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terça-feira, 30 de abril de 2013

E você...quer pagar quanto?

Confesso que ainda não entendi. E, sinceramente, mesmo com as "legalidades" contidas na Lei de Licitações e nos pregões utilizados por órgãos públicos (prefeituras em especial) fica difícil para um leigo compreender a lógica do custo de um produto, que no varejo compra-se infinitamente por menor valor do que no atacado, chegando ao descalabro de ter seu preço até seis vezes maior. Muito mais complicado é digerir, sem ter uma gloriosa indigestão, as explicações que se nos apresentam. Mesmo porque não dá tempo para isso, pois nos são enfiadas goela abaixo sem a necessária mastigação. Não há razoabilidade, em tantas palavras expostas, que nos convençam a aceitar que há um jogo comercial diferente, que expõe a fragilidade do poder público em suas relações com o mercado e fornecedores. Como um mesmo produto (em hipótese) pode custar R$ 3 ao consumidor, no varejo, e à Prefeitura ter seu preço a R$ 18?
Nesse sentido a lógica é falha ou nossa percepção está muito aquém da racionalidade, como nós a conhecemos. Sem entrar no mérito de gestão, seja ela de Pedro, de José, de Sílvio ou de Paulo e o que valha, a manchete desta Gazeta do último domingo ("Material de limpeza custa até seis vezes mais para a Prefeitura") por si só causa um mal-estar de proporções imensuráveis. E os exemplos nela contidos, em matéria muito bem conduzida pela jornalista Thayla Ramos, expõem as engrenagems que movimentam essa relação entre forncedor e comprador. E tudo explicado com uma naturalidade que ofende a inteligência de qualquer um. "É normal esse tipo de situação", explicou o secretário de Administração, Tércio Garcia, que assinou a ata do pregão, realizado no gestão passada. Nesse caso, o que seria anormal?
Há um entendimento geral, e uma concordância com esse pensamento, de que o fornecedor que oferecer o menor preço leva o pregão. Nada mais justo, razoável e dentro do padrão dessa relação. O que não se aceita e muito menos pode ser considerado por qualquer mente provida de consciência, é que o esse "menor preço" tenha que ser sempre acima dos valores de mercado. E do comércio varejista nosso de cada dia. O secretário Tércio explica, da forma mais natural do mundo, que há uma pressão dos fornecedores para com o poder público, porque os contratos são de longa duração e não contemplam aumentos de custeio nos produtos que serão adquiridos. Também dentro daquilo que nossa razão possa compreender. São as regras do negócio comercial. A lei da oferta e da procura.
Então, se fornecedores de prefeituras podem pressionar com o valor bem acima do praticado às nossas idas diárias aos supermercados, por conta dessa não previsão ou repasses de possíveis aumentos de preços durante a vigência do pregão, está na hora de mudar esse conceito, que serve de desculpa a um gasto desnecessário e absurdo. E mudar, também, a cultura, tanto do serviço público como de seus fornecedores. Há algo de errado nisso tudo. Se eu posso pagar R$ 2,69 por uma dúzia de prendedores, por que uma prefeitura tem de pagar R$ 16,75 pelo mesmo item? Devo ter perdido alguma aula, porque continuo não entendendo.

domingo, 28 de abril de 2013

Colaborar. Verbo que precisa de conjugação

Taí um  bom exemplo da ineficiência do cidadão, quando o assunto é procurar seus próprios direitos e contribuir com a melhoria do convívio social e da comunidade em que vive. Colaborar, verbo transitivo indireto e intransitivo, que significa cooperar, contribuir, auxiliar. Tem mais significados ainda, mas neste caso esses três sinônimos são os mais importantes. O individualismo, que toma conta das pessoas, tem levado a sociedade a extremos preocupantes, onde muitos jogam a sua própria responsabilidade sobre os ombros de quem está ao lado. Ou de qualquer pessoa que possa tirar-lhe o fardo da culpa, por uma omissão egoísta, quando é chamado a participar e dar sua contribuição - colaboração - às mudanças políticas e sociais necessárias. A crítica pela crítica, que é muito comum e vem daqueles que gostam de imputar responsabilidades a outros e fugir das suas, é a pior de todas as facetas do ser humano, que se esquece de perguntar como pode participar. No que e como pode ajudar. Antes, prefere o silêncio, que logo em seguida é transformado em cobrança de uma ação, que deveria ser a sua própria.  

