Reconhecer falhas ou dificuldades é o primeiro passo para acertar no que
se errou, e dar sequência ao que aconteceu de positivo. Se prevalecer
essa teoria, Limeira deverá ter um ano melhor agora, em 2014. A
entrevista concedida pelo prefeito Paulo Hadich (PSB), à jornalista
Renata Reis, desta Gazeta, publicada no primeiro dia deste ano
novo, pode ser uma referência importante na condução
político-administrativa do Município. E confirma muito do que escrevi ao
longo de 2013 sobre as ações – ou a falta delas – da nova administração
municipal, que entra em seu segundo ano e precisa dar, de maneira
definitiva, uma resposta à sociedade. Se Hadich de fato colocar em
prática tudo o que falou na entrevista, que foi um balanço do primeiro
ano de seu mandato, bom para ele e melhor ainda para a cidade. Suas
respostas tiveram dois focos distintos, o da gestão pública, em si, e o
político. Da gestão pública, ele deu algumas respostas interessantes
sobre os projetos a serem desenvolvidos. Quanto à questão política, não
foi muito diferente daquilo que todos costumam responder.
Sem lua de mel
Uma
das afirmações de Hadich me chamou a atenção: a de que, para ele, não
houve o ano de “lua de mel”, como costuma acontecer em início de novos
mandatos. E ele tem razão nisso. Desde o início ele foi bastante
castigado por seus adversários, que se mobilizaram de forma organizada,
via redes sociais. Se na Câmara ele não teve nenhuma dificuldade, fora
dela não escapou das críticas da oposição.
Foco ideológico
Na
realidade, e se for levada em conta a tradição conservadora do
limeirense, é possível identificar que houve a construção, mais de uma
crítica ideológica do que propriamente voltada às reais necessidades do
Município. A aliança com o PT, mesmo não impedindo sua eleição – com um
vice-prefeito petista – não foi digerida por uma parcela bastante sólida
do antipetismo. O resultado não poderia ter sido outro.
Tempo a favor
Tudo
isso, entretanto, não justifica a paralisia do governo frente aos
muitos problemas municipais, por conta e ordem da herança deixada pelo
governo anterior, que não deve ter sido das mais interessantes, mas
contornável. Mesmo que faça um governo exemplar, a oposição não vai
parar. Uma guerra que faz parte do jogo político e, como ele mesmo
disse, é preciso enfrentar. De preferência, com respostas práticas.
Muito positivo
O
mais importante de tudo isso, entretanto, foi a disposição de o
prefeito Hadich ter se aberto à imprensa para esse balanço. Se isso
significar transparência, então 2014 tem tudo para ser “o ano”.
E foi no ponto
Foi muito feliz – no sentido de dar ênfase à informação - a manchete da Gazeta de Limeira de
sexta-feira, 3; “Ano novo, velho problema: dano e prejuízo com chuva”. A
matéria, de uma página inteira, da jornalista Daíza Lacerda – com a
parceria de leitores, que enviaram fotos à Redação - mostrou uma
situação que se repete a cada ano, durante a temporada dos temporais.
Passa ano, entra ano, o cenário é sempre o mesmo. Ruas alagadas, pessoas
ilhadas, casas invadidas e muita destruição por toda a cidade. Sem uma
saída adequada ou infraestrutura que garanta o escoamento das águas, o
resultado é bastante conhecido dos limeirenses e, principalmente, dos
administradores públicos.
Não é de um só
E esse tipo
de problema não é de responsabilidade de um só. Desse ou daquele
prefeito e, por isso, a crítica precisa ser bem pensada. Creditar os
estragos sempre à administração em curso é de uma imbecilidade sem
tamanho. É preciso lembrar daqueles administradores que vieram lá atrás e
nada fizeram para melhorar, um pouco que seja, essa infraestrutura
contra as águas de janeiro. Ou de qualquer outro mês.
Vi tudo de perto
Minha
militância na imprensa limeirense vem desde 1980. Daquele período até
agora, muita promessa e pouquíssimas obras. De Memau a Zovico, passando
por Jurandyr Paixão, Paulo D’Andréa – de qual governo fiz parte –
Pedrinho Kühl, Pejon e Félix, os discursos foram se repetindo e a chuva,
evidentemente, não parou. E não adianta tentar se justificar. As provas
são visíveis. Todos têm sua parcela de culpa.
Pergunta rápida
O que será mais fácil, o Brasil ganhar a Copa ou Dilma se reeleger?
Ano de pouca ...
...
folga. Pois é, em 2014, apesar de o excesso de dias parados continuar,
não dará muito descanso a quem gosta de um bom feriado. Dos 14
existentes (sendo dois municipais), o único prolongado será o da Semana
Santa, que emendará a Sexta, 18, à segunda-feira, 21, dia de Tiradentes.
Outros, como dia 7 de setembro, 12 de outubro, 2 e 15 de novembro,
cairão no sábado ou domingo. Os demais quarta ou quinta-feira. O
carnaval, apesar de ser – mas não ser oficial – para alguns até é
possível emendar. Os jogos da Copa do Mundo não deverão proporcionar
períodos extras de folga, a não ser por vontade do próprio segmento
produtivo. E as eleições são sempre aos domingos.
Nota curtíssima
Que em 2014 os puxa-saquistas juramentados deixem o bonde andar...
Diferença? Não.
Para
quem gosta de criticar o fisiologismo dos outros, nada como um dia após
o outro. No desespero, o PSDB tenta de tudo para ganhar aliados e,
pasmem, alia-se até ao inimigo. Na sexta-feira, 3, o governador Eduardo
Campos (PSB), candidatíssimo à Presidência da República, anunciou a
troca de secretários, com alguns tucanos compondo o primeiro escalão. No
banco da frente, o deputado Sérgio Guerra, ex-presidente da sigla de
Aécio Neves, também candidatíssimo ao Planalto. Uma pergunta: quem vai
abrir mão e do quê?
Frase da semana
"Estragou tudo e ficou muita lama para lavar".
