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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Faço minhas as...
...palavras do jornalista Rafael Sereno, na coluna Prisma de ontem. Errou o presidente da Câmara, Ronei Martins (PT), ao não deixar o vereador Zé da Mix (PSD) se defender ao ser citado, da Tribuna, pelo ex-secretário da Saúde, Raul Nilsen (PMDB), que reassumiu sua cadeira no Legislativo. Raul tentava explicar a contratação emergencial para nebulização de criadouros do mosquito da dengue.

Deveria deixar
Além de um certo autoritarismo, Ronei contrariou sua própria convicção, de sempre permitir o debate e o contraponto naquela Casa. Falou mais alto o corporativismo situacionista do Legislativo, uma tentativa de blindagem a Raul.

E para entender
É que falando da Tribuna da Câmara, e como vereador, Raul Nilsen não correu riscos com perguntas incômodas dos repórteres, que cobriram - e cobrem - o caso.

Um órfão político
Das duas, uma. Ou sou ingênuo demais, ou os políticos é que são muito competentes. Ficarei com a primeira. Sempre tenho esperança de que a confiança depositada nas urnas seja retribuída. Mesmo estando órfão dos candidatos em quem votei....

A opinião pública

A cada pronunciamento, a cada ação preconceituosa e de intolerância - que são crimes - as entidades representativas dos médicos vão perdendo a batalha da informação. Mais que a luta pela melhora do sistema público de saúde, que é um legítimo e necessário debate, elas estimulam o ódio entre seus associados. Isso é desumano.

Exemplo do ódio

Na segunda-feira, no primeiro dia de treinamento de médicos estrangeiros em Fortaleza, um grupo deixou suas funções de lado para humilhar aos profissionais que lá estavam. Foram xingados e tratados como sub-raça. Vale uma reflexão: para esse ato de hostilização, patrocinado por um sindicato cearense, muitos pacientes, com certeza, deixaram de ser atendidos em hospitais e prontos-socorros.

A última de hoje

O sindicalismo ainda tem seu pé no início do século XX. A Mercedes pode deixar de gerar 3.500 empregos na região, devido a um desacordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira. Empresa alemã está prestes a se instalar em Iracemápolis.  

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os críticos, os criticados e a mesmice

Limeira está prestes a entrar no mês de seu 187º aniversário de fundação e nunca viveu - pelo menos que se tenha conhecimento - um clima tão tenso em início de uma nova administração pública. Se é que se pode chamar todo esse período, de janeiro até aqui, de início. Enfim, não completou seu primeiro ano, porém, com agosto indo embora e setembro chegando, ninguém consegue vislumbrar um horizonte, que aponte na direção das mudanças político-administrativas tão amplamente alardeadas, como mote da campanha eleitoral da coligação PSB-PT, que hoje ocupa o principal gabinete no Edifíco Prada.
E não é a imprensa - que de nefasta não tem nada - nem a oposição que conspiram contra a situação. Contra o establishment, como se costuma dizer em política. Mesmo porque essa oposição se resume hoje em votar "não" nas sessões da Câmara Municipal ou a se utilizar das redes sociais para demonstrar seu descontentamento, que traz embutido também o ressentimento dos derrotados, já que suas lideranças pouco se apresentam para tratar das questões que envolvem a política e a administração municipal. E os que se apresentam publicamente são algumas figurinhas carimbadas, que tiveram - e estiveram lá - a oportunidade de fazer e também nada fizeram, mas que agora criticam, ignorando a própria herança que deixaram.
O grande problema que se vê neste momento, é que os críticos de outrora, que agora estão no poder, fazem tudo aquilo que combateram e tanto criticaram, deixando a prática de lado. Esqueceram-se de que apresentaram uma proposta embasada em projetos de transformações sociais, políticas e econômicas, que neste momento deveriam livrar o Município do vício de velhas administrações e não os repetindo. Com todos seus pontos e vírgulas.
E muito menos é a imprensa quem trama contra o progresso do Município e os políticos que o administram, porque em si e pela sua função, ela se transformou no reflexo das inquietações da sociedade. E a lógica desse raciocínio está justamente nas páginas do jornais, nos telejornais ou nos microfones das emissoras de rádio, quando a população reclama dos serviços públicos prestados, com baixa ou sem qualidade nenhuma; da falta de medicamentos básicos na rede municipal de saúde ou na descontinuidade de obras importantes e mesmo no trato com a aparência da cidade, quando se noticia falta de sinalização nas ruas, semáforos que não funcionam como deveriam, praças malcuidadas, além de verdadeiros elefantes brancos, que ninguém sabe qual será o destino que lhes será dado, mesmo tendo contribuído com a sangria dos cofres públicos, que pagaram e continuam pagando essa conta.
Nesse sentido, o compromisso do analista, do jornalista que diariamente corre atrás da notícia, é mostrar que a realidade é muito diferente das teorias dos gabinetes, que se não se transformarem em práticas eficazes, leva ao perigo de fazer com que comece a brotar um sentimento de saudade de uma época recente, que está registrada na história, mas precisa ser apagada da memória de todos nós.

