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terça-feira, 19 de agosto de 2014

O lado obscuro das redes sociais que leva ao ódio

A morte do candidato à presidência da República, Eduardo Campos (PSB), na manhã da última quarta-feira, em acidente aéreo na cidade de Santos, trouxe à tona, novamente, o lado mais obscuro das redes sociais. Piadas inoportunas e teorias conspiratórias, que fazem corar até o tomate mais maduro. E que provocam asco em todos aqueles que fazem dessas redes – Facebook e Twitter, as mais utilizadas – ferramentas diárias de trabalho para levar informação correta e diversão sadia a seguidores e amigos. E àqueles que compartilham desse propósito. Em muitos comentários e postagens, relatos com alto teor de preconceito se seguiram durante todo o dia, inclusive expressando desejos de que o acidente tivesse ocorrido com esse ou aquele outro candidato. Dilma Rousseff (PT) e o tucano Aécio Neve foram lembrados como merecedores da tragédia, no lugar do ex-governador de Pernambuco. Como se isso resolvesse os problemas do País ou tornasse a vida dessas pessoas mais agradáveis. Postura lamentável de quem leva a decência a nível zero, chafurdando na lama escura do ódio. Extrema pobreza de espírito.

Nosso lado oculto

Sempre que tenho oportunidade – e essa é de triste coincidência – trato desse assunto, porque entendo que a comunicação e as informações que circulam a cada segundo nas redes sociais são armas perigosas, quando não utilizadas de forma criteriosa. Expõem uma aura sombria do ser humano, quando ele se dispõe a navegar pelas águas turvas da intolerância.  

Exposição gratuita

A tragédia de Campos e uma infinidade de outras tragédias – compartilhadas diariamente – expostas ao escárnio que acompanha muitos perfis de redes sociais, são apenas um exemplo da falta de caráter de seus proprietários. E, que ao se expressarem dessa forma, denotam apenas desrespeito, sem perceber que estão zombado de si próprios. Expondo-se ao ridículo.

Opinião e escárnio
E tudo isso não tem nada a ver com a liberdade de expressão. Muito menos com o direito à opinião. Principalmente daqueles que estão acostumados à danosa prática da arrogância. Tem, sim, muito a ver com consciência de cada um, em buscar a informação e transmiti-la de forma correta. A desgraça alheia não é diversão. Muito menos pretexto para buscar sorrisos. Justamente onde deveria haver lágrimas.

Prática necessária
Nesse processo, entretanto, defendo o direito a esses detratores em continuar se expondo nas redes, para que possamos conhecê-los e as suas ideias. Só assim, com a trincheira adversária exposta é que a legião contrária à maledicência e à mediocridade, poderá se contrapor. Não numa guerra entre o bem e o mal, mas o embate produtivo, para que cada vez mais vozes se levantem contra os injuriosos. 

Próximo capítulo...
Passados os primeiros dias dessa verdadeira comoção nacional, os caminhos precisam ser retraçados para que não se perca o foco na busca pelo futuro do País. E passa, efetivamente, por decisões políticas pontuais e interesses partidários, embora o momento exija mais que isso. Enquanto não vem a definição, pela continuidade ou não do projeto político de Eduardo Campos, não há uma conclusão, por tão óbvia que possa parecer.   

Que venha o dia 19
A partir da próxima terça-feira, saem os galãs do horário nobre e entram os protagonistas da política nas emissoras de rádio e TV. Sem mocinhos e nem bandidos. Espera-se também, que não haja bolinha de papel.

A falta e o aumento
Por aqui a água foi a personagem da semana. Pela primeira vez, e publicamente, a concessionária Odebrecht Ambiental admitiu a possibilidade de racionamento no mesmo dia em que anunciava alta extra de tarifa. O primeiro anúncio, que tudo indicava não seria levado a público, é um alerta à população pelo seu uso racional e desmonta a teoria, até então defendida com unhas e dentes, que essa longa estiagem não afetaria o abastecimento em Limeira; o segundo, que ninguém esperava ou desejava, foi o do aumento tarifário extraordinário de 6,38%, a partir de janeiro de 2015. E que vai com certeza impactar no bolso do contribuinte, como todo aumento para custeio de serviços públicos, embora no caso de Limeira seja privado.