Da dona de casa Nilva Silva Chaves, que teve sua casa tomada pela água,
no primeiro dia do ano, após a forte chuva da tarde. Sexta-feira, 3. Na
Gazeta de Limeira.
domingo, 5 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Um desafio à mediocridade. Quem vencerá?
Há um certo cansaço e uma mesmice imensurável na elaboração de retrospectivas, tão comuns nesse período do ano. Melhor, nessas poucas horas que separam o ano que se finda daquele que virá. Para nós, que trabalhamos a –e com a - informação durante todo esse período, seria fácil juntar datas e acontecimentos e discorrer sobre eles, analisando-os um a um ou, então, o conjunto da obra, que mostra o resultado de uma sinfonia inacabada, esperando pela próxima nota na partitura. Essa melodia, composição harmoniosa de sons, infelizmente, não chegou aos ouvidos dos limeirenses. Do início ao fim, entre janeiro e dezembro deste 2013, que agoniza minuto a minuto, esperando apenas o andar dos ponteiros do relógio, não sobrou muito tempo para aplausos e nem se espera um pedido de “bis” para 2014.
É nem é preciso de provas ou argumentos para chegar a essa conclusão, que não é apenas minha, mas do conjunto da obra de um governo inerte, a que todos tiveram acesso, no mais frustrante de todos os anos políticos de que se tem conhecimento – pelo menos no espaço temporal deste analista – na história de Limeira. E tudo o que era para vir à luz da transformação, trazendo oxigenação a um sistema ultrapassado e conservador, por que não dizer viciado, de governar, foi sendo ofuscado com o passar dos dias e dos meses, com os mesmos pecados de sempre, revelando uma inoperância assustadora da máquina e dos agentes públicos, que com ela se envolveram. Que dela tomaram conta. Impossível, portanto, fazer uma retrospectiva de um ano que não existiu.
Além disso, não houve o contraponto que deveria vir da oposição como um todo. E neste caso não falo apenas daqueles que ocupam cargos eletivos. Mais preocupada com picuinhas, que tiveram seu ápice nas críticas a uma árvore de Natal de gosto duvidoso, não houve embate sobre os rumos da administração pública. Propostas claras e objetivas, que merecessem discussão mais séria. Não saiu do âmbito das redes sociais e com exagero em ataques e ofensas pessoais, impossível de se levar a sério, pelo ódio que exalavam. E sem um debate consensual, que reunisse os homens de frente - e também os teóricos - dos bastidores partidários. O que viu até aqui, e por isso não incomodou a situação, foi a manifestação de antigos detentores do poder, que passaram pelos dois “palácios”, tiveram a oportunidade da transformação nas mãos, mas preferiram se calar ou defender o que hoje também é defendido, com unhas e dentes, pelo atual staff governista. Ou seja, tudo do mesmo. Nada pior que isso para essa estagnação que tomou conta do Município, sem perspectivas de algo diferente para 2014.
Já que não houve retrospectiva, porque nada de fato mudou, tudo agora fica por conta do sentimento de esperança – e ele novamente – que embala o sono e revela os sonhos de todos os limeirenses. A questão é que nunca houve tantos pontos de interrogação dispersos pelos pensamentos da população, como agora. Uma onda negativa, que os senhores do Edifício Prada e do Palácio Tatuiby têm obrigação de captar e transformar em energia positiva. Tempo para isso existe e de sobra. Resta saber se haverá vontade política para tanto. Que 2014 também não mate a esperança, sepultada em 2013. Há, sim, uma ressurreição possível. Feliz ano-novo.
É nem é preciso de provas ou argumentos para chegar a essa conclusão, que não é apenas minha, mas do conjunto da obra de um governo inerte, a que todos tiveram acesso, no mais frustrante de todos os anos políticos de que se tem conhecimento – pelo menos no espaço temporal deste analista – na história de Limeira. E tudo o que era para vir à luz da transformação, trazendo oxigenação a um sistema ultrapassado e conservador, por que não dizer viciado, de governar, foi sendo ofuscado com o passar dos dias e dos meses, com os mesmos pecados de sempre, revelando uma inoperância assustadora da máquina e dos agentes públicos, que com ela se envolveram. Que dela tomaram conta. Impossível, portanto, fazer uma retrospectiva de um ano que não existiu.
Além disso, não houve o contraponto que deveria vir da oposição como um todo. E neste caso não falo apenas daqueles que ocupam cargos eletivos. Mais preocupada com picuinhas, que tiveram seu ápice nas críticas a uma árvore de Natal de gosto duvidoso, não houve embate sobre os rumos da administração pública. Propostas claras e objetivas, que merecessem discussão mais séria. Não saiu do âmbito das redes sociais e com exagero em ataques e ofensas pessoais, impossível de se levar a sério, pelo ódio que exalavam. E sem um debate consensual, que reunisse os homens de frente - e também os teóricos - dos bastidores partidários. O que viu até aqui, e por isso não incomodou a situação, foi a manifestação de antigos detentores do poder, que passaram pelos dois “palácios”, tiveram a oportunidade da transformação nas mãos, mas preferiram se calar ou defender o que hoje também é defendido, com unhas e dentes, pelo atual staff governista. Ou seja, tudo do mesmo. Nada pior que isso para essa estagnação que tomou conta do Município, sem perspectivas de algo diferente para 2014.
