Um café indigesto
Duas "ótimas" notícias ontem, publicadas por esta Gazeta: o aumento, já regulamentado, na tarifa da água e um outro provável, o da área azul. E não tarda o da tarifa de ônibus, apesar da situação caótica que vive o transporte público no município, reconhecido até pela Prefeitura.
O absurdo 100%
O aumento na tarifa de água é anual e regulamentado em contrato. Os serviços prestados pela concessionária são de boa qualidade. Quanto ao da área azul, em "até 100%", como mostrou reportagem da jornalista Érica Samara da Silva, foge a todo e qualquer índice oficial de preços. Fica mais barato utilizar os estacionamentos particulares na região central, que garantem mais segurança. A área azul só cobra o espaço e não garante nada.
E para completar
Isso sem contar com a cobrança da tarifa extra, pelo não uso do cartão. Dia desses, ao estacionar numa das vagas, saí em direção ao parquímetro praticamente ao lado e, enquanto colocava a moeda, a monitora mesmo me vendo, imprimiu o aviso. A mesma monitora me viu deixar o veículo em direção ao equipamento para lá deixar minhas moedas. A única coisa que disse a ela foi que ela havia gastado papel do aviso desnecessariamente.
Jeito de governo
Na próxima segunda-feira, as unidades da Unesp - Universidade Estadual Paulista - devem ter greve de professores, funcionários e até mesmo de alunos. Os estudantes pedem por melhorias, como restaurante universitário e cantinas e reivindicam moradias sociais. Sei disso porque meu filho estuda na unidade de São Paulo e lá nem mesmo uma lanchonete tem, embora o espaço esteja disponível. Depois o governo estadual vem a público fazer publicidade dos avanços no ensino público paulista. Propaganda enganosa e retórica política. Funcionários e professores já sabemos o que querem: respeito e valorização.
Constatação real
E se o ensino público universitário no Estado mais rico da Federação, que tem USP e Unicamp entre as dez melhores da América Latina, está nesse abandono, o que falar então do fundamental e do médio, há muito tempo esquecido. Aliás só piorou nos últimos 16 ou 20 anos. Isso é real, visível. Não há como negar.
A última de hoje
Engraçado mesmo é ouvir políticos reprovados pelo voto, opinando sobre questões municipais e administrativas, que tiveram oportunidade de praticar, mas não o fizeram. Pois se tivessem feito, tudo poderia ser muito melhor. Por isso foram reprovados pelo voto popular.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Um novo velho discurso político
Se alguém ainda duvida que 2014 já chegou, apesar de estarmos alcançando apenas a metade de 2013, é só navegar pelas redes sociais e acompanhar o noticiário da mídia tradicional, para perceber que o movimento político ganha nítidos contornos de campanha eleitoral. Não há um só ato, seja da situação ou da oposição, que não nos conduza ao palco de mais uma acirrada disputa. Talvez o mais duro - porém, não tão competitivo assim - embate da história recente de períodos pré-eleitorais de que tenhanos conhecimento, levando em consideração o desejo de manutenção - ou retomada - do poder central.
Mais duro, porque será figadal. E o "não tão competitivo assim", a que me referi neste início de artigo, é por conta da falta de lideranças entre os críticos do governo, que possam garantir à oposição um papel de destaque no enredo da política nacional. Está tudo muito carcomido e velho, como aqueles antigos discos de vinil, quando riscavam. A agulha enroscava e uma mesma frase ou trecho da música tocada se repetia, repetia e repetia, até darmos um peteleco no braço da vitrola para a agulha poder correr livremente e, dessa forma chegar à última faixa. E a tentativa de dar visibilidade a um ou outro personagem esbarra na falta de carisma daqueles que querem, com sorrisos ou frases de efeito, a garantia de chegar lá por setembro do ano que vem, como um CD. Com um discurso de fato renovado em temas e objetivos. E mesmo com alguns petelecos, essa agulha não desenrosca nunca e a tendência aponta para a manutenção do status quo atual.
E para atrair a opinião pública e minar a hegemonia do PT no governo federal, o PSDB - principal partido de oposição - erra, novamente, ao tentar a busca de dividendos nos programas sociais, que ganharam destaque a partir do primeiro governo do metalúrgico Lula, como se fossem bandeira já hasteada e por outras mãos. A grande questão que fica, com esse novo jeito de chegar junto ao eleitorado, é a seguinte: se esses programas têm, como disse o candidatíssimo Aécio Neves - o ex-governador e hoje senador tucano mineiro e presidente nacional do partido - o DNA do PSDB, por que, então, não foi parido antes? E se foi, de fato, por que o governo FHC fechou seu ciclo sem contabilizar para si tais projetos? Parece-me que não há teste de parternidade no mundo que comprove essa tese do DNA. Pelo menos, não junto aos eleitores. Essa é a pintura de momento, que compõe um surrealista acervo de obras de arte, que é a política nacional.
E mesmo com algumas caras novas, o discurso continua antigo. O mesmo do disco riscado, que levou José Serra (por duas vezes), e o atual governador paulista, Geraldo Alckmin, a serem derrotados por Lula e Dilma. E se essa batida for mantida e não cair nenhum tornado por aqui, 2018 ainda está longe. E com riscos de tempo de validade vencido. A ex-verde Marina Silva, que patina na organização de seu novo partido, e o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) podem ocupar esse espaço, que ano a ano vem sendo tirado do ninho tucano. E boatos, inevitavelmente, voltam ao lugar de origem, provocando grandes estragos.
