Depois de algumas semanas longe das páginas dos jornais e do noticiário em geral, a violência na rede pública de ensino volta, e com mais notícias ruins. Só para variar um pouco. Primeiro foi um pai e uma mãe que agrediram uma professora; depois a agressão entre alunas, que rendeu até recolhimento e custódia na Fundação Casa; mais adiante, novamente uma agressão e ameaças de mãe contra professora e, agora, tumulto em uma escola da rede estadual de ensino no final da tarde. Estou falando do tradicional Grupo Brasil, onde, na quarta-feira, um aluno arremessou uma pedra contra viatura da Polícia Militar, da Ronda Escolar, que monitorava a saída de alunos do período vespertino. Por sorte não acertou um policial que estava próximo, e nenhum popular que aguardava no ponto de ônibus. Apenas o veículo. O que mais choca é que tem sido recorrente essa situação, principalmente em razão do uso de entorpecentes. E nunca se consegue identificar os agressores, que se misturam à multidão. Impossível que a direção da escola não conheça tais alunos, a ponto de não identificá-los. Não o fazem por medo de ameaças, e por não terem o devido respaldo do próprio Estado.
Problema insolúvel
E esses casos tanto se repetem que se tornaram corriqueiros no ambiente escolar, onde o professor é desrespeitado, a direção da escola fica de mãos atadas e nas mãos de verdadeiras gangues e nenhuma atitude prática é tomada por quem deveria. Esconde-se, o quanto se pode, esse grave problema, como se debaixo do tapete coubesse tanto lixo. E se tem a impunidade como incentivadora da violência.
A família e a escola
O mais grave é que, em muitos casos, a própria família prefere passar a mão na cabeça do agressor, empurrando toda a responsabilidade à escola. Se a formação familiar é deficiente ou distorcida, não é a instituição de ensino quem vai dar jeito. Principalmente por que não tem as ferramentas necessárias, nem profissionais especializados e, muito menos, a atenção das autoridades públicas. É fato.
Sem cozinha e fogão
E como se não bastasse a questão da violência, a estrutura precária em instituições de ensino também revela descaso da administração pública. E acaba virando notícia, ou até mesmo manchete na imprensa. Na Vila Piza, em quadra de esportes, sanitário virou cozinha. E, no Parque Hipólito, vazamento de gás e falta de fogão resultaram em apenas pão como merenda. Foram destaques nesta Gazeta.
A mídia que resolve
E o direito sagrado a uma educação de qualidade se transforma em problema, que a gestão pública não consegue enfrentar. Nesses casos comentados, tanto por parte do Estado como do Município. E esperar para resolver todas essas situações quando elas vêm a público é outra faceta negativa dos agentes públicos, que deveriam zelar pela comunidade. Enquanto ninguém denuncia, nada se faz.
Relação tumultuada
Debater educação é apaixonante, pois está na base de toda necessidade humana para o pleno desenvolvimento. Uma pena que os governos – e nesse caso, todos – não dão a ela a atenção que merece. É secundário, sempre.
Barbosa sai de cena
E o polêmico ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou sua aposentadoria. Amado por muitos e odiado por outros tantos, ele ainda poderia cumprir mais de 11 anos à frente do Supremo, até a compulsória. Esse anúncio, porém, é um claro sintoma de seu apego ao poder máximo, uma vez que ele teria obrigatoriamente que deixar a presidência da corte e, com isso, seria mais um. E ele definitivamente não gosta de ser mais um. E praticamente sedimenta seu futuro na política partidária. Neste ano ele não pode concorrer a mais nada, eleitoralmente falando. E abre as portas aos partidos que o desejam em suas fileiras. E tem, a seu favor, toda a popularidade e visibilidade que a condução do julgamento do mensalão lhe deu.
Está sendo bajulado
E nem bem anunciou que até o final de junho deixa o STF, Joaquim Barbosa já tem para onde ir. Basta escolher quem vai melhor bajulá-lo, se Aécio Neves ou Eduardo Campos. O senador e presidenciável tucano mineiro já entrou na disputa e tem como forte concorrente outro presidenciável, o ex-governador de Pernambuco, também candidato à Presidência. Alguém já escreveu, em algum lugar, que se Aécio for presidente o “Barbosão” será seu ministro da Justiça. Não é de estranhar que isso aconteça mesmo. Por hora, não sei se ele aceitaria o papel de mero coadjuvante...
Será que aceitaria??
Só não se tem notícia se o PT também tem interesse em contar com o apoio de Joaquim Barbosa. Com a palavra a presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição.
Pergunta rápida
Por que Ronaldo, o Fenômeno, resolveu abrir a boca só agora para criticar a Copa?
A tesoura foi afiada
Outro assunto que causou – e ainda vai causar – polêmica foram os cortes anunciados pela Prefeitura em licenças-prêmio e horas extras, além dos dez dias (1/3) das férias, que costuma comprar dos servidores. E essa contenção de despesas (?) tem um motivo: a arrecadação municipal, que não está dentro do esperado. É muito estranho, ainda na metade do ano, a administração acender a luz amarela sobre o orçamento. É muito cedo para fazer um anúncio dessa natureza, pois se o sinal de alerta já foi disparado e nem completamos o primeiro semestre, como será, então, o fechamento do ano? Alguma coisa nessa conta não está batendo. O jeito é esperar para ver.
Nota curtíssima
É assustadora a calmaria registrada nas últimas sessões da Câmara de Limeira.
Frankenstein político
Amarrar alianças para ter acesso a alguns minutos a mais na propaganda eleitoral faz parte do jogo político. E dos princípios republicamos. Agora, quando essas alianças reapresentem o que há de mais espúrio na política, vai contra qualquer princípio moral. Lula fez Fernando Haddad, então candidato à prefeitura paulistana, apertar a mão de Paulo Maluf, e era visível o constrangimento. Agora é a vez de Alexandre Padilha, candidato petista ao governo do Estado, passar pela mesma situação. Com as bênçãos de Lula, essa aliança deveria ser repudiada pelo próprio PT. Como não foi com Haddad, não o será com Padilha. A diferença entre esses dois cenários é que, neste ano, o alcance é estadual. Muitos petistas estão, mais uma vez, torcendo o nariz. É um jogo perigoso.
