Uma instituição se conhece pelas decisões de seus agregados. Quando é um órgão público – e político – é de se esperar, sempre, atitudes convenientes e que dosem suas ações, sem que sobrem benefícios para uns e o peso do estatuto para outros. Deve primar pela isonomia. E a Câmara Municipal de Limeira também se enquadra nessa definição. O Legislativo Municipal, apesar das divergências partidárias, deveria ser um exemplo nesse tipo de comportamento. Em alguns casos, entretanto, peca pelo exercício que ficou célebre em suposta frase atribuída a Getúlio Vargas: “para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei”. E não há argumento que prove em contrário. Que desminta esse princípio corporativo. E os exemplos vêm dessa prática, desde as “saidinhas” dos vereadores Aloízio Andrade (PT) e André Henrique da Silva, o Tigrão (PMDB), que se utilizaram de veículo oficial para fins particulares, até a cassação de Edmilson Gonçalves (PSDB) e, agora, a censura a Júlio César Pereira dos Santos, o dr. Júlio (DEM) e José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD).
Pela cor do partido
Infelizmente não é isso, entretanto, que a corporação Câmara Municipal tem mostrado e demonstrado pelas suas práticas. Aloízio e Tigrão passaram incólumes. Edmilson teve seu mandato cassado e, agora, o dr. Júlio e Zé da Mix recebem censura pública, proposta pelo corregedor José Eduardo Monteiro Júnior, o Jú Negão (PSB). Novamente opta por enxergar o “inimigo”, por estar na trincheira oposta.
Exemplo necessário
A questão aqui posta não é o da presunção da inocência ou prova da culpa. Se ambos erraram, a punição foi aplicada. O que se discute é a não aplicação do rigor da lei – ou do estatuto interno da Casa – nos casos envolvendo os dois vereadores da situação. E por mais que tenham se justificado, também erraram e deveriam ser punidos à época. O que não ocorreu. O corporativismo falou mais alto.
Um dever de ofício
Sempre que for preciso, é nossa primeira obrigação, como jornalistas – e analistas – mostrar as duas faces da mesma moeda. A crítica nunca é deliberada (a não ser quando há interesse político direto), mas um instrumento democrático necessário à correção de rotas, que muitas vezes entram por atalhos espinhosos. E esses atalhos podem confundir a opinião pública, levando-a ao perigoso e odioso jogo da manipulação política.
Será que agora vai?
Desde que tomou posse, a administração de Paulo Hadich (PSB) vem sendo cobrada para que apresente uma agenda positiva, que é sempre bem-vinda. E que faça frente às críticas que vem recebendo, muitas delas por conveniência política, e dê, finalmente, uma cara ao seu governo. O anúncio da vinda de novas empresas para Limeira, ocorrida em coletiva na última quinta-feira, é um bom começo. Pode ser um contra-ataque sutil.
Há tempo de sobra
Como sempre escrevo em minha coluna, o tempo ainda joga favoravelmente a Hadich. Só que é preciso ações concretas nesse sentido. E anunciar investimentos é oportuno para apagar o fogo. Sem trocadilhos.
Direito e cidadania
Desde a publicação da informação que o programa Mais Médicos estaria enviando para Limeira a primeira médica cubana, houve um misto de reações curiosas. Principalmente – e sempre elas – pelas redes sociais. Muitas por desconhecimento e outras por puro ranço ideológico. Independentemente da nacionalidade do profissional, se for competente e atender aos requisitos básicos de sua vinda, a saúde pública só tem a ganhar. Ela não vem para tomar o lugar de profissionais locais, muitos dos quais jamais deixariam seus consultórios ou planos de saúde para atender em UBSs nos bairros periféricos, que têm os mesmos direitos à saúde que qualquer outro cidadão.
Xenofobia. Nunca
Que a saúde pública é carente de profissionais e principalmente de infraestrutura adequada, não é novidade para ninguém. E essa não é uma cobrança exclusiva dos opositores do programa do governo federal. É uma necessidade óbvia da população. Espera-se, no mínimo, civilidade e respeito ao ser humano por parte de todos. Que os exemplos deprimentes da chegada dos primeiros profissionais não se repitam em Limeira.
Nem lá, nem aqui
Por falar em xenofobia, a Ambev retirou do ar a propaganda do guaraná da Antárctica, no qual o jogador Neymar ensinava estrangeiros a pedi-lo, com apelidos de “cão chupando manga”, “filhote de cruz credo” entre outros. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, Conar, entendeu que houve bullying com estrangeiros. O Brasil também protestou contra as camisetas da Adidas, incentivando o turismo sexual durante a copa. Se vale para eles, tem que valer para nós também.
Pergunta rápida
Quando os vereadores perceberão que é preciso legislar mais e homenagear menos?
Cassa...não cassa
Com a recomendação do Ministério Público Eleitoral pelo arquivamento da denúncia, a juíza da eleitoral Daniela Mie Murata Barrichello, da 66ª Zona Eleitoral deve tornar pública nas próximas horas a sentença sobre a ação de Quintal contra Hadich, que pede a cassação do diploma do atual prefeito. O clima de mistério no ar deve estar tirando o sono dos integrantes das partes envolvidas. Há quem afirme que a sentença já está assinada. Só que ninguém quer acender o pavio do rojão primeiro, para desencadear a bateria de fogos. Mesmo porque qualquer que seja a decisão, cabe recurso.
Nota curtíssima
Ao assinar a censura a dr. Júlio e Zé da Mix, Ronei despreza sua própria história.
Para um; para outro
Qualquer notificação - e posterior punição - a motoristas de vans escolares, que não estejam legais e com as vistorias necessárias em ordem, é um direito do poder público. Afinal das contas estamos falando em milhares de crianças que são transportadas todos os dias das escolas para seus lares e vice-versa. Não custa questionar o outro lado também: será que os valores cobrados para essa regularização não são abusivos? E fonte de engorda do erário? Segurança é fundamental. Como as condições de trabalho.
