Limeira merece
A falta de representatividade política tem rebaixado demais o Município. O governo federal faz da cidade palco de entrega de caminhões e máquinas. Nenhum veículo para Limeira. O governo estadual promete alho, e nem bugalho traz. Temo pela vinda do Poupatempo. E os R$ 21 milhões anunciados à Santa Casa, já chegaram ao seu destino? Falar é fácil...
Obra eleitoreira
Obra de duplicação da rodovia Engenheiro João Tosello, o trecho da SP 147 que Liga Limeira a Mogi Mirim, ainda não é certeza no trecho local. O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB) garantiu que até o fim deste ano acontece. A Artesp, órgão regulador dos transportes de SP, informou que não há nada definido.
É muita farinha
Esse “até o final deste ano” está me cheirando lá por volta de setembro, em pleno período eleitoral. O governador tucano Geraldo Alckmin, em tempos de eleição, em nada difere dos demais. Vai no embalo dos anúncios de obras e propagandas pela TV. Está no mesmo saco.
E já começaram
O início de obras e anúncios de novas creches é um alento na solução do crônico problema da falta de vagas nessa modalidade, em Limeira. É uma notícia que deve ser comemorada pelo Município. A maltratada educação pública brasileira agradece.
Será que agora...
...vai? O Município já teve vários planos de desenvolvimento, imaginando o futuro. O mais conhecido, talvez, seja o Limeira 2020, criado por entidades privadas – e até políticos - e do qual ninguém mais fala. Agora temos o “Conselhão”, como já é chamado o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), cujos membros já foram empossados. Também para pensar o desenvolvimento e o futuro de Limeira e dos limeirenses. Que não seja mera lenga-lenga.
A última de hoje
Sem investimentos e esquecido pelo governo do Estado, o abastecimento de água terá fatores complicadores, que só devem se agravar. Culpar apenas a falta de chuvas, e assinar atestado de incompetência. E propaganda na televisão não enche reservatório. Há, ainda, suspeita de o volume morto do Sistema Cantareira estar contaminado com metais pesados. Muito mais grave ainda. Com a palavra...
quinta-feira, 15 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Um tapa na cara do poder público
Se o poder público não consegue suprir de forma satisfatória as necessidades da população em alguns setores, a iniciativa privada acaba por fazer as vezes do Estado e dos municípios. Um dos melhores exemplos dessa atenção, principalmente na questão cultural, é a iniciativa do Sesc (Serviço Social do Comércio), com eventos que englobam shows de grandes artistas a apresentações literárias e artes visuais. E leva toda essa infraestrutura a várias cidades do interior de SP, atraindo aqueles que, ávidos por esse tipo de programação, não recebem a devida atenção das chamadas autoridades constituídas. Só constituídas mesmo no papel que o eleitor recebe após apertar o sim na urna eletrônica, e nada mais. Satisfeitas suas necessidades políticas, voltam as costas ao povo, que fica na dependência da boa vontade de quem não tem obrigação nenhuma, mas se esmera para levar um pouco de cultura, lazer e diversão, que também são, sim, necessidades fundamentais do cidadão.
O melhor exemplo de tudo isso que escrevi acima pôde ser visto no Parque Cidade, no último domingo, com o Circuito Sesc de Artes. Com várias apresentações de palco e fechando com o show do rapper Emicida, o evento movimentou aquela conhecida área de lazer do Município, atraindo um grande público, jovens, adolescentes, crianças e até famílias, que quando têm as devidas opções culturais respondem com a presença, para o sucesso desses espetáculos. Enquanto nos gabinetes se discutem e criminalizam os “rolezinhos” e os “points” em shoppings, sem apresentar políticas públicas com projetos de inclusão, principalmente de jovens e adolescentes nos próprios bairros onde moram. Incentiva-se a segregação e a formação de guetos, onde então se buscam outras possibilidades de entretenimentos, nem sempre saudáveis. E a simples diversão transforma-se em perigo, quando o “Estado paralelo” toma conta dessas “tribos”.
O que se viu no domingo, no Parque Cidade, nada mais foi do que uma resposta justa da população ao incentivo proporcionado pelo Sesc, que é uma entidade gerida pela iniciativa privada. Um verdadeiro tapa na cara do poder público, que apareceu bem na foto e pôs sua marca no circuito, apenas como apoio. E não poderia ser diferente. Se não faz, o mínimo que se espera é um apoio incondicional a quem pode de fato realizar e promover alguma coisa sem qualquer interesse político. Nesse horário eu estava fazendo uma caminhada pelas pistas do parque em companhia de minha mulher, mas era impossível não se deixar contaminar com a felicidade da juventude que por lá circulava, aguardando o show. Pessoas que provavelmente poucas opções dessa natureza – e com a frequência necessária - têm e que merecem um cuidado especial dos administradores públicos. Afinal das contas, eles foram eleitos para garantir o bem-estar dos cidadãos, sem discriminar quem quer que seja. E nessas garantias deveria estar uma oferta maior de oportunidades de lazer a todas as idades, em especial aos jovens, para tirá-los das ruas onde se concentram, quando não têm o que fazer, e são tratados como delinquentes, sem o serem. Tirá-los - também e principalmente - do alcance dos traficantes, que vendem um outro “barato”, que depois vai custar muito caro ao próprio Município. Quem quiser vestir a carapuça, que fique à vontade. Tem para todos os tamanhos de incompetência.