Mais duro, porque será figadal. E o "não tão competitivo assim", a que me referi neste início de artigo, é por conta da falta de lideranças entre os críticos do governo, que possam garantir à oposição um papel de destaque no enredo da política nacional. Está tudo muito carcomido e velho, como aqueles antigos discos de vinil, quando riscavam. A agulha enroscava e uma mesma frase ou trecho da música tocada se repetia, repetia e repetia, até darmos um peteleco no braço da vitrola para a agulha poder correr livremente e, dessa forma chegar à última faixa. E a tentativa de dar visibilidade a um ou outro personagem esbarra na falta de carisma daqueles que querem, com sorrisos ou frases de efeito, a garantia de chegar lá por setembro do ano que vem, como um CD. Com um discurso de fato renovado em temas e objetivos. E mesmo com alguns petelecos, essa agulha não desenrosca nunca e a tendência aponta para a manutenção do status quo atual.
E para atrair a opinião pública e minar a hegemonia do PT no governo federal, o PSDB - principal partido de oposição - erra, novamente, ao tentar a busca de dividendos nos programas sociais, que ganharam destaque a partir do primeiro governo do metalúrgico Lula, como se fossem bandeira já hasteada e por outras mãos. A grande questão que fica, com esse novo jeito de chegar junto ao eleitorado, é a seguinte: se esses programas têm, como disse o candidatíssimo Aécio Neves - o ex-governador e hoje senador tucano mineiro e presidente nacional do partido - o DNA do PSDB, por que, então, não foi parido antes? E se foi, de fato, por que o governo FHC fechou seu ciclo sem contabilizar para si tais projetos? Parece-me que não há teste de parternidade no mundo que comprove essa tese do DNA. Pelo menos, não junto aos eleitores. Essa é a pintura de momento, que compõe um surrealista acervo de obras de arte, que é a política nacional.
E mesmo com algumas caras novas, o discurso continua antigo. O mesmo do disco riscado, que levou José Serra (por duas vezes), e o atual governador paulista, Geraldo Alckmin, a serem derrotados por Lula e Dilma. E se essa batida for mantida e não cair nenhum tornado por aqui, 2018 ainda está longe. E com riscos de tempo de validade vencido. A ex-verde Marina Silva, que patina na organização de seu novo partido, e o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) podem ocupar esse espaço, que ano a ano vem sendo tirado do ninho tucano. E boatos, inevitavelmente, voltam ao lugar de origem, provocando grandes estragos.
domingo, 26 de maio de 2013
A OAB e a PEC 37. Quais interesses defender
Na última segunda-feira, 20, as discussões sobre a Proposta de Emenda Constitucional que retira o poder de investigação criminal do Ministério Público, a PEC 37, voltaram a ganhar destaque na mídia, por conta de uma decisão do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que decidiu pelo apoio à constitucionalidade da proposta, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto a sociedade apoia o poder investigatório do MP, mais entidades, bancando um corporativismo extremado, se unem para pôr fim a essa atribuição de promotores públicos e procuradores, em favor apenas das instâncias policiais, como a Civil e Federal. Antes de tudo, é uma briga de egos que envolve essas três instituições. Cada uma delas tentando mostrar mais poder do que a outra. O que não é saudável, também, quando se projeta o combate à impunidade que grassa por todos os rincões deste país. Ninguém precisa de superpoderes (e não pode ter mesmo, para que não haja desequilíbrio de forças), muito menos restringir as ações investigativas, como se está pretendendo, agora, caso a PEC 37 seja validada.
Apenas um detalhe
Só para refrescar a memória, a PEC 37 é de autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que é também delegado de polícia e interessado direto. Essa proposta, em minha opinião, nada mais é do que uma defesa em causa própria do deputado maranhense e de tantos outros políticos, investigados ou não, por ações criminosas. Em especial aquelas cometidas contra a administração pública.
A decisão polêmica
A PEC 37 foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, no dia 21 de novembro de 2011 e, de lá para cá, ganhou a mídia pela importância do debate que iniciou. Foi uma decisão polêmica, pois o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que presidia a Comissão, não permitiu que dois deputados apresentassem voto em separado, contendo modificações no texto original.
Faltou o bom senso
O desinteresse pelo combate à impunidade e a resposta grosseira, dada à sociedade pelos deputados da Comissão Especial, ficaram por conta da derrubada do texto do relator da proposta, deputado Fabio Trad (PMDB-MS), que havia modificado o texto original da PEC, permitindo uma investigação conjunta entre o Ministério Público e as polícias, os crimes praticados contra a administração pública, como corrupção, por exemplo, e também delitos praticados por organizações criminosas. Foi uma decisão que favorece, sim, a impunidade neste país.
Mais do que o debate
O debate é muito oportuno entre todas as correntes. Porém, é o STF que decidirá se a PEC 37 é constitucional ou não. Depois vai a votação no Plenário da Câmara, para ser aprovada ou não pelos deputados.
Plenário completo
Agora o STF está com seu staff de ministros completo novamente. Na última quinta-feira, 23, a presidente Dilma Rousseff escolheu o advogado Luís Roberto Barroso, de 55 anos, à vaga deixada por Carlos Ayres Britto, que se aposentou no ano passado. Barroso, que é especialista em direito constitucional, também era o preferido de Britto. Sua escolha surpreendeu muita gente, de forma positiva. O novo ministro tem perfil progressista e, como advogado, atual em várias ações no próprio Supremo, como a pesquisa em células-tronco embrionárias, que tanto desgrada lideranças católicas e evangélicas. É favorável à união homoafetiva.
De encher os olhos
E de volta aos temas locais, a semana que passou acabou por dar a Limeira - e aos limeirenses - um presente valioso no sentido de preservação da história, ao valorizar o seu patrimônio arquitetônico. E como essas ações só encontram repercussão na iniciativa privada, é justamente do meio empresarial que vem a boa notícia. Na última sexta-feira, 24, foi aberto ao público o Espaço Cultural Engep, no casarão restaurado do Largo Boa Morte. Datado do século XIX, ele quase foi descaracterizado. A ação da Engep bancou sua restauração.