Frase da semana
"Qual partido não gostaria de ter Barbosa em seus quadros?" Do presidenciável Eduardo Campos (PSB), sobre a aposentadoria do presidente do STF, Joaquim Barbosa. Na Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 30.
domingo, 1 de junho de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Sinceramente...
... o motorista limeirense não está preparado para “onda verde” do sistema semafórico nos corredores centrais. Os veículos não trafegam na velocidade regulamentar para se passar por todos os sinais verdes – 40 km/hora – e acabam atrapalhando todo o fluxo. É lento na hora de sair (basta perceber nos temporizadores) ou então insiste no péssimo hábito de falar ao celular enquanto dirige.
Conclusão lógica
De nada adianta o poder público investir em melhorias, se a população não retribuir com o uso adequado. Sempre reclamamos e criticamos a falta de sincronismo dos semáforos, para perceber agora que ele não vai funcionar, se o próprio motorista não souber como proceder de forma adequada.
A parte explicada
Professores e funcionários das universidades públicas estaduais – USP, Unesp e Unicamp – decidiram pela greve por que tiveram seus aumentos salariais congelados em “0%”, pelos reitores dessas instituições. Agora uma notícia interessante: teve um reitor que ganhou mais que o governador em 2007, conforme aponta um relatório do Tribunal de Contas do Estado – TCE. Foi o José Tadeu Jorge, da Unicamp. Deu na Folha de S. Paulo de ontem, 28/05.
Autonomia zero
Pelo período que frequentei uma universidade pública e agora por meu filho, que é estudante da UNESP, é fácil perceber que todas elas se tornaram feudos políticos. E, por isso, enfrentam essa situação de insolvência. Falar em má administração e gestão é pouco. Essa crise tem origem exclusivamente política.
Índice generoso
Enquanto que na maioria dos grandes municípios e algumas capitais, motoristas, cobradores de ônibus e metroviários já planejam – ou fazem – greve, em Limeira o risco está descartado. A categoria conseguiu 12% de aumento, o maior do Estado. E de fato merecem.
E ainda é pouco
Esse porcentual – 12% - é baixo, levando-se em consideração o gordo subsídio que o poder público dá às empresas do setor e o minúsculo investimento em melhorias que elas proporcionam aos usuários em contrapartida, que no final é quem paga as contas.
A última de hoje
Vem aí a greve dos metroviários em São Paulo.
... o motorista limeirense não está preparado para “onda verde” do sistema semafórico nos corredores centrais. Os veículos não trafegam na velocidade regulamentar para se passar por todos os sinais verdes – 40 km/hora – e acabam atrapalhando todo o fluxo. É lento na hora de sair (basta perceber nos temporizadores) ou então insiste no péssimo hábito de falar ao celular enquanto dirige.
Conclusão lógica
De nada adianta o poder público investir em melhorias, se a população não retribuir com o uso adequado. Sempre reclamamos e criticamos a falta de sincronismo dos semáforos, para perceber agora que ele não vai funcionar, se o próprio motorista não souber como proceder de forma adequada.
A parte explicada
Professores e funcionários das universidades públicas estaduais – USP, Unesp e Unicamp – decidiram pela greve por que tiveram seus aumentos salariais congelados em “0%”, pelos reitores dessas instituições. Agora uma notícia interessante: teve um reitor que ganhou mais que o governador em 2007, conforme aponta um relatório do Tribunal de Contas do Estado – TCE. Foi o José Tadeu Jorge, da Unicamp. Deu na Folha de S. Paulo de ontem, 28/05.
Autonomia zero
Pelo período que frequentei uma universidade pública e agora por meu filho, que é estudante da UNESP, é fácil perceber que todas elas se tornaram feudos políticos. E, por isso, enfrentam essa situação de insolvência. Falar em má administração e gestão é pouco. Essa crise tem origem exclusivamente política.
Índice generoso
Enquanto que na maioria dos grandes municípios e algumas capitais, motoristas, cobradores de ônibus e metroviários já planejam – ou fazem – greve, em Limeira o risco está descartado. A categoria conseguiu 12% de aumento, o maior do Estado. E de fato merecem.
E ainda é pouco
Esse porcentual – 12% - é baixo, levando-se em consideração o gordo subsídio que o poder público dá às empresas do setor e o minúsculo investimento em melhorias que elas proporcionam aos usuários em contrapartida, que no final é quem paga as contas.
A última de hoje
Vem aí a greve dos metroviários em São Paulo.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Nosso irreversível complexo de vira-latas
As cidades que receberão seleções para a Copa do Mundo no Brasil já respiram os ares do maior torneio de seleções do planeta, que tem início dentro de exatos 16 dias, num clima ainda de incertezas quanto ao alcance das manifestações do grupo do “Não vai ter Copa” (com erro gramatical e tudo mais). Vai haver Copa, sim. Disso ninguém tem dúvida. Acredito que até os próprios organizadores dos protestos, que pedem educação, saúde e segurança padrão Fifa (reivindicações mais do que justas), numa alusão ao dinheiro gasto nos estádios e obras periféricas, já se conformaram com isso. É bom que fique bem claro que esse “padrão Fifa” refere-se única e exclusivamente ao dinheiro investido – o maior volume oriundo dos cofres públicos – para atender aos caprichos dos senhores Joseph Blatter e Jérôme Valcke. Não se pode imaginar, porém, que se confunda com os padrões de comportamento dos “donos da bola”, que transformarão as arenas e seus entornos em pequenas ditaduras constituídas de regras próprias, as quais, muitas delas, afrontam a própria Constituição Federal.