O melhor exemplo de tudo isso que escrevi acima pôde ser visto no Parque Cidade, no último domingo, com o Circuito Sesc de Artes. Com várias apresentações de palco e fechando com o show do rapper Emicida, o evento movimentou aquela conhecida área de lazer do Município, atraindo um grande público, jovens, adolescentes, crianças e até famílias, que quando têm as devidas opções culturais respondem com a presença, para o sucesso desses espetáculos. Enquanto nos gabinetes se discutem e criminalizam os “rolezinhos” e os “points” em shoppings, sem apresentar políticas públicas com projetos de inclusão, principalmente de jovens e adolescentes nos próprios bairros onde moram. Incentiva-se a segregação e a formação de guetos, onde então se buscam outras possibilidades de entretenimentos, nem sempre saudáveis. E a simples diversão transforma-se em perigo, quando o “Estado paralelo” toma conta dessas “tribos”.
O que se viu no domingo, no Parque Cidade, nada mais foi do que uma resposta justa da população ao incentivo proporcionado pelo Sesc, que é uma entidade gerida pela iniciativa privada. Um verdadeiro tapa na cara do poder público, que apareceu bem na foto e pôs sua marca no circuito, apenas como apoio. E não poderia ser diferente. Se não faz, o mínimo que se espera é um apoio incondicional a quem pode de fato realizar e promover alguma coisa sem qualquer interesse político. Nesse horário eu estava fazendo uma caminhada pelas pistas do parque em companhia de minha mulher, mas era impossível não se deixar contaminar com a felicidade da juventude que por lá circulava, aguardando o show. Pessoas que provavelmente poucas opções dessa natureza – e com a frequência necessária - têm e que merecem um cuidado especial dos administradores públicos. Afinal das contas, eles foram eleitos para garantir o bem-estar dos cidadãos, sem discriminar quem quer que seja. E nessas garantias deveria estar uma oferta maior de oportunidades de lazer a todas as idades, em especial aos jovens, para tirá-los das ruas onde se concentram, quando não têm o que fazer, e são tratados como delinquentes, sem o serem. Tirá-los - também e principalmente - do alcance dos traficantes, que vendem um outro “barato”, que depois vai custar muito caro ao próprio Município. Quem quiser vestir a carapuça, que fique à vontade. Tem para todos os tamanhos de incompetência.
domingo, 11 de maio de 2014
O valor da integridade de um mau profissional
Um dos setores mais criticados no Brasil, a saúde pública poderia ser um exemplo de eficiência, através do Sistema Único de Saúde (SUS). E, caso funcionasse como deveria, os planos privados de saúde seriam obrigados a demonstrar muito mais competitividade e não penalizariam tanto assim o usuário, que fica desprotegido perante a ganância do setor. Mas não é o que acontece. A falta de investimento e a má gestão dos recursos públicos transformam a deficiência em desespero da população, que se vê obrigada a mendigar um bom atendimento médico. Ao mesmo tempo, práticas extremamente lesivas – criminosas mesmo - mostram como o comércio da medicina é exercido abertamente, sem se importar com suas consequências. E, em vez da consulta, apenas se cobra por um atestado médico, como mostrou levantamento feito pelas jornalistas Renata Reis e Érica Samara da Silva, e que foi manchete desta Gazeta na última quinta-feira: “Sem consulta, atestado médico custa R$ 50”. Denunciada, e com comprovante e tudo mais, essa prática deve ser mais comum do que se imagina.
Cúmplice no crime
E quem vai pagar mais essa conta? A população e o sistema público de saúde brasileiros. E a própria economia do País, pelo alcance do atestado, comprado “in loco” num consultório da área central. Nesse caso específico, quem comprou o “documento” estaria com o final de semana abonado também, a propósito de uma falsa doença. O crime desse comércio ilegal vale para ambos os lados.
Farsa desmontada
Foi primoroso o trabalho das duas jornalistas, que se valeram de uma denúncia feita por empresária limeirense, lesada pela ausência de funcionário, que portava o documento comprado. A própria empresária foi quem levantou o problema e decidiu denunciar. Enquanto muitos aguardam nas filas do SUS, para garantir uma consulta, outros se valem da profissão e da má fé alheia para seus lucros.
A “lei de Gerson”
O que mais assusta em tudo isso é que não deve ser um caso isolado. De um único profissional da medicina – no caso, a médica denunciada – a utilizar suas prerrogativas técnicas e legais para obter vantagens financeiras. Sempre sobre a irresponsável conduta de pessoas de mau caráter, que não medem esforços para também levar vantagem em tudo. Mesmo que isso signifique prejuízos de outros.
Investigar e punir
Esclarecedora e assustadora, a reportagem assinada por Renata e Érica esmiúça a ilegalidade da comercialização de atestados médicos, que incorre em três responsabilidades (ou seriam irresponsabilidades?): fere o Código de Ética Médico, o Código Penal e a legislação sanitária. Impossível fechar os olhos para isso. E que o corporativismo da categoria não ofusque uma investigação séria sobre isso.
Cidadania é assim
Discursar contra a corrupção e seus tentáculos é fácil. Difícil é o exercício da cidadania, que obriga que cada um tome posição sobre determinado assunto. Como fez a empresária que denunciou o caso.
E quem deve falar
Os médicos cubanos começaram a atender a população na última quinta-feira. Antes que qualquer resquício de política partidária empane nosso pensamento, vamos observar o trabalho dos profissionais e ouvir a opinião daqueles que estão sendo atendidos.
Serviço deficiente
O trânsito em Limeira – e não só na região central – está cada vez mais difícil. Reflexo claro do aumento do número de veículos nas ruas e, principalmente, de um transporte público de qualidade, e que atenda às necessidades dos usuários. O que ainda não acontece. Não adiantam audiências públicas para debater o tema, se as concessionárias dos serviços não se conscientizarem que têm responsabilidades, que vão muito além dos lucros. Enquanto isso, quem poderia usufruir melhor do sistema acaba optando por tirar o carro da garagem, comprometendo ainda mais o tráfego nos horários de pico. E não dá para culpar a população, que quer agilidade e comodidade.
