha presidencial de 2006 (o “Fora Lula”), já se vê em vidros de carros adesivos de “fora Dillma”. Isso mesmo, com os dois “eles” coloridos, numa associação à campanha de Fernando Color, como já fizeram como “Lula” também. Se todos se lembrarem, o efeito foi zero, assim como esse tipo de material publicitário só serve para engordar cofres de gráficas e de quem confecciona adesivos. Particularmente não endosso as campanhas que antes de exaltar as qualidades do concorrente, denigrem a imagem do adversário. Mesmo por que há como se gastar esse dinheiro de forma mais útil. Essa falta de coerência é que faz a diferença lá na reta final de campanha. O eleitor quer, hoje, o debate e não o estímulo à intolerância.
Nota curtíssima
No torpor da Copa do Mundo no Brasil, as tarifas públicas vão sendo reajustadas.
Frase da semana
“Socorro! Preciso internar meu filho!”. Escrito em cartaz de Ana Maria Alfredo, a mãe que pedia, em manifestação em frente do Fórum, uma solução para o caso do filho viciado. Na Gazeta de Limeira. Quinta-feira, 3.
Corrente quebrada
Problema aparentemente resolvido (vamos aguardar e torcer por um desfecho positivo) é preciso fazer algumas considerações. Com a tutela antecipada para a internação compulsória do rapaz desde 2012, alguém nessa sucessão de entraves burocráticos não fez o papel que lhe cabia. E mais uma vez a mídia, que deu vez e voz a essa mãe, foi quem tirou o coelho da cartola, para garantir um direito.
Chutando traseiros
Essa atuação dos órgãos de comunicação tem sido vital para que os olhos desse poder público se abram à realidade. Mais que isso, acaba desencadeando soluções rápidas para problemas até então dormentes sobre as mesas da burocracia oficial. Ora, se desde 2012 há essa “tutela antecipada”, fica difícil de compreender por que só agora as “autoridades competentes” deram agilidade ao processo. Olho nelas.
É falta de vontade
Apesar de ser essa uma das funções da imprensa, é inaceitável que agentes políticos, em cargos públicos, só se movam quando pressionados por matérias jornalísticas, que fomentam a opinião pública à crítica. A verdade é que a burocracia estatal (e esse parece ser caso aqui discutido) caminha a passos de tartaruga. Assim como há um desinteresse latente em acabar com ela junto à máquina administrativa. Falta interesse político.
A hora de fiscalizar
Por falar em interesse político, a partir de hoje os partidos e candidatos já podem dar início à propaganda eleitoral com carros de som ou aparelhagem fixa e, também, pela internet, além da organização de comícios. Ainda é vedada qualquer propaganda paga. A partir de hoje o eleitor precisa estar atento e cobrar dos candidatos compromissos e não promessas. E, com calma e consciência, analisar prós e contras de cada nome.
Atenção redobrada
Apesar de ser tema recorrente, nunca é demais lembrar as recomendações desse período eleitoral com a opinião pública: o olhar atento e crítico a tudo o que for divulgado, pois nem sempre aquilo que parece é.
Termômetro certo
Com a intensificação e a fixação do período eleitoral oficial - e legal - as pesquisas continuam sendo o carro-chefe dos candidatos, que dessa forma podem medir desempenho e capacidade de arrebanhar o eleitorado às suas propostas. E como são feitas por institutos independentes a interesses políticos (espera-se, no mínimo, esse comportamento de todos eles), são a representação da realidade, já comprovada em eleições passadas. A variação que existe entre cada instituto é devido à metodologia empregada. Os resultados indicam sempre na mesma direção, tanto quantitativa como qualitativamente falando. Se podem influir diretamente, ou não, o eleitorado, é uma outra análise. Por isso, o eleitor precisa estar consciente, sempre.
