Eleitorado adolescente aumenta 29% em 4 anos. Manchete da edição de domingo desta Gazeta, que a mostra, talvez, uma nova relação dos jovens com a política em Limeira. Os números, entidades frias e reveladoras das verdades mais duras, podem não ser expressivos do ponto de vista quantitativo. Revelam, porém, uma realidade que pode ser mudada a qualquer momento e uma maturação de todo esse processo no País, com um interesse crescente da juventude pelas coisas da política, enquanto sua definição aristotélica (do filósofo grego Aristóteles) como a ‘arte de bem governar os povos’.
Se o porcentual é considerável e os números nem tanto (passou de 1.963 títulos, em 2006, para 2.541, neste ano), é justamente sobre esse crescimento que devemos refletir. E isso é bom à medida que mais e mais jovens venham a se interessar de fato pela política. Ai incluindo também a partidária, que é de onde vem a pressuposição de que uma nova atitude pode se nos apresentar e de fato represente uma mudança nos costumes. No modo de ver, de produzir e apreciar essa “arte”, que os antigos filósofos nos deixaram bem definidas, mas hoje rebaixada às profundezas da vilania. Das quadrilhas que tomaram conta do poder, e que nele se sustentam ou deixam herdeiros pelo próprio desinteresse - ou comodidade - daqueles que deveriam estar lutando na trincheira da ética.
É utópico, entretanto, pensar num redirecionamento imediato dessa postura, enraizada há décadas num solo tão fértil. É possível, porém, sonhar que isso se torne viável a partir de indicativos, que nos restabeleçam a esperança num futuro mais promissor. E menos promíscuo.
E se aliado a campanhas de conscientização e busca por novas propostas, como a “Valorize o que é nosso. Valorize Limeira” (http://www.valorizelimeira.com.br/) levadas a efeito por esta Gazeta, com apoio da iniciativa privada, através da Engep, os horizontes podem ser mais largos e o túnel bem mais propenso à luz. É uma velha lição, mas que nunca aprendemos: justamente darmos o devido valor àquilo que está ao nosso alcance, esquecendo definitivamente que a galinha do vizinho é sempre mais gorda! Principalmente porque podemos engordar a nossa também. Pensar nisso já faz uma grande diferença.
Importante, também, nessa marcha, é reforçar nesse jovem uma participação efetiva, mostrando-lhe que ele tem em seu poder a ferramenta fundamental para tal transformação, que é a sua consciência. A verdade é que às vezes falta o estímulo necessário ao engajamento. Situação que pode estar mudando. E a mídia tem contribuído para esse despertar, como lembrou ontem meu filho André, de 15 anos, enquanto eu escrevia este artigo. Cada vez que mostram um político qualquer, pilhado na mentira, em situações cômicas, aguça essa consciência. Os programas cômico-jornalísticos das TVs são um bom exemplo disso. Ele tem razão!
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 29 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Valeu a cobrança
Ontem vi placa indicativa de obras de recapeamento asfáltico na Rua Santa Cruz, logo no início da Avenida Santa Bárbara, na esquina da ETEC Trajano. A placa indicava data e horário das obras. E para minha surpresa, lá estavam os dias 26 e 27 (sábado e domingo) e os respectivos horários das obras. Tudo é uma questão de adaptação e coerência. Tanto de quem faz como de quem autoriza os serviços.
Por que insistir??
É que na edição do último sábado, neste espaço, critiquei duramente as obras na Senador Vergueiro, no Centro Acima, em horário comercial. E chamei a atenção para a reincidência no erro cometido tantas vezes. Alguém deve ter lido e ouvido (principalmente) as reclamações dos comerciantes e da população, que foram prejudicados de forma tão cruel com a interrupção do trânsito num longo trecho da rua e com o caos provocado pelo congestionamento de veículos, que não sabiam que direção tomar. Pelo menos agora as placas de aviso foram colocadas com antecedência, indicando os dias e horários. Assim fica mais fácil!
Política, sempre
Em período eleitoral não dá para não falar dela. Está em todos os lugares, visível e muito discutida. Vira paixão nacional - não como o futebol, é claro e principalmente em ano de Copa do Mundo - e prato preferido de jornalistas especializados, analistas, comentaristas e todos os formadores de opinião. E através dela é que alguns já estão soprando (e o vento parece forte), que o senador paranaense tucano, Álvaro Dias, será o vice na chapa do também tucano José Serra.
É puro-sangue!!
Porém não é sangue puro. Espero que ninguém se lembre de sanguessuga... Seria a chapa idealizada pelos cardeais emplumados, porém com outro nome na segunda fileira. O do ex-governador mineiro, outro tucano de bico forte, Aécio Neves. Como diz aquele velho ditado, “quem não tem Neves, caça com Dias”.
E sempre que...
...preciso for abrirei este espaço para criticar a falta de educação de muitos motoristas. É recorrente, mas necessário. Ainda na quinta-feira, entre 15h e 15h30, notei um veículo estacionando numa vaga onde se lia “Idoso” pintado no solo. Como estava parado no semáforo, pude observar que ao abrir a porta, eis que sai de seu interior um jovem. Apenas ele. Trancou as portas do veículo e foi fazer seus negócios. Como que tudo aquilo fosse normal e nenhuma infração estava sendo cometida. Infelizmente é assim que agem tais pessoas. Puro egoísmo de quem acha que a juventude é eterna e nunca vai precisar da compreensão dos mais jovens.
