O serviço público, como todos estão cansados de saber, é travado – regulamentado - por uma legislação que, antes de dar transparência aos gastos com o dinheiro do contribuinte, é protelatória. Tudo bem, lei é lei e, mesmo com ela em vigor, há desvios de afinidades, nada justifica a inépcia do poder público em alguns setores. Principalmente o de obras e reparos. Há alguma coisa nesse processo todo que não combina com as necessidades da população. Não é questão de infringi-la (falo da Lei de Licitações), mas não se pode usá-la como desculpa à ineficiência. Todo esse preâmbulo tem uma única razão: a erosão que se formou na cabeceira da ponte sobre o Ribeirão Tatu (na passarela de pedestres), sentido bairro-centro, próximo da indústria CP Kelco. Esta Gazeta trouxe mais uma – das muitas – matéria sobre o problema, que é sério e põe em risco a integridade física de quem precisa utilizá-la. Ora, desta vez a prefeitura pelo menos respondeu, anunciando uma licitação entre dez e 15 dias, já que nas anteriores, as empresas estavam irregulares. O incrível disso tudo é que o problema já tem mais de seis meses.
E o que era um...
...buraquinho virou uma perigosa erosão, que se tivesse sido controlada lá na primeira denúncia pública, não teria chegado ao volume que chegou. Não é a primeira vez que escrevo sobre isso neste espaço, mas a motivação hoje, é outra. Duas situações mais recentes e já resolvidas indicam que tem areia na engrenagem do serviço de obras do Município. Então, vamos a elas.
É possível agilizar
A primeira situação foi a de uma valeta que se abriu, provavelmente por infiltração da chuva, na rotatória com o Tiro de Guerra. Coisa de duas semanas. Já foi resolvida. Menos mal, porque a erosão estava ficando crítica. A outra, nos altos da Avenida Araras, – quase na esquina com a Rua Teixeira Marques, com uma tampa arrancada de uma boca de lobo. Foi consertada na quinta-feira.
Não há explicação
Por isso, escrevi lá no início, que “parece óbvio, mas não é”. E é simples entender esse raciocínio, quando um serviço é agilizado e o outro não. Principalmente se vem de meses de reclamações de usuários, divulgadas insistentemente pela imprensa, como é o caso da cabeceira da ponte. Seis meses – ou mais – é tempo suficiente para uma licitação (se de fato é o caso), aprovação de cadastro e realização da obra. Há ruídos estranhos nisso tudo.
É só fazer o certo
Depois prefeito e aliados se voltam contra a imprensa, nefasta para alguns, que ousa pôr a mão na ferida da incompetência. Porque não tem outra explicação, senão a indignação. E a lição de casa é simples. Fácil até.
Não foi desta vez
A tão aguardada notícia da semana que passou, ainda não veio. A do julgamento do recurso do candidato derrotado nas urnas em Limeira, Lusenrique Quintal (PSD), no Tribunal Regional Eleitoral (TER), pedindo a cassação do diploma do prefeito eleito Paulo Hadich (PSB). Esperava-se para a última quinta-feira a decisão, que foi adiada para esta semana, a pedido do advogado do prefeito. Será na terça-feira. O burburinho que tomou conta das redes sociais atiçou o mais profundo dos rancores da oposição. Principalmente em relação ao PT.
Clamor partidário
Não se pode, entretanto, confundir o que vai pelas redes, com o clamor popular. Longe disso, há uma conotação típica de direcionamento partidário. Ou seja, boa parte, senão a maioria das manifestações, vem de pessoas ligadas aos partidos derrotados por Hadich em 2012 e que parecem ainda não ter assimilado a vitória da coligação PSB/PT. Um ano depois do pleito, há um misto de ressentimento e ódio no ar, que pode desembocar na intolerância.
Um território livre
Isso, entretanto, é uma opinião muito pessoal, daquilo que leio e analiso nas manifestações diárias e na guerra de informação e contrainformação, que tomou conta das redes sociais. E não há nada mais sagrado do que essa liberdade de expressão do pensamento, e que muitos dos que a pratica não têm o mínimo apreço por ela. Ou seja, não respeitam a dos outros.
Pergunta rápida
Como será o palanque eleitoral em Limeira nas eleições do ano que vem?
Resistência inútil
A cada dia que passa, o prédio reformado do antigo Ceprosom – inaugurado originalmente para ser um pavilhão de eventos – fica longe de abrigar a biblioteca municipal, que segue em local inapropriado em imóvel no centro. Depois da Feira das Profissões, agora é a vez do Festival de Ciências. Ótimo sim, que esteja sendo utilizado para eventos como esses dois citados, que é de interesse geral. Vejo, entretanto, que há espaço para tudo isso acontecer, mas que é preciso, o quanto antes, abrigar em lugar decente a Biblioteca João de Souza Ferraz. Está cada vez mais difícil entender a resistência da administração municipal a essa mudança. Se o prédio pode abrigar eventos, já pode receber a biblioteca.
Nota curtíssima
Tenho a impressão de que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) será picado pela cobra que ajudou a criar.
À linha de fundo
Conforme mostrou esta Gazeta na última quinta-feira, Limeira fica fora de mais um programa do governo do Estado, do tucano Geraldo Alckmin. Em que pese o prefeito Paulo Hadich (PSB) ter faltado a uma reunião – falha grotesca de um administrador público – não justifica mais esse chute de Alckmin no Município, mandando-o a escanteio. Grosseria que é retribuída, sempre, com vitória nas urnas por aqui. Está na hora de chutarmos também.
Frase da semana
"Quando a gente dá dinheiro para rico, é investimento. Quando é para pobre, é gasto". Do ex-presidente Lula, durante a 3ª Conferência Global sobre o Trabalho Infantil. Quinta-feira, 10, na Folha de S. Paulo.
domingo, 13 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Difícil não falar...
...ou escrever sobre política de uns tempos para cá. Os acontecimentos políticos têm “conspirado” com analistas e articulistas, tornando-se café da manhã, almoço e jantar e os devidos “lanchinhos” dos intervalos. Do prato principal à sobremesa. Bom apetite.
Paiol de pólvora
Depois da cassação do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC), das denúncias contra secretários municipais e agora com as CPIs do aeroporto e da dengue, o prefeito Paulo Hadich (PSB) anunciou na segunda-feira a reforma administrativa na prefeitura, com criação de cargos e revisões salariais. Vai, com certeza, atiçar as lombrigas da oposição.
E foi no embalo
Já no cenário nacional, só se fala na aliança entre a ex-petista, ex-verde, Marina Silva (teve seu partido, a Rede, abortado pelo TSE) e o PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que mira o Palácio do Planalto em 2014. Difícil, também, prever estragos nas bases tucanas e petistas de imediato. Cada um avalia à sua maneira.
Bola disputada
Minha avaliação é quem nem PT ou PSDB terão prejuízos, pois a aliança Marina-Campos nasceu de interesses pessoais dos dois políticos. E com menos de cinco dias do festivo anúncio, ambos já se enroscam em divergências, que serão difíceis de contornar, porque há muita vaidade em jogo. É apenas uma análise, mas dá para bancar uma aposta.
É da carochinha
Se alguém acredita que José Serra vai dar trégua dentro do PSDB e assimilar a indicação de Aécio Neves como candidato à Presidência da República... eu também acredito. Em fadas, duendes e bruxas; em papai Noel e no coelhinho da Páscoa. Até mesmo no saci-pererê.
A última de hoje
O discurso político, por melhor que seja, chega uma hora que cansa a plateia. E plateia cansada ou dorme, ou vai embora decepcionada.
...ou escrever sobre política de uns tempos para cá. Os acontecimentos políticos têm “conspirado” com analistas e articulistas, tornando-se café da manhã, almoço e jantar e os devidos “lanchinhos” dos intervalos. Do prato principal à sobremesa. Bom apetite.
Paiol de pólvora
Depois da cassação do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC), das denúncias contra secretários municipais e agora com as CPIs do aeroporto e da dengue, o prefeito Paulo Hadich (PSB) anunciou na segunda-feira a reforma administrativa na prefeitura, com criação de cargos e revisões salariais. Vai, com certeza, atiçar as lombrigas da oposição.
E foi no embalo
Já no cenário nacional, só se fala na aliança entre a ex-petista, ex-verde, Marina Silva (teve seu partido, a Rede, abortado pelo TSE) e o PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que mira o Palácio do Planalto em 2014. Difícil, também, prever estragos nas bases tucanas e petistas de imediato. Cada um avalia à sua maneira.
Bola disputada
Minha avaliação é quem nem PT ou PSDB terão prejuízos, pois a aliança Marina-Campos nasceu de interesses pessoais dos dois políticos. E com menos de cinco dias do festivo anúncio, ambos já se enroscam em divergências, que serão difíceis de contornar, porque há muita vaidade em jogo. É apenas uma análise, mas dá para bancar uma aposta.
É da carochinha
Se alguém acredita que José Serra vai dar trégua dentro do PSDB e assimilar a indicação de Aécio Neves como candidato à Presidência da República... eu também acredito. Em fadas, duendes e bruxas; em papai Noel e no coelhinho da Páscoa. Até mesmo no saci-pererê.
A última de hoje
O discurso político, por melhor que seja, chega uma hora que cansa a plateia. E plateia cansada ou dorme, ou vai embora decepcionada.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
O “nosso” cartaz de protesto
Entreguei ontem à comissão organizadora do 23º Prêmio Gazeta de Limeira de Literatura as 106 redações a mim confiadas para leitura e julgamento. Escolhidas as cinco primeiras colocadas – em ordem, da primeira à quinta – confesso que me surpreendi com o nível dos textos e, principalmente, com a consciência crítica da garotada. Tanto os das escolas públicas como particulares. E da série – que não vou revelar - de onde vieram essas redações. E que nenhuma delas deixou a desejar em seu conteúdo, pelo tema proposto, o que tornou a tarefa da escolha mais difícil ainda.
Após várias participações em comissões julgadores do Prêmio, esse foi, sem dúvida o que exigiu um raciocínio mais apurado, pois os acontecimentos que marcaram o mês de junho estão vivos em nossas mentes. E foi justamente tirado daqueles acontecimentos – os protestos que se espalharam pelo Brasil – o tema escolhido para o deste ano: “O meu cartaz de protesto”. E por que esse exercício intelectual se tornou mais difícil, se tudo ainda está fresquinho em nossa memória? Justamente por isso. Pelo realismo dos fatos que todos nós vivenciamos nesse período, para tirar deles nossas próprias lições e aplicá-las posteriormente para eleger o “cartaz de protesto” que cada concorrente previamente selecionado em suas respectivas escolas, escreveu.
E foram tantos e tão criativos, que reunidos todos eles mereceriam estar nas ruas a mostrar a indignação que povoa as consciências e a provocar os agentes políticos, para os quais foram direcionadas as mensagens escritas nesses cartazes. Foi o aflorar de uma reação justa de quem está antenado com os problemas nacionais e sabe como cobrar as devidas soluções, daqueles que têm o poder para tanto. De prefeitos ao presidente da República, passando pelos governadores estaduais e as respectivas casas legislativas, os recados desses estudantes foram bastante claros e objetivos. Eles querem participar da vida de seu País e, mais que isso, empurrar seus governantes para o caminho certo.
Apesar da abrangência do tema, o que mais me chamou a atenção foi a condução do raciocínio exposto nos textos, que trouxe, de fora para dentro, as mazelas pelas quais passam a população brasileira. As mensagens contidas nos cartazes dos protestos de junho foram transformadas em reivindicações locais, ou seja, cada um trouxe para a sua comunidade, para o bairro onde mora, as cobranças por uma melhor qualidade de vida. Em todas as áreas. Isso mostra um agudo senso analítico, que pode operar uma verdadeira transformação social a partir do envolvimento coletivo; da união de esforços para fazer de fato a diferença. E que, daqui para frente, a se inspirar nesses cartazes de protesto, os homens públicos entendam verdadeiramente a missão a eles confiada. Há muita gente com olhar bem atento a todos os seus atos.
Após várias participações em comissões julgadores do Prêmio, esse foi, sem dúvida o que exigiu um raciocínio mais apurado, pois os acontecimentos que marcaram o mês de junho estão vivos em nossas mentes. E foi justamente tirado daqueles acontecimentos – os protestos que se espalharam pelo Brasil – o tema escolhido para o deste ano: “O meu cartaz de protesto”. E por que esse exercício intelectual se tornou mais difícil, se tudo ainda está fresquinho em nossa memória? Justamente por isso. Pelo realismo dos fatos que todos nós vivenciamos nesse período, para tirar deles nossas próprias lições e aplicá-las posteriormente para eleger o “cartaz de protesto” que cada concorrente previamente selecionado em suas respectivas escolas, escreveu.
E foram tantos e tão criativos, que reunidos todos eles mereceriam estar nas ruas a mostrar a indignação que povoa as consciências e a provocar os agentes políticos, para os quais foram direcionadas as mensagens escritas nesses cartazes. Foi o aflorar de uma reação justa de quem está antenado com os problemas nacionais e sabe como cobrar as devidas soluções, daqueles que têm o poder para tanto. De prefeitos ao presidente da República, passando pelos governadores estaduais e as respectivas casas legislativas, os recados desses estudantes foram bastante claros e objetivos. Eles querem participar da vida de seu País e, mais que isso, empurrar seus governantes para o caminho certo.
Apesar da abrangência do tema, o que mais me chamou a atenção foi a condução do raciocínio exposto nos textos, que trouxe, de fora para dentro, as mazelas pelas quais passam a população brasileira. As mensagens contidas nos cartazes dos protestos de junho foram transformadas em reivindicações locais, ou seja, cada um trouxe para a sua comunidade, para o bairro onde mora, as cobranças por uma melhor qualidade de vida. Em todas as áreas. Isso mostra um agudo senso analítico, que pode operar uma verdadeira transformação social a partir do envolvimento coletivo; da união de esforços para fazer de fato a diferença. E que, daqui para frente, a se inspirar nesses cartazes de protesto, os homens públicos entendam verdadeiramente a missão a eles confiada. Há muita gente com olhar bem atento a todos os seus atos.
domingo, 6 de outubro de 2013
Que saia do papel e se transforme em ação eficaz
Após dez meses de governo, críticas consistentes e vaias elaboradas, a nova administração apresenta publicamente seu “plano de metas” para os próximos quatro anos. Composto por 100 itens elaborados a partir das audