Trafegar à noite pela área central da cidade, com o início de horário especial de Natal, está causando transtornos inomináveis aos consumidores. E não é apenas por conta do movimento nas lojas, não, que aparentemente não está ruim, porém, ainda é difícil de avaliar se está dentro do esperado. Com o tempo reduzido à noite, os semáforos disponibilizam 12, 14 segundos com a luz verde, o que quase não dá, em certos momentos, para atravessar de um cruzamento a outro sem que o próximo esteja com a luz vermelha acionada. E, além disso, para complicar o que já está complicado, não há um mínimo de sincronismo possível entre eles, amarrando o trânsito, que já não flui em dias normais.
Este é um tema recorrente, mas que não sai da pauta há muito tempo. Ouvem-se explicações e anúncios periódicos de que o sistema está passando por atualização e os problemas serão resolvidos, para que haja maior fluidez no tráfego. A prática, porém, tem se revelado diametralmente oposta às medidas divulgadas. E o tempo vai passando e o sinal continua com a luz vermelha acesa. Os exemplos são claros e comprovam essa falta de coerência entre discurso e atitude. De sincronismo mesmo, para não perder o trocadilho.
Se em dias normais esses problemas noturnos – porque os diurnos nem contam mais – já existem, agora com a concentração de veículos circulando pelas principais ruas do centro, também à noite, eles ficam mais evidentes ainda. E essa confusão toda compromete, também, a circulação dos próprios pedestres, que desde o último dia 8, já compõem a paisagem noturna das principais ruas comerciais do quadrilátero central e do Centro Acima, para as compras de Natal e fim de ano. A mobilidade urbana fica, dessa forma, extremamente comprometida e pode até desestimular o consumo, dado ao caos e à falta de opções para uma locomoção mais rápida. E é sabido que os empresários do setor, se não estão otimistas ao extremo, ainda esperam por um desempenho igual ao do ano passado, o poder público tem a obrigação de contribuir com sua fatia nos serviços que lhe cabem. E o trânsito é um deles. É do próprio interesse desse poder público o aumento no consumo e na circulação – essa palavrinha persegue mesmo – de dinheiro, pois incidirá na arrecadação e, portanto, nas contas públicas, alvo de constantes reclamações da administração municipal, quando anuncia a paralisação de alguns de seus serviços, por conta da escassez de dinheiro.
E é apenas eficiência que se cobra. E eficiência, cá entre nós, não é gasto. É investimento. E tem retorno garantido. Não custa, portanto, um pouquinho mais de atenção da Secretaria de Mobilidade Urbana para com esse problema crônico do Município. Como costumo cobrar, também, uma experiência prática das autoridades do trânsito, em se utilizar das ruas centrais nos horários de pico e, agora, no período noturno. Penso que a secretária Andrea Júlia Soares deveria ir às compras para uma experiência prática.
Há décadas que soluções são prometidas, mas entra governo e sai (des)governo e nada muda. O vício de origem nunca foi curado. Difícil saber se a manutenção é que é ruim ou a gestão pública que é incompetente.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
Nem revanche ou vingança. Pede-se apenas justiça
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) concluiu, depois de dois anos, seus trabalhos de busca a documentos e provas sobre o período mais obscuro da história do Brasil. Para não dizer mais hediondo também. E foi o assunto da semana que passou. Esteve nas páginas da mídia impressa e com ampla cobertura também da mídia eletrônica. E se não foram surpreendentes, suas conclusões – em relatório entregue de forma solene à presidente Dilma Rousseff (PT) – revelaram o que e como foram os 21 anos do País sob o comando dos militares. Com direito a depoimentos estarrecedores e à covardia de muitos que não aceitaram depor, talvez com medo de uma verdade ainda mais cruel. Tudo o que estava escondido sob o manto da anistia “ampla, geral e irrestrita” (ou quase tudo) veio à tona para confirmar o que já era de conhecimento da maioria dos brasileiros. Desta vez com direito a ouvir da própria boca de alguns de seus personagens, a sequência de crimes cometidos por agentes do Estado. Ao contrário do que imaginam alguns, não há clima revanchista e nem de espírito vingativo nos propósitos da CNV. Busca-se, daqui para frente, justiça.
Nada a esconder
Os achados durante esse período de pesquisas, debates e depoimentos, com certeza não são a terça parte (talvez menos ainda) de tudo o que aconteceu entre abril de 1964 a março de 1985. Mas deve passar a limpo parte de uma história que ainda estava escondida. Ou camuflada sob a égide do esquecimento. Muito cômodo a alguns de seus protagonistas, cujo interesse passou longe da verdade.
Realidade à vista
A perseverança e o interesse histórico de todos os membros da Comissão da Verdade foram essenciais para que um resultado mais próximo daquela realidade fosse alcançado e viesse à tona. Mesmo que a contragosto de pessoas e instituições, que ainda defendem que se jogue tudo isso para debaixo do tapete, acobertando um momento nada exemplar da vida da nação. A temeridade implica culpa.
É para a história
O que foi apresentado não poderia ter melhor data escolhida, o 10 de dezembro, data em que a ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem. E três dias antes de a redação do ato institucional número cinco, popularmente conhecido como AI-5, completar 46 anos e que foi um dos mais fortes instrumentos da ditadura. É forte, portanto, o simbolismo embutido nesta data.
Anos de chumbo
Não pretendo me ater e enumerar ou descrever aos dados registrados no relatório, que já foram esmiuçados pela imprensa e analisados sob os mais diferentes ângulos. Inclusive ideológicos. O importante, agora, é entender a relevância desses fatos e levar esse entendimento à maior parte da opinião pública possível. É ela quem tem o direito de saber tudo o que de fato aconteceu durante a ditadura.
O mundo girou
Não é necessário levar à execração pública executores e mandantes das atrocidades cometidas em nome da liberdade. Isso não existe. Mesmo porque muitos já morreram. Como também essa verdade não trará os mortos e desaparecidos de volta. Mas dará conforto àqueles que foram torturados e ainda estão vivos em saber que seus sacrifícios não foram em vão. Não há retaliação quando se trata de história.
