Limeira e região conviveram, na semana passada, com o desconforto de ver a cidade sob a chuva de pó preto, originária de queimada de cana em duas áreas próximas ao Município. A prática, por si só abominável do ponto de vista ambiental, antiquada e pré-histórica e, mais ainda em relação à saúde pública, vez ou outra deixa seu rastro de poluição e também de sujeira. E o mais curioso nesse processo é que ninguém assume a responsabilidade por esses atos de desrespeito ao ser humano e à vida e, de maneira muitas vezes suspeita, são tratados como incêndios criminosos, como se nunca fossem propositais. Tenho minhas dúvidas – e muitas – sobre essas versões, inclusive corroboradas por autoridades ambientais. Que são criminosas essas queimadas é senso comum e não precisa nenhum estudioso afirmar isso, só que nunca o “criminoso” é identificado para sofrer as sanções legais. Se é que elas existem. E os municípios que aprovaram leis inteligentes sobre esse procedimento acabaram vendo o lobby canavieiro vencer em instâncias judiciais. E Limeira está entre eles.
Só para lembrar
Ribeirão Preto, Americana e Cedral tiveram suas leis suspensas pela Justiça. Mogi Mirim teve a sua contestada no Tribunal de Justiça de São Paulo, que a derrubou. A de Paulínia foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, através de liminar do ministro Eros Grau e, em janeiro de 2009 foi a vez de a legislação limeirense também ser derrubada, pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do STF.
Fósforos na mão
É evidente que a queima da palha da cana para colheita facilita o processo, porém, não garante o direito à saúde do cidadão, porque além de tudo, é realizada em período de clima seco, muito propício a problemas respiratórios. É o interesse privado se sobrepondo ao interesse coletivo, que deixa a população desprotegida e à mercê de um desconforto, e só quem passa por ele entende sua gravidade.
Como interpretar
O entendimento das instâncias superiores do Poder Judiciário, em todos esses casos citados, é que o município só pode legislar sobre situações de interesses locais. Não pode se sobrepor às legislações estadual e federal. Questão de interpretação, pois as leis antiqueimadas aprovadas pelos municípios não confrontam leis estaduais ou federais. Apenas zelam pelo bem-estar da população local.
Protocolo de 2007
Pode até parecer uma interpretação simplista e sem fundamento jurídico. É a legalidade respaldada na imoralidade. No caso do Estado de S. Paulo, os sindicatos e entidades representativas se apegam ao Protocolo Ambiental assinado em 2007, que prevê o fim das queimadas em áreas mecanizáveis até 2014 – este ano, portanto – e no restante até 2017. Resta saber, entretanto, se o setor vai mesmo cumpri-lo à risca ou...
Fica no ar, então
A estranha coincidência, nesses chamados “atos criminosos”, é que sempre acontecem no início do período de colheita da cana. Confundem-se com as chamadas queimadas “supervisionadas” pelos produtores.
O direito autoral
No caso de Limeira, e para que não pairem dúvidas sobre sua autoria, a lei municipal antiqueimada foi de autoria do então vereador Eliseu Daniel dos Santos (DEM). Foi aprovada pela Câmara Municipal, sancionada, e entrou em vigor em 2007.
Fechando o cerco
É ditado popular que o órgão mais sensível do ser humano é o bolso. Basta mexer nele para assustar o dono da calça. Trata-se de uma verdade, que corrige muitos desvios de conduta, embora não seja regra geral. E é dessa forma que o Município pode dificultar muitas ações ilícitas em locais de grande frequência, impondo sanções financeiras a seus praticantes. É o caso do comércio, facilitação para a venda e consumo de drogas em bares, que um projeto do prefeito Paulo Hadich (PSB), enviado à Câmara, pretende combater, cassando o alvará dos estabelecimentos flagrados nessas situações. Nada mais apropriado, uma vez que são os locais mais denunciados por tal prática.
Então, cumpra-se
Se o projeto prosperar e se transformar em lei, a partir do momento em que for sancionada pelo prefeito, será um passo importante para coibir o tráfico e o consumo de drogas nesses estabelecimentos comerciais. É preciso, entretanto, que essa legislação não entre para o rol de muitas outras, que nunca foram cumpridas e muito menos fiscalizadas como deveriam. Por isso, a ideia de cassar o alvará de funcionamento desses bares é interessante. Sem exceções, pois não há inocente útil nesses casos.
A causa e o efeito
Assustador. Assim pode ser definido o aumento no número de acidentes de trabalho, de 2012 para 2013, em Limeira. De 2.223 para 2.492 registros. Não acredito, entretanto, que os números oficiais sejam os números reais.
Pergunta rápida
Quais são as chances de Limeira eleger um deputado federal e um estadual neste ano?
A Fifa manda e...
...desmanda. Bares, restaurantes e lanchonetes não poderão vender cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica no entorno do Maracanã, durante o período da Copa do Mundo. Serão nos dias em que o estádio receberá os jogos entre seleções, sete ao todo. No interior do Maracanã, entretanto, a cerveja poderá ser vendida livremente, desde que, é evidente, seja a marca patrocinadora da Fifa. Já aconteceu isso na Copa da Alemanha, em 2006, quando os alemães não podiam consumir sua própria cerveja, que é regionalizada. Todos se lembram que, durante o sorteio dos grupos, na Barra do Sauípe, nem água de coco podia ser vendida próximo ao resort onde ocorreu o evento.
Nota curtíssima
A ninguém é dado o direito de se utilizar da hipocrisia para cobrar postura ética de outrem.
Ninguém o quer
Quem esperava que a Itália pudesse dar o troco ao Brasil, negando a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, numa clara resposta ao País por não ter mandado de volta o ativista de esquerda, Cesare Basttisti, pode ter se enganado. No próximo dia 5 de junho, a Corte de Apelação de Bolonha, Itália, julga o pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras, já que Pizzolato foi condenado por aqui na ação penal 470, o mensalão do PT. Há claros indícios, e que fazem tremer setores do governo brasileiro, de que o ex-diretor do BB seja devolvido. Explica-se: ano eleitoral, um grande estrago – mais um – seria feito no governo petista, se ele resolver abrir a boca e, talvez, colocar mais pimenta ainda em um tempero que já está azedando.