Segurança precária
Outro segmento extremamente precário no Município é a segurança pública. E cito um exemplo, que envolve também o trânsito. Moro e trabalho na região central. Poderia deixar o carro na garagem, e ir à pé. Não dá. Meu expediente começa às 16h, encerrando entre 22h e 23h. Na ida o tráfego é intenso e, na volta, não há sequer uma viatura, da Polícia Militar ou da GCM, patrulhando as ruas e praças da cidade. Nesse caso, meu carro compõe esse cenário caótico do trânsito em horário de pico e a falta de segurança me impede de voltar a pé para meu apartamento.
Sem perspectivas
Não vejo, a curto prazo, nenhuma perspectiva de mudança nesse quadro. Tanto do trânsito como da segurança pública. Serviços públicos essenciais. E mal geridos.
Pergunta rápida
Alguém sabe aonde a CPI da Petrobras vai chegar?
“Um dia de fúria”
Longe do glamour do filme protagonizado por Michael Douglas e Robert Duvall, o caso da mulher linchada em Guarujá no último dia 3, por suspeita de sequestro de crianças para rituais de magia negra, extrapola a raiva coletiva e a intolerância. Sentimentos que fazem de boatos e postagens nas redes sociais motivos para se decretar sentenças de morte. A justiça pelas próprias mãos é deplorável. E o mau uso da internet mostra que há muito o que fazer para transformá-la em ferramenta pela vida, e não arma letal. Quem participou desse crime está no mesmo patamar do criminoso comum. Assim como aqueles que incentivam, publicamente ou não, esse tipo de ação. Chega.
Nota curtíssima
A lua de mel entre Aécio Neves e Eduardo Campos não resistiu à noite de núpcias.
Chegou ao limite?
Nova rodada de pesquisas do Datafolha da corrida presidencial, publicada na última sexta-feira, merece duas considerações técnicas, se comparadas com os levantamentos anteriores. A primeira indica, aparentemente, um estancamento na queda da presidente Dilma Rousseff (PT). E a segunda, que os candidatos da oposição tiveram um ganho no porcentual de crescimento, o que pode levar, definitivamente, a eleição para um segundo turno. Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) têm muito o que comemorar com esses novos números. Dilma, porém, precisa ficar mais atenta aos recados das pesquisas e fazer uma leitura crítica dos erros e acertos de seu governo. Ainda é cedo para uma definição. Vislumbra-se, entretanto, que será uma contenda com sangue nos olhos.
Frase da semana
"Não achem que o Brasil é a Alemanha". Do secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, alertando os torcedores europeus como se comportarem durante a Copa no Brasil. Sexta-feira, 9. No UOL Copa.
Cúmplice no crime
E quem vai pagar mais essa conta? A população e o sistema público de saúde brasileiros. E a própria economia do País, pelo alcance do atestado, comprado “in loco” num consultório da área central. Nesse caso específico, quem comprou o “documento” estaria com o final de semana abonado também, a propósito de uma falsa doença. O crime desse comércio ilegal vale para ambos os lados.
Farsa desmontada
Foi primoroso o trabalho das duas jornalistas, que se valeram de uma denúncia feita por empresária limeirense, lesada pela ausência de funcionário, que portava o documento comprado. A própria empresária foi quem levantou o problema e decidiu denunciar. Enquanto muitos aguardam nas filas do SUS, para garantir uma consulta, outros se valem da profissão e da má fé alheia para seus lucros.
A “lei de Gerson”
O que mais assusta em tudo isso é que não deve ser um caso isolado. De um único profissional da medicina – no caso, a médica denunciada – a utilizar suas prerrogativas técnicas e legais para obter vantagens financeiras. Sempre sobre a irresponsável conduta de pessoas de mau caráter, que não medem esforços para também levar vantagem em tudo. Mesmo que isso signifique prejuízos de outros.
Investigar e punir
Esclarecedora e assustadora, a reportagem assinada por Renata e Érica esmiúça a ilegalidade da comercialização de atestados médicos, que incorre em três responsabilidades (ou seriam irresponsabilidades?): fere o Código de Ética Médico, o Código Penal e a legislação sanitária. Impossível fechar os olhos para isso. E que o corporativismo da categoria não ofusque uma investigação séria sobre isso.
Cidadania é assim
Discursar contra a corrupção e seus tentáculos é fácil. Difícil é o exercício da cidadania, que obriga que cada um tome posição sobre determinado assunto. Como fez a empresária que denunciou o caso.
E quem deve falar
Os médicos cubanos começaram a atender a população na última quinta-feira. Antes que qualquer resquício de política partidária empane nosso pensamento, vamos observar o trabalho dos profissionais e ouvir a opinião daqueles que estão sendo atendidos.
Serviço deficiente
O trânsito em Limeira – e não só na região central – está cada vez mais difícil. Reflexo claro do aumento do número de veículos nas ruas e, principalmente, de um transporte público de qualidade, e que atenda às necessidades dos usuários. O que ainda não acontece. Não adiantam audiências públicas para debater o tema, se as concessionárias dos serviços não se conscientizarem que têm responsabilidades, que vão muito além dos lucros. Enquanto isso, quem poderia usufruir melhor do sistema acaba optando por tirar o carro da garagem, comprometendo ainda mais o tráfego nos horários de pico. E não dá para culpar a população, que quer agilidade e comodidade.
Segurança precária
Outro segmento extremamente precário no Município é a segurança pública. E cito um exemplo, que envolve também o trânsito. Moro e trabalho na região central. Poderia deixar o carro na garagem, e ir à pé. Não dá. Meu expediente começa às 16h, encerrando entre 22h e 23h. Na ida o tráfego é intenso e, na volta, não há sequer uma viatura, da Polícia Militar ou da GCM, patrulhando as ruas e praças da cidade. Nesse caso, meu carro compõe esse cenário caótico do trânsito em horário de pico e a falta de segurança me impede de voltar a pé para meu apartamento.
Sem perspectivas
Não vejo, a curto prazo, nenhuma perspectiva de mudança nesse quadro. Tanto do trânsito como da segurança pública. Serviços públicos essenciais. E mal geridos.
Pergunta rápida
Alguém sabe aonde a CPI da Petrobras vai chegar?
“Um dia de fúria”
Longe do glamour do filme protagonizado por Michael Douglas e Robert Duvall, o caso da mulher linchada em Guarujá no último dia 3, por suspeita de sequestro de crianças para rituais de magia negra, extrapola a raiva coletiva e a intolerância. Sentimentos que fazem de boatos e postagens nas redes sociais motivos para se decretar sentenças de morte. A justiça pelas próprias mãos é deplorável. E o mau uso da internet mostra que há muito o que fazer para transformá-la em ferramenta pela vida, e não arma letal. Quem participou desse crime está no mesmo patamar do criminoso comum. Assim como aqueles que incentivam, publicamente ou não, esse tipo de ação. Chega.
Nota curtíssima
A lua de mel entre Aécio Neves e Eduardo Campos não resistiu à noite de núpcias.
Chegou ao limite?
Nova rodada de pesquisas do Datafolha da corrida presidencial, publicada na última sexta-feira, merece duas considerações técnicas, se comparadas com os levantamentos anteriores. A primeira indica, aparentemente, um estancamento na queda da presidente Dilma Rousseff (PT). E a segunda, que os candidatos da oposição tiveram um ganho no porcentual de crescimento, o que pode levar, definitivamente, a eleição para um segundo turno. Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) têm muito o que comemorar com esses novos números. Dilma, porém, precisa ficar mais atenta aos recados das pesquisas e fazer uma leitura crítica dos erros e acertos de seu governo. Ainda é cedo para uma definição. Vislumbra-se, entretanto, que será uma contenda com sangue nos olhos.
Frase da semana
"Não achem que o Brasil é a Alemanha". Do secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, alertando os torcedores europeus como se comportarem durante a Copa no Brasil. Sexta-feira, 9. No UOL Copa.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Câmara lenta...
Sessão da Câmara de Limeira, na última segunda-feira, foi muito tranquila. Troca de gentilezas estampadas em cada pronunciamento, apartes e discussões. A paz reinou. O título desta nota é só um trocadilho, que não consegui evitar.
E viva a mídia
A eleição de 2014 – em todos os seus níveis – será midiática. O investimento na informação e na contrainformação deve ser a preocupação de todos os marqueteiros, publicitários e jornalistas que nela trabalharão. Quem melhor souber se utilizar disso vai, com certeza, colher bons resultados.
Retorno à vista
As redes sociais dos três principais candidatos estão até acima da velocidade permitida, mas informação é o que não falta. Cada um na sua fatia de mercado. Se algum candidato disser que não está preocupado com o “lucro futuro”, mente descaradamente...
Convite aberto
Alguns corredores centrais já melhoraram em relação à questão dos semáforos. O tráfego até que está fluindo bem. Gostaria, porém, de fazer um convite à secretária dos Transportes, para que percorra todas as ruas nas quais há semáforos sequenciais, para que ela sinta, ao volante, que o trânsito ainda é lento em muitos desses corredores.
E que escuridão
A situação da iluminação pública em Limeira é, de fato, crítica. Não é necessário nenhum levantamento para perceber que não só o anel viário, como muitas ruas – inclusive do centro da cidade – estão escuros. E a burocracia para que a empresa responsável troque uma luminária queimada é impressionante.
Que dê resultado
O vereador Jorge de Freitas (Solidariedade) está exercendo sua função de fiscalização e isso é importante, mas se não resultar em ação prática de correção do problema não terá adiantado nada. Com a resposta, os responsáveis pelo setor.
A última de hoje
A convocação da seleção brasileira, por Felipão, representa o verdadeiro “complexo de vira-latas” do brasileiro, conforme expressão criada pelo jornalista, dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, que era apaixonado por futebol.
Sessão da Câmara de Limeira, na última segunda-feira, foi muito tranquila. Troca de gentilezas estampadas em cada pronunciamento, apartes e discussões. A paz reinou. O título desta nota é só um trocadilho, que não consegui evitar.
E viva a mídia
A eleição de 2014 – em todos os seus níveis – será midiática. O investimento na informação e na contrainformação deve ser a preocupação de todos os marqueteiros, publicitários e jornalistas que nela trabalharão. Quem melhor souber se utilizar disso vai, com certeza, colher bons resultados.
Retorno à vista
As redes sociais dos três principais candidatos estão até acima da velocidade permitida, mas informação é o que não falta. Cada um na sua fatia de mercado. Se algum candidato disser que não está preocupado com o “lucro futuro”, mente descaradamente...
Convite aberto
Alguns corredores centrais já melhoraram em relação à questão dos semáforos. O tráfego até que está fluindo bem. Gostaria, porém, de fazer um convite à secretária dos Transportes, para que percorra todas as ruas nas quais há semáforos sequenciais, para que ela sinta, ao volante, que o trânsito ainda é lento em muitos desses corredores.
