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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

De repente, do...
...riso fez o pranto, silencioso e branco como a bruma...De repente, não mais que de repente.... Trechos de Soneto da Separação do inigualável Vinicius de Moraes. E de repente, como a bruma, que se dissipa, algumas pessoas desapareceram das redes sociais. Personagens diários, de repente, sumiram! pouco mais de 15 dias.

De corpo inteiro
Diz um provérbio espanhol que, "se a barba de seu vizinho está pegando fogo, é bom colocar a sua de molho". Na dicionário informal, colocar as barbas de molho significa "ficar de sobreaviso", "prevenir-se", "acautelar-se". Por aqui, pela terra das laranjas...Ou seria no masculino? Tem gente que está na banheira, com o corpo, barba, cabelo e bigode.

Tem tatu na obra
Quando se pensa que se chegou ao fundo do poço, alguém teima em cavá-lo mais um pouquinho. E quanto mais fundo, mais lama aparece!

Português claro
Tenho citado a palavra ausência em comentários aqui nesta coluna. Então, hoje vou definir o que é ausente. De acordo com o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa, ausente é um adjetivo e substantivo, ambos de dois gêneros. Ausente significa: que ou quem se afastou temporariamente do lugar em que habita, que frequenta etc.; que ou quem deixou de comparecer a evento, compromisso etc.; que não se envolve, que não tem parte ativa em um relacionamento, em um grupo etc.; distante em estado de alheamento, de abstração; que não se tem presente na memória.

Atençao neles!!
O que tem de pedestre se arriscando na área central da cidade é algo assustador. Homens, mulheres, pessoas idosas (em muitos casoas com crianças) não esperam na calçada pela abertura do sinal verde para pedestre. Se afunilam junto às faixas, enquanto veículos avançam pelos cruzamentos.

A última de hoje
Sempre é bom lembrar e citar exemplos de pessoas públicas, que assumiram suas responsabilidades e tiveram verdadeiramente o espírito público que se espera, justamente de figuras públicas: o ex-governador Mário Covas e o ex-vice de Lula, José de Alencar (ambos falecidos), Dilma Rousseff, Reynado Gianechini e agora o próprio Lula. É preciso, sempre, ter-se o dimensionamento do que é ser uma figura pública. isso!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Encontros antecipados (ou quando a vida se quebra!)

Nunca estivemos, estamos ou estaremos preparados para a morte. Seja de que forma se nos apresente, ela é sempre trágica. Aceitá-la, então, é humilhante, pois nos reforça a sensação de impotência. De que nada podemos fazer. Nem mesmo buscar um atalho para passar ao seu lado e zombar de sua capacidade de arrebatamento. Não podemos mesmo, porque ela - a morte - faz parte da ordem natural do universo e da própria vida. É o desfecho de tudo, que tem início na concepção e vai, a cada dia de nossa existência, se aproximando mais de todo nós. Impossível não temê-la. E pensar nela diariamente é um fardo que carregaremos até, justamente, com ela nos encontrarmos. E nada consegue aplacar esse temor, senão a própria vida. E por mais paradoxal que seja, é assim mesmo que funciona.
Às vezes, e por circunstâncias evidentes, a morte assemelha-se a uma redenção. O descanso do guerreiro abatido em combate. Mesmo assim é inaceitável.
Quando, porém, a vida se quebra por antecipação, nos revoltamos. Indispomo-nos e transformamos a personagem central deste escrito em vilã. Em confessa, de um crime não comentido. Não explicação que jeito. Não consolo, que aplaque tamanha fragilidade. E nem lágrimas suficientes para lavar nossa alma. Então começam os questionamentos e queremos saber mais, e mais, e mais, como se isso fosse o alívio para todas as nossa dores. Não o é!
Confesso que estou assustado. E perplexo com as abruptas quebras, que estamos experimentando nesses momentos recentes e passados. Se às vésperas do feriado de aniversário de Limeira, perdemos João Ferraz, o início de dezembro, foi marcado para nós, da Gazeta, com uma tragédia sem precedentes, e que nos deixou um vácuo, pessoal e profissional, difícil de preencher. Foi-se Lucas Piffer. Enfim, são os solavancos diários da vida, que nos deixam frente a frente com o improvável, mas se não estivermos prontos para eles (e nesses casos dificilmente estamos), nossos órgãos se desprenderão de nós como frutas maduras, quando balançamos uma árvore carregada. Assim como as frutas se espatifam ao tocar o solo, sentimo-nos esfacelados com perdas pessoais. E em nosso corpo, a dor maior da perda se reflete no coração e nos confunde a mente. É o improvável, que ao se materializar no inevitável, obriga-nos a lidar com todas as possibilidades de sentimentos. Uns nos atormentando paulatinamente. Outros, tentando nos confortar e, ao mesmo tempo, nos fazer acreditar - instigando-nos - na continuidade da vida. Pois é, ela de fato continua.
Ninguém é obrigado a aceitar, acreditar, entender ou simplesmente duvidar de tudo isso. O verbo mais adequado, neste momento, é o dispor. E se dispor a enfrentar o que virá pela frente. É o que depende de nós neste momento. Descansem em paz. Mesmo que seus encontros tenham sido antecipados contra a própria vontade.

Traumas, mudanças e esperança. Muita!

Toda mudança é traumática. Vale lembrar, também, que o ser humano não gosta muito de impactos, a lhe quebrar a rotina. Tudo o que mexe, definitivamente, com sua zona de conforto, causa transtornos, gera desconforto. Apesar de tudo, somos de fácil adaptação às novidades. E a partir do momento em que passamos a entender o novo como inevitável, devemos acreditar, também, que trata-se de uma porta a mais que se abre à nossa frente. Não sabemos o que vamos encontrar assim que transpassarmos o seu batente, porém, é preciso encarar essa travessia com tranquilidade. Com serenidade. E quando o momento é difícil, nada melhor que torná-lo fácil através da capacidade, que todo ser humano tem, de assimilar também as adversidades. Não se pode - e nem se deve - tomá-las como entrave, como coisa negativa. Ou, por outro lado, exagerar nas expectativas positivas, para não sofrer um baque maior. É por isso que se nos apresenta, como amparo, a esperança. Esse sentimento que tanscende ao nosso entendimento, mas está sempre presente, quando precisamos vislumbrar outro futuro pela frente. Vamos encará-las!

Os novos desafios
E no meio de todo esse movimento de mudança de rumos, é preciso alinhar a embarcação na direção do vento. Deixar a corrente levá-la ao porto mais seguro. Se é que algum. É preciso acreditar que o cais é resistente. Um aconradouro propício às necessidades que advirão, daqui para frente. E não como encurtar esse caminho, que será turbulento e espinhoso. Podemos, sim, suavizá-lo com nossa sabedoria. Com serenidade.

É a prática cidadã
É preciso recolher preconceitos e aceitar a vontade popular. A expressão mais aguda da cidadania. E acima de qualquer dúvida, que essa vontade é a mola propulsora de qualquer mudança. Seja de forma direta, quando escolhe diretamente seu representante político ou indiretamente, quando se mobiliza para tirá-lo do posto em que foi colocado. É o símbolo máximo da democracia, que precisa ser exercida incondicionalmente.

Vamos em frente...
E que seja feita a minha, a sua e a nossa vontade. Amém!

Mais divulgação
A Prefeitura precisa intensificar a divulgação das linhas do novo terminal urbano do transporte coletivo. E, gradativamente, ampliar as linhas até tirar, definitivamente, aquela terrível bagunça da Praça do Museu.

Deveria ser um...
...cartão postal da cidade. Mas não é! Estou falando, na sequência da nota anterior, da Praça do Museu. Não mais para continuar da forma como está. A revistalização se faz urgente. E vem de anos de promessas não cumpridas. Quem sabe agora a situação muda, e tudo acontece. É de urgência urgentíssima.

Pergunta rápida
Quando será inaugurado definitivamente o corredor de ônibus na Rua Tiradentes?

Ainda na rabeira
A Comissão da Verdade, sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT) ainda está aquém das mesmas comissões de Argentina, Chile e Uruguai. A do Brasil, que vai abrir arquivos da ditadura, está dificultando que familiares de vítimas dos militares, como a esposa do jornalista Wladmir Herzog, Clarice Herzog, participem da sua formação. E o pior de tudo isso: quem está impondo barreiras a esse ingresso é nada mais, nada menos, que o petista José Genoíno, um dos grandes perseguidos do regime militar.

Justificativa dele
Genoíno não quer causar mal-estar à caserna e ao alto comando militar. Então, ! Ou seja, a Comissão da Verdade, no Brasil, não terá os mesmos poderes das dos países coirmãos, incumbindo-se apenas de tornar público os sangrentos arquivos da última ditadura brasileira. Argentina, Chile e Uruguai mandaram para a prisão muitos militares, inclusive de altas e estreladas patentes. Por aqui, a tradicional e conhecida pizza.

Se você quer ler
Para aliviar o estresse da semana, minha sugestão de leitura é um romance histórico, do escritor francês Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros, publicado em 1844. Li-o na minha adolescência e assisti a todos os filmes sobre ele. Trata-se da vida dos amigos Athos, Porthos e Aramis, mosqueteiros do reino francês. Traz fatos importantes dos reis Luís XIII e Luís XIV e da Regência entre os dois governos. A eles se incorporou um jovem aspirante a mosqueteiro, D'Artagnan, e a partir daí a história se desenrola.

Eu Recomendo!
Outro faroeste na indicação de hoje para um bom filme. Trata-se de Tombstone, A Justiça Está Chegando (Tombstone, EUA-1993), dirigido por George P. Cosmatos, com um elenco estrelado como Kurt Russell, Val Kilmer, Sam Elliott, Bill Paxton, Powers Boothe, Michael Biehn, Charlton Heston, Jason Priestley e Jon Tenney. O filme traz vários personagens conhecidos do faroeste, como Wyatt Earp, Doc Holliday, Johnny Ringo, Henry Hooker. A história traz Wyatt Earp, que após acabar com o crime em Dodge City se muda para a cidade de Tombstone, onde pretende enriquecer anonimamente. ele encontra seus irmãos e também Doc Holliday, seu velho amigo. Eles levam a vida sem problemas, até o aparecimento de um grupo de bandoleiros que começa a causar confusão pelas redondezas. Para resolver a situação os integrantes da família Earp e Doc Holliday decidem combatê-los. 130 minutos. Qualquer semelhança é mera coindicência!

Frase da semana
"Ainda não prioridades. Meu estilo de governar é empresarial. Espero ter apoio e conseguir conciliar as necessidades com os trâmites legais". Orlando José Zovico (PDT), prefeito em exercício, durante a posse no lugar do também pedetista Silvio Félix, afastado pelamara. Quinta-feira, dia primeiro, na Gazeta.
Ele é o "cara"!
O empresário das comunicações e vice-prefeito, Orlando José Zovico (PDT), foi empossado ontem no cargo de prefeito, pelo afastamento do também pedetista, Silvio Félix da Silva. Agora ele é chefe do Executivo de fato e de direito. Responde jurídica e penalmente pelo Município. E, a partir de agora, terá obrigação de estar presente em todos os setores da administração pública municipal.

O status é outro
Como prefeito, Zovico se torna mais público e visível ainda. Terá que assumir sua parte política e estar consciente de que, conforme sua atuação, receberá elogios. E críticas. Muitas críticas. Precisa estar preparado para isso. Ainda é muito cedo para qualquer análise. Estarei acompanhando o passo a passo do novo governo.

IdioTwitter ou...
...facestúpido. É impressionante como imbecis nas redes sociais. Em especial no Twitter e Facebook. Desconhecem o limite entre opinião e desrespeito.

Desmoronando
O acostamento na Limeira-Cordeirópolis, logo na subida da nova ponte, no sentido Cordeirópolis, está sendo solapado novamente. Estão jogando pedras para a contenção, mas a situação começa a ficar crítica. Um pouco mais de chuva e o asfalto corre sérios riscos de ser levado também. Mãos à obra, Obras!

Português claro
A palavra de hoje é curtinha, mas faz um estrago. Estou falando de diarreia, que segundo o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa, é um substantivo feminino. Diarreia significa: eliminação frequente de fezes líquidas e abundantes. E traz alguns sinônimos variantes interessantes: borra, carreirinha, corrução, destempero, piriri, reira e soltura. Entre outros. Não na história quem não tenha passado por uma.

A última de hoje
Para conhecer verdadeiramente um homem, basta colocar-lhe um obstáculo à frente. os que tentam transpô-lo. Alguns tentam atalhos. Outros simplesmente fogem.

Entre o medo, a apatia e o exagero. E uma ausência!

três situações que envolvem hoje a política e a condução administrativa do município de Limeira. O medo, a apatia e o exagero. O primeiro, um sentimento que traz embutida a perplexidade, ante o único e certeiro tiro dado pelo Ministério Público (MP) na estrutura de mando do poder local, sem chances de reação imediata. Assustou a opinião pública, que num primeiro momento se mostrou surpresa (num estado de apatia e descrença) até a ficha cair,e o início de um "levante" contra o estado de coisas apresentado, assim que as primeiras informações começaram a ser divulgadas pela mídia e redes sociais.
Isso posto, não se pode dissociar essa mistura de confllitos humanos de certos exageros na interpretação de tudo o que vem sendo mostrado - e alimentado diariamente - pela imprensa, desde a última quinta-feira, com as 12 prisões registradas em Limeira. Entre elas a primeira-dama, Constância Félix, seus dois filhos, irmãs e irmão e outros tantos investigados num megaesquema, traduzido ao da letra jurídica, como crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, formação de quadrilha e sonegação fiscal. Investigados, ainda. Não condenados!
E o levante, diga-se, trouxe um resultado imediato, que culminou, ontem, com a abertura da Comissão Processante (CP), namara, e o afastamento do prefeito Silvio Félix (PDT). Uma aclamação popular assimilada por todos os vereadores, numa votação unânime histórica. O presidente da Casa, Raul Nilsen Filho (PMDB) votou de forma simbólica. Ninguém quis contrariar a presença maciça de populares, que acompanhavam a sessão. Até os mais ferrenhos governistas ecoaram, sim. Pela CP e afastamento do prefeito, que a qualquer momento pode ser alcançado pelas denúncias. O MP trabalha nesse sentido e entra fundo, agora, no prosseguimento das investigações e levantamento do teor documental.
É bom lembrar, sempre, que ainda não se conhece - pelo menos não foi divulgado - o conteúdo dos documentos apreendidos nos cofres de um dos envolvidos (tratado até aqui como um "laranja" do ex-assesssor político de Félix), o publicitário Carlos Henrique Pinheiro, conhecido como Ricko. Podem - como acredito - ser contundentes. Decisivos. Ou não!
O prefeito, entendo, precisa assimilar também a decisão damara. E sair para cuidar com mais calma da defesa de seus familiares. E permitir uma transição tranquila, cordata, para que seu vice possa assumir, sem traumas para o Município. Mais que a apuração de tudo isso e a busca da verdade, com transparência e isenção, é preciso que se pense no futuro de Limeira e no bem-estar dos limeirenses. Tudo o mais é apenas discurso político. Que interessa a grupos também políticos. Está feito e agora é preciso pensar no que está por vir.
O que está causando espécie, entretanto - e isso é espantoso - é a ausência, em todos os sentidos, do vice-prefeito, Orlando José Zovico (PDT), que até agora não emitiu nenhum pronunciamento. Ou posicionamento sobre tudo o que vem ocorrendo em Limeira. Em viagem pelo exterior, ele deve estar de volta hoje a Limeira. E deve, a qualquer momento, ser instado a ocupar a cadeira principal do Edifício Prada. É Zovico que vai representar a continuidade do processo administrativo do governo. Como Limeira não pode parar, a caneta, ao mudar de mãos, precisa estar com tinta suficiente para o tocar das obras. É isso por que todos esperam.