Data arquivada
Hoje é 31 de março. Por 46 anos este dia foi comemorado como sendo uma “data cívica” da Nação brasileira. Nunca de fato o foi, pelo que representou de malefícios às liberdades individuais em todos os sentidos. A partir deste ano ela deixa de existir no calendário oficial do País. Felizmente e finalmente. Falta agora apenas um detalhe: recontar, com a instituição da Comissão da Verdade, a verdadeira história da ditadura. Desde o seu início. Doa a quem doer!
Pelo menos ele...
...lembrou! O vereador Eliseu Daniel (PDT) falou sobre a morte do ex-vereador Antonio De Gáspari, durante a sessão da Câmara da última segunda-feira. Oficialmente nada foi feito para homenagear o ex-vereador. Nem mesmo um minuto de silêncio pela morte de De Gáspari, ocorrida no sábado. Memória curta!
Tudo atestado
Quando escrevemos sobre o abandono do município pelo poder público, o fazemos de forma objetiva. Atestada por reclamações e denúncias. Leiam o que me escreveu, por e-mail, um leitor: “por favor, nós que usamos a calçada para as caminhadas até o Limeirão, no anel viário sentido bairro-centro na altura do radar, atestamos que está uma vergonha. O mato está cobrindo a calçada, além dos carros e caminhões estacionados sobre essas calçadas, obrigando-nos às vezes a andar pela rua, porque não tem espaço e ninguém toma a devida providência. A responsabilidade da Prefeitura Limeira é nula e está uma calamidade. Moro em limeira há 40 anos e nunca vi esta situação”. Não vou, obviamente, citar o nome do leitor em respeito à fonte. Mas o tenho guardado no e-mail.
Morre, idioma!!!
O site da Federação Paulista de Futebol trouxe, em seu site (já corrigido, diga-se), na formação dos grupos da segunda fase do Paulista da A2, grafado XV de Pirassicaba, pelo Grupo 1. Isso mesmo, Pirassicaba com dois “esses”.
Cadê os 0,05%?
O Diretório Acadêmico Faculdade de Ciências Aplicadas, FCA-UNICAMP, está solicitando aos que se utilizaram do Twitter, para participar da campanha: “Cadê os 0,05% de ICMS da FCA??, “cobrando a lendária promessa não cumprida dos 0,05% de ICMS para a construção do campus” em Limeira. Os coordenadores da campanha pedem o maior número de tweets ao governador @geraldoalckmin. O Twitter do DA da FCA-Unicamp é @dafcaunicamp. Dar RT nas mensagens do DA também vale.
Português claro
A palavra de hoje não poderia ser outra. Coragem, um substantivo feminino, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa. Coragem significa: moral forte perante o perigo, os riscos; bravura, intrepidez; firmeza de espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil; qualidade de quem tem grandeza de alma, nobreza de caráter, hombridade; determinação no desempenho de uma atividade necessária; zelo, perseverança, tenacidade.
A última de hoje
A morte do ex-vice-presidente José Alencar vai deixar um vácuo na história de todos os vices deste País. A partir desta data aquela velha máxima de que não há nome de vice nenhum em ruas, praças, etc. deixa de existir. A primeira homenagem será o seu nome a um hospital na cidade mineira de Uberaba.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
O racismo, novamente!
O ímpeto racista, da discriminação pela cor da pele, reaviva-se a cada atitude de uma minoria frenética de defensores da chamada supremacia branca, que exibe seu orgulho pelo ódio, não só por palavras, mas por gestos e ações. Apesar de pertencermos a única raça, a humana, o termo racismo virou sinônimo da desiguladade, quando grupos de pessoas agem contra seus semelhantes, pela diferença étnica. Seja ela cor da pele, cultural, social, religiosa ou política.
No último domingo, mais um triste episódio dessa degradante natureza foi registrado num jogo de futebol, entre as seleções da Escócia e Brasil, na cidade de Londres, quando um grupo de torcedores escoceses atirou uma casca de banana em direção ao jogador brasileiro Neymar. Ainda na semana passada, outro jogador brasileiro, Roberto Carlos, do Anzhi, também foi vítima de tal constrangimento, por parte da torcida do Zenit São Petesburgo (pelo campeonato russo), cujo lema é “não há preto nas cores do Zenit” - suas cores oficiais são azul e branco - incentivada até pela própria diretoria do time, que não contrata jogadores negros.
Apesar de causar indignação, toda semana há um caso parecido, envolvendo torcedores de clubes europeus, contra atletas cuja tonalidade da pele não é branca. E a banana virou símbolo dessa discriminação, porque compara o negro ao macaco, que é como são chamados os jogadores brasileiros ou africanos, que não tenham olhos e pele claros e cabelos loiros. Tão ou mais odiosa ainda é a falta de atitude dos dirigentes - inclusive das federações e da própria Fifa - para punir esse crime de ódio.
Não adianta julgar tais atitudes, entretanto, se não voltarmos os olhos também para a situação interna do País. Na defesa dos brasileiros que estão lá fora, não podemos nos esquecer das vítimas do preconceito aqui dentro. Matéria publicada no último domingo, por esta Gazeta, mostra o tamanho dessa triste equação: sete casos registrados em 2010 pelo Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro (Comicin), por tratamento racista, ofensas, racismo no trabalho, acusação de roubo, perseguição e constrangimento. Situações efetivamente denunciadas e sob investigação. Sem contar aquelas em que não há denúncia formal por preconceito do próprio ofendido ou qualquer outro motivo, cuja média chega a 20 por mês. Enfim, é muita coisa se levarmos em conta que estamos numa sociedade supostamente igualitária. Muitos casos, em que há registro de boletim de ocorrência, a própria polícia deixa de investigar, segundo o Comicin, dando um exemplo claro de como isso é tratado pelas autoridades brasileiras. E que a omissão é o maior incentivo a tal prática, que degrada a condição de ser humano, independentemente de sermos brancos, pretos, amarelos ou vermelhos. Se somos cristãos ou muçulmanos. Ou professamos qualquer outra fé. O fato é que pertencemos, verdadeiramente, a uma única raça!