E que escuridão
A situação da iluminação pública em Limeira é, de fato, crítica. Não é necessário nenhum levantamento para perceber que não só o anel viário, como muitas ruas – inclusive do centro da cidade – estão escuros. E a burocracia para que a empresa responsável troque uma luminária queimada é impressionante.
Que dê resultado
O vereador Jorge de Freitas (Solidariedade) está exercendo sua função de fiscalização e isso é importante, mas se não resultar em ação prática de correção do problema não terá adiantado nada. Com a resposta, os responsáveis pelo setor.
A última de hoje
A convocação da seleção brasileira, por Felipão, representa o verdadeiro “complexo de vira-latas” do brasileiro, conforme expressão criada pelo jornalista, dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, que era apaixonado por futebol.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Volta Lula. Muito mais sério do que parece
Os próximos dias deverão ser de solavancos políticos para Dilma Rousseff e o próprio Partido dos Trabalhadores. A pesquisa eleitoral da IstoÉ e Instituto Sensus, publicada na edição desta semana da revista, reflete um momento complicado para a presidente e suas pretensões de reeleição. Uma turbulência sem precedentes nesses últimos 11 anos de governo petista, muito mais impactante até do que o próprio mensalão, no primeiro mandato de Lula. Apesar da manutenção da liderança nas pesquisas, um segundo turno começa a ficar mais próximo, frustrando as pretensões do PT, que até há bem pouco tempo nadava de braçada numa eleição ganha em primeiro turno.
Como já mostrei neste espaço, em artigo publicado no dia 8 de abril (“Luz acesa e um balde de água fria”), a deterioração dos índices de popularidade de Dilma indicava que ela não estava mais sozinha no páreo. Apesar de os porcentuais estarem bem próximos – dentro da margem de erro – para a efetivação de um segundo turno, o cenário com os candidatos da oposição, o senador tucano mineiro, Aécio Neves, e o governador socialista de Pernambuco, Eduardo Campos, continua na mesma. Não conseguem decolar para um voo mais alto. Continuam não empolgando, pela própria falta de discurso. Beneficiam-se apenas das trapalhadas do governo federal, da divisão da base aliada e da própria queda de popularidade da petista, que não se sabe se já chegou ao limite ou tem, ainda, mais pontos a perder.
Os solavancos políticos, que mencionei no início deste texto, ficam por conta do acirramento do movimento “volta Lula”, que ganha mais adeptos a cada dia, em especial entre aqueles aliados que não querem perder a “boquinha” na máquina governamental. Particularmente não acredito muito nessa possibilidade – embora entre o não acreditar e o fato consumado a distância seja bastante curta – até pela própria postura do ex-presidente, mesmo com a proximidade e obrigação de acionar definitivamente a luz vermelha do Planalto e do comando petista. Se a intenção do criador é continuar apostando em sua criatura, não há como desprezar a força dos apelos de correligionários, que entendem que é hora de uma virada de mesa. E isso é muito mais sério do que parece.
Nesse sentido é bom lembrar que, quando o fim de seu segundo mandato se aproximava, aventava-se uma emenda constitucional, muito defendida por alguns caciques do partido, para um possível terceiro mandato ao então presidente, muito comum aqui na América Latina. Ele sempre foi enfático em sua resistência a essa situação, muito mais casuísta e de puro fisiologismo do que propriamente a uma ação política de alcance prático. Mesmo com os índices de popularidade que apontavam para uma nova reeleição, caso ele assim o quisesse e uma proposta, nesse sentido, passasse pela Câmara e pelo Senado Federal. Entendo que Lula deva, agora, manter essa mesma postura sóbria de não querer avançar o sinal e tomar o lugar de sua pupila. O que seria um reconhecimento ao fracasso de sua aposta política, quando tirou a então candidata do ostracismo para uma eleição tranquila.
Seria prudente, também, que Aécio e Campos não subestimassem e nem desprezassem o potencial desse “volta Lula”. Em política, nem sempre dois mais dois são quatro.
Como já mostrei neste espaço, em artigo publicado no dia 8 de abril (“Luz acesa e um balde de água fria”), a deterioração dos índices de popularidade de Dilma indicava que ela não estava mais sozinha no páreo. Apesar de os porcentuais estarem bem próximos – dentro da margem de erro – para a efetivação de um segundo turno, o cenário com os candidatos da oposição, o senador tucano mineiro, Aécio Neves, e o governador socialista de Pernambuco, Eduardo Campos, continua na mesma. Não conseguem decolar para um voo mais alto. Continuam não empolgando, pela própria falta de discurso. Beneficiam-se apenas das trapalhadas do governo federal, da divisão da base aliada e da própria queda de popularidade da petista, que não se sabe se já chegou ao limite ou tem, ainda, mais pontos a perder.
Os solavancos políticos, que mencionei no início deste texto, ficam por conta do acirramento do movimento “volta Lula”, que ganha mais adeptos a cada dia, em especial entre aqueles aliados que não querem perder a “boquinha” na máquina governamental. Particularmente não acredito muito nessa possibilidade – embora entre o não acreditar e o fato consumado a distância seja bastante curta – até pela própria postura do ex-presidente, mesmo com a proximidade e obrigação de acionar definitivamente a luz vermelha do Planalto e do comando petista. Se a intenção do criador é continuar apostando em sua criatura, não há como desprezar a força dos apelos de correligionários, que entendem que é hora de uma virada de mesa. E isso é muito mais sério do que parece.