Está bem sinalizado

Como o assunto ainda é água, desta vez daquela decorrente de fortes chuvas – que há muito não acontecem - o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, SAAE, pede aos motoristas atenção à sinalização – que está valendo desde ontem – no entorno do Tiro de Guerra. Tudo em decorrência das obras de preparação e construção de uma bacia de detenção (piscinão), na pista de atletismo existente no local e desativada temporariamente. É interessante que essa sinalização seja respeitada e que se evite trafegar pelas ruas próximas, para agilização dessas obras e para que sejam evitados eventuais transtornos. E não há como alegar desconhecimento, uma vez que faixas e placas estão sendo instaladas no local.

Obra imprescindível
Essa deve ser a grande obra – e a mais importante também – da atual administração. E, assim que concluída, evitará as consequências das tradicionais enchentes em toda aquela região e, principalmente, na baixada do Mercado Modelo, o “Mercadão”, e que tantos prejuízos trouxeram (e trazem) a moradores e comerciantes lá instalados. Nesse caso ninguém poderá negar a omissão do poder público.

Pergunta rápida

Por que as teorias conspiratórias aguçam tanto o imaginário do ser humano?

Lembrando Tirica...

... pior que tá, não fica. Essa é a situação do transporte público em Limeira que, conforme esta Gazeta publicou na última sexta-feira, deve ter dobrado o repasse da verba pública municipal (subsídio), após o primeiro ano de vigência. Na mesma edição, a manchete mostrava a condenação da Viação Limeirense por danos morais, justamente pelo mau atendimento ao usuário. No caso, uma cadeirante. Ora, se o subsídio vai dobrar, as concessionárias também podem aumentar o investimento em melhorias com a devida fiscalização do poder público. E denúncia após denúncia, o mais interessado, o usuário, não sente impactos positivos no serviço. E tudo continua como antes. E o usuário...

Nota curtíssima
Se o transporte público fosse um time de futebol, já teriam mudado o técnico.

Frase da semana

“Sensação de que a morte bate na porta errada”. Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira em Santos. Na Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 15.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Coerência, enfim
Em minha coluna de domingo, questionei até quando Limeira seria um oásis em meio a tantos municípios sem água. No artigo da terça-feira (Águas que já não rolam como antigamente), comentei sobre a importância da informação como principal arma à conscientização. Finalmente se chegou à razão e o racionamento de água já é cogitado, conforme mostrou manchete desta Gazeta, ontem.

Sem brincadeira
Finalmente, e já com atraso perceptível, a concessionária Odebrecht Ambiental assumiu o problema pela primeira vez, depois de ter esbanjado confiança de que a estiagem não atingiria Limeira. As fotos dos mananciais que abastecem o Município, mostradas ontem na reportagem de Daíza Lacerda, indicam que essa postura deveria ter sido tomada lá atrás.

Antes tarde que...
...mais tarde ainda. Não dá para brincar com um problema sério dessa natureza. É preciso assumi-lo e mostrar a realidade da situação. Apenas o governador Geraldo Alckmin (PSDB) - e sua Sabesp - em sua irresponsabilidade eleitoral, ainda não percebeu isso.

Reação oportuna  
A vereadora Érika Monteiro (PT) fez requerimento ao prefeito Paulo Hadich (PSB), questionando sobre a data da inauguração da nova biblioteca municipal, lá no Parque Cidade. Venho escrevendo sobre isso há tempos. Cobrando continuidade das obras. Agora, finalmente e felizmente, parece que a preocupação chegou à própria base governista.

É apenas palpite  
Vou cravar na cabeça: a atual administração municipal não tem o mínimo interesse em inaugurar o novo espaço. Se tivesse vontade política já teria feito. E vou além, não vai inaugurar. E se isso vier a acontecer, serei o primeiro a elogiar.

Educação no ralo
E que desce rápido pelo esgoto. É triste ver jovens, madames e pessoas saudáveis ocupando vagas especiais de estacionamento para idosos e portadores de deficiências. Como disse certa vez um leitor desta coluna, são pessoas portadoras de deficiência moral. Concordo.