Já que não houve retrospectiva, porque nada de fato mudou, tudo agora fica por conta do sentimento de esperança – e ele novamente – que embala o sono e revela os sonhos de todos os limeirenses. A questão é que nunca houve tantos pontos de interrogação dispersos pelos pensamentos da população, como agora. Uma onda negativa, que os senhores do Edifício Prada e do Palácio Tatuiby têm obrigação de captar e transformar em energia positiva. Tempo para isso existe e de sobra. Resta saber se haverá vontade política para tanto. Que 2014 também não mate a esperança, sepultada em 2013. Há, sim, uma ressurreição possível. Feliz ano-novo.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Uma dor de cabeça facilmente evitável
O prefeito Paulo Hadich (PSB) calculou mal – ou não calculou – a repercussão negativa de sua determinação em retirar do ar, pelo sinal aberto do canal 26, a TV Cultura e entregá-lo ao Grupo Opinião, de Araras. Uma repercussão que ganhou força na curta semana que passou, a última antes da chegada de 2014. Sem contar, também, que essa decisão veio ainda com a quentura das chamas que consumiu o moinho alemão e em meio às críticas de negligência com o patrimônio público. O grosso argumento de alguns, que apenas veem cifrões à frente dos olhos e desdenham de programação mais requintada, de que a TV Cultura não tinha audiência em Limeira foi logo desfeito pela grande movimentação através das redes sociais e, também, do abaixo-assinado, que colheu assinaturas na Praça Toledo Barros, por iniciativa do vereador José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD). Até mesmo a bancada do prefeito na Câmara se mobilizou, com o presidente da Casa, Ronei Martins (PT), em carta-aberta publicada nas redes sociais, enfatizou a importância e pediu a manutenção do sinal da TV Cultura no ar.
Não perdeu tempo
O movimento iniciado assim que chegou ao conhecimento público a decisão de Hadich, traz também um forte conteúdo político. É evidente que a oposição se aproveita dos escorregões da situação para contabilizar a favor. A permanência do sinal aberto da TV Cultura, porém, transcende a esse jogo. Vai além dessas picuinhas que desgastam agentes públicos. Está acima desses interesses partidários.
Há um outro lado
É preciso, entretanto, não confundir a opinião pública com argumentos políticos vazios. Ninguém é contra a chegada de um novo canal, seja ele qual for, como bem frisou o vereador Ronei em sua carta-aberta. Todos foram, sim, contra a retirada do ar do sinal da emissora pública paulista. Aqueles que estão por trás do empreendimento, em Limeira, deveriam também ter coragem para se manifestar.
Pior que o soneto
A polêmica, que começou há duas semanas, teve seu ápice na semana que passou, com a entrada do Ministério Público e do Judiciário no páreo. Não deu outra e nem poderia ter sido pior para o prefeito, a decisão da Justiça em acatar o pedido do MP, pela retomada do sinal da TV Cultura. Vai fechar o ano com mais uma ação negativa. Ele poderia ter evitado toda essa situação constrangedora com transparência.
Ninguém notou...
...mas estava no Jornal Oficial do Município a outorga para uso do Grupo Opinião de Araras do espaço de transmissão, no Morro Azul. O decreto, assinado pelo prefeito, foi publicado em 23 de novembro.
E como explicar?
Está cada vez mais difícil entender esse atabalhoamento da administração pública atual, que assumiu em janeiro deste ano, com compromisso de mudança de rumos à política limeirense. A desilusão é tamanha, que há até quem – e aí é preciso bater três vezes na madeira – já propague um sentimento de saudade de quando Silvio Félix (PDT), cassado em 2012, era o prefeito. O tom das conversas é de brincadeira, mas há um ditado popular que diz, que uma mentira repetida com certa frequência acaba se transformando em verdade. Por isso, é importante para Limeira que os detentores do poder, hoje, entrem em 2014 com nova postura. Para conseguir reverter uma situação quase que irreversível.
Breve retrospectiva
Para a administração pública e para o Município, o ano de 2013 não vai deixar saudade nenhuma. Infelizmente. Do ponto de vista político começou errado e está terminando errado. Nunca se viu um governo tão perdido como este. A começar pela nomeação de secretários municipais, até o exagerado troca-troca nas Secretarias Municipais, que roubam a estabilidade de qualquer administração. Muito político e pouco técnico.
Estabilidade...zero
O que mais desgastou – e está desgastando – a administração Hadich, é o perrengue político entre ele e o adversário derrotado nas urnas, Lusenrique Quintal (PSD), nos tribunais. O primeiro tenta se manter à frente do Executivo e, o segundo, quer o cargo a qualquer custo, mesmo após a derrota. O ressentimento pelo resultado das urnas é óbvio. O tapetão é o limite.
Pergunta rápida
Em 2014 o prefeito Paulo Hadich (PSB) vai conseguir recuperar 2013?
As ruas do jovens
O grande momento de 2013, porém, foi protagonizado pelos jovens que saíram às ruas a partir de junho para protestar. Com eles, outros segmentos da população também aderiram ao movimento, que acuou os políticos, assustando-os de tal maneira, que eles tiveram que recuar em várias ações. Pôs em dúvida a identidade partidária como um todo e mostrou que a força popular é imbatível. Foi uma semente plantada em solo fértil, que vai sendo regada aos poucos e não tarda a dar frutos, para desespero daqueles que desdenham dessa capacidade de aglutinação. A democracia foi posta à prova, mas não houve rupturas. Os ganhos foram maiores que as perdas. E que assim seja.
Nota curtíssima
A imprensa não é nefasta. Apenas reproduz a realidade que a alimenta no dia a dia.
Um ninho desfeito
A alta linhagem do tucanato paulista também ficou com suas plumagens desalinhadas, com a denúncia do cartel dos trilhos – Metrô e CPTM – que resultou num propinoduto envolvendo a cúpula do PSDB em vários governos. A ação chegou ao STF, que também julgou e mandou às prisões altos dirigentes e políticos, envolvidos na ação penal 470. Espera-se, agora, a mesma rigidez do Supremo no julgamento do esquema peessedebista, que fez o dinheiro do mensalão parecer trocado de pinga em bar.
Frase da semana
“Talvez tivesse 3 mil”. Do presidente da Câmara, vereador Ronei Martins (PT), sobre sua votação, se as eleições municipais fossem hoje. Em entrevista à jornalista Érica Samara da Silva. Na Gazeta. Sexta-feira, 27.
Não perdeu tempo
O movimento iniciado assim que chegou ao conhecimento público a decisão de Hadich, traz também um forte conteúdo político. É evidente que a oposição se aproveita dos escorregões da situação para contabilizar a favor. A permanência do sinal aberto da TV Cultura, porém, transcende a esse jogo. Vai além dessas picuinhas que desgastam agentes públicos. Está acima desses interesses partidários.