Emiliano e sua obra
São iniciativas como essa que mostram que há muita gente, ainda, preocupada em preservar o que vai restando da nossa história. Uma lição àqueles que ainda não entendem que é do passado que se faz o presente, para garantir o futuro. E é preciso elogiar a direção da própria Engep, por ação tão relevante, que se completa, de forma brilhante, com a exposição de um dos arquivos vivos, talvez o maior possuidor de imagens em movimento, que se tem notícia por aqui: Emiliano Bernardes da Silva. Uma justa homenagem a quem vem, há muito tempo, contando a história de Limeira.
Já foi para o chão
A especulação imobiliária é uma das mais devastadoras ações da ganância humana. Outros imóveis também poderiam estar preservados, não fossem atitudes egoístas com sua própria comunidade. Um bom exemplo foi o casarão que pertenceu a Antonio Esteves dos Santos, o Tonico Esteves, na esquina da Rua Carlos Gomes com a Praça Toledo Barros. Ao primeiro sinal por sua preservação, foi demolido impiedosamente. Hoje resta no local um estacionamento. Apenas isso.
Pergunta rápida
Será que a administração Hadich embala para completar os 180 dias?
Educação em baixa
Se o poder público não faz obras de interesse social, é criticado. E sempre com razão. Quando faz, a ação de vândalos nos deixa muito espaço para reflexões e por que há esse tipo de ação, que sempre é prejudicial à própria comunidade. Um péssimo exemplo, de maus cidadãos, foi a destruição da passarela do Santa Eulália, apenas quatro meses após sua inauguração. Na quinta-feira passada, a obra de recuperação foi concluída e o secretário Marcelo Coghi já anunciou: as próximas pontes serão em concreto. É simples: se não há como colocar uma porteira numa propriedade, coloca-se um mata-burros. Está certo o secretário.
Nota curtíssima
O verde e vermelho desconexos continuam nas ruas centrais. Sem indicativo de que vão melhorar.
A verdade avança
A Comissão da Verdade, criada para apurar crimes de tortura no Brasil a partir da década de 1940, em especial durante a ditadura militar, de 1964 a 1985, avança. Depoimentos e novas descobertas, que de fato comprovam que houve tortura nos porões dos órgãos repressores, são um alento ao recente período. Resta-nos, agora, torcer para um governo que tenha coragem de punir todos aqueles que torturaram em nome do Estado. Argentina, Uruguai e Chile são bons exemplos.
Frase da semana
"O STF contribui para reforçar a mentirinha chamada partido político." Do cientista político e professor do Insper, Humberto Dantas, analisando a fala do ministro Joaquim Barbosa. Na terça-feira, 21. Na Folha de S. Paulo.
Apenas um detalhe
Só para refrescar a memória, a PEC 37 é de autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que é também delegado de polícia e interessado direto. Essa proposta, em minha opinião, nada mais é do que uma defesa em causa própria do deputado maranhense e de tantos outros políticos, investigados ou não, por ações criminosas. Em especial aquelas cometidas contra a administração pública.
A decisão polêmica
A PEC 37 foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, no dia 21 de novembro de 2011 e, de lá para cá, ganhou a mídia pela importância do debate que iniciou. Foi uma decisão polêmica, pois o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que presidia a Comissão, não permitiu que dois deputados apresentassem voto em separado, contendo modificações no texto original.
Faltou o bom senso
O desinteresse pelo combate à impunidade e a resposta grosseira, dada à sociedade pelos deputados da Comissão Especial, ficaram por conta da derrubada do texto do relator da proposta, deputado Fabio Trad (PMDB-MS), que havia modificado o texto original da PEC, permitindo uma investigação conjunta entre o Ministério Público e as polícias, os crimes praticados contra a administração pública, como corrupção, por exemplo, e também delitos praticados por organizações criminosas. Foi uma decisão que favorece, sim, a impunidade neste país.
Mais do que o debate
O debate é muito oportuno entre todas as correntes. Porém, é o STF que decidirá se a PEC 37 é constitucional ou não. Depois vai a votação no Plenário da Câmara, para ser aprovada ou não pelos deputados.
Plenário completo
Agora o STF está com seu staff de ministros completo novamente. Na última quinta-feira, 23, a presidente Dilma Rousseff escolheu o advogado Luís Roberto Barroso, de 55 anos, à vaga deixada por Carlos Ayres Britto, que se aposentou no ano passado. Barroso, que é especialista em direito constitucional, também era o preferido de Britto. Sua escolha surpreendeu muita gente, de forma positiva. O novo ministro tem perfil progressista e, como advogado, atual em várias ações no próprio Supremo, como a pesquisa em células-tronco embrionárias, que tanto desgrada lideranças católicas e evangélicas. É favorável à união homoafetiva.
De encher os olhos
E de volta aos temas locais, a semana que passou acabou por dar a Limeira - e aos limeirenses - um presente valioso no sentido de preservação da história, ao valorizar o seu patrimônio arquitetônico. E como essas ações só encontram repercussão na iniciativa privada, é justamente do meio empresarial que vem a boa notícia. Na última sexta-feira, 24, foi aberto ao público o Espaço Cultural Engep, no casarão restaurado do Largo Boa Morte. Datado do século XIX, ele quase foi descaracterizado. A ação da Engep bancou sua restauração.
Emiliano e sua obra
São iniciativas como essa que mostram que há muita gente, ainda, preocupada em preservar o que vai restando da nossa história. Uma lição àqueles que ainda não entendem que é do passado que se faz o presente, para garantir o futuro. E é preciso elogiar a direção da própria Engep, por ação tão relevante, que se completa, de forma brilhante, com a exposição de um dos arquivos vivos, talvez o maior possuidor de imagens em movimento, que se tem notícia por aqui: Emiliano Bernardes da Silva. Uma justa homenagem a quem vem, há muito tempo, contando a história de Limeira.
