Dentre as tantas funções da mídia, seja ela impressa ou eletrônica (aqui se incluem hoje todas as redes sociais na internet), uma delas, principalmente no interior, é dar vez e voz ao cidadão que reclama do poder público e não é assistido. Sem deixar de lado a informação, principal matéria-prima para o produto notícia, as redações são verdadeiros muros de lamentações do cidadão, que cansado de procurar soluções simples onde elas deveriam estar, recorre à força dos meios de comunicação para ter exposta sua insatisfação com os agentes políticos que administram o município. Sem deixar de lado o impacto de uma manchete assustadora, ou mesmo que revele a seriedade de propósito de jornalistas bem formados e atentos, impressiona o número de ligações telefônicas – e-mails ou postagens em Facebook, Twitter, WhatsApp - que chegam diariamente como sugestões de pautas para reportagens. Quase todas de interesse público. Trata-se de um porto seguro para o contribuinte que não vê ações básicas de manutenção levadas a efeito pela Prefeitura. Situações que deveriam estar em ordens de serviço bem detalhadas nos departamentos responsáveis.
Última trincheira
Quem vive diariamente o ambiente de uma redação de jornal sabe do que estou falando. E quem não convive com isso vai conhecer, agora, como funciona o trabalho cotidiano nesse centro nervoso de poder. E põe nervos nisso. E mais correria para atender a população que, no desespero de protocolos mal resolvidos – por vezes não solucionados – buscam a imprensa como derradeiro apoio.
De tudo um pouco
De um simples buraco no asfalto a situações constrangedoras, como matagais em áreas que deveriam ser de lazer, cidadelas voltadas à comercialização e consumo de drogas e lixo espalhado em áreas públicas, os contatos são inevitáveis. E quando o leitor percebe que tem esse poder à sua disposição, não deixa de exercer seus direitos. Que às vezes lhes são negados pelo próprio poder público.
Necessário respeito
Não há um dia sequer em que as páginas da Gazeta não tragam uma notícia dessa natureza. É a imprensa fazendo seu papel de cobrar as autoridades, e que só o faz por conta da inoperância dessas próprias autoridades. E para o cidadão – e eleitor – o raciocínio é simples: “faço meus pedidos, não sou atendido, vou atrás dos meios de comunicação, para exercer essa necessária pressão para ter meus direitos respeitados”.
Direto ao cidadão
O mais engraçado, desse processo todo, é que a resposta da Prefeitura – quando ela é a envolvida – é sempre a mesma: “vamos deslocar uma equipe ao local e avaliar”. Ou, então: “os trabalhos estão no cronograma dos próximos dias”. Por que então não responder dessa forma, quando o munícipe faz a reclamação? Por que não explicar a ele essa situação, em vez de esperar cobrança pública?
A inútil burocracia
Isso é o que podemos chamar de precarização do serviço público. Que burocraticamente emite protocolos, quase sempre não cumpridos. Quando não, pede ao reclamante prazos exorbitantes para um simples trabalho de capinação ou manutenção de logradouro público. Daí o recurso de apelar à imprensa, como última tentativa de ter seu problema resolvido. São os fatos que vivenciamos diariamente.
Como diria Nelson
A conclusão é tão óbvia quanto ululante. O colunista, que também é um jornalista de redação, não precisa pedir licença para mostrar a incompetência do governo. Não precisa pedir explicação para o inexplicável e atestar o descaso do poder público com os direitos básicos da população. Nós, colunistas, convivemos cotidianamente com isso e, nesse caso, temos autoridade para exercer nosso direito à crítica.
Para alarmar, sim
Até o momento em que escrevia esta coluna, os casos de dengue já ultrapassavam os quatrocentos em apenas uma mês; 481 para ser mais exato. Numa progressão diária assustadora da doença. Aquela história de que vai acontecer com a gente não tem final feliz. Nunca.
Longe da solução
O que mais assusta, em tudo isso, é que apesar de estarmos em período que deveria ser de chuvas, isso não está acontecendo. Ou seja, não se pode culpar o tempo pelo aparecimento de criadouros do mosquito Aedes aegypti. E, mais ainda, a maioria dos casos são contraídos no próprio Município, o que nos leva a imaginar que há muitas áreas de risco espalhadas por imóveis no Município. Portanto, de responsabilidade do próprio morador. Ou proprietário. E que, aliado à falta de trabalho preventivo, acaba se transformando em verdadeira bomba-relógio, que a cada dia explode um pouco. Corre-se sempre atrás do rabo que, evidentemente, nunca será alcançado.
Pão e circo. Apenas
Por 14 votos a quatro, o vereador André Henrique dos Santos (PMDB), o Tigrão, foi suspenso por dez dias de suas funções, por suposta falta de decoro em suas atitudes e palavras. Mais uma vez os vereadores, pelo menos os que votaram pela punição, deram uma lição inequívoca de estupidez. Ao tentar mostrar que não toleram os chamados desvios de conduta, acabam por protagonizar um espetáculo circense desnecessário. Quantas outras situações, até piores do que as provocadas por Tigrão, não aconteceram antes, envolvendo outros vereadores? E nada aconteceu. Esse tipo de resposta, nem de longe, dá credibilidade a um poder que, faz tempo, não a tem mais.
Jogar para o público
Os senhores “edis” como se dizia no passado, poderiam ter evitado uma saia justa dessa natureza. Já que é para punir, então que seja de verdade. Brincar com coisa séria não é bom sinal. Muito menos o que se espera de homens públicos eleitos pelo voto. Triste.
Austeridade? Que...
...é isso? Enquanto a maioria dos trabalhadores sofre para conquistar seus porcentuais de aumento, sempre com base na inflação ou até mesmo abaixo dela e, outros, mais organizados, através de dissídios, nem sempre vantajosos para a classe trabalhadora, a Câmara de Limeira, na proposta de seu presidente recém-eleito, Nilton Santos (PRB), dá um aumento de 17% aos funcionários da Casa. Ele próprio não votou, mas 15 outros votaram. E votaram pela obrigação assumida, ou seja, pelo toma-lá-dá-cá da eleição do próprio Nilton. O momento político e econômico não é favorável a esse tipo de ação. Vale lembrar que o funcionalismo público municipal está em campanha pelo dissídio, e pede 15%¨. Está aí uma reflexão interessante a ser feita.