A última de hoje
Em tempo: morte em trágico acidente do candidato à presidência, Eduardo Campos (PSB), pode mudar a configuração política eleitoral do Brasil a menos de dois meses da eleição. Tudo passa pelas decisões partidárias e possibilidades legais sobre o tema. É preciso cautela para qualquer análise.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Águas que já não rolam como antigamente

Apesar de todos os indicativos - e afirmativas enfáticas - de que a crise hídrica não chega a Limeira, a população deve estar atenta e racionalizar na utilização da água. Se há parâmetros técnicos e reservação suficientes para autorizar a concessionária Odebrecht Ambiental a levar esse otimismo aos limeirenses, nenhuma informação em contrário deve ser omitida. Mesmo porque a conscientização vem do princípio da verdade e não de interesses meramente corporativos e infalibilidade de prognósticos, uma vez que o Estado de São Paulo atravessa uma estiagem prolongada, que há décadas não se via. E, por menor que seja a probabilidade de o Município atravessar esse período sem racionamentos, o primeiro indício de alerta tem que se tornar público, para impactar de forma positiva o cidadão à necessidade do consumo consciente.
Se a própria concessionária já lançou um movimento para induzir o usuário ao não desperdício, o que é positivo e altamente necessário do ponto de vista prático e para que de fato a água não venha a faltar, a resposta da comunidade deve ser imediata. Pois é no esforço conjunto que se conquista os melhores resultados. Em todos os segmentos da sociedade. Isso por que se percebe que nem todas as pessoas estão devidamente alertadas – ou não preferem observar os alertas que a natureza tem passado nesses últimos meses – e continuam jogar água literalmente no ralo. Com a falta de chuva e o excesso de poeira acumulada, ainda é comum observar muita gente lavando a calçada com mangueiras em vez de usar a vassoura. Ou lavando carro em frente às suas casas, deixando a água escorrer enquanto ensaboam o veículo. E ainda há os que não acreditam que a água seja um recurso finito. A crescente degradação ambiental dá sinais claros para graves problemas de abastecimento num futuro não tão distante assim.
Em manchete publicada ontem pela Folha de S. Paulo, os indicadores são os piores possíveis. Já há em todo o Estado 2,1 milhões de pessoas em racionamento oficial de água, segundo o jornal, o que dá uma média de 1 para cada 20 habitantes sem o “precioso líquido”. Ou com interrupções diárias no fornecimento. E, mesmo assim a Sabesp continua insistindo que tudo está normal e não há racionamento oficial, o que é desmentido diariamente por moradores da própria capital paulista e de cidades também servidas pela estatal paulista. É um comportamento altamente reprovável, e de extrema irresponsabilidade, esbanjar um otimismo que não condiz com o que está sendo mostrado na prática. O interesse político eleitoral não deve, nunca, deixar em segundo plano o bem estar social, omitindo informações reais dessa grave situação. Isso, entretanto, é outra história, que será contada após as eleições de outubro.
Por enquanto fica o aviso, emitido pela natureza, de que ela não está para brincadeiras. E o esforço do homem para mantê-la em padrões aceitáveis reforça essa preocupação. O nosso legado é que vai determinar quando e como a escassez de água chegará a níveis insuportáveis.

domingo, 10 de agosto de 2014

Criar ou não a taxa de iluminação? Eis a questão

Parece que o consenso está longe ainda, apesar do prazo apertado. E que até o principal interessado no assunto, o Poder Executivo Municipal, não tem tanta certeza do que e nem de como fazer. Estou falando sobre a criação – ou não – da taxa de iluminação pública, que leva o curioso nome de CIP (contribuição para a iluminação pública). Nas tentativas – ou tentativa – anteriores em criá-la foi um mal-estar político sem precedentes envolvendo o então prefeito (posteriormente cassado) Silvio Felix e os vereadores, principalmente os da base governista. Mas isso é passado, porém, vale para analisar o momento. Pois bem, na última quarta-feira, uma quarta audiência pública foi promovida para debater o assunto com a comunidade, envolvendo os agentes públicos e técnicos. Era para ser conclusiva, mas não foi. O próprio discurso do prefeito Paulo Hadich (PSB), apesar de deixar claro que sem a CIP é impossível melhorar a iluminação pública em Limeira, não foi muito enfático e nem afirmativo. E deixou aberta uma porta para a não criação dessa cobrança.