Já foi para o chão
A especulação imobiliária é uma das mais devastadoras ações da ganância humana. Outros imóveis também poderiam estar preservados, não fossem atitudes egoístas com sua própria comunidade. Um bom exemplo foi o casarão que pertenceu a Antonio Esteves dos Santos, o Tonico Esteves, na esquina da Rua Carlos Gomes com a Praça Toledo Barros. Ao primeiro sinal por sua preservação, foi demolido impiedosamente. Hoje resta no local um estacionamento. Apenas isso.
Pergunta rápida
Será que a administração Hadich embala para completar os 180 dias?
Educação em baixa
Se o poder público não faz obras de interesse social, é criticado. E sempre com razão. Quando faz, a ação de vândalos nos deixa muito espaço para reflexões e por que há esse tipo de ação, que sempre é prejudicial à própria comunidade. Um péssimo exemplo, de maus cidadãos, foi a destruição da passarela do Santa Eulália, apenas quatro meses após sua inauguração. Na quinta-feira passada, a obra de recuperação foi concluída e o secretário Marcelo Coghi já anunciou: as próximas pontes serão em concreto. É simples: se não há como colocar uma porteira numa propriedade, coloca-se um mata-burros. Está certo o secretário.
Nota curtíssima
O verde e vermelho desconexos continuam nas ruas centrais. Sem indicativo de que vão melhorar.
A verdade avança
A Comissão da Verdade, criada para apurar crimes de tortura no Brasil a partir da década de 1940, em especial durante a ditadura militar, de 1964 a 1985, avança. Depoimentos e novas descobertas, que de fato comprovam que houve tortura nos porões dos órgãos repressores, são um alento ao recente período. Resta-nos, agora, torcer para um governo que tenha coragem de punir todos aqueles que torturaram em nome do Estado. Argentina, Uruguai e Chile são bons exemplos.
Frase da semana
"O STF contribui para reforçar a mentirinha chamada partido político." Do cientista político e professor do Insper, Humberto Dantas, analisando a fala do ministro Joaquim Barbosa. Na terça-feira, 21. Na Folha de S. Paulo.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Foi preparado?
A participação do vereador Luis Fernando Silveira, o Luisinho da Casa Kühl (PSDB), em sua primeira sessão, na última segunda-feira, após sua posse na cadeira deixada por Edmilson Gonçalves (PSDC), cassado pela Câmara, surpreendeu. Ele se posicionou e justificou votos, como nunca o fizera antes. Pode surpreender.
Entrava quieto...
...e saía calado. Para quem, como eu, acompanhou seu primeiro mandato, entre 1997 e 2000 - foi eleito em 1996 junto com Pedrinho Kühl - sua atuação foi acima de discreta. Votava sempre com o Poder Executivo, num silêncio assustador. Desta vez parece que vai deslanchar. Tanto que indaguei a líderes tucanos se havia sido feita uma preparação com Luisinho e me garantiram que a única preparação que recebeu do partido foi sua própria candidatura. Vamos acompanhar novamente.
Silêncio de ouro
E por falar em Câmara Municipal, há um sossego aparente após a cassação de Edmilson. Vez ou outra quebrado por discussões entre o "sim" e o "não", em votações, que nem polêmicas são. Ou quando a bancada da "bíblia" resolve mostrar sua postura segregacionista. Mas a bola da vez é o vereador Tigrão (PMDB).
Quebrou de novo
Outro ônibus da Limeirense teve um eixo dianteiro quebrado e por pouco não provoca uma tragédia. É a segunda vez que esta Gazeta mostra esse tipo de acidente, envolvendo o transporte público urbano. Mais um exemplo de desrespeito da concessionária para com seus usuários e o Município, onde presta serviços, o que mostra as condições da frota local, que leva a um novo questionamento sobre a manutenção e tempo de circulação desses ônibus da concessionária.
Leite derramado
Quando acontecer uma tragédia, talvez possa aguçar a consciência daqueles que deveriam zelar pela qualidade do serviço. E o poder concedente, no caso a Prefeitura, ainda quer subsidiar esse transporte, por conta da gratuidade para os idosos, através de projeto aprovado pelos senhores vereadores, que são também críticos do sistema. Uma contradição que não dá para entender. Enquanto isso, ônibus velhos, atrasos, quebras...
Corporativismo
A OAB fechou questão com a PEC 37, contra o MP. Que o STF tenha a dignidade de garantir a inconstitucionalidade da PEC 37. Para o bem deste País.
A última de hoje
Assim como o Corão e outros escritos proféticos, a Bíblia é muito mais que um tratado sobre crenças. É um livro para ser lido - e quem de fato é especialista afirma que é uma leitura que nunca termina - e interpretado. E não para servir a senhores da fé, que professam, antes de tudo, a discriminação. Seja de que natureza for.
A participação do vereador Luis Fernando Silveira, o Luisinho da Casa Kühl (PSDB), em sua primeira sessão, na última segunda-feira, após sua posse na cadeira deixada por Edmilson Gonçalves (PSDC), cassado pela Câmara, surpreendeu. Ele se posicionou e justificou votos, como nunca o fizera antes. Pode surpreender.
Entrava quieto...
...e saía calado. Para quem, como eu, acompanhou seu primeiro mandato, entre 1997 e 2000 - foi eleito em 1996 junto com Pedrinho Kühl - sua atuação foi acima de discreta. Votava sempre com o Poder Executivo, num silêncio assustador. Desta vez parece que vai deslanchar. Tanto que indaguei a líderes tucanos se havia sido feita uma preparação com Luisinho e me garantiram que a única preparação que recebeu do partido foi sua própria candidatura. Vamos acompanhar novamente.