É desnecessário
A principal conclusão da Comissão da Verdade, vale salientar, é que foram crimes cometidos contra a humanidade. E esses não prescrevem jamais e só, por isso, seus autores devem ser punidos. Embora alguns defendam alterações legais, não vejo a necessidade de rever a Lei da Anistia, pois ela não contempla essas peculiaridades. Agora é com o Poder Judiciário, de quem será a palavra final.
Espírito aberto
A própria presidente Dilma Rousseff, uma das vítimas de tortura do regime militar também deixou claro que o Planalto não vai incentivar essa revisão. E ela está certa, embora desagrade a setores que apoiam tal mudança. Só o fato de recontar e repassar à memória esses 21 anos de horror institucionalizado por parte das forças militares já significa um alívio histórico. Punir criminosos, porém, é preciso.
Para nunca mais
Que todas as conclusões e recomendações da CNV sejam seguidas à risca. E que sirva, também, como exemplo a não mais ser repetido. E abra mentes e corações daqueles que, inadvertidamente ou por desconhecimento histórico, pedem a volta dos militares.
Que semana dura!
O reeleito governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), tiveram uma semana nada agradável. Ambos tiveram suas contas de campanha reprovadas pelos respectivos tribunais eleitorais – TRE-SP e TRE-MG – e agora terão que rebolar. Bem provável que as partes cheguem a um acordo e tudo morra com a posse de ambos. Já a presidente Dilma Rousseff (PT) teve suas contas da campanha presidencial aprovadas (com ressalvas) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E com o voto do relator, ministro Gilmar Mendes, considerado por muitos um “tucano” de carteirinha. São os paradoxos da política. Desde a semana passada havia muita gente apostando na reprovação dessas contas. E fazendo todo tipo de lucubração imaginável e possível. Fez água. A eleição, porém, ainda não acabou.
Ainda as eleições
Na próxima quinta-feira, 19, Limeira volta a ter, oficialmente, um deputado federal. O eleito Miguel Lombardi (PR) será diplomado depois de duas décadas sem um representante na Câmara Federal. A posse será no dia primeiro de fevereiro de 2015. Como vereador, entretanto, ele ainda participa da sessão de amanhã.
Para fechar o ano
Amanhã é a última sessão ordinária do ano de 2014 na Câmara de Limeira. Votações complicadas e eleição da nova mesa diretora. IPTU para chácaras e sítios; a taxa de luz, talvez e, conforme levantou a jornalista Érica Samara da Silva, na coluna Ângulos, na última sexta-feira, uma possível CP contra o vereador Raul Nilsen Filho (PMDB), ainda por causa do contrato de nebulização, quando ele ainda era secretário da Saúde. Promete. Como prometia a da semana passada, que terminou morna. Grandes emoções.
Cefaleia à vista...
Com todos os projetos polêmicos apresentados e o desgaste que eles podem causar aos vereadores, a manutenção da maioria na base governista ainda é uma incógnita. Ninguém deve acreditar, porém, que Hadich vá perder o conforto e ter sua bancada reduzida a números perigosos, mas poderá, sim, ter uma dorzinha de cabeça aqui ou ali. Mesmo porque ele ainda tem defensores ferrenhos no Legislativo, como é o caso do petista Wilson Cerqueira, líder do governo na Câmara e que pode ser um dos candidatos à Presidência da Casa. A não ser que haja uma debandada geral, o que até pode ser possível, pois como costumo dizer, em política nem sempre 2 + 2 é igual a 4. Como ainda restam dois anos de mandato, é preciso saber até onde vão as concessões.
Pergunta rápida
Com quantos vereadores se faz uma oposição forte na Câmara?
É para desconfiar
As amarrações que o vereador Nilton Santos (PRB) está fazendo para tentar ser o novo presidente da Câmara Municipal é de causar arrepios. Depois de dois anos como membro da mesa diretora e aproveitando-se do status de base governista, ele demonstra pouca habilidade ao fazer concessões à oposição, para tentar garantir sua eleição. O vereador não vai incluir nenhum nome do PT na nova mesa para satisfazer os caprichos dos oposicionistas. Vale lembrar que proporcionalmente os petistas são a maior bancada individual do Legislativo. E para voos mais altos, que é a intenção do peerrebista, ele pode estar dando um tiro no pé. Se mais à frente precisar de apoio mais amplo, parece-me que esse não é o caminho a ser seguido. Há até um pouco de deslealdade nisso.
Nota curtíssima
O pior defeito que um ser humano pode ter é o de cuspir no prato que come.
Frase da semana
"Essas pessoas, na verdade, roubaram o orgulho dos brasileiros”. Do procurador geral da República, Rodrigo Janot, sobre os envolvidos na Operação Lava Jato. No UOL Notícias-Política. Quinta-feira, 11.
Nada a esconder
Os achados durante esse período de pesquisas, debates e depoimentos, com certeza não são a terça parte (talvez menos ainda) de tudo o que aconteceu entre abril de 1964 a março de 1985. Mas deve passar a limpo parte de uma história que ainda estava escondida. Ou camuflada sob a égide do esquecimento. Muito cômodo a alguns de seus protagonistas, cujo interesse passou longe da verdade.
Realidade à vista
A perseverança e o interesse histórico de todos os membros da Comissão da Verdade foram essenciais para que um resultado mais próximo daquela realidade fosse alcançado e viesse à tona. Mesmo que a contragosto de pessoas e instituições, que ainda defendem que se jogue tudo isso para debaixo do tapete, acobertando um momento nada exemplar da vida da nação. A temeridade implica culpa.
É para a história
O que foi apresentado não poderia ter melhor data escolhida, o 10 de dezembro, data em que a ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem. E três dias antes de a redação do ato institucional número cinco, popularmente conhecido como AI-5, completar 46 anos e que foi um dos mais fortes instrumentos da ditadura. É forte, portanto, o simbolismo embutido nesta data.
Anos de chumbo
Não pretendo me ater e enumerar ou descrever aos dados registrados no relatório, que já foram esmiuçados pela imprensa e analisados sob os mais diferentes ângulos. Inclusive ideológicos. O importante, agora, é entender a relevância desses fatos e levar esse entendimento à maior parte da opinião pública possível. É ela quem tem o direito de saber tudo o que de fato aconteceu durante a ditadura.