O tempo é curto
O entrave maior está na falta de tempo para um debate mais técnico. E menos político. Até o dia 1º de outubro a CIP teria obrigatoriamente que estar aprovada, sancionada e publicada para que comece a valer, como indica a resolução normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de repasse do sistema aos municípios. Resolução que está sendo questionada na Justiça, diga-se.

Dúvidas cruciais
A questão não está em criar ou não essa nova taxa, já que o Município terá que encontrar recursos para manutenção do sistema de iluminação, que é falho e requer mais investimentos. E, sim, demonstrar a sua real necessidade, pois vai, mais uma vez, enfiar a mão no bolso do contribuinte, que já é tributado em excesso. E se o serviço é privado não está claro o papel da atual concessionária.

Ameaça perigosa
Uma demonstração que nem tudo está resolvido na cabeça dos administradores públicos municipais sobre a questão da CIP, está justamente na forma como o prefeito colocou a questão. Se a “contribuição” não for criada, não haverá investimentos e a manutenção do serviço de iluminação pública será mantida como está. Ou seja, ruim. É um tipo de chantagem velada. Que leva de fato à escuridão.

Direito em chiar
A população, por sua vez, tem o direito de contestar. Afinal tem alta carga de impostos e um retorno parecido a zero, levando-se em conta o que se arrecada. Nos três níveis de poder, municipal, estadual e federal. E contesta e mostra contrária com razão e argumentos. Fora um ou outro posicionamento, no sentido de politizar o debate, passa longe das necessidades da sociedade. É hipócrita.

O ônus político
Embora não haja eleição municipal neste ano, há vereadores – seis ao todo – na  disputa por vagas à Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Medidas impopulares passam longe de seus interesses, quando o interesse maior é eleitoral. E é justamente sobre eles que deve recair o maior peso político se a CIP for criada. Viverão no dilema entre a vontade do Poder Executivo e a perda dos preciosos votos.

Ao deus-dará
Por falar em iluminação pública, as noites de Limeira estão desprovidas da necessária segurança pública. Presenciar a circulação de viaturas da Polícia Militar e da GCM é quase impossível. Durante o dia o movimento é constante.

Segundo plano
Hoje, quando se questiona o cidadão sobre o que ele gostaria que melhorasse na sua comunidade, a segurança pública vem sempre em destaque, formando o tripé com educação e saúde. São áreas ainda pouco valorizadas por administrações públicas, que hoje investem mais em marketing do que em ações concretas para resolver os problemas de cada área. Remuneração baixa e, em muitos casos, falta de estrutura adequada ao trabalho compõem esse cenário quase caótico e em escala decrescente, que começa pelo governo federal, passa pelos estaduais e atinge os municípios. Independentemente de qual partido político esteja no poder. Trata-se de um problema crônico de consequências ainda imprevisíveis.

Discurso antigo
Por isso, é importante ficar atento a partir de agora. Com a campanha eleitoral em andamento ouviremos e assistiremos às velhas e surradas promessas, já desgastadas pelo tempo de tanto servirem de bordão aos candidatos. E nenhum deles, e no mesmo tom solene, se cansa de repeti-las. É preciso ouvir, refletir e, principalmente, selecionar cada mensagem que os candidatos estarão passando para poder vislumbrar o grau de comprometimento que têm com a realidade. E, com certeza, segurança, educação e saúde estarão entre essas mensagens. Cabe ao eleitor filtrar tudo isso para ver se sobra alguma confiança no sistema político, no atual modelo em que se encontra.

Alertar é preciso
Na última segunda-feira, a Odebrecht Ambiental lançou um movimento para incentivar o uso racional da água. O Município, segundo a concessionária, não foi afetado pela estiagem prolongada, mesmo com a baixa vazão dos mananciais. Mesmo assim ela acerta em racionalizar – não racionar – a utilização da água. Basta uma rápida circulada pela cidade para perceber como tem gente sem noção e desprovida dessa consciência, lavando veículos e calçadas e deixando a água correr sem controle. É preciso, também, fiscalizar esse desperdício. E com urgência. 

Pergunta rápida
Até quando Limeira será um oásis em meio a tantos municípios que estão sem água?