Silêncio de ouro
E por falar em Câmara Municipal, há um sossego aparente após a cassação de Edmilson. Vez ou outra quebrado por discussões entre o "sim" e o "não", em votações, que nem polêmicas são. Ou quando a bancada da "bíblia" resolve mostrar sua postura segregacionista. Mas a bola da vez é o vereador Tigrão (PMDB).
Quebrou de novo
Outro ônibus da Limeirense teve um eixo dianteiro quebrado e por pouco não provoca uma tragédia. É a segunda vez que esta Gazeta mostra esse tipo de acidente, envolvendo o transporte público urbano. Mais um exemplo de desrespeito da concessionária para com seus usuários e o Município, onde presta serviços, o que mostra as condições da frota local, que leva a um novo questionamento sobre a manutenção e tempo de circulação desses ônibus da concessionária.
Leite derramado
Quando acontecer uma tragédia, talvez possa aguçar a consciência daqueles que deveriam zelar pela qualidade do serviço. E o poder concedente, no caso a Prefeitura, ainda quer subsidiar esse transporte, por conta da gratuidade para os idosos, através de projeto aprovado pelos senhores vereadores, que são também críticos do sistema. Uma contradição que não dá para entender. Enquanto isso, ônibus velhos, atrasos, quebras...
Corporativismo
A OAB fechou questão com a PEC 37, contra o MP. Que o STF tenha a dignidade de garantir a inconstitucionalidade da PEC 37. Para o bem deste País.
A última de hoje
Assim como o Corão e outros escritos proféticos, a Bíblia é muito mais que um tratado sobre crenças. É um livro para ser lido - e quem de fato é especialista afirma que é uma leitura que nunca termina - e interpretado. E não para servir a senhores da fé, que professam, antes de tudo, a discriminação. Seja de que natureza for.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Caiu na rede? Nem sempre é peixe
Apesar de me expor com perfis em três redes sociais, o Orkut (se alguém ainda se lembra dele), Twitter e Facebook, nunca acreditei na segurança das senhas. Das páginas superprotegidas das instituições financeiras e de tudo o que trafega pela web de forma indiscriminada e aleatorimente à minha, à sua e à nossa vontade. Podem até me chamar de antigo, mas não faço transações de quaisquer natureza em sites bancários e nem mais compras pela internet com cartões de crédito - continuo fazendo-as, sim, mas através de boletos - por uma decepção, que felizmente não custou muito dinheiro, porque o sistema de segurança do banco com o qual trabalho me avisou antes, devido ao meu perfil de consumo e transações até então realizadas. Apenas a dor de cabeça com idas e vindas ao banco.
E não é preciso navegar muito, para saber o quanto nossa vida está sendo invadida e nem mesmo temos conhecimento disso. E, quando o temos, já é tarde demais. Um conversa confidencial, uma indiscrição ou imprudência verbais e pronto. Lá estamos nós na rede, através das chamadas postagens que se tornam virais, aquelas que se espalham rapidamente e aos milhões de cliques, como mostrou Ryan Holiday, em seu livro "Acredite, estou mentindo - confissões de um manipular das mídias", recentemente lançado no Brasil, o qual que recomendo à leitura. O livro - e suas histórias - vale uma leitura atenta, enquanto temos nossa privacidade sob ameaça. Acercar-se de cautela é a única alternativa para não cair na exposição inadequada na rede mundial de computadores.
O mais recente exemplo vem de uma pesquisa sobre o acesso dos governos a dados privados do cidadão; e um segundo, após um bug num dos aplicativos de segurança em rede de encontros sexuais "entre amigos" - o Bang with friends - ferramenta utilizada pelo Facebook, que está constrangendo muita gente, devido ao furo no sistema descoberto na semana passada por um jornal americano e veiculado como notícia. O que era para ser sigiloso e exclusivo - de alcova, mesmo - caiu no acesso fácil de seus usuários, revelando quem queria "transar" como quem. Cada um que se explique para os que copartilharam de seus desejos e fantasias. Aos interessados, a revista IstoÉ desta semana trouxe a matéria, com os "causos" brasileiros - e identificados - dessa verdadeira armadilha virtual.
O primeiro citado é mais sério e preocupante. Postado na Folha-Online de ontem, trata-se um estudo coordenado pelo Center for Democracy and Technology, baseado em Washington, que mostra como governos de todo o mundo podem ter acesso a dados confidenciais oferecidos por clientes a empresas privadas. E como cada órgão ou entidade governamental podem deles se utilizar e das mais diferentes formas. O autor do capítulo brasileiro é o professor de Direito da FGV-RJ, Bruno Magrani. A bibilhotagem fica por conta da Anatel, através da rede de telefonia celular. E, pela internet, num acordo firmando entre Polícia Federal, Ministério Público, Facebook e Google, garante agilidade em processos e quebras de sigilos. Ninguém vai deixar de acessar a web, porque o estrago já está feito. Basta saber o que compartilhar.
E não é preciso navegar muito, para saber o quanto nossa vida está sendo invadida e nem mesmo temos conhecimento disso. E, quando o temos, já é tarde demais. Um conversa confidencial, uma indiscrição ou imprudência verbais e pronto. Lá estamos nós na rede, através das chamadas postagens que se tornam virais, aquelas que se espalham rapidamente e aos milhões de cliques, como mostrou Ryan Holiday, em seu livro "Acredite, estou mentindo - confissões de um manipular das mídias", recentemente lançado no Brasil, o qual que recomendo à leitura. O livro - e suas histórias - vale uma leitura atenta, enquanto temos nossa privacidade sob ameaça. Acercar-se de cautela é a única alternativa para não cair na exposição inadequada na rede mundial de computadores.