domingo, 25 de agosto de 2013

Preocupa, assusta e é um desrespeito

O problema estava bem escondido e era tratado – “foi’, para ser mais exato – como um tabu em Limeira. Vem de administrações lá do século passado e início do novo, e continuou até estes tempos atuais. Como não há mal que sempre dure, começou em ritmo de conta-gotas e agora vem na correnteza. Estou falando da situação da frota do transporte público urbano, muito bem retratada em matéria da jornalista Érica Samara da Silva e que foi manchete desta Gazeta na última quinta-feira, 21, com o título “Frota vencida tem até ônibus de 2001”. Ou seja, com mais de 12 anos de uso ininterrupto e reforça a premissa da urgência no trato de tão preocupante e assustador assunto. E é fácil comprovar essa obsolescência, quando regularmente há notícias de quebras e acidentes com os veículos das duas empresas, que operam em Limeira, que seriam uma só, mas com nomes diferentes. Percebe-se, nessas notícias, que há fadiga de material e, portanto, isso coloca em risco a integridade física de seus usuários. E é muito grave, com dolo compartilhado com o poder público, pois está em desacordo com as regras contratuais.

Na ordem do dia
Se os fatos ganharam, de um tempo para cá, status de graves denúncias e se a Limeirense e a Rápido Sudeste não estão cumprindo sua parte na concessão, é porque houve evidente aquiescência do chamado poder concedente, ou seja, a Prefeitura de Limeira. E não é de agora, não. Vem de longe. Das administrações passadas, que sempre empurraram o problema com a barriga, prorrogando contratos.

Poço sem fundo
Como nunca é tarde para uma faxina geral e colocar ordem na casa, que assim seja feito. Os vereadores vêm discutindo a questão desde o ano passado, mediante denúncias da população que utiliza os ônibus e é, sem dúvida, a mais prejudicada. O último e mais frágil elo dessa corrente. É preciso, sim, discutir o tamanho desse buraco, que há muito tempo engole e abafa todas as reclamações.

Omissão geral
E nesse caso, a atual administração, de Paulo Hadich (PSB), que tem forte base aliada e esmagadora maioria na Câmara, por enquanto não pode ser criticada. É preciso retroceder muito mais e voltar às administrações de Paulo D’Andréa e Jurandyr Paixão, passando por Pedrinho Kuhl e José Carlos Pejon, além da última, Félix-Zovico. D’Andréa ainda trouxe, em seu último mandato, certa concorrência com a vinda de uma nova empresa, situação que nas administrações posteriores foi se acomodando com prorrogações de contratos, que deu no que está dando.

Precisa acelerar

Hadich tem nas mãos – e com uma Câmara favorável e a população implorando por melhorias nos serviços – uma grande oportunidade de solucionar o problema. Condições para isso ele tem. E com sobras.

Para quem tem...
...dúvidas sobre a seriedade dos problemas que o transporte público urbano enfrenta em Limeira, esta Gazeta trouxe, em sua edição da última sexta-feira, um novo relato envolvendo um ônibus. Desta vez da Viação Sudeste, quando o motorista da linha 8C avisou aos passageiros que o veículo estava com problemas no freio. O coletivo estava lotado, o que deixa o usuário, que precisa do transporte para chegar ao trabalho, ainda mais indignado. A linha 12, da Viação Limeirense, não teve condições de receber os usuários, porque o ônibus também estava lotado. E isso não é mera crítica. É relato dos próprios usuários.