Frase da semana
“Espero que me recebam bem". Da médica cubana Yusimy Gómez Cabrera, que chegou a Limeira pelo Programa Mais Médicos, para o PSF do Nossa Senhora das Dores. Sexta-feira, 14. Na Gazeta de Limeira.
domingo, 16 de março de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
Mais uma vez...
...a Secretaria de Transportes anuncia, conforme mostrou a Gazeta de ontem, que os agentes de trânsito, os “laranjinhas”, passarão por reciclagem profissional para “educação no trânsito”. Que bom. Ouço essa lenga-lenga, se não me falha a memória, desde que a função foi criada, com pompa e muitas fotos, lá em 2008, pelo então alcaide Silvio Félix (PDT).
Sou “otoridade”
Com seus indefectíveis óculos escuros, quando aparecem, estão sempre de bloco nas mãos, prontos para multar. Só não sei se a determinação vem de seus superiores hierárquicos, ou se se abate sobre eles a síndrome do pequeno poder. A única educação que entendem é com a caneta na mão. Há, com certeza, exceções.
É fogo no mato
Alguém pode até acreditar que haja incêndio criminoso em grandes áreas cultiváveis. E que os responsáveis são sempre inocentes. Desculpem-me, se não faço parte desse grupo de crédulos. Órgãos ambientais oficiais, estaduais ou federais, são meros acessórios de multas.
De lira na mão
Na última segunda-feira, quando toda aquela fumaça tomou os ares de Limeira, houve até quem se lembrasse, pelas redes sociais, do imperador Nero. Aquele que tocou fogo em Roma.
Autossuficiente
A estiagem, ao que tudo indica, está indo embora. Durante todo o período de seca, enquanto municípios faziam campanhas maciças para o não desperdício de água, não vi nada parecido por aqui. “Vendê-la” como mero produto de consumo é, de fato, o que importa. O futuro, ora, é apenas o futuro. Quando ele chegar discutiremos o assunto.
Fora dos eixos
O grande problema do governo Dilma Rousseff, hoje, tem nome: Guido Mantega.
A última de hoje
Também estou no rol daqueles que criticam a Copa do Mundo no Brasil. Penso, também, que isso deveria ter sido discutido lá atrás. Mas não tenho nenhuma dúvida de que os que mais a criticam, e a seus gastos astronômicos, serão os primeiros da fila nos estádios “padrão Fifa”.
...a Secretaria de Transportes anuncia, conforme mostrou a Gazeta de ontem, que os agentes de trânsito, os “laranjinhas”, passarão por reciclagem profissional para “educação no trânsito”. Que bom. Ouço essa lenga-lenga, se não me falha a memória, desde que a função foi criada, com pompa e muitas fotos, lá em 2008, pelo então alcaide Silvio Félix (PDT).
Sou “otoridade”
Com seus indefectíveis óculos escuros, quando aparecem, estão sempre de bloco nas mãos, prontos para multar. Só não sei se a determinação vem de seus superiores hierárquicos, ou se se abate sobre eles a síndrome do pequeno poder. A única educação que entendem é com a caneta na mão. Há, com certeza, exceções.
É fogo no mato
Alguém pode até acreditar que haja incêndio criminoso em grandes áreas cultiváveis. E que os responsáveis são sempre inocentes. Desculpem-me, se não faço parte desse grupo de crédulos. Órgãos ambientais oficiais, estaduais ou federais, são meros acessórios de multas.
De lira na mão
Na última segunda-feira, quando toda aquela fumaça tomou os ares de Limeira, houve até quem se lembrasse, pelas redes sociais, do imperador Nero. Aquele que tocou fogo em Roma.
Autossuficiente
A estiagem, ao que tudo indica, está indo embora. Durante todo o período de seca, enquanto municípios faziam campanhas maciças para o não desperdício de água, não vi nada parecido por aqui. “Vendê-la” como mero produto de consumo é, de fato, o que importa. O futuro, ora, é apenas o futuro. Quando ele chegar discutiremos o assunto.
Fora dos eixos
O grande problema do governo Dilma Rousseff, hoje, tem nome: Guido Mantega.
A última de hoje
Também estou no rol daqueles que criticam a Copa do Mundo no Brasil. Penso, também, que isso deveria ter sido discutido lá atrás. Mas não tenho nenhuma dúvida de que os que mais a criticam, e a seus gastos astronômicos, serão os primeiros da fila nos estádios “padrão Fifa”.
terça-feira, 11 de março de 2014
Dilma versus PMDB. Façam as suas apostas
A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu a paciência com o PMDB e está enquadrando o partido e confrontando suas lideranças, que nada mais fazem pelo País do que mamar nas gordas tetas do poder há muito tempo. E vem de longe esse domínio peemedebista, a agremiação política mais forte no Poder Legislativo, que vende seu apoio em troca de cargos. Ao não conseguir sair de forma satisfatória em eleições executivas principalmente para governar grandes estados ou com candidatos fortes à Presidência da República – vive à sombra do Planalto desde 1984 – o partido se agarra à única tábua de salvação que lhe sobra: sua força parlamentar.
Se o PMDB, que já teve Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Mário Covas e até o próprio Fernando Henrique Cardoso, entre outras lideranças, inclusive figuras proeminentes do próprio PT – o antigo MDB foi quem confrontou a ditadura a partir dos anos 1970 pela via institucional – hoje vive à custa da força de velhos coronéis no Nordeste, como os senadores José Sarney e Renan Calheiros e de bufões como os deputados Eduardo Cunha, líder do partido, e Henrique Alves, presidente da Câmara. E de sua ampla maioria nas duas casas de Leis, o que lhe garante o suposto direito de chantagear aqueles que deles precisam, como é o caso do executivo federal.
Se Lula foi mais condescendente, e com carisma e liderança levava os peemedebistas em banho-maria, Dilma, com seu estilo de gerentona, vai de encontro aos interesses e sanha que o PMDB tem de estar sempre por cima. E dá canseira até naqueles que “estão” a seu lado, como é o caso do vice-presidente da República e presidente licenciado da sigla, Michel Temer, que há muito perdeu o controle sobre seus pares.