Frase da semana
"Nós o responsabilizamos publicamente pela vida e pela saúde do companheiro José Genoino". Do presidente do PT, Rui Falcão, ao criticar o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Sexta-feira, 2. Na Folha de S. Paulo.
domingo, 4 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Final coerente
Terminou como deveria a denúncia contra o vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSB), na Corregedoria da Câmara, sobre o caso suposto assessor fantasma: arquivada por falta de documentos probatórios de tal situação. Acertou o corregedor José Eduardo Monteiro Júnior, o Jú Negão (PSB), em sua decisão.
Estremecido?
Se essa decisão causou estremecimento na base aliada, em especial com o PT, cujo vereador Wilson Nunes Cerqueira chancelou a denúncia, isso é uma história que veremos mais adiante. Uma prática muito mais intimidatória do que política.
Infelizmente...
...a ação bancada pelo bloco governista, apesar de não ter chegado onde queria, serviu para arrefecer os ânimos da oposição, que vem demonstrando cautela desde que a denúncia foi levantada.
Ação da GCM
Não se nota mais no Parque da Cidade, local preferido para muitos estudantes matarem aula, a presença de adolescentes com mochilas nas costas, em grupinhos, circulando pelo local. Pelo menos por enquanto, parece que a estratégica da Guarda e do Conselho Tutelar estão dando resultado. Pelo menos por lá.
Sem compras
Hoje, Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, os supermercados não abriram em Limeira. Um acordo entre sindicatos garantiu o descanso também dos trabalhadores do setor. Nada mais justo. Ninguém pode reclamar, porque avisado foi.
Hora de mudar
Agora, para que esse tipo de acordo fique melhor ainda, está na hora de o sindicato dos trabalhadores flexibilizar o horário de abertura das lojas, aos finais de semana. Em especial aos sábados.
A última de hoje
Quando Dilma Rousseff (PT) começou uma faxina em seu ministério, desbancando até aliados de Lula, sua popularidade esteve em alta – até mais do que a do próprio Lula e FHC juntos. Se tivesse continuado, seria imbatível. Agora, colhe os frutos de ter aceitado o fisiologismo da base aliada. O “Volta Lula” é muito mais sério do que se imagina.
Terminou como deveria a denúncia contra o vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSB), na Corregedoria da Câmara, sobre o caso suposto assessor fantasma: arquivada por falta de documentos probatórios de tal situação. Acertou o corregedor José Eduardo Monteiro Júnior, o Jú Negão (PSB), em sua decisão.
Estremecido?
Se essa decisão causou estremecimento na base aliada, em especial com o PT, cujo vereador Wilson Nunes Cerqueira chancelou a denúncia, isso é uma história que veremos mais adiante. Uma prática muito mais intimidatória do que política.
Infelizmente...
...a ação bancada pelo bloco governista, apesar de não ter chegado onde queria, serviu para arrefecer os ânimos da oposição, que vem demonstrando cautela desde que a denúncia foi levantada.
Ação da GCM
Não se nota mais no Parque da Cidade, local preferido para muitos estudantes matarem aula, a presença de adolescentes com mochilas nas costas, em grupinhos, circulando pelo local. Pelo menos por enquanto, parece que a estratégica da Guarda e do Conselho Tutelar estão dando resultado. Pelo menos por lá.
Sem compras
Hoje, Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, os supermercados não abriram em Limeira. Um acordo entre sindicatos garantiu o descanso também dos trabalhadores do setor. Nada mais justo. Ninguém pode reclamar, porque avisado foi.
Hora de mudar
Agora, para que esse tipo de acordo fique melhor ainda, está na hora de o sindicato dos trabalhadores flexibilizar o horário de abertura das lojas, aos finais de semana. Em especial aos sábados.
A última de hoje
Quando Dilma Rousseff (PT) começou uma faxina em seu ministério, desbancando até aliados de Lula, sua popularidade esteve em alta – até mais do que a do próprio Lula e FHC juntos. Se tivesse continuado, seria imbatível. Agora, colhe os frutos de ter aceitado o fisiologismo da base aliada. O “Volta Lula” é muito mais sério do que se imagina.
terça-feira, 29 de abril de 2014
Muitos nomes na pauta; chances remotas
E Limeira pode, novamente, ficar sem representantes na Assembleia Legislativa ou Câmara Federal. Mais uma vez o interesse partidário e a vaidade pessoal podem deixar o Município ainda mais isolado, amargando outros quatro anos sem deputados. Estadual e federal. Situação que já perdura há mais de 20 anos. Basta ler com atenção – e principalmente as entrelinhas – o levantamento feito pela jornalista Érica Samara da Silva, em matéria que foi manchete da edição do último domingo desta Gazeta, sobre os nomes e o número de pretendentes, mesmo antes das convenções partidárias e oficialização de quaisquer candidaturas. O calendário eleitoral já está valendo, assim como os prazos legais, com as primeiras etapas sendo cumpridas, mas ainda é muito cedo para definições e início das campanhas, que terão forte concorrência, interna e externa.
O que assusta, de verdade mesmo, não são nem tanto os nomes, uns mais conhecidos e outros buscando seu espaço num possível cenário favorável, mas sim o número exposto nesse primeiro levantamento: 19 pretendentes. Todos, de uma forma ou de outra, têm ligação política e filiação partidária, porém, estão longe – e muito – de quaisquer condições de entrar no jogo para valer. Como titular. E todos sabem, de antemão, que quanto mais candidatos, menores as chances, principalmente pelo sistema partidário de voto proporcional, baseado no coeficiente eleitoral, uma complexa equação matemática, que por si só reprova muitos daqueles que tentam resolver essa operação. Não pretendo entrar no mérito pessoal de cada nome, apenas refletir sobre suas possibilidades, como indica o professor de ciências políticas da Unicamp, Valeriano Mendes Ferreira da Costa, que também falou à jornalista. E que vai ao encontro daquilo que escrevi acima. Quanto mais candidatos, menores as chances de eleger um representante local.