Nesse sentido é bom lembrar que, quando o fim de seu segundo mandato se aproximava, aventava-se uma emenda constitucional, muito defendida por alguns caciques do partido, para um possível terceiro mandato ao então presidente, muito comum aqui na América Latina. Ele sempre foi enfático em sua resistência a essa situação, muito mais casuísta e de puro fisiologismo do que propriamente a uma ação política de alcance prático. Mesmo com os índices de popularidade que apontavam para uma nova reeleição, caso ele assim o quisesse e uma proposta, nesse sentido, passasse pela Câmara e pelo Senado Federal. Entendo que Lula deva, agora, manter essa mesma postura sóbria de não querer avançar o sinal e tomar o lugar de sua pupila. O que seria um reconhecimento ao fracasso de sua aposta política, quando tirou a então candidata do ostracismo para uma eleição tranquila.
Seria prudente, também, que Aécio e Campos não subestimassem e nem desprezassem o potencial desse “volta Lula”. Em política, nem sempre dois mais dois são quatro.
domingo, 4 de maio de 2014
A abominável prática da queima da palha da cana
Limeira e região conviveram, na semana passada, com o desconforto de ver a cidade sob a chuva de pó preto, originária de queimada de cana em duas áreas próximas ao Município. A prática, por si só abominável do ponto de vista ambiental, antiquada e pré-histórica e, mais ainda em relação à saúde pública, vez ou outra deixa seu rastro de poluição e também de sujeira. E o mais curioso nesse processo é que ninguém assume a responsabilidade por esses atos de desrespeito ao ser humano e à vida e, de maneira muitas vezes suspeita, são tratados como incêndios criminosos, como se nunca fossem propositais. Tenho minhas dúvidas – e muitas – sobre essas versões, inclusive corroboradas por autoridades ambientais. Que são criminosas essas queimadas é senso comum e não precisa nenhum estudioso afirmar isso, só que nunca o “criminoso” é identificado para sofrer as sanções legais. Se é que elas existem. E os municípios que aprovaram leis inteligentes sobre esse procedimento acabaram vendo o lobby canavieiro vencer em instâncias judiciais. E Limeira está entre eles.
Só para lembrar
Ribeirão Preto, Americana e Cedral tiveram suas leis suspensas pela Justiça. Mogi Mirim teve a sua contestada no Tribunal de Justiça de São Paulo, que a derrubou. A de Paulínia foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, através de liminar do ministro Eros Grau e, em janeiro de 2009 foi a vez de a legislação limeirense também ser derrubada, pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do STF.
Fósforos na mão
É evidente que a queima da palha da cana para colheita facilita o processo, porém, não garante o direito à saúde do cidadão, porque além de tudo, é realizada em período de clima seco, muito propício a problemas respiratórios. É o interesse privado se sobrepondo ao interesse coletivo, que deixa a população desprotegida e à mercê de um desconforto, e só quem passa por ele entende sua gravidade.
Como interpretar
O entendimento das instâncias superiores do Poder Judiciário, em todos esses casos citados, é que o município só pode legislar sobre situações de interesses locais. Não pode se sobrepor às legislações estadual e federal. Questão de interpretação, pois as leis antiqueimadas aprovadas pelos municípios não confrontam leis estaduais ou federais. Apenas zelam pelo bem-estar da população local.
Protocolo de 2007
Pode até parecer uma interpretação simplista e sem fundamento jurídico. É a legalidade respaldada na imoralidade. No caso do Estado de S. Paulo, os sindicatos e entidades representativas se apegam ao Protocolo Ambiental assinado em 2007, que prevê o fim das queimadas em áreas mecanizáveis até 2014 – este ano, portanto – e no restante até 2017. Resta saber, entretanto, se o setor vai mesmo cumpri-lo à risca ou...
Fica no ar, então
A estranha coincidência, nesses chamados “atos criminosos”, é que sempre acontecem no início do período de colheita da cana. Confundem-se com as chamadas queimadas “supervisionadas” pelos produtores.
O direito autoral
No caso de Limeira, e para que não pairem dúvidas sobre sua autoria, a lei municipal antiqueimada foi de autoria do então vereador Eliseu Daniel dos Santos (DEM). Foi aprovada pela Câmara Municipal, sancionada, e entrou em vigor em 2007.
Fechando o cerco
É ditado popular que o órgão mais sensível do ser humano é o bolso. Basta mexer nele para assustar o dono da calça. Trata-se de uma verdade, que corrige muitos desvios de conduta, embora não seja regra geral. E é dessa forma que o Município pode dificultar muitas ações ilícitas em locais de grande frequência, impondo sanções financeiras a seus praticantes. É o caso do comércio, facilitação para a venda e consumo de drogas em bares, que um projeto do prefeito Paulo Hadich (PSB), enviado à Câmara, pretende combater, cassando o alvará dos estabelecimentos flagrados nessas situações. Nada mais apropriado, uma vez que são os locais mais denunciados por tal prática.
Então, cumpra-se
Se o projeto prosperar e se transformar em lei, a partir do momento em que for sancionada pelo prefeito, será um passo importante para coibir o tráfico e o consumo de drogas nesses estabelecimentos comerciais. É preciso, entretanto, que essa legislação não entre para o rol de muitas outras, que nunca foram cumpridas e muito menos fiscalizadas como deveriam. Por isso, a ideia de cassar o alvará de funcionamento desses bares é interessante. Sem exceções, pois não há inocente útil nesses casos.
A causa e o efeito
Assustador. Assim pode ser definido o aumento no número de acidentes de trabalho, de 2012 para 2013, em Limeira. De 2.223 para 2.492 registros. Não acredito, entretanto, que os números oficiais sejam os números reais.