Um triste drama
Culpar a ingestão de remédios controlados por desvios de conduta, ações violentas ou até tentativas - ou consumação - de homicídios tem sido uma desculpa boa para advogados - ou familiares - livrarem agressores da prisão. Longe de duvidar ou zombar do drama dessas famílias, é preciso entender o motivo que leva uma pessoa jovem a fazer uso de remédio controlado. E, depois, ingerir bebida alcoólica. Não se pode é fazer disso uma rotina. Ver reportagem desta Gazeta, ontem, sobre a história de um professor de artes marciais, que agrediu um grupo de jovens sem motivos aparentes, tido pela própria família como violento e usuário desses medicamentos. Não se pode confundir nenhum tratamento com licença para agredir. Ou como desculpa para a impunidade.
Frase da Semana
“A nossa defesa marcou muito bem, conseguiu neutralizar o Cristiano Ronaldo. Com todo respeito, acho uma vergonha ele ser eleito o melhor em campo”. Do zagueiro brasileiro Lúcio, sobre a escolha de Cristiano Ronaldo, de Portugal, como o melhor em campo ontem. No UOL Notícias da Copa do Mundo, ontem, após Portugal 0x0 Brasil.
Antonio Claudio Bontorim
Ontem vi placa indicativa de obras de recapeamento asfáltico na Rua Santa Cruz, logo no início da Avenida Santa Bárbara, na esquina da ETEC Trajano. A placa indicava data e horário das obras. E para minha surpresa, lá estavam os dias 26 e 27 (sábado e domingo) e os respectivos horários das obras. Tudo é uma questão de adaptação e coerência. Tanto de quem faz como de quem autoriza os serviços.
Por que insistir??
É que na edição do último sábado, neste espaço, critiquei duramente as obras na Senador Vergueiro, no Centro Acima, em horário comercial. E chamei a atenção para a reincidência no erro cometido tantas vezes. Alguém deve ter lido e ouvido (principalmente) as reclamações dos comerciantes e da população, que foram prejudicados de forma tão cruel com a interrupção do trânsito num longo trecho da rua e com o caos provocado pelo congestionamento de veículos, que não sabiam que direção tomar. Pelo menos agora as placas de aviso foram colocadas com antecedência, indicando os dias e horários. Assim fica mais fácil!
Política, sempre
Em período eleitoral não dá para não falar dela. Está em todos os lugares, visível e muito discutida. Vira paixão nacional - não como o futebol, é claro e principalmente em ano de Copa do Mundo - e prato preferido de jornalistas especializados, analistas, comentaristas e todos os formadores de opinião. E através dela é que alguns já estão soprando (e o vento parece forte), que o senador paranaense tucano, Álvaro Dias, será o vice na chapa do também tucano José Serra.
É puro-sangue!!
Porém não é sangue puro. Espero que ninguém se lembre de sanguessuga... Seria a chapa idealizada pelos cardeais emplumados, porém com outro nome na segunda fileira. O do ex-governador mineiro, outro tucano de bico forte, Aécio Neves. Como diz aquele velho ditado, “quem não tem Neves, caça com Dias”.
E sempre que...
...preciso for abrirei este espaço para criticar a falta de educação de muitos motoristas. É recorrente, mas necessário. Ainda na quinta-feira, entre 15h e 15h30, notei um veículo estacionando numa vaga onde se lia “Idoso” pintado no solo. Como estava parado no semáforo, pude observar que ao abrir a porta, eis que sai de seu interior um jovem. Apenas ele. Trancou as portas do veículo e foi fazer seus negócios. Como que tudo aquilo fosse normal e nenhuma infração estava sendo cometida. Infelizmente é assim que agem tais pessoas. Puro egoísmo de quem acha que a juventude é eterna e nunca vai precisar da compreensão dos mais jovens.
Um triste drama
Culpar a ingestão de remédios controlados por desvios de conduta, ações violentas ou até tentativas - ou consumação - de homicídios tem sido uma desculpa boa para advogados - ou familiares - livrarem agressores da prisão. Longe de duvidar ou zombar do drama dessas famílias, é preciso entender o motivo que leva uma pessoa jovem a fazer uso de remédio controlado. E, depois, ingerir bebida alcoólica. Não se pode é fazer disso uma rotina. Ver reportagem desta Gazeta, ontem, sobre a história de um professor de artes marciais, que agrediu um grupo de jovens sem motivos aparentes, tido pela própria família como violento e usuário desses medicamentos. Não se pode confundir nenhum tratamento com licença para agredir. Ou como desculpa para a impunidade.
Frase da Semana
“A nossa defesa marcou muito bem, conseguiu neutralizar o Cristiano Ronaldo. Com todo respeito, acho uma vergonha ele ser eleito o melhor em campo”. Do zagueiro brasileiro Lúcio, sobre a escolha de Cristiano Ronaldo, de Portugal, como o melhor em campo ontem. No UOL Notícias da Copa do Mundo, ontem, após Portugal 0x0 Brasil.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Sim ou não? Ou...
...ninguém de fato sabe se pode ou não pode. Na dúvida, então, é melhor pecar pelo excesso do que pela omissão. A verdade é que a decisão da Câmara em suspender as transmissões, pela rádio, das sessões ordinárias a partir do dia 1.o de julho ainda causa polêmica. Muita polêmica! Muitos são contra a suspensão. A decisão, porém, já foi tomada. A Rádio Educadora AM, volta a transmitir após o dia 3 de outubro, primeiro turno das eleições - quase gerais - de 2010.
