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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Para pensar
Ainda não está suficientemente claro a quem interessa o mandato do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC), alvo de uma Comissão Processante (CP) na Câmara. Ter um suplente assumindo seu lugar - que parece ser a lógica do momento - não vai modificar a conformação numérica entre situação e oposição. Já com o vereador Aloizio Andrade (PT), não há preocupação do partido em relação à outra CP e uma possível cassação. Como o PT correu em raia própria nas eleições proporcionais, o suplente será sempre do PT. Sem prejuízos políticos. Se alguém quiser desmentir...

Pode dar certo
Longe dos embates políticos, o que se percebe é uma Câmara melhor focada e com pouco mais de qualidade que as anteriores. Resta saber se os vereadores estão dispostos ao uso dessa prerrogativa pela população. E a maioria governamental não pode transformar essa condição em subserviência. De triste memória.

Quem sabe faz...
...a hora, não espera acontecer. Vou me apoderar desse verso, da música "Pra não dizer que não falei das flores" - ou Caminhando, como gostam muitos - de Geraldo Vandré, para definir a atitude do papa Bento XVI, que discursou ontem pela última vez em seu papado, após a renúncia anunciada no último dia 11.

Avançar é preciso
Bento XVI, apesar de se dizer cansado, atirou pesado contra aqueles que, sob uma veste religiosa, não cumpriram suas ordens. Estavam preocupados com o poder e a vaidade. Conservador ao extremo - o papa que já não é mais o Sumo Pontífice da Igreja Católica - não fez muita coisa para modernizar a igreja, mas sua renúncia pode propiciar uma renovação e evitar uma debandada maior ainda de fieis. O discurso e as atitudes dessa igreja precisam mudar rápido e caminhar na direção do povo e suas aspirações. E não apenas sob dogmas seculares e ultrapassados. Estamos no Século XXI.

Já está nas ruas
Com 20 meses de antecedência, a campanha à Presidência da República de 2014 já tomou corpo e a troca de farpas entre situação (leia-se PT e coalizão) e oposição (entenda-se PSDB e agregados) ganha força. Resta saber quem terá mais anestesia para aguentar as espetadas. Os dois lados já carregam sacolas de pedras. O problema é que ambos têm tetos de vidro finíssimo. E não precisa muito esforço para quebrá-los. Já os periféricos não têm cacife para o enfrentamento.

A última de hoje
A liberdade de expressão serve justamente para dar vez e voz ao contraditório. O que eu penso pode não ser o que outros pensam e vice-versa. Não há nada mais sagrado que esse direito. Pena que nem todos entendem assim.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Está na hora de deixar a hipocrisia de lado

Tudo o que eu faço - ou não faço - é bom. É do bem. E o que os outros fazem - ou deixam de fazer - não tem valor. Se não se fala diretamente que é do mal, as entrelinhas deixam bem claro a expressão desse pensamento. Não preciso explicar que essas duas afirmações - dentro de um único contexto - se referem à política partidária e suas nuances. Hoje, de forma mais acentuada pela facilidade de acesso à informação e pelo desenvolvimento das redes sociais na internet. Estou discorrendo sobre a desconstrução de ações e até mesmo de pessoas, cujo propósito é levar dúvida à população, na tentativa de ofuscar o trabalho de agentes públicos, mesmo quando estes agem de boa fé e pelo interesse do bem comum. Um dever de ofício do administrador público. E direito do cidadão.
Busca-se determinada imagem, desfocando-a da contextualização geral da ação e, a partir daí, institucionalizar uma crítica mais aguda. Não gosto. Não acho justo quando se mistura instituição com aqueles que a representam e, apesar de um ser complemento do outro, observa-se uma tentativa de mostrar alguma vulnerabilidade ou provar inabilidade no trato com o público. Exageros, nestes casos, em vez de firmar uma imagem positiva, podem descambar  para o ridículo. São muitos os políticos que ainda gostam de se utilizar da ferramenta do marketing de imagens fortes e contundentes, que podem até dar resultado em determinado momento, mas já se mostraram antiquadas e desgastantes. E um prato cheio para advsersários e desafetos. O problema é que essas situações saem do embate no campo das ideias, para se tornar simplesmente uma briga entre siglas. Deixa-se a sensatez de lado. A razão dá lugar à paixão, que ofusca a inteligência.
A imagem que está circulando nas redes sociais desde o final da semana passada, em que o prefeito Paulo Hadich (PSB) aparece de arma em punho, em ação conjunta entre a Prefeitura e as polícias Civl e Militar, no Odécio Degan, na última sexta-feira, 22 (mais que necessária e tardia, diga-se, pois deveria ter sido tomada já na administração passada) é um exemplo típico desse marketing de imagens, que, convenhamos, parece ter comprometido politicamente toda aquela operação, ao gerar uma ação esganiçada entre oposicionistas, que entenderam pôr no centro das atenções apenas aquela imagem e não o propósito pacificador daquele procedimento. Não sei se foi uma imagem vazada clandestinamente ou publicada deliberadamente, mas poderia ter sido evitada. Inclusive por quem fez o flagrante. De fato não pegou bem, mas também não deve ser considerado o objeto principal daquele momento. E Hadich tem que entender que agora ele não está mais delegado, mas é o prefeito de Limeira. E deve preservar sua imagem como tal. Para não dar munição a seus adversários, que estão se aproveitando - e dentro do direito que lhes cabe - para emplacar um julgamento político, neste momento desnecessário. Como é desnecessária também toda a hipocrisia "do bem".

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Prestação de serviços e estímulo à economia

Não estava errado o prefeito cassado, Silvio Félix da Silva (PDT), quando apresentou e ofereceu espaço no Pátio Limeira Shopping - à época apenas Shopping Pátio - a diretores do Poupatempo, serviço desburocratizado do Governo de SP para emissão rápida de documentos, que vieram para vistoriar um local para a instalação de uma unidade local. Não sei se ele pensava na atração de visitantes e, consequentemente, no aquecimento da economia local e do consumo, ou qualquer outra possibilidade, que acabou não acontecendo porque, mais uma vez, o governo tucano paulista negou tal pedido, embora não tenha negado para Rio Claro e mais recentemente Americana. Complementando meu raciocínio iniciado na coluna da última quinta-feira, além de ser um serviço de altíssimo nível (inegável), é uma fonte de captação de recursos ao município. Pude comprovar isso, com minha ida ao Poupatempo de Rio Claro refazer alguns documentos, meus e de minha mulher. A circulação de pessoas por aquela unidade é impressionante. E grande parte - a maioria talvez - de cidades da região. Inclusive Limeira.

Balanço positivo
Essa grande - e põe grande nisso - circulação de pessoas nos Poupatempos fomenta o consumo nos municípios, onde estão instalados. Seja em unidades de shopping centers ou mesmo em imóveis próprios. Como em Rio Claro está em shopping, muito dinheiro de visitantes é deixado por lá. Quer seja na área de alimetação, a meu ver a mais beneficiada, como também em outros comércios.

Fato comprovado

Isso é perceptível pelo movimento dentro na unidade e também no estacionamento do centro de vendas, observando-se as placas dos veículos que lá estão. Une-se, assim, o útil ao agradável. Facilita a própria população local e de cidades vizinhas, algém de ser fonte de divisas, pois a movimentação diária nesses postos de atendimento é intensa. E um dia pelo outro, torna-se uma grande fatia do bolo.

Fora de shopping
Em Piracicaba, por exemplo, o Poupatempo fica na praça central da cidade e a circulação de pessoas é maior ainda. O comércio central, bares e restaurantes também agradecem.

Há algo errado

Se há geração de recursos e circulação de dinheiro, o próprio governo do Estado também tem seu ganho com a arrecadação de impostos. Por isso, fica a crítica e um questionamento pela não existência de uma unidade do Poupatempo estadual também em Limeira: o que não há por aqui, que está sobrando em outros municípios? E que não me venham falar em questões ideológicas e de afinidades de governo, porque essa perrengagem é de muitos anos. Mesmo porque, se assim fosse, seria uma estupidez muito grande, porque o desenvolvimento de cada cidade representa também o crescimento do Estado, como unidade da Federação.

Desinteresse total
Isso dá a entender que deve haver algo muito maior - um ruído, uma sombra e etc - entre a necessidade local e o interesse do governo estadual em mandar uma unidade desse serviço para cá. Talvez esteja faltando aquele importante elo, que é a representatividade política. Algo ou alguém que dê visibilidade ao município pelo lado positivo. Limeira não pode, entretanto, desistir de lutar por seus interesses, que são os de todos. Principalmente da população, que teria sua vida facilitada em muitas questões burocráticas. Se o governo do Estado é refratário a Limeira, está na hora de Limeira ser refratária ao governo do Estado.

Um dever de ofício

Transparência, no poder público, não é qualidade. É dever. É prioridade. E levar essa transparência - até hoje ainda não existente - ao extremo é fundamental para um bom desempenho político e administrativo. A iniciativa dos três poderes locais, em promover um seminário sobre o tema, como o da última quarta-feira é louvável. Mais que isso, coloca Limeira na rota da moralidade, que ainda tem um longo percurso a percorrer, até seu ponto final.

Eles estavam lá?
Acompanhei, pelas redes sociais, críticas e críticos da iniciativa do seminário da transparência. Espera-se que tenham participado - e contribuído - com o evento.

Para não esquecer
Hoje, 24 de fevereiro, é uma data marcante para Limeira. Completa-se um ano da cassação do prefeito Silvio Félix da Silva (PDT), numa das maiores viradas políticas da história recente do município. Talvez o início da caminhada para a transparência, da qual estamos falando agora. Um momento único que  não precisa de muita análise, simplesmente pelo fato de ter acontecido e da forma como aconteceu. E o mais importante: da força que a população tem, quando há interesse em aplicá-la.

Pergunta rápida
Por onde anda e como está Silvio Félix da Silva?

Nota curtíssima
É preciso acreditar, sempre, nos 100% de transparência do setor público.

Falta de educação
Esta não é uma coluna de esportes. Porém, mais que análise esportiva é preciso entender a situação de confronto - ou violência - de torcidas de futebol pelo viés educacional. Quando há morte, como o caso do garoto boliviando atingido por um foguete corintiano, a situação gera comoção e debates muitas vezes longe do racional. Nesse caso, a Conmebol foi racional e tomou a decisão correta. Mesmo que a punição chegue também aos bons torcedores. Ou começa a punir sem dar chances de recorrência ou as tragédias continuarão. Não se pode banalizar o esporte a esse ponto.

A frase da semana
"Oposição pode juntar quem quiser que não derrotará Dilma em 2014". Do ex-presidente Lula, em discurso na comemoração dos dez anos do PT no governo federal. Quarta-feira, 20, no UOL Notícias - Política.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

E que falta faz
Ontem pela manhã estive no Poupatempo de Rio Claro, para confecção de 2ª via da carteira de identidade. Cheguei por volta de 10h e 13h30 estava tudo resolvido. Isso a pouco mais de 12 km de Limeira, sentido interior. E outros 17 km, no sentido capital, Americana também tem um recém-instalado. Limeira, que já pleiteia esse serviço do governo do Estado, há anos rasteja para consegui-lo. E nada. Somos obrigados a um deslocamento, que leva tempo e dinheiro. Então pergunto: por que o governador tucano Geraldo Alckmin desdenha tanto de um município que sempre lhe rendeu excelentes votações? Jeito tucano de governar.

Sempre foi assim
Mesmo quando Limeira era governada pelo tucanato, a situação era a mesma coisa. Limeira está esquecida pelo Estado. E quando não, não aceita discutir alguns temas, como o novo presídio, para mudar seu regime de funcionamento. Mesmo com várias autoridades - até juízes - indo em busca de diálogo.

Quem duvidou...
O vereador Edmilson Gonçalves  (PSDC) foi recundizo à Câmara pela Justiça. Era questão certa, assim que ele ingressasse com pedido de liminar. Agora vamos ver o comportamento dessa mesma Câmara com essa reviravolta.

Medindo palavras
Daqui para frente, os vereadores terão que medir cada palavra. Um "a" escorregado pode levar a um pedido de Comissão Processante. E sempre vai haver um vereador, por um motivo ou outro, pronto a chancelar o pedido, conforme suas simpatias ou antipatias. Trocar alhos com bugalhos pode ser um motivo forte para uma CP. Comentei, em minha coluna de domingo, que aventureiros iriam começar a aparecer. Agora cumpre a cada vereador, que tenha discernimento e bom senso, não entrar na lábia de quem não tem nada a perder. E não cair no ridículo perante a população e seu eleitorado.

Nunca vai acabar
Para quem pensou que a política rasteira havia acabado em Limeira, alguns dignos representantes do povo estão mostrando justamente o contrário. Depois, a imprensa é a culpada.

A última de hoje
Já estão definidos os procuradores mineiros, que vão apreciar as denúncias de Marcos Valério contra Lula, feitas em delação premiada. E pasmem, um deles - Adailton Nascimento - foi acusado de engavetar uma investigação para proteger um deputado tucano. O outro - José Adérico Leite Sampaio - recebeu a medalha da Inconfidência, do governador Antonio Anastasia, também do PSDB. Em qual número apostar? No vermelho, 13, ou no azul-amarelo, 45? Vamos às fichas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mais longe, impossível. A mídia (quase) esquecida

Apesar da competência dos profissionais, jornalistas na sua maioria, que hoje atuam na Secretaria de Comunicações da  Prefeitura de Limeira, percebo um governo distante da mídia. Há, nas relações entre jornalistas da imprensa diária e dos altos escalões da administração de Paulo Hadich (PSB), uma frieza incompatível com a política. E por mais empenho dos poucos secretários, que têm aparecido por iniciativa de suas próprias pastas, não é o suficiente para que a população conheça quem são os homens e mulheres de confiança, que cercam o novo prefeito. 
A maior exposição, até aqui, se deu por conta do secretário da Administração, Tércio Garcia, o ex-prefeito de São Vicente, que veio nomeado pela cota do partido, comandado nacionalmente pelo governador do Pernambuco, Eduardo Campos. Uma exposição negativa e recheada de denúncias - algumas políticas, com boa carga de revanchismo entre grupos políticos adversãrios - contra seus dois mandatos, exercidos no mais velho município do Brasil, no litoral sul paulista. E por conta de ações já em andamento na Justiça, como a que a Gazeta publicou no sábado e respondida pelo próprio Tércio, na edição de domingo. O secretário da Saúde, Raul Nilsen, só concedeu a primeira entrevista à Gazeta, após a jornalista Renata Reis cobrar, em sua coluna Percepções, por mais atenção.
E apesar do pouco tempo, até aqui, do mandato de Hadich, a impressão que fica é de não haver empatia dos próprios secretários com a população, da qual são representantes indiretos, pela via de seu representante direto, ou seja do prefeito. Os poucos que apareceram, como escrevi lá no começo, o fizeram por dever de ofício, como, Nivaldo Menezes, da Cultura, pela retomada do carnaval popular limeirense, do secretário da Educação, José Claudinei Lombardi, que abriu o ano letivo em reunião com profissionais da Educação no Nosso Clube, e mais um ou dois, em aparições relâmpagos. Um bom time é onde  ha coesão, sem que um ou outro jogador se sobressaia sobre os demais, mas é preciso torná-los conhecidos e participativos. E isso não está acontecendo. Não dá para brincar de esconde-esconde com função pública. Não é possível que não tenham nada a informar de forma direta. E não há, também, por que temer a mídia e nem transformá-la em cúmplice do terror e das maquinações políticas dos adversários. Exemplos não faltam. Nós jornalistas estamos sempre à disposição para ouvir, relatar e analisar. 
Só que temos certa ansiedade por informações. Impossível que não haja nada de positivo a divulgar, que não seja por obrigação e necessidade. O trivial vira notícia diária. Ninguém precisa por o guizo no pescoço do gato, para saber quando ele está se aproximando. Por sorte, a atual administração conta com um corpo de jornalistas, que estão sempre atentos às demandas dos meios de comunicação, suprindo essa falta de contado direto dos titulares das pastas. Se o silêncio é espontâneo e indica tempo gasto com trabalho, ótimo. Se há excessiva centralização de poder, para evitar esse contato, fica tudo como antes. Infelizmente.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Este é o momento de se alinhar ao Século XXI