É preciso mais ação
O mínimo que um cidadão pode fazer pelo seu próximo, ou pela sociedade onde vive, já é o bastante para grandes transformações. A isso se chama colaboração. E por incrível que possa parecer, nem esse mínimo é feito. Se algo dá errado em sua vida, a culpa é do político - e na maioria das vezes tem razão - que ele próprio ajudou a eleger. E assim não consegue enxergar a sua própria cegueira.

Não estou nem aí...

Muitos gostam de se gabar de sabedoria, mas quando confrontados com a realidade e cobrados a agir, têm por  hábito dizer que não é com eles. No corrido dia a dia, nem sempre quem chega primeiro leva. Há fura-filas por todas as partes, esperando o momento de agir. Há desrespeito nas situações mais simples do cotidiano, que uma boa eduação, em todos os sentidos, poderia resolver. 

Cobrar. Um direito
A consequência de tudo isso é que, por omissão e egoísmo, vem junto a acomodação, que abafa a cobrança. Quando um cidadão se cala perante uma calamidade ou aquilo que lhe causa desconforto e pode ser mudado com sua participação efetiva, com sua colaboração, além do prejuízo pessoal próprio, ele leva consigo muitos de seus semelhantes. Transferir responsabilidades significa alimentar sua própria ignorância.

É hora de acordar
Tudo isso pode parecer uma utopia aos olhos de muita gente. Justamente de quem deveria ter uma atuação - e tem capacidade para isso - efetiva na sociedade.

Mais que necessário
O prefeito Paulo Hadich (PSB) teve encontro com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), na semana passada, em busca de apoio para as obras do aeroporto e para que o local tenha status regional. A localização geográfica de Limeira é um trunfo inestimável e comporta esse investimento. Quem sabe o governo federal garanta um sinal verde para a finalização da obra. Ou o Município deslancha de vez ou fica na mesmice de sempre.

E não é ficção, não
Mesmo porque, o governo do Estado pouco faz pelo Município. História antiga, esta. Limeira carece de representatividade na efera estadual, que hoje não tem. Não há um interlocutor, que faça essa aproximação. E, principalmente, sobra a má vontade de Alckmin, como sobrou de todos os seus antecessores, independentemente da sigla partidária. Limeira ganhou a duplicação da SP-147, até Piracicaba, em cima de um palanque eleitoral. Assim foi com o campus II da Unicamp, a FCA. A Fundação Casa levou sete anos para ser concluída. E riscou Limeira do mapa do Poupatempo.

Outra novela triste
O novo presídio, anunciando há muito tempo, teve sua área e localização anunciadas também sob os auspícios de uma campanha eleitoral. José Serra (PSDB) era o candidato do partido à Presidência nas eleições de 2010 e coube a Alberto Goldman, o governador em exercício à época (era vice do tucano) trazer a "boa nova", em um palanque bem caracterizado. Até agora, palavras, palavras e pouca ação. O governo paulista só dá atenção quando há interesse eleitoral em jogo.

Movimento vivo
A presidente do Sindsel, Eunice Ruth Araújo Lopes, respondendo por e-mail a nota "Causa Estranheza", publicda nesta coluna na última quinta-feira, disse que a categoria continua empenhada na luta para ter atendida suas reivindicações. Amanhã estará na Câmara novamente e espera mais empenho dos vereadores para com a causa dos servidores públicos municipais. "Não sou de ficar esperando para levar tiro", disse Nicinha.

Pergunta rápida
Por que a "feirinha da madrugada" assusta tanto os comerciantes limeirenses?

A quem interessa?
A bola da vez é a briga entre o Congresso Nacional - Senado e Câmara dos Deputados - e o Supremo Tribunal Federal. Se não pode haver ingerência de um Poder sobre o outro, nenhum dos dois tem a prerrogativa dessa intromissão. Decisão do STF se acata, é a corte máxima, e deputados e senadores não podem e nem devem tentar reduzir os poderes da última instância do Judiciário brasileiro. Assim como ministros do Supremo não devem interferir nas discussões e nos debates das duas casas legislativas. Especialistas e juristas ainda não chegaram a um consenso sobre isso. Vai dar muito o que falar ainda.