Esse PMDB fisiológico, que está desestabilizando as forças na Câmara e no Senado e atraindo a ira do Palácio do Planalto, é herança de uma antiga liderança paulista, o falecido Orestes Quércia, que foi eleito senador da República derrotando o candidato da ditadura militar, vindo depois a se tornar governador de São Paulo, quando fez o partido rachar, surgindo então o PSDB, que levou as melhores lideranças políticas da época, já descontentes com os desvios que os quercistas vinham impondo ao partido.
E é justamente esse PMDB, que chegou ao poder com Sarney presidente – só ficou de fora durante o breve período de Fernando Collor no Planalto, cuja queda se deu pela falta de uma base parlamentar sólida sem a maioria peemedebista – que mostra suas garras. Esteve com Itamar Franco, que assumiu após o impeachment do “caçador de marajás” e de lá não saiu mais, compondo com FHC e Lula, levando a vice-presidência com Dilma. Preterido na reforma ministerial, agora articula uma espécie de chantagem, que não encontra eco nas intenções da presidente. Das duas uma, ou Dilma enquadra definitivamente o partido ou está cavando sua própria sepultura, ao permitir racha na base aliada justamente em ano eleitoral. A primeira hipótese me parece, no momento, a mais próxima de acontecer. Pelo próprio fisiologismo peemedebista.
Se o PMDB, que já teve Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Mário Covas e até o próprio Fernando Henrique Cardoso, entre outras lideranças, inclusive figuras proeminentes do próprio PT – o antigo MDB foi quem confrontou a ditadura a partir dos anos 1970 pela via institucional – hoje vive à custa da força de velhos coronéis no Nordeste, como os senadores José Sarney e Renan Calheiros e de bufões como os deputados Eduardo Cunha, líder do partido, e Henrique Alves, presidente da Câmara. E de sua ampla maioria nas duas casas de Leis, o que lhe garante o suposto direito de chantagear aqueles que deles precisam, como é o caso do executivo federal.
Se Lula foi mais condescendente, e com carisma e liderança levava os peemedebistas em banho-maria, Dilma, com seu estilo de gerentona, vai de encontro aos interesses e sanha que o PMDB tem de estar sempre por cima. E dá canseira até naqueles que “estão” a seu lado, como é o caso do vice-presidente da República e presidente licenciado da sigla, Michel Temer, que há muito perdeu o controle sobre seus pares.
Esse PMDB fisiológico, que está desestabilizando as forças na Câmara e no Senado e atraindo a ira do Palácio do Planalto, é herança de uma antiga liderança paulista, o falecido Orestes Quércia, que foi eleito senador da República derrotando o candidato da ditadura militar, vindo depois a se tornar governador de São Paulo, quando fez o partido rachar, surgindo então o PSDB, que levou as melhores lideranças políticas da época, já descontentes com os desvios que os quercistas vinham impondo ao partido.
E é justamente esse PMDB, que chegou ao poder com Sarney presidente – só ficou de fora durante o breve período de Fernando Collor no Planalto, cuja queda se deu pela falta de uma base parlamentar sólida sem a maioria peemedebista – que mostra suas garras. Esteve com Itamar Franco, que assumiu após o impeachment do “caçador de marajás” e de lá não saiu mais, compondo com FHC e Lula, levando a vice-presidência com Dilma. Preterido na reforma ministerial, agora articula uma espécie de chantagem, que não encontra eco nas intenções da presidente. Das duas uma, ou Dilma enquadra definitivamente o partido ou está cavando sua própria sepultura, ao permitir racha na base aliada justamente em ano eleitoral. A primeira hipótese me parece, no momento, a mais próxima de acontecer. Pelo próprio fisiologismo peemedebista.
domingo, 9 de março de 2014
Todo cuidado é pouco se a fonte não for idônea
Barriga: notícia falsa, sem base, resultante de informação sem fundamento, inidônea. Termo antigo e muito usado até hoje nos meios de comunicação. Trata-se mesmo de um jargão profissional corrente no ambiente jornalístico e, invariavelmente, vem acompanhado de muita desconfiança, quando se comete um ato falho dessa natureza. Dar uma barriga é o mesmo que dizer que tal jornalista mostrou incompetência, ao não apurar minuciosamente a informação que compartilhou. Que tornou pública na mídia, hoje não mais restrita a jornais diários e outros tipos de periódicos impressos, ou emissoras de rádio e TV. As redes sociais avançaram muito nesse patamar e impulsionam essa informação a um nível quase impossível de controlar. Como canal aberto, essas redes amplamente democráticas são compartilhadas não só por profissionais da comunicação, mas por qualquer cidadão – e difícil não imaginar de outra forma – que tenha acesso à internet, via computadores pessoais, celulares, tablets e assim por diante. A fonte da notícia nem sempre é idônea.
Uma isca mordida
Por que essa introdução a uma teoria jornalística? É simples, na semana que passou, mais precisamente na quarta-feira de cinzas, correu às redes sociais – e se espalhou feito fogo em grama seca - que o carnaval popular de Limeira, o Carnafolia, havia sido interrompido por ordem judicial, devido ao som alto, denunciado por vizinhos do Centro Municipal de Eventos. O fogo virou incêndio.
E quem comprou...
Como começou? Qual foi a fonte dessa informação? É evidente, não apareceu. Dos muitos que compartilharam a publicação – que era falsa e sem fundamento – alguns até tentaram se retratar, quando veio à tona a verdade. Ávidos por transformar a situação em fato político, não apuraram como deveriam e acabaram se envolvendo na estratégia de quem disseminou o fato. E ficou bem quietinho...
Pensar duas vezes
Do ponto de vista técnico, para quem não está acostumado ao ambiente das redações, o exemplo foi bastante oportuno e pode, sem dúvida, transformar-se em lição, para evitar futuras “barrigas”, embora o cidadão comum não seja obrigado a conhecer as regras do bom jornalismo. Exercer a responsabilidade, entretanto, é um dever inerente àqueles que prezam pela ética. Mesmo que haja interesse político, a correção deve permanecer.