Abriu-se demais a legislação brasileira às vontades da Fifa, em vez de negociar com equilíbrio, para evitar que a entidade máxima do futebol se transformasse num governo paralelo, interferindo inclusive no direito de ir e vir do cidadão. O País e seus cidadãos deveriam, sim, não ter compartilhado do derramamento do leite lá atrás, quando foram dados os primeiros chutes nos baldes, com a candidatura do Brasil. A partir do momento da escolha do País como sede mundial do futebol, entretanto, o governo cometeu um grande pecado, o de não ter dado início imediato aos trâmites burocráticos para todas as obras necessárias, evitando correria, e muitas delas inconclusas ou paralisadas. Apostou-se na última hora como prazo final, proporcionando uma elevação exagerada nos custos iniciais previstos, abrindo então as portas aos protestos que devem, sim, causar desconforto aos organizadores durante o torneio. E transtornos à população.
E até mesmo essas manifestações, contrárias à realização do evento, ficaram para a última hora, quando tudo já estava definido e não havia mais volta possível. E percebe-se nelas, também, um esvaziamento, à medida em que se aproxima a data de abertura da Copa, em 12 de junho, o que não tira, entretanto, a legitimidade das críticas até aqui expostas. Como ficou tarde para lamentações, o mínimo que se espera de todo o brasileiro é que os turistas que vêm para assistir aos jogos sejam bem recebidos e bem tratados, pois não têm nenhuma culpa nesse imbróglio, cujo anúncio foi aplaudido e elogiado – e muito – lá em 2007, pelos baba-ovos de plantão. É hora de pensar no que se pode fazer daqui para frente, sem politizar a tradicional competição esportiva, pensando nos votos de mais adiante. Não vai aumentar o porcentual de um, e nem tirar o de outro. A história do país de chuteiras ficou lá atrás, ainda nos tempos da ditadura. E é tarde, também, para assumir o “complexo de vira-latas”, que ainda teima em fazer parte do imaginário nacional.
Abriu-se demais a legislação brasileira às vontades da Fifa, em vez de negociar com equilíbrio, para evitar que a entidade máxima do futebol se transformasse num governo paralelo, interferindo inclusive no direito de ir e vir do cidadão. O País e seus cidadãos deveriam, sim, não ter compartilhado do derramamento do leite lá atrás, quando foram dados os primeiros chutes nos baldes, com a candidatura do Brasil. A partir do momento da escolha do País como sede mundial do futebol, entretanto, o governo cometeu um grande pecado, o de não ter dado início imediato aos trâmites burocráticos para todas as obras necessárias, evitando correria, e muitas delas inconclusas ou paralisadas. Apostou-se na última hora como prazo final, proporcionando uma elevação exagerada nos custos iniciais previstos, abrindo então as portas aos protestos que devem, sim, causar desconforto aos organizadores durante o torneio. E transtornos à população.
E até mesmo essas manifestações, contrárias à realização do evento, ficaram para a última hora, quando tudo já estava definido e não havia mais volta possível. E percebe-se nelas, também, um esvaziamento, à medida em que se aproxima a data de abertura da Copa, em 12 de junho, o que não tira, entretanto, a legitimidade das críticas até aqui expostas. Como ficou tarde para lamentações, o mínimo que se espera de todo o brasileiro é que os turistas que vêm para assistir aos jogos sejam bem recebidos e bem tratados, pois não têm nenhuma culpa nesse imbróglio, cujo anúncio foi aplaudido e elogiado – e muito – lá em 2007, pelos baba-ovos de plantão. É hora de pensar no que se pode fazer daqui para frente, sem politizar a tradicional competição esportiva, pensando nos votos de mais adiante. Não vai aumentar o porcentual de um, e nem tirar o de outro. A história do país de chuteiras ficou lá atrás, ainda nos tempos da ditadura. E é tarde, também, para assumir o “complexo de vira-latas”, que ainda teima em fazer parte do imaginário nacional.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Ei, psiu! Está na hora de parar com o barulho
A Organização Mundial de Saúde diz que o estresse auditivo se dá a partir dos 55 decibéis. O barulho excessivo, de qualquer tipo, é prejudicial à saúde. Não é preciso ser especialista para descobrir o quanto há de verdade nessa afirmativa. A Lei do Silêncio nada mais é do que a NBR - Norma Brasileira de Regras Técnicas - número 10.151, que decreta o limite de barulho de dia, e principalmente à noite. Mesmo assim, muitos a descumprem e o som alto é sinônimo de diversão. Apesar dessa normatização, os municípios têm livre arbítrio para conter esse tipo de abuso, que vem principalmente de bares, lanchonetes, veículos automotores e casas noturnas de uma maneira geral. Só para exemplificar essa situação, nos últimos 30 dias foram registradas 20 denúncias na Ouvidoria da Prefeitura sobre poluição sonora, principalmente de bares, conforme mostrou esta Gazeta, na última quinta-feira, em sua manchete. E nem é necessário ficar com os ouvidos atentos a isso. O som alto está em todo lugar, tanto durante o dia como à noite, quando mais se precisa de silêncio. Isso é fato.
A quem reclamar?
Apesar das denúncias, qualquer reclamação, hoje, enfrenta uma burocracia interminável nos serviços públicos que poderiam combater esse tipo de abuso. Não há um plantão 24 horas, em especial no setor ambiental, que possa atender quem precisa descansar e é incomodado constantemente pelo barulho. Venha de onde vier. Acionar a PM, por exemplo, não resolve. E não é obrigação do bispo.
Pedras do caminho
Isso quando um órgão público não empurra a responsabilidade para outro, e aí tudo complica de vez. O cidadão busca a paz e recebe o descaso das autoridades, que deveriam agir. Várias vezes tentei reclamar no 190 (PM), que fica em Piracicaba, e o calvário é maior que o de Cristo. Não basta endereço, é preciso referências. E são tantos os obstáculos, que se acaba desistindo da denúncia.