Web e os bairros
Outra decisão foi a suspensão, também, das transmissões via internet e do projeto Câmara Itinerante, que uma vez por mês realizava uma “sessão” nos bairros de Limeira. O presidente da Casa, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), que é candidato a deputado federal, mesmo com a contrariedade de alguns vereadores achou por bem promover essas suspensões, que segundo ele “podem trazer problemas com a Lei Eleitoral. Se houver alguma manifestação de apoio de vereadores para algum candidato, a Câmara e a Rádio Educadora ficam passíveis de multa e outras sanções”, afirmou. Gazeta trouxe matéria na terça-feira, dia 22, sobre o tema.
O que diz a Lei
Na Minuta de instrução do calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mês de Julho traz os prazos para veiculação da propaganda eleitoral em alguns itens. O segundo item, no dia “1.o de julho” traz a seguinte redação: “Data a partir da qual não será veiculada a propaganda partidária gratuita prevista na Lei nº 9.096/95, nem será permitido nenhum tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão (Lei nº 9.504/97, art.36, § 2º)”. E, no seu item 3, lista uma série de 6 proibições na mídia eletrônica. E por aí afora! A sua interpretação, às vezes é dúbia, é que dá margem às dúvidas. O que não exime de polêmica a decisão da Câmara Municipal de Limeira.
Ainda as urnas
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI)/Ibope, divulgada ontem à tarde no estadão.com.br, mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff já à frente de José Serra, do PSDB: 40% a 35%. Portanto, já fora da margem de erro. E em simulação para o segundo turno, Dilma também bate Serra, por 45% a 38%. A candidata petista lidera também na espontânea, que aponta o presidente Lula em segundo lugar: Dilma, 22%; Lula, 20% e Serra,16%.
Português claro
Meu pequeno dicionários de palavras práticas continua aumentando. Começou com Capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo e improbidade. Hoje será a vez da palavra honesto, que segundo o novo dicionário da língua portuguesa Houaiss é um adjetivo. E com muitos significados. Então vamos a eles. Honesto: que procede ou se enquadra rigorosamente dentro das regras de uma ética socialmente aceita; que tem ou revela dignidade ou elevação de caráter; honrado, digno; em que há seriedade; consciencioso; que se encontra na média; satisfatório, conveniente, razoável; que tem comportamento moralmente irrepreensível (falando de mulher); casto, pudico.
Eu Recomendo!
Nesta semana, uma indicação política. O filme é A Conspiração (The Contender), produção americana de 2000, com direção de Rod Lurie e duração de 125 minutos. Trata-se de um drama, que tem no elenco, entre outros, Gary Oldman, Jeff Bridges, Sam Elliott, Christian Slater, William L. Petersen, Kathryn Morris e Joan Allen e mostra quando o vice-presidente dos Estados Unidos morre repentinamente, uma senadora é escolhida pelo presidente para ocupar seu lugar. Criticada pelas oposições de ambos os partidos americanos, ela precisa provar que tem força política o bastante para assumir as responsabilidades do cargo que está assumindo. Porém, durante o processo de confirmação de seu nome como vice-presidente, um congressista desenterra antigas informações sobre sua vida pessoal, criando um escândalo.
Antonio Claudio Bontorim
...ninguém de fato sabe se pode ou não pode. Na dúvida, então, é melhor pecar pelo excesso do que pela omissão. A verdade é que a decisão da Câmara em suspender as transmissões, pela rádio, das sessões ordinárias a partir do dia 1.o de julho ainda causa polêmica. Muita polêmica! Muitos são contra a suspensão. A decisão, porém, já foi tomada. A Rádio Educadora AM, volta a transmitir após o dia 3 de outubro, primeiro turno das eleições - quase gerais - de 2010.
Web e os bairros
Outra decisão foi a suspensão, também, das transmissões via internet e do projeto Câmara Itinerante, que uma vez por mês realizava uma “sessão” nos bairros de Limeira. O presidente da Casa, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), que é candidato a deputado federal, mesmo com a contrariedade de alguns vereadores achou por bem promover essas suspensões, que segundo ele “podem trazer problemas com a Lei Eleitoral. Se houver alguma manifestação de apoio de vereadores para algum candidato, a Câmara e a Rádio Educadora ficam passíveis de multa e outras sanções”, afirmou. Gazeta trouxe matéria na terça-feira, dia 22, sobre o tema.
O que diz a Lei
Na Minuta de instrução do calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mês de Julho traz os prazos para veiculação da propaganda eleitoral em alguns itens. O segundo item, no dia “1.o de julho” traz a seguinte redação: “Data a partir da qual não será veiculada a propaganda partidária gratuita prevista na Lei nº 9.096/95, nem será permitido nenhum tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão (Lei nº 9.504/97, art.36, § 2º)”. E, no seu item 3, lista uma série de 6 proibições na mídia eletrônica. E por aí afora! A sua interpretação, às vezes é dúbia, é que dá margem às dúvidas. O que não exime de polêmica a decisão da Câmara Municipal de Limeira.