Há um outro lado
É preciso, entretanto, não confundir a opinião pública com argumentos políticos vazios. Ninguém é contra a chegada de um novo canal, seja ele qual for, como bem frisou o vereador Ronei em sua carta-aberta. Todos foram, sim, contra a retirada do ar do sinal da emissora pública paulista. Aqueles que estão por trás do empreendimento, em Limeira, deveriam também ter coragem para se manifestar.
Pior que o soneto
A polêmica, que começou há duas semanas, teve seu ápice na semana que passou, com a entrada do Ministério Público e do Judiciário no páreo. Não deu outra e nem poderia ter sido pior para o prefeito, a decisão da Justiça em acatar o pedido do MP, pela retomada do sinal da TV Cultura. Vai fechar o ano com mais uma ação negativa. Ele poderia ter evitado toda essa situação constrangedora com transparência.
Ninguém notou...
...mas estava no Jornal Oficial do Município a outorga para uso do Grupo Opinião de Araras do espaço de transmissão, no Morro Azul. O decreto, assinado pelo prefeito, foi publicado em 23 de novembro.
E como explicar?
Está cada vez mais difícil entender esse atabalhoamento da administração pública atual, que assumiu em janeiro deste ano, com compromisso de mudança de rumos à política limeirense. A desilusão é tamanha, que há até quem – e aí é preciso bater três vezes na madeira – já propague um sentimento de saudade de quando Silvio Félix (PDT), cassado em 2012, era o prefeito. O tom das conversas é de brincadeira, mas há um ditado popular que diz, que uma mentira repetida com certa frequência acaba se transformando em verdade. Por isso, é importante para Limeira que os detentores do poder, hoje, entrem em 2014 com nova postura. Para conseguir reverter uma situação quase que irreversível.
Breve retrospectiva
Para a administração pública e para o Município, o ano de 2013 não vai deixar saudade nenhuma. Infelizmente. Do ponto de vista político começou errado e está terminando errado. Nunca se viu um governo tão perdido como este. A começar pela nomeação de secretários municipais, até o exagerado troca-troca nas Secretarias Municipais, que roubam a estabilidade de qualquer administração. Muito político e pouco técnico.
Estabilidade...zero
O que mais desgastou – e está desgastando – a administração Hadich, é o perrengue político entre ele e o adversário derrotado nas urnas, Lusenrique Quintal (PSD), nos tribunais. O primeiro tenta se manter à frente do Executivo e, o segundo, quer o cargo a qualquer custo, mesmo após a derrota. O ressentimento pelo resultado das urnas é óbvio. O tapetão é o limite.
Pergunta rápida
Em 2014 o prefeito Paulo Hadich (PSB) vai conseguir recuperar 2013?
As ruas do jovens
O grande momento de 2013, porém, foi protagonizado pelos jovens que saíram às ruas a partir de junho para protestar. Com eles, outros segmentos da população também aderiram ao movimento, que acuou os políticos, assustando-os de tal maneira, que eles tiveram que recuar em várias ações. Pôs em dúvida a identidade partidária como um todo e mostrou que a força popular é imbatível. Foi uma semente plantada em solo fértil, que vai sendo regada aos poucos e não tarda a dar frutos, para desespero daqueles que desdenham dessa capacidade de aglutinação. A democracia foi posta à prova, mas não houve rupturas. Os ganhos foram maiores que as perdas. E que assim seja.
Nota curtíssima
A imprensa não é nefasta. Apenas reproduz a realidade que a alimenta no dia a dia.
Um ninho desfeito
A alta linhagem do tucanato paulista também ficou com suas plumagens desalinhadas, com a denúncia do cartel dos trilhos – Metrô e CPTM – que resultou num propinoduto envolvendo a cúpula do PSDB em vários governos. A ação chegou ao STF, que também julgou e mandou às prisões altos dirigentes e políticos, envolvidos na ação penal 470. Espera-se, agora, a mesma rigidez do Supremo no julgamento do esquema peessedebista, que fez o dinheiro do mensalão parecer trocado de pinga em bar.
Frase da semana
“Talvez tivesse 3 mil”. Do presidente da Câmara, vereador Ronei Martins (PT), sobre sua votação, se as eleições municipais fossem hoje. Em entrevista à jornalista Érica Samara da Silva. Na Gazeta. Sexta-feira, 27.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Do discurso à negação da realidade
O discurso político é fácil, fluente e caminha sempre na mesma direção independentemente da cor partidária ou viés ideológico. Todos seguem em uníssono e é agradável aos ouvidos do cidadão, do eleitor que está cansado de ser ludibriado, mas não perde a esperança em poder contar, em algum dia lá no futuro, com a autenticidade de suas palavras. Das letras escritas em roteiros, que representam a ética, a moral, o desenvolvimento e as necessidades da população, que invariavelmente acabam ficando à mercê de uma prática completamente contrária aos seus conteúdos.
E quem não pode fazer aquilo que prega, não pode nunca atirar a primeira pedra, com o perigo de ela ricochetear e voltar ao ponto de partida. Hoje temos dois discursos predominantes na política nacional. O do PT e o do PSDB. Muito parecidos, quase idênticos. Ambos se engalfinham em acusações mútuas, e nas defesas acaloradas de suas ideias, porém, longe da postura que deveriam ter no trato com a coisa pública. Enquanto na oposição, o PT sempre foi fiel a uma retórica recheada de compromissos com a transformação social e contra as velhas práticas fisiológicas, que caracterizavam os demais partidos. E ainda caracterizam. E como ninguém, o Partido dos Trabalhadores sabia fazer oposição.
Hoje, na situação, não só no governo federal, como em importantes cidades e estados brasileiros, o partido fundado por intelectuais da mais alta estirpe e por trabalhadores comprometidos com as causas de seus iguais, esqueceu-se de sua história e trajetória. Caiu na armadilha do fisiologismo – percebeu que não governaria se não deixasse seu purismo de lado – e agora está refém dessa transformação. Governar é preciso, sim. Abrir-se às práticas tão criticadas por seus idealizadores (muitos dos quais hoje fora da legenda) foi um insulto àqueles que comungavam de seus ideais. A política é a arte da negociação, mas não pode se render ao caminho fácil da negociata. É preciso quebrar as pedras.