Dor de cabeça
E para completar mais uma semana cheia de surpresas no cenário político-administrativo, eis que surgem novas denúncias, envolvendo o alto escalão do governo de Paulo Hadich (PSB). As bolas da vez são as secretarias da Educação e da Saúde. A primeira, com a contratação da mulher do secretário Zezo, para palestras, e a segunda, por suspeitas de irregularidades em contratos para nebulização do Aedes aegypti, o popular mosquito transmissor da dengue, na gestão de Raul Nilsen. Antes foram os casos Tércio e Zeuri.

Mosquito chato
Trata-se de uma sequência de acontecimentos, que não podem deixar de serem noticiados e analisados. Afinal das contas há dinheiro público, de todos nós, portanto, envolvido nisso. E vereadores, capitaneados pelo oposicionista José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD), já estão propondo uma nova CPI, desta vez a da dengue. Resumindo a papelada, o caso é mais ou menos parecido com os problemas do SAAE da era Renê Soares. Todos se lembram qual foi o resultado: a cassação do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC).

E está infectado
Ainda é cedo para pensar numa possibilidade de cassação política, desta vez do vereador Raul Nilsen Filho (PMDB), que ocupava a pasta da Saúde e foi afastado do cargo a mando da Justiça. As comparações, entretanto, são inevitáveis. Principalmente entre os próprios vereadores. Ao analisar a matéria da jornalista Érica Samara da Silva, publicada na última sexta-feira por esta Gazeta, dá para fazer uma analogia entre as duas situações e perceber muitos pontos coincidentes. Se assim está, então que se apurem todas as responsabilidades.  

Pergunta rápida
Exímio investigador, por que o PSDB paulista tem tanto medo de CPI para investigar ações do governo de SP?

Debate ríspido
Fica meio no ar, e quase evidente, o cunho político-eleitoral nas ações do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira, quando o assunto é o Programa Mais Médicos, do governo federal. A posição de desconforto que essas duas entidades da categoria demonstram, quando se pronunciam através da mídia, é flagrante. Ou será que o temor maior é de que o programa funcione de fato? Fica difícil entender. Pois a saúde pública não pode se transformar em palanque eleitoral de ninguém. Nem da oposição, e menos ainda da situação. Cada cidadão tem o direito de se expressar sobre suas convicções políticas da forma que lhe convier, mas não pode transformar debate em guerra declarada.

Nota curtíssima
Aos poucos, o propinoduto dos trens da CPTM e do Metrô se aproxima da campanha de FHC de 1998.

Hora de mudar
Alguns vereadores da situação precisam deixar a obediência de lado, para votar por conta própria e não conforme quer o Poder Executivo. Desde a primeira sessão da Câmara, até este momento, repetem-se as duas gestões Félix, quando a palavra dele era ordem. Ninguém deseja um retorno do “rolo-compressor” político, que só serve para mascarar os problemas. Os resultados...   

Frase da semana
"O Aécio já colocou algo que fica como enganador: prévia depois de esgotado o prazo de filiação”. Do presidente do PPS e deputado Roberto Freire, sobre seu apoio a José Serra. Sexta-feira, na Folha de S. Paulo-Poder.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um pouco de vida
Enfim um bom sinal. Na segunda-feira, funcionárias e funcionários - não sei se da Prefeitura ou da empresa que presta serviços e limpeza ao Município - faziam uma limpeza geral no prédio da nova biblioteca, no Parque Cidade. Com água e sabão lavavam o chão e tiravam também a "sujeira" deixada pelos pombos. Espera-se que seja apenas o início. Que não fique na maquiagem, que de um dia para o outro vá embora...

E que assim seja
Outra notícia interessante. E que merece elogios pela coragem, nessa tão desgastada e confusa administração municipal. A não renovação do convênio de merenda e transporte para as escolas do Estado. Economia de cerca de R$ 15 milhões, a partir de janeiro do ano que vem. A César o que é de César. Muito justo.

Nem fruta podre
Não é de hoje que venho criticando essa situação. O Município paga um monte de conta e banca muitos serviços que são de responsabilidade do governo estadual e nada ganha em troca. Tratei disso em minha coluna do último domingo, dia 11 - "Responsabilidades que empobrecem os municípios". Nunca é demais tratar do assunto.

Para desmamar

Tudo que Limeira vem conseguindo dos governos estaduais, desde a inauguração da era tucana, tem sido a fórceps. Nada é anunciado de bom grado, como conquista do Município. Só há interesse mesmo, quando há possibilidade de retorno eleitoral, como o AME, inaugurado para servir como propaganda a José Serra na campanha de 2010.