As ações necessárias
Isso é só um exemplo. E os casos se repetem, e nenhuma solução que alivie nossos ouvidos é apresentada. Agora parece que alguma coisa será feita. Após o alto número de denúncias, a Prefeitura vai propor um projeto semelhante ao Programa de Silêncio Urbano (Psiu), de São Paulo. E que vai disponibilizar servidores em plantão para agir no momento da denúncia. E é isso que se espera.
E que venha rápido
Só que o Poder Executivo precisa ser ágil e os vereadores entenderem a proposta, sem se preocupar bom o lobby dos empresários do entretenimento, que será ativo e forte. Lazer e diversão não podem ser sinônimo de barulho.
Está aí a explicação
Que o motorista limeirense tem uma enorme dificuldade em respeitar a sinalização, não é novidade. Agora, a explicação: falta sinalização até em local de exame de CNH, conforme mostrou manchete desta Gazeta na última quarta-feira. Então...
Seria uma Fênix ou...
...mais uma vez a oposição dá mostras de que realmente não seduz o eleitor? Fico com a segunda opção, mesmo porque a mitológica ave que renasce das cinzas é uma analogia pesada demais para o caso. Falo do crescimento nas intenções de votos de 3 pontos percentuais da presidente Dilma Rousseff (PT), de 37 para 40%, após sucessivas quedas, na pesquisa do Ibope divulgada na última sexta-feira. O tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos também cresceram, mas a sinalização para um segundo turno ainda está indefinida. Dentro da margem de erro, a eleição se decide em primeiro turno. Porém, e é sempre bom ressaltar, esse é um cenário de momento. E pode mudar, conforme mostraram pesquisas anteriores. Aécio e Campos ainda não empolgam.
Candidatos sonham
E já que o tema são as eleições, no cenário local já há vereador pensando em se afastar da Câmara para se dedicar à campanha. Trata-se de Edvaldo Antunes, o Dinho (PSB), que já foi escolhido pelo próprio partido como pré-candidato à Assembleia Legislativa. Ele soma – ou divide – com outros 19 nomes já mostrados por esta Gazeta e, agora, com mais um na concorrência, só que à Câmara Federal: o missionário Osvaldo de Oliveira, do Partido Trabalhista Cristão (PTC). É mais um na tentativa de engrossar a bancada evangélica, que argumenta com o retrocesso em nome da fé.
De muitos, nenhum
Esse número de candidatos, tanto a deputado estadual como federal, só tende a crescer daqui para frente. E dividir cada vez mais o eleitorado, reduzindo a chance de eleição.
Pergunta rápida
Com tanto candidato assim, vai sobrar eleitor para votar em outubro?
Tem terra no óleo
Conversas ao pé do ouvido com alguns governistas indicam um certo desgaste entre os poderes Executivo e Legislativo. O fato é que o “trator” parece estar patinando na areia, e há um nítido desconforto. Entre o apoio incondicional, que até agora funcionou, e a voz das ruas, há um abismo que pode se tornar intransponível e até ameaçar projetos futuros. A tutela, que é marca registrada na Câmara há muitas legislaturas e administrações municipais, pode estar com os dias contados. E se isso representar mais desgaste frente ao eleitorado, não tenho dúvidas de que podem haver sérios problemas nesse relacionamento, até agora harmonioso. Política não é uma ciência exata.
Nota curtíssima
Os sindicatos se transformaram em empresas de lucro fácil. Ninguém quer largar esse filé.
Caixa de Pandora
Coisa de bandido. De quadrilha mesmo. Assim pode ser definida a ação de motoristas e cobradores de ônibus, pseudossindicalistas, que agiram de forma truculenta na capital paulista, entre quarta, quinta e início da sexta-feira. E isso após acordo entre as empresas e os representantes oficiais da categoria. Derrotados nas urnas sindicais e se autointitulando dissidentes, obrigaram passageiros a deixar os ônibus, furaram pneus e perpetraram toda sorte de banditismo. A questão é que ninguém que está dentro, hoje, da estrutura sindical, quer deixá-la, e, quem está fora, quer entrar. E o pior é que são subsidiados pelos trabalhadores. O sindicalismo virou negócio e, em alguns casos, vitalício. E não é só nos grandes centros, não. Está no interior também.
Frase da semana
“Usei maconha aos 18 anos e não recomendo a ninguém”. Do senador mineiro Aécio Neves (PSDB), pré-candidato do partido à Presidência, em entrevista ao UOL e Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 22, na TV UOL.
A quem reclamar?
Apesar das denúncias, qualquer reclamação, hoje, enfrenta uma burocracia interminável nos serviços públicos que poderiam combater esse tipo de abuso. Não há um plantão 24 horas, em especial no setor ambiental, que possa atender quem precisa descansar e é incomodado constantemente pelo barulho. Venha de onde vier. Acionar a PM, por exemplo, não resolve. E não é obrigação do bispo.
Pedras do caminho
Isso quando um órgão público não empurra a responsabilidade para outro, e aí tudo complica de vez. O cidadão busca a paz e recebe o descaso das autoridades, que deveriam agir. Várias vezes tentei reclamar no 190 (PM), que fica em Piracicaba, e o calvário é maior que o de Cristo. Não basta endereço, é preciso referências. E são tantos os obstáculos, que se acaba desistindo da denúncia.
As ações necessárias
Isso é só um exemplo. E os casos se repetem, e nenhuma solução que alivie nossos ouvidos é apresentada. Agora parece que alguma coisa será feita. Após o alto número de denúncias, a Prefeitura vai propor um projeto semelhante ao Programa de Silêncio Urbano (Psiu), de São Paulo. E que vai disponibilizar servidores em plantão para agir no momento da denúncia. E é isso que se espera.
E que venha rápido
Só que o Poder Executivo precisa ser ágil e os vereadores entenderem a proposta, sem se preocupar bom o lobby dos empresários do entretenimento, que será ativo e forte. Lazer e diversão não podem ser sinônimo de barulho.
Está aí a explicação
Que o motorista limeirense tem uma enorme dificuldade em respeitar a sinalização, não é novidade. Agora, a explicação: falta sinalização até em local de exame de CNH, conforme mostrou manchete desta Gazeta na última quarta-feira. Então...