Defesa necessária
Quando a fase não é boa, até o que não se deve é cobrado. Por conta do despejo da área dos fundos do Edifício Prada, sede da prefeitura, na manhã da última quinta-feira, 6, viu-se, novamente, uma avalanche irresponsável de críticas à atual administração, como se ela fosse a grande culpada pelo imbróglio que teve início na administração Silvio Félix (PDT), envolvendo aluguel da área despejada, que acabou não sendo pago.
Perdendo a razão
É uma grande estupidez esse tipo de comportamento por parte de alguns grupos e pessoas, que não conseguem enxergar mais nada adiante do nariz, do que o simples ódio camuflado de jogo político.
Consciência crítica
Vamos ao que de fato interessa. Sou um crítico ferrenho da atual administração, mas não posso me cegar perante fatos que apontam em outra direção. Não tenho procuração – e nem aceitaria uma – para defender o governo municipal, sob quaisquer aspectos. Não é preciso um enorme exercício de inteligência, entretanto, para entender que o buraco é muito mais fundo do que imaginamos. Quando foi aprovado o Plano Diretor na administração Félix, reclassificando a área dada em troca no negócio feito em 2004, pelo então prefeito José Carlos Pejon, à época no PSDB, simplesmente derrubou por terra o interesse comercial da Cia Prada naquele local. Os ânimos se acirraram.
Vale uma reflexão
Se a área despejada foi locada pela Prefeitura em 2007 e nenhum aluguel foi pago desde então, é fácil buscar a raiz do problema, que foi agravado justamente quando a Cia Prada percebeu que não poderia se utilizar da área permutada, na antiga garagem municipal, ou parte dela, transformada em área de proteção ambiental (APP). Não se pode creditar esse problema, portanto, ao atual governo, como querem seus inimigos.
A história mantida
Sempre destaquei, e vou continuar destacando como imensamente positiva à própria história de Limeira, a atitude do então prefeito José Carlos Pejon em adquirir para os próprios municipais, o Edifício Prada. Um monumento que deve ser preservado a todo custo, pelo que representa e pelo que representou ao desenvolvimento do Município. Se isso não tivesse ocorrido, já teria, com certeza, virado pó pela especulação imobiliária.
Pergunta rápida
Qual é, hoje, a real situação em que se encontra o aterro sanitário de Limeira?
Militares na política
General Augusto Heleno, aquele que comandou a missão brasileira no Haiti. Protógenes Queiroz, deputado pelo PCdoB-SP e que ficou conhecido no comando da Operação Satiagraha, quando era delegado da Polícia Federal. Marcos Pontes, tenente-coronel da Aeronáutica (hoje na reserva) e primeiro astronauta brasileiro na Estação Espacial Internacional e, evidentemente, ele, o deputado federal carioca Jair Bolsonaro (PP). O que essas figuras têm em comum. Todos eles estão na luta para a criação do Partido Militar Brasileiro. É um direito, desde que respeitem também o direito dos outros.
Nota curtíssima
A melhor forma de conhecer seu adversário é dar a ele a liberdade de expressão.
Evolução truncada
O século XXI – e todos os seus avanços – não chegou para muita gente. Impressiona como há pessoas que esbanjam preconceito, não conseguem assimilar a diversidade social, cultural, ideológica e, principalmente, vivem de estereótipos. São adeptos da eterna guerra sem vencedores entre Ocidente e Oriente, e não admitem que cristãos e muçulmanos convivam pacificamente. Parece que usam tapa, peça utilizada em mulas, que não permitem que olhem para os lados. Apenas numa única direção.
Frase da semana
"Como político, é um bom magistrado. Como magistrado, é um bom político". Do presidente do PT, Rui Falcão, sobre o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF. Sexta-feira, 7. Na Folha de S. Paulo.
Uma isca mordida
Por que essa introdução a uma teoria jornalística? É simples, na semana que passou, mais precisamente na quarta-feira de cinzas, correu às redes sociais – e se espalhou feito fogo em grama seca - que o carnaval popular de Limeira, o Carnafolia, havia sido interrompido por ordem judicial, devido ao som alto, denunciado por vizinhos do Centro Municipal de Eventos. O fogo virou incêndio.
E quem comprou...
Como começou? Qual foi a fonte dessa informação? É evidente, não apareceu. Dos muitos que compartilharam a publicação – que era falsa e sem fundamento – alguns até tentaram se retratar, quando veio à tona a verdade. Ávidos por transformar a situação em fato político, não apuraram como deveriam e acabaram se envolvendo na estratégia de quem disseminou o fato. E ficou bem quietinho...
Pensar duas vezes
Do ponto de vista técnico, para quem não está acostumado ao ambiente das redações, o exemplo foi bastante oportuno e pode, sem dúvida, transformar-se em lição, para evitar futuras “barrigas”, embora o cidadão comum não seja obrigado a conhecer as regras do bom jornalismo. Exercer a responsabilidade, entretanto, é um dever inerente àqueles que prezam pela ética. Mesmo que haja interesse político, a correção deve permanecer.
Defesa necessária
Quando a fase não é boa, até o que não se deve é cobrado. Por conta do despejo da área dos fundos do Edifício Prada, sede da prefeitura, na manhã da última quinta-feira, 6, viu-se, novamente, uma avalanche irresponsável de críticas à atual administração, como se ela fosse a grande culpada pelo imbróglio que teve início na administração Silvio Félix (PDT), envolvendo aluguel da área despejada, que acabou não sendo pago.
Perdendo a razão
É uma grande estupidez esse tipo de comportamento por parte de alguns grupos e pessoas, que não conseguem enxergar mais nada adiante do nariz, do que o simples ódio camuflado de jogo político.