O mundo girou
Não é necessário levar à execração pública executores e mandantes das atrocidades cometidas em nome da liberdade. Isso não existe. Mesmo porque muitos já morreram. Como também essa verdade não trará os mortos e desaparecidos de volta. Mas dará conforto àqueles que foram torturados e ainda estão vivos em saber que seus sacrifícios não foram em vão. Não há retaliação quando se trata de história.
É desnecessário
A principal conclusão da Comissão da Verdade, vale salientar, é que foram crimes cometidos contra a humanidade. E esses não prescrevem jamais e só, por isso, seus autores devem ser punidos. Embora alguns defendam alterações legais, não vejo a necessidade de rever a Lei da Anistia, pois ela não contempla essas peculiaridades. Agora é com o Poder Judiciário, de quem será a palavra final.
Espírito aberto
A própria presidente Dilma Rousseff, uma das vítimas de tortura do regime militar também deixou claro que o Planalto não vai incentivar essa revisão. E ela está certa, embora desagrade a setores que apoiam tal mudança. Só o fato de recontar e repassar à memória esses 21 anos de horror institucionalizado por parte das forças militares já significa um alívio histórico. Punir criminosos, porém, é preciso.
Para nunca mais
Que todas as conclusões e recomendações da CNV sejam seguidas à risca. E que sirva, também, como exemplo a não mais ser repetido. E abra mentes e corações daqueles que, inadvertidamente ou por desconhecimento histórico, pedem a volta dos militares.
Que semana dura!
O reeleito governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), tiveram uma semana nada agradável. Ambos tiveram suas contas de campanha reprovadas pelos respectivos tribunais eleitorais – TRE-SP e TRE-MG – e agora terão que rebolar. Bem provável que as partes cheguem a um acordo e tudo morra com a posse de ambos. Já a presidente Dilma Rousseff (PT) teve suas contas da campanha presidencial aprovadas (com ressalvas) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E com o voto do relator, ministro Gilmar Mendes, considerado por muitos um “tucano” de carteirinha. São os paradoxos da política. Desde a semana passada havia muita gente apostando na reprovação dessas contas. E fazendo todo tipo de lucubração imaginável e possível. Fez água. A eleição, porém, ainda não acabou.
Ainda as eleições
Na próxima quinta-feira, 19, Limeira volta a ter, oficialmente, um deputado federal. O eleito Miguel Lombardi (PR) será diplomado depois de duas décadas sem um representante na Câmara Federal. A posse será no dia primeiro de fevereiro de 2015. Como vereador, entretanto, ele ainda participa da sessão de amanhã.
Para fechar o ano
Amanhã é a última sessão ordinária do ano de 2014 na Câmara de Limeira. Votações complicadas e eleição da nova mesa diretora. IPTU para chácaras e sítios; a taxa de luz, talvez e, conforme levantou a jornalista Érica Samara da Silva, na coluna Ângulos, na última sexta-feira, uma possível CP contra o vereador Raul Nilsen Filho (PMDB), ainda por causa do contrato de nebulização, quando ele ainda era secretário da Saúde. Promete. Como prometia a da semana passada, que terminou morna. Grandes emoções.
Cefaleia à vista...
Com todos os projetos polêmicos apresentados e o desgaste que eles podem causar aos vereadores, a manutenção da maioria na base governista ainda é uma incógnita. Ninguém deve acreditar, porém, que Hadich vá perder o conforto e ter sua bancada reduzida a números perigosos, mas poderá, sim, ter uma dorzinha de cabeça aqui ou ali. Mesmo porque ele ainda tem defensores ferrenhos no Legislativo, como é o caso do petista Wilson Cerqueira, líder do governo na Câmara e que pode ser um dos candidatos à Presidência da Casa. A não ser que haja uma debandada geral, o que até pode ser possível, pois como costumo dizer, em política nem sempre 2 + 2 é igual a 4. Como ainda restam dois anos de mandato, é preciso saber até onde vão as concessões.
Pergunta rápida
Com quantos vereadores se faz uma oposição forte na Câmara?
É para desconfiar
As amarrações que o vereador Nilton Santos (PRB) está fazendo para tentar ser o novo presidente da Câmara Municipal é de causar arrepios. Depois de dois anos como membro da mesa diretora e aproveitando-se do status de base governista, ele demonstra pouca habilidade ao fazer concessões à oposição, para tentar garantir sua eleição. O vereador não vai incluir nenhum nome do PT na nova mesa para satisfazer os caprichos dos oposicionistas. Vale lembrar que proporcionalmente os petistas são a maior bancada individual do Legislativo. E para voos mais altos, que é a intenção do peerrebista, ele pode estar dando um tiro no pé. Se mais à frente precisar de apoio mais amplo, parece-me que esse não é o caminho a ser seguido. Há até um pouco de deslealdade nisso.
Nota curtíssima
O pior defeito que um ser humano pode ter é o de cuspir no prato que come.
Frase da semana
"Essas pessoas, na verdade, roubaram o orgulho dos brasileiros”. Do procurador geral da República, Rodrigo Janot, sobre os envolvidos na Operação Lava Jato. No UOL Notícias-Política. Quinta-feira, 11.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Queimou o filme
Não há uma ação positiva do governo Paulo Hadich (PSB), que não venha acompanhada de uma desastrada. Depois da aprovação do projeto que regulariza as chácaras de recreio, ele quer cobrar IPTU justamente de chácaras e sítios. Se, na zona rural, já pagam o ITR – Imposto Territorial Rural. E agora IPTU também?
Aqui não. Nem lá
A desculpa – ou argumento, como queiram – está na execução de serviços públicos embutidos no IPTU, que seriam executados pela prefeitura. Ora, se nem na área urbana esses serviços são de qualidade e deixam a desejar na sua execução, é fácil imaginar na zona rural como seriam. Exemplo: conservação das estradas rurais. Tenho dito.
Arrecadar mais
Penso que nem mesmo o argumento de que há chácaras em zona urbana que se beneficiam dessa situação é válido. É preciso cuidado com essa sanha arrecadatória.