A crise está aberta
O gerador de toda essa celeuma começou com a condenação e cassação, pelo próprio STF, dos deputados mensaleiros. Agora se estende à discussão sobre o projeto de restrição à criação de novos partidos. E quem sempre defendeu essas restrições, os partidos de oposição, agora se opõem à medida por interesses próprios, assim como o próprio governo tem os seus. Se alguém sonha com uma reforma política isenta, que recolha o seu cavalinho, para que ele não se molhe.

Nota curtíssima
A classe política está conseguindo uma proeza: fazer com que Deus e o diabo se sentem do mesmo lado da mesa.

Frase da semana
"Reduzir poderes do STF fragiliza a democracia". Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, sobre a PEC que reduz os poderes do Supremo. Quinta-feira, 25, na Folha de S. Paulo-Poder.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

E vem da casa...
...o melhor exemplo da competência. Ontem estive fazendo uma incursão pelo interior do Edifício Prada, sede da Prefeitura de Limeira, e fiquei assustado com o grau de deterioração e abandono do imóvel. Registre-se que, neste caso, o atual prefeito, Paulo Hadich (PSB), não deve ser criticado, pois herdou a sede do Paço Waldemar Mattos Silveira de seu antecessor que, parece, desandou com a manutenção do local. O governo Félix usou e não cuidou. Está como está.

Precisa melhorar
Fica comprovado - basta percorrer algumas secretarias e departamentos - e a olhos vistos, esse abandono. Paredes sujas, persianas idem. Precariedade nas áreas de atendimento ao público. É hora de o prefeito começar a pensar em recuperar esse prédio histórico, que por pouco não foi ao chão, virando loteamento de luxo.

Causa estranheza
Já que o assunto é a administração municipal, está muito estranho o silêncio (repentino, diga-se), do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, o Sindisel. Depois de um início de greve,  depoimentos na Tribuna da Câmara e apoio dos vereadores, a entidade emudeceu. Alguma peça do jogo não está se encaixando nessa situação.

Retrato perfeito
Os professores da rede estadual estão em greve, num movimento cíclicio, que mostra o sucateamento da Educação pública paulista, cujo governo não reconhece devidamente os educadores, que enfrentam de tudo para exercer o magistério. Agressões em salas de aula, ameaças, condições mínimas de trabalho e obrigação em empurrar o aluno para a série seguinte, mesmo que este não esteja preparado. Tachar o movimento de político é falta de respeito com a categoria e com a inteligência dos cidadãos. A autoridade competente (??), por sua vez, tem que melhorar os argumentos para tentar explicar a situação. Ainda não conseguiu.

Geraldo sumido
Ontem, finalmente, e depois de sete anos do anúncio, foi inaugurada as duas unidades da Fundação Casa em Limeira. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), presença comum em eventos dessa natureza, não veio. A justificativa foi um compromisso em Jundiaí, que é mesmo muito distante de Limeira. Não fez falta.

A última de hoje
Inaugurada a Fundação Casa, que é administrada pelo governo estadual, falta agora o novo presídio e, principalmente, o Poupatempo. Prometido e compromissado o Poupatempo é uma reivindicação antiga do Município. Já teve até vistoria de local, mas o governo tucano simplesmente parece ter riscado do mapa esse serviço de Limeira. Teremos por muito tempo ainda, que procurar a unidade de Piracicaba, Campinas ou Rio Claro, que é a melhor de todas.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O contribuinte paga. Mas não leva