A renúncia do papa Bento XVI, o alemão nascido Joseph Alois Ratzinger, anunciada por ele próprio no início da semana passada, ainda vai provocar muitas e apaixonadas discussões sobre o poder da Igreja Católica e sua insistente resistência a um alinhamento aos temas debatidos neste Século XXI. Seus dogmas seculares já não comportam mais a manutenção de seu próprio status. A evolução sociocultural e econômica das nações e suas populações ficou em desalinho com os preceitos religiosos pregados pelo Vaticano, que não se abre aos debates atuais. E o principal deles envolve os próprios religiosos, que é o fim do celibato. Bem como as polêmicas envolvendo o homossexualismo, aborto, pesquisas com células tronco e meios de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Em especial a aids. Falar em contraceptivos é assunto proibido. Como se o mais popular deles, a camisinha, não fosse largamente utilizada. Um discurso ultraconservador, que está fazendo poeira do grande poder conquistado ao longo desses mais de dois mil anos de existência. Um computador travado no passado.

Temas cotidianos
Essa é apenas uma face, talvez a mais conhecida, da Igreja Católica Apostólica Romana, quando se fala sobre os debates da atualidade. Existe ainda uma Igreja muito mais complexa (essa sim, atual) e política, que luta esganiçadamente para manter seu poder de sedução junto aos seus fiéis, uma contradição, no momento que ela se recusa a se reestruturar para não perder ainda mais seu espaço.

A perda de espaço
Essa involução de pensamento está empurrando muita gente para o colo de outras crenças, sejam elas mercantilistas ou não, que agradecem e emplacam  uma retórica neurolinguística. Do querer é poder. Principalmente se contar com a consultoria de seus pastores. Mesmo que seja um discurso subliminar, em que se pregam até poderes sobrenaturais de cura e melhoras financeiras, é algo palpável.

Revisar os dogmas
Oferecer esse tipo de "serviço" não passa de engodo. De atração barata para atrair mais fiéis e, consequentemente, aumentar a arrecadação financeira da igreja. O catolicismo não precisa competir com o evangelismo nessa proporção. Basta que mude seu discurso. E atento aos movimentos sociais e culturais nesse início de terceiro milênio, justamene da Era Cristã, partir para o confronto de propostas e ideais. Assimilar o Século XXI como ele é e prever como vai ficar, para então mostrar os caminhos a serem percorridos, sem preconceitos e sem relegar a ciência. As coisas de Deus, hoje, estão profundamente ligadas aos movimentos científicos. Promover a conscientização é uma obrigação, que deve ser levada ao extremo. Não importa que para isso seja necessária uma revisão completa desses dogmas.

Por livre pressão
Nesses seus últimos discursos, após o anúncio da renúncia, Bento XVI já fala em renovação total da Igreja. Uma renovação que ele não conseguiu estimular e, por isso, caiu. Sim, porque sua decisão não foi nada espontânea. Há segredos impublicáveis que circulam pelos corredores do Vaticano. Que assim seja, amém.

Precedente "útil"
A decisão da Câmara de Limeira, em abrir uma Comissão Processante e afastar o vereador Edmilson Gonçalves por até 90 dias, independentemente de sua conduta e ações judiciais que pesam contra ele, pode ter sido um tiro no pé (no politicamente correto) da mesa diretora. Mesmo que impelida por decisão judicial para votar (pelo sim ou pelo não) o pedido protocolado, o presidente da Casa, Ronei Martins (PT) abriu precedentes para aventureiros e embusteiros. Que querem ganhar notoriedade e seus 15 minutos de fama. A participação popular é fundamental numa democracia, porém, não pode ser confundida com mero interesse político.