Ainda as urnas
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI)/Ibope, divulgada ontem à tarde no estadão.com.br, mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff já à frente de José Serra, do PSDB: 40% a 35%. Portanto, já fora da margem de erro. E em simulação para o segundo turno, Dilma também bate Serra, por 45% a 38%. A candidata petista lidera também na espontânea, que aponta o presidente Lula em segundo lugar: Dilma, 22%; Lula, 20% e Serra,16%.
Português claro
Meu pequeno dicionários de palavras práticas continua aumentando. Começou com Capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo e improbidade. Hoje será a vez da palavra honesto, que segundo o novo dicionário da língua portuguesa Houaiss é um adjetivo. E com muitos significados. Então vamos a eles. Honesto: que procede ou se enquadra rigorosamente dentro das regras de uma ética socialmente aceita; que tem ou revela dignidade ou elevação de caráter; honrado, digno; em que há seriedade; consciencioso; que se encontra na média; satisfatório, conveniente, razoável; que tem comportamento moralmente irrepreensível (falando de mulher); casto, pudico.
Eu Recomendo!
Nesta semana, uma indicação política. O filme é A Conspiração (The Contender), produção americana de 2000, com direção de Rod Lurie e duração de 125 minutos. Trata-se de um drama, que tem no elenco, entre outros, Gary Oldman, Jeff Bridges, Sam Elliott, Christian Slater, William L. Petersen, Kathryn Morris e Joan Allen e mostra quando o vice-presidente dos Estados Unidos morre repentinamente, uma senadora é escolhida pelo presidente para ocupar seu lugar. Criticada pelas oposições de ambos os partidos americanos, ela precisa provar que tem força política o bastante para assumir as responsabilidades do cargo que está assumindo. Porém, durante o processo de confirmação de seu nome como vice-presidente, um congressista desenterra antigas informações sobre sua vida pessoal, criando um escândalo.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 22 de junho de 2010
O lixo nosso de cada dia
A enquete no site da Gazeta (www.gazetadelimeira. com.br), cujo prazo para participação dos internautas termina hoje, diz respeito a uma realidade bastante frequente em Limeira e que pode estar mudando. Pelo menos se espera por isso, se houver boa aplicação dos dispositivos legais e a devida colaboração dos limeirenses. No embalo de um “pacotão de leis” regulamentado na última sexta-feira pelo prefeito Silvio Félix (PDT) e devidamente publicado no Jornal Oficial do Município, apareceu uma em especial, a de número 4.365 (de abril de 2009), de autoria do vereador pedetista Carlinhos Silva, que estipula penalidades para quem, inadvertidamente, jogar lixo nas ruas, praças, avenidas, entre outros logradouros públicos, até mesmo com multa, que pode chegar a R$ 164,00.
O debate sobre o tema, além de bastante pertinente - e que resultou na enquete aberta no sábado - traz à tona um hábito bastante conhecido da maioria dos cidadãos, que é o de amassar e jogar papéis, lançar bitucas ou maços vazios de cigarros ou os já discutidos folhetos de propaganda nas ruas, calçadas ou praças. Hábito este gerado por desconhecimento de algumas regras básicas da boa convivência, que costumo chamar de pura falta de educação, arraigada em certos costumes populares. O curioso, conforme mostrou a reportagem da jornalista Renata Reis, é que as pessoas sabem que estão erradas, quais medidas poderiam - e deveriam - tomar, porém insistem no ato, chamado por alguns de “automático”, como citou uma dona de casa entrevistada para a produção da matéria.
Ato automático, que se somado a muitos outros milhares de “atos automáticos” produzem uma imensa quantia de lixo, que acaba parando nos bueiros. Basta chover forte e seguidamente, que todo esse material vai acabar gerando entupimento em bocas de lobo e, como consequência, alagamentos nas baixadas da cidade, que é para onde confluem todas as galerias de águas pluviais. Muitas vezes - e já eu presenciei cenas dessa natureza, chamando inclusive a atenção de alguns “sugismundos” - a pessoa está com papel na mão, ao lado de uma lixeira, mas insiste em jogá-lo no chão. Onde quer que esteja. É comum, infelizmente, ver esse tipo de atitude até em crianças, que praticam a mesma ação sem serem educadas para usar essas lixeiras. Além disso, tem aquele lojista, que gosta de emporcalhar a frente de sua loja com quantidade exorbitante de papéis picados, como se aquilo fosse chamar a atenção dos consumidores.
Ou como bem lembrou outro entrevistado e frequentador da Praça Toledo Barros, também citado pela jornalista, “a maioria das pessoas só respeita quando sabe que pode ser punida”. Não deveria ser assim. Mas se para manter a cidade limpa é necessário multar aqueles que a sujam, que assim seja. Se for difícil estender o braço até a boca de uma lixeira para descartar um papel de bala, talvez seja mais fácil enfiar a mão no bolso e puxar algumas cédulas e pagar pela própria falta de educação.
Antonio Claudio Bontorim
O debate sobre o tema, além de bastante pertinente - e que resultou na enquete aberta no sábado - traz à tona um hábito bastante conhecido da maioria dos cidadãos, que é o de amassar e jogar papéis, lançar bitucas ou maços vazios de cigarros ou os já discutidos folhetos de propaganda nas ruas, calçadas ou praças. Hábito este gerado por desconhecimento de algumas regras básicas da boa convivência, que costumo chamar de pura falta de educação, arraigada em certos costumes populares. O curioso, conforme mostrou a reportagem da jornalista Renata Reis, é que as pessoas sabem que estão erradas, quais medidas poderiam - e deveriam - tomar, porém insistem no ato, chamado por alguns de “automático”, como citou uma dona de casa entrevistada para a produção da matéria.