Antonio Claudio Bontorim
No último domingo, mais um triste episódio dessa degradante natureza foi registrado num jogo de futebol, entre as seleções da Escócia e Brasil, na cidade de Londres, quando um grupo de torcedores escoceses atirou uma casca de banana em direção ao jogador brasileiro Neymar. Ainda na semana passada, outro jogador brasileiro, Roberto Carlos, do Anzhi, também foi vítima de tal constrangimento, por parte da torcida do Zenit São Petesburgo (pelo campeonato russo), cujo lema é “não há preto nas cores do Zenit” - suas cores oficiais são azul e branco - incentivada até pela própria diretoria do time, que não contrata jogadores negros.
Apesar de causar indignação, toda semana há um caso parecido, envolvendo torcedores de clubes europeus, contra atletas cuja tonalidade da pele não é branca. E a banana virou símbolo dessa discriminação, porque compara o negro ao macaco, que é como são chamados os jogadores brasileiros ou africanos, que não tenham olhos e pele claros e cabelos loiros. Tão ou mais odiosa ainda é a falta de atitude dos dirigentes - inclusive das federações e da própria Fifa - para punir esse crime de ódio.
Não adianta julgar tais atitudes, entretanto, se não voltarmos os olhos também para a situação interna do País. Na defesa dos brasileiros que estão lá fora, não podemos nos esquecer das vítimas do preconceito aqui dentro. Matéria publicada no último domingo, por esta Gazeta, mostra o tamanho dessa triste equação: sete casos registrados em 2010 pelo Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro (Comicin), por tratamento racista, ofensas, racismo no trabalho, acusação de roubo, perseguição e constrangimento. Situações efetivamente denunciadas e sob investigação. Sem contar aquelas em que não há denúncia formal por preconceito do próprio ofendido ou qualquer outro motivo, cuja média chega a 20 por mês. Enfim, é muita coisa se levarmos em conta que estamos numa sociedade supostamente igualitária. Muitos casos, em que há registro de boletim de ocorrência, a própria polícia deixa de investigar, segundo o Comicin, dando um exemplo claro de como isso é tratado pelas autoridades brasileiras. E que a omissão é o maior incentivo a tal prática, que degrada a condição de ser humano, independentemente de sermos brancos, pretos, amarelos ou vermelhos. Se somos cristãos ou muçulmanos. Ou professamos qualquer outra fé. O fato é que pertencemos, verdadeiramente, a uma única raça!
Antonio Claudio Bontorim
Deseducação no trânsito. Todos iguais!
Costumo, rotineiramente, criticar motociclistas e motoqueiros por suas faltas e falhas no trânsito do município. Na realidade, sempre chamando a atenção à necessidade de se cumprir as regras, cujos benefícios são para todos. Motoristas também mostram sua falta de educação, quando cometem suas infrações e que também não são poucas. Mas o relato que vou fazer é interessante. E ao mesmo tempo triste e lamentável. Nesta semana estava trafegando por uma rua que dá acesso à Avenida Saudades, que é sempre preferencial. Numa das esquinas e ao meu lado, um outro veículo avançou em meia via, pouco mais, no momento em que vinha um motociclista, que foi obrigado a reduzir, mesmo estando em preferencial. Qual não foi minha surpresa, e mesmo tendo evitado uma colisão, o motociclista acabou sendo ofendido pelo motorista (que estava errado). Não ouvi o que foi dito, mas provocou reação imediata do motociclista, que balançou a cabeça negativamente, reprovando tal atitude. Também reprovei e vou reprovar sempre. Educação cabe em qualquer lugar. No trânsito é imprescindível!
Ação dos leitores
Os agentes públicos e políticos não podem mais prescindir da opinião pública. Tem muita gente se manifestando, via opinião dos leitores na mídia impressa e aos microfones das rádios e câmeras de emissoras de TV. Cada vez mais o leitor - e principalmente eleitor - está mostrando sua indignação e chamando a atenção daqueles que estão em cargos públicos, eletivos ou a serviço dos políticos eleitos, em confiança.
Informação clara
Apesar de dominar a linguagem e contextualizar situações, jornalistas e analistas de todos os matizes não têm mais a primazia da comunicação com os leitores. O próprio leitor, agora via blogs e outras redes sociais, como o Twitter, por exemplo, estão criando verdadeiras e amplas salas para discutir abertamente questões que lhes dizem respeito e ao seu dia a dia. Quem ignorar esse movimento, hoje, é queda na certa.
Responsabilidade
Muitos, entretanto, não se preocupam em armar o gatilho dessa perigosa arma, que é a comunicação, deixando-a pronta para atiradores despreparados e que não têm a mínima noção ética de como utilizá-la. A todo direito há um dever recíproco e na mesma proporção. É preciso estar muito atento a isso.
Abandono total
É impossível que o prefeito Silvio Félix (PDT) não consiga enxergar como Limeira está feia. Como a cidade e a zona rural estão sofrendo com o descaso do poder público, que parece estar letárgico a essa ausência. A falta de sincronismo nos semáforos é de dar pena - e muita raiva no motorista, que vê o semáforo da outra esquina abrir antes que o da esquina anterior, quando deveria ser o contrário. O asfalto esburacado (tem valeta fazendo aniversário). Isso sem contar as estradas rurais, que estão cada vez mais precárias.
Como sei disso?
Basta folhear as páginas da mídia impressa, em especial desta Gazeta, que se percebe o verdadeiro festival do abandono. Não há um dia em que não publiquemos uma denúncia, uma reclamação... Os fatos e as fotos não mentem. É a imprensa fazendo o seu papel de fiscalização, que os vereadores em sua ampla base governista deixam de lado. E quando têm oportunidade fecham os olhos e impedem aqueles que querem fiscalizar de fato, de fazê-lo.
Apenas 6 dias!!
Foi o tempo que o governo japonês gastou para reconstruir e abrir ao tráfego a estrada de Naka, na província de Ibaraki, destruída pelo terremoto do dia 11 de março naquele país. Sem querer comparar, mas já comparando... agilidade para fazer inveja às administrações públicas brasileiras, do governo federal aos estaduais, passando pelos municipais. Só para exemplificar os dois tópicos tratados acima. Que sirva de exemplo. Se é que estão preocupados com isso!