Afundar junto
Não sei se é impressão minha, mas acho que o Partido dos Trabalhadores, o PT, em Limeira, que tem bons quadros, embarcou numa canoa furada, que começa a fazer água. É hora de o partido fazer uma séria reflexão rever seus conceitos e alianças.

Aí não, cara...
Motoristas sem permissões especiais para estacionarem em vagas para idosos e portadores de deficiências, em shoppings e supermercados, poderão receber um puxão de orelhas em alto e bom som. Consta de projeto aprovado pela Câmara, de autoria do vereador Milton Santos (PRB). Já que não respeitam, que sejam lembrados pela falta de educação.

A última de hoje

De um funcionário público municipal: “a teoria na atual administração é muito bonita. De primeiro mundo. Já a prática..."

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Quando o Estado fomenta o crime

O despreparo técnico, a falta de capacitação profissional e a conivência de superiores imediatos são ingredientes comuns à formação de "autoridades" paralelas, que agem ao arrepio da lei e, à sua maneira, buscam um justiçamento com as próprias mãos, ignorando inclusive o poder do Estado, do qual são representantes. Apesar de vários momentos de sensacionalismo e repetições exaustivas de imagens, a denúncia que o programa "Fantástico", da Rede Globo, trouxe no domingo sobre as agressões a internos da Fundação Casa - antiga Febem - por quem deveria controlá-los e reeducá-los, ainda é uma imagem recorrente no processo de reinserção de infratores ao convívio social. É uma escola de deformação da personalidade.
É provável que muitos contestem e até critiquem esse tipo de posicionamento, com o surrado argumento de que cadeia - ou instituições que atendem menores em situação de risco - é apenas depósito de bandidos, que se lá estão merecem igual ou pior sofrimento que aquele que impingiram a seu semelhante, enquanto praticavam seus crimes. Como teoria do "olho por olho", tem fundamento. E faz, com certeza, jorrar a água usada para "lavar as mãos" da sociedade, que se sente assim protegida e vingada. Não resolve, porém, o problema da criminalidade, que é crescente e reincidente, justamente por ações como as praticadas por aqueles funcionários da Fundação Casa, que trouxeram de volta um retrato da antiga Febem, de triste memória.
E por que isso acontece? Não vou utilizar aqui o argumento, igualmente surrado, das diferenças sociais, embora elas ainda representem o estopim da violência, mas chamar a atenção para uma outra questão: a da impunidade. A mesma impunidade que encobre os crimes de agentes do Estado e, como consequência, os que são cometidos diariamente e noticiados pela mídia. Tudo isso fruto de um Código Penal ultrapassado, que não contempla a serveridade de cada situação, mas propicia uma infindável gama de recursos que alimenta e fomenta os atos, cada vez mais ousados, dos verdadeiros criminosos. Aqueles que se valem da fragilidade da lei e, numa ação em cadeia, vão criando sua própria rede, com hierarquia e tudo mais. Não importando se são os chamados ladrões de galinha ou se vestem ternos e têm assento em altos postos da administração pública. Os que ostentam colarinho branco, a esconder a sujeira do próprio pescoço.  
Se o mais alto escalão da criminalidade segue impune, o último elo da corrente também vai se sentir no direito de fazer o que bem entender e se julgar acima da lei e das sanções que ela possa representer. Aproveitar-se do complexo de "otoridade" -  como diria Stanislaw Ponte Preta - gerador da síndrome do pequeno poder, para agredir e torturar a base dessa pirâmide, é incitar cada vez mais o ódio, que vai se transformar em vingança e invariavelmente em acerto de contas.
Que a covardia daqueles agentes da Fundação Casa, independentemente de quem eram as vítimas, possa reforçar as necessidade das mudanças que se exige na legislação vigente neste país. O exemplo que vem de cima vira regra para quem está embaixo.

domingo, 18 de agosto de 2013

Responsabilidades que empobrecem os municípios

O município, que deveria ser o primeiro e mais importante elo entre as administrações públicas, pois é a origem desse processo, hoje é tratado como mero gestor das contas dos Estados e da Federação. É ele quem paga, grosso modo, algumas contas empurradas goela abaixo, cuja responsabilidade vem de cima para baixo. É o município que banca, hoje, muitas contas de suas instâncias superiores, ou seja, dos governos estaduais e até do federal.  No caso de Limeira, muitos dos aluguéis de instituições públicas que pertencem ao Estado de São Paulo, é a Prefeitura quem paga. Além de compor o quadro funcional com servidores emprestados, o que significa, também, gastos com a folha de pagamento. E o pior de tudo isso é que não recebe nada em troca desse favor e precisa estar sempre de chapéu na mão, mendigando algum benefício, que deveria ser obrigação do próprio estado. Há muito tempo o governo estadual simplesmente abandonou o Município à própria sorte e, em raríssimos casos, acata algum pedido local. E quando o faz, são reivindicações que vêm de anos e, quando chegam, já precisam de um reforço.