E pelo perfil ideológico e partidário de cada nome, dá para prever que não haverá recuos ou tentativas de focar apenas naqueles com reais possibilidades de serem eleitos. E nessa disputa de egos engrandecidos pela soberba, poucos, ou quase ninguém, abrem mão de suas pretensões em prol de uma causa comum: a necessidade de a cidade ter um deputado – estadual e federal – de fato e de direito, e eleito com votos de eleitores locais.
Em ano eleitoral, tudo é permitido. As especulações são diárias e nomes são jogados aleatoriamente à opinião pública, com a aquiescência de interessados, que muitas vezes bancam uma espécie de teste de popularidade ao se ver citados por analistas e jornalistas que cobrem a política. Nem sempre a citação de um potencial candidato o efetiva na disputa, mas pode aguçar sua expectativa e levá-lo a acreditar na possibilidade de ter uma chance, mesmo que remota, de se eleger.
Acredito que este é apenas o início de um processo que precisa – e deve – ser depurado para que Limeira não fique mais uma vez nas mãos de paraquedistas, que só lembram do Município de quatro em quatro anos. Para isso, é preciso que o interesse público fale mais alto do que a aspiração pessoal de cada um. Será isso possível mesmo?
O que assusta, de verdade mesmo, não são nem tanto os nomes, uns mais conhecidos e outros buscando seu espaço num possível cenário favorável, mas sim o número exposto nesse primeiro levantamento: 19 pretendentes. Todos, de uma forma ou de outra, têm ligação política e filiação partidária, porém, estão longe – e muito – de quaisquer condições de entrar no jogo para valer. Como titular. E todos sabem, de antemão, que quanto mais candidatos, menores as chances, principalmente pelo sistema partidário de voto proporcional, baseado no coeficiente eleitoral, uma complexa equação matemática, que por si só reprova muitos daqueles que tentam resolver essa operação. Não pretendo entrar no mérito pessoal de cada nome, apenas refletir sobre suas possibilidades, como indica o professor de ciências políticas da Unicamp, Valeriano Mendes Ferreira da Costa, que também falou à jornalista. E que vai ao encontro daquilo que escrevi acima. Quanto mais candidatos, menores as chances de eleger um representante local.
E pelo perfil ideológico e partidário de cada nome, dá para prever que não haverá recuos ou tentativas de focar apenas naqueles com reais possibilidades de serem eleitos. E nessa disputa de egos engrandecidos pela soberba, poucos, ou quase ninguém, abrem mão de suas pretensões em prol de uma causa comum: a necessidade de a cidade ter um deputado – estadual e federal – de fato e de direito, e eleito com votos de eleitores locais.
Em ano eleitoral, tudo é permitido. As especulações são diárias e nomes são jogados aleatoriamente à opinião pública, com a aquiescência de interessados, que muitas vezes bancam uma espécie de teste de popularidade ao se ver citados por analistas e jornalistas que cobrem a política. Nem sempre a citação de um potencial candidato o efetiva na disputa, mas pode aguçar sua expectativa e levá-lo a acreditar na possibilidade de ter uma chance, mesmo que remota, de se eleger.
Acredito que este é apenas o início de um processo que precisa – e deve – ser depurado para que Limeira não fique mais uma vez nas mãos de paraquedistas, que só lembram do Município de quatro em quatro anos. Para isso, é preciso que o interesse público fale mais alto do que a aspiração pessoal de cada um. Será isso possível mesmo?
domingo, 27 de abril de 2014
Semana curta. Nada de novidade além normal
A semana que encerrou ontem não foi de grandes sobressaltos para a população, de uma maneira geral. Curta, pelo feriado da segunda-feira, e enfraquecida economicamente pela prolongação dos dias parados que começou logo na chamada Sexta-Feira Santa, nada de novo que pudesse ganhar destaque em análises mais contundentes. Mesmo na política, os dias transcorreram normais da terça-feira em diante, com os assuntos de sempre: a CPI da Petrobras, novamente a ingerência de poderes, do Supremo Tribunal Federal sobre o Legislativo (pela própria deficiência do segundo e inépcia de seus representantes), o Marco Civil da Internet, aprovado pelo Senado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff (PT); uma possível ligação do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com homens do doleiro Alberto Youssef; na sexta-feira uma denúncia de nepotismo e fraude em secretaria do governo Alckmin (PSDB), entre outras denúncias e debates. E assim caminha a humanidade por aqui nesta Terra de Santa Cruz, que avança para a Copa do Mundo.
Uma operação abafa
De novidade mesmo, se é que pode ser tratada dessa forma, só a absolvição do ex-presidente Fernando Collor de Mello pelo STF, por desvio de dinheiro, segundo os magistrados, por falta de provas concretas. Uma decisão que deve ter garantido uma boa festa na “Casa da Dinda”, apesar do tempo decorrido desde a denúncia e seu julgamento, de mais de 20 anos. Está decidido.
E tem areia no óleo
Na questão da CPI da Petrobras, a novidade foi o STF – sempre ele – ter decidido, pelos parlamentares, que ela deve ser exclusiva para investigar a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. E que só está indo adiante por inoperância e incompetência do próprio governo petista. E, cá entre nós, há muito mais conteúdo político do que técnico nessa história. Enfim, assim é a política.
Quem procura, acha
Quando falo em inoperância de governo é porque o próprio staff da presidente Dilma – e até ela mesma – dão a oportunidade para que tudo aconteça. E como costuma se dizer na gíria, dão mole para uma oposição que fica na espreita de qualquer vacilo. E olha que há muito “vacilão” pelas bandas do Planalto e dos ministérios. Os partidos oposicionistas apenas cumprem sua função: se opor ao governo. E a fazem bem.
O título e o conteúdo
Outro assunto que veio à tona, na última quinta-feira, foi uma possível ligação, feita pela Polícia Federal, do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deve concorrer ao governo de SP pelo PT, com homens do doleiro Alberto Youssef. A manchete “PF liga ex-ministro Alexandre Padilha a laboratório de doleiro preso” é pouco condizente com a matéria em si, que traz em seu conteúdo um “possivelmente” no seu texto.