Se você quer ler
Para quem gosta de poesia e principalmente de clássicos, aqui vai uma ótima sugestão. Não é para ser lido de uma vez só, não. Aliás, poesia não se lê dessa forma, nunca. É para ser apreciado, degustado, utilizando todos os nossos sentidos. Estou falando do livro De Paulicéia Desvairada A Café (Poesias Completas) de Mário de Andrade, um dos mais ativos participantes da Semana de Arte Moderna de 1922. Um trabalho denso e para reflexão. Uma obra que não vai perder, nunca, sua contemporaneidade. Mesmo tendo sido escrita lá no início do século passado. Boa leitura!
Pergunta rápida
Qual será a próxima ação civil do Ministério Público contra o Poder Executivo de Limeira?
Eu Recomendo!
O filme que indico hoje é um dos grandes desempenhos de Elizabeth Taylor em sua carreira, que faleceu nesta semana e a quem presto homenagem. Por isso recomendo o clássico Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who’s Afraid of Virginia Woolf?, EUA - 1966). Dirigido por Mike Nichols, esse drama traz no elenco, ainda, Richard Burton, George Segal, Sandy Dennis. Conta a história de dois casais: George (Richard Burton), um professor universitário, e Martha (Elizabeth Taylor), sua esposa que é também filha do reitor. Ambos recebem no final da noite Nick (George Segal), um jovem professor, e Honey (Sandy Dennis), sua mulher. À medida que a noite avança, as confissões entre os quatro se tornam ácidas e a verdade algo cada vez mais deprimente. Drama. Duração: 129 minutos.
Frase da semana
“Ali já caiu poste e fiação de telefone e internet também. Precisa alguma autoridade cair também, para saber das dificuldades pelas quais passamos”. Valdevino Joaquim Rosa sobre a estrada rural do Lagoa Nova, que ele utiliza regularmente para chegar ao trabalho. Sexta-feira, 25, na Gazeta.
Antonio Claudio Bontorim
Ação dos leitores
Os agentes públicos e políticos não podem mais prescindir da opinião pública. Tem muita gente se manifestando, via opinião dos leitores na mídia impressa e aos microfones das rádios e câmeras de emissoras de TV. Cada vez mais o leitor - e principalmente eleitor - está mostrando sua indignação e chamando a atenção daqueles que estão em cargos públicos, eletivos ou a serviço dos políticos eleitos, em confiança.
Informação clara
Apesar de dominar a linguagem e contextualizar situações, jornalistas e analistas de todos os matizes não têm mais a primazia da comunicação com os leitores. O próprio leitor, agora via blogs e outras redes sociais, como o Twitter, por exemplo, estão criando verdadeiras e amplas salas para discutir abertamente questões que lhes dizem respeito e ao seu dia a dia. Quem ignorar esse movimento, hoje, é queda na certa.
Responsabilidade
Muitos, entretanto, não se preocupam em armar o gatilho dessa perigosa arma, que é a comunicação, deixando-a pronta para atiradores despreparados e que não têm a mínima noção ética de como utilizá-la. A todo direito há um dever recíproco e na mesma proporção. É preciso estar muito atento a isso.
Abandono total
É impossível que o prefeito Silvio Félix (PDT) não consiga enxergar como Limeira está feia. Como a cidade e a zona rural estão sofrendo com o descaso do poder público, que parece estar letárgico a essa ausência. A falta de sincronismo nos semáforos é de dar pena - e muita raiva no motorista, que vê o semáforo da outra esquina abrir antes que o da esquina anterior, quando deveria ser o contrário. O asfalto esburacado (tem valeta fazendo aniversário). Isso sem contar as estradas rurais, que estão cada vez mais precárias.
Como sei disso?
Basta folhear as páginas da mídia impressa, em especial desta Gazeta, que se percebe o verdadeiro festival do abandono. Não há um dia em que não publiquemos uma denúncia, uma reclamação... Os fatos e as fotos não mentem. É a imprensa fazendo o seu papel de fiscalização, que os vereadores em sua ampla base governista deixam de lado. E quando têm oportunidade fecham os olhos e impedem aqueles que querem fiscalizar de fato, de fazê-lo.
Apenas 6 dias!!
Foi o tempo que o governo japonês gastou para reconstruir e abrir ao tráfego a estrada de Naka, na província de Ibaraki, destruída pelo terremoto do dia 11 de março naquele país. Sem querer comparar, mas já comparando... agilidade para fazer inveja às administrações públicas brasileiras, do governo federal aos estaduais, passando pelos municipais. Só para exemplificar os dois tópicos tratados acima. Que sirva de exemplo. Se é que estão preocupados com isso!
Se você quer ler
Para quem gosta de poesia e principalmente de clássicos, aqui vai uma ótima sugestão. Não é para ser lido de uma vez só, não. Aliás, poesia não se lê dessa forma, nunca. É para ser apreciado, degustado, utilizando todos os nossos sentidos. Estou falando do livro De Paulicéia Desvairada A Café (Poesias Completas) de Mário de Andrade, um dos mais ativos participantes da Semana de Arte Moderna de 1922. Um trabalho denso e para reflexão. Uma obra que não vai perder, nunca, sua contemporaneidade. Mesmo tendo sido escrita lá no início do século passado. Boa leitura!
Pergunta rápida
Qual será a próxima ação civil do Ministério Público contra o Poder Executivo de Limeira?
Eu Recomendo!
O filme que indico hoje é um dos grandes desempenhos de Elizabeth Taylor em sua carreira, que faleceu nesta semana e a quem presto homenagem. Por isso recomendo o clássico Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who’s Afraid of Virginia Woolf?, EUA - 1966). Dirigido por Mike Nichols, esse drama traz no elenco, ainda, Richard Burton, George Segal, Sandy Dennis. Conta a história de dois casais: George (Richard Burton), um professor universitário, e Martha (Elizabeth Taylor), sua esposa que é também filha do reitor. Ambos recebem no final da noite Nick (George Segal), um jovem professor, e Honey (Sandy Dennis), sua mulher. À medida que a noite avança, as confissões entre os quatro se tornam ácidas e a verdade algo cada vez mais deprimente. Drama. Duração: 129 minutos.