Pergunta rápida
Alguém sabe o verdadeiro significado da palavra dízimo?
É 171 comprovado
Dilma Rousseff (PT) prometeu, na campanha à reeleição, no ano passado, que aumento de impostos era coisa de tucano. Ela jamais faria isso. E fez. Sem dó ou corte de gastos do governo. Outro candidato à reeleição, desta vez o tucano Geraldo Alckmin, ao governo de SP, bateu o pé no chão, dizendo que não havia crise hídrica e nem haveria racionamento de água em São Paulo. A medida será posta em prática pela Sabesp. Se serve de consolo, estelionato eleitoral não tem partido. Dois exemplos clássicos.
Nota curtíssima
Os funcionários públicos municipais estão em campanha, e pedem 15% de aumento.
Frase da semana
"Para fazer rodízio, teria que ser muito pesado, muito drástico”. Paulo Massato, diretor metropolitano da Sabesp, que já admite o corte de água em São Paulo. No UOL Notícias. Terça-feira, 27.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Não vai ser fácil
Primeira sessão da Câmara Municipal do ano e o novo presidente, o vereador Nilton Santos (PRB), não consegue fazer votar o projeto que mais queria e foi adiado para a continuidade da sessão, hoje, a partir das 18h: aumento salarial dos assessores. Sessão que não é extraordinária. Ele esbarrou no ex-presidente, Ronei Martins (PT).
Não deveria ter...
...deixado de ser. É senso comum que o vereador Ronei é novamente vereador e não defensor do Poder Executivo. Ao chancelar o projeto político de Hadich (PSB) de forma incondicional, por dois anos, o petista perdeu a grande chance de se tornar uma liderança de primeira linha. Agora terá que recuperar o tempo perdido.
Meu time é outro
Hadich, que sempre se beneficiou desse apoio e precisou dele, agora passa a chutar o PT de sua administração. Acho que aqui vale o ditado: “o dia do benefício é a véspera da ingratidão”. Só não se sabe o que ele vai fazer com seu vice, o também petista Lima, que foi eleito na mesma chapa.
Perdendo a razão
Moradores das imediações do piscinão do Tiro de Guerra, que vêm criticando as obras paulatinamente, ao serem chamados à participação, na formação de uma comissão de acompanhamento dessas obras, praticamente ignoraram o convite. Perdem, dessa forma, a oportunidade de expor suas opiniões e insatisfações. Como podem agora criticar?
E o bispo resolve?
Que os limeirenses se preparem para dias escuros pela frente. E não ter a quem recorrer, tamanho é o jogo de empurra da Prefeitura para a Elektro e vice-versa. Falta de interesse de um lado e incompetência de outro. A população não quer explicação, quer solução.
A última de hoje
E o caminho político fica cada vez mais aberto a muitos aventureiros, que já provaram não ter interesse público. Apenas pessoal. Infelizmente, 2016 está mais próximo do que imaginamos.
Primeira sessão da Câmara Municipal do ano e o novo presidente, o vereador Nilton Santos (PRB), não consegue fazer votar o projeto que mais queria e foi adiado para a continuidade da sessão, hoje, a partir das 18h: aumento salarial dos assessores. Sessão que não é extraordinária. Ele esbarrou no ex-presidente, Ronei Martins (PT).
Não deveria ter...
...deixado de ser. É senso comum que o vereador Ronei é novamente vereador e não defensor do Poder Executivo. Ao chancelar o projeto político de Hadich (PSB) de forma incondicional, por dois anos, o petista perdeu a grande chance de se tornar uma liderança de primeira linha. Agora terá que recuperar o tempo perdido.
Meu time é outro
Hadich, que sempre se beneficiou desse apoio e precisou dele, agora passa a chutar o PT de sua administração. Acho que aqui vale o ditado: “o dia do benefício é a véspera da ingratidão”. Só não se sabe o que ele vai fazer com seu vice, o também petista Lima, que foi eleito na mesma chapa.
Perdendo a razão
Moradores das imediações do piscinão do Tiro de Guerra, que vêm criticando as obras paulatinamente, ao serem chamados à participação, na formação de uma comissão de acompanhamento dessas obras, praticamente ignoraram o convite. Perdem, dessa forma, a oportunidade de expor suas opiniões e insatisfações. Como podem agora criticar?
E o bispo resolve?
Que os limeirenses se preparem para dias escuros pela frente. E não ter a quem recorrer, tamanho é o jogo de empurra da Prefeitura para a Elektro e vice-versa. Falta de interesse de um lado e incompetência de outro. A população não quer explicação, quer solução.
A última de hoje
E o caminho político fica cada vez mais aberto a muitos aventureiros, que já provaram não ter interesse público. Apenas pessoal. Infelizmente, 2016 está mais próximo do que imaginamos.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Reflexões sobre política, ética e traições
Costumo pautar meus escritos nos conhecimentos teóricos adquiridos ao longo de minha formação acadêmica e da profissão (e que não cessam nunca pela dinâmica do próprio conhecimento), experiências pessoais vividas e, acima desses dois primeiros pilares, minha consciência. Essa sim, indivisível e impenetrável às tentativas em moldá-la conforme a conveniência do momento. Como observador atento, busco tirar proveito de tudo aquilo que meus olhos alcançam, transformando simples ações cotidianas em ensinamentos que vão enriquecer ainda mais essa bagagem vivencial para compreender a realidade que me cerca. Ou a irrealidade das condutas pautadas apenas pela ética do interesse pessoal. O que é comum no ambiente político, principalmente no partidário. Inimigos se tornam amigos; adversários se tornam aliados e estelionatos eleitorais são a simples consequência de um projeto de poder. Não de um projeto político, como deveria ser. Cuspir no prato que se come é tão habitual, que acaba se transformando em nutriente do próprio alimento. Em vez de causar asco, como acontece com quem está sentado à mesa, encoraja novas cusparadas.