Ato automático, que se somado a muitos outros milhares de “atos automáticos” produzem uma imensa quantia de lixo, que acaba parando nos bueiros. Basta chover forte e seguidamente, que todo esse material vai acabar gerando entupimento em bocas de lobo e, como consequência, alagamentos nas baixadas da cidade, que é para onde confluem todas as galerias de águas pluviais. Muitas vezes - e já eu presenciei cenas dessa natureza, chamando inclusive a atenção de alguns “sugismundos” - a pessoa está com papel na mão, ao lado de uma lixeira, mas insiste em jogá-lo no chão. Onde quer que esteja. É comum, infelizmente, ver esse tipo de atitude até em crianças, que praticam a mesma ação sem serem educadas para usar essas lixeiras. Além disso, tem aquele lojista, que gosta de emporcalhar a frente de sua loja com quantidade exorbitante de papéis picados, como se aquilo fosse chamar a atenção dos consumidores.
Ou como bem lembrou outro entrevistado e frequentador da Praça Toledo Barros, também citado pela jornalista, “a maioria das pessoas só respeita quando sabe que pode ser punida”. Não deveria ser assim. Mas se para manter a cidade limpa é necessário multar aqueles que a sujam, que assim seja. Se for difícil estender o braço até a boca de uma lixeira para descartar um papel de bala, talvez seja mais fácil enfiar a mão no bolso e puxar algumas cédulas e pagar pela própria falta de educação.
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 19 de junho de 2010
Que tal copiar
Do jeito que a situação anda em Limeira, talvez seja preciso fazer como a Associação Comercial de São Paulo, quando colocou um “impostômetro” em frente de sua sede na cidade de São Paulo. Que tal colocar um “dengômetro” na sede da Secretaria da Saúde? Hoje estamos com tantos casos.....
Vem com tudo
Fiscalização nas vias públicas (ruas e avenidas) em Limeira com radares móveis está se tornando mais frequente e cada vez mais rígida. Ou melhor: está aumentando o número de radares. Agora são mais oito móveis. Motorista que se cuide, preste atenção onde há sinalização com placas, para não cair em tentação de abusar da velocidade e depois ser flagrado em infração.
Não aprendeu
Errar é humano. Persistir no erro é... eu diria incompetência. Ou preciosismo. E a Prefeitura volta a cometer o erro, que gera tantas reclamações e transtornos. Estou falando do recapeamento asfáltico, recentemente elogiado por mim neste espaço. Não falo da qualidade do serviço, mas na insistência de se recuperar ruas centrais em dias de semana, em especial às sextas-feiras e justamente no horário comercial. O prejuízo é total, para o trânsito, para o transporte coletivo, para o comércio, para a população. Até mesmo, diria, para a popularidade do agente político.
É marketing??
Vou tentar explicar o inexplicável. Ou melhor, tentar penetrar no pensamento dos nossos administradores municipais e procurar uma razão plausível, porém não lógica, para não realizar esses serviços aos sábados, após o expediente, e aos domingos. Acredito funcionar mais ou menos assim a cabeça de quem autoriza tal obra: “se nós fizermos a obra durante a semana, em horários de pico, vamos mostrar serviço e sensibilizando muita gente para nossa competência. Se fizer aos finais de semana, pouca gente vai perceber, não haverá transtorno e dessa forma, pouca publicidade sobre as nossas realizações”. Aliás, esse tipo de pensamento, apesar de antigo e ultrapassado, continua fazendo parte da carreira de muito político. Ainda faz escola entre os administradores municipais.
Pura teimosia
Tudo esse preâmbulo para comentar o recapeamento em trecho da Rua Senador Vergueiro, no Centro Acima, ontem pela manhã, em plena sexta-feira, dia útil de intenso movimento e justamente em horário comercial. Não é preciso usar muito o cérebro para imaginar o que aconteceu. Todos os transtornos possíveis causados por essa obsessão!
E o Estatuto...
...do Idoso foi para o lixo. Secretaria dos Transportes demora até 40 dias para emissão de credencial que garante aos portadores, com 60 anos ou mais, a utilização das vagas especiais de estacionamento - devidamente demarcadas - nas vias públicas do município. Deu na Gazeta, ontem. Na primeira e na página 14. Isso sem contar com o desrespeito dos motoristas, que continuam se utilizando das vagas especiais, sem qualquer tipo de necessidade. Mesmo com a atuação dos agentes de trânsito.
Frase da Semana
“Aplicando meus pontos de vista pouco confiáveis, me atrevo a considerar que o campeão estará entre Argentina, Brasil, Alemanha, Inglaterra e Espanha”. Do líder cubano e ex-presidente do País, Fidel Castro, em sua coluna no jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o Granma, publicada quinta-feira. No UOL Copa do Mundo 2010-Notícias. Quinta-feira, 17 de junho.
Antonio Claudio Bontorim
Do jeito que a situação anda em Limeira, talvez seja preciso fazer como a Associação Comercial de São Paulo, quando colocou um “impostômetro” em frente de sua sede na cidade de São Paulo. Que tal colocar um “dengômetro” na sede da Secretaria da Saúde? Hoje estamos com tantos casos.....