O mais recente exemplo vem de uma pesquisa sobre o acesso dos governos a dados privados do cidadão; e um segundo, após um bug num dos aplicativos de segurança em rede de encontros sexuais "entre amigos" - o Bang with friends - ferramenta utilizada pelo Facebook, que está constrangendo muita gente, devido ao furo no sistema descoberto na semana passada por um jornal americano e veiculado como notícia. O que era para ser sigiloso e exclusivo - de alcova, mesmo - caiu no acesso fácil de seus usuários, revelando quem queria "transar" como quem. Cada um que se explique para os que copartilharam de seus desejos e fantasias. Aos interessados, a revista IstoÉ desta semana trouxe a matéria, com os "causos" brasileiros - e identificados - dessa verdadeira armadilha virtual.
O primeiro citado é mais sério e preocupante. Postado na Folha-Online de ontem, trata-se um estudo coordenado pelo Center for Democracy and Technology, baseado em Washington, que mostra como governos de todo o mundo podem ter acesso a dados confidenciais oferecidos por clientes a empresas privadas. E como cada órgão ou entidade governamental podem deles se utilizar e das mais diferentes formas. O autor do capítulo brasileiro é o professor de Direito da FGV-RJ, Bruno Magrani. A bibilhotagem fica por conta da Anatel, através da rede de telefonia celular. E, pela internet, num acordo firmando entre Polícia Federal, Ministério Público, Facebook e Google, garante agilidade em processos e quebras de sigilos. Ninguém vai deixar de acessar a web, porque o estrago já está feito. Basta saber o que compartilhar.
domingo, 19 de maio de 2013
Cada um na sua. E todos pela tal legalidade
Uma das principais virtudes - pelo menos deveria ser - dos princípios republicanos, é a independência entre poderes, além da harmonia necessária para que os caminhos da democracia não sejam disvirtuados. Sempre que há embate entre eles há risco de quebra institucional. Por isso, o Congresso Nacional não tem o direito de submeter o Supremo Tribunal Federal (STF) às suas vontades. Assim como o STF não pode entrar na discussão do mérito de projetos elaborados por deputados e senadores, a serem votados nas duas casas. Nem o Poder Executivo, que completa essa tríade, transformar as duas instâncias em quintal de suas decisões. Quando tudo isso ocorre o resultado é a instabilidade política. A vaidade toma conta da razão, que pode provocar um vácuo de poder, enquanto seus representantes discutem quem manda em quem. Assim como a PEC 37, que tira do Ministério Público poder investigativo, a PEC 33, que submete decisões do STF a deputados e senadores, são tão absurdas, quanto o tempo gasto em sua discussão. O uso e o abuso desse tipo de autoridade são perigosos e preocupantes.
E como deve ser
Esse tema me veio à memória e como exemplo significativo do debate, a partir da negativa do juiz da Vara da Fazenda Pública, Adilson Araki Ribeiro, em pedido de liminar, pela recondução do vereador cassado, Edmilson Gonçalves (PSDC), mostrada em matéria publicada na última sexta-feira, nesta Gazeta. O magistrado foi claro: "deve prevalecer a supremacia da decisão soberana da Câmara".
Ainda há dúvidas
E casos transitados em julgado pelo Judiciário já em última instância, no caso o STF, também não deve haver imiscuidade, embora haja controvérsias em algumas situações, como a discussão de quem pode cassar - ou não - os mandatos dos deputados mensaleiros. Num primeiro momento se aponta para o Congresso. E aí a dúvida, ainda não esclarecida, se decisão do Supremo pode ser contestada.
Tem o outro lado
Já escrevi sobre isso, opinando sobre os dois lados dessa moeda, mas neste caso vale uma outra discussão. Cabe, sim, a deputados e senadores cassarem seus pares, como cabe a juízes condenarem seus réus. Fico ainda na dúvida, e por essa dúvida minha opção é pelo não, se esses mesmos juízes (nesse caso ministros do STF) podem eles próprios cassar esses mandatos. Penso que a condenação em instância final deveria ser motivo para isso, porém, em decisão dos próprios deputados e senadores. Mesmo com todo viés corporativista e de protecionismo entre eles próprios.
Razão pela razão
Os dois exemplos, tanto o daqui como o de Brasília, são bem ilustrativos. Fico com o raciocínio do juiz limeirense, que acatou a soberania entre cada um dos poderes. Penso que o STF deveria fazer o mesmo.
Clima de tensão
A semana que passou rendeu no que diz que respeito à política por aqui. E com clima quente, choro e apelos emocionados. Na Câmara, com a cassação do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC). Ainda no Legislativo local, com a Corregedoria entrando na investigação do uso de um veículo oficial, com fins partidários, pelo vereador Tigrão (PMDB). E o petista Aloízio Andrade pode estar indo para o mesmo caminho. Se posso afirmar sem medo, que se houver isenção nas investigações, esses dois vereadores podem ir pelo mesmo caminho de Edmilson. Ainda é cedo para afirmar, mas não para prever novos embates nesse sentido.
Trabalho ao MP
Os supersalários dos secretários, projeto aprovado pela Câmara também entrou na mira do Ministério Público e da Justiça. Até o Ministério Público Federal (MPF) está no circuito limeirense, ao mover ação contra dois membros da Secretaria da Segurança Pública, envolvendo o secretário e um diretor da GCM; e uma consultora. Todos eles, segundo o MPF, envolvidos em fraudes em convênio entre a Prefeitura de Limeira e a Secretaria Nacional de Justiça. Definitivamente a semana que passou não foi nada boa para os agentes públicos...
Sem valor algum
Todas essas ações e anteriores a essas também, envolvendo a participação do MP e do MPF, podem valer nada, caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 seja considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Essa malfadada PEC, que só interessa aos políticos para encobrir-lhes as falcatruas, retira todo poder de investigação criminal de promotores e procuradores, empurrando-o às polícias Civil e Federal (PF) essa incumbência. A PF até tem condições técnicas e estruturais para esse tipo de investigação. As polícias civis estaduais, não.
Pergunta rápida
Qual será a próxima obra concluída da gestão anterior a apresentar problemas estruturais?
Com o chapéu...
... dos outros. Há uma rede de comércio de cadastros de endereços, que precisa ser desbaratada urgentemente. Órgãos, os mais diversos, invadem nossa santa privacidade domiciliar, solicitando-nos doações, como cota de contribuição ao que recebemos. Imagens de santos, chaveiros, adesivos, tudo em nome de causas nobres e de ajuda aos desvalidos da sorte. Não sou contra a filantropia e na medida do possível contribuo com entidades locais, que merecem esse apoio. Só não quero ser vítima de extorsão psicológica, que exploram imagens de crianças entre outras, que nos causam comoção.
Valor de um não
Antes, eram as instituições bancárias e administradoras de cartões de crédito a nos enviar cartões não solicitados, com uma falsa propaganda de benefícios e tudo o mais. O Procon conseguiu resolver essa situação ao barrar tais envios, quando não solicitados. E não chegam mais mesmo, apesar de os serviços de telemarketing dessas administradoras nos ligarem constantemente, muitas vezes em horários inapropriados, a nos oferecer tão valiosos produtos. Agradeço, digo não e desligo.
Nota curtíssima
Amanhã, Luís Fernando da Silveira, o Luisinho da Casa Kühl (PSDB), inicia seu mandato como vereador.
Em novo espaço
A partir desta edição, a coluna Texto&Contexto passa a ser publicada sempre na página 2. Mudança faz parte do projeto de reformulação editorial da Gazeta de Limeira, que está comemorando 82 anos de existência.
Frase da semana
"Um mandato de quatro anos, em 30 dias". Do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC), falando do tempo em que esteve na Câmara, da posse ao início da Comissão Processante, que o cassaria. Na Gazeta. Terça-feira, 14.
E como deve ser
Esse tema me veio à memória e como exemplo significativo do debate, a partir da negativa do juiz da Vara da Fazenda Pública, Adilson Araki Ribeiro, em pedido de liminar, pela recondução do vereador cassado, Edmilson Gonçalves (PSDC), mostrada em matéria publicada na última sexta-feira, nesta Gazeta. O magistrado foi claro: "deve prevalecer a supremacia da decisão soberana da Câmara".
Ainda há dúvidas
E casos transitados em julgado pelo Judiciário já em última instância, no caso o STF, também não deve haver imiscuidade, embora haja controvérsias em algumas situações, como a discussão de quem pode cassar - ou não - os mandatos dos deputados mensaleiros. Num primeiro momento se aponta para o Congresso. E aí a dúvida, ainda não esclarecida, se decisão do Supremo pode ser contestada.
Tem o outro lado
Já escrevi sobre isso, opinando sobre os dois lados dessa moeda, mas neste caso vale uma outra discussão. Cabe, sim, a deputados e senadores cassarem seus pares, como cabe a juízes condenarem seus réus. Fico ainda na dúvida, e por essa dúvida minha opção é pelo não, se esses mesmos juízes (nesse caso ministros do STF) podem eles próprios cassar esses mandatos. Penso que a condenação em instância final deveria ser motivo para isso, porém, em decisão dos próprios deputados e senadores. Mesmo com todo viés corporativista e de protecionismo entre eles próprios.
Razão pela razão
Os dois exemplos, tanto o daqui como o de Brasília, são bem ilustrativos. Fico com o raciocínio do juiz limeirense, que acatou a soberania entre cada um dos poderes. Penso que o STF deveria fazer o mesmo.
Clima de tensão
A semana que passou rendeu no que diz que respeito à política por aqui. E com clima quente, choro e apelos emocionados. Na Câmara, com a cassação do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC). Ainda no Legislativo local, com a Corregedoria entrando na investigação do uso de um veículo oficial, com fins partidários, pelo vereador Tigrão (PMDB). E o petista Aloízio Andrade pode estar indo para o mesmo caminho. Se posso afirmar sem medo, que se houver isenção nas investigações, esses dois vereadores podem ir pelo mesmo caminho de Edmilson. Ainda é cedo para afirmar, mas não para prever novos embates nesse sentido.
Trabalho ao MP
Os supersalários dos secretários, projeto aprovado pela Câmara também entrou na mira do Ministério Público e da Justiça. Até o Ministério Público Federal (MPF) está no circuito limeirense, ao mover ação contra dois membros da Secretaria da Segurança Pública, envolvendo o secretário e um diretor da GCM; e uma consultora. Todos eles, segundo o MPF, envolvidos em fraudes em convênio entre a Prefeitura de Limeira e a Secretaria Nacional de Justiça. Definitivamente a semana que passou não foi nada boa para os agentes públicos...
Sem valor algum
Todas essas ações e anteriores a essas também, envolvendo a participação do MP e do MPF, podem valer nada, caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 seja considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Essa malfadada PEC, que só interessa aos políticos para encobrir-lhes as falcatruas, retira todo poder de investigação criminal de promotores e procuradores, empurrando-o às polícias Civil e Federal (PF) essa incumbência. A PF até tem condições técnicas e estruturais para esse tipo de investigação. As polícias civis estaduais, não.
Pergunta rápida
Qual será a próxima obra concluída da gestão anterior a apresentar problemas estruturais?
Com o chapéu...