Consciência crítica
Vamos ao que de fato interessa. Sou um crítico ferrenho da atual administração, mas não posso me cegar perante fatos que apontam em outra direção. Não tenho procuração – e nem aceitaria uma – para defender o governo municipal, sob quaisquer aspectos. Não é preciso um enorme exercício de inteligência, entretanto, para entender que o buraco é muito mais fundo do que imaginamos. Quando foi aprovado o Plano Diretor na administração Félix, reclassificando a área dada em troca no negócio feito em 2004, pelo então prefeito José Carlos Pejon, à época no PSDB, simplesmente derrubou por terra o interesse comercial da Cia Prada naquele local. Os ânimos se acirraram.
Vale uma reflexão
Se a área despejada foi locada pela Prefeitura em 2007 e nenhum aluguel foi pago desde então, é fácil buscar a raiz do problema, que foi agravado justamente quando a Cia Prada percebeu que não poderia se utilizar da área permutada, na antiga garagem municipal, ou parte dela, transformada em área de proteção ambiental (APP). Não se pode creditar esse problema, portanto, ao atual governo, como querem seus inimigos.
A história mantida
Sempre destaquei, e vou continuar destacando como imensamente positiva à própria história de Limeira, a atitude do então prefeito José Carlos Pejon em adquirir para os próprios municipais, o Edifício Prada. Um monumento que deve ser preservado a todo custo, pelo que representa e pelo que representou ao desenvolvimento do Município. Se isso não tivesse ocorrido, já teria, com certeza, virado pó pela especulação imobiliária.
Pergunta rápida
Qual é, hoje, a real situação em que se encontra o aterro sanitário de Limeira?
Militares na política
General Augusto Heleno, aquele que comandou a missão brasileira no Haiti. Protógenes Queiroz, deputado pelo PCdoB-SP e que ficou conhecido no comando da Operação Satiagraha, quando era delegado da Polícia Federal. Marcos Pontes, tenente-coronel da Aeronáutica (hoje na reserva) e primeiro astronauta brasileiro na Estação Espacial Internacional e, evidentemente, ele, o deputado federal carioca Jair Bolsonaro (PP). O que essas figuras têm em comum. Todos eles estão na luta para a criação do Partido Militar Brasileiro. É um direito, desde que respeitem também o direito dos outros.
Nota curtíssima
A melhor forma de conhecer seu adversário é dar a ele a liberdade de expressão.
Evolução truncada
O século XXI – e todos os seus avanços – não chegou para muita gente. Impressiona como há pessoas que esbanjam preconceito, não conseguem assimilar a diversidade social, cultural, ideológica e, principalmente, vivem de estereótipos. São adeptos da eterna guerra sem vencedores entre Ocidente e Oriente, e não admitem que cristãos e muçulmanos convivam pacificamente. Parece que usam tapa, peça utilizada em mulas, que não permitem que olhem para os lados. Apenas numa única direção.
Frase da semana
"Como político, é um bom magistrado. Como magistrado, é um bom político". Do presidente do PT, Rui Falcão, sobre o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF. Sexta-feira, 7. Na Folha de S. Paulo.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Lições da folia...
A chuva do sábado atrapalhou os desfiles de carnaval em várias cidades. Foi muito forte, como a que ocorreu aqui em Limeira. Isso, entretanto, não exime a má organização da folia limeirense. Verbas liberadas apenas na semana dos festejos de Momo, sem “avenida” própria...
...que ninguém...
...aprende mesmo. Ora, é preciso que as escolas de samba locais também façam um “mea culpa” e assumam parte dessa desorganização. As agremiações têm o ano inteiro para promoções e arrecadação de dinheiro. Não podem se valer apenas da verba oficial. Que o dinheiro público caia no colo e está tudo certo.
Se é dessa forma
Há uma maneira simples, fácil e até mesmo econômica de acabar com essa bagunça. Que não se tenha mais carnaval de rua (ou seria de pavilhão?) em Limeira. Ponto final.
Calendário cheio
O carnaval se foi. Logo mais tem a Páscoa – feriadão que começa na Sexta-Feira Santa e se estenderá até a segunda-feira, dia de Tiradentes. Depois a Copa do Mundo, entre junho e julho. Em outubro haverá eleições, que podem – ou não – ser decididas em segundo turno. Depois é novembro e 2014 se foi.
Saber diferenciar
A vida pública não tem nada a ver com a privada. Isto é, com a vida particular. Desde que o agente público não se utilize do cargo e facilidades que a função lhe permita para garantir benesses, ele pode ter sua vida particular, independentemente do que faça ou deixe de fazer. Vejo muitos críticos associar as duas coisas numa só, como se não houvesse vida, além da pública. Isso não é crítica. É burrice.
Mulheres da mídia
Começa hoje, no Shopping Nações, a exposição do repórter fotográfico desta Gazeta, JB Anthero, com 30 mulheres jornalistas, que atuam ou atuaram em Limeira. Até o final do mês.
A última de hoje
A carnaval está virando reduto do estilo – se que é um – sertanejo universitário. As marchinhas estão desaparecendo, dando lugar a um tipo de música que não tem nada com a folia. Como disse Alceu Valença, é jabá das grandes emissoras de rádio. Ele está certo.
A chuva do sábado atrapalhou os desfiles de carnaval em várias cidades. Foi muito forte, como a que ocorreu aqui em Limeira. Isso, entretanto, não exime a má organização da folia limeirense. Verbas liberadas apenas na semana dos festejos de Momo, sem “avenida” própria...
...que ninguém...
...aprende mesmo. Ora, é preciso que as escolas de samba locais também façam um “mea culpa” e assumam parte dessa desorganização. As agremiações têm o ano inteiro para promoções e arrecadação de dinheiro. Não podem se valer apenas da verba oficial. Que o dinheiro público caia no colo e está tudo certo.
Se é dessa forma
Há uma maneira simples, fácil e até mesmo econômica de acabar com essa bagunça. Que não se tenha mais carnaval de rua (ou seria de pavilhão?) em Limeira. Ponto final.