Vem com tudo
Fiscalização nas vias públicas (ruas e avenidas) em Limeira com radares móveis está se tornando mais frequente e cada vez mais rígida. Ou melhor: está aumentando o número de radares. Agora são mais oito móveis. Motorista que se cuide, preste atenção onde há sinalização com placas, para não cair em tentação de abusar da velocidade e depois ser flagrado em infração.
Não aprendeu
Errar é humano. Persistir no erro é... eu diria incompetência. Ou preciosismo. E a Prefeitura volta a cometer o erro, que gera tantas reclamações e transtornos. Estou falando do recapeamento asfáltico, recentemente elogiado por mim neste espaço. Não falo da qualidade do serviço, mas na insistência de se recuperar ruas centrais em dias de semana, em especial às sextas-feiras e justamente no horário comercial. O prejuízo é total, para o trânsito, para o transporte coletivo, para o comércio, para a população. Até mesmo, diria, para a popularidade do agente político.
É marketing??
Vou tentar explicar o inexplicável. Ou melhor, tentar penetrar no pensamento dos nossos administradores municipais e procurar uma razão plausível, porém não lógica, para não realizar esses serviços aos sábados, após o expediente, e aos domingos. Acredito funcionar mais ou menos assim a cabeça de quem autoriza tal obra: “se nós fizermos a obra durante a semana, em horários de pico, vamos mostrar serviço e sensibilizando muita gente para nossa competência. Se fizer aos finais de semana, pouca gente vai perceber, não haverá transtorno e dessa forma, pouca publicidade sobre as nossas realizações”. Aliás, esse tipo de pensamento, apesar de antigo e ultrapassado, continua fazendo parte da carreira de muito político. Ainda faz escola entre os administradores municipais.
Pura teimosia
Tudo esse preâmbulo para comentar o recapeamento em trecho da Rua Senador Vergueiro, no Centro Acima, ontem pela manhã, em plena sexta-feira, dia útil de intenso movimento e justamente em horário comercial. Não é preciso usar muito o cérebro para imaginar o que aconteceu. Todos os transtornos possíveis causados por essa obsessão!
E o Estatuto...
...do Idoso foi para o lixo. Secretaria dos Transportes demora até 40 dias para emissão de credencial que garante aos portadores, com 60 anos ou mais, a utilização das vagas especiais de estacionamento - devidamente demarcadas - nas vias públicas do município. Deu na Gazeta, ontem. Na primeira e na página 14. Isso sem contar com o desrespeito dos motoristas, que continuam se utilizando das vagas especiais, sem qualquer tipo de necessidade. Mesmo com a atuação dos agentes de trânsito.
Frase da Semana
“Aplicando meus pontos de vista pouco confiáveis, me atrevo a considerar que o campeão estará entre Argentina, Brasil, Alemanha, Inglaterra e Espanha”. Do líder cubano e ex-presidente do País, Fidel Castro, em sua coluna no jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o Granma, publicada quinta-feira. No UOL Copa do Mundo 2010-Notícias. Quinta-feira, 17 de junho.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 17 de junho de 2010
É falta de tudo
Não é só falta de educação, não! Falta consciência, falta espírito humanitário e solidário, falta comportamento de gente mesmo. Não tem outra explicação para essa situação, sobre a qual tanto tenho debatido nesta coluna: a utilização de vagas de estacionamento restrita a idosos ou portadores de necessidades especiais por motoristas que nada têm a ver com isso. Ou seja, não são idosos e nem deficientes. Não têm em seus veículos a identificação especial para a utilização da vaga.
Ação perfeita!
A atuação dos agentes de trânsito, mostrada na edição da Gazeta, ontem, autuando esses infratores, foi um excelente exemplo e que deve ser seguido pelos demais. Não dá mais para aturar esse desrespeito explícito, que atinge não só as vagas de estacionamento em ruas e praças - devidamente demarcadas - mas em locais privados, como hipermercados, varejões, bancos, etc. As multas aplicadas e um dos veículos infratores guinchado devem servir como alerta a esses maus motoristas, que pensam que as palavras “Idosos” ou “Deficientes” são meros enfeites. Apenas pinturas decorativas para enfeitar o chão.
Merece elogio
Ainda conforme mostrou a Gazeta, foram cinco multas aplicadas e um veículo guinchado ao pátio municipal, por terem ocupado vagas restritivas sem as devidas identificações. Parabéns aos agentes de trânsito Ronildo José da Silva, Carlos da Costa e Domingos Rigon. É preciso que essas ações continuem rígidas. Talvez mexendo no bolso desses infratores eles aprendam a agir como seres humanos, no sentido exato da expressão!
Já é candidato
O engenheiro civil e empresário limeirense da construção civil, José Luís Gazotti, 53 anos, teve seu nome homologado na convenção estadual do PSDB, do último dia 13, em São Paulo, como candidato a deputado estadual. Se vai ou não renunciar posteriormente em prol de uma união dos políticos locais para que Limeira consiga eleger deputados ninguém sabe. Nos bastidores a candidatura não tem volta. E Pedrinho Kühl deve entrar de cabeça na campanha do seu ex-secretário.
Cautela e caldo...