A sequência dessa conduta também obedece a uma hierarquia política. Começa no centro do poder, no governo federal, passa pelas divisões geográficas desse poder, os Estados, até chegar à base dessa pirâmide, que são os municípios. E é neles em que está, justamente, o princípio de tudo. Onde os pratos se sujam com mais freqüência, e começam esse aprendizado. E onde nos atentamos mais com nossas observações e ilações. Se é cruel àqueles que dividem seus pratos, torna-se a única maneira de levar à opinião pública as práticas desses comensais ávidos, aos quais nenhuma migalha, por menor que seja, deixam escapar.
Do ponto de vista dos protagonistas desse enredo, a isso dá-se o nome de pacto pela governabilidade. Ou outro nome qualquer, que soe bem aos ouvidos dos incautos. Na prática é conhecido como conchavo e estimula o “toma-lá-dá-cá”, hoje principal característica do jogo político nacional. E garantia de ascensão a grupos que, muitas vezes, personificam o atraso e a velha política, a qual tanto se critica e que está cada dia mais longe de uma reforma moralizadora e decente. Nesse caso, a mosca azul é muito mais letal que o Aedes aegypti.
Teorias postas, ao trazer tudo isso à realidade local – o princípio de tudo, como escrevi no início – fico a me perguntar por que as reações às primeiras propostas do presidente eleito da Câmara Municipal, vereador Nilton Santos (PRB), mostradas por esta Gazeta, não provocaram nenhuma onda de indignação? Por que as redes sociais não foram acionadas, assim que ele falou em comprar mais carros, câmeras digitais para cada vereador e gastar todo o orçamento do Legislativo, para não ter que devolvê-lo no final de cada ano? Onde estão os vereadores José Roberto Bernardo (PSD), dr. Júlio (DEM) e Luisinho da Casa Kühl (PSDB), sempre zelosos pela ética e pela racionalidade, que não se manifestaram? As respostas estão na compreensão deste texto.
A sequência dessa conduta também obedece a uma hierarquia política. Começa no centro do poder, no governo federal, passa pelas divisões geográficas desse poder, os Estados, até chegar à base dessa pirâmide, que são os municípios. E é neles em que está, justamente, o princípio de tudo. Onde os pratos se sujam com mais freqüência, e começam esse aprendizado. E onde nos atentamos mais com nossas observações e ilações. Se é cruel àqueles que dividem seus pratos, torna-se a única maneira de levar à opinião pública as práticas desses comensais ávidos, aos quais nenhuma migalha, por menor que seja, deixam escapar.
Do ponto de vista dos protagonistas desse enredo, a isso dá-se o nome de pacto pela governabilidade. Ou outro nome qualquer, que soe bem aos ouvidos dos incautos. Na prática é conhecido como conchavo e estimula o “toma-lá-dá-cá”, hoje principal característica do jogo político nacional. E garantia de ascensão a grupos que, muitas vezes, personificam o atraso e a velha política, a qual tanto se critica e que está cada dia mais longe de uma reforma moralizadora e decente. Nesse caso, a mosca azul é muito mais letal que o Aedes aegypti.
Teorias postas, ao trazer tudo isso à realidade local – o princípio de tudo, como escrevi no início – fico a me perguntar por que as reações às primeiras propostas do presidente eleito da Câmara Municipal, vereador Nilton Santos (PRB), mostradas por esta Gazeta, não provocaram nenhuma onda de indignação? Por que as redes sociais não foram acionadas, assim que ele falou em comprar mais carros, câmeras digitais para cada vereador e gastar todo o orçamento do Legislativo, para não ter que devolvê-lo no final de cada ano? Onde estão os vereadores José Roberto Bernardo (PSD), dr. Júlio (DEM) e Luisinho da Casa Kühl (PSDB), sempre zelosos pela ética e pela racionalidade, que não se manifestaram? As respostas estão na compreensão deste texto.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Faça-se a luz. Mesmo que à base da chantagem
Foi mais rápido do que eu esperava, mas isso já era perceptível desde o início das discussões sobre o tema, a resistência da sociedade civil e o empurra que a Câmara protagonizou, não aprovando o projeto do prefeito Paulo Hadich (PSB). Estou falando da chantagem que o Executivo já começou em torno das melhorias no parque de iluminação pública, que desde o último dia primeiro é de responsabilidade do Município. Desde o primeiro momento, quando a proposta foi lançada, já era possível sentir que a pressão viria. E que, agora, pode deixar os limeirenses às escuras, como já vem ocorrendo – independentemente de apagões nacionais, ou não – e de ter bairros inteiros com as luzes dos postes acesas, conforme esta Gazeta mostrou na última quinta-feira, como segundo destaque da edição, associada à manchete que tratava, justamente, da confirmação da chantagem que começa a ganhar força. Atitude que só revela a incompetência do poder público em gerir crises e, principalmente, assumir responsabilidades. Principalmente porque já era do conhecimento dos municípios que isso ia acontecer.
Nem 156 ou 0800
As reclamações não param de chegar à Redação da Gazeta. Diariamente. O Serviço 156, da Prefeitura, que substituiu o 0800, da Elektro, faz balanço do número de ligações recebidas, mas estranhamente não apresenta o porcentual de atendimento das chamadas. O que põe em dúvida, também, a eficiência na gestão do problema. A crítica não é ao 156, que é muito bem gerido. É à sequência do processo.
Levado na flauta
Preparar-se de forma adequada, antecipada e com a competência que o serviço exige era obrigação da administração pública. Em respeito ao cidadão, que contribui com seus impostos. Os envelopes da licitação, que foram abertos na última quarta-feira, com o nome de oito empresas interessadas, chegam com atraso. Trata-se de uma providência que deveria ter sido tomada antes mesmo de se tentar impor nova taxa à população.
Beira o ridículo!
O processo licitatório, noticiado por este jornal, agora segue um trâmite lento e burocrático. Deve levar ao menos 90 dias para a conclusão, o que vai comprometer ainda mais o sistema, que hoje é atendido – se é que isso é fato – por quatro (apenas quatro) eletricistas da Prefeitura. Como anunciou o secretário de Serviços Públicos, Marcelo Coghi, em recente entrevista.
No escurinho da...