Frase da semana
“Ali já caiu poste e fiação de telefone e internet também. Precisa alguma autoridade cair também, para saber das dificuldades pelas quais passamos”. Valdevino Joaquim Rosa sobre a estrada rural do Lagoa Nova, que ele utiliza regularmente para chegar ao trabalho. Sexta-feira, 25, na Gazeta.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 24 de março de 2011
Ajuda oportuna
A maior fonte de ideias e opiniões para colunistas são seus próprios leitores. Chegam diariamente através de e-mails ou telefonemas, como reclamações, desabafos, elogios, críticas (às vezes ao próprio colunista) e denúncias, que merecem investigação. Algumas são descabidas, outras, porém, são pertinentes e passíveis de investigação e, normalmente, as fazemos através de nossa equipe de repórteres. Outras são mais complexas e na maioria das vezes não deixam pistas nem documentos, em especial aquelas que envolvem propinas a agentes públicos. Mesmo assim tentamos descobrir. E quando conseguimos, com as devidas provas documentais, viram matéria e até manchetes. Por isso é muito importante essa interação. Por isso é importante a participação do leitor!
Cadê os bueiros?
Nesta semana um leitor me parou na rua para reclamar da falta de bocas-de-lobo nas ruas da cidade. Em especial aquelas com maior declive e que precisam de escoamento correto de águas pluviais. Avenida Piracicaba e Rua Ceará foram os exemplos citados por esse leitor. Esse leitor, que tem filhos morando na Rua Ceará, questiona o setor de obras e o SAAE pela falta desses bueiros e os problemas que isso provoca em dias de chuva. E pede uma resposta rápida a isso.
Lá sim! Aqui, ...
...não. O Tribunal Regional Federal instala a 2ª Vara no Juizado Especial Federal de Americana. A inauguração será amanhã, dia 25. O Juizado Especial Federal de Americana (34ª Subseção) tem jurisdição sobre 22 municípios, entre eles Limeira e possui em tramitação 17.592 processos. Julgará causas com valor até 60 salários mínimos. Há quanto tempo Limeira busca uma Vara da Justiça Federal?
Foi pela culatra
Não está repercutindo como o PR queria a expulsão do vereador Antonio Braz do Nascimento, o Piuí. O presidente do partido René Soares está tentando se explicar, mas não está conseguindo. Tudo porque apesar de cobrar independência e oposição a Piuí, René é comissionado no SAAE. Portanto está num cargo de confiança do governo Félix. Expulsar o vereador e não pedir sua cadeira na Câmara também não pegou muito bem. Foi contraditório. No mínimo.
Cuidado especial
Agora é lei. Banheiros considerados públicos, inclusive em estabelecimentos privados (???), ficam obrigados a fornecer “revestimento descartável por sistema automático de assento de vaso sanitário”. Em nome da saúde pública. Essa lei foi aprovada na Câmara e é de autoria de Almir Pedro dos Santos (PSDB). Fico pensando, imaginando até, se o jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta fosse vivo... quantos Febeapás não escreveria.
Português claro
A palavra de hoje é locupletar. Pelo dicionário Houaiss da língua portuguesa, locupletar é um verbo transitivo direto e pronominal e quer dizer: tornar (-se) rico, ou mais abastado; enriquecer. E, também, verbo transitivo direto, bitransitivo e pronominal, cujos significados são: tornar(-se) cheio; cumular, encher(-se); abarrotar(-se). Palavrinha interessante esta.
A última de hoje
Viaturas policiais estão circulando em maior número à noite, pelo centro da cidade. Constatei essa situação na terça-feira ao sair da Redação da Gazeta. Ação oportuna, que pode conter a onda de roubos e furtos a residências em Limeira. Resultado: seis foram presos no início desta semana. Por roubo, furto e receptação.
Antonio Claudio Bontorim
A maior fonte de ideias e opiniões para colunistas são seus próprios leitores. Chegam diariamente através de e-mails ou telefonemas, como reclamações, desabafos, elogios, críticas (às vezes ao próprio colunista) e denúncias, que merecem investigação. Algumas são descabidas, outras, porém, são pertinentes e passíveis de investigação e, normalmente, as fazemos através de nossa equipe de repórteres. Outras são mais complexas e na maioria das vezes não deixam pistas nem documentos, em especial aquelas que envolvem propinas a agentes públicos. Mesmo assim tentamos descobrir. E quando conseguimos, com as devidas provas documentais, viram matéria e até manchetes. Por isso é muito importante essa interação. Por isso é importante a participação do leitor!
Cadê os bueiros?
Nesta semana um leitor me parou na rua para reclamar da falta de bocas-de-lobo nas ruas da cidade. Em especial aquelas com maior declive e que precisam de escoamento correto de águas pluviais. Avenida Piracicaba e Rua Ceará foram os exemplos citados por esse leitor. Esse leitor, que tem filhos morando na Rua Ceará, questiona o setor de obras e o SAAE pela falta desses bueiros e os problemas que isso provoca em dias de chuva. E pede uma resposta rápida a isso.
Lá sim! Aqui, ...
...não. O Tribunal Regional Federal instala a 2ª Vara no Juizado Especial Federal de Americana. A inauguração será amanhã, dia 25. O Juizado Especial Federal de Americana (34ª Subseção) tem jurisdição sobre 22 municípios, entre eles Limeira e possui em tramitação 17.592 processos. Julgará causas com valor até 60 salários mínimos. Há quanto tempo Limeira busca uma Vara da Justiça Federal?
Foi pela culatra
Não está repercutindo como o PR queria a expulsão do vereador Antonio Braz do Nascimento, o Piuí. O presidente do partido René Soares está tentando se explicar, mas não está conseguindo. Tudo porque apesar de cobrar independência e oposição a Piuí, René é comissionado no SAAE. Portanto está num cargo de confiança do governo Félix. Expulsar o vereador e não pedir sua cadeira na Câmara também não pegou muito bem. Foi contraditório. No mínimo.