Seria uma Fênix ou...
...mais uma vez a oposição dá mostras de que realmente não seduz o eleitor? Fico com a segunda opção, mesmo porque a mitológica ave que renasce das cinzas é uma analogia pesada demais para o caso. Falo do crescimento nas intenções de votos de 3 pontos percentuais da presidente Dilma Rousseff (PT), de 37 para 40%, após sucessivas quedas, na pesquisa do Ibope divulgada na última sexta-feira. O tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos também cresceram, mas a sinalização para um segundo turno ainda está indefinida. Dentro da margem de erro, a eleição se decide em primeiro turno. Porém, e é sempre bom ressaltar, esse é um cenário de momento. E pode mudar, conforme mostraram pesquisas anteriores. Aécio e Campos ainda não empolgam.
Candidatos sonham
E já que o tema são as eleições, no cenário local já há vereador pensando em se afastar da Câmara para se dedicar à campanha. Trata-se de Edvaldo Antunes, o Dinho (PSB), que já foi escolhido pelo próprio partido como pré-candidato à Assembleia Legislativa. Ele soma – ou divide – com outros 19 nomes já mostrados por esta Gazeta e, agora, com mais um na concorrência, só que à Câmara Federal: o missionário Osvaldo de Oliveira, do Partido Trabalhista Cristão (PTC). É mais um na tentativa de engrossar a bancada evangélica, que argumenta com o retrocesso em nome da fé.
De muitos, nenhum
Esse número de candidatos, tanto a deputado estadual como federal, só tende a crescer daqui para frente. E dividir cada vez mais o eleitorado, reduzindo a chance de eleição.
Pergunta rápida
Com tanto candidato assim, vai sobrar eleitor para votar em outubro?
Tem terra no óleo
Conversas ao pé do ouvido com alguns governistas indicam um certo desgaste entre os poderes Executivo e Legislativo. O fato é que o “trator” parece estar patinando na areia, e há um nítido desconforto. Entre o apoio incondicional, que até agora funcionou, e a voz das ruas, há um abismo que pode se tornar intransponível e até ameaçar projetos futuros. A tutela, que é marca registrada na Câmara há muitas legislaturas e administrações municipais, pode estar com os dias contados. E se isso representar mais desgaste frente ao eleitorado, não tenho dúvidas de que podem haver sérios problemas nesse relacionamento, até agora harmonioso. Política não é uma ciência exata.
Nota curtíssima
Os sindicatos se transformaram em empresas de lucro fácil. Ninguém quer largar esse filé.
Caixa de Pandora
Coisa de bandido. De quadrilha mesmo. Assim pode ser definida a ação de motoristas e cobradores de ônibus, pseudossindicalistas, que agiram de forma truculenta na capital paulista, entre quarta, quinta e início da sexta-feira. E isso após acordo entre as empresas e os representantes oficiais da categoria. Derrotados nas urnas sindicais e se autointitulando dissidentes, obrigaram passageiros a deixar os ônibus, furaram pneus e perpetraram toda sorte de banditismo. A questão é que ninguém que está dentro, hoje, da estrutura sindical, quer deixá-la, e, quem está fora, quer entrar. E o pior é que são subsidiados pelos trabalhadores. O sindicalismo virou negócio e, em alguns casos, vitalício. E não é só nos grandes centros, não. Está no interior também.
Frase da semana
“Usei maconha aos 18 anos e não recomendo a ninguém”. Do senador mineiro Aécio Neves (PSDB), pré-candidato do partido à Presidência, em entrevista ao UOL e Folha de S. Paulo. Sexta-feira, 22, na TV UOL.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
A lei de Gérson
Frequentadores do Parque Cidade têm reclamado de um veículo que fica estacionado na calçada do futuro prédio da biblioteca, do lado direito da entrada principal. Isso porque sobra estacionamento regulamentado. É a velha história do “levar vantagem em tudo”.
Só para lembrar
Pedestres também têm sua parcela de culpa no caótico trânsito central. Assim como nos casos das vagas especiais, falta educação àqueles que se locomovem à pé pelas ruas.
Assustou o PSDB
Se há uma instituição política que não pode reclamar da campanha do PT, no estilo do “eu tenho medo”, é justamente a tucana. Lembram-se, na campanha de 2002, quando a atriz Regina Duarte aparecia na telinha, em fundo preto e dizia que “tinha medo”? Pois é.
Erro estratégico
Não concordo com o tom da atual campanha do Partido dos Trabalhadores. É desnecessário e perigoso ao próprio partido. E mostrou que não dá certo, como não deu com José Serra. Mas se o PT pretende continuar com isso, minha sugestão é que peça emprestada a Regina Duarte ao Serra. Aí, a campanha fica completa.
Ninguém é santo
A campanha eleitoral – em especial à Presidência e aos governos estaduais - caminha para ser a de mais baixo nível dos últimos anos. PT, PSDB, PSB e outros partidos menores vão para uma guerra esganiçada em busca de seus objetivos. Corre-se o risco de petistas, tucanos e socialistas saírem no tapa. Afinal, eles só querem poder. O povo que se lixe.
Comunicação...
Tem muito agente público que sofre de transtorno bipolar no trato com a imprensa. Cordialidade pela manhã e mau humor à tarde. E vice-versa.
E tome bola fora
As ameaças de greves e paralisações pontuais de agentes públicos e instituições oficiais, durante a Copa, são de um oportunismo sem precedentes. Beiram a chantagem.
A última de hoje
Do jeito que as coisas vão, com moradores sendo obrigados a se cadastrar para circular – a pé e em veículos – no entorno dos estádios da Copa, corre-se o risco de a população ter que pedir licença à FIFA para assistir aos jogos em casa.
Frequentadores do Parque Cidade têm reclamado de um veículo que fica estacionado na calçada do futuro prédio da biblioteca, do lado direito da entrada principal. Isso porque sobra estacionamento regulamentado. É a velha história do “levar vantagem em tudo”.