Liberdade garantida
Tudo isso é um prato cheio para a militância, tanto da situação quanto da oposição, que adora as redes sociais para trocar farpas. Felizmente, dentro dos princípios que a democracia exige. Insultos acontecem...
O interesse midiático
Além da militância partidária, a mídia também tem um rico filão com essas denúncias, que serão, mais à frente, transformadas em propaganda eleitoral. Se o PSDB vai insistir na Petrobras, o PT vai bater no cartel dos trilhos tucanos. Também danoso.
E de volta a Limeira
O assunto da semana que inicia, aqui na terra dos laranjais, que se transformaram em canaviais, sem dúvida será o início da atuação mais de 50 médicos cubanos, que chegaram pelo programa Mais Médicos, do governo federal. Deixando o interesse político de lado, o que conta mesmo é o atendimento à população, com esse reforço considerável à área da saúde pública. Se funcionar dentro de suas finalidades será um grande avanço e um reforço considerável nesse setor, tão carente de profissionais. Antes de qualquer crítica ou elogio, é preciso deixar que esses médicos iniciem o atendimento nos locais já determinados nos bairros da cidade. A data desse início é 1º de Maio.
Um apoio importante
Até agora, todas as disposições legais quanto à atuação dos médicos cubanos estão sendo cumpridas, também com o aval dos vereadores – todos eles, inclusive os da oposição – que aprovaram as medidas necessárias, através do projetos enviados pelo Poder Executivo, para que as exigências do programa sejam atendidas na sua íntegra para garantir, assim, a estrutura necessária ao atendimento, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Programas de Saúde da Família (PSFs).
É irresponsabilidade...
Já que o assunto é o bem-estar da população, leiam com atenção. Vans escolares, principalmente aquelas que transportam crianças em idade de jardim de infância ou pré-escolar, têm a obrigação de zelar pela segurança desses menores. Na última quarta-feira, ao trafegar pela Avenida Araras, altura da Machina Zaccarias, onde há uma escola infantil, uma van deixava alunos pela contramão. E as monitoras faziam malabarismos em meio ao movimento de veículos, em vez de descarregar as crianças pela calçada.
...e o convite ao perigo
Se uma criança se desgarrasse dessas monitoras, estaria no meio da rua, que tem intenso e constante movimento de automóveis, motocicletas e caminhões. Responsabilidade zero.
Pergunta rápida
Por onde anda a fiscalização ao transporte escolar em Limeira?
Os primeiros carros
E começaram a chegar a Iracemápolis os primeiros carros importados da Mercedes-Benz, que serão distribuídos às concessionárias de todo o País. É, sem dúvida, a concretização de uma importante etapa para o crescimento econômico da cidade vizinha, que terá uma unidade fabril da marca alemã, gerando emprego e renda não só aos iracemapolenses, mas a toda a região, além de um acréscimo na arrecadação do município. Será, sem dúvida, uma marca importante da administração do petista Valmir Almeida, como fator de desenvolvimento e melhora na qualidade de vida da população. E não dá para esquecer, também, os dividendos políticos que isso irá garantir.
Nota curtíssima
Apetite. Fome e vontade de comer. Definição rápida das eleições presidenciais de 2014.
Confessou, morreu?
Gabriel García Márquez, o escritor e Prêmio Nobel de Literatura, morreu no dia 17 de abril, no México. O coronel reformado Paulo Malhães, torturador confesso durante o regime militar, foi morto em seu sítio, na última sexta-feira. O que os dois têm em comum? Nada. Ou tudo. Gabo, como era conhecido, tem entre suas obras o livro "Crônica de uma morte anunciada" e Malhães, o militar brasileiro, confessou recentemente à Comissão Nacional da Verdade todos os atos de horror que cometeu contra opositores do regime de exceção, nos porões da ditadura, a mando de seus superiores. García Márquez foi vítima de um câncer. Paulo Malhães, de homens que invadiram seu sítio, supostamente para roubar armas.
Frase da semana
"Não é uma pauta de pré-condenação". Do senador e candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, sobre a CPI da Petrobras. Sexta-feira, 25. Em entrevista à Rádio Jovem Pan.
Uma operação abafa
De novidade mesmo, se é que pode ser tratada dessa forma, só a absolvição do ex-presidente Fernando Collor de Mello pelo STF, por desvio de dinheiro, segundo os magistrados, por falta de provas concretas. Uma decisão que deve ter garantido uma boa festa na “Casa da Dinda”, apesar do tempo decorrido desde a denúncia e seu julgamento, de mais de 20 anos. Está decidido.
E tem areia no óleo
Na questão da CPI da Petrobras, a novidade foi o STF – sempre ele – ter decidido, pelos parlamentares, que ela deve ser exclusiva para investigar a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. E que só está indo adiante por inoperância e incompetência do próprio governo petista. E, cá entre nós, há muito mais conteúdo político do que técnico nessa história. Enfim, assim é a política.
Quem procura, acha
Quando falo em inoperância de governo é porque o próprio staff da presidente Dilma – e até ela mesma – dão a oportunidade para que tudo aconteça. E como costuma se dizer na gíria, dão mole para uma oposição que fica na espreita de qualquer vacilo. E olha que há muito “vacilão” pelas bandas do Planalto e dos ministérios. Os partidos oposicionistas apenas cumprem sua função: se opor ao governo. E a fazem bem.
O título e o conteúdo
Outro assunto que veio à tona, na última quinta-feira, foi uma possível ligação, feita pela Polícia Federal, do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deve concorrer ao governo de SP pelo PT, com homens do doleiro Alberto Youssef. A manchete “PF liga ex-ministro Alexandre Padilha a laboratório de doleiro preso” é pouco condizente com a matéria em si, que traz em seu conteúdo um “possivelmente” no seu texto.
Liberdade garantida
Tudo isso é um prato cheio para a militância, tanto da situação quanto da oposição, que adora as redes sociais para trocar farpas. Felizmente, dentro dos princípios que a democracia exige. Insultos acontecem...
O interesse midiático
Além da militância partidária, a mídia também tem um rico filão com essas denúncias, que serão, mais à frente, transformadas em propaganda eleitoral. Se o PSDB vai insistir na Petrobras, o PT vai bater no cartel dos trilhos tucanos. Também danoso.