Cuidado especial
Agora é lei. Banheiros considerados públicos, inclusive em estabelecimentos privados (???), ficam obrigados a fornecer “revestimento descartável por sistema automático de assento de vaso sanitário”. Em nome da saúde pública. Essa lei foi aprovada na Câmara e é de autoria de Almir Pedro dos Santos (PSDB). Fico pensando, imaginando até, se o jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta fosse vivo... quantos Febeapás não escreveria.
Português claro
A palavra de hoje é locupletar. Pelo dicionário Houaiss da língua portuguesa, locupletar é um verbo transitivo direto e pronominal e quer dizer: tornar (-se) rico, ou mais abastado; enriquecer. E, também, verbo transitivo direto, bitransitivo e pronominal, cujos significados são: tornar(-se) cheio; cumular, encher(-se); abarrotar(-se). Palavrinha interessante esta.
A última de hoje
Viaturas policiais estão circulando em maior número à noite, pelo centro da cidade. Constatei essa situação na terça-feira ao sair da Redação da Gazeta. Ação oportuna, que pode conter a onda de roubos e furtos a residências em Limeira. Resultado: seis foram presos no início desta semana. Por roubo, furto e receptação.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 22 de março de 2011
Comemoração prematura
Na quinta-feira da semana passada, a Comissão de Reforma Política do Senado aprovou o fim da reeleição, ampliando os mandatos no Poder Executivo para cinco anos, do presidente da República aos prefeitos, passando pelos governadores. Apesar de ser somente o primeiro empurrão no carro de uma reforma necessária, que terá de percorrer um longo caminho pela frente, não temos ainda o que comemorar. Nada de foguetório, portanto, para que não se torne lá na frente mais um motivo de frustração. Como foi a manutenção do voto obrigatório no País, por medo “de eleger governantes por minoria expressiva”, segundo o senador mineiro, o tucano Aécio Neves. O que em minha opinião é um temor descabido, pois iriam às urnas os verdadeiros eleitores, aqueles que sentem prazer em escolher seu candidato. Os “brincalhões”, que elegem as tiriricas da vida e outros vegetais, certamente pensariam duas vezes. Esses poderiam continuar curtindo os domingos sem responsabilidade.
É preciso, na esteira desse debate, lembrar que a instituição da reeleição no Brasil, lá em 1997, foi um mero casuísmo do governo federal, para o benefício de apenas uma pessoa: o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que raciocinava mais com sua vaidade pessoal do que com sua consciência e vasta cultura social e política, que tinha. Ele praticamente impôs ao País, com um Congresso ao seus pés, sua vontade de continuar no poder. Situação que, após sua reeleição, só trouxe dissabores ao seu partido, que de 2002 para cá não conseguiu emplacar mais ninguém ao Palácio do Planalto. E, agora, esse desacerto precisa ser corrigido, garantindo-se, como está na proposta aprovada na Comissão, o direito a Dilma Rousseff concorrer em 2014, para não virar outro casuísmo. Então, só em 2018.
Isso posto, é preciso que haja um engajamento da sociedade nesse processo de recondução política desde agora, para que essa reforma não fique apenas nos gabinetes dos agentes políticos, deixando-os à vontade para decidirem o que apenas lhes interessar. Ainda há muita gente que não acredita que seja possível uma verdadeira reforma política, por que esta será feita por esses mesmos políticos, que terão de abrir mão de privilégios. Será que o farão? É preciso conclamar também os céticos à discussão, para que engrossem a pressão por uma reforma ampla e viável, como ponto de partida da moralização da vida pública nacional. Não se colhe frutos sem que se plante primeiro a semente, que precisa ser tratada com carinho até o início de sua germinação. Por isso não podemos comemorar prematuramente, pois ainda estamos selecionando essas sementes. Plantá-las será o próximo passo. O seu cultivo é uma responsabilidade da qual ninguém pode fugir.
Antonio Claudio Bontorim
É preciso, na esteira desse debate, lembrar que a instituição da reeleição no Brasil, lá em 1997, foi um mero casuísmo do governo federal, para o benefício de apenas uma pessoa: o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que raciocinava mais com sua vaidade pessoal do que com sua consciência e vasta cultura social e política, que tinha. Ele praticamente impôs ao País, com um Congresso ao seus pés, sua vontade de continuar no poder. Situação que, após sua reeleição, só trouxe dissabores ao seu partido, que de 2002 para cá não conseguiu emplacar mais ninguém ao Palácio do Planalto. E, agora, esse desacerto precisa ser corrigido, garantindo-se, como está na proposta aprovada na Comissão, o direito a Dilma Rousseff concorrer em 2014, para não virar outro casuísmo. Então, só em 2018.
Isso posto, é preciso que haja um engajamento da sociedade nesse processo de recondução política desde agora, para que essa reforma não fique apenas nos gabinetes dos agentes políticos, deixando-os à vontade para decidirem o que apenas lhes interessar. Ainda há muita gente que não acredita que seja possível uma verdadeira reforma política, por que esta será feita por esses mesmos políticos, que terão de abrir mão de privilégios. Será que o farão? É preciso conclamar também os céticos à discussão, para que engrossem a pressão por uma reforma ampla e viável, como ponto de partida da moralização da vida pública nacional. Não se colhe frutos sem que se plante primeiro a semente, que precisa ser tratada com carinho até o início de sua germinação. Por isso não podemos comemorar prematuramente, pois ainda estamos selecionando essas sementes. Plantá-las será o próximo passo. O seu cultivo é uma responsabilidade da qual ninguém pode fugir.
Antonio Claudio Bontorim
segunda-feira, 21 de março de 2011
(In)Segurança pública! Como resolver?
