É impressionante a insensibilidade dos dirigentes estaduais de ensino, qundo o assuto é a violência nas escolas públicas. Em especial contra professores, que tentam manter a disciplina e tem como foco uma educação de qualidade.
A denúnia desta Gazeta, publicada no sábado e comenada por mim na edição impressa de hoje, em minha coluna Texto&Contexto (veja post anterior, aqui neste blog), sobre o ato violento de um adolescente contra o carro de uma experiente professora, por ter sido repreendido por ela, desnuda o despreparo do governo estadual e suas diretorias de ensino espalhadas por todo o Estado, na hora de tratar do assunto.
Uma supervisora de ensino foi a um emissora de rádio e, em vez de tratar do assunto abertamente, esclarecendo a situação e revelando a verdadeira face da violência nas escolas estaduais, preferiu reduzir essa situação a uma suposto "sensacionalismo" dos jornais. Essa supervisora, que não conheço e sinseramente nem tenho vontade, tamanha a sua falta de sensibilidade, reclamou que a imprensa não mancheta ações positivas. Infelizmente ela não está em dia com sua leitura de jornais. Ou está vivendo um mundo de "faz de contas", e que o mundo é azul.
Antes de qualquer afirmação, ela deveria explicar a situação. Mostrar porque isso acontece e dar mais guarida aos professores ameaçados e agredidos. E tratar de punições exemplares aos agressores. Falta, a essa supervisora, infelizmente, o mesmo que falta ao governo do Estado no trato com a Educação: competência e vontade política para não tentar colher rosas de onde só há espinhos.
Uma situação que perdura, há anos, desde que assumiu o governo do Estado o falecido Mário Covas. E que, de lá para cá, só piorou. Em todos os sentidos. Só não foi e está sendo pior que o governo do senhor Paulo Maluf, que até papel higiênico deixava faltar nas escolas públicas e afirmava que as professores não ganhavam mal, mas sim, eram mal casadas.
Da nossa parte vamos continuar divulgando essas ações criminosas contra a Educação, mostrando que a realidade é nua e crua e que não há tapetes vermelhos e nem chão de estrelas na vida dos nossos maltratados professores.
Na época em que frequentei a escola pública e isso foi durante praticamente todo a minha alfabetização, até o antigo colegial ou científico (hoje o ensino médio) como foi o meu caso, era uma vergonha estudar em escola particular. Para lá só iam aqueles que não tinham condições de acompanhar o nível de ensino da escola pública ou os arruaceiros. Hoje não tenho coragem de matricular meus filhos nesses estabelecimentos. Infelizmente.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Indignação, apenas!
Três casos distintos. Três cidades diferentes. Todos, entretanto, envolvendo alunos de escolas públicas, que em situações adversas fazem da violência apenas um propósito, depredam o patrimônio público mantido pelos próprios pais e destroem sonhos e esperanças de educadores, com ameaças de agressões e, no extremo do descontrole, acabam por cometer atos de vandalismo contra a propriedade particular. Entre eles, um curto espaço de tempo, não mais que 11 dias.O primeiro caso veio a público no dia 16 de setembro, através de um vídeo, que mostra uma mãe incentivando sua filha, de 15 anos, a chutar e bater na colega, que estaria disputando a atenção de um rapaz de 23 anos. A mãe, em questão, é monitora de transporte escolar. Trabalha na área da Educação. O fato ocorreu na saída das aulas, no município paulista de Araçariguama. O segundo, também mostrado em vídeo e divulgado no último dia 22 deste mês, vem da cidade gaúcha de Viamão, onde uma professora repreendeu um aluno de 14 anos, que pichou a parede da classe, obrigando-o a repintar o local. Detalhe: a escola havia acabado de ser pintada em um mutirão de pais e professores, com dinheiro arrecadado durante meses. Apesar dos excessos e criticada pela família do menor, a professora foi apoiada.E o terceiro, não menos grave, foi mostrado por esta Gazeta, no último sábado. Uma professora teve seu carro destruído. Suspeita-se de um jovem de 14 anos, que foi repreendido por ela e teve até registrado contra si, em vezes anteriores, boletins de ocorrências por ameaças. A primeira coincidência dessas histórias: todas as situações envolveram adolescentes. A segunda: em nenhuma delas a direção dos estabelecimentos quiseram se manifestar. No caso de Limeira, além da omissão, que é muito mais perigosa que a violência, a imprensa quase foi impedida de divulgar o caso, não fosse a insistência da vítima, que não voltará mais à escola. Ela denunciou outro caso na mesma unidade, quando um grupo de estudantes - entre eles o mesmo rapaz de quem suspeita - incendiou o carro de um pastor, que ia regularmente até lá para conversar com alunos e professores. Segundo a professora, o caso foi abafado pela direção.O que falar de tudo isso? Como analisar fatos de extrema gravidade como estes, que têm como palco escolas, que deveriam educar; e não se sentir acuadas? Quase impensável, para quem não convive com tal realidade. E sofrido para quem vive o seu dia a dia. Os hipócritas diriam que é caso de polícia. Muitos, que é fruto da exclusão social e má distribuição de rendas e falta de oportunidades. Eu acrescentaria: são as duas coisas juntas, alimentadas pela impunidade, decorrente de nossas leis brandas. E pela desagregação familiar, causada pela falta de regras de convivência. Pela permissividade. A indignação é o sentimento mais frequente, mas gera distorções de avaliação. Procurar culpados é fácil. Difícil mesmo é apontar soluções! No momento, confesso, estou apenas indignado!
Antonio Claudio Bontorim
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 26 de setembro de 2009
Alerta vermelho
A explosão em uma loja de fogos - que seria uma fbriqueta clandestina - em Santo André, na Grande São Paulo, é um excelente motivo para que as autoridades competentes fiscalizem, de forma séria, esse tipo de comércio. Seria de bom tamanho a união de esforços, através de um blitz, em todos os comércios aqui de Limeira que trabalham com esse tipo de artefato. Em especial em seus depósitos. Tenho certeza que os comerciantes não se oporiam a isso.
Caso recorrente
Após mais essa tragédia, é bom lembrar que as estatísticas são anuais. Em especial em épocas de festas juninas. Sempre há uma história, que vai da alegria ao desespero no acender de um pavio. E ninguém aprende. Uma fiscalização correta evitaria esse tipo de ocorrência e contribuiria para a conscientização de todos.
Guerra jurídica
Os suplentes que aguardam com ansiedade o momento de uma possível posse, após a aprovação e promulgação da PEC no Congresso Nacional, não terão facilidades pela frente. O promotor eleitoral de Limeira, Nelson Peixoto, já avisou que impugnará diplomação, caso ela ocorra. É recomendação superior.
Eleição indireta
Peixoto chegou a comparar o fato com uma espécie de “eleição indireta”. Ou seja, os sete suplentes que não alcançaram o quociente para as vagas não foram eleitos e, portanto, não podem ser empossados. Seria, de fato, um desrespeito com a ordem democrática e jurídica do País. Alguns advogados esfregam as mãos por seus representados, porém espera-se que o entendimento do TSE seja mantido. As novas vagas foram criadas, mas só para 2012. E pronto!
Estão fora. Só!
Ora, suplente é suplente. Não foi eleito. E se não teve competência para tanto, não pode agora receber o prêmio com uma canetada do Congresso.
Túnel sem luz
Se por acaso esses suplentes forem empossados e os recursos do Ministério Público Eleitoral não forem julgados procedentes, esses senhores e senhoras que sonham em assumir essa cobiçada “vaguinha” estarão entrando pelas portas do fundos. Serão considerados intrusos. E como tal deverão ser tratados.
Golpe federal
Golpistas estão agindo na região, fazendo-se passar por representantes da Receita Federal. A informação é de Walter Kope, da Delegacia da Receita Federal de Limeira. Eles estiveram em Pirassununga, onde, utilizando-se de falsos cartões de visita, tentaram vender assinatura de revistas em nome da “Associação Nacional dos Auditores do Fisco Federal”, entidade fictícia usada para ludibriar as vítimas abordadas, cuja aquisição contemplaria, também, assessoria em assuntos tributários. O meliante utilizou-se de uma cartão de visita em nome de “Dr. Haully Moisés Kauffman”, da Procuradoria Geral da Receita Federal, nome e órgão, obviamente falsos.