Até agora nada
O Município reivindica, há muito tempo, uma unidade do Poupatempo, um serviço oferecido pelo estado que desburocratizou a emissão de documentos. Eficaz e rápido, é garantia de agilidade no atendimento à população, que busca esse tipo de serviço. Limeira está fora dessa rota, obrigando os limeirenses a buscar unidade em Rio Claro, Piracicaba, Campinas e Americana.

Fundação Casa
Tudo isso vem a reboque de um atraso impressionante, mesmo quando o serviço disponibilizado já está garantido. Tome-se como exemplo a Fundação Casa, antiga Febem, cujas unidades demoraram quase uma década para ser construídas. E mesmo assim pela metade. Agora a instituição pôs para funcionar a sua segunda unidade, que já estava pronta e deve aliviar o sistema.

Cadê o presídio?

Enfim, na hora de pagar a conta, o município atende bem aos interesses do governo estadual. Quando da contrapartida é que a situação emperra. Limeira está há muito tempo sem um presídio. Existe um já aprovado, que esbarra na morosidade de uma decisão governamental e na disputa política entre cidades vizinhas, que não querem proximidade com sua instalação. Nesse caso é o próprio estado quem tem que intervir e determinar a construção desse presídio, mas não o faz, dando a impressão de que esse atraso satisfaz muitas "intenções".

Talvez em 2014

Limeira é, hoje, a cidade do anúncio. Anuncia-se tudo, mas nada se consegue. É bem provável que em 2014 comece a pipocar uma coisinha aqui outra ali, para atender apenas aos interesses eleitorais.

E a conta da luz?
Deixando o governo estadual de lado, vamos falar um pouco do governo federal. Não é muito diferente, não. Agora, por conta de uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a manutenção dos serviços será transferida aos municípios no ano que vem. E pode acarretar uma nova taxa ao bolso do contribuinte. Seria uma reedição da Contribuição para Iluminação Pública – a conhecida CIP – aprovada e depois desaprovada pela Câmara Municipal, na gestão Félix. Fica claro que o município não pode ser responsabilizado por isso, pois não é o poder concedente. E há uma empresa privada, que recebe para isso.

Inconstitucional
Para não ter que bancar mais essa despesa e se ver obrigada a afundar ainda mais a mão no bolso do cidadão, a Prefeitura resolveu ir à Justiça contra essa “municipalização” da iluminação pública. O município que o artigo da resolução da Aneel, que transfere essa responsabilidade, seja declarado inconstitucional, conforme informou o secretário de Negócios Jurídicos, Rivanildo Pereira Diniz. “O município não é o poder concedente. É consumidor e, portanto, não pode ser responsabilizado pelo serviço, afirmou. Concordo.

Dinheiro de pinga
São por decisões como essa e também pelas despesas com o custeio de órgãos de outras esferas administrativas, que os municípios estão se empobrecendo e perdendo sua capacidade de investimento. Pagar a conta dos outros não é saudável. Principalmente se a riqueza de um país começa a ser gerada no próprio município, que recebe muito pouco de contrapartida, que se dilui nos repasses em escala. Se comparada ao porcentual federal e estadual das arrecadações públicas, o que vem de volta ao município é uma mera mesada.

Um poder omisso
Como desgraça pouca é bobagem, as responsabilidades dos municípios aumentam ainda mais, quando a questão é puramente local. Nesta semana a Gazeta de Limeira voltou a mostrar que vândalos continuam agindo sem punição. O alvo foi novamente o moinho de vento construído por Félix em área particular, conforme relatei nesta coluna, na última quinta-feira. Só que desta vez parece que o caso ganhou novos contornos. O Ministério Público (MP) está investigando a omissão do poder público limeirense em resguardar seu próprio patrimônio cultural. Que assim seja.