...de galinha não fazem mal a ninguém. É preciso, em época de acirradas disputas políticas como a que já estamos vivendo neste ano de eleições, levar em conta esse conhecido ditado popular. Tem muita gente divulgando notícias e espalhando boatos sobre possíveis ou prováveis nomes, que surgirão no cenário político. Normalmente são notas, textos com informações que podem gerar interesse, porém aparecem anônimas, sem um “emissor” da mensagem. Cuidado geral!
Português claro
Capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente e engodo. Foram as dez primeiras palavras do “novíssimo dicionário da coluna Texto&Contexto”. Hoje vamos acrescentar a ele a palavra improbidade, um substantivo feminino, segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Improbidade significa: ausência de probidade; desonestidade; ação má, perversa; maldade, perversidade. Semana que vem tem mais!
Eu Recomendo!
Hoje estou light. Vou recomendar uma aventura da Walt Disney Productions, de 1969 (EUA). É o Se Meu Fusca Falasse (The Love Bug) com direção de Robert Stevenson e um elenco composto por Dean Jones, Michele Lee, David Tomlinson, Buddy Hackett, Joe Flynn, entre outros. Herbie é um Fusca com personalidade própria desprezado por um mau caráter, que é dono de uma agência de automóveis de luxo e piloto de corridas. Ele é acolhido por um piloto boa praça e, em gratidão, o pequeno carro lhe dá diversas vitórias, acabando com sua maré de azar. Ele porém aos poucos entende que o carrinho é o principal responsável pelas vitórias e decide correr sempre com ele. Ambos terão que lutar contra um rico rival, que usa toda a espécie de golpes sujos para derrotá-los.
Antonio Claudio Bontorim
Não é só falta de educação, não! Falta consciência, falta espírito humanitário e solidário, falta comportamento de gente mesmo. Não tem outra explicação para essa situação, sobre a qual tanto tenho debatido nesta coluna: a utilização de vagas de estacionamento restrita a idosos ou portadores de necessidades especiais por motoristas que nada têm a ver com isso. Ou seja, não são idosos e nem deficientes. Não têm em seus veículos a identificação especial para a utilização da vaga.
Ação perfeita!
A atuação dos agentes de trânsito, mostrada na edição da Gazeta, ontem, autuando esses infratores, foi um excelente exemplo e que deve ser seguido pelos demais. Não dá mais para aturar esse desrespeito explícito, que atinge não só as vagas de estacionamento em ruas e praças - devidamente demarcadas - mas em locais privados, como hipermercados, varejões, bancos, etc. As multas aplicadas e um dos veículos infratores guinchado devem servir como alerta a esses maus motoristas, que pensam que as palavras “Idosos” ou “Deficientes” são meros enfeites. Apenas pinturas decorativas para enfeitar o chão.
Merece elogio
Ainda conforme mostrou a Gazeta, foram cinco multas aplicadas e um veículo guinchado ao pátio municipal, por terem ocupado vagas restritivas sem as devidas identificações. Parabéns aos agentes de trânsito Ronildo José da Silva, Carlos da Costa e Domingos Rigon. É preciso que essas ações continuem rígidas. Talvez mexendo no bolso desses infratores eles aprendam a agir como seres humanos, no sentido exato da expressão!
Já é candidato
O engenheiro civil e empresário limeirense da construção civil, José Luís Gazotti, 53 anos, teve seu nome homologado na convenção estadual do PSDB, do último dia 13, em São Paulo, como candidato a deputado estadual. Se vai ou não renunciar posteriormente em prol de uma união dos políticos locais para que Limeira consiga eleger deputados ninguém sabe. Nos bastidores a candidatura não tem volta. E Pedrinho Kühl deve entrar de cabeça na campanha do seu ex-secretário.
Cautela e caldo...
...de galinha não fazem mal a ninguém. É preciso, em época de acirradas disputas políticas como a que já estamos vivendo neste ano de eleições, levar em conta esse conhecido ditado popular. Tem muita gente divulgando notícias e espalhando boatos sobre possíveis ou prováveis nomes, que surgirão no cenário político. Normalmente são notas, textos com informações que podem gerar interesse, porém aparecem anônimas, sem um “emissor” da mensagem. Cuidado geral!
Português claro
Capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente e engodo. Foram as dez primeiras palavras do “novíssimo dicionário da coluna Texto&Contexto”. Hoje vamos acrescentar a ele a palavra improbidade, um substantivo feminino, segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Improbidade significa: ausência de probidade; desonestidade; ação má, perversa; maldade, perversidade. Semana que vem tem mais!
Eu Recomendo!
Hoje estou light. Vou recomendar uma aventura da Walt Disney Productions, de 1969 (EUA). É o Se Meu Fusca Falasse (The Love Bug) com direção de Robert Stevenson e um elenco composto por Dean Jones, Michele Lee, David Tomlinson, Buddy Hackett, Joe Flynn, entre outros. Herbie é um Fusca com personalidade própria desprezado por um mau caráter, que é dono de uma agência de automóveis de luxo e piloto de corridas. Ele é acolhido por um piloto boa praça e, em gratidão, o pequeno carro lhe dá diversas vitórias, acabando com sua maré de azar. Ele porém aos poucos entende que o carrinho é o principal responsável pelas vitórias e decide correr sempre com ele. Ambos terão que lutar contra um rico rival, que usa toda a espécie de golpes sujos para derrotá-los.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 15 de junho de 2010
E o assédio eleitoral...