Vale por aqui
É importante que empresários locais estejam atentos, pois vez ou outra, esse tipo de problema ocorre na cidade. “A Receita Federal informa, ainda, que não vende qualquer tipo de publicação, nem diretamente, e desconhece que tal procedimento seja feito pelas entidades representativas de seus servidores”, diz Kope.
Frase da Semana
“Quando o Lula ainda estava em campanha para a Presidência, muitos achavam que ele nos envergonharia quando fosse ao Exterior. O cara arrebentou”. Fernanda Torres, atriz, em entrevista à IstoÉ desta semana.
A explosão em uma loja de fogos - que seria uma fbriqueta clandestina - em Santo André, na Grande São Paulo, é um excelente motivo para que as autoridades competentes fiscalizem, de forma séria, esse tipo de comércio. Seria de bom tamanho a união de esforços, através de um blitz, em todos os comércios aqui de Limeira que trabalham com esse tipo de artefato. Em especial em seus depósitos. Tenho certeza que os comerciantes não se oporiam a isso.
Caso recorrente
Após mais essa tragédia, é bom lembrar que as estatísticas são anuais. Em especial em épocas de festas juninas. Sempre há uma história, que vai da alegria ao desespero no acender de um pavio. E ninguém aprende. Uma fiscalização correta evitaria esse tipo de ocorrência e contribuiria para a conscientização de todos.
Guerra jurídica
Os suplentes que aguardam com ansiedade o momento de uma possível posse, após a aprovação e promulgação da PEC no Congresso Nacional, não terão facilidades pela frente. O promotor eleitoral de Limeira, Nelson Peixoto, já avisou que impugnará diplomação, caso ela ocorra. É recomendação superior.
Eleição indireta
Peixoto chegou a comparar o fato com uma espécie de “eleição indireta”. Ou seja, os sete suplentes que não alcançaram o quociente para as vagas não foram eleitos e, portanto, não podem ser empossados. Seria, de fato, um desrespeito com a ordem democrática e jurídica do País. Alguns advogados esfregam as mãos por seus representados, porém espera-se que o entendimento do TSE seja mantido. As novas vagas foram criadas, mas só para 2012. E pronto!
Estão fora. Só!
Ora, suplente é suplente. Não foi eleito. E se não teve competência para tanto, não pode agora receber o prêmio com uma canetada do Congresso.
Túnel sem luz
Se por acaso esses suplentes forem empossados e os recursos do Ministério Público Eleitoral não forem julgados procedentes, esses senhores e senhoras que sonham em assumir essa cobiçada “vaguinha” estarão entrando pelas portas do fundos. Serão considerados intrusos. E como tal deverão ser tratados.
Golpe federal
Golpistas estão agindo na região, fazendo-se passar por representantes da Receita Federal. A informação é de Walter Kope, da Delegacia da Receita Federal de Limeira. Eles estiveram em Pirassununga, onde, utilizando-se de falsos cartões de visita, tentaram vender assinatura de revistas em nome da “Associação Nacional dos Auditores do Fisco Federal”, entidade fictícia usada para ludibriar as vítimas abordadas, cuja aquisição contemplaria, também, assessoria em assuntos tributários. O meliante utilizou-se de uma cartão de visita em nome de “Dr. Haully Moisés Kauffman”, da Procuradoria Geral da Receita Federal, nome e órgão, obviamente falsos.
Vale por aqui
É importante que empresários locais estejam atentos, pois vez ou outra, esse tipo de problema ocorre na cidade. “A Receita Federal informa, ainda, que não vende qualquer tipo de publicação, nem diretamente, e desconhece que tal procedimento seja feito pelas entidades representativas de seus servidores”, diz Kope.
Frase da Semana
“Quando o Lula ainda estava em campanha para a Presidência, muitos achavam que ele nos envergonharia quando fosse ao Exterior. O cara arrebentou”. Fernanda Torres, atriz, em entrevista à IstoÉ desta semana.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Desabafo ou...