E de volta a Limeira
O assunto da semana que inicia, aqui na terra dos laranjais, que se transformaram em canaviais, sem dúvida será o início da atuação mais de 50 médicos cubanos, que chegaram pelo programa Mais Médicos, do governo federal. Deixando o interesse político de lado, o que conta mesmo é o atendimento à população, com esse reforço considerável à área da saúde pública. Se funcionar dentro de suas finalidades será um grande avanço e um reforço considerável nesse setor, tão carente de profissionais. Antes de qualquer crítica ou elogio, é preciso deixar que esses médicos iniciem o atendimento nos locais já determinados nos bairros da cidade. A data desse início é 1º de Maio.
Um apoio importante
Até agora, todas as disposições legais quanto à atuação dos médicos cubanos estão sendo cumpridas, também com o aval dos vereadores – todos eles, inclusive os da oposição – que aprovaram as medidas necessárias, através do projetos enviados pelo Poder Executivo, para que as exigências do programa sejam atendidas na sua íntegra para garantir, assim, a estrutura necessária ao atendimento, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Programas de Saúde da Família (PSFs).
É irresponsabilidade...
Já que o assunto é o bem-estar da população, leiam com atenção. Vans escolares, principalmente aquelas que transportam crianças em idade de jardim de infância ou pré-escolar, têm a obrigação de zelar pela segurança desses menores. Na última quarta-feira, ao trafegar pela Avenida Araras, altura da Machina Zaccarias, onde há uma escola infantil, uma van deixava alunos pela contramão. E as monitoras faziam malabarismos em meio ao movimento de veículos, em vez de descarregar as crianças pela calçada.
...e o convite ao perigo
Se uma criança se desgarrasse dessas monitoras, estaria no meio da rua, que tem intenso e constante movimento de automóveis, motocicletas e caminhões. Responsabilidade zero.
Pergunta rápida
Por onde anda a fiscalização ao transporte escolar em Limeira?
Os primeiros carros
E começaram a chegar a Iracemápolis os primeiros carros importados da Mercedes-Benz, que serão distribuídos às concessionárias de todo o País. É, sem dúvida, a concretização de uma importante etapa para o crescimento econômico da cidade vizinha, que terá uma unidade fabril da marca alemã, gerando emprego e renda não só aos iracemapolenses, mas a toda a região, além de um acréscimo na arrecadação do município. Será, sem dúvida, uma marca importante da administração do petista Valmir Almeida, como fator de desenvolvimento e melhora na qualidade de vida da população. E não dá para esquecer, também, os dividendos políticos que isso irá garantir.
Nota curtíssima
Apetite. Fome e vontade de comer. Definição rápida das eleições presidenciais de 2014.
Confessou, morreu?
Gabriel García Márquez, o escritor e Prêmio Nobel de Literatura, morreu no dia 17 de abril, no México. O coronel reformado Paulo Malhães, torturador confesso durante o regime militar, foi morto em seu sítio, na última sexta-feira. O que os dois têm em comum? Nada. Ou tudo. Gabo, como era conhecido, tem entre suas obras o livro "Crônica de uma morte anunciada" e Malhães, o militar brasileiro, confessou recentemente à Comissão Nacional da Verdade todos os atos de horror que cometeu contra opositores do regime de exceção, nos porões da ditadura, a mando de seus superiores. García Márquez foi vítima de um câncer. Paulo Malhães, de homens que invadiram seu sítio, supostamente para roubar armas.
Frase da semana
"Não é uma pauta de pré-condenação". Do senador e candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, sobre a CPI da Petrobras. Sexta-feira, 25. Em entrevista à Rádio Jovem Pan.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Um novo refém?
A política nos proporciona situações de contradições e de revisão de posturas ideológicas, que invariavelmente atingem todos os partidos. Menos o PMDB, que, seja quem for o eleito à Presidência, continuará no poder. E fazendo do governo refém de seu fisiologismo.
Aécio e o PMDB
Depois de ter sido governo na Era Sarney – passou longe do governo Collor – o partido aderiu a Itamar, FHC, Lula, faz de Dilma sua maior refém e agora a dissidência à administração petista ensaia apoio ao senador tucano mineiro, Aécio Neves. E apesar de todas as críticas que o médio e baixo clero do PSDB fazem ao PMDB, como se fosse o maior vilão da história, o recebem de braços abertos.
Vários tiros no pé
Aliás, a bem da verdade, é bom que se diga que o PSDB voltou à sua origem de ficar em cima do muro. Principalmente em sua postura crítica. Há 16 anos o governo tucano paulista não permite uma CPI no Estado, o mesmo que aconteceu com Aécio no comando de Minas. E são os maiores produtores de CPIs na capital federal.
Um uso indevido...
Já o PT, a partir de Dilma Rousseff, fez do Estado um aparelho do governo petista e agora começa a pagar seu preço por isso. Chega um momento em que é preciso dar um basta, e medir as consequências de ações dessa natureza. A máquina, com certeza, vai roncar alto nas eleições de outubro.
Um Marco histórico
Aprovado na Câmara Federal e depois pelo Senado, a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou ontem o Marco Civil da Internet, durante a abertura da Netmundial, evento que aborda a governança na internet. E uma das grandes vitórias é justamente a neutralidade na rede, que dá tratamento igual a qualquer conteúdo, sem que os provedores possam cobrar mais por isso. O Brasil se junta, assim, à União Europeia, em legislação própria para a web.
A última de hoje
Liberdade de expressão significa compromisso com a responsabilidade da informação. Não pode e não deve ser alidada - e muito menos sustentáculo - daqueles que justamente querem fazer desse preceito constitucional ferramenta de ofensas e xingamentos.
A política nos proporciona situações de contradições e de revisão de posturas ideológicas, que invariavelmente atingem todos os partidos. Menos o PMDB, que, seja quem for o eleito à Presidência, continuará no poder. E fazendo do governo refém de seu fisiologismo.
Aécio e o PMDB
Depois de ter sido governo na Era Sarney – passou longe do governo Collor – o partido aderiu a Itamar, FHC, Lula, faz de Dilma sua maior refém e agora a dissidência à administração petista ensaia apoio ao senador tucano mineiro, Aécio Neves. E apesar de todas as críticas que o médio e baixo clero do PSDB fazem ao PMDB, como se fosse o maior vilão da história, o recebem de braços abertos.