As constantes invasões, roubos e furtos de chácaras, condomínios e residências em Limeira estão colocando em xeque a segurança pública. Venha ela do Estado - polícias militar ou civil - ou do Município - através da Guarda Municipal. O fato é que as ocorrências estão aí, diariamente na mídia (e esta Gazeta tem sido uma prova dessa situação), sem que se vislumbre uma redução nesses índices. Pelo menos em médio prazo. Senão não seriam notícia de jornais e emissoras de rádio e TV quase diariamente. Em enquete recente no site www.gazetadelimeira.com.br, foi perguntado qual seria a solução para resolver esse enorme problema. Os internautas, atentos, apontaram, entre as opções, que o melhor caminho seria uma “ação conjunta das forças de segurança”. Parece que a população tem na cabeça uma solução, que é óbvia, porém a prevenção, que seria o mais indicado, não vem, de lugar nenhum. E tudo continua virando matéria jornalística e, em alguns casos, até manchetes do dia. A questão é complexa, mas é preciso mais que decisões de gabinetes para compreendê-la e resolvê-la. É preciso prática. Ação!
Procura-se a lei
O tema vai e volta às colunas de opinião, mas é sempre oportuno retomar sua discussão. Após deixar a redação da Gazeta percorro muitas ruas até chegar à minha casa. Não vejo, em nenhum dos trajetos que costumo fazer, uma viatura policial (de qualquer uma das forças) em circulação. As bases móveis da PM, por exemplo, às 18h deixam seus pontos e vão embora. Exemplo maior: a Praça Toledo Barros. Ai...
O sistema é falho
A crítica não é pessoal. É sempre pela melhora do sistema, que é falho. Delegados de polícia, oficiais da PM, inspetores da GM são apenas as engrenagens dessa máquina, travada na sua origem. É preciso melhorar as condições de trabalho, remunerar melhor os policiais e aumentar efetivos em todas as forças. E, infelizmente, a solução é política. E, neste caso, falta vontade política para uma solução. Ao Município e Estado.
Omissão, jamais!
Enquanto isso, a imprensa não pode se omitir. A responsabilidade cabe a todos nós, enquato profissionais e cidadãos, pois também fazemos parte disso tudo.
Assim é fácil, né?
Agências bancárias continuam abusando da paciência de seus clientes e usuários. A Febraban, federação que congrega as instituições bancárias, vive recorrendo contra leis municipais, que beneficiam a segurança da população, porém não agem contra abusos de agências, que insistem em barrar pessoas, porque a porta giratória não permite que entrem. Acusam metais. Inclusive pessoas portadoras de marca-passo sofrem com essa discriminação. Na semana passada, uma cliente da Caixa Federal da esquina do McDonalds foi barrada, mesmo após ter se livrado de todos os possíveis objetos de metal. Só porque sua calça jeans tinha zíper de metal na perna e sua calcinha (como ela própria afirmou) tinha uma pequena argola de metal como detalhe. Segurança, sim! Bom senso, entretanto, é fundamental.
Será que agora...
...vai. O empresário Roberto Martins foi visto na sexta-feira no Vô Lucato, assistindo ao jogo e muito interessado pela Winner. Sinal que Martins pode, sim, ser um dos candidatos a prefeito em 2012. Afinal há várias eleições o nome do empresário vem sendo lembrado, porém sem nada de concreto. Desta vez...
Pedir não custa
Gostaria que a vereadora Nilce Segalla (PTB) fosse tão eficiente nas investigações da CPI da Merenda, quando ela tem sido como delegada frente à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que desde que assumiu como titular, tem realizado um trabalho que só merece elogios, solucionando alguns casos até então emperrados. Ela sabe, como ninguém, investigar um caso policial. Precisa, agora, fazer o mesmo com esse imbróglio político.
Estatística legal
Se ninguém percebeu ainda, vale o registro. Após a proibição de motocicletas estacionarem próximas às agências bancárias caiu consideravelmente o número de crimes conhecidos como “saidinha bancária”. Basta ver as matérias policiais publicadas na imprensa local. Parece-me que a medida está tendo bons resultados!
Se você quer ler
O livro é de 1993, mas continua atual. E foi um dos que influenciaram minha formação como jornalista opinativo, no sentido de não acreditar em tudo o que a própria imprensa mostra sobre personagens de vida pública. Trata-se de Jornalismo de In(ve)stigação O Caso Quércia, do jornalista Sérgio Buarque de Gusmão. Trata da cobertura que os órgãos de imprensa davam e deram a Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista, que morreu no ano passado. A mesma cobertura que Folha, Estadão, Globo, Veja, entre outras, deram à candidatura Dilma Rousseff (PT), na campanha eleitoral de 2010. Não é para se acreditar tudo em que se lê, mas ele dá uma exata dimensão de como a chamada grande imprensa trata alguns iguais de formas diferentes. É um excelente aprendizado. E uma boa leitura.
Pergunta rápida
E agora, o PR vai pedir a vaga de Piuí na Câmara, após expulsá-lo do partido por infidelidade partidária?
Eu Recomendo!
Vou sugerir, hoje, como filme para o fim de semana, um longa de animação. Trata-se de A Fantástica História da Pizza (Toto Sapore e la Magica Storia Della Pizza – Itália, 2003). Ele conta a história de Toto Sapore, um jovem contador de histórias com o sonho de se tornar um grande cozinheiro. Ao fazer amizade com Pulcinella, ela lhe dá de presente quatro panelas velhas e mágicas, que transformam qualquer alimento em maravilhosas e apetitosas comidas. Enquanto isso, uma guerra entre os reinos da França e de Nápoles está prestes a estourar. Quando os exércitos de ambos os reinos estão prontos para a batalha, Toto Sapore junta alguns ingredientes, e com habilidade de um grande cozinheiro cria um novo prato, a pizza. A direção é de Maurizio Forestieri. Duração 78 minutos. Mais informações: http://www.totosapore.it
Frase da semana
“Estou no meu direito de cidadão e não estou inconveniente”. José Augusto Corrêa, o Gu Tigers, ao defender seu protesto silencioso no auditório do Plenário da Câmara, antes de deixar o local, onde compareceu vestido de imperador César e carregando uma pizza nas mãos. Quarta-feira, 16. Na Gazeta.