...a mais pura realidade? Fico com a segunda opção, porque também me assusto quando passo pela Praça do Museu e vejo o estado de abandono, tanto do próprio Museu como da Biblioteca Municipal. Essa pequena explicação faz sentido, pois recebi, recentemente, um e-mail de um limeirense, que estuda em São Paulo e discorreu, com precisão, a situação. Eis na integra o que escreveu o limeirense, de nome Renato, de quem vou omitir o sobrenome.
Espanto puro
“Sou limeirense, porém vivo em São Paulo, sou estudante de doutorado da USP. Há alguns anos deixei de frequentar regularmente a Biblioteca Municipal (BM) de Limeira, mas dias atrás passei por lá. Fazia quase um ano que não a visitava. Bem, direto ao ponto: fiquei espantado com o estado em que se encontra a BM e o Museu. Por fora, muros pichados e empoeirados, pintura desgastada e calçadas sujas e encardidas. Um dos poucos prédios históricos da cidade em condições nada agradáveis. Por dentro, tudo permanecia igual”.
Um incômodo
“A compra de livros novos para o acervo é escassa. Entretanto, o que mais me incomodou foi o novo horário de atendimento da BM com a finalidade de ‘cortar gastos’. Algo como das 12h30 às 17h30. Perguntei-me: ué, e quem trabalha não pode ir a BM? E as crianças que estudam à tarde não podem frequentar a BM de manhã? Vejo o novo horário de funcionamento da BM como um desserviço à cidade e lhe sugiro, como leitor que o considera o mais combativo dos colunistas da Gazeta, que use seu espaço para tentar mudar essa situação ou incomodar quem tem o domínio dela. Numa cidade com tão poucos espaços culturais, a BM não pode ser assim!”.
Situação real
Essa visão, com certeza, é compartilhada pela maioria dos limeirenses e de quem visita a cidade e leva um choque ao ver aquela situação. Foi alvo de várias matérias aqui na Gazeta e até mesmo de estudos de especialistas em urbanismo. Porém, o ouvido de quem deveria tomar providências se faz de surdo e aquilo vai ficando como está. Lixo puro. Nem parece uma praça destinada ao conhecimento e à cultura.
Assombrações
Aquela região, de tão abandonada que se encontra, parece estar povoada de almas penadas. De fantasmas de pincéis e tinta em punho - alguns dizem até que filmam as ações e pichações - para fazer tamanha sujeira, porque ninguém consegue enxergá-los.
Horário novo
Quanto ao horário, caro Renato, acredito que tenha voltado ao normal. É que a Prefeitura decretou meio período pelo período de um mês, em todas as repartições públicas, como você disse, para “cortar gastos”. Se cortou, de fato, ainda não apresentou nenhum balanço.
PEC da alegria
A Câmara dos Deputados aprovou e passa a valer a proposta de emenda à Constituição (PEC), que aumentou o número de vereadores em todo País. Limeira ganhará sete novas vagas na Câmara Municipal. Tem suplente já esfregando as mãos. Se vai valer para essa Legislatura, ainda é uma incógnita. E pelos nomes apresentados na edição de ontem desta Gazeta, que podem assumir, a situação do prefeito Sílvio Félix (PDT), continua mais que tranquila. Diria até, feliz....
Sem conversa
Às vezes, precisamos ouvir alguns recados que nos são transmitidos. Uns implícitos e outros explícitos. E o prefeito, ao que parece, não está ouvindo os recados que vão a sua direção, sobre o diálogo com os GMs grevistas. É um precedente perigoso e em nada revela liderança ou autoridade. Apenas insensatez.
...a mais pura realidade? Fico com a segunda opção, porque também me assusto quando passo pela Praça do Museu e vejo o estado de abandono, tanto do próprio Museu como da Biblioteca Municipal. Essa pequena explicação faz sentido, pois recebi, recentemente, um e-mail de um limeirense, que estuda em São Paulo e discorreu, com precisão, a situação. Eis na integra o que escreveu o limeirense, de nome Renato, de quem vou omitir o sobrenome.