E haja ouvidos...
Outro problema que Limeira enfrenta - e talvez não seja exclusivo - é o que se refere aos automóveis barulhentos. Aqueles que passam pelas madrugadas (ou durante o dia mesmo) com som alto, sem o mínimo respeito às leis existentes. Simplesmente não há fiscalização. Os dois decibelímetros estão inutilizados há dois anos e, portanto, não há como medir o volume desse barulho. É inacreditável como os recursos públicos são jogados no lixo. E como a desobediência é estimulada por essa falta de responsabilidade!

Pergunta rápida
Quanto custa ao erário a omissão do poder público com atos de vandalismo contra o próprio patrimônio?

Descaso perigoso
Depois da morte de um ciclista, atropelado em rotária, que dá acesso à Via Jurandyr Paixão, antiga Via Tatuiby, um novo acidente envolvendo também um ciclista aconteceu em outro trecho do anel viário, agora próximo à Hípica. Outro atropelamento, só que de menores consequências. No primeiro acidente, um leitor lembrou a este colunista que aquele local tem pouca visibilidade, é escuro à noite e os motoristas abusam da velocidade. Há, de fato, um desrespeito para com os ciclistas, que sofrem por não terem pista própria em vias de grande movimento como é o anel viário e onde, a despeito dos radares, ocorrem os maiores abusos. Às vezes, muito mais que a punição legal, é preciso de ações preventivas.

Nota curtíssima
Só para constar, o trânsito de Limeira é um dos principais responsáveis pelo número de óbitos no Município.

Mais de R$ 7 mi
A Prefeitura acaba de anunciar licitação para sinalização das vias públicas, que envolve pintura de solo, placas verticais e – ufa – o sistema semafórico. Isso com quase nove meses da nova administração e outros tantos anos de reclamações da população. Se não o maior, pelo menos era um dos maiores, alvos das críticas. E uma notícia que se tornou recorrente nos meios de comunicação.

Frase da semana
“Tucano age para constranger Aécio e afastar Kassab do PT”. Do jornalista Fábio Zambeli, em artigo sobre as intenções de José Serra nas próximas eleições. Sexta-feira, na Folha de S. Paulo.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

E quem sabe...
...agora vai. Não poderia ser mais positiva a notícia da retomada, pela Prefeitura, das obras do Museu. Paradas há mais de um ano, conforme mostrou ontem esta Gazeta, pode ser um bom começo para uma agenda positiva do governo Hadich, que até agora patina em problemas.

Todos querem
Ninguém, em sã consciência, quer que o pior aconteça - espero não estar sendo ingênuo demais - e o Município fique estagnado ou sem capacidade gerencial para que a administração volte (ou comece) a andar. É o que a população espera de seus agentes políticos.

Triste exemplo
Quase R$ 1,5 milhão indo pelo ralo e desfazendo-se pelas ações de vândalos e usuários de drogas. Esse é o retrato da situação do moinho "Ora et Labora", herança do prefeito cassado Silvio Félix da Silva (PDT), envolto em mistérios sobre sua construção e o porquê de estar em área particular. Agora o Ministério Público vai investigar a omissão da Prefeitura no trato com seu patrimônio. Passou da hora de juntar esses cacos.

É de todos nós

Sempre é bom lembrar que todo patrimônio público, como o nome já diz, pertence à população. Foi feito com o dinheiro do contribuinte, que precisa de uma satisfação por parte do Poder Executivo.

Português claro
A preocupação do presidente da Câmara, vereador Ronei Martins (PT), com a nossa língua pátria  merece todos os elogios do mundo. A parceria do Legislativo feita como a ETEC Trajano Carmargo vai proporcionar cursos para o ensino da ortografia e técnicas de redação aos vereadores, assessores e funcionários da Casa. Isso pode refletir, inclusive, numa maior correção do discurso de cada um.

Carta marcada
A descoberta do propinoduto do tucanto paulista, via cartel dos trens do Metrô e da CPTM, já respinga por outras esferas do poder público. Está chegando a mais estados e até mesmo a órgãos do goveno federal. Pelo visto o trilho é bem mais comprido do que se imaginava.

A última de hoje
Desde junho, quando a população tomou as ruas para protestar por melhorias - inicialmente no transporte público - defendi a não partidarização das manifestações. Continuo pensando da mesma forma. Sem bandeiras vermelhas, verdes, amarelas e azuis ou de qualquer outra cor.