Leitura de pesquisas
É importante salientar, também, que cada pesquisa reflete o momento político. E nem sempre significa que aquele será o resultado final de uma eleição. Pela própria dinâmica das campanhas. A variação, de uma para outra, é normal de deve ser interpretada como o humor do eleitor, quando foi inquirido. E se se fizer uma leitura isenta dos números, fica fácil identificar como está esse humor. Fatores externos à política podem, sim, ter influência no momento da confirmação do voto. Não se pode, entretanto, entendê-los como decisivos. E é a assimilação de cada candidato a seus resultados e como ele se comportará é que pode, sim, ter um grande peso na hora da decisão do cidadão por esse ou aquele nome. Não é uma conta fechada.
Tem influência sim
Para quem não acredita, a propaganda eleitoral tem sim influência direta sobre os eleitores. Sua estratégia e condução podem garantir melhor ou pior desempenho de cada um. É esperar as próximas pesquisas e conferir já na esteira das primeiras propagandas.
Pergunta rápida
O que falta para que Aécio Neves (PSDB) consiga empolgar o eleitorado brasileiro?
E já está nas ruas
Repetindo o que aconteceu com a campanha presidencial de 2006 (o “Fora Lula”), já se vê em vidros de carros adesivos de “fora Dillma”. Isso mesmo, com os dois “eles” coloridos, numa associação à campanha de Fernando Color, como já fizeram como “Lula” também. Se todos se lembrarem, o efeito foi zero, assim como esse tipo de material publicitário só serve para engordar cofres de gráficas e de quem confecciona adesivos. Particularmente não endosso as campanhas que antes de exaltar as qualidades do concorrente, denigrem a imagem do adversário. Mesmo por que há como se gastar esse dinheiro de forma mais útil. Essa falta de coerência é que faz a diferença lá na reta final de campanha. O eleitor quer, hoje, o debate e não o estímulo à intolerância.
Nota curtíssima
No torpor da Copa do Mundo no Brasil, as tarifas públicas vão sendo reajustadas.
Frase da semana
“Socorro! Preciso internar meu filho!”. Escrito em cartaz de Ana Maria Alfredo, a mãe que pedia, em manifestação em frente do Fórum, uma solução para o caso do filho viciado. Na Gazeta de Limeira. Quinta-feira, 3.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Desastre político
Como era previsto, Limeira terá um verdadeiro desastre eleitoral. Vaidade pessoal, termômetro para as próximas eleições municipais e interesses político-pessoais, empurram goela abaixo dos eleitores 22 candidatos a deputado. São 9 concorrentes à Câmara Federal e outros 13 à Assembleia Legislativa. E quem perde é o Município, que mais uma vez deve ficar sem representantes e lideranças estadual e nacional.
Na pauta do dia
As convenções indicaram e oficializaram os nomes, que podem ser trocados até o próximo dia 5, prazo final para os registros das candidaturas. Os partidos exageraram na dose e perderam a noção da realidade. Não há eleitor para tanto candidato assim. Pura falta de bom senso, principalmente daqueles que se dispuseram a concorrer ao pleito.
Números reais
É evidente que é uma conta hipotética, mas vale a pena uma reflexão sobre ela. O Município terá 208.410 eleitores aptos ao voto em outubro. E 22 candidatos locais para serem votados. Se supusermos que todos votem em um dos candidatos e não haja brancos, nulos e nem abstenções, cada um receberá 9.473 votos. Haverá uma pulverização de votos. Sem chance alguma para nenhum deles. Ou então, correr atrás fora daqui. Difícil.
Morte na praia
Ainda dá tempo para uma revisão de posicionamento. Para que alguns dos nomes não sejam humilhados nas urnas. E Limeira possa ter chance de emplacar alguém lá pelas instâncias superiores. Infelizmente não acredito no bom senso de nenhum dos nomes oficializados. É muito ego para reconhecer o desvio de percurso.
Lula mereceu
Depois de fazer seu candidato Alexandre Padilha apertar a mão de Paulo Maluf, para selar uma composição ao governo do Estado, Lula teve sua indigestão: o PP vai apoiar o peemedebista Paulo Skaf. O ex-presidente levou uma rasteira inesperada. Bem feito.