O Brasil está mesmo num mato sem cachorro. Numa analogia ao dito popular, sem administradores públicos competentes e compromissados com o desenvolvimento do País, que não seus próprios interesses. O que estou escrevendo não é novidade para ninguém. E virou um mantra que embala a sonolenta vida política brasileira, vez por outra despertada de seu berço esplêndido por atos crassos de corrupção, com intermitentes choques de realidade proporcionados pela imprensa, que apesar dos caminhos tortuosos pelos quais transita e escusos interesses demonstrados em suas linhas editoriais, não deixa de conduzir temas que propõem ampla reflexão.
Dentre eles, os gargalos da infraestrutura brasileira e a baixa qualidade dos serviços prestados pelo próprio Estado. Os sintomas mostram a doença. Falta, porém, interesse em usar o remédio indicado. E quando a prescrição é seguida, a dosagem ministrada é menor que a apontada pelo receituário. A enfermidade se torna crônica e o paciente vai cambaleando à espera de um novo, e quem sabe, definitivo tratamento. Que parece não levar à melhora esse paciente.
No domingo, o "Fantástico" trouxe interessente matéria sobre as deficiências estruturais - ferroviária e portuária - que fazem com que o País jogue milhões pelo ralo com o mau uso do dinheiro público em obras superfaturadas que não acabam nunca. O melhor exemplo da reportagem foi a Ferrovia Norte-Sul, obra da era José Sarney, que passou pelos rápidos mandatos de Fernando Collor de Mello e de seu vice, Itamar Franco, atravessando dois de Fernando Henrique Cardoso e outros dois de Lula. E agora, pela metade do governo Dilma Rousseff, continua sem uma luz no fim do túnel, por onde trilhos de má qualidade passam. E 26 anos depois de seu início, a obra ainda está longe de ser concluída. A quem isso interessa? É simples, a agentes políticos e empeiteiras que enchem seus bolsos com o dinheiro de taxas e impostos, sem o mínimo escrúpulo. Situação que se arrasta pelos Estados - sem exceções - e avança pelos municípios. É a tal descontinuidade, à qual venho me referindo em meus últimos comentários. A vaidade do gestor público que assume, impede-o de entregar o que seu antecessor iniciou. Questão de marca pessoal...
Passando das obras para os serviços, ainda ontem, o Estado de São Paulo acordou sob a greve dos professores das escolas estaduais. Resultado do sucateamento do ensino público paulista e de políticas salariais de um governo, que não atendem às necessidades de empobrecidos professores. Isso sem contar com a possibilidade de as universidades federais, por conta do MEC, deixarem de exigir títulos de mestres e doutores em concursos para seleção de docentes.   
Por aqui, as alças do Viaduto Paulo D'Andrea continuam afundando. Obras públicas mal planejadas ou incompletas, livres às ações de vândalos e, pasmem, a necessidade em refazer ou corrigir outras tantas. Retrabalho que leva ao desperdício. E parte do dinheiro, nelas empregado, hoje está engordando contas bancárias em algum lugar do planeta. O contribuinte pagou, mas não levou. O eleitor votou e, mais uma vez, vê que a sua confiança foi traída novamente. Tempos difícies, estes.

sábado, 20 de abril de 2013

Dito e feito. E mais feito do que foi dito

O que estava previsto se confirmou.  A manchete desta Gazeta, da última quinta-feira, "Biblioteca de R$ 3 milhões está depredada antes de inaugar", em matéria muito bem conduzida pela jornalista Daíza Lacerda, só vem a confirmar uma sombria e triste previsão feita por mim, em artigo na coluna Texto&Contexto (O desperdício da não continuidade - http://colunatextoecontexto.blogspot.com.br/2013/03/o-desperdicio-da-nao-continuidade.html), publicado na edição do dia 12 de março passado. E retrata, de foma fiel e assustadora, aquilo que me preocupava, mas deveria preocupar muito mais o poder público limeirense. Obra concluída à espera de inauguração, naquela data já mostrava os primeiros sinais de vandalismo, que é muito comum em locais públicos, tanto pela deseducação de parcela da população, quanto pela falta de fiscalização e segurança. Pouco mais de um mês após a publicação do meu artigo, e o que era início de depredação tornou-se uma imagem de destruição, conforme ilustram as fotos da matéria, do repórter fotográfico JB Anthero. Então, meus caros administradores, não foi por falta de aviso...

Culpas e culpados
Ora, se a obra não foi concluída e entregue ao Município, como preconiza o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Giocondo Mário Negro Filho, o que foi gasto e investido no local simplesmente pode ir pelo ralo, transferindo-se responsabilidades em conhecido jogo de empurra entre Prefeitura e empreiteira. Chamo a isso de falta de prioridades. É início de governo, sim, mas não custa zelar.

Sensibilidade zero
Na conclusão do meu artigo, escrevi "que continue o que foi começado, sem se importar com créditos políticos. O bem-estar da população é muito mais importante que isso". Não é o que parece, entretanto. Se é preciso arrumar a casa (imagino que seja mesmo) pelos estragos deixados, que se tenha o mínimo de critério, em observância às demandas. E o prédio da biblioteca é um desses casos.