Calendário cheio
O carnaval se foi. Logo mais tem a Páscoa – feriadão que começa na Sexta-Feira Santa e se estenderá até a segunda-feira, dia de Tiradentes. Depois a Copa do Mundo, entre junho e julho. Em outubro haverá eleições, que podem – ou não – ser decididas em segundo turno. Depois é novembro e 2014 se foi.
Saber diferenciar
A vida pública não tem nada a ver com a privada. Isto é, com a vida particular. Desde que o agente público não se utilize do cargo e facilidades que a função lhe permita para garantir benesses, ele pode ter sua vida particular, independentemente do que faça ou deixe de fazer. Vejo muitos críticos associar as duas coisas numa só, como se não houvesse vida, além da pública. Isso não é crítica. É burrice.
Mulheres da mídia
Começa hoje, no Shopping Nações, a exposição do repórter fotográfico desta Gazeta, JB Anthero, com 30 mulheres jornalistas, que atuam ou atuaram em Limeira. Até o final do mês.
A última de hoje
A carnaval está virando reduto do estilo – se que é um – sertanejo universitário. As marchinhas estão desaparecendo, dando lugar a um tipo de música que não tem nada com a folia. Como disse Alceu Valença, é jabá das grandes emissoras de rádio. Ele está certo.
terça-feira, 4 de março de 2014
Se falta fiscalização, sobra comemoração
Interessante. Curioso. Elucidativo e talvez o mais fiel retrato das preocupações que envolvem o trabalho dos vereadores limeirenses na busca por notoriedade, ao tentarem agradar a determinado setor profissional ou segmento social. Tudo para manter na mídia seus representantes. Mesmo que por uma exposição desnecessária de imagem. Por vaidade mesmo.
Defino assim o excelente texto da jornalista Érica Samara da Silva, em reportagem publicada por esta Gazeta, em manchete, no último domingo (‘Falta’ calendário para datas criadas pelos vereadores), que mostra o exagero - em meio a muitos acertos - de homenagens desnecessárias, proporcionadas pela Câmara Municipal. Celebrações que, apesar de serem transformadas em leis, muitas delas jamais saem do papel à prática, mesmo porque não há datas nesse calendário (já tomadas por tantas comemorações), que fica reduzido a poucos dias. Inclusive quantificadas pela jornalista, com números e porcentagens, que beiram ao delírio. Mas são reais e matematicamente delimitadas. Oficiais. São dados públicos e não há como escondê-los. E não há contestação possível, perante tantas evidências.
Os números representam uma explosão desses projetos a partir dos anos 2000, 143 leis nos últimos 14 anos contra apenas 14, desde 1956 quando foi criada a primeira até 1999. E dão mostras do que um Legislativo submisso ao Executivo pode fazer. Ou deixa de fazer. Principalmente a partir de 2005, quando o prefeito Silvio Félix (PDT) teve as rédeas da Casa nas mãos, e agora com Paulo Hadich (PSB), muito mais forte ainda nesse domínio e com folga na maioria entre os situacionistas, pouco se vê de fiscalização aos atos do Poder Executivo, função primeira dos vereadores. Assim como as legislaturas anteriores foram cobradas por essa submissão (garantindo carta branca ao prefeito), a atual, agora com 21 eleitos, também deixa a desejar e esquece-se que a população a qual representam tem interesses distintos e outras prioridades – como saúde, educação, segurança, habitação, para citar algumas – que acabam sendo substituídas por dias e semanas comemorativas, que pouco representam para a vocação do Município.
Ninguém é contra que se preste homenagens e nem mesmo que se instituam semanas de conscientização sobre temas de momento e também de interesse social. O que se questiona é a perda de tempo que isso acarreta. E, muitas vezes, podem até ser utilizadas para acobertar às reais deficiências da administração pública. À ineficácia da máquina política, tão danosa aos anseios de toda a comunidade. Pois quando um legislador se preocupa em criar o dia internacional do homem, do skatista, do alpinista, da pesca, da família afro-brasileira (já não existe o Dia da Consciência Negra?) entre tantos outros inusitados, por que não dizer pitorescos, a melhoria no transporte público anda devagar, faltam remédios na rede pública, as vagas em creches não atendem à demanda e aí por diante. Só para citar as maiores críticas da população, transformadas cotidianamente e matérias jornalísticas e divulgadas pelos meios de comunicação. Consciência e respeito não se instituem por lei.
Defino assim o excelente texto da jornalista Érica Samara da Silva, em reportagem publicada por esta Gazeta, em manchete, no último domingo (‘Falta’ calendário para datas criadas pelos vereadores), que mostra o exagero - em meio a muitos acertos - de homenagens desnecessárias, proporcionadas pela Câmara Municipal. Celebrações que, apesar de serem transformadas em leis, muitas delas jamais saem do papel à prática, mesmo porque não há datas nesse calendário (já tomadas por tantas comemorações), que fica reduzido a poucos dias. Inclusive quantificadas pela jornalista, com números e porcentagens, que beiram ao delírio. Mas são reais e matematicamente delimitadas. Oficiais. São dados públicos e não há como escondê-los. E não há contestação possível, perante tantas evidências.
Os números representam uma explosão desses projetos a partir dos anos 2000, 143 leis nos últimos 14 anos contra apenas 14, desde 1956 quando foi criada a primeira até 1999. E dão mostras do que um Legislativo submisso ao Executivo pode fazer. Ou deixa de fazer. Principalmente a partir de 2005, quando o prefeito Silvio Félix (PDT) teve as rédeas da Casa nas mãos, e agora com Paulo Hadich (PSB), muito mais forte ainda nesse domínio e com folga na maioria entre os situacionistas, pouco se vê de fiscalização aos atos do Poder Executivo, função primeira dos vereadores. Assim como as legislaturas anteriores foram cobradas por essa submissão (garantindo carta branca ao prefeito), a atual, agora com 21 eleitos, também deixa a desejar e esquece-se que a população a qual representam tem interesses distintos e outras prioridades – como saúde, educação, segurança, habitação, para citar algumas – que acabam sendo substituídas por dias e semanas comemorativas, que pouco representam para a vocação do Município.