A última de hoje
PT e PSDB são iguais em tudo na corrida eleitoral. Até mesmo em garimpar o lixo político-partidário para conquistarem segundinhos a mais no horário eleitoral gratuito. Cada um faz o que mais critica no outro. Ou seja, o roto falando do rasgado. Ninguém merece.
Como era previsto, Limeira terá um verdadeiro desastre eleitoral. Vaidade pessoal, termômetro para as próximas eleições municipais e interesses político-pessoais, empurram goela abaixo dos eleitores 22 candidatos a deputado. São 9 concorrentes à Câmara Federal e outros 13 à Assembleia Legislativa. E quem perde é o Município, que mais uma vez deve ficar sem representantes e lideranças estadual e nacional.
Na pauta do dia
As convenções indicaram e oficializaram os nomes, que podem ser trocados até o próximo dia 5, prazo final para os registros das candidaturas. Os partidos exageraram na dose e perderam a noção da realidade. Não há eleitor para tanto candidato assim. Pura falta de bom senso, principalmente daqueles que se dispuseram a concorrer ao pleito.
Números reais
É evidente que é uma conta hipotética, mas vale a pena uma reflexão sobre ela. O Município terá 208.410 eleitores aptos ao voto em outubro. E 22 candidatos locais para serem votados. Se supusermos que todos votem em um dos candidatos e não haja brancos, nulos e nem abstenções, cada um receberá 9.473 votos. Haverá uma pulverização de votos. Sem chance alguma para nenhum deles. Ou então, correr atrás fora daqui. Difícil.
Morte na praia
Ainda dá tempo para uma revisão de posicionamento. Para que alguns dos nomes não sejam humilhados nas urnas. E Limeira possa ter chance de emplacar alguém lá pelas instâncias superiores. Infelizmente não acredito no bom senso de nenhum dos nomes oficializados. É muito ego para reconhecer o desvio de percurso.
Lula mereceu
Depois de fazer seu candidato Alexandre Padilha apertar a mão de Paulo Maluf, para selar uma composição ao governo do Estado, Lula teve sua indigestão: o PP vai apoiar o peemedebista Paulo Skaf. O ex-presidente levou uma rasteira inesperada. Bem feito.
A última de hoje
PT e PSDB são iguais em tudo na corrida eleitoral. Até mesmo em garimpar o lixo político-partidário para conquistarem segundinhos a mais no horário eleitoral gratuito. Cada um faz o que mais critica no outro. Ou seja, o roto falando do rasgado. Ninguém merece.
terça-feira, 1 de julho de 2014
A incivilidade como cartão de visitas
Não sou patriota de vestir verde-amarelo apenas em período de Copa do Mundo como se vê por aí. Muito menos de expor esse patriotismo com bandeirinha no carro ou nas sacadas dos apartamentos e muros das casas. E que na primeira derrota voltará para o armário e lá ficará empoeirando por mais quatro anos, até que uma próxima seja realizada e lá esteja, novamente, a seleção brasileira, despertando esse “amor” de apenas 30 dias ou enquanto durar sua participação na competição. Amo o meu País e a ele me disponho sem restrições. E, principalmente, livre de qualquer culpa ou de complexos. Principalmente aquele que foi descrito por Nelson Rodrigues e que é o pior e mais doentio de todos: o complexo de vira-latas, que nos leva a enxergar tudo de bom fora das nossas fronteiras e tudo o que não presta aqui dentro. Costumo, também, sugerir o “aeroporto” como porta de saída àqueles que assim pensam ou agem. Embora eles nunca encontrem coragem para sair.