Espanto puro
“Sou limeirense, porém vivo em São Paulo, sou estudante de doutorado da USP. Há alguns anos deixei de frequentar regularmente a Biblioteca Municipal (BM) de Limeira, mas dias atrás passei por lá. Fazia quase um ano que não a visitava. Bem, direto ao ponto: fiquei espantado com o estado em que se encontra a BM e o Museu. Por fora, muros pichados e empoeirados, pintura desgastada e calçadas sujas e encardidas. Um dos poucos prédios históricos da cidade em condições nada agradáveis. Por dentro, tudo permanecia igual”.
Um incômodo
“A compra de livros novos para o acervo é escassa. Entretanto, o que mais me incomodou foi o novo horário de atendimento da BM com a finalidade de ‘cortar gastos’. Algo como das 12h30 às 17h30. Perguntei-me: ué, e quem trabalha não pode ir a BM? E as crianças que estudam à tarde não podem frequentar a BM de manhã? Vejo o novo horário de funcionamento da BM como um desserviço à cidade e lhe sugiro, como leitor que o considera o mais combativo dos colunistas da Gazeta, que use seu espaço para tentar mudar essa situação ou incomodar quem tem o domínio dela. Numa cidade com tão poucos espaços culturais, a BM não pode ser assim!”.
Situação real
Essa visão, com certeza, é compartilhada pela maioria dos limeirenses e de quem visita a cidade e leva um choque ao ver aquela situação. Foi alvo de várias matérias aqui na Gazeta e até mesmo de estudos de especialistas em urbanismo. Porém, o ouvido de quem deveria tomar providências se faz de surdo e aquilo vai ficando como está. Lixo puro. Nem parece uma praça destinada ao conhecimento e à cultura.
Assombrações
Aquela região, de tão abandonada que se encontra, parece estar povoada de almas penadas. De fantasmas de pincéis e tinta em punho - alguns dizem até que filmam as ações e pichações - para fazer tamanha sujeira, porque ninguém consegue enxergá-los.
Horário novo
Quanto ao horário, caro Renato, acredito que tenha voltado ao normal. É que a Prefeitura decretou meio período pelo período de um mês, em todas as repartições públicas, como você disse, para “cortar gastos”. Se cortou, de fato, ainda não apresentou nenhum balanço.
PEC da alegria
A Câmara dos Deputados aprovou e passa a valer a proposta de emenda à Constituição (PEC), que aumentou o número de vereadores em todo País. Limeira ganhará sete novas vagas na Câmara Municipal. Tem suplente já esfregando as mãos. Se vai valer para essa Legislatura, ainda é uma incógnita. E pelos nomes apresentados na edição de ontem desta Gazeta, que podem assumir, a situação do prefeito Sílvio Félix (PDT), continua mais que tranquila. Diria até, feliz....
Sem conversa
Às vezes, precisamos ouvir alguns recados que nos são transmitidos. Uns implícitos e outros explícitos. E o prefeito, ao que parece, não está ouvindo os recados que vão a sua direção, sobre o diálogo com os GMs grevistas. É um precedente perigoso e em nada revela liderança ou autoridade. Apenas insensatez.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Sem sustos. E sem definição
A aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC), que aumentou o número de vereadores no Brasil e trouxe de volta as sete vagas para Limeira, não provocorá grande mundanças na composição de forças da Câmara Municipal local. Não vai causar problemas e nem sustos ao prefeito Sílvio Félix (PDT). Pelo menos pela projeção feita por esta Gazeta, os nomes parecem bastante dóceis e são da base governista. Com exceção do petista Aloízio Marinho de Andrade.
E é fácil entender esse quadro. Vamos a ele. Pastor Nilton Santos (PMDB), é da base governista. Fausto Antonio de Paula (PDT), do mesmo partido do prefeito. Darci Reis (PR), não vai causar problemas, é comissionado na Prefeitura; Iraciara Basseto (PV), ultra, ultra, mega, blaster governista. Sérgio Fernando Sterzo (PDT), outro do partido de Félix, além de filho do braço ultra direito do prefeito e Wagner Barbosa (PSDB), que apesar do partido, deverá jogar no mesmo time da situação.