Antonio Claudio Bontorim
Procura-se a lei
O tema vai e volta às colunas de opinião, mas é sempre oportuno retomar sua discussão. Após deixar a redação da Gazeta percorro muitas ruas até chegar à minha casa. Não vejo, em nenhum dos trajetos que costumo fazer, uma viatura policial (de qualquer uma das forças) em circulação. As bases móveis da PM, por exemplo, às 18h deixam seus pontos e vão embora. Exemplo maior: a Praça Toledo Barros. Ai...
O sistema é falho
A crítica não é pessoal. É sempre pela melhora do sistema, que é falho. Delegados de polícia, oficiais da PM, inspetores da GM são apenas as engrenagens dessa máquina, travada na sua origem. É preciso melhorar as condições de trabalho, remunerar melhor os policiais e aumentar efetivos em todas as forças. E, infelizmente, a solução é política. E, neste caso, falta vontade política para uma solução. Ao Município e Estado.
Omissão, jamais!
Enquanto isso, a imprensa não pode se omitir. A responsabilidade cabe a todos nós, enquato profissionais e cidadãos, pois também fazemos parte disso tudo.
Assim é fácil, né?
Agências bancárias continuam abusando da paciência de seus clientes e usuários. A Febraban, federação que congrega as instituições bancárias, vive recorrendo contra leis municipais, que beneficiam a segurança da população, porém não agem contra abusos de agências, que insistem em barrar pessoas, porque a porta giratória não permite que entrem. Acusam metais. Inclusive pessoas portadoras de marca-passo sofrem com essa discriminação. Na semana passada, uma cliente da Caixa Federal da esquina do McDonalds foi barrada, mesmo após ter se livrado de todos os possíveis objetos de metal. Só porque sua calça jeans tinha zíper de metal na perna e sua calcinha (como ela própria afirmou) tinha uma pequena argola de metal como detalhe. Segurança, sim! Bom senso, entretanto, é fundamental.
Será que agora...
...vai. O empresário Roberto Martins foi visto na sexta-feira no Vô Lucato, assistindo ao jogo e muito interessado pela Winner. Sinal que Martins pode, sim, ser um dos candidatos a prefeito em 2012. Afinal há várias eleições o nome do empresário vem sendo lembrado, porém sem nada de concreto. Desta vez...
Pedir não custa
Gostaria que a vereadora Nilce Segalla (PTB) fosse tão eficiente nas investigações da CPI da Merenda, quando ela tem sido como delegada frente à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que desde que assumiu como titular, tem realizado um trabalho que só merece elogios, solucionando alguns casos até então emperrados. Ela sabe, como ninguém, investigar um caso policial. Precisa, agora, fazer o mesmo com esse imbróglio político.
Estatística legal
Se ninguém percebeu ainda, vale o registro. Após a proibição de motocicletas estacionarem próximas às agências bancárias caiu consideravelmente o número de crimes conhecidos como “saidinha bancária”. Basta ver as matérias policiais publicadas na imprensa local. Parece-me que a medida está tendo bons resultados!
Se você quer ler
O livro é de 1993, mas continua atual. E foi um dos que influenciaram minha formação como jornalista opinativo, no sentido de não acreditar em tudo o que a própria imprensa mostra sobre personagens de vida pública. Trata-se de Jornalismo de In(ve)stigação O Caso Quércia, do jornalista Sérgio Buarque de Gusmão. Trata da cobertura que os órgãos de imprensa davam e deram a Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista, que morreu no ano passado. A mesma cobertura que Folha, Estadão, Globo, Veja, entre outras, deram à candidatura Dilma Rousseff (PT), na campanha eleitoral de 2010. Não é para se acreditar tudo em que se lê, mas ele dá uma exata dimensão de como a chamada grande imprensa trata alguns iguais de formas diferentes. É um excelente aprendizado. E uma boa leitura.
Pergunta rápida
E agora, o PR vai pedir a vaga de Piuí na Câmara, após expulsá-lo do partido por infidelidade partidária?
Eu Recomendo!
Vou sugerir, hoje, como filme para o fim de semana, um longa de animação. Trata-se de A Fantástica História da Pizza (Toto Sapore e la Magica Storia Della Pizza – Itália, 2003). Ele conta a história de Toto Sapore, um jovem contador de histórias com o sonho de se tornar um grande cozinheiro. Ao fazer amizade com Pulcinella, ela lhe dá de presente quatro panelas velhas e mágicas, que transformam qualquer alimento em maravilhosas e apetitosas comidas. Enquanto isso, uma guerra entre os reinos da França e de Nápoles está prestes a estourar. Quando os exércitos de ambos os reinos estão prontos para a batalha, Toto Sapore junta alguns ingredientes, e com habilidade de um grande cozinheiro cria um novo prato, a pizza. A direção é de Maurizio Forestieri. Duração 78 minutos. Mais informações: http://www.totosapore.it
Frase da semana
“Estou no meu direito de cidadão e não estou inconveniente”. José Augusto Corrêa, o Gu Tigers, ao defender seu protesto silencioso no auditório do Plenário da Câmara, antes de deixar o local, onde compareceu vestido de imperador César e carregando uma pizza nas mãos. Quarta-feira, 16. Na Gazeta.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 17 de março de 2011
Triste abandono
Por força da necessidade, ontem pela manhã tive que fazer alguns trajetos diferentes do quais estou acostumado. Que surpresa desagradável ao circular por algumas rotatórias e áreas públicas do município. Mato algo, sujeira e buracos. Muitos buracos. Aliás, tema recorrente em matérias diárias nesta Gazeta. Falta total de respeito com o cidadão, que paga os seus impostos e quer ver o poder público honrando seus compromissos. Tudo muito longe de acontecer por aqui.
E por falar em...
...poder público, os arroubos de descontentamento do prefeito Sílvio Félix (PDT), afirmando que “cabeças poderão rolar”, caso os problemas no anel viário não sejam solucionados em dois dias, é puro jogo de cena. Desde que começaram esses problemas - consequências de obras mal feitas - a Prefeitura precisaria comprar muita guilhotina para atender Félix. Maria Antonieta, lá da França de Luiz XVI, deve estar procurando a sua cabeça até agora. Menos, menos!