Entendo o patriotismo como respeito mútuo. Do cidadão para com o País e do País para com o cidadão, embora muitas vezes não haja essa recíproca. Então é preciso lutar para que isso aconteça de forma incondicional. Cada um de nós deve vestir a Nação como traje de gala, ao mesmo tempo em que a Nação nos dê conforto nessa vestimenta. Isso não é ufanismo. Deveria refletir de forma concreta a relação entre Estado e povo, naquilo que a democracia tem de mais atrativo, o direito e as garantias individuais ao livre-arbítrio. Ao aplauso e à vaia, como manifestação de descontentamento com determinada situação ou pessoa, como vimos recentemente acontecer com a presidente Dilma Rousseff (PT), na abertura da Copa, em São Paulo na Arena Corinthians, popularmente conhecida como Itaquerão. Nesse caso falo, particularmente, do apupo. Jamais de ofensas pessoais, como aconteceu na sequência, por parte daqueles que deveriam dar o exemplo da boa educação, mas acabaram mostrando uma imagem de incivilidade ao resto do mundo. De desvio de caráter mesmo. Um cartão de visitas manchado por ódio e intolerância.
Uma pendenga caseira, que antes de se parecer com protesto por uma justa causa, acabou por fortalecer o próprio alvo dessa hostilidade. Já passou, mas a mancha ficou. Como vai ficar, também, a do último sábado, no Mineirão, quando os torcedores brasileiros vaiaram insistentemente a execução do hino nacional chileno, antes do primeiro jogo pelas oitavas de final do torneio, envolvendo as duas seleções. Uma irracionalidade que contraria a hospitalidade brasileira e, acima de tudo, confirma o mau exemplo apresentado na abertura oficial da Copa. A reverência ao símbolo nacional de qualquer povo é a maior prova de uma convivência harmoniosa e congraçamento entre diferentes culturas, que um evento dessa natureza propicia.
Uma pena que tudo isso tenha acontecido. E se fora dos estádios não há ressalvas a serem feitas e o caos prognosticado não vem se confirmando, dentro deles, especificamente nos casos de São Paulo e Minas, que deveriam ser modelos de boa conduta, isso não aconteceu. E se hoje somos a vitrine do mundo, é preciso mostrar que dentro dela há um produto de qualidade: a educação de um povo.
Entendo o patriotismo como respeito mútuo. Do cidadão para com o País e do País para com o cidadão, embora muitas vezes não haja essa recíproca. Então é preciso lutar para que isso aconteça de forma incondicional. Cada um de nós deve vestir a Nação como traje de gala, ao mesmo tempo em que a Nação nos dê conforto nessa vestimenta. Isso não é ufanismo. Deveria refletir de forma concreta a relação entre Estado e povo, naquilo que a democracia tem de mais atrativo, o direito e as garantias individuais ao livre-arbítrio. Ao aplauso e à vaia, como manifestação de descontentamento com determinada situação ou pessoa, como vimos recentemente acontecer com a presidente Dilma Rousseff (PT), na abertura da Copa, em São Paulo na Arena Corinthians, popularmente conhecida como Itaquerão. Nesse caso falo, particularmente, do apupo. Jamais de ofensas pessoais, como aconteceu na sequência, por parte daqueles que deveriam dar o exemplo da boa educação, mas acabaram mostrando uma imagem de incivilidade ao resto do mundo. De desvio de caráter mesmo. Um cartão de visitas manchado por ódio e intolerância.
Uma pendenga caseira, que antes de se parecer com protesto por uma justa causa, acabou por fortalecer o próprio alvo dessa hostilidade. Já passou, mas a mancha ficou. Como vai ficar, também, a do último sábado, no Mineirão, quando os torcedores brasileiros vaiaram insistentemente a execução do hino nacional chileno, antes do primeiro jogo pelas oitavas de final do torneio, envolvendo as duas seleções. Uma irracionalidade que contraria a hospitalidade brasileira e, acima de tudo, confirma o mau exemplo apresentado na abertura oficial da Copa. A reverência ao símbolo nacional de qualquer povo é a maior prova de uma convivência harmoniosa e congraçamento entre diferentes culturas, que um evento dessa natureza propicia.
Uma pena que tudo isso tenha acontecido. E se fora dos estádios não há ressalvas a serem feitas e o caos prognosticado não vem se confirmando, dentro deles, especificamente nos casos de São Paulo e Minas, que deveriam ser modelos de boa conduta, isso não aconteceu. E se hoje somos a vitrine do mundo, é preciso mostrar que dentro dela há um produto de qualidade: a educação de um povo.
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