Vários tiros no pé
Aliás, a bem da verdade, é bom que se diga que o PSDB voltou à sua origem de ficar em cima do muro. Principalmente em sua postura crítica. Há 16 anos o governo tucano paulista não permite uma CPI no Estado, o mesmo que aconteceu com Aécio no comando de Minas. E são os maiores produtores de CPIs na capital federal.
Um uso indevido...
Já o PT, a partir de Dilma Rousseff, fez do Estado um aparelho do governo petista e agora começa a pagar seu preço por isso. Chega um momento em que é preciso dar um basta, e medir as consequências de ações dessa natureza. A máquina, com certeza, vai roncar alto nas eleições de outubro.
Um Marco histórico
Aprovado na Câmara Federal e depois pelo Senado, a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou ontem o Marco Civil da Internet, durante a abertura da Netmundial, evento que aborda a governança na internet. E uma das grandes vitórias é justamente a neutralidade na rede, que dá tratamento igual a qualquer conteúdo, sem que os provedores possam cobrar mais por isso. O Brasil se junta, assim, à União Europeia, em legislação própria para a web.
A última de hoje
Liberdade de expressão significa compromisso com a responsabilidade da informação. Não pode e não deve ser alidada - e muito menos sustentáculo - daqueles que justamente querem fazer desse preceito constitucional ferramenta de ofensas e xingamentos.
domingo, 20 de abril de 2014
Oficializado, não oficial. Campos e Marina juntos
A semana que passou já provocou uma mudança no cenário eleitoral deste ano, com a oficialização – a primeira, apresentada publicamente – de uma possível chapa para os cargos de presidente e vice. O ex-governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB confirmou sua candidatura à Presidência, tendo a ex-PT, ex-verde e agora socialista, Marina Silva, que ainda sonha ver o partido que fundou, a Rede Sustentabilidade, regularizado. Qual é a leitura desse anúncio? Por não ser oficial, devido às regras da legislação eleitoral brasileira, a dupla começa um teste decisivo para alavancar o sonho de Campos. Ainda faltam as convenções e indicações, mas o enredo está sendo calculadamente escrito. Marina é – ou foi – boa de voto. Já provou isso na eleição de 2010; Eduardo Campos é uma jovem liderança e, se emplacar sua vice como “puxadora” de votos e houver a transferência, quem deve se preocupar mais, além da própria Dilma (PT), é o senador Aécio Neves (PSDB), outro potencial candidato ao cargo. Os próximos movimentos prometem.
Calculadora em ação
Primeiro vamos aos últimos números do Datafolha: Dilma, 38%, Aécio, 16% e Campos, 10%. Marina não estava na pesquisa, mas emplacava 27%, sendo a única candidata a se aproximar da presidente, que concorre à reeleição. Apesar de um possível desgaste por ela ter desistido da Rede (por enquanto) e abraçado o PSB, para um projeto eleitoral, se Marina conseguir transferir votos a Campos, sei não...
Panorama é incerto
Com isso, a próxima rodada de pesquisas eleitorais deverá ser um divisor de águas. Se vai apontar mudança efetiva nesse quadro atual, difícil prever pois, como no futebol, em política também não existe jogo ganho antes do apito final do árbitro. Porém, se ela conseguir transferir pelo menos 30% de seu eleitorado para a chapa da qual será vice, pode causar estragos na candidatura tucana. Isso pode.
Na mira dos tucanos
Este é apenas um exercício de futurologia. Está se trabalhando com previsões e possibilidades. Não com certezas, porque elas não existem no jogo político. Mas já se percebe, nas hostes tucanas, um início de bombardeio às pretensões do socialista. Ora ligando-o à Lula, ora questionando suas competências. Pelas redes sociais, a militância tucana continua atacando Dilma e o PT, mas o nome de Campos já é bem visível.
Lideranças apagadas
Já que se discute eleições, não custa fazer um prognóstico do quadro local, no que diz respeito aos cargos nos Legislativos estadual e federal. Não sei se é tão cedo assim, que alguns nomes já possam ser citados ou, então, as lideranças limeirenses estão atrasadas nos seus propósitos. Lideranças, diga-se, que estão brincando de esconde-esconde faz tempo. Principalmente as da oposição, que parecem diluídas e não conseguem se aglutinar em torno de um projeto político próprio.
Deveriam se mexer
Com essa indefinição e sem qualquer projeção de nomes, pelo menos que possam estar aptos a candidatar-se à Assembleia Legislativa ou Câmara Federal, Limeira corre riscos de ficar sem representantes. Mais uma vez.
Leitura interessante
Minha sugestão, aqui, fica por conta de o artigo “Apresentação Necessária”, de Roberto Lucato, na coluna Ponto UM de quinta-feira, 17. Que também está no site http://www.gazetainfo.com.br/site/index.php?r=noticias&id=25466.
É prato requentado
A notícia da semana que passou, e que deve ainda continuar por mais algumas, é a questão da compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, na Califórnia, EUA. O embate entre governo e oposição ganha ares de confronto bélico, tudo em nome das eleições de outubro. É um caso antigo. De 2006. Agora requentado, mas que não deixa de ser importante para muitos esclarecimentos. Uma investigação sobre o assunto é urgente, assim como urge também investigar o cartel dos trilhos em SP. Mas essa é uma outra história, que vai estar nas campanhas políticas, cada uma delas tentando atingir o adversário mais próximo. Cada um usando argumento próprio para desconstruir o outro.
O vale-tudo eleitoral
O curioso é que isso vem à tona em ano eleitoral. E tem foco definido: desconstruir uma candidatura para alavancar outra, que no fundo são a mesma coisa e trazem um objetivo comum: o Palácio do Planalto. A primeira, Dilma Rousseff (PT), querendo ficar e o segundo, Aécio Neves (PSDB), querendo entrar. Em 2002, muitos tiveram medo. Em 2006, o mensalão e, em 2010, os aloprados e Erenice Guerra. E agora a Petrobras. A ideia é de semelhança, e não de coincidência. Será o trem contra o óleo.