Citação oportuna
O mais triste de tudo isso e em meio a uma seca histórica, é ver o governo estadual não reconhecer publicamente a crise hídrica que afeta quase todo o estado. Geraldo Alckmin brinca com a inteligência da população ao negar racionamento na capital paulista, quando os exemplos são claros e mostrados pela mídia. E desrespeita a opinião pública ao fazer de sua campanha eleitoral prioridade em vez de tratar com transparência a real situação do Sistema Cantareira. Como disse certa vez Abraham Lincoln: “você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.

Nota curtíssima
Então vamos cantar: “cidade que me seduz, de dia falta água e de noite falta luz”.

 Frase da semana
“Não será possível melhorar a qualidade da iluminação sem a CIP”. Do prefeito Paulo Hadich (PSB), durante audiência pública no Teatro Nair Bello, Na Gazeta de Limeira. Quarta-feira, 6.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Uso. Não nego...
...mas afirmo categoricamente que não. Até edições passadas, quando perguntados sobre o uso de equipamentos de “tortura” contra animais de rodeio – touros e cavalos - os organizadores da festa, em Limeira, sempre negavam. Agora, com uma decisão judicial proibindo a utilização de instrumentos como espora, peiteira, polaco e sedém nesses eventos, não haverá montarias na próxima edição da festa, que acontece em setembro.

E cumpra-se já
Na última segunda-feira a Associação Independente dos Cavaleiros de Limeira convocou coletiva para anunciar a ausência das montarias. Conclusão: esses instrumentos sempre foram utilizados. E continuariam sendo. Quanto ao desfile de cavaleiros, ele não acontecerá devido à bagunça - e sujeira – que seguiu os rastros dos cavalos. Decisões acertadíssimas.

A sábia decisão...
O senador mineiro Aécio Neves, o presidenciável tucano, decidiu não mais se licenciar do cargo durante a campanha eleitoral. Vai continuar com a máquina do Senado na mão, como faz Dilma e o PT, com o Presidência. A única diferença entre os dois? Ele é do sexo masculino, e ela do feminino. 

No rádio e na TV
A coligação de Dilma Rousseff (PT) terá 11 minutos e 24 segundos; a do tucano Aécio Neves, 4 minutos e 35 segundos e a do socialista Eduardo Campos, 2 minutos e 3 segundos. E as outras, pulverizadas em minutos. Esses são os tempos da propaganda eleitoral gratuita diária que os presidenciáveis terão, a partir do dia 19 de agosto. Os cálculos são do TSE.   

Pura irrelevância
O Ministério Público do Estado de São Paulo quer fechar o Templo de Salomão, a extrema ostentação da Igreja Universal comandada por Edir Macedo (sem o título de bispo). O motivo: falta de documentação que ateste a segurança do local. Ou seja, o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). O que não se faz em “nome” de Deus... 

A última de hoje
Vem aí uma nova CIP – Contribuição para a Iluminação Pública. Em 2005, o prefeito cassado Silvio Félix (PDT) enviou projeto à Câmara em “urgência urgentíssima”. Os vereadores aprovaram. A sociedade pressionou e Félix vetou o próprio projeto, e os vereadores tiveram que engolir o veto. E agora? Candidatos à parte...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A ordem de fatores que alteram o resultado