A desproporção entre a oposição e a situação ficaria ainda mais visível. E muito, mas muito mesmo, a favor de Sílvio Félix.
A questão, agora, é se a PEC valerá para empossar esses não eleitos, imediatamente, ou valeria apenas par 2012. No entender de especialistas e juízes do STF, apenas para as próximas eleições, uma vez que uma lei, segundo eles, não poderia beneficiar a retroatividade e seria imoral, pois esses nomes, pela composição que foi apresentada na eleição passada, não foram eleitos e, portanto, não podem desfrutar desse benefício. Seria abrir precedentes inclusive para as Assembléias e Câmara e Senado Federal.
Para os que votaram a favor da PEC, o entendimento é que já ela está valendo e a diplomação e posse dos "novos escolhidos" estarão atreladas às leis orgânicas de cada município. A OAB promete ir ao Supremo contra qualquer posse e muita água deverá passar por debaixo da ponte, antes que as novas cadeiras comecem a ser esquentadas pela vontade daqueles que estão esperando essa oportunidade.
Agora é esperar e pagar para ver o que vai acontecer! O que tem de urubu esperando para que a carniça seja liberada, é uma festa!
Antonio Claudio Bontorim
E é fácil entender esse quadro. Vamos a ele. Pastor Nilton Santos (PMDB), é da base governista. Fausto Antonio de Paula (PDT), do mesmo partido do prefeito. Darci Reis (PR), não vai causar problemas, é comissionado na Prefeitura; Iraciara Basseto (PV), ultra, ultra, mega, blaster governista. Sérgio Fernando Sterzo (PDT), outro do partido de Félix, além de filho do braço ultra direito do prefeito e Wagner Barbosa (PSDB), que apesar do partido, deverá jogar no mesmo time da situação.
A desproporção entre a oposição e a situação ficaria ainda mais visível. E muito, mas muito mesmo, a favor de Sílvio Félix.
A questão, agora, é se a PEC valerá para empossar esses não eleitos, imediatamente, ou valeria apenas par 2012. No entender de especialistas e juízes do STF, apenas para as próximas eleições, uma vez que uma lei, segundo eles, não poderia beneficiar a retroatividade e seria imoral, pois esses nomes, pela composição que foi apresentada na eleição passada, não foram eleitos e, portanto, não podem desfrutar desse benefício. Seria abrir precedentes inclusive para as Assembléias e Câmara e Senado Federal.
Para os que votaram a favor da PEC, o entendimento é que já ela está valendo e a diplomação e posse dos "novos escolhidos" estarão atreladas às leis orgânicas de cada município. A OAB promete ir ao Supremo contra qualquer posse e muita água deverá passar por debaixo da ponte, antes que as novas cadeiras comecem a ser esquentadas pela vontade daqueles que estão esperando essa oportunidade.
Agora é esperar e pagar para ver o que vai acontecer! O que tem de urubu esperando para que a carniça seja liberada, é uma festa!
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Ficha-suja? Sim!