Só para lembrar
Pedestres também têm sua parcela de culpa no caótico trânsito central. Assim como nos casos das vagas especiais, falta educação àqueles que se locomovem à pé pelas ruas.
Assustou o PSDB
Se há uma instituição política que não pode reclamar da campanha do PT, no estilo do “eu tenho medo”, é justamente a tucana. Lembram-se, na campanha de 2002, quando a atriz Regina Duarte aparecia na telinha, em fundo preto e dizia que “tinha medo”? Pois é.
Erro estratégico
Não concordo com o tom da atual campanha do Partido dos Trabalhadores. É desnecessário e perigoso ao próprio partido. E mostrou que não dá certo, como não deu com José Serra. Mas se o PT pretende continuar com isso, minha sugestão é que peça emprestada a Regina Duarte ao Serra. Aí, a campanha fica completa.
Ninguém é santo
A campanha eleitoral – em especial à Presidência e aos governos estaduais - caminha para ser a de mais baixo nível dos últimos anos. PT, PSDB, PSB e outros partidos menores vão para uma guerra esganiçada em busca de seus objetivos. Corre-se o risco de petistas, tucanos e socialistas saírem no tapa. Afinal, eles só querem poder. O povo que se lixe.
Comunicação...
Tem muito agente público que sofre de transtorno bipolar no trato com a imprensa. Cordialidade pela manhã e mau humor à tarde. E vice-versa.
E tome bola fora
As ameaças de greves e paralisações pontuais de agentes públicos e instituições oficiais, durante a Copa, são de um oportunismo sem precedentes. Beiram a chantagem.
A última de hoje
Do jeito que as coisas vão, com moradores sendo obrigados a se cadastrar para circular – a pé e em veículos – no entorno dos estádios da Copa, corre-se o risco de a população ter que pedir licença à FIFA para assistir aos jogos em casa.
terça-feira, 20 de maio de 2014
A falta de educação nossa de cada dia
Tema recorrente em muitos textos que já escrevi neste espaço, seja nos artigos das terças-feiras ou nas colunas de quinta e domingo, a boa educação, representada num simples bom dia ou nas atitudes de cortesia ou apreço ao seu próximo, está cada vez mais ausente, dando lugar à conhecida “lei de Gerson”. Para quem não a conhece, ela teve origem numa criação publicitária, lá de 1976, para uma marca de cigarros, cujo slogan “eu gosto de levar vantagem em tudo. Leve vantagem você também” era apresentado pelo tricampeão brasileiro de futebol, o jogador Gerson. E o já tradicional “jeitinho brasileiro” ganhou roupagem nova, quando a propaganda ganhou as ruas e sua prática transformou-se em símbolo daquilo que o ser humano tem de mais desprezível: a falta de respeito para com seu semelhante. Seja ao furar uma fila de atendimento, ao não parar com seu veículo em faixas para pedestres ou se julgar que é melhor que o outro e, por isso, precisa de mais atenção. Pura deficiência de caráter, que materializa o egoísmo latente em cada um de nós.
E não precisa ir muito longe para encontrar exemplos de ações dessa natureza. A mídia está recheada deles. E um dos mais corriqueiros está no uso das vagas preferenciais de estacionamento para pessoas idosas ou portadores de necessidades especiais, tanto em vias públicas, como no interior de estabelecimentos como shoppings e supermercados. Como mostrou matéria assinada pela jornalista Vanessa Osava, e que foi manchete da edição do último domingo desta Gazeta. E muitos ainda se julgam no direito de insultar e fingir que não ouvem, quando são instados a colaborar e deixar a vaga a quem de direito. E é uma parcela da população com características bem definidas, inclusive com padrões sociais e econômicos similares. São jovens sadios, adultos de boa aparência e mulheres, também nessas faixas etária e social, que mais praticam esse desrespeito.
Principalmente porque essas vagas são em menor número que as demais, e por isso merecem atenção especial. Não importa se se trata de uma parada rápida, ou por simples ignorância mesmo. O fato é que se ela foi regulamentada para um tipo específico de uso, e assim deve ser. Quando alguém busca tirar proveito de um benefício que não lhe pertence, está simplesmente retirando do outro o direito desse mesmo benefício. E tem similaridade incrível com a chamada “carteirada”, ou seja, aquela conversa fiada do “você sabe com quem está falando?”, num inequívoco desapreço ao artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que deveria ser o princípio básico da convivência humana: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. Só que alguns se julgam mais iguais e, por isso, têm mais direitos. E isso tem outro significado: pobreza de espírito.
Se alguém pensa que tudo isso é exagero, deixo uma sugestão para que sejam observadores atentos do cotidiano. Com certeza se surpreenderão com essa crônica falta de educação.
E não precisa ir muito longe para encontrar exemplos de ações dessa natureza. A mídia está recheada deles. E um dos mais corriqueiros está no uso das vagas preferenciais de estacionamento para pessoas idosas ou portadores de necessidades especiais, tanto em vias públicas, como no interior de estabelecimentos como shoppings e supermercados. Como mostrou matéria assinada pela jornalista Vanessa Osava, e que foi manchete da edição do último domingo desta Gazeta. E muitos ainda se julgam no direito de insultar e fingir que não ouvem, quando são instados a colaborar e deixar a vaga a quem de direito. E é uma parcela da população com características bem definidas, inclusive com padrões sociais e econômicos similares. São jovens sadios, adultos de boa aparência e mulheres, também nessas faixas etária e social, que mais praticam esse desrespeito.
Principalmente porque essas vagas são em menor número que as demais, e por isso merecem atenção especial. Não importa se se trata de uma parada rápida, ou por simples ignorância mesmo. O fato é que se ela foi regulamentada para um tipo específico de uso, e assim deve ser. Quando alguém busca tirar proveito de um benefício que não lhe pertence, está simplesmente retirando do outro o direito desse mesmo benefício. E tem similaridade incrível com a chamada “carteirada”, ou seja, aquela conversa fiada do “você sabe com quem está falando?”, num inequívoco desapreço ao artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que deveria ser o princípio básico da convivência humana: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. Só que alguns se julgam mais iguais e, por isso, têm mais direitos. E isso tem outro significado: pobreza de espírito.