Desta vez, acerto
E para completar o raciocínio, a decoração de Natal da Praça Toledo Barros, neste ano, ficou muito boa. À noite é um espetáculo de cores, que realça o perfil da gruta, como há muito não se via por aqui. Ficou perfeita. Os críticos antecipados têm obrigação de se retratar. Afinal, não há nada mais sublime que o reconhecimento do erro.
Dramin resolve...
Depois da fala desastrada, preconceituosa e criminosa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), uma verdadeira apologia ao estupro, a Comissão de Ética da Câmara Municipal tem obrigação de inocentar o vereador André Henrique da Silva, o Tigrão (PMDB). Sinceramente fiquei com nojo da Câmara dos Deputados. Um desconforto estomacal, como teve Tigrão ao falar da Câmara Municipal é apenas um enjoo passageiro.
Culpado de quê?
Esse caso já foi longe demais. Afinal outros vereadores também tiveram suas escorregadelas e ficou por isso mesmo. Uma advertência é o suficiente. Ele aprendeu.
A última de hoje
Ontem, 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresentou, finalmente, seu relatório sobre os crimes cometidos pelo regime militar nos seus 21 anos em vigor. De 1964 a 1985. O que querem esconder os militares? E desculpas não trarão os torturados e mortos de volta à vida. Justiça tardia.
Não há uma ação positiva do governo Paulo Hadich (PSB), que não venha acompanhada de uma desastrada. Depois da aprovação do projeto que regulariza as chácaras de recreio, ele quer cobrar IPTU justamente de chácaras e sítios. Se, na zona rural, já pagam o ITR – Imposto Territorial Rural. E agora IPTU também?
Aqui não. Nem lá
A desculpa – ou argumento, como queiram – está na execução de serviços públicos embutidos no IPTU, que seriam executados pela prefeitura. Ora, se nem na área urbana esses serviços são de qualidade e deixam a desejar na sua execução, é fácil imaginar na zona rural como seriam. Exemplo: conservação das estradas rurais. Tenho dito.
Arrecadar mais
Penso que nem mesmo o argumento de que há chácaras em zona urbana que se beneficiam dessa situação é válido. É preciso cuidado com essa sanha arrecadatória.
Desta vez, acerto
E para completar o raciocínio, a decoração de Natal da Praça Toledo Barros, neste ano, ficou muito boa. À noite é um espetáculo de cores, que realça o perfil da gruta, como há muito não se via por aqui. Ficou perfeita. Os críticos antecipados têm obrigação de se retratar. Afinal, não há nada mais sublime que o reconhecimento do erro.
Dramin resolve...
Depois da fala desastrada, preconceituosa e criminosa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), uma verdadeira apologia ao estupro, a Comissão de Ética da Câmara Municipal tem obrigação de inocentar o vereador André Henrique da Silva, o Tigrão (PMDB). Sinceramente fiquei com nojo da Câmara dos Deputados. Um desconforto estomacal, como teve Tigrão ao falar da Câmara Municipal é apenas um enjoo passageiro.
Culpado de quê?
Esse caso já foi longe demais. Afinal outros vereadores também tiveram suas escorregadelas e ficou por isso mesmo. Uma advertência é o suficiente. Ele aprendeu.
A última de hoje
Ontem, 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresentou, finalmente, seu relatório sobre os crimes cometidos pelo regime militar nos seus 21 anos em vigor. De 1964 a 1985. O que querem esconder os militares? E desculpas não trarão os torturados e mortos de volta à vida. Justiça tardia.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
A democracia basta aos espíritos insanos
“Todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”. Artigo 19, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Não há nada que simbolize mais a democracia, como a conhecemos e aprendemos com sua prática, do que o trecho que está posto acima. Não há democracia, que funcione sem uma imprensa livre e que respeite a diversidade de ideias e sua difusão. Mesmo que sejam contrárias a esse regime de governo, profanando os ideais libertários nele implícitos. E, da mesma forma que seus defensores, aqueles que proclamam regimes ditatoriais sanguinários como solução política (e já fomos o próprio exemplo disso) também têm na democracia o principal meio legal para difundir suas preferências, sem que sejam tolhidos desse direito. Um movimento que seria impossível, invertendo-se esses valores.
Nada mais justo, portanto, que seja a democracia o regime preferido pela maioria dos brasileiros, conforme mostrou pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 2 e 3 de dezembro e publicada ontem, pelo jornal Folha de S. Paulo. E o resultado foi – e é – animador. Dos entrevistados, 66% acreditam que é o melhor regime de governo, contra 14% que dizem tanto fazer um como o outro e, apenas 12%, defendendo a ditadura. Uma resposta oportuna em momento mais oportuno ainda, quando grupos isolados e justamente se utilizando do direito à livre expressão de pensamento, conclamam a volta dos militares ao poder. De triste e trágica memória. E o que é mais interessante ainda, essa percepção quanto a regimes de governo, está implícita em todas as camadas sociais. Apenas com ligeira variação de porcentuais, o que indica onde aumenta ou diminui a incidência de simpatizantes ao autoritarismo do Estado contra o direito básico do cidadão.
Uma pesquisa que vem em boa hora, também, para mostrar que ainda deve prevalecer a vontade da maioria, medida entre o direito à escolha e a suas próprias opiniões, com peso na relevância de seus números. Há quem discorde disso, o que também faz parte da democracia, mas a balança se move onde o peso é maior. Não importa se em gramas, quilos ou toneladas, mas na sua representação. E que não se aconselha, também, em qualquer hipótese, menosprezar a força da minoria. Principalmente quando há um equilíbrio maior entre os dois lados. Como o resultado da última eleição presidencial no Brasil.
A principal lição que se pode tirar desses números apresentados na pesquisa do Datafolha, é que o país amadurece, apesar do ainda curto tempo de regime democrático experimentado desde o fim da ditadura militar. E que sirva de advertência real à insanidade que habita alguns espíritos desprovidos de respeito para com seus semelhantes. E com eles próprios.