E, na oposição, e com as mesmas falhas éticas dos demais, o PSDB vem, desde que perdeu o Planalto, atirando a primeira pedra, mesmo não isento de seus próprios pecados e com forte carga de apelo à integridade política – dos outros – o partido, tal qual o peixe, também morre pela boca. Assim que estourou o escândalo do propinoduto tucano, nos trilhos da CPTM e do Metrô, num primeiro momento houve uma negação e uma tentativa de politizar as investigações. Com o bonde – me desculpem o trocadilho – das investigações andando, o discurso começou a mudar de tom, dando lugar à falácia. “Vamos investigar a fundo e punir os culpados”, bradou o governador tucano Geraldo Alckmin, acompanhado por seu par e ainda pré-candidato à Presidência da República, o senador mineiro Aécio Neves, o que mais tem vociferado em suas aparições midiáticas. Tudo em vão.
Useiro e vezeiro em querer convocar ministros e afins, o PSDB mostra sua face. Igual a dos demais. A base de Alckmin na Assembleia paulista blinda o governo, barrando investigação mais profunda. Foi manchete da Folha de S. Paulo de ontem. A máscara tucana perdeu o bico e expôs a garra afiada de uma ave de rapina. Se o hábito faz o monge, ambos, PT e PSDB, estão com suas vestes sujas e rasgadas. Um bom Natal a todos.
E quem não pode fazer aquilo que prega, não pode nunca atirar a primeira pedra, com o perigo de ela ricochetear e voltar ao ponto de partida. Hoje temos dois discursos predominantes na política nacional. O do PT e o do PSDB. Muito parecidos, quase idênticos. Ambos se engalfinham em acusações mútuas, e nas defesas acaloradas de suas ideias, porém, longe da postura que deveriam ter no trato com a coisa pública. Enquanto na oposição, o PT sempre foi fiel a uma retórica recheada de compromissos com a transformação social e contra as velhas práticas fisiológicas, que caracterizavam os demais partidos. E ainda caracterizam. E como ninguém, o Partido dos Trabalhadores sabia fazer oposição.
Hoje, na situação, não só no governo federal, como em importantes cidades e estados brasileiros, o partido fundado por intelectuais da mais alta estirpe e por trabalhadores comprometidos com as causas de seus iguais, esqueceu-se de sua história e trajetória. Caiu na armadilha do fisiologismo – percebeu que não governaria se não deixasse seu purismo de lado – e agora está refém dessa transformação. Governar é preciso, sim. Abrir-se às práticas tão criticadas por seus idealizadores (muitos dos quais hoje fora da legenda) foi um insulto àqueles que comungavam de seus ideais. A política é a arte da negociação, mas não pode se render ao caminho fácil da negociata. É preciso quebrar as pedras.
E, na oposição, e com as mesmas falhas éticas dos demais, o PSDB vem, desde que perdeu o Planalto, atirando a primeira pedra, mesmo não isento de seus próprios pecados e com forte carga de apelo à integridade política – dos outros – o partido, tal qual o peixe, também morre pela boca. Assim que estourou o escândalo do propinoduto tucano, nos trilhos da CPTM e do Metrô, num primeiro momento houve uma negação e uma tentativa de politizar as investigações. Com o bonde – me desculpem o trocadilho – das investigações andando, o discurso começou a mudar de tom, dando lugar à falácia. “Vamos investigar a fundo e punir os culpados”, bradou o governador tucano Geraldo Alckmin, acompanhado por seu par e ainda pré-candidato à Presidência da República, o senador mineiro Aécio Neves, o que mais tem vociferado em suas aparições midiáticas. Tudo em vão.
Useiro e vezeiro em querer convocar ministros e afins, o PSDB mostra sua face. Igual a dos demais. A base de Alckmin na Assembleia paulista blinda o governo, barrando investigação mais profunda. Foi manchete da Folha de S. Paulo de ontem. A máscara tucana perdeu o bico e expôs a garra afiada de uma ave de rapina. Se o hábito faz o monge, ambos, PT e PSDB, estão com suas vestes sujas e rasgadas. Um bom Natal a todos.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Vandalismo. Crime. E burrices políticas
A semana que passou, se me permitem os leitores, pode ter registrado uma das imagens mais chocantes do ano. E talvez das últimas décadas para o limeirense que, com certeza, não vai esquecê-la tão cedo: o moinho alemão em chamas, na noite da segunda-feira. Labaredas visíveis em diversos bairros e das estradas que cortam o Município, tal qual uma imensa fogueira de São João. No meio do nada. Justamente onde foi erguido esse monumento público - em terras particulares - e que já vinha sendo alvo de depredações. Avisos de uma tragédia anunciada. O que menos importa, aqui, é o custo do projeto, quem o fez e quem a inaugurou. O seu valor financeiro, agora, equivale a um punhado de cinzas e madeira retorcida, transformado em carvão. Importa, sim, o abandono à sua própria sorte, como se não fosse mais responsabilidade do próprio poder público. Se começou errado, desde a sua concepção e localização, poderia ter sido corrigido com um pouco mais de vontade política. Longe de ser prioridade, mas não se esquecer de seu valor, enquanto patrimônio público. A imagem do dia seguinte não foi menos chocante.
De tudo, um pouco
Foi, sem dúvida, o assunto da última semana, e de todas as formas destrinchado por críticos, analistas, autoridades, técnicos e políticos, que não perderam a oportunidade de expor suas opiniões. E como escrevi na última quinta-feira, nesta coluna, todos com alto grau de acerto. Que foi vandalismo, ninguém tem dúvida. Crime, muito menos ainda e, principalmente, abandono, a receita das chamas.