Pergunta rápida
Quais são as chances de Limeira eleger um deputado federal e um estadual neste ano?
A Fifa manda e...
...desmanda. Bares, restaurantes e lanchonetes não poderão vender cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica no entorno do Maracanã, durante o período da Copa do Mundo. Serão nos dias em que o estádio receberá os jogos entre seleções, sete ao todo. No interior do Maracanã, entretanto, a cerveja poderá ser vendida livremente, desde que, é evidente, seja a marca patrocinadora da Fifa. Já aconteceu isso na Copa da Alemanha, em 2006, quando os alemães não podiam consumir sua própria cerveja, que é regionalizada. Todos se lembram que, durante o sorteio dos grupos, na Barra do Sauípe, nem água de coco podia ser vendida próximo ao resort onde ocorreu o evento.
Nota curtíssima
A ninguém é dado o direito de se utilizar da hipocrisia para cobrar postura ética de outrem.
Ninguém o quer
Quem esperava que a Itália pudesse dar o troco ao Brasil, negando a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, numa clara resposta ao País por não ter mandado de volta o ativista de esquerda, Cesare Basttisti, pode ter se enganado. No próximo dia 5 de junho, a Corte de Apelação de Bolonha, Itália, julga o pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras, já que Pizzolato foi condenado por aqui na ação penal 470, o mensalão do PT. Há claros indícios, e que fazem tremer setores do governo brasileiro, de que o ex-diretor do BB seja devolvido. Explica-se: ano eleitoral, um grande estrago – mais um – seria feito no governo petista, se ele resolver abrir a boca e, talvez, colocar mais pimenta ainda em um tempero que já está azedando.
Frase da semana
"Nós o responsabilizamos publicamente pela vida e pela saúde do companheiro José Genoino". Do presidente do PT, Rui Falcão, ao criticar o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Sexta-feira, 2. Na Folha de S. Paulo.
Só para lembrar
Ribeirão Preto, Americana e Cedral tiveram suas leis suspensas pela Justiça. Mogi Mirim teve a sua contestada no Tribunal de Justiça de São Paulo, que a derrubou. A de Paulínia foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, através de liminar do ministro Eros Grau e, em janeiro de 2009 foi a vez de a legislação limeirense também ser derrubada, pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do STF.
Fósforos na mão
É evidente que a queima da palha da cana para colheita facilita o processo, porém, não garante o direito à saúde do cidadão, porque além de tudo, é realizada em período de clima seco, muito propício a problemas respiratórios. É o interesse privado se sobrepondo ao interesse coletivo, que deixa a população desprotegida e à mercê de um desconforto, e só quem passa por ele entende sua gravidade.
Como interpretar
O entendimento das instâncias superiores do Poder Judiciário, em todos esses casos citados, é que o município só pode legislar sobre situações de interesses locais. Não pode se sobrepor às legislações estadual e federal. Questão de interpretação, pois as leis antiqueimadas aprovadas pelos municípios não confrontam leis estaduais ou federais. Apenas zelam pelo bem-estar da população local.
Protocolo de 2007
Pode até parecer uma interpretação simplista e sem fundamento jurídico. É a legalidade respaldada na imoralidade. No caso do Estado de S. Paulo, os sindicatos e entidades representativas se apegam ao Protocolo Ambiental assinado em 2007, que prevê o fim das queimadas em áreas mecanizáveis até 2014 – este ano, portanto – e no restante até 2017. Resta saber, entretanto, se o setor vai mesmo cumpri-lo à risca ou...
Fica no ar, então
A estranha coincidência, nesses chamados “atos criminosos”, é que sempre acontecem no início do período de colheita da cana. Confundem-se com as chamadas queimadas “supervisionadas” pelos produtores.
O direito autoral
No caso de Limeira, e para que não pairem dúvidas sobre sua autoria, a lei municipal antiqueimada foi de autoria do então vereador Eliseu Daniel dos Santos (DEM). Foi aprovada pela Câmara Municipal, sancionada, e entrou em vigor em 2007.
Fechando o cerco
É ditado popular que o órgão mais sensível do ser humano é o bolso. Basta mexer nele para assustar o dono da calça. Trata-se de uma verdade, que corrige muitos desvios de conduta, embora não seja regra geral. E é dessa forma que o Município pode dificultar muitas ações ilícitas em locais de grande frequência, impondo sanções financeiras a seus praticantes. É o caso do comércio, facilitação para a venda e consumo de drogas em bares, que um projeto do prefeito Paulo Hadich (PSB), enviado à Câmara, pretende combater, cassando o alvará dos estabelecimentos flagrados nessas situações. Nada mais apropriado, uma vez que são os locais mais denunciados por tal prática.
Então, cumpra-se
Se o projeto prosperar e se transformar em lei, a partir do momento em que for sancionada pelo prefeito, será um passo importante para coibir o tráfico e o consumo de drogas nesses estabelecimentos comerciais. É preciso, entretanto, que essa legislação não entre para o rol de muitas outras, que nunca foram cumpridas e muito menos fiscalizadas como deveriam. Por isso, a ideia de cassar o alvará de funcionamento desses bares é interessante. Sem exceções, pois não há inocente útil nesses casos.
A causa e o efeito
Assustador. Assim pode ser definido o aumento no número de acidentes de trabalho, de 2012 para 2013, em Limeira. De 2.223 para 2.492 registros. Não acredito, entretanto, que os números oficiais sejam os números reais.
Pergunta rápida
Quais são as chances de Limeira eleger um deputado federal e um estadual neste ano?
A Fifa manda e...