Nada mais justo, portanto, que seja a democracia o regime preferido pela maioria dos brasileiros, conforme mostrou pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 2 e 3 de dezembro e publicada ontem, pelo jornal Folha de S. Paulo. E o resultado foi – e é – animador. Dos entrevistados, 66% acreditam que é o melhor regime de governo, contra 14% que dizem tanto fazer um como o outro e, apenas 12%, defendendo a ditadura. Uma resposta oportuna em momento mais oportuno ainda, quando grupos isolados e justamente se utilizando do direito à livre expressão de pensamento, conclamam a volta dos militares ao poder. De triste e trágica memória. E o que é mais interessante ainda, essa percepção quanto a regimes de governo, está implícita em todas as camadas sociais. Apenas com ligeira variação de porcentuais, o que indica onde aumenta ou diminui a incidência de simpatizantes ao autoritarismo do Estado contra o direito básico do cidadão.
Uma pesquisa que vem em boa hora, também, para mostrar que ainda deve prevalecer a vontade da maioria, medida entre o direito à escolha e a suas próprias opiniões, com peso na relevância de seus números. Há quem discorde disso, o que também faz parte da democracia, mas a balança se move onde o peso é maior. Não importa se em gramas, quilos ou toneladas, mas na sua representação. E que não se aconselha, também, em qualquer hipótese, menosprezar a força da minoria. Principalmente quando há um equilíbrio maior entre os dois lados. Como o resultado da última eleição presidencial no Brasil.
A principal lição que se pode tirar desses números apresentados na pesquisa do Datafolha, é que o país amadurece, apesar do ainda curto tempo de regime democrático experimentado desde o fim da ditadura militar. E que sirva de advertência real à insanidade que habita alguns espíritos desprovidos de respeito para com seus semelhantes. E com eles próprios.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Quando o abandono vira mau exemplo geral
Os exemplos se sucedem e permeiam o seio da sociedade. E o mais triste deles é o do abandono. E, não raro, é através da imprensa que essas situações se tornam mais visíveis. Se o poder público deixa ao leu seu próprio patrimônio, quem é ele para exigir da população, que não abandone o seu. É evidente que isso não é regra, mas as exceções ultrapassam qualquer limite do aceitável. Recentemente esta Gazeta mostrou o abandono total de dois imóveis da Prefeitura, que há anos estão se deteriorando sem qualquer solução aparente. As antigas dependências da Câmara, que foi residência da família Trajano Camargo, e a quase desintegrada Machina São Paulo, com seus projetos de recuperação que nunca saem do papel. Em contrapartida, muitos limeirenses simplesmente abandonam seus imóveis – e em áreas até nobres – em meio ao mato e a usuários de drogas. Outros se esquecem da importância histórica de uma construção, deixando-a ser corroída pelo tempo, para que possa se transformar em fruto da especulação imobiliária. Como os casarões da baixada da Estação. E, nos dois casos, os prejudicados são os próprios cidadãos, vítimas dessa situações.
Vizinhos reclamam
Ainda na edição da última quinta-feira, a Gazeta mostrou a triste situação de vários imóveis situados na Avenida Campinas, que estão fechados ou já foram tomados pelo mato, que cresce sem piedade. E, se não bastasse o desleixo aparente, viram abrigos ou pontos de consumo de drogas. E quem mais sofre com isso? Os vizinhos dessas casas, que acabam apelando à imprensa por alguma solução.
E não são isolados
Como esse caso, outros tantos aparecem e são noticiados, invariavelmente após denúncias de vizinhos, cansados de procurar soluções a quem cabe tomá-las, o que dificilmente acontece. Sempre com as tradicionais respostas de “vamos averiguar”, e por aí afora. E com prazos a perder de vista, levando em conta outros compromissos listados como prioridades, que vão sendo empurrados...
Não têm respostas
E, sempre que provocados pelos questionamentos de jornalistas, secretários e diretores dos órgãos competentes para solucionar o problema, vêm, na maioria da vezes, com respostas também evasivas. Uma verdadeira música de uma nota só, cuja tecla é que o problema deve ser denunciado justamente aos “órgãos competentes”. É simples, quando a denúncia chegou à mídia, é porque outros caminhos foram esgotados.
Daqui a 30 dias...
Vamos aos fatos. A Secretaria de Obras e Urbanismo, segundo o titular da pasta, Alex Marques Rosa, emitiu notificações para cada uma das residências para limpeza e fechamento da área. E deu 30 dias aos proprietários para executarem os serviços. Então é só esperar o prazo se esgotar e voltar ao local, para ver se as medidas foram tomadas. É bem provável que nada será feito. E daí, como é que fica?
Burocraciômetro
O maior – e mais grave – problema é a burocracia que isso demanda. Abrem-se processos, que vão passando de mão em mão, em trâmites demorados, enquanto as situações se agravam. Se a máquina pública não tem eficiência interna, o que está fora fica à mercê de algumas vontades. Quando não, de entraves legais, que não permitem a imediata resolução desses conflitos. Falta modernidade.
Causas... e efeitos
O Brasil já teve até um Ministério da Desburocratização. Lembram-se dele? Que durou de 1976 a 1989, cujo primeiro titular, e que ficou mais famoso, foi Hélio Beltrão? Houve avanços, porém, diminutos, devido ao tamanho da máquina pública e o que ela representa na vida do cidadão. E não é diferente por aqui também. E o que é ruim fica pior, pois o administrador acaba refém dessa condição.
Será que é difícil?
O excesso de burocracia, entretanto, não justifica a falta de ação. E é isso que todo nós cobramos. É isso que a população cobra, quando ocorre uma situação dessa natureza. Mais uma vez ficamos com a aquela sensação de “muita teoria e pouca prática”.
É proibido fumar...
...diz o aviso que eu li. Esse trecho inicia uma velha canção da Jovem Guarda, de autoria de Roberto Carlos e deve, novamente, virar hit em todo o País. Desde a última quarta-feira, 3, está em vigor a Lei Antifumo válida em todo território nacional. Trata-se da lei 12.546, que existe desde 2011, mas só agora foi regulamentada. No caso de o Estado de São Paulo, nada modifica, pois já há uma estadual (entrou em vigor em 7 de agosto de 2009) que, aparentemente, vem sendo cumprida à risca. Não serão permitidos, também, os chamados “fumódromos”, que são áreas separadas para fumantes. Como é uma questão de saúde pública, ela só reforça o combate os males do fumo. E deve servir de incentivo àqueles fumantes que estão tentando deixar o vício. E os maços deverão, também, reservar 30% da área frontal para avisos sobre os riscos a partir de 2016.