Que coincidência
O artigo escrito por mim foi publicado um mês antes da prestação de contas dos 100 dias do governo Paulo Hadich (PSB). E a manchete da Gazeta de Limeira,  sobre a depredação do novo prédio da biblioteca municipal, no dia em que se estampavam os resultados desses 100 dias, do balanço oficial de governo.

É preciso agilizar
Ninguém é contra a revisão de projetos, remanejamentos e mudança em cronograma de obras públicas, quando constatadas essas necessidades. E acredito que no caso de Limeira, como mostram os exemplos diários divulgados pela mídia, seja prioridade "zero", como se costuma dizer. Isso, entretanto, não implica em falta de agilidade. E mesmo com os prazos legais e obrigatórios em processos licitatórios, isso não pode significar  ineficiência. Pelo menos não deveria.

Prazo confortável
Desde a posse de Paulo Hadich (PSB), tenho emendado críticas com elogios pontuais. Tenho afirmando, entretanto, que é preciso dar no mínimo seis meses de prazo ao novo governo, para dizer ao que veio. As críticas mais pesadas partem daqueles que foram derrotados por ele e ainda nutrem certo ressentimento. Até junho há tempo suficiente para arrumar a casa. Se até lá ele não conseguir dar cara própria à sua administração, é uma outra história.

Tudo como dantes

Acompanho a política limeirense desde a época do prefeito Mattos Silveira, passando por Jurandyr Paixão, Paulo D'Andréa e seus respectivos sucessores. E não percebi mudança de discurso ou atitude na prestação de contas dos 100 dias do governo Paulo Hadich (PSB). As palavras podem ter sido outras, mas o resultado é sempre o mesmo. Quem puder e tiver interesse, que passeie pelos arquivos dos jornais de todo esse período, até hoje, para fazer essa constatação.

Isso me lembra...
...o ano de 2005. Nem bem a nova administração comemorava os cem dias, apresentando as auditorias internas e revelando os desmandos deixados por Félix, o Ministério Público (MP-SP) anunciava a abertura do primeiro inquérito da "era Hadich", justamente no projeto que foi aprovado pelos veradores em regime de urgência e dispõe sobre salários de secretários municipais "emprestados" por outros órgãos públicos. O projeto de lei prevê salários maiores a essas exceções.

Pergunta rápida
O voto contrário à Moção de Repúdio ao deputado-pastor Marco Feliciano (PSC) foi consciente ou corporativo?

Repúdio nacional
O ser humano é o que fala e pensa. A sua prática de vida são suas ideias. Então não há como separar o discurso da prática. O deputado-pastor Marco Feliciano (PSC), que hoje preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara Federal, age conforme seus pensamentos. E acreditar que ele possa ter postura diferente das ideais que prega e suas ações é inocência demais. Ou conivência mesmo.

Nota curtíssima
Há sérios riscos de a relação entre o PSB e o PT em Limeira tomar o mesmo rumo da disputa entre Dilma e Eduardo Campos.

Frase da semana

"Como o senhor ganhou a licitação sem ter nada?". Do vereador Zé da Mix, indagando ao também vereador Edmilson Gonçalves (PSDC) sobre os trabalhos de impressão prestados ao SAAE. Quarta-feira, 17, na Gazeta de Limeira.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Rolo compressor
E uma manada de elefantes correndo atrás. Assim foi a ação da bancada governista na sessão da última segunda-feira, para aprovar o projeto do prefeito Paulo Hadich (PSB), sobre os salários de funcionários cedidos por outros órgãos à Prefeitura. Discute-se aqui a votação e aprovação do projeto e a derrubada de todas as emendas apresentadas. Nada diferente das sessões em que o cassado Silvio Félix (PDT) exigia que fosse aprovada alguma coisa. Qualquer coincidência...

Passou, mas ficou
Não vou discutir o mérito do projeto, porque, confesso, não o li. Ainda. E por isso não quero falar asneiras, como muitos que também não o leram estão fazendo. Estou buscando apenas as semelhanças entre a última Legislatura e esta, no modelo de comportamento. O que parecia vacina tornou-se uma virose sem controle.

Destaque positivo
A boa surpresa está por conta do vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSB), que até agora tem feito o trabalho que um vereador deve, de fato, fazer.

Contra ou a favor?
Sinceramente. Limeira precisa de debates relevantes, de ações administrativas para resolver seus problemas e de legisladores que entendam suas responsabilidades como representantes do povo. Discutir o pensamento do deputado-pastor Marco Feliciano (PSC) é dar muita importância para quem não tem nenhuma.