Se alguém pensa que tudo isso é exagero, deixo uma sugestão para que sejam observadores atentos do cotidiano. Com certeza se surpreenderão com essa crônica falta de educação.
domingo, 18 de maio de 2014
A falência moral do homem e outros desvios
Primeiro, foi um adolescente – delinquente ou não, é o que menos importa – despido e amarrado a um poste no Rio de Janeiro; depois, a morte de menino de 11 anos, no Rio Grande do Sul, pela madrasta, uma amiga dela e o próprio pai; em seguida o linchamento de uma dona de casa no Guarujá, devido a uma publicação indevida no Facebook e, na última semana, um casal de irmãos, de 13 e 9 anos de idade, foi queimado vivo dentro da própria casa, por causa de uma dívida de R$ 500. Só para lembrar alguns desses tristes fatos, e que acabaram provocando repercussão na mídia nacional. Além de chocantes, todos esses crimes, a começar pelo jovem carioca, representam um distanciamento moral do ser humano com a realidade. Uma questionável e imprudente necessidade de se fazer justiça com as próprias mãos e, no caso do garoto gaúcho, a partilha de uma herança, deixada pela mãe verdadeira e cobiçada pela madrasta. E o fundo desse poço de maldades e desvirtuamento da racionalidade está além da nossa própria compreensão.
Crueza e realidade
E não há nada de novo nesses fatos, que acontecem diariamente pelo País e pelo mundo, apenas uma maior proximidade com eles, que a informação instantânea nos possibilita. Está mais fácil de sentir a indignação perante as cenas da barbárie e, também, assistir à necessidade que o homem tem de expor seus instintos, identificando-se com as imagens de horror que chegam facilmente a todos os lares.
Razão e consciência
Quando fica difícil conter essa catarse, que aos poucos se transforma em histeria coletiva, a fronteira entre realidade e ficção simplesmente desaparece, confundindo mentes e turvando consciências. O bom senso dá lugar à irracionalidade, que no homem deixa de ser a luta por sua própria sobrevivência e perpetuação da espécie, para se tornar simplesmente uma deliberada vontade de matar.
Não está na receita
A sociedade não está mais e nem menos violenta do que em outras épocas. Está proporcionalmente adequada a esses tempos atuais. Essa análise preliminar é para mostrar que ela está melhor informada, e é o que faz a diferença entre o sim e o não. O sim à brutalidade consciente, e o não à violência explícita. Na verdade, é a demanda reprimida de Justiça legal que provoca esses graves efeitos colaterais.
A vida por um fio
Para não perder o foco, na última quinta-feira mais uma morte gratuita. Uma escrivã de polícia, numa cidadezinha do Maranhão, foi esfaqueada por um homem a quem ela iria indiciar por estupro. Assim caminhamos nós.
Cuidados e dever
A nós, jornalistas, cabe o papel de informar, sim, situações dessa natureza. Nunca, entretanto, fomentar e incitar ainda mais o consciente coletivo sobre o que é certo ou errado. Se assim o fizermos, teremos também muito sangue nas mãos.
Movimento tardio
Outro tema que ainda desperta paixões e ódio explícito, a Copa do Mundo no Brasil teve, na semana que passou, um teste interessante no quesito protestos contra sua realização. O movimento “Não vai ter Copa” – na realidade o correto seria “haver” – não vem conseguindo emplacar seus argumentos e tem levado muito pouca gente às manifestações. Bem ou mal, com obras concluídas ou não, o mundial entre seleções chega por aqui no próximo dia 12 e, só então, se poderá medir a força daqueles que pedem educação, saúde, moradia e segurança “padrão Fifa”. Interessante nesse processo todo é que, quando o Brasil foi anunciado como sede da competição, ninguém se manifestou sobre essa escolha. Já deu o que tinha que dar. Que venha a Copa.
Influência eleitoral
Sinceramente não acredito que o desempenho da seleção brasileira na Copa possa render dividendos políticos, tanto para a situação quanto para a oposição. Mesmo porque nenhum candidato terá coragem de se manifestar contrário a ela, justamente pela grande parcela do eleitorado ligada ao futebol. Nem Aécio ou Campos – ou qualquer outro – vai querer se indispor nesse sentido. Ao contrário, os protestos podem, sim, causar estragos na base governista. Perto de completar um ano daquele junho histórico de 2013, as manifestações, se bem organizadas e com foco definido, podem influenciar no pleito.
Mais que morto...
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deu partida, na semana que passou, à utilização do “volume morto” do Cantareira, para o abastecimento de água na Grande São Paulo.
Pergunta rápida
Até quando o governo do Estado vai esconder da população a verdade sobre a água?
Vai até novembro
A capacidade do Sistema Cantareira em operar o volume morto tem prazo de validade: novembro. Um mês após a eleição, portanto. O tão propalado choque de gestão do governo tucano paulista se esvai com a situação em que chegou o abastecimento de água em São Paulo. Sem investimentos e melhorias, o resultado já é sentido nas torneiras de muita gente. Exímio crítico de outros governos, o PSDB parece que não se deu conta de que também está na berlinda, por conta da gravidade do problema. Alckmin parece estar preparado para levar a situação em banho-maria, até 5 de outubro. Depois disso... Bem, depois do apagão com FHC, Alckmin deve fechar as torneiras após a eleição.
Nota curtíssima
O “Estado paralelo” representa a falência do Estado oficial. É artificial e muito perigoso.