Ninguém é contra que se preste homenagens e nem mesmo que se instituam semanas de conscientização sobre temas de momento e também de interesse social. O que se questiona é a perda de tempo que isso acarreta. E, muitas vezes, podem até ser utilizadas para acobertar às reais deficiências da administração pública. À ineficácia da máquina política, tão danosa aos anseios de toda a comunidade. Pois quando um legislador se preocupa em criar o dia internacional do homem, do skatista, do alpinista, da pesca, da família afro-brasileira (já não existe o Dia da Consciência Negra?) entre tantos outros inusitados, por que não dizer pitorescos, a melhoria no transporte público anda devagar, faltam remédios na rede pública, as vagas em creches não atendem à demanda e aí por diante. Só para citar as maiores críticas da população, transformadas cotidianamente e matérias jornalísticas e divulgadas pelos meios de comunicação. Consciência e respeito não se instituem por lei.
domingo, 2 de março de 2014
Caiu na rede? Pode acreditar, é um candidato
Que os candidatos a cargos eletivos descobriram o uso das redes sociais como mobilizadores da opinião pública, ninguém mais duvida. Se em 2010 os então presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), travaram uma “briga” virtual das mais interessantes pelo Twitter, agora em 2014 o Facebook ditará o tom das campanhas pela internet. E como território livre da legislação eleitoral, porém, não do Código Penal, os candidatos já investem pesado nessas plataformas, inclusive no Twitter, novamente, e os gastos deverão ser da ordem de R$ 35 a R$ 40 milhões, com profissionais especializados. Isso sem contar com a mobilização de militantes¸ que há muito já estão desfilando as caras e as propostas de seus candidatos preferidos. Dizem os experts que a comunicação virtual poderá eleger, ou não, um candidato, se utilizada de forma adequada, que faça chegar aos eleitores, como forma de apresentação de cada um dos postulantes ao governo federal e aos estaduais, sem contar também com todos aqueles que disputam cargos legislativos.
Com moderação
Como escrevi na abertura desta coluna, fica claro que, por estar livres das leis que regem o processo eleitoral, as redes sociais ficam, na ausência de uma legislação específica para a internet, à mercê do Código de Processo Penal – que prevê crimes de calúnia, injúria e difamação – e que poderá ser acionado em casos de abuso. Como se vê, diariamente, nas postagens de alguns mais exaltados.
Deve pegar geral
E os provedores de internet, bem como as empresas que controlam essas redes de comunicação virtual, também não estão livres de sanções legais, se infringirem artigos da legislação vigente que tipifiquem os crimes previstos, como os que citei acima. Se é difícil controlar a militância, os responsáveis por esse segmento de campanha precisam controlar os mais afoitos, para evitar danos às campanhas.
O exemplo atual
Só para ilustrar essa análise, a Gazeta trouxe, em sua edição de sexta-feira, 28, uma medida cautelar impetrada pela Câmara Municipal contra um perfil no Facebook, o Limeira Amada, provavelmente falso, ou um “fake”, como se diz na gíria do internauta, para identificar o autor da página, que vem desfilando, há um mês, conteúdo difamatório contra a instituição. Ainda na sexta, o perfil não estava mais disponível.
Doença crônica...
O anonimato é sempre um ato de extrema covardia. Esconde sempre um crítico – ou criminoso, mesmo - que não tem coragem de mostrar a cara para dizer e escrever o que pensa, e prefere se ocultar por trás desses “fakes”. E, com o início de período eleitoral, esse tipo de ação tende a ganhar força. Apesar de falso, normalmente conta com a simpatia de muita gente, que acaba por abastecer o conteúdo conforme seu interesse.
Ficam as pegadas
Ao apagar qualquer página ou perfil, no Facebook, o usuário apenas o retira do ar, deixando de torná-lo público, mas os dados continuam sendo administrados pela rede e podem ser acessados a qualquer momento.
Fora de controle?
A GCM e o Pelotão Ambiental flagraram, em um mês, cinco crimes ambientais praticados contra nascentes e cursos d’água, que são represados aleatoriamente para suprir propriedades particulares. Um índice bastante alto, que indica uma total despreocupação – talvez até desconhecimento – com as consequências de atitudes dessa natureza. O trato egoísta do ser humano com a natureza impressiona. A falta de consciência ambiental deve, sim, alertar as autoridades e nelas incutir cada vez mais a noção de vigilância. O Planeta, que tem respondido com dureza à degradação do meio ambiente, dá sinais de paciência esgotada. As mudanças climáticas são exemplo disso.
Parece ter ardido
Diz o ditado que pimenta nos olhos dos outros é refresco. Parece que agora começa a arder, também, nos outros olhos. A absolvição, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para oito condenados na Ação Penal 470, o mensalão do PT, do crime de quadrilha, não repercutiu nas redes sociais, quando do início do julgamento, como grande espetáculo midiático que foi e fez a oposição, em especial o PSDB, vibrar com cada condenação.
Explicação óbvia
Sem a mesma repercussão que teve o mensalão petista, o mensalão mineiro também está na berlinda agora. Com o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que renunciou ao mandato para evitar constrangimentos ao presidenciável Aécio Neves e tentar se livrar da exposição pública no STF. Após o anúncio da absolvição, o silêncio nas redes foi sepulcral. Na vidraça, os próprios tucanos que comemoram, desta vez ficaram quietos.
Pergunta rápida
Onde está a isonomia da Corregedoria da Câmara nos casos Zé da Mix e Ronei?
Devo, não nego...
...pago quando puder. Esse é o lema adotado pelo PSDB, que foi sacudido, na semana passada, por uma incômoda ação judicial por dívida de campanha. O marqueteiro Luiz Gonzales cobra, na Justiça, R$ 8,7 milhões ainda referentes à campanha presidencial do tucano José Serra, em 2010. O próprio partido reconhece que é devedor, mas agora está preocupado com outra campanha, a do presidenciável Aécio Neves. Gonzales não está na jogada, mas ainda tem outro crédito com o tucanato: parte da dívida da campanha de 2006, do então concorrente ao Planalto, Geraldo Alckmin. Para um partido que tem o discurso afinado com o choque de gestão, esse descontrole interno é preocupante.