Programa de governo, compromissos e promessas. Essa deveria ser a sequência lógica de todo projeto político a partir da qual se desenvolve o processo eleitoral, para definir os caminhos que um país deve tomar no período em que estiver valendo os mandatos eletivos. Em qualquer nível hierárquico de poder. Do vereador ao presidente da República. Só que não é bem assim. O que deveria vir em primeiro lugar acaba ficando por último e o que é mais cruel ainda para com uma nação, às vezes nem chega ao papel. Nem mesmo em teoria – que deveria preceder a prática – e muito menos ao conhecimento do maior interessado: o cidadão, que perde o protagonismo que lhe cabe ao ir às urnas sem saber o que pensa ou pretende o candidato que escolheu. Sobram-lhe apenas as promessas de campanha, às quais todos já poderiam estar vacinados. Imunizados por consecutivas e recorrentes decepções. Vai na esperança de que alguma coisa mude, mas acaba surpreendido pelo mesmo de sempre. E sem conteúdo programático não há compromisso a ser assumido. O projeto discursivo sobressai, embaralhando a capacidade mental dos eleitores. E, infelizmente, é nisso que apostam os aspirantes aos cargos em disputa.
O tempo corre rápido e até o momento nenhum dos candidatos que estarão com suas fotos nas urnas eletrônicas em outubro, apresentaram nada. Não se conhece nenhuma proposta que possa dar o devido destino ao futuro do País. E, quando indagados, acabam generalistas e sem foco. Fruto da falta de competências específicas, para que possam transformar em prática aquilo que pregam. Mostram qual maquiagem pretendem usar sem, no entanto, apresentarem um rosto que seria o mais adequado e servirá de modelo. Neste caso não se diferencia partido político ou ideologia. Estão no mesmo barco só que remando em direções opostas, o que não deixa a embarcação se mover para nenhuma direção.
Ficam amarrados na construção de projetos, com ênfase nas causas, mas sem levar em conta as consequências. Repetem-se erros históricos, que a própria história já provou o contrário, mas não abrem mão em continuar apostando na falta de percepção do eleitorado para um único objetivo. Um projeto próprio de poder.
Situação e oposição se digladiam publicamente – através da mídia e redes sociais, estas mais utilizadas por militantes e simpatizantes – sem se importar com o que estão passando de bom. Em vez de construírem uma imagem duradoura e que se fixem por si mesmas, preferem desconstruir a do outro. As escolhas se reduzem a nada e têm uma tendência a piorar, com a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, com início marcado para o próximo dia 19. Por isso, é preciso ficar atento. Corrigir os erros do passado, consertar com o acerto no presente, para que o futuro não seja apenas um caminho de volta. Uma coisa é certa, ouviremos muitas promessas. E mais uma vez ninguém assumirá compromisso algum e muito menos apresentará um programa factível. Alguém duvida disso?

domingo, 3 de agosto de 2014

Os limites do tapetão e as urgências municipais

Até quando vai durar e aonde vai levar, não se sabe. O certo é que a “briga” de bastidores e na Justiça entre os grupos do prefeito Paulo Hadich (PSB) e do candidato derrotado nas urnas, Lusenrique Quintal (PSD), não tem fim. O fato é que um ano e sete meses após a posse dos eleitos, a contenda continua. E mesmo com as decisões instâncias judiciais – as últimas têm favorecido Hadich – apontando o caminho que deve ser seguido, a profusão de recursos de um contra o outro apenas alimentam os interesses de seus defensores e nada de benefício traz ao Município. Muito pelo contrário, vive-se numa incerteza em relação ao que pode vir e, a qualquer momento, a cidade pode ficar sem prefeito e a oposição ver seu candidato sendo alijado de seus direitos políticos, embora haja muita água para rolar por debaixo dessa ponte chamada política. Nesta última semana, porém, há uma sinalização mais efetiva em relação ao futuro desse “tapetão”, que contrasta com os interesses do Município e da população e atravanca a administração pública, que ainda patina na prática.

Vitórias parciais
Embora não representem sentenças definitivas, os apontamentos da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mostram duas vitórias de Hadich sobre Quintal. E que, apesar de estarem em andamento em segunda instância, sinalizam para um desfecho favorável ao atual prefeito, mas ainda garantem recursos. A ambas as partes.

Ficha Limpa nele
No caso de Lusenrique Quintal e seu vice, José Luiz Gazotti (PSDB), podem ser impugnados em eleições futuras – a defesa de ambos não reconhece isso – com base na Lei da Ficha Limpa. A decisão, publicada na edição da última quinta-feira, nesta Gazeta, reconhece utilização de caixa dois na campanha eleitoral, parecer acolhido pelo TRE, por gastos não declarados. Cabe recurso.

Quatro absolvidos
Já na ação de Quintal contra Hadich, por abuso de poder econômico, outra derrota oposicionista. O TRE absolveu o prefeito, seu vice, Antônio Carlos Lima (PT) e Osmar e Eunice Lopes, por facilitação d o uso das dependências do Sindicato dos Funcionários Públicos (Sindsel) na campanha de 2012, mostrado também pela Gazeta, na sexta-feira.  O TSE, se Quintal recorrer, é o próximo passo.