Sem avançar o sinal
Estão faltando experiência e jogo político, e sobrando interesse partidário. Principalmente depois das duas primeiras oitivas na Corregedoria da Câmara Municipal de Limeira, no caso do assessor do vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD), Valmir Caetano, na última semana. Qualquer investigação no serviço público é importante. Até mesmo o superfaturamento de uma agulha. Mas é preciso que haja isenção por parte de seus investigadores. No caso da suspeita da “fantasmagoria” de Caetano, o corregedor está vestindo sua camisa partidária em demasia. Isso é tribunal de exceção.
Pergunta rápida
O Mais Médicos vai alavancar a candidatura de Eliseu Padilha (PT) ao governo de SP?
A seara não é minha
Vou me meter um pouco num assunto que não é minha área, mas que gosto muito, como torcedor. O futebol. O Leão iniciou ontem sua caminhada ao acesso à Série A-2 do Paulista, e o Galo começa hoje. O que pretendo aqui é cobrar uma postura de apoio e participação da iniciativa privada na vida dos dois times. Com raríssimas exceções, as empresas locais não enxergam – ou não querem – o futebol como marketing. E muitas, que poderiam estar estampando suas marcas nas camisas dos dois times, simplesmente ignoram o custo/benefício dessa participação. É preciso um pouco mais de participação das empresas na vida desses dois clubes. Não apenas os abnegados de sempre.
Nota curtíssima
A propagação das “teorias conspiratórias” começou. Mera desculpa da incompetência.
História que não bate
Outro assunto de destaque nos meios de comunicação, na última semana, foi a história do jornalista dinamarquês Mikkel Keldorf, que veio para a cobertura da Copa no Brasil e foi embora, criticando o País e, principalmente, Fortaleza, onde esteve. Suas alegações ficaram vagas. Tanto que os jornalistas Carlos Heitor Cony e Artur Xexéo, do Liberdade de Expressão, da Rádio CBN, chamaram a atenção, na quarta-feira, para o assunto. Para os dois veteranos da imprensa brasileira, se havia algo grave a denunciar, o jornalista tinha mais é que ficar e correr atrás da reportagem de sua vida. Só para a curiosidade dos leitores, a Dinamarca não se classificou para a competição.
Frase da semana
"A sabedoria nos chega quando já não serve para nada". Frase do escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, morto no México, aos 87 anos, na quinta-feira, 17.
Calculadora em ação
Primeiro vamos aos últimos números do Datafolha: Dilma, 38%, Aécio, 16% e Campos, 10%. Marina não estava na pesquisa, mas emplacava 27%, sendo a única candidata a se aproximar da presidente, que concorre à reeleição. Apesar de um possível desgaste por ela ter desistido da Rede (por enquanto) e abraçado o PSB, para um projeto eleitoral, se Marina conseguir transferir votos a Campos, sei não...
Panorama é incerto
Com isso, a próxima rodada de pesquisas eleitorais deverá ser um divisor de águas. Se vai apontar mudança efetiva nesse quadro atual, difícil prever pois, como no futebol, em política também não existe jogo ganho antes do apito final do árbitro. Porém, se ela conseguir transferir pelo menos 30% de seu eleitorado para a chapa da qual será vice, pode causar estragos na candidatura tucana. Isso pode.
Na mira dos tucanos
Este é apenas um exercício de futurologia. Está se trabalhando com previsões e possibilidades. Não com certezas, porque elas não existem no jogo político. Mas já se percebe, nas hostes tucanas, um início de bombardeio às pretensões do socialista. Ora ligando-o à Lula, ora questionando suas competências. Pelas redes sociais, a militância tucana continua atacando Dilma e o PT, mas o nome de Campos já é bem visível.
Lideranças apagadas
Já que se discute eleições, não custa fazer um prognóstico do quadro local, no que diz respeito aos cargos nos Legislativos estadual e federal. Não sei se é tão cedo assim, que alguns nomes já possam ser citados ou, então, as lideranças limeirenses estão atrasadas nos seus propósitos. Lideranças, diga-se, que estão brincando de esconde-esconde faz tempo. Principalmente as da oposição, que parecem diluídas e não conseguem se aglutinar em torno de um projeto político próprio.
Deveriam se mexer
Com essa indefinição e sem qualquer projeção de nomes, pelo menos que possam estar aptos a candidatar-se à Assembleia Legislativa ou Câmara Federal, Limeira corre riscos de ficar sem representantes. Mais uma vez.
Leitura interessante
Minha sugestão, aqui, fica por conta de o artigo “Apresentação Necessária”, de Roberto Lucato, na coluna Ponto UM de quinta-feira, 17. Que também está no site http://www.gazetainfo.com.br/site/index.php?r=noticias&id=25466.
É prato requentado
A notícia da semana que passou, e que deve ainda continuar por mais algumas, é a questão da compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, na Califórnia, EUA. O embate entre governo e oposição ganha ares de confronto bélico, tudo em nome das eleições de outubro. É um caso antigo. De 2006. Agora requentado, mas que não deixa de ser importante para muitos esclarecimentos. Uma investigação sobre o assunto é urgente, assim como urge também investigar o cartel dos trilhos em SP. Mas essa é uma outra história, que vai estar nas campanhas políticas, cada uma delas tentando atingir o adversário mais próximo. Cada um usando argumento próprio para desconstruir o outro.
O vale-tudo eleitoral
O curioso é que isso vem à tona em ano eleitoral. E tem foco definido: desconstruir uma candidatura para alavancar outra, que no fundo são a mesma coisa e trazem um objetivo comum: o Palácio do Planalto. A primeira, Dilma Rousseff (PT), querendo ficar e o segundo, Aécio Neves (PSDB), querendo entrar. Em 2002, muitos tiveram medo. Em 2006, o mensalão e, em 2010, os aloprados e Erenice Guerra. E agora a Petrobras. A ideia é de semelhança, e não de coincidência. Será o trem contra o óleo.