... dos outros. Há uma rede de comércio de cadastros de endereços, que precisa ser desbaratada urgentemente. Órgãos, os mais diversos, invadem nossa santa privacidade domiciliar, solicitando-nos doações, como cota de contribuição ao que recebemos. Imagens de santos, chaveiros, adesivos, tudo em nome de causas nobres e de ajuda aos desvalidos da sorte. Não sou contra a filantropia e na medida do possível contribuo com entidades locais, que merecem esse apoio. Só não quero ser vítima de extorsão psicológica, que exploram imagens de crianças entre outras, que nos causam comoção.
Valor de um não
Antes, eram as instituições bancárias e administradoras de cartões de crédito a nos enviar cartões não solicitados, com uma falsa propaganda de benefícios e tudo o mais. O Procon conseguiu resolver essa situação ao barrar tais envios, quando não solicitados. E não chegam mais mesmo, apesar de os serviços de telemarketing dessas administradoras nos ligarem constantemente, muitas vezes em horários inapropriados, a nos oferecer tão valiosos produtos. Agradeço, digo não e desligo.
Nota curtíssima
Amanhã, Luís Fernando da Silveira, o Luisinho da Casa Kühl (PSDB), inicia seu mandato como vereador.
Em novo espaço
A partir desta edição, a coluna Texto&Contexto passa a ser publicada sempre na página 2. Mudança faz parte do projeto de reformulação editorial da Gazeta de Limeira, que está comemorando 82 anos de existência.
Frase da semana
"Um mandato de quatro anos, em 30 dias". Do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC), falando do tempo em que esteve na Câmara, da posse ao início da Comissão Processante, que o cassaria. Na Gazeta. Terça-feira, 14.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Bom reconhecer
Com o vereador Edmilson Gonçalves (PSDC) cassado, penitencio-me pelas vezes em que duvidei e não acreditei nessa possibilidade, que até na última hora era, sim, remota, se se mantivesse o voto secreto. Com o voto aberto é preciso jogar também para a torcida. O resultado foi justo.
Uma lavanderia
Penso que há espaços, ainda, para outras depurações no Poder Legislativo limeirense. Com vontade política e coragem pode se lavar mais roupa suja ainda.
Som do silêncio
Já o PSDB, que vai ter um vereador na Câmara com a posse de Luís Fernando Silveira, o Luisinho da Casa Kühl, precisa torcer para que ele não repita o primeiro mandato, quando foi o guardião do silêncio.Até Almir Pedro dos Santos, outro tucano, falava mais em Plenário.
Difícil entender
Engraçado, mesmo, é ver o governador Geraldo Alkmin (PSDB), elogiando a escolha de seu vice, Gulherme Afif Domingos, para ocupar um Ministério no governo do PT. São as contradições da política brasileira, que permitem essas situações, no mínimo hilárias. Reforma política era para ontem, mas até hoje ainda não veio.
Sem descanso...
Sei não, mas pelo que tenho acompanhado até aqui, o Ministério Público (MP) Estadual vai continuar com muito trabalho para corrigir eventuais desvios praticados em nome da política. E do poder.
Triste síndrome
Infelizmente, esse poder sobe muito rapidamente às cabeças daqueles que não estavam preparados para ele. Tal qual uma garrafa de uísque tomada de um só gole.
A última de hoje
Amanhã, 17 de maio, esta Gazeta completa 82 anos e entra no seu 83º. Sem dúvida um marco na história da imprensa limeirense, mostrando a força da mídia impressa, que muitos julgavam - e ainda julgam - com os dias contados ou extinta. Se as mídias evoluíram rapidamente, é possível tirar dessa metamorfose constante os benefícios necessários à sua própría existência e evolução. Parabéns a todos nós, que contamos diariamente essa história.
Com o vereador Edmilson Gonçalves (PSDC) cassado, penitencio-me pelas vezes em que duvidei e não acreditei nessa possibilidade, que até na última hora era, sim, remota, se se mantivesse o voto secreto. Com o voto aberto é preciso jogar também para a torcida. O resultado foi justo.
Uma lavanderia
Penso que há espaços, ainda, para outras depurações no Poder Legislativo limeirense. Com vontade política e coragem pode se lavar mais roupa suja ainda.
Som do silêncio
Já o PSDB, que vai ter um vereador na Câmara com a posse de Luís Fernando Silveira, o Luisinho da Casa Kühl, precisa torcer para que ele não repita o primeiro mandato, quando foi o guardião do silêncio.Até Almir Pedro dos Santos, outro tucano, falava mais em Plenário.
Difícil entender
Engraçado, mesmo, é ver o governador Geraldo Alkmin (PSDB), elogiando a escolha de seu vice, Gulherme Afif Domingos, para ocupar um Ministério no governo do PT. São as contradições da política brasileira, que permitem essas situações, no mínimo hilárias. Reforma política era para ontem, mas até hoje ainda não veio.
Sem descanso...
Sei não, mas pelo que tenho acompanhado até aqui, o Ministério Público (MP) Estadual vai continuar com muito trabalho para corrigir eventuais desvios praticados em nome da política. E do poder.
Triste síndrome
Infelizmente, esse poder sobe muito rapidamente às cabeças daqueles que não estavam preparados para ele. Tal qual uma garrafa de uísque tomada de um só gole.
A última de hoje
Amanhã, 17 de maio, esta Gazeta completa 82 anos e entra no seu 83º. Sem dúvida um marco na história da imprensa limeirense, mostrando a força da mídia impressa, que muitos julgavam - e ainda julgam - com os dias contados ou extinta. Se as mídias evoluíram rapidamente, é possível tirar dessa metamorfose constante os benefícios necessários à sua própría existência e evolução. Parabéns a todos nós, que contamos diariamente essa história.
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