...Câmara, a tal taxa, a Contribuição para Custeio de Iluminação Pública (Cosip), que querem enfiar goela adentro do cidadão, deve passar, ante protestos e discursos contrários. Reflete a total falta de apreço à população, que paga toda a cadeia do serviço público e nada recebe em troca. Ia me esquecendo. Recebe, sim. Recebe revistinha, pintando de azul o que é só escuridão.
A primeira do ano
E o barulho já deve começar amanhã, com a primeira sessão ordinária de 2015, e que marca a posse do novo presidente do Legislativo local, vereador-pastor Nilton Santos (PRB) e sua mesa diretora 100% renovada. O que ainda não está claro é como será o comportamento da bancada do PT, que deu apoio incondicional a Hadich durante dois anos e agora foi escanteada, e o partido vem sendo isolado gradativamente.
Limpeza política
O que se confirmou com a posse da nova secretária da Educação, Adriana Ijano Motta, na última terça-feira, funcionária de carreira da pasta, como diretora de escola. Um nome técnico é sempre positivo para o processo da administração pública. Dá credibilidade. No embalo de uma boa notícia, entretanto, Hadich chutou o PT de uma Secretaria Municipal. E deve chutar outras também.
O último bastião
Ao apoiar Hadich o PT comprou gato por lebre. Atirou no que viu, mas não acertou nem o alvo errado. Não sei se podem fazer a diferença, mas os quatro vereadores petistas são a última trincheira do partido. E foram traídos em sua confiança. Triste.
De volta ao ninho
O PSDB começa a definir seu projeto de poder em Limeira. Em pomposo convite distribuído à imprensa na última quinta-feira, os tucanos anunciaram a filiação de um velho conhecido do partido. O ex-vereador e ex-presidente da Câmara, Eliseu Daniel dos Santos. O político, que já militou nas hostes do tucanato limeirense, nos últimos anos passou por diversas siglas, sempre de acordo com seu interesse político. Agora ele volta ao ninho tucano, com direito a solenidade e tudo mais. E que aconteceu na tarde da última sexta-feira, nas dependências do Legislativo limeirense.
Próximo capítulo
Essa, entretanto, é uma novela ainda sem final feliz para os atuais dirigentes tucanos. Consta que Wagner Barbosa, que passeia com autoridade pelos corredores do Prada, ganhou o direito de também se filiar ao partido, que ainda tem comissão provisória em Limeira. E foi Barbosa quem bancou o comitê do deputado federal eleito por Campinas, Carlos Sampaio, que tem fortíssima influência no PSDB. Um verdadeiro saco de gatos de todas as cores e raças. Infelizmente essa é mais uma prova de que projeto de poder é diferente de projeto político. O PT é o melhor exemplo disso. É uma prática que compromete tudo o que está escrito na cartilha. Apenas isso.
Tem batata podre
Infelizmente, lições de moral passam longe da política brasileira. Faz tempo. Todos aqueles que tentam atirar uma pedra já tiveram suas vidraças quebradas. Os discursos são lindos, mas o que se esconde por trás deles é o espúrio.
Mosquito perigoso
A semana que passou também trouxe muita preocupação com o aumento nos casos de dengue. Crescimento nos casos, mais uma morte suspeita e muitas ações preventivas, mas que são inúteis se a população não se conscientizar que precisa fazer também sua parte. O problema é grave. E o risco de epidemia é iminente. Nesse caso não se pode criticar a autoridade do setor de saúde pública, que, diferentemente de outras épocas, não está escondendo informações que comprovam a seriedade da situação. Novos casos diários surgem, em ritmo acelerado. E, por incrível que pareça, a prevenção ao problema é das mais simples e fáceis. Está ao alcance de todos.
Pergunta rápida
Quem será o próximo petista que Hadich vai chutar do governo?
Não é o que parece
Dezembro se foi, janeiro chegou e as chuvas ainda passam longe dos mananciais e os seus níveis caem a cada dia. Não há normalidade nenhuma na situação, como tenta demonstrar insistentemente o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que não assume os riscos e sempre desmente a mentira do dia anterior. Não é diferente com Limeira. O nível de gravidade é o mesmo, mas as campanhas pela economia da água parecem ter adormecido nos leitos dos rios. E o despertador insiste em não querer funcionar.
Nota curtíssima
Cuspir no prato em que se come é uma das maiores indecências do bicho homem.
Frase da semana
“O governo é um coral desafinado”. De Frei Beto, um dos fundadores do PT, sobre o novo governo Dilma Rousseff, que segundo ele é só harmonia para cortar benefícios dos mais pobres. Na revista IstoÉ. 21 de janeiro.
Nem 156 ou 0800
As reclamações não param de chegar à Redação da Gazeta. Diariamente. O Serviço 156, da Prefeitura, que substituiu o 0800, da Elektro, faz balanço do número de ligações recebidas, mas estranhamente não apresenta o porcentual de atendimento das chamadas. O que põe em dúvida, também, a eficiência na gestão do problema. A crítica não é ao 156, que é muito bem gerido. É à sequência do processo.
Levado na flauta
Preparar-se de forma adequada, antecipada e com a competência que o serviço exige era obrigação da administração pública. Em respeito ao cidadão, que contribui com seus impostos. Os envelopes da licitação, que foram abertos na última quarta-feira, com o nome de oito empresas interessadas, chegam com atraso. Trata-se de uma providência que deveria ter sido tomada antes mesmo de se tentar impor nova taxa à população.
Beira o ridículo!
O processo licitatório, noticiado por este jornal, agora segue um trâmite lento e burocrático. Deve levar ao menos 90 dias para a conclusão, o que vai comprometer ainda mais o sistema, que hoje é atendido – se é que isso é fato – por quatro (apenas quatro) eletricistas da Prefeitura. Como anunciou o secretário de Serviços Públicos, Marcelo Coghi, em recente entrevista.
No escurinho da...
...Câmara, a tal taxa, a Contribuição para Custeio de Iluminação Pública (Cosip), que querem enfiar goela adentro do cidadão, deve passar, ante protestos e discursos contrários. Reflete a total falta de apreço à população, que paga toda a cadeia do serviço público e nada recebe em troca. Ia me esquecendo. Recebe, sim. Recebe revistinha, pintando de azul o que é só escuridão.
A primeira do ano
E o barulho já deve começar amanhã, com a primeira sessão ordinária de 2015, e que marca a posse do novo presidente do Legislativo local, vereador-pastor Nilton Santos (PRB) e sua mesa diretora 100% renovada. O que ainda não está claro é como será o comportamento da bancada do PT, que deu apoio incondicional a Hadich durante dois anos e agora foi escanteada, e o partido vem sendo isolado gradativamente.
Limpeza política
O que se confirmou com a posse da nova secretária da Educação, Adriana Ijano Motta, na última terça-feira, funcionária de carreira da pasta, como diretora de escola. Um nome técnico é sempre positivo para o processo da administração pública. Dá credibilidade. No embalo de uma boa notícia, entretanto, Hadich chutou o PT de uma Secretaria Municipal. E deve chutar outras também.
O último bastião
Ao apoiar Hadich o PT comprou gato por lebre. Atirou no que viu, mas não acertou nem o alvo errado. Não sei se podem fazer a diferença, mas os quatro vereadores petistas são a última trincheira do partido. E foram traídos em sua confiança. Triste.
De volta ao ninho
O PSDB começa a definir seu projeto de poder em Limeira. Em pomposo convite distribuído à imprensa na última quinta-feira, os tucanos anunciaram a filiação de um velho conhecido do partido. O ex-vereador e ex-presidente da Câmara, Eliseu Daniel dos Santos. O político, que já militou nas hostes do tucanato limeirense, nos últimos anos passou por diversas siglas, sempre de acordo com seu interesse político. Agora ele volta ao ninho tucano, com direito a solenidade e tudo mais. E que aconteceu na tarde da última sexta-feira, nas dependências do Legislativo limeirense.
Próximo capítulo
Essa, entretanto, é uma novela ainda sem final feliz para os atuais dirigentes tucanos. Consta que Wagner Barbosa, que passeia com autoridade pelos corredores do Prada, ganhou o direito de também se filiar ao partido, que ainda tem comissão provisória em Limeira. E foi Barbosa quem bancou o comitê do deputado federal eleito por Campinas, Carlos Sampaio, que tem fortíssima influência no PSDB. Um verdadeiro saco de gatos de todas as cores e raças. Infelizmente essa é mais uma prova de que projeto de poder é diferente de projeto político. O PT é o melhor exemplo disso. É uma prática que compromete tudo o que está escrito na cartilha. Apenas isso.
Tem batata podre
Infelizmente, lições de moral passam longe da política brasileira. Faz tempo. Todos aqueles que tentam atirar uma pedra já tiveram suas vidraças quebradas. Os discursos são lindos, mas o que se esconde por trás deles é o espúrio.
Mosquito perigoso
A semana que passou também trouxe muita preocupação com o aumento nos casos de dengue. Crescimento nos casos, mais uma morte suspeita e muitas ações preventivas, mas que são inúteis se a população não se conscientizar que precisa fazer também sua parte. O problema é grave. E o risco de epidemia é iminente. Nesse caso não se pode criticar a autoridade do setor de saúde pública, que, diferentemente de outras épocas, não está escondendo informações que comprovam a seriedade da situação. Novos casos diários surgem, em ritmo acelerado. E, por incrível que pareça, a prevenção ao problema é das mais simples e fáceis. Está ao alcance de todos.
Pergunta rápida
Quem será o próximo petista que Hadich vai chutar do governo?
Não é o que parece
Dezembro se foi, janeiro chegou e as chuvas ainda passam longe dos mananciais e os seus níveis caem a cada dia. Não há normalidade nenhuma na situação, como tenta demonstrar insistentemente o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que não assume os riscos e sempre desmente a mentira do dia anterior. Não é diferente com Limeira. O nível de gravidade é o mesmo, mas as campanhas pela economia da água parecem ter adormecido nos leitos dos rios. E o despertador insiste em não querer funcionar.
Nota curtíssima
Cuspir no prato em que se come é uma das maiores indecências do bicho homem.
Frase da semana
“O governo é um coral desafinado”. De Frei Beto, um dos fundadores do PT, sobre o novo governo Dilma Rousseff, que segundo ele é só harmonia para cortar benefícios dos mais pobres. Na revista IstoÉ. 21 de janeiro.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Falta consciência
Ontem pela manhã fiquei por alguns minutos atrás de um caminhão de coleta de lixo, que subia pela Alferes Franco. E fui observando como a população pouco se importa com o meio ambiente. Havia sacos de lixo orgânico que tinham, em seu interior, mais da metade de recicláveis. Depois as pessoas não entendem as mudanças climáticas.
É difícil entender
Como Limeira não tem um programa de coleta seletiva ativo, e a própria população não busca informações sobre como dispor os recicláveis (papel, papelão, vidros e metais), e acaba jogando-os no lixo comum. E que depois vai para o aterro sanitário, contribuindo ainda mais com sua degradação. E entra, também, como peso a ser computado pela empresa responsável pela coleta em Limeira.
Uma cadeia falha
A Prefeitura, infelizmente, também não se empenha nessa conscientização. Tem um único projeto – pelo menos que eu saiba – nessa área, que é o de ecocoletores, mas que é limitado e não chega nem perto das necessidades.
Por todos os lados
E assim, todos falham com o meio ambiente. E o planeta vai ficando a cada dia mais contaminado, pela ineficiência do próprio Estado.
Iniciativas viáveis
Hoje, em Limeira, quem tem um programa efetivo de reciclagem é a Associação de Reabilitação Infantil Limeirense (Aril). Outras iniciativas nesse sentido seriam muito bem-vindas. Se cada um fizer sua parte, como a Aril vem fazendo, o meio ambiente agradece.
É 5 de fevereiro
Conforme esta coluna havia adiantado na semana passada, a Mercedes- Benz confirmou o lançamento da pedra fundamental da montadora em Iracemápolis. Será no dia 5 de fevereiro, às 11h, na área que já recebe terraplenagem, entre as rodovias Iracemápolis/Santa Bárbara e Limeira/Piracicaba. Muita gente estava garantindo que a montadora não viria mais. O programa segue o cronograma.
A última de hoje
Em Itirapina, a nova fábrica da Honda está quase concluída; a Mercedes, em Iracemápolis, começa a produzir em 2016. E, em Limeira, em 2016 só há uma certeza: eleições municipais. Difícil saber o que pode sair dessa cartola? Melhor. Da urna.
Ontem pela manhã fiquei por alguns minutos atrás de um caminhão de coleta de lixo, que subia pela Alferes Franco. E fui observando como a população pouco se importa com o meio ambiente. Havia sacos de lixo orgânico que tinham, em seu interior, mais da metade de recicláveis. Depois as pessoas não entendem as mudanças climáticas.
É difícil entender
Como Limeira não tem um programa de coleta seletiva ativo, e a própria população não busca informações sobre como dispor os recicláveis (papel, papelão, vidros e metais), e acaba jogando-os no lixo comum. E que depois vai para o aterro sanitário, contribuindo ainda mais com sua degradação. E entra, também, como peso a ser computado pela empresa responsável pela coleta em Limeira.
Uma cadeia falha
A Prefeitura, infelizmente, também não se empenha nessa conscientização. Tem um único projeto – pelo menos que eu saiba – nessa área, que é o de ecocoletores, mas que é limitado e não chega nem perto das necessidades.
Por todos os lados
E assim, todos falham com o meio ambiente. E o planeta vai ficando a cada dia mais contaminado, pela ineficiência do próprio Estado.
Iniciativas viáveis
Hoje, em Limeira, quem tem um programa efetivo de reciclagem é a Associação de Reabilitação Infantil Limeirense (Aril). Outras iniciativas nesse sentido seriam muito bem-vindas. Se cada um fizer sua parte, como a Aril vem fazendo, o meio ambiente agradece.
É 5 de fevereiro
Conforme esta coluna havia adiantado na semana passada, a Mercedes- Benz confirmou o lançamento da pedra fundamental da montadora em Iracemápolis. Será no dia 5 de fevereiro, às 11h, na área que já recebe terraplenagem, entre as rodovias Iracemápolis/Santa Bárbara e Limeira/Piracicaba. Muita gente estava garantindo que a montadora não viria mais. O programa segue o cronograma.
A última de hoje
Em Itirapina, a nova fábrica da Honda está quase concluída; a Mercedes, em Iracemápolis, começa a produzir em 2016. E, em Limeira, em 2016 só há uma certeza: eleições municipais. Difícil saber o que pode sair dessa cartola? Melhor. Da urna.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Eu sou Charlie. Mas o outro lado também
Nunca se falou tanto em liberdade de expressão como nessas últimas duas semanas. O pós-Charlie Hebdo continua provocando uma onda de discussões teóricas, que na prática parecem significar menos do que a proporção que o tema ganhou neste período. O debate sobre os limites – que ninguém sabe como se determina – que devem ou não se impor aos meios de comunicação perde o sentido à medida que é unilateral; contempla apenas uma das partes envolvidas na polêmica que se criou após os atentados à sede do jornal satírico francês – ou revista - e as desnecessárias mortes, de ambos os lados, que chocaram o mundo. E há outras questões que estão sendo deixadas de lado (ou pelo menos não ganham a necessária ênfase que o assunto requer) que têm até mais importância na ordem desses acontecimentos, do que supõe a vã filosofia ocidental. Questões como segregação, que se transforma em guetos, discriminação religiosa ou étnica, além da dificuldade em se conviver com as diferenças.
A própria sociedade ocidental empurra os diferentes – e as diferenças - para lugares, onde ninguém gostaria de estar. Transforma-os em símbolos inequívocos da intolerância, quando professam algum tipo de fé que difere da não recomendada pelos manuais. Ou trazem em suas origens, nomes e sobrenomes, o estigma de culturas que dificilmente iríamos entender ou aceitar. E é justamente essa cultura e o exercício de seus princípios que, aos serem negadas e tolhidas, acabam por provocar reações longe de nossa compreensão e visão de um mundo que sempre nos foi negado conhecer. Ou melhor, o conhecemos de forma deturpada pela propaganda. Sempre negativa, diga-se. Isso não é uma defesa, e nem tem a pretensão de ser, do direito em tirar vidas e provocar o medo por ameaças incompreensíveis, cujos argumentos encontram-se na leitura equivocada de fundamentos religiosos, que transforma seus ensinamentos em licença para matar.
Nenhum campo é mais fértil para esse tipo de fanatismo, que assistimos derrubar monumentos, atentar contra a liberdade de expressão e tirar vidas inocentes, do que a segregação a que me referi anteriormente. A discriminação é uma porta aberta a qualquer tipo de crença ou ideologia, prestes a vir à tona, quando bem trabalhadas nas cabeças de todos aqueles que sentem na própria pele esse tipo de situação. E o fundamentalismo religioso – seja ele cristão ou muçulmano – se aproveita muito bem dessas oportunidades e entra porta adentro com tamanha facilidade que foge ao controle da própria sociedade. Os resultados, bem, os resultados já conhecemos sem, no entanto, tirar proveito de seus ensinamentos. As lições dessas tragédias ainda estão longe de estabelecerem o parâmetro necessário de compreensão, para que idioma, fé e cultura não sejam as diferenças que estimulem essas guerras-santas (o Ocidente também já foi jihadista no Oriente) mas um ponto de convergência para a paz. Se tenho o direito em defender minha liberdade de expressão, tenho o dever de lutar para garantir a do meu semelhante. Um princípio que vai muito além de qualquer Charlie Hebdo.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Depois de só patinar... tração nas quatro rodas
A primeira grande notícia do ano para o Município foi dada por esta Gazeta na última terça-feira, 13. Pelo menos do ponto de vista político-administrativo. É que a secretária de Cultura, Gláucia Bilatto, anunciou os preparativos para que a nova sede da biblioteca municipal, no prédio do Parque Cidade, receba as adequações necessárias para o seu funcionamento. E como sou um crítico contumaz da gestão Paulo Hadich (PSB), depois de acreditar que seria um avanço, quando ele derrotou algumas forças conservadoras de Limeira (todo mudo erra), a informação é de extrema importância para a população, especialmente para quem utiliza a Biblioteca João de Souza Ferraz, hoje muito mal acomodada em espaço alugado no Centro da cidade. É que em fevereiro o prédio do museu, na antiga escola Flamínio Ferreira (fechado para reformas desde 2009) voltará a funcionar, abrigando a Escola Municipal de Cultura e Artes (Emcea) e o próprio museu. E tem dupla importância essa informação, colhida pela jornalista Daíza Lacerda. A primeira, o retorno das atividades no prédio do museu e a segunda, e mais importante, é que finalmente a biblioteca terá um espaço adequado.
Dois longos anos
Todo esse processo, que poderia ter sido agilizado com mais vontade política e menos politicagem, levou dois anos, ou melhor, metade do mandato de Hadich, para ser finalmente concluído. E apesar de todo esse atraso, merece ser elogiado. É o “antes tarde que nunca”, que deveria ser exceção, mas virou regra na administração pública, que pelo menos tem um final feliz. Pelo menos anunciado.
Muito demorado
Durante todo esse período, em que assisti ao processo de reforma do prédio no Parque Cidade, que foi concebido como pavilhão de eventos lá no início da década de 1980, virou Ceprosom e etc., não entendi o porquê da demora. Principalmente por que havia sido concluída na administração passada, e era inconcebível um imóvel daquela proporção estar abandonado e à mercê do vandalismo.
E datas definidas
Mas como não há mal que sempre dure, eis que a secretária de Cultura resolve confirmar a informação. Inclusive com datas, o que é algo muito bom, se não for levado em banho-maria. No próximo mês, fevereiro, a Emcea começa a funcionar no prédio do museu e, entre fevereiro e março, a nova biblioteca começa a ser transferida e o local readequado e modernizado. Se levado a efeito, vale o elogio.
Reeleição à frente
Interessante tudo isso. Mas se formos analisar por um outro lado – e sempre há o outro lado – há dimensões extremamente políticas nesses anúncios. Dar início à uma agenda positiva, que possa reverter essa imagem de marasmo da gestão Hadich. Principalmente se levarmos em conta que faltam apenas dois anos para seu término, e o interesse à reeleição é óbvio. O que é regra, mas deveria ser exceção.
Educação sem PT
O PT começa a perder espaço na Prefeitura. Confirmada a saída de José Claudinei Lombardi, o Zezo, e a posse de Adriana Motta à Secretaria de Educação, Hadich dá um passo a mais em sua intenção de isolar, definitivamente, o Partido dos Trabalhadores de sua administração para os dois últimos anos de governo. E não deve parar por aí, já que outras pastas ocupadas pelo PT podem ter o mesmo fim.
Mais que acertado
Nada mais justo, diga-se, do que nomear para uma função tão importante, como a pasta da Educação, do que uma especialista na área. Adriana é diretora de escola, e por isso é credenciada para o cargo. Zezo também é do ramo, e um dos melhores. Seu projeto do Fila Única para as creches – excelente na sua concepção – que foi considerado inconstitucional, pode tê-lo deixado frustrado. E ponto final.
Raciocínio lógico
Desde o ano passado, quando abraçou Alckmin (PSDB) como candidato ao governo do Estado, Hadich começou a sinalizar nessa direção. Mesmo com o PT fechado 100% com o Poder Executivo na Câmara, que lhe deu a sustentação necessária, parece que ele pouco se importa, agora, com isso. Afinal, ele pode conquistar novos aliados no Legislativo e isolar ainda mais o ingênuo PT limeirense.
Os novos aliados
E com uma nova Mesa Diretora, sem nenhum petista a ocupar cargo, Paulo Hadich pode conquistar a simpatia, inclusive dos três mais ferrenhos oposicionistas, os vereadores José Roberto Bernardo (PSD), dr, Júlio (DEM) e Luizinho da Casa Kühl (PSDB).
E fim de história
Se o PT tem a maior bancada, quatro vereadores, isolado ele não é maioria. E a Câmara é composta por 21. Sobram 17. E, nos bastidores, conforme me revelou uma fonte, lá nos corredores do Prada, há uma forte indicação de que Hadich vai mesmo compor com Nilton Santos (PRB) e tentar atrair os três oposicionistas. E fim de papo. Basta que acene nessa direção. E bala na agulha para isso – sem intenção de trocadilho – ele tem para isso. Resta saber se vai saber usá-la com precisão. Resta saber como vai ficar o vice-prefeito, o petista Antônio Carlos Lima, nessa história. Vamos aguardar.
Limeira Ativa e...
Finalmente. Recebi em meu apartamento a polêmica revista Limeira Ativa, que expõe obras e feitos da prefeitura de Paulo Hadich. Escrevi sobre isso em minha página no Facebook, assim que recebi o exemplar. Aliás, de polêmica não tem nada. Apenas publicidade oficial, desnecessária e dinheiro jogado fora. E isso é opinião corrente.
...IPTU da Sorte
Mas vou lembrar de um outro fato envolvendo publicação oficial, com dinheiro público. A revista IPTU da Sorte, editada no último ano da administração do PSDB em Limeira, quando era prefeito José Carlos Pejon, que era vice de Pedrinho Kuhl e o sucedeu quando ele foi disputar uma vaga na Câmara Federal. Pejon concorria ao cargo nas eleições daquele ano, 2004. Interessante, pois a IPTU da Sorte nada mais era do que publicidade oficial de obras e realizações (????), disfarçada em promoção de prêmios e, muito mais grave, lançada no período pré-eleitoral. São as ironias que a política nos proporciona. E é sempre bom lembrar dessas histórias e fatos, para que todos percebam as semelhanças. O resto é perfumaria.
Pergunta rápida
Você também é Charlie Hebdo?
Ódio e intolerância
Pior que o ataque à sede da revista satírica Charlie Hebdo, que resultou na morte de 12 pessoas, entre elas quatro de seus mais importantes cartunistas, é a onda islamofóbica que assola a Europa. Países considerados culturalmente avançados estão entrando na onda de radicais da direita e provocam uma onda gigante de ódio aos muçulmanos, como se eles fossem todos fundamentalistas. Até ao Brasil chegou essa onda, que pode ser vista diariamente pelas redes sociais. O ódio não tem religião ou etnia. É um só.
Nota curtíssima
Geraldo Alckmin admitiu o racionamento de água em São Paulo. Eu já sabia!
Frase da semana
“Não tenho conhecimento de mal feito de Graça”. Eduardo Braga, ministro das Minas e Energia, sobre a conduta da presidente da Petrobras, Graça Foster. Na Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 16.
Dois longos anos
Todo esse processo, que poderia ter sido agilizado com mais vontade política e menos politicagem, levou dois anos, ou melhor, metade do mandato de Hadich, para ser finalmente concluído. E apesar de todo esse atraso, merece ser elogiado. É o “antes tarde que nunca”, que deveria ser exceção, mas virou regra na administração pública, que pelo menos tem um final feliz. Pelo menos anunciado.
Muito demorado
Durante todo esse período, em que assisti ao processo de reforma do prédio no Parque Cidade, que foi concebido como pavilhão de eventos lá no início da década de 1980, virou Ceprosom e etc., não entendi o porquê da demora. Principalmente por que havia sido concluída na administração passada, e era inconcebível um imóvel daquela proporção estar abandonado e à mercê do vandalismo.
E datas definidas
Mas como não há mal que sempre dure, eis que a secretária de Cultura resolve confirmar a informação. Inclusive com datas, o que é algo muito bom, se não for levado em banho-maria. No próximo mês, fevereiro, a Emcea começa a funcionar no prédio do museu e, entre fevereiro e março, a nova biblioteca começa a ser transferida e o local readequado e modernizado. Se levado a efeito, vale o elogio.
Reeleição à frente
Interessante tudo isso. Mas se formos analisar por um outro lado – e sempre há o outro lado – há dimensões extremamente políticas nesses anúncios. Dar início à uma agenda positiva, que possa reverter essa imagem de marasmo da gestão Hadich. Principalmente se levarmos em conta que faltam apenas dois anos para seu término, e o interesse à reeleição é óbvio. O que é regra, mas deveria ser exceção.
Educação sem PT
O PT começa a perder espaço na Prefeitura. Confirmada a saída de José Claudinei Lombardi, o Zezo, e a posse de Adriana Motta à Secretaria de Educação, Hadich dá um passo a mais em sua intenção de isolar, definitivamente, o Partido dos Trabalhadores de sua administração para os dois últimos anos de governo. E não deve parar por aí, já que outras pastas ocupadas pelo PT podem ter o mesmo fim.
Mais que acertado
Nada mais justo, diga-se, do que nomear para uma função tão importante, como a pasta da Educação, do que uma especialista na área. Adriana é diretora de escola, e por isso é credenciada para o cargo. Zezo também é do ramo, e um dos melhores. Seu projeto do Fila Única para as creches – excelente na sua concepção – que foi considerado inconstitucional, pode tê-lo deixado frustrado. E ponto final.
Raciocínio lógico
Desde o ano passado, quando abraçou Alckmin (PSDB) como candidato ao governo do Estado, Hadich começou a sinalizar nessa direção. Mesmo com o PT fechado 100% com o Poder Executivo na Câmara, que lhe deu a sustentação necessária, parece que ele pouco se importa, agora, com isso. Afinal, ele pode conquistar novos aliados no Legislativo e isolar ainda mais o ingênuo PT limeirense.
Os novos aliados
E com uma nova Mesa Diretora, sem nenhum petista a ocupar cargo, Paulo Hadich pode conquistar a simpatia, inclusive dos três mais ferrenhos oposicionistas, os vereadores José Roberto Bernardo (PSD), dr, Júlio (DEM) e Luizinho da Casa Kühl (PSDB).
E fim de história
Se o PT tem a maior bancada, quatro vereadores, isolado ele não é maioria. E a Câmara é composta por 21. Sobram 17. E, nos bastidores, conforme me revelou uma fonte, lá nos corredores do Prada, há uma forte indicação de que Hadich vai mesmo compor com Nilton Santos (PRB) e tentar atrair os três oposicionistas. E fim de papo. Basta que acene nessa direção. E bala na agulha para isso – sem intenção de trocadilho – ele tem para isso. Resta saber se vai saber usá-la com precisão. Resta saber como vai ficar o vice-prefeito, o petista Antônio Carlos Lima, nessa história. Vamos aguardar.
Limeira Ativa e...
Finalmente. Recebi em meu apartamento a polêmica revista Limeira Ativa, que expõe obras e feitos da prefeitura de Paulo Hadich. Escrevi sobre isso em minha página no Facebook, assim que recebi o exemplar. Aliás, de polêmica não tem nada. Apenas publicidade oficial, desnecessária e dinheiro jogado fora. E isso é opinião corrente.
...IPTU da Sorte
Mas vou lembrar de um outro fato envolvendo publicação oficial, com dinheiro público. A revista IPTU da Sorte, editada no último ano da administração do PSDB em Limeira, quando era prefeito José Carlos Pejon, que era vice de Pedrinho Kuhl e o sucedeu quando ele foi disputar uma vaga na Câmara Federal. Pejon concorria ao cargo nas eleições daquele ano, 2004. Interessante, pois a IPTU da Sorte nada mais era do que publicidade oficial de obras e realizações (????), disfarçada em promoção de prêmios e, muito mais grave, lançada no período pré-eleitoral. São as ironias que a política nos proporciona. E é sempre bom lembrar dessas histórias e fatos, para que todos percebam as semelhanças. O resto é perfumaria.
Pergunta rápida
Você também é Charlie Hebdo?
Ódio e intolerância
Pior que o ataque à sede da revista satírica Charlie Hebdo, que resultou na morte de 12 pessoas, entre elas quatro de seus mais importantes cartunistas, é a onda islamofóbica que assola a Europa. Países considerados culturalmente avançados estão entrando na onda de radicais da direita e provocam uma onda gigante de ódio aos muçulmanos, como se eles fossem todos fundamentalistas. Até ao Brasil chegou essa onda, que pode ser vista diariamente pelas redes sociais. O ódio não tem religião ou etnia. É um só.
Nota curtíssima
Geraldo Alckmin admitiu o racionamento de água em São Paulo. Eu já sabia!
Frase da semana
“Não tenho conhecimento de mal feito de Graça”. Eduardo Braga, ministro das Minas e Energia, sobre a conduta da presidente da Petrobras, Graça Foster. Na Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 16.
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