Sem avançar o sinal
Estão faltando experiência e jogo político, e sobrando interesse partidário. Principalmente depois das duas primeiras oitivas na Corregedoria da Câmara Municipal de Limeira, no caso do assessor do vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD), Valmir Caetano, na última semana. Qualquer investigação no serviço público é importante. Até mesmo o superfaturamento de uma agulha. Mas é preciso que haja isenção por parte de seus investigadores. No caso da suspeita da “fantasmagoria” de Caetano, o corregedor está vestindo sua camisa partidária em demasia. Isso é tribunal de exceção.
Pergunta rápida
O Mais Médicos vai alavancar a candidatura de Eliseu Padilha (PT) ao governo de SP?
A seara não é minha
Vou me meter um pouco num assunto que não é minha área, mas que gosto muito, como torcedor. O futebol. O Leão iniciou ontem sua caminhada ao acesso à Série A-2 do Paulista, e o Galo começa hoje. O que pretendo aqui é cobrar uma postura de apoio e participação da iniciativa privada na vida dos dois times. Com raríssimas exceções, as empresas locais não enxergam – ou não querem – o futebol como marketing. E muitas, que poderiam estar estampando suas marcas nas camisas dos dois times, simplesmente ignoram o custo/benefício dessa participação. É preciso um pouco mais de participação das empresas na vida desses dois clubes. Não apenas os abnegados de sempre.
Nota curtíssima
A propagação das “teorias conspiratórias” começou. Mera desculpa da incompetência.
História que não bate
Outro assunto de destaque nos meios de comunicação, na última semana, foi a história do jornalista dinamarquês Mikkel Keldorf, que veio para a cobertura da Copa no Brasil e foi embora, criticando o País e, principalmente, Fortaleza, onde esteve. Suas alegações ficaram vagas. Tanto que os jornalistas Carlos Heitor Cony e Artur Xexéo, do Liberdade de Expressão, da Rádio CBN, chamaram a atenção, na quarta-feira, para o assunto. Para os dois veteranos da imprensa brasileira, se havia algo grave a denunciar, o jornalista tinha mais é que ficar e correr atrás da reportagem de sua vida. Só para a curiosidade dos leitores, a Dinamarca não se classificou para a competição.
Frase da semana
"A sabedoria nos chega quando já não serve para nada". Frase do escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, morto no México, aos 87 anos, na quinta-feira, 17.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Um sinal verde
Bem ou mal, a “onda verde” nos semáforos de Limeira avança para uma melhor fluidez do tráfego na área central da cidade. Ainda nos acertos técnicos, se não houver problemas, haverá um ganho excepcional para motoristas, pedestres e motociclistas.
Não vai resistir
Só que há, infelizmente, um pequeno senão: os próprios motoristas, que dificultam essa fluidez, demorando-se a sair quando o sinal abre, falando ao celular – acredito que cerca de 80% deles – e quando se percebe, a “onda” já passou e ninguém surfou. Assim, não há sistema que melhore as condições de tráfego no quadrilátero central do Município.
É a falta deles
O pedestre também precisa ser educado para o trânsito. É nessa hora que os agentes de trânsito – os laranjinhas - deveriam agir. Orientando de forma educada, mostrando os riscos de atravessar fora da faixa e as vantagens em utilizá-las. Sem bloco na mão, ou cara feia.
Será que é só...
...isso? Enquanto municípios da região avançam em verdadeiras epidemias, Limeira tem registrado poucos casos de dengue. Até o momento, apenas 83. E com maior incidência na região central. Ou estamos numa ilha de tranquilidade, ou esses números estão sendo mal gerenciados. Ou, o que é pior, oculta-se a real situação. Por enquanto, prefiro a ilha.
Dedo no gatilho
O corregedor da Câmara, vereador José Eduardo Monteiro Júnior, o Jú Negão (PSB), parece convicto em sua investida contra ao vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD). As oitivas já começaram. Outras investigações potenciais o corregedor engavetou. Sem remorsos...
Quase na roça
Calçadas deterioradas ou fora dos padrões, aliadas ao mato que cresce sem dó, ninguém merece.
A última de hoje
Tem muita gente confundindo a crítica pertinente com agressão verbal e ofensas, pelas redes sociais. Antes de postar textos e citações, é preciso saber diferenciar emoção de razão. Só a emoção leva a razão à banalidade.
Bem ou mal, a “onda verde” nos semáforos de Limeira avança para uma melhor fluidez do tráfego na área central da cidade. Ainda nos acertos técnicos, se não houver problemas, haverá um ganho excepcional para motoristas, pedestres e motociclistas.
Não vai resistir
Só que há, infelizmente, um pequeno senão: os próprios motoristas, que dificultam essa fluidez, demorando-se a sair quando o sinal abre, falando ao celular – acredito que cerca de 80% deles – e quando se percebe, a “onda” já passou e ninguém surfou. Assim, não há sistema que melhore as condições de tráfego no quadrilátero central do Município.
É a falta deles
O pedestre também precisa ser educado para o trânsito. É nessa hora que os agentes de trânsito – os laranjinhas - deveriam agir. Orientando de forma educada, mostrando os riscos de atravessar fora da faixa e as vantagens em utilizá-las. Sem bloco na mão, ou cara feia.
Será que é só...
...isso? Enquanto municípios da região avançam em verdadeiras epidemias, Limeira tem registrado poucos casos de dengue. Até o momento, apenas 83. E com maior incidência na região central. Ou estamos numa ilha de tranquilidade, ou esses números estão sendo mal gerenciados. Ou, o que é pior, oculta-se a real situação. Por enquanto, prefiro a ilha.
Dedo no gatilho
O corregedor da Câmara, vereador José Eduardo Monteiro Júnior, o Jú Negão (PSB), parece convicto em sua investida contra ao vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD). As oitivas já começaram. Outras investigações potenciais o corregedor engavetou. Sem remorsos...
Quase na roça
Calçadas deterioradas ou fora dos padrões, aliadas ao mato que cresce sem dó, ninguém merece.
A última de hoje
Tem muita gente confundindo a crítica pertinente com agressão verbal e ofensas, pelas redes sociais. Antes de postar textos e citações, é preciso saber diferenciar emoção de razão. Só a emoção leva a razão à banalidade.
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