100% Ficha Limpa
Essa análise que fiz acima vai irritar muita gente. Principalmente os que não aceitam a multiplicidade de opiniões, a não ser que sejam compatíveis com as deles próprios. A Lei da Ficha Limpa é um ótimo dispositivo para que se evitem tais desgastes, como o da última quarta-feira. Só que precisa ser mais abrangente e impedir no nascedouro, que candidatos acionados pela Justiça sejam liberados a participar das eleições e garantir a legenda apenas àqueles com ficha 100% limpa. Muitos tomam essa decisão, pensando na impunidade que o cargo lhe garante. Não dá mais para brincar de meio-termo com coisa séria. Ninguém pode ter ficha meio limpa. Tem sujeira que nem soda cáustica consegue limpar.

Dois temas fortes
Peço desculpas ao leitor, mas era preciso dar destaque especial aos dois temas, que marcaram a semana do carnaval, no mundo e em Limeira. A renúncia do papa e a CP aberta com o consequente afastamento do vereador Edmilson Gonçalves (PSDB), de seu cargo. Ainda vão render muitas e muitas linhas

Pergunta rápida
Qual será o próximo pedido de Comissão Processante a ser protocolado na Câmara de Limeira?

Nota curtíssima
Hipocrisia pouca é bobagem. Um olhar no espelho, em alguns casos, ajuda muito.

Então é assim...
Eu critico, tu criticas, ele critica; nós criticamos, vós criticais e eles criticam. Enquanto essas críticas não atingem justamente os críticos. Depois fica assim, eu reclamo, tu esperneia e ele retruca; nós xingamos, vós esbravejais e eles tiram as calças e pisam em cima.

A frase da semana
"Eu tomei esta decisão de forma livre e para o bem da Igreja". Do papa Bento XVI ao explicar o motivo de sua renúncia. Quarta-feira, 13 de fevereiro, em aparição pública. No Estadão.com.br-Internacional.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sem choro nem...
...vela. A Câmara abriu Comissão Processante, que vai analisar a cassação do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC). Foram 19 votos - não votaram o próprio Edmilson e o presidente da Casa, Ronei Martins (PT). Também por unanimidade, Edmilson foi afastado de suas funções por 90 dias. Quem assume é o suplente imediato Luizinho da Casa Kühl, do PSDB.

Real ou moral?
A renúncia da papa Bento XVI, anunciada por ele mesmo na última segunda-feira, sob alegação de recomendação médica e idade avançada, tem cheiro de saída estratégica. Seu Pontificado começou a perder força com o escândalo noticiado em maio do ano passado, envolvendo seu mordomo, Paolo Gabriele, por vazamento de documentos oficiais do Vaticano e correspondências pessoais do próprio papa.

Teoria e prática
Incomodado, Bento XVI se viu atingido por essa questão de Estado. Teorias conspiratórias espalhadas por seus assessores mais diretos dentro do Vaticano, davam a entender que tudo estava sendo feito como forma de estremecer a força da Igreja Católica Apostólica Romana, já estremecida pelo crescimento das seitas evangélicas e do próprio islamismo.

Reestruturação
Isso pode provocar uma renovação da própria Igreja, cada vez mais desgatada por fugir de polêmicas e não assumir uma postura mais realista, dentro do desenvolvimento social e cultural da humanidade deste século XXI. O Vaticano precisa rever suas relações. Inclusive com os próprios católicos.

Farelo de asfalto
Obras que se desmancham com o período de chuvas nos dão a verdadeira noção do que seja gastar mal o dinheiro público. Paga-se por um serviço que é executado, visando apenas mais dinheiro nos cofres da empreiteiras. A impressão - ou seria uma realidade? - é de que a Prefeitura contrata a obra e deixa de fiscalizar sua execução. E o dinheiro sai do bolso de cada contribuinte. De cada cidadão que paga em dia seus impostos. 

A última de hoje
Nem mesmo a "tolerância zero" imposta pela Lei Seca aos motoristas que teiman em dirigir embriagados, parece resolver essa doença crônica que se chama irresponsabilidade. Mesmo antes do fim oficial dos festejos carnavalescos, os números da Polícia Rodoviária já apontavam aumento nos casos em relação ao carnaval de 2012.