Nota curtíssima
O silêncio, às vezes, é muito mais barulhento do que a explosão de cem bombas.
A festa dos ratos
A saída, quase certa, do ministro-presidente Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF) está provocando alvoroço entre os condenados do mensalão. Se já ganharam a absolvição pelo crime de quadrilha, em voto da maioria dos ministros em Plenário, agora estão na expectativa da defecção de Barbosa, para tentarem anular o julgamento. Em que pese todo o tom político do julgamento, se isso acontecer, será a desmoralização do Judiciário. Barbosa deve mesmo partir para a carreira política.
Frase da semana
“É uma tarde triste para o STF”. Do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, questionando a absolvição de condenados do mensalão do crime de quadrilha. Quinta-feira, 27. Na Folha de S. Paulo.
Com moderação
Como escrevi na abertura desta coluna, fica claro que, por estar livres das leis que regem o processo eleitoral, as redes sociais ficam, na ausência de uma legislação específica para a internet, à mercê do Código de Processo Penal – que prevê crimes de calúnia, injúria e difamação – e que poderá ser acionado em casos de abuso. Como se vê, diariamente, nas postagens de alguns mais exaltados.
Deve pegar geral
E os provedores de internet, bem como as empresas que controlam essas redes de comunicação virtual, também não estão livres de sanções legais, se infringirem artigos da legislação vigente que tipifiquem os crimes previstos, como os que citei acima. Se é difícil controlar a militância, os responsáveis por esse segmento de campanha precisam controlar os mais afoitos, para evitar danos às campanhas.
O exemplo atual
Só para ilustrar essa análise, a Gazeta trouxe, em sua edição de sexta-feira, 28, uma medida cautelar impetrada pela Câmara Municipal contra um perfil no Facebook, o Limeira Amada, provavelmente falso, ou um “fake”, como se diz na gíria do internauta, para identificar o autor da página, que vem desfilando, há um mês, conteúdo difamatório contra a instituição. Ainda na sexta, o perfil não estava mais disponível.
Doença crônica...
O anonimato é sempre um ato de extrema covardia. Esconde sempre um crítico – ou criminoso, mesmo - que não tem coragem de mostrar a cara para dizer e escrever o que pensa, e prefere se ocultar por trás desses “fakes”. E, com o início de período eleitoral, esse tipo de ação tende a ganhar força. Apesar de falso, normalmente conta com a simpatia de muita gente, que acaba por abastecer o conteúdo conforme seu interesse.
Ficam as pegadas
Ao apagar qualquer página ou perfil, no Facebook, o usuário apenas o retira do ar, deixando de torná-lo público, mas os dados continuam sendo administrados pela rede e podem ser acessados a qualquer momento.
Fora de controle?
A GCM e o Pelotão Ambiental flagraram, em um mês, cinco crimes ambientais praticados contra nascentes e cursos d’água, que são represados aleatoriamente para suprir propriedades particulares. Um índice bastante alto, que indica uma total despreocupação – talvez até desconhecimento – com as consequências de atitudes dessa natureza. O trato egoísta do ser humano com a natureza impressiona. A falta de consciência ambiental deve, sim, alertar as autoridades e nelas incutir cada vez mais a noção de vigilância. O Planeta, que tem respondido com dureza à degradação do meio ambiente, dá sinais de paciência esgotada. As mudanças climáticas são exemplo disso.
Parece ter ardido
Diz o ditado que pimenta nos olhos dos outros é refresco. Parece que agora começa a arder, também, nos outros olhos. A absolvição, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para oito condenados na Ação Penal 470, o mensalão do PT, do crime de quadrilha, não repercutiu nas redes sociais, quando do início do julgamento, como grande espetáculo midiático que foi e fez a oposição, em especial o PSDB, vibrar com cada condenação.
Explicação óbvia
Sem a mesma repercussão que teve o mensalão petista, o mensalão mineiro também está na berlinda agora. Com o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que renunciou ao mandato para evitar constrangimentos ao presidenciável Aécio Neves e tentar se livrar da exposição pública no STF. Após o anúncio da absolvição, o silêncio nas redes foi sepulcral. Na vidraça, os próprios tucanos que comemoram, desta vez ficaram quietos.
Pergunta rápida
Onde está a isonomia da Corregedoria da Câmara nos casos Zé da Mix e Ronei?
Devo, não nego...
...pago quando puder. Esse é o lema adotado pelo PSDB, que foi sacudido, na semana passada, por uma incômoda ação judicial por dívida de campanha. O marqueteiro Luiz Gonzales cobra, na Justiça, R$ 8,7 milhões ainda referentes à campanha presidencial do tucano José Serra, em 2010. O próprio partido reconhece que é devedor, mas agora está preocupado com outra campanha, a do presidenciável Aécio Neves. Gonzales não está na jogada, mas ainda tem outro crédito com o tucanato: parte da dívida da campanha de 2006, do então concorrente ao Planalto, Geraldo Alckmin. Para um partido que tem o discurso afinado com o choque de gestão, esse descontrole interno é preocupante.
Nota curtíssima
O silêncio, às vezes, é muito mais barulhento do que a explosão de cem bombas.
A festa dos ratos
A saída, quase certa, do ministro-presidente Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF) está provocando alvoroço entre os condenados do mensalão. Se já ganharam a absolvição pelo crime de quadrilha, em voto da maioria dos ministros em Plenário, agora estão na expectativa da defecção de Barbosa, para tentarem anular o julgamento. Em que pese todo o tom político do julgamento, se isso acontecer, será a desmoralização do Judiciário. Barbosa deve mesmo partir para a carreira política.
Frase da semana
“É uma tarde triste para o STF”. Do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, questionando a absolvição de condenados do mensalão do crime de quadrilha. Quinta-feira, 27. Na Folha de S. Paulo.
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