A minirreforma eleitoral emplacada pelo Senado e aprovada na Câmara com algumas modificações tem avanços e retrocessos. Muito mais retrocessos que avanços, pois não contempla os anseios do eleitorado e dá uma banana para a ética ao continuar permitindo os chamados “fichas-sujas” de concorrer a cargos eletivos, caso não tenham condenações definitivas. Dá um “chega pra lá” no bom senso, quando permite a continuidade das doações ocultas, aquelas em que o doador financeiro da campanha não é divulgado de antemão - ele financia o partido, que vai distribuir a verba ao candidato sem identificar o benfeitor -, aparecendo apenas na prestação de contas, o que significa que será conhecido após a eleição. O presidente Lula tem até 2 de outubro para sancioná-la, para 2010.Como eleitor tenho - assim como todos os demais - direito de saber quem está contribuindo com o candidato em quem estou votando, sob o risco de quebra de princípios? Jamais votaria num cidadão financiado, por exemplo, por grupos de reputação duvidosa. A doação oculta, infelizmente, pode proporcionar esse tipo de situação, porque poucos são os candidatos, que recusam recursos dessa natureza. O partido nem sempre age às claras com seus escolhidos. E isso é regra. Enfim, não há como validar um produto se todos os seus ingredientes não são conhecidos. O que ocorre, também, com os “fichas-sujas”, que estão impregnando a política nacional. Durante a votação, na Câmara, os deputados rejeitaram emenda do Senado, que previa “reputação ilibada e idoneidade moral” na disputa dos cargos. Porque mesmo sem condenação na Justiça, um candidato que tenha envolvimento em processos, sejam eles criminais ou cíveis (por definição da própria questão ética mostra desvio de caráter), não deveria estar concorrendo.E se avanços também estão contemplados nessa minirreforma - que deveria ser maxi, de generalizada abrangência - em grande parte vêm da pressão da opinião pública e das críticas da mídia. E concentram-se no item comunicação pela rede mundial de computadores, que quase foi amordaçada. Por pouco, blogueiros, twiteiros, sites noticiosos e de informação não tiveram uma censura prévia aprovada, proibindo manifestações contrárias ou a favor de candidatos ou partidos. O que acabaria se transformando numa história sem precedentes e inimaginável nesse terceiro milênio. Bem que tentaram, porém o bom-senso prevaleceu. Inclusive com a garantia do direito de resposta. E fica bastante perceptível a disparidade entre o que se avançou e o que retrocedeu, nesta reforma (?) política. Foram três parágrafos criticando os retrocessos e apenas um, elogiando os avanços. Ainda vamos, pelo corporativismo dos nossos representantes, continuar votando no escuro. Com ficha-suja e tudo o mais!
Antonio Claudio Bontorim
Antonio Claudio Bontorim
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Perigo crescente! Ameaça latente
Na edição impressa do dia 15 de setembro, da Gazeta, adiantei uma preocupação crescente com o cerceamento à liberdade de imprensa na América Latina, por conta de posições dos governos da Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina. E situações de risco no Brasil, com a interferência do STF e de juízes proibindo que jornais publicassem matérias sobre figuras ligadas ao governo, como o filho do presidente do Senado, José Sarney.
O texto, sob o título "Inimigos nada ocultos", também postado neste blog, alertava para uma campanha contra a liberdade de imprensa e, consequentemente, à própria democracia.
Essa preocupação está, agora, ecoando pela grande imprensa e nesta semana, a revista IstoÉ traz matéria e um editorial sobre o asssunto, que merecem leitura e reflexão.
A matéria, que está entre as páginas 36 a 39 e sob o título "A imprensa sob ameaça" é um verdadeiro libelo contra o perigo, mais que próximo a todos nós jornalistas e meios de comunicação. E o editorial, à página 20, "A Liberdade cerceada", nos coloca em alerta contra essas situações, que estão se tornando comum em alguns países e faz côro entre políticos locais também. É preciso enfrentar esse inimigo, nada oculto, com muita garra e determinação.
Está na revista IstoÉ, edição 2080, de 23 de setembro de 2009.
Antonio Claudio Bontorim
O texto, sob o título "Inimigos nada ocultos", também postado neste blog, alertava para uma campanha contra a liberdade de imprensa e, consequentemente, à própria democracia.
Essa preocupação está, agora, ecoando pela grande imprensa e nesta semana, a revista IstoÉ traz matéria e um editorial sobre o asssunto, que merecem leitura e reflexão.
A matéria, que está entre as páginas 36 a 39 e sob o título "A imprensa sob ameaça" é um verdadeiro libelo contra o perigo, mais que próximo a todos nós jornalistas e meios de comunicação. E o editorial, à página 20, "A Liberdade cerceada", nos coloca em alerta contra essas situações, que estão se tornando comum em alguns países e faz côro entre políticos locais também. É preciso enfrentar esse inimigo, nada oculto, com muita garra e determinação.
Está na revista IstoÉ, edição 2080, de 23 de setembro de 2009.
Antonio Claudio Bontorim
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