Sem discriminação
Vale lembrar, entretanto, que não é proibido fumar, desde que respeitadas as determinações legais e autorizados. E não dá, também, ao não fumante, o direito de discriminar aqueles que são adeptos ao cigarro, charuto, cachimbo, cigarrilhas e etc. É preciso respeitar o livre arbítrio de cada cidadão. O respeito deve, aliás, ser mútuo.
Números assustam
A importância da lei nacional só é revelada pelos números do tabagismo no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) diz que são 200 mil mortes no ano, 552 por dia. E o câncer que mais mata no País é o de pulmão e, cerca de 90% dos casos são ligados ao fumo. Para 2014 as estimativas são de 27.330 novos casos de câncer de pulmão sejam registrados no país, e, anualmente, o SUS (Sistema Único de Saúde) gasta R$ 19,15 milhões com diagnóstico e tratamento de doenças causadas pelo tabagismo passivo. E a Previdência Social gasta mais de R$ 18 milhões por ano em pensões e benefícios relacionados ao problema.
Só para completar
São Paulo tem, desde 2009 uma legislação antifumo até mais rigorosa que a nova lei federal. Mas só agora, com a regulamentação dessa lei é que as pessoas se preocuparam em seguir as regras. Como a estadual nada valesse. Questão de fiscalização.
Ainda não acabou
Vem aí o terceiro turno eleitoral. A oposição brigando contra o governo e o governo tentando sufocar a oposição a qualquer custo. E a base governista chafurdando por espaços na administração federal, tendo como ferramenta a chantagem política. E, no meio desse tiroteio, o país vai ficando à mercê de uma bala perdida qualquer. A maior frustração é cair naquela velha máxima de um ex-presidente, quando disse “esqueçam tudo o que eu escrevi”. Hoje a diferença é apenas de contextualização dessa prática.
Pergunta rápida
A quem interessa a judicialização de atos da administração pública?
Um fio desencapado
A sessão ordinária da Câmara promete ser eletrizante amanhã. Com a possível votação da Contribuição dos Serviços de Iluminação pública em plenário, a pressão do auditório promete ser forte para a rejeição da proposta do prefeito Paulo Hadich (PSB). Trabalhadores ligados à União Sindical, que congrega 13 entidades, estão sendo convocados para participar da platéia, que deverá aplaudir e vaiar cada discurso, contrário e em defesa da nova taxa. Pelo levantamento desta Gazeta, se se mantiver o posicionamento de cada vereador contrário, ela não passa. Porém, e sempre tem um porém, nada é definitivo em se tratando de política. É um chavão velho, mas não ultrapassado. Especula-se muito e em todas as direções. Aplausos ou vaias só amanhã.
Nota curtíssima
A partir de agora, os vereadores poderão viajar sem medo. Inclusive de avião.
Frase da semana
“Em matéria de corrupção, os tucanos sofrem da mesma moléstia que acomete os petistas: cegueira”. Do jornalista Josias de Souza, sobre o cartel dos trilhos e o “petrolão”. No Blog do Josias. Uol. Sexta-feira, 5
Vizinhos reclamam
Ainda na edição da última quinta-feira, a Gazeta mostrou a triste situação de vários imóveis situados na Avenida Campinas, que estão fechados ou já foram tomados pelo mato, que cresce sem piedade. E, se não bastasse o desleixo aparente, viram abrigos ou pontos de consumo de drogas. E quem mais sofre com isso? Os vizinhos dessas casas, que acabam apelando à imprensa por alguma solução.
E não são isolados
Como esse caso, outros tantos aparecem e são noticiados, invariavelmente após denúncias de vizinhos, cansados de procurar soluções a quem cabe tomá-las, o que dificilmente acontece. Sempre com as tradicionais respostas de “vamos averiguar”, e por aí afora. E com prazos a perder de vista, levando em conta outros compromissos listados como prioridades, que vão sendo empurrados...
Não têm respostas
E, sempre que provocados pelos questionamentos de jornalistas, secretários e diretores dos órgãos competentes para solucionar o problema, vêm, na maioria da vezes, com respostas também evasivas. Uma verdadeira música de uma nota só, cuja tecla é que o problema deve ser denunciado justamente aos “órgãos competentes”. É simples, quando a denúncia chegou à mídia, é porque outros caminhos foram esgotados.
Daqui a 30 dias...
Vamos aos fatos. A Secretaria de Obras e Urbanismo, segundo o titular da pasta, Alex Marques Rosa, emitiu notificações para cada uma das residências para limpeza e fechamento da área. E deu 30 dias aos proprietários para executarem os serviços. Então é só esperar o prazo se esgotar e voltar ao local, para ver se as medidas foram tomadas. É bem provável que nada será feito. E daí, como é que fica?
Burocraciômetro
O maior – e mais grave – problema é a burocracia que isso demanda. Abrem-se processos, que vão passando de mão em mão, em trâmites demorados, enquanto as situações se agravam. Se a máquina pública não tem eficiência interna, o que está fora fica à mercê de algumas vontades. Quando não, de entraves legais, que não permitem a imediata resolução desses conflitos. Falta modernidade.
Causas... e efeitos
O Brasil já teve até um Ministério da Desburocratização. Lembram-se dele? Que durou de 1976 a 1989, cujo primeiro titular, e que ficou mais famoso, foi Hélio Beltrão? Houve avanços, porém, diminutos, devido ao tamanho da máquina pública e o que ela representa na vida do cidadão. E não é diferente por aqui também. E o que é ruim fica pior, pois o administrador acaba refém dessa condição.
Será que é difícil?
O excesso de burocracia, entretanto, não justifica a falta de ação. E é isso que todo nós cobramos. É isso que a população cobra, quando ocorre uma situação dessa natureza. Mais uma vez ficamos com a aquela sensação de “muita teoria e pouca prática”.
É proibido fumar...