O Tigrão na zebra
Para aparecer, políticos são capazes das ações mais inusitadas possíveis. E se o objetivo for o de chamar a atenção da “plateia”, eles não medem esforços. Sexta-feira, 16h20. O trecho da Senador Vergueiro, entre as ruas Barão de Cascalho e Barão de Campinas, estava recebendo pintura de solo nas faixas de pedestres. O tradicional retoque, necessário devido ao desgaste natural que ocorre nas faixas brancas, pela exposição ao sol e água da chuva. Numa das esquinas pintadas, lá estava o vereador André Henrique da Silva, o Tigrão (PMDB), acompanhado de uma fotógrafa, fazendo poses, indicando a pintura. Ora abaixado, apontando diretamente para uma faixa, ora em pé, para toda a extensão da rua. E sem perder a pose junto aos eleitores, acenando para todos.
Frase da semana
"Na hora de a onça beber água, este país vai endoidar". Da presidente Dilma Rousseff (PT), sobre o sucesso da Copa, durante jantar com jornalistas esportivos no Alvorada. Sexta-feira, 16. No UOL Copa.
Crueza e realidade
E não há nada de novo nesses fatos, que acontecem diariamente pelo País e pelo mundo, apenas uma maior proximidade com eles, que a informação instantânea nos possibilita. Está mais fácil de sentir a indignação perante as cenas da barbárie e, também, assistir à necessidade que o homem tem de expor seus instintos, identificando-se com as imagens de horror que chegam facilmente a todos os lares.
Razão e consciência
Quando fica difícil conter essa catarse, que aos poucos se transforma em histeria coletiva, a fronteira entre realidade e ficção simplesmente desaparece, confundindo mentes e turvando consciências. O bom senso dá lugar à irracionalidade, que no homem deixa de ser a luta por sua própria sobrevivência e perpetuação da espécie, para se tornar simplesmente uma deliberada vontade de matar.
Não está na receita
A sociedade não está mais e nem menos violenta do que em outras épocas. Está proporcionalmente adequada a esses tempos atuais. Essa análise preliminar é para mostrar que ela está melhor informada, e é o que faz a diferença entre o sim e o não. O sim à brutalidade consciente, e o não à violência explícita. Na verdade, é a demanda reprimida de Justiça legal que provoca esses graves efeitos colaterais.
A vida por um fio
Para não perder o foco, na última quinta-feira mais uma morte gratuita. Uma escrivã de polícia, numa cidadezinha do Maranhão, foi esfaqueada por um homem a quem ela iria indiciar por estupro. Assim caminhamos nós.
Cuidados e dever
A nós, jornalistas, cabe o papel de informar, sim, situações dessa natureza. Nunca, entretanto, fomentar e incitar ainda mais o consciente coletivo sobre o que é certo ou errado. Se assim o fizermos, teremos também muito sangue nas mãos.
Movimento tardio
Outro tema que ainda desperta paixões e ódio explícito, a Copa do Mundo no Brasil teve, na semana que passou, um teste interessante no quesito protestos contra sua realização. O movimento “Não vai ter Copa” – na realidade o correto seria “haver” – não vem conseguindo emplacar seus argumentos e tem levado muito pouca gente às manifestações. Bem ou mal, com obras concluídas ou não, o mundial entre seleções chega por aqui no próximo dia 12 e, só então, se poderá medir a força daqueles que pedem educação, saúde, moradia e segurança “padrão Fifa”. Interessante nesse processo todo é que, quando o Brasil foi anunciado como sede da competição, ninguém se manifestou sobre essa escolha. Já deu o que tinha que dar. Que venha a Copa.
Influência eleitoral
Sinceramente não acredito que o desempenho da seleção brasileira na Copa possa render dividendos políticos, tanto para a situação quanto para a oposição. Mesmo porque nenhum candidato terá coragem de se manifestar contrário a ela, justamente pela grande parcela do eleitorado ligada ao futebol. Nem Aécio ou Campos – ou qualquer outro – vai querer se indispor nesse sentido. Ao contrário, os protestos podem, sim, causar estragos na base governista. Perto de completar um ano daquele junho histórico de 2013, as manifestações, se bem organizadas e com foco definido, podem influenciar no pleito.
Mais que morto...
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deu partida, na semana que passou, à utilização do “volume morto” do Cantareira, para o abastecimento de água na Grande São Paulo.
Pergunta rápida
Até quando o governo do Estado vai esconder da população a verdade sobre a água?
Vai até novembro
A capacidade do Sistema Cantareira em operar o volume morto tem prazo de validade: novembro. Um mês após a eleição, portanto. O tão propalado choque de gestão do governo tucano paulista se esvai com a situação em que chegou o abastecimento de água em São Paulo. Sem investimentos e melhorias, o resultado já é sentido nas torneiras de muita gente. Exímio crítico de outros governos, o PSDB parece que não se deu conta de que também está na berlinda, por conta da gravidade do problema. Alckmin parece estar preparado para levar a situação em banho-maria, até 5 de outubro. Depois disso... Bem, depois do apagão com FHC, Alckmin deve fechar as torneiras após a eleição.
Nota curtíssima
O “Estado paralelo” representa a falência do Estado oficial. É artificial e muito perigoso.
O Tigrão na zebra
Para aparecer, políticos são capazes das ações mais inusitadas possíveis. E se o objetivo for o de chamar a atenção da “plateia”, eles não medem esforços. Sexta-feira, 16h20. O trecho da Senador Vergueiro, entre as ruas Barão de Cascalho e Barão de Campinas, estava recebendo pintura de solo nas faixas de pedestres. O tradicional retoque, necessário devido ao desgaste natural que ocorre nas faixas brancas, pela exposição ao sol e água da chuva. Numa das esquinas pintadas, lá estava o vereador André Henrique da Silva, o Tigrão (PMDB), acompanhado de uma fotógrafa, fazendo poses, indicando a pintura. Ora abaixado, apontando diretamente para uma faixa, ora em pé, para toda a extensão da rua. E sem perder a pose junto aos eleitores, acenando para todos.
Frase da semana
"Na hora de a onça beber água, este país vai endoidar". Da presidente Dilma Rousseff (PT), sobre o sucesso da Copa, durante jantar com jornalistas esportivos no Alvorada. Sexta-feira, 16. No UOL Copa.
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