E nós já sabíamos
O triste dessa história toda, e tais quais aqueles cartazes que torcidas se provocam dentro de estádios, onde se lê “eu já sabia”, parece que também – consciente ou inconscientemente – o pior era esperado. As primeiras depredações, a ausência de segurança ou preocupação com alguma providência prática, indicavam o perigoso caminho da destruição, que foi sendo aberto pelo descaso e pavimentado pelo abandono.
Ainda vai adiante
Daqui para frente, tudo o que se escrever sobre a tragédia é bastante provável que também seja acertado. Vamos excluir, por questões político-partidárias, apenas o que foi escrito de forma jocosa e com alto grau de perversidade. Que transcendeu à realidade por mera vaidade e ressentimento de um ou de outro. Ou por puro desconhecimento mesmo, que é o que mais se tem ouvido e lido e muitos embates.
Seria bom errar...
Não quero ser pessimista. Mas temo pelo desfecho na busca aos criminosos. E, junto com os casos Odair Zambom e Marquinhos Camargo, pode ser mais um a entrar para o rol dos crimes insolúveis. Veremos.
Tema recorrente
No mês de março, mais precisamente no dia 12, após testemunhar algumas obras esquecidas, alertei para “O desperdício da não continuidade’ (http://colunatextoecontexto.blogspot.com.br/2013/03/o-desperdicio-da-nao-continuidade.html). Três meses apenas de governo, mas era preciso, naquele momento, fazer o alerta. Em outras oportunidades, também recorri a isso. Entendo que o verdadeiro administrador público é aquele que faz um levantamento do que vai pelo município, antes de anunciar sua própria marca. Não aconteceu. E agora ardeu, literalmente, em chamas. O que mais falar?
Semana e esquecer
Desta vez não foi monumento ou parque. Desta vez foi uma escola estadual e livros. A sanha incendiária chegou forte a Limeira nesta última semana. E com recados explícitos pintados em muros pelos vândalos. Mais que identificar e punir os culpados, é preciso ir à causa desses crimes. Não dá para apostar em nenhuma hipótese. Recuso-me a pensar em ação política¸ embora também não deva ser descartada. Os próximos dias serão cruciais.
Nenhuma saudade
O ano de 2013 está indo embora. Política e administrativamente um ano para ser esquecido. Principalmente pelo poder público, que se comprometeu por ações desastradas ou então ausência total. O balanço, infelizmente, é negativo. Para muitos, quanto pior melhor. Interesse apenas político. A população, entretanto, merece respeito. E o Município também.
Pergunta rápida
Alguém pode me explicar o que está acontecendo em Limeira?
Chave enferrujada
A semana política não poderia fechar de outra forma e no tom fosco da ferrugem. Com a prefeitura anunciando a retirada do sinal do canal 26 de TV aberta, da TV Cultura-SP, para repassá-la ao Grupo Opinião, da cidade de Araras. O Município priva, desta forma, quem não tem condições de ter tv por assinatura, de uma emissora de conteúdo educativo e cultural. E com vasta programação infantil. E abre espaço a um canal direto para se fazer marketing político. Ou alguém duvida disso? Vale lembrar que o prefeito ararense é Nelson Brambilla (PT). Qualquer semelhança entre lá e cá não terá sido mera coincidência.
Nota curtíssima
Limeira será conhecida no futuro como uma acolhedora cidade de ex-prefeitos.
Reparo histórico
Depois de anular oficialmente a sessão de 2 de abril de 1964, quando o então presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República, abrindo espaço para o golpe militar, na última quarta-feira, de forma simbólica, o Congresso também devolveu o mandato do então presidente João Goulart, o Jango. Faz-se justiça e encerra-se o mito da “revolução”, devolvendo-lhe o único status cabível: um criminoso golpe de estado.
Frase da semana
“Foi como perder uma pessoa amada”. Do prefeito cassado, Silvio Félix (PDT), sobre o incêndio no moinho alemão, projetado e iniciado em sua segunda gestão. Quarta-feira, 18. Na Gazeta de Limeira.
De tudo, um pouco
Foi, sem dúvida, o assunto da última semana, e de todas as formas destrinchado por críticos, analistas, autoridades, técnicos e políticos, que não perderam a oportunidade de expor suas opiniões. E como escrevi na última quinta-feira, nesta coluna, todos com alto grau de acerto. Que foi vandalismo, ninguém tem dúvida. Crime, muito menos ainda e, principalmente, abandono, a receita das chamas.
E nós já sabíamos
O triste dessa história toda, e tais quais aqueles cartazes que torcidas se provocam dentro de estádios, onde se lê “eu já sabia”, parece que também – consciente ou inconscientemente – o pior era esperado. As primeiras depredações, a ausência de segurança ou preocupação com alguma providência prática, indicavam o perigoso caminho da destruição, que foi sendo aberto pelo descaso e pavimentado pelo abandono.
Ainda vai adiante
Daqui para frente, tudo o que se escrever sobre a tragédia é bastante provável que também seja acertado. Vamos excluir, por questões político-partidárias, apenas o que foi escrito de forma jocosa e com alto grau de perversidade. Que transcendeu à realidade por mera vaidade e ressentimento de um ou de outro. Ou por puro desconhecimento mesmo, que é o que mais se tem ouvido e lido e muitos embates.
Seria bom errar...
Não quero ser pessimista. Mas temo pelo desfecho na busca aos criminosos. E, junto com os casos Odair Zambom e Marquinhos Camargo, pode ser mais um a entrar para o rol dos crimes insolúveis. Veremos.
Tema recorrente
No mês de março, mais precisamente no dia 12, após testemunhar algumas obras esquecidas, alertei para “O desperdício da não continuidade’ (http://colunatextoecontexto.blogspot.com.br/2013/03/o-desperdicio-da-nao-continuidade.html). Três meses apenas de governo, mas era preciso, naquele momento, fazer o alerta. Em outras oportunidades, também recorri a isso. Entendo que o verdadeiro administrador público é aquele que faz um levantamento do que vai pelo município, antes de anunciar sua própria marca. Não aconteceu. E agora ardeu, literalmente, em chamas. O que mais falar?