...diz o aviso que eu li. Esse trecho inicia uma velha canção da Jovem Guarda, de autoria de Roberto Carlos e deve, novamente, virar hit em todo o País. Desde a última quarta-feira, 3, está em vigor a Lei Antifumo válida em todo território nacional. Trata-se da lei 12.546, que existe desde 2011, mas só agora foi regulamentada. No caso de o Estado de São Paulo, nada modifica, pois já há uma estadual (entrou em vigor em 7 de agosto de 2009) que, aparentemente, vem sendo cumprida à risca. Não serão permitidos, também, os chamados “fumódromos”, que são áreas separadas para fumantes. Como é uma questão de saúde pública, ela só reforça o combate os males do fumo. E deve servir de incentivo àqueles fumantes que estão tentando deixar o vício. E os maços deverão, também, reservar 30% da área frontal para avisos sobre os riscos a partir de 2016.
Sem discriminação
Vale lembrar, entretanto, que não é proibido fumar, desde que respeitadas as determinações legais e autorizados. E não dá, também, ao não fumante, o direito de discriminar aqueles que são adeptos ao cigarro, charuto, cachimbo, cigarrilhas e etc. É preciso respeitar o livre arbítrio de cada cidadão. O respeito deve, aliás, ser mútuo.
Números assustam
A importância da lei nacional só é revelada pelos números do tabagismo no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) diz que são 200 mil mortes no ano, 552 por dia. E o câncer que mais mata no País é o de pulmão e, cerca de 90% dos casos são ligados ao fumo. Para 2014 as estimativas são de 27.330 novos casos de câncer de pulmão sejam registrados no país, e, anualmente, o SUS (Sistema Único de Saúde) gasta R$ 19,15 milhões com diagnóstico e tratamento de doenças causadas pelo tabagismo passivo. E a Previdência Social gasta mais de R$ 18 milhões por ano em pensões e benefícios relacionados ao problema.
Só para completar
São Paulo tem, desde 2009 uma legislação antifumo até mais rigorosa que a nova lei federal. Mas só agora, com a regulamentação dessa lei é que as pessoas se preocuparam em seguir as regras. Como a estadual nada valesse. Questão de fiscalização.
Ainda não acabou
Vem aí o terceiro turno eleitoral. A oposição brigando contra o governo e o governo tentando sufocar a oposição a qualquer custo. E a base governista chafurdando por espaços na administração federal, tendo como ferramenta a chantagem política. E, no meio desse tiroteio, o país vai ficando à mercê de uma bala perdida qualquer. A maior frustração é cair naquela velha máxima de um ex-presidente, quando disse “esqueçam tudo o que eu escrevi”. Hoje a diferença é apenas de contextualização dessa prática.
Pergunta rápida
A quem interessa a judicialização de atos da administração pública?
Um fio desencapado
A sessão ordinária da Câmara promete ser eletrizante amanhã. Com a possível votação da Contribuição dos Serviços de Iluminação pública em plenário, a pressão do auditório promete ser forte para a rejeição da proposta do prefeito Paulo Hadich (PSB). Trabalhadores ligados à União Sindical, que congrega 13 entidades, estão sendo convocados para participar da platéia, que deverá aplaudir e vaiar cada discurso, contrário e em defesa da nova taxa. Pelo levantamento desta Gazeta, se se mantiver o posicionamento de cada vereador contrário, ela não passa. Porém, e sempre tem um porém, nada é definitivo em se tratando de política. É um chavão velho, mas não ultrapassado. Especula-se muito e em todas as direções. Aplausos ou vaias só amanhã.
Nota curtíssima
A partir de agora, os vereadores poderão viajar sem medo. Inclusive de avião.
Frase da semana
“Em matéria de corrupção, os tucanos sofrem da mesma moléstia que acomete os petistas: cegueira”. Do jornalista Josias de Souza, sobre o cartel dos trilhos e o “petrolão”. No Blog do Josias. Uol. Sexta-feira, 5
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Nem tanto o céu...
...muito menos o inferno. Se a mudança de Estatuto dos funcionários Públicos Municipais vai dar mais eficiência à máquina pública, nota dez para a proposta. Porém, se pretende restringir direitos dos trabalhadores, nota zero. É preciso equilíbrio.
É de se concordar
Quando o Sindsel diz que não se pode votar mudanças no estatuto de forma parcelada, é preciso ouvir o que os servidores têm a dizer. Não se pode ficar com aquela história de “o gato subiu no telhado...”.
Cortina de fumaça
A impressão que se tem, opinião minha, é evidente, é que esses polêmicos projetos estão sendo enviados à Câmara para dissimular o verdadeiro interesse do Poder Executivo. Fazer passar, na calada da noite, o infeliz projeto da taxa de luz. A chamada Cosip. Percebe-se, de repente, que o assunto saiu das conversas...
É muito apertada
Muitos vereadores terão que se ajustar à saia que o prefeito Paulo Hadich (PSB) está costurando para eles. Ou, então, ela será rasgada em público, colocando Hadich na berlinda. Resta saber se alguém se dispõe a segurar essa onda. E de que forma.
...está $em grana
Devo, não nego. Pagarei quando puder. O pagamento de uma dívida por danos ao erário é, sem dúvida, confissão de crime. E ninguém quer ser réu confesso. Em se tratando de político, então...
Debaixo do tapete
Querer imputar toda corrupção (agora aparente e comprovada) da Petrobras somente aos governos petistas é, no mínimo, desconhecer a história. E para não ser mais deselegante, trata-se da mais pura hipocrisia. O falecido jornalista e escritor Paulo Francis que o diga.
A última de hoje
Diploma. Renúncia e posse. Essas serão as três etapas que o atual vereador Miguel Lombardi (PR), eleito deputado federal, terá que passar. Diploma, no dia 19 de dezembro, renúncia à Câmara Municipal, dia 26 de janeiro e posse, primeiro de fevereiro. Aí sim, “haberemus deputadus”.
...muito menos o inferno. Se a mudança de Estatuto dos funcionários Públicos Municipais vai dar mais eficiência à máquina pública, nota dez para a proposta. Porém, se pretende restringir direitos dos trabalhadores, nota zero. É preciso equilíbrio.
É de se concordar
Quando o Sindsel diz que não se pode votar mudanças no estatuto de forma parcelada, é preciso ouvir o que os servidores têm a dizer. Não se pode ficar com aquela história de “o gato subiu no telhado...”.