A história é antiga
Pois é. A merenda malcheirosa, com carne sebosa e produtos vencidos, além de prejudicial à saúde das crianças que a consumiam, pode deixar Limeira sem a verba federal de R$ 4 milhões, conforme mostrou esta Gazeta em sua edição de ontem, em matéria da jornalista Cíntia Ferreira. Uma história que começou lá em 2005 e, se os vereadores da época tivessem tido a coragem de apurar as denúncias do então suplente de vereador Ronei Martins (PT), nada disso teria acontecido.

Vidas manchadas
Penso que vale a pena uma reflexão sobre o assunto. E lembrar, um a um, de todos aqueles que fecharam os olhos ao início desse escândalo, envolvendo dinheiro público e crianças inocentes. De todos que foram coniventes com esse festim diabólico. Seus nomes estão definitivamente manchados na história política limeirense.

A última de hoje
Ontem o prefeito Paulo Hadich (PSB) apresentou o balanço dos primeiros 100 dias de governo. Foi no centésimo sétimo dia. Marcou para as 17h, depois adiou para as 18h. Para quem conhece a mídia jornal, não poderia ter sido em horário melhor....

terça-feira, 16 de abril de 2013

Educação e cidadania. Uma difícil prática

A educação, penso, deveria ser o primeiro critério para avaliar o grau de desenvolvimento de um povo. De um país, que tenha pretensões de se inserir no cenário global, servindo como exemplo diferenciado e possível de ser copiado. E quando falo de educação, não estou apenas me referindo ao seu contexto formal, que vai da alfabetização aos bancos universitários, que é importante, sim, à medida que serve de esteio ao ato de exercer a própria cidadania. Sem a educação formal de boa qualidade (e que ainda patina por aqui, do extremo sul ao extremo norte, com raros exemplos de sucesso), não é possível exercer um outro tipo de educação, que é o objeto desse meu comentário: a educação que dá significado ao comportamento das pessoas. A sua inserção social como ser humano, que sabe respeitar os limites de suas atitudes e, por isso, merece ser respeitado. Que lhe confere o caráter da civilidade. Da polidez e da cortesia, que são seus sinônimos mais simples.
Nesse caso, é a falta desse caráter que desejo comentar. Observado no dia a dia de quem sai às ruas, para demonstrar justamente como não se deve agir em ambientes públicos e muito menos passar esse tipo de ensinamento para quem ainda está em início de aprendizado. E são exemplos de comportamentos básicos, que nem deveriam estar sendo considerados, mas são tantos e tão absurdos, que é preciso tentar trazê-los à luz para, quem sabe, possa servir à consciência daqueles que os praticam. É comum ver pessoas, a poucos centímetros de um coletor de lixo, atirando papel ao chão. Sejam folhetos de propaganda, maços de cigarros, papel de balas e chocolates, que além de emporcalharem o passeio público acabam causando transtorno ambiental e até mesmo riscos à  integridade física daqueles que por lá circulam, principalmente em período de chuva. Ou motoristas atirando latinhas de refrigerantes pela janela de carros, sem qualquer cerimônia.
Ainda no domingo, ao deixar minha filha na Rodoviária para seu retorno a São Carlos, onde estuda, um grupo de jovens próximo de uma das lanchonetes, das plataformas de embarque, estava com copos de cerveja, conversando de forma descontraída, até que um deles, em um esbarrão, derrubou o copo do amigo ao chão, quebrando-o e espalhando seu conteúdo. Até aí, um acidente. O que se seguiu é que me deixou profundamente chocado. O faxineiro do setor estava passando pelo local, já ia fazer a devida limpeza, quando esse grupo decidiu chutar os cacos para todas as direções, para em seguida, sorrindo, deixar tranquilamente a área. Na sequência lá foi o servidor juntar os restos do copo e enxugar o chão.
Não está errado atribuir esse tipo de conduta à má qualidade da educação formal, que é uma de suas causas. Mas não custa lembrar, também, que os primeiros ensinamentos vêm dos exemplos que trazemos de casa, das práticas que compartilhamos desde os primeiros momentos de nossas vidas. Princípios de civilidade não são equações matemáticas, que se resolvem na ponta do lápís. Fazem parte da lição diária de cidadania, que muita gente ainda não aprendeu.