Semana e esquecer
Desta vez não foi monumento ou parque. Desta vez foi uma escola estadual e livros. A sanha incendiária chegou forte a Limeira nesta última semana. E com recados explícitos pintados em muros pelos vândalos. Mais que identificar e punir os culpados, é preciso ir à causa desses crimes. Não dá para apostar em nenhuma hipótese. Recuso-me a pensar em ação política¸ embora também não deva ser descartada. Os próximos dias serão cruciais.
Nenhuma saudade
O ano de 2013 está indo embora. Política e administrativamente um ano para ser esquecido. Principalmente pelo poder público, que se comprometeu por ações desastradas ou então ausência total. O balanço, infelizmente, é negativo. Para muitos, quanto pior melhor. Interesse apenas político. A população, entretanto, merece respeito. E o Município também.
Pergunta rápida
Alguém pode me explicar o que está acontecendo em Limeira?
Chave enferrujada
A semana política não poderia fechar de outra forma e no tom fosco da ferrugem. Com a prefeitura anunciando a retirada do sinal do canal 26 de TV aberta, da TV Cultura-SP, para repassá-la ao Grupo Opinião, da cidade de Araras. O Município priva, desta forma, quem não tem condições de ter tv por assinatura, de uma emissora de conteúdo educativo e cultural. E com vasta programação infantil. E abre espaço a um canal direto para se fazer marketing político. Ou alguém duvida disso? Vale lembrar que o prefeito ararense é Nelson Brambilla (PT). Qualquer semelhança entre lá e cá não terá sido mera coincidência.
Nota curtíssima
Limeira será conhecida no futuro como uma acolhedora cidade de ex-prefeitos.
Reparo histórico
Depois de anular oficialmente a sessão de 2 de abril de 1964, quando o então presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República, abrindo espaço para o golpe militar, na última quarta-feira, de forma simbólica, o Congresso também devolveu o mandato do então presidente João Goulart, o Jango. Faz-se justiça e encerra-se o mito da “revolução”, devolvendo-lhe o único status cabível: um criminoso golpe de estado.
Frase da semana
“Foi como perder uma pessoa amada”. Do prefeito cassado, Silvio Félix (PDT), sobre o incêndio no moinho alemão, projetado e iniciado em sua segunda gestão. Quarta-feira, 18. Na Gazeta de Limeira.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Todas corretas!
Em provas de múltipla escolha sempre tem a última opção: nenhuma das anteriores. Na questão do incêndio do moinho alemão “Ora Et Labora”, todas as avaliações estão certas: ato criminoso, vandalismo, abandono e falta de continuidade de obras iniciadas. Desta vez ninguém errou.
Domingo cheio
Por ora, paro por aqui. Na coluna Texto&Contexto de domingo tentarei analisar esse mistério...
Sem reverberar
O alvoroço em torno da árvore de Natal da Praça Toledo Barros não fez eco. Cansados, todos pararam de gritar. Como acontece sempre, quando as intenções ocultas não vão além dos discursos depreciativos. Já era de se esperar. O barulho acabou.
Tudo do mesmo
A censura proposta aos vereadores Júlio Cesar Pereira dos Santos (DEM) e José Roberto Bernardo (PSD), pelo também vereador e corregedor da Câmara, José Eduardo Monteiro Júnior (PSB), lembra bastante o início da carreira política do hoje presidente da Casa, Ronei Martins (PT), por ocasião do início das investigações sobre a merenda escolar. A caça de ontem é o caçador de hoje. Nada que uma inversão de papéis não resolva.
Romeu e Julieta
Deu na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães, na Folha, ontem. A trupe do senador tucano Aécio Neves está procurando Duda Mendonça para a campanha presidencial de 2014. O mesmo que criou o vencedor “Lulinha paz e amor”. Fico imaginando como seria o novo personagem de Duda: “Aécio bom de guerra” ou “Aecinho doce de leite”...
Conto de fadas
Ainda sobre 2014, só vou acreditar que José Serra, o eterno candidato à Presidência da República, baixou a guarda, quando a campanha começar. De ilusão também se vive.
A última de hoje
Publicitário vai dirigir a Secretaria de Comunicações da Prefeitura. Luiz Eduardo Mesquita assume no lugar do jornalista Marcos Paulino, que deixa o cargo. É a sexta mudança desde o início do governo Hadich.
Em provas de múltipla escolha sempre tem a última opção: nenhuma das anteriores. Na questão do incêndio do moinho alemão “Ora Et Labora”, todas as avaliações estão certas: ato criminoso, vandalismo, abandono e falta de continuidade de obras iniciadas. Desta vez ninguém errou.
Domingo cheio
Por ora, paro por aqui. Na coluna Texto&Contexto de domingo tentarei analisar esse mistério...
Sem reverberar
O alvoroço em torno da árvore de Natal da Praça Toledo Barros não fez eco. Cansados, todos pararam de gritar. Como acontece sempre, quando as intenções ocultas não vão além dos discursos depreciativos. Já era de se esperar. O barulho acabou.
Tudo do mesmo
A censura proposta aos vereadores Júlio Cesar Pereira dos Santos (DEM) e José Roberto Bernardo (PSD), pelo também vereador e corregedor da Câmara, José Eduardo Monteiro Júnior (PSB), lembra bastante o início da carreira política do hoje presidente da Casa, Ronei Martins (PT), por ocasião do início das investigações sobre a merenda escolar. A caça de ontem é o caçador de hoje. Nada que uma inversão de papéis não resolva.
Romeu e Julieta
Deu na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães, na Folha, ontem. A trupe do senador tucano Aécio Neves está procurando Duda Mendonça para a campanha presidencial de 2014. O mesmo que criou o vencedor “Lulinha paz e amor”. Fico imaginando como seria o novo personagem de Duda: “Aécio bom de guerra” ou “Aecinho doce de leite”...
Conto de fadas
Ainda sobre 2014, só vou acreditar que José Serra, o eterno candidato à Presidência da República, baixou a guarda, quando a campanha começar. De ilusão também se vive.