Assim é demais!
Vem do secretário de Obras uma nova pérola para os anais da política limeirense. “Está chovendo muito, não tinha como prever”, arriscou-se Celso José Gonçalves ao tentar explicar os problemas no próprio anel viário. Engraçado, como se não fosse previsível essa aguaceira toda, nos três primeiros meses do ano - janeiro, fevereiro e março - tradicionais por índices pluviométricos elevados. A população, que é quem sofre com tudo isso, não merece tamanho escárnio, vindo de agentes públicos de primeiro escalão. Depois, nós jornalistas, é que somos intransigentes e só sabemos criticar. Chega uma hora em que a paciência esgota. Como agora!
Lembrando Tom
Já cantou em prosa e verso, o poeta, músico e compositor Tom Jobim, sobre as águas de março: “É pau, é pedra, é o fim do caminho. É um resto de toco, é um pouco sozinho. É um caco de vidro, é a vida, é o sol. É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol... são as águas de março, fechando o verão”.
Longa-metragem
A CPI da Merenda, na Câmara Municipal, está em momento de filme de horror e mistério. Está no ritmo do clássico estrelado por Anthony Hopkins e Jodie Foster, “O Silêncio dos Inocentes”. O eleitor deve interpretar como melhor lhe convier. Ontem falaram os ex-vereadores José Carlos Pinto (PT) e Carlos Gomes Ferraresi (PDT) e o vereador afastado César Cortez (PV). A oitiva, que começou às 10h30, terminou por volta de 17h30.
Português claro
Para não perder o pique, hoje vou tratar de uma palavrinha muito falada nestes últimos dias. Trata-se de escândalo, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, um substantivo masculino. Escândalo significa: fato ou acontecimento que contraria e ofende sentimentos, crenças ou convenções morais, sociais ou religiosas estabelecidas; indignação, perplexidade ou sentimento de revolta provocados por ato que viola convenções morais e regras de decoro; aquilo que pode levar a erro, a mau procedimento ou a pecado; ato que envolve desordem, tumulto, quebra de uma ordem estabelecida; fato revoltante, inaceitável pela consciência civilizada. Fácil de entender, não é mesmo?
A última de hoje
A sensação, na Câmara Municipal, ontem, foi o Gu Tigers, editor do Diário Tigers, vestido de imperador romano e segurando uma pizza nas mãos. Foi retirado do plenário, numa mostra de como funciona a democracia na chamada “casa do povo”. Nota 10 ao Gu, pela coragem. E quem ordenou sua retirada nem zero merece!
Antonio Claudio Bontorim
Por força da necessidade, ontem pela manhã tive que fazer alguns trajetos diferentes do quais estou acostumado. Que surpresa desagradável ao circular por algumas rotatórias e áreas públicas do município. Mato algo, sujeira e buracos. Muitos buracos. Aliás, tema recorrente em matérias diárias nesta Gazeta. Falta total de respeito com o cidadão, que paga os seus impostos e quer ver o poder público honrando seus compromissos. Tudo muito longe de acontecer por aqui.
E por falar em...
...poder público, os arroubos de descontentamento do prefeito Sílvio Félix (PDT), afirmando que “cabeças poderão rolar”, caso os problemas no anel viário não sejam solucionados em dois dias, é puro jogo de cena. Desde que começaram esses problemas - consequências de obras mal feitas - a Prefeitura precisaria comprar muita guilhotina para atender Félix. Maria Antonieta, lá da França de Luiz XVI, deve estar procurando a sua cabeça até agora. Menos, menos!
Assim é demais!
Vem do secretário de Obras uma nova pérola para os anais da política limeirense. “Está chovendo muito, não tinha como prever”, arriscou-se Celso José Gonçalves ao tentar explicar os problemas no próprio anel viário. Engraçado, como se não fosse previsível essa aguaceira toda, nos três primeiros meses do ano - janeiro, fevereiro e março - tradicionais por índices pluviométricos elevados. A população, que é quem sofre com tudo isso, não merece tamanho escárnio, vindo de agentes públicos de primeiro escalão. Depois, nós jornalistas, é que somos intransigentes e só sabemos criticar. Chega uma hora em que a paciência esgota. Como agora!
Lembrando Tom
Já cantou em prosa e verso, o poeta, músico e compositor Tom Jobim, sobre as águas de março: “É pau, é pedra, é o fim do caminho. É um resto de toco, é um pouco sozinho. É um caco de vidro, é a vida, é o sol. É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol... são as águas de março, fechando o verão”.
Longa-metragem
A CPI da Merenda, na Câmara Municipal, está em momento de filme de horror e mistério. Está no ritmo do clássico estrelado por Anthony Hopkins e Jodie Foster, “O Silêncio dos Inocentes”. O eleitor deve interpretar como melhor lhe convier. Ontem falaram os ex-vereadores José Carlos Pinto (PT) e Carlos Gomes Ferraresi (PDT) e o vereador afastado César Cortez (PV). A oitiva, que começou às 10h30, terminou por volta de 17h30.
Português claro
Para não perder o pique, hoje vou tratar de uma palavrinha muito falada nestes últimos dias. Trata-se de escândalo, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, um substantivo masculino. Escândalo significa: fato ou acontecimento que contraria e ofende sentimentos, crenças ou convenções morais, sociais ou religiosas estabelecidas; indignação, perplexidade ou sentimento de revolta provocados por ato que viola convenções morais e regras de decoro; aquilo que pode levar a erro, a mau procedimento ou a pecado; ato que envolve desordem, tumulto, quebra de uma ordem estabelecida; fato revoltante, inaceitável pela consciência civilizada. Fácil de entender, não é mesmo?
A última de hoje
A sensação, na Câmara Municipal, ontem, foi o Gu Tigers, editor do Diário Tigers, vestido de imperador romano e segurando uma pizza nas mãos. Foi retirado do plenário, numa mostra de como funciona a democracia na chamada “casa do povo”. Nota 10 ao Gu, pela coragem. E quem ordenou sua retirada nem zero merece!
Antonio Claudio Bontorim
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