Ainda não acabou
Como há indícios claros de recursos por parte da coligação PSD/PSDB contra as duas decisões em segunda instância, o ciclo ainda não se encerrou e, com certeza, ainda estará na mídia por um bom tempo. O desfecho, entretanto, tende a ser favorável ao prefeito eleito, pois apesar de não ser regra, as sentenças proferidas em primeira e segunda instâncias, dificilmente são reformadas.

Primeira, segunda...

Todo esse demorado processo – que vai e volta e parece não sair do lugar –, entretanto só é possível graças à burocracia do Judiciário e ao excesso de recursos permitidos, pelo exagerado número de instâncias judiciais, que devem ser galgadas degrau por degrau até chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tudo acaba. Ou não. E mostra urgência na reformulação do Poder Judiciário, que não deveria ter mais que duas cortes.  

E... haja paciência
E para quem pensa que isso acaba por aqui, basta observar atentamente a campanha eleitoral deste ano. Ainda nem bem começou e dá-lhe Justiça. Basta um olhar torto de um candidato, que o outro quer endireitá-lo nos tribunais.

Pizza educacional
O conhecido dito popular “que tudo acaba em pizza”, quando se ajeita uma situação a ponto de agradar a todos os envolvidos, não pode ser aplicado na escola municipal Aracy Nogueira Guimarães, no Jardim Aeroporto. Lá tudo começa em pizza, conforme mostrou, na última sexta-feira, extensa matéria da Gazeta de Limeira. É que com a demanda aumentada por conta de novas transferências, a direção resolver vender pizzas para suprir as necessidades básicas da unidade, como material pedagógico e de limpeza, que são obrigações da Prefeitura. Apesar de ser voluntária, a ação, que envolve professores e funcionários, demonstra a falta de planejamento para enfrentar situações como essa. Faz-se tudo pelo hoje, esquecendo-se do amanhã e do depois do amanhã...

Planejar é preciso
É fato que a administração pública emperra na burocracia, mas não se pode e nem se deve transferir responsabilidades. E, conhecedora desses entraves legais, os processos podem ser agilizados por planejamento e por um controle efetivo do fluxo de materiais e serviços. Se se conhece a demanda de determinado setor, é preciso prever, também, o aumento dessa demanda. Daí a necessidade de uma integração entre os diversos setores de responsabilidade do Município, para evitar problemas como o enfrentado pela escola do Jardim Aeroporto, que recebeu 85 alunos a mais, devido as famílias que se mudaram para o Residencial Recanto dos Pássaros.

A situação é crítica
Ainda na educação. Esta Gazeta trouxe na última terça-feira um dado alarmante, envolvendo agressões a educadores das redes municipal e estadual em Limeira. Foram 33 denúncias, que vão de ofensas verbais a ataques físicos. A média é de cinco ao mês e corresponde a 76% das ocorrência do ano passado: 43 ao todo. Situação que retrata bem como anda o setor no Estado de São Paulo. Mais que prevenção oficial é preciso que os próprios pais se engajem nessa luta. Afinal a primeira educação formal vem do lar.    

Pergunta rápida
Por que será que o Plano Real é o único discurso possível ao PSDB?

Será a gota d’água?
Por falar em PSDB, o governo paulista insiste em tratar a crise hídrica com total falta de transparência e informação concreta. A mídia mostra, diariamente, os problemas enfrentados por moradores da capital paulista (sob a gestão da Sabesp). Restaurantes estão abolindo o uso do copo de vidro, trocando-o pelo descartável para economizar água, que já falta em determinado período do dia em muitos deles. A insistência do governador Geraldo Alckmin em afirmar que tudo está normal, só encontra respaldo no seu real interesse eleitoral. Se o tucanato se vangloria tanto de suas gestões, está na hora de alguém abrir o olho de Alckmin e seus técnicos. E mostrar para ele que o céu não está azul. Que a situação é crítica, já está mais que comprovada.

Nota curtíssima
Com o Templo de Salomão, Edir Macedo prova que a fé é um negócio altamente rentável.

 Frase da semana

“A Dilma não fala como Brasil”. Do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sobre a atual, Dilma Rousseff (PT), em entrevista à revista IstoÉ. Edição 2331. 30 de julho.