A última de hoje
Publicitário vai dirigir a Secretaria de Comunicações da Prefeitura. Luiz Eduardo Mesquita assume no lugar do jornalista Marcos Paulino, que deixa o cargo. É a sexta mudança desde o início do governo Hadich.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
O limite é a lei. E vale para todos
As redes sociais – e já me cansei de comentar isso – se transformaram em bastião da liberdade de expressão, ao garantir acesso irrestrito à informação e, principalmente ao compartilhamento de opiniões, que a mídia convencional não comporta ou então não tem o devido espaço para repercuti-las de forma adequada. Uma tendência que cresce à medida em que o acesso às novas mídias vai se popularizando através do uso do computador, de tablets, iPads e iPhones, entre outras plataformas de comunicação.
Com a demanda em alta e a politização do Facebook e Twitter, para citar as redes mais populares, o debate – principalmente o político – ganhou novos contornos junto à sociedade, que, insatisfeita, busca cada vez mais uma participação plural na construção de seu próprio destino, deixando a zona de conforto de um simples receptor para se tornar um emissor também. A cada dia que passa e na velocidade desse desenvolvimento tecnológico, mais e mais formadores de opinião caem nas redes, desencadeando um interessante processo na atividade comunicacional. A passividade está sendo deixada de lado, e não se espera mais para receber essa ou aquela informação. Produz-se essa informação a partir do primeiro toque nas teclas ou nas telas dos dispositivos móveis, cada vez mais utilizados nesse processo.
São as novas tecnologias a oferecer, sem restrições, o direito ao livre expressar do pensamento, fundamental e preceito constitucional, que garante a cada um o próprio espaço a uma participação mais efetiva no sonho de um futuro melhor. Essa não é uma teorização, ou um tratado, sobre direitos e garantias individuais. É uma constatação, medida pelo envolvimento de mais e mais pessoas nessas ações. E uma troca que se duplica, triplica, quadruplica e assim por diante, a cada clique de compartilhamento. E o excesso, inevitável, vem como valor agregado e perigoso e, dependendo de como é feito, incorre-se no risco de essa informação se transformar em ofensa pessoal – ou institucional – e desencadear uma ação penal, passível de punição pelas leis vigentes. Não só contra o autor dessas postagens, como também com quem as compartilhar.
Como no Brasil ainda não há uma legislação própria para punir os crimes na internet (e que são muitos), assim como qualquer outro formador de opinião, o cidadão comum, o usuário, pode ficar na mira do Código Penal, que é o que se tem hoje para coibir abusos, que estão chegando aos tribunais. E se há um exemplo bastante recente, e local, é a condenação de uma mulher, por ofensas e xingamentos a uma pessoa, disseminados pelo Facebook. O que se deve evitar, nesse sentido, é o calor da emoção – muitas vezes do ódio mesmo – sobrepor-se à razão. E o quão públicas são essas redes sociais. Casos anteriores, de injúria e difamação, também resultaram em condenação dos réus.
Muitos, infelizmente, por opção pessoal ou divergências políticas, esquecem-se de que o verdadeiro debate se dá no âmbito das ideias. Não de agressões verbais ou tentativas de enganar a opinião pública com discursos moralizantes e ética extremada, quando na realidade essas palavras não fazem parte do dicionário de seus signatários. Não se deve, sob qualquer argumento, confundir liberdade de expressão com irresponsabilidade.
Com a demanda em alta e a politização do Facebook e Twitter, para citar as redes mais populares, o debate – principalmente o político – ganhou novos contornos junto à sociedade, que, insatisfeita, busca cada vez mais uma participação plural na construção de seu próprio destino, deixando a zona de conforto de um simples receptor para se tornar um emissor também. A cada dia que passa e na velocidade desse desenvolvimento tecnológico, mais e mais formadores de opinião caem nas redes, desencadeando um interessante processo na atividade comunicacional. A passividade está sendo deixada de lado, e não se espera mais para receber essa ou aquela informação. Produz-se essa informação a partir do primeiro toque nas teclas ou nas telas dos dispositivos móveis, cada vez mais utilizados nesse processo.
São as novas tecnologias a oferecer, sem restrições, o direito ao livre expressar do pensamento, fundamental e preceito constitucional, que garante a cada um o próprio espaço a uma participação mais efetiva no sonho de um futuro melhor. Essa não é uma teorização, ou um tratado, sobre direitos e garantias individuais. É uma constatação, medida pelo envolvimento de mais e mais pessoas nessas ações. E uma troca que se duplica, triplica, quadruplica e assim por diante, a cada clique de compartilhamento. E o excesso, inevitável, vem como valor agregado e perigoso e, dependendo de como é feito, incorre-se no risco de essa informação se transformar em ofensa pessoal – ou institucional – e desencadear uma ação penal, passível de punição pelas leis vigentes. Não só contra o autor dessas postagens, como também com quem as compartilhar.
Como no Brasil ainda não há uma legislação própria para punir os crimes na internet (e que são muitos), assim como qualquer outro formador de opinião, o cidadão comum, o usuário, pode ficar na mira do Código Penal, que é o que se tem hoje para coibir abusos, que estão chegando aos tribunais. E se há um exemplo bastante recente, e local, é a condenação de uma mulher, por ofensas e xingamentos a uma pessoa, disseminados pelo Facebook. O que se deve evitar, nesse sentido, é o calor da emoção – muitas vezes do ódio mesmo – sobrepor-se à razão. E o quão públicas são essas redes sociais. Casos anteriores, de injúria e difamação, também resultaram em condenação dos réus.
Muitos, infelizmente, por opção pessoal ou divergências políticas, esquecem-se de que o verdadeiro debate se dá no âmbito das ideias. Não de agressões verbais ou tentativas de enganar a opinião pública com discursos moralizantes e ética extremada, quando na realidade essas palavras não fazem parte do dicionário de seus signatários. Não se deve, sob qualquer argumento, confundir liberdade de expressão com irresponsabilidade.
Assinar:
Postagens (Atom)