...desmanda. Bares, restaurantes e lanchonetes não poderão vender cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica no entorno do Maracanã, durante o período da Copa do Mundo. Serão nos dias em que o estádio receberá os jogos entre seleções, sete ao todo. No interior do Maracanã, entretanto, a cerveja poderá ser vendida livremente, desde que, é evidente, seja a marca patrocinadora da Fifa. Já aconteceu isso na Copa da Alemanha, em 2006, quando os alemães não podiam consumir sua própria cerveja, que é regionalizada. Todos se lembram que, durante o sorteio dos grupos, na Barra do Sauípe, nem água de coco podia ser vendida próximo ao resort onde ocorreu o evento.
Nota curtíssima
A ninguém é dado o direito de se utilizar da hipocrisia para cobrar postura ética de outrem.
Ninguém o quer
Quem esperava que a Itália pudesse dar o troco ao Brasil, negando a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, numa clara resposta ao País por não ter mandado de volta o ativista de esquerda, Cesare Basttisti, pode ter se enganado. No próximo dia 5 de junho, a Corte de Apelação de Bolonha, Itália, julga o pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras, já que Pizzolato foi condenado por aqui na ação penal 470, o mensalão do PT. Há claros indícios, e que fazem tremer setores do governo brasileiro, de que o ex-diretor do BB seja devolvido. Explica-se: ano eleitoral, um grande estrago – mais um – seria feito no governo petista, se ele resolver abrir a boca e, talvez, colocar mais pimenta ainda em um tempero que já está azedando.
Frase da semana
"Nós o responsabilizamos publicamente pela vida e pela saúde do companheiro José Genoino". Do presidente do PT, Rui Falcão, ao criticar o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Sexta-feira, 2. Na Folha de S. Paulo.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Final coerente
Terminou como deveria a denúncia contra o vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSB), na Corregedoria da Câmara, sobre o caso suposto assessor fantasma: arquivada por falta de documentos probatórios de tal situação. Acertou o corregedor José Eduardo Monteiro Júnior, o Jú Negão (PSB), em sua decisão.
Estremecido?
Se essa decisão causou estremecimento na base aliada, em especial com o PT, cujo vereador Wilson Nunes Cerqueira chancelou a denúncia, isso é uma história que veremos mais adiante. Uma prática muito mais intimidatória do que política.
Infelizmente...
...a ação bancada pelo bloco governista, apesar de não ter chegado onde queria, serviu para arrefecer os ânimos da oposição, que vem demonstrando cautela desde que a denúncia foi levantada.
Ação da GCM
Não se nota mais no Parque da Cidade, local preferido para muitos estudantes matarem aula, a presença de adolescentes com mochilas nas costas, em grupinhos, circulando pelo local. Pelo menos por enquanto, parece que a estratégica da Guarda e do Conselho Tutelar estão dando resultado. Pelo menos por lá.
Sem compras
Hoje, Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, os supermercados não abriram em Limeira. Um acordo entre sindicatos garantiu o descanso também dos trabalhadores do setor. Nada mais justo. Ninguém pode reclamar, porque avisado foi.
Hora de mudar
Agora, para que esse tipo de acordo fique melhor ainda, está na hora de o sindicato dos trabalhadores flexibilizar o horário de abertura das lojas, aos finais de semana. Em especial aos sábados.
A última de hoje
Quando Dilma Rousseff (PT) começou uma faxina em seu ministério, desbancando até aliados de Lula, sua popularidade esteve em alta – até mais do que a do próprio Lula e FHC juntos. Se tivesse continuado, seria imbatível. Agora, colhe os frutos de ter aceitado o fisiologismo da base aliada. O “Volta Lula” é muito mais sério do que se imagina.
Terminou como deveria a denúncia contra o vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSB), na Corregedoria da Câmara, sobre o caso suposto assessor fantasma: arquivada por falta de documentos probatórios de tal situação. Acertou o corregedor José Eduardo Monteiro Júnior, o Jú Negão (PSB), em sua decisão.
Estremecido?
Se essa decisão causou estremecimento na base aliada, em especial com o PT, cujo vereador Wilson Nunes Cerqueira chancelou a denúncia, isso é uma história que veremos mais adiante. Uma prática muito mais intimidatória do que política.
Infelizmente...
...a ação bancada pelo bloco governista, apesar de não ter chegado onde queria, serviu para arrefecer os ânimos da oposição, que vem demonstrando cautela desde que a denúncia foi levantada.
Ação da GCM
Não se nota mais no Parque da Cidade, local preferido para muitos estudantes matarem aula, a presença de adolescentes com mochilas nas costas, em grupinhos, circulando pelo local. Pelo menos por enquanto, parece que a estratégica da Guarda e do Conselho Tutelar estão dando resultado. Pelo menos por lá.
Sem compras
Hoje, Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, os supermercados não abriram em Limeira. Um acordo entre sindicatos garantiu o descanso também dos trabalhadores do setor. Nada mais justo. Ninguém pode reclamar, porque avisado foi.
Hora de mudar
Agora, para que esse tipo de acordo fique melhor ainda, está na hora de o sindicato dos trabalhadores flexibilizar o horário de abertura das lojas, aos finais de semana. Em especial aos sábados.
A última de hoje
Quando Dilma Rousseff (PT) começou uma faxina em seu ministério, desbancando até aliados de Lula, sua popularidade esteve em alta – até mais do que a do próprio Lula e FHC juntos. Se tivesse continuado, seria imbatível. Agora, colhe os frutos de ter aceitado o fisiologismo da base aliada. O “Volta Lula” é muito mais sério do que se imagina.
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