...vai começar! Ou já começou? O título deste artigo pode soar um pouco forte. Pecaminoso até. Carregado de significados com interpretações as mais variadas possíveis. Que vão depender do ponto de vista de quem quiser entendê-los. Partem da intenção dos que pleiteiam uma vaga como candidato a político; passa pela propaganda corpo a corpo, quando ele se apresenta ao eleitor, até as condutas pouco lícitas para chamar a atenção e ganhar o voto, que vai lhe garantir o mandato.
A própria palavra assédio, em si mesma, traz conotações pesadas por aquilo que expressa. Que está nos dicionários. Como nos ensina Houaiss, em seu “novíssimo” dicionário da língua portuguesa (atualizado com a nova ortografia), assédio é um substantivo masculino e tem dois sinônimos: o primeiro trata-se de “operação militar, ou mesmo conjunto de sinais ao redor ou em frente de um local determinado, estabelecendo um cerco com a finalidade de exercer o domínio”; e, o segundo, um sentido figurado, que quer dizer “insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém”. E é sobre esse último que vamos delinear este artigo. Essa “insistência impertinente” que leva ao inevitável ‘tapinha nas costas’, tão comum nesses tempos de caça ao voto.
É que o mês de junho, além de seus santos e suas festas é, também, decisivo no processo eleitoral que se desencadeará daqui para frente até o dia 3 de outubro, quando o País vai às urnas para escolher seus representantes - ou agentes políticos, para ser mais exato - em dois níveis de poder: o estadual e o federal. E por que junho? Porque é o limite para a escolha dos nomes, que irão compor as chapas de cada partido e que serão apresentadas ao eleitor. É quando o pré-candidato deixa de existir, dando lugar ao candidato propriamente dito. As regras da propaganda eleitoral ficam mais rígidas e começa a se esboçar o tom da campanha.
Um verdadeiro divisor de águas, que vai apontar para dois sentidos ou nenhum deles. Vai mostrar quem é - e está - na situação; quem é - ou está - na oposição. Ou então está no “tanto faz, como tanto fez”, apenas buscando espaço nesse tabuleiro de cores vivas, de um jogo de xadrez de todos contra todos.
Tenho participado de eventos sociais e corporativos e de algum tempo para cá, e mesmo antes do prazo inicial do calendário eleitoral (10 de junho), que deu partida às convenções, o metro quadrado de solo tem sido disputado intensamente por prováveis - ou pretensos - candidatos, com o evidente sorriso de quem está flertando com intenções de namoro. E nesse caso, quanto mais metro quadrado o interessado somar em suas deslocações de festas de casamento, jantares comemorativos, festas religiosas, ou até mesmo nos domingos em praça pública, maior a possibilidade de um resultado positivo. Ou então afastar de vez o pretendente ao casamento. Que ninguém duvide que daqui para frente essa legião só tende a aumentar. Ia me esquecendo: com ‘tapinha nas costas' e tudo o mais!
Antonio Claudio Bontorim
A própria palavra assédio, em si mesma, traz conotações pesadas por aquilo que expressa. Que está nos dicionários. Como nos ensina Houaiss, em seu “novíssimo” dicionário da língua portuguesa (atualizado com a nova ortografia), assédio é um substantivo masculino e tem dois sinônimos: o primeiro trata-se de “operação militar, ou mesmo conjunto de sinais ao redor ou em frente de um local determinado, estabelecendo um cerco com a finalidade de exercer o domínio”; e, o segundo, um sentido figurado, que quer dizer “insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém”. E é sobre esse último que vamos delinear este artigo. Essa “insistência impertinente” que leva ao inevitável ‘tapinha nas costas’, tão comum nesses tempos de caça ao voto.
É que o mês de junho, além de seus santos e suas festas é, também, decisivo no processo eleitoral que se desencadeará daqui para frente até o dia 3 de outubro, quando o País vai às urnas para escolher seus representantes - ou agentes políticos, para ser mais exato - em dois níveis de poder: o estadual e o federal. E por que junho? Porque é o limite para a escolha dos nomes, que irão compor as chapas de cada partido e que serão apresentadas ao eleitor. É quando o pré-candidato deixa de existir, dando lugar ao candidato propriamente dito. As regras da propaganda eleitoral ficam mais rígidas e começa a se esboçar o tom da campanha.
Um verdadeiro divisor de águas, que vai apontar para dois sentidos ou nenhum deles. Vai mostrar quem é - e está - na situação; quem é - ou está - na oposição. Ou então está no “tanto faz, como tanto fez”, apenas buscando espaço nesse tabuleiro de cores vivas, de um jogo de xadrez de todos contra todos.
Tenho participado de eventos sociais e corporativos e de algum tempo para cá, e mesmo antes do prazo inicial do calendário eleitoral (10 de junho), que deu partida às convenções, o metro quadrado de solo tem sido disputado intensamente por prováveis - ou pretensos - candidatos, com o evidente sorriso de quem está flertando com intenções de namoro. E nesse caso, quanto mais metro quadrado o interessado somar em suas deslocações de festas de casamento, jantares comemorativos, festas religiosas, ou até mesmo nos domingos em praça pública, maior a possibilidade de um resultado positivo. Ou então afastar de vez o pretendente ao casamento. Que ninguém duvide que daqui para frente essa legião só tende a aumentar. Ia me esquecendo: com ‘tapinha nas costas' e tudo o mais!
Antonio Claudio Bontorim
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