Cortina de fumaça
A impressão que se tem, opinião minha, é evidente, é que esses polêmicos projetos estão sendo enviados à Câmara para dissimular o verdadeiro interesse do Poder Executivo. Fazer passar, na calada da noite, o infeliz projeto da taxa de luz. A chamada Cosip. Percebe-se, de repente, que o assunto saiu das conversas...
É muito apertada
Muitos vereadores terão que se ajustar à saia que o prefeito Paulo Hadich (PSB) está costurando para eles. Ou, então, ela será rasgada em público, colocando Hadich na berlinda. Resta saber se alguém se dispõe a segurar essa onda. E de que forma.
...está $em grana
Devo, não nego. Pagarei quando puder. O pagamento de uma dívida por danos ao erário é, sem dúvida, confissão de crime. E ninguém quer ser réu confesso. Em se tratando de político, então...
Debaixo do tapete
Querer imputar toda corrupção (agora aparente e comprovada) da Petrobras somente aos governos petistas é, no mínimo, desconhecer a história. E para não ser mais deselegante, trata-se da mais pura hipocrisia. O falecido jornalista e escritor Paulo Francis que o diga.
A última de hoje
Diploma. Renúncia e posse. Essas serão as três etapas que o atual vereador Miguel Lombardi (PR), eleito deputado federal, terá que passar. Diploma, no dia 19 de dezembro, renúncia à Câmara Municipal, dia 26 de janeiro e posse, primeiro de fevereiro. Aí sim, “haberemus deputadus”.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Bom senso, fogo amigo e interferências
O Partido dos Trabalhadores (PT) precisa escolher de que lado vai ficar daqui para frente. Em janeiro o partido encara mais quatro anos de Palácio do Planalto, mas ainda vacila em suas posições, por cargos na administração direta e indireta. É preciso definir se, definitivamente, compõe com a presidente Dilma Rousseff, reeleita pela sigla, e lhe dá todo o apoio necessário; ou se assume a artilharia do chamado fogo amigo, na tentativa de chantagear o governo para continuar ocupando ministérios de maior visibilidade e poder decisório. O fato é que há um descontentamento por parte das tendências petistas mais à esquerda, que não aceitam indicações técnicas (e que devem ser ocupadas por técnicos), em prejuízo das políticas, que rendem dividendos partidários, mas podem comprometer a governabilidade.
E esse fogo amigo tem seu maior arsenal dentro das próprias dependências palacianas, que é comandado por vários dos ministros atuais, que vêm a público para desautorizar os discursos dos recém-escolhidos, como forma de demarcar território, para que tudo possa ficar como está. Foi o caso de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, que saiu com uma pérola política de fazer inveja, ao afirmar, no dia seguinte da escolha da equipe econômica para o novo mandato, que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não teria total autonomia para decidir suas ações, pois quem manda é a presidente. Isso é evidente, ele não precisa lembrar o óbvio. A escolha de Dilma, por si só, já é uma garantida de autonomia e liberdade de trabalho. Pelo menos deve ser assim. Às vezes é preciso se render às evidências e retomar rumos, do que ficar correndo sobre espinhos, se há outros caminhos que levem o País de volta aos eixos. Se serão caminhos menos espinhosos, isso só o tempo dirá.
Que há uma interferência desnecessária e antiquada da máquina partidária nos rumos do governo federal, ninguém pode negar. É um direito que está na legislação eleitoral, quando dá ao partido a posse do mandato dos eleitos. Mas até que ponto essa interferência é saudável? Ou se é mais prejudicial e pode levar ao erro? São respostas que o próprio PT, neste caso, precisa responder. E que sejam respostas coerentes com o momento e não com foco meramente político.
Passado o calor das disputas eleitorais, é chegada a hora de retomar o governo e dar-lhe uma nova roupagem a partir de 2015. Se for o caso. O discurso político garantiu a reeleição. É preciso que a prática garanta o novo mandato de Dilma. Mesmo que para isso seja preciso confrontar as lideranças mais resistentes e retrógradas dentro do petismo. Os modelos se esgotam e novos devem ser propostos. E é preciso assumir a necessidade de mudanças para o futuro, que já está bem próximo, sem se esquecer das conquistas do passado até o presente. Se mudar significa melhorar, então está na hora de melhorar.
E esse fogo amigo tem seu maior arsenal dentro das próprias dependências palacianas, que é comandado por vários dos ministros atuais, que vêm a público para desautorizar os discursos dos recém-escolhidos, como forma de demarcar território, para que tudo possa ficar como está. Foi o caso de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, que saiu com uma pérola política de fazer inveja, ao afirmar, no dia seguinte da escolha da equipe econômica para o novo mandato, que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não teria total autonomia para decidir suas ações, pois quem manda é a presidente. Isso é evidente, ele não precisa lembrar o óbvio. A escolha de Dilma, por si só, já é uma garantida de autonomia e liberdade de trabalho. Pelo menos deve ser assim. Às vezes é preciso se render às evidências e retomar rumos, do que ficar correndo sobre espinhos, se há outros caminhos que levem o País de volta aos eixos. Se serão caminhos menos espinhosos, isso só o tempo dirá.
Que há uma interferência desnecessária e antiquada da máquina partidária nos rumos do governo federal, ninguém pode negar. É um direito que está na legislação eleitoral, quando dá ao partido a posse do mandato dos eleitos. Mas até que ponto essa interferência é saudável? Ou se é mais prejudicial e pode levar ao erro? São respostas que o próprio PT, neste caso, precisa responder. E que sejam respostas coerentes com o momento e não com foco meramente político.
Passado o calor das disputas eleitorais, é chegada a hora de retomar o governo e dar-lhe uma nova roupagem a partir de 2015. Se for o caso. O discurso político garantiu a reeleição. É preciso que a prática garanta o novo mandato de Dilma. Mesmo que para isso seja preciso confrontar as lideranças mais resistentes e retrógradas dentro do petismo. Os modelos se esgotam e novos devem ser propostos. E é preciso assumir a necessidade de mudanças para o futuro, que já está bem próximo, sem se esquecer das conquistas do passado até o presente. Se mudar significa melhorar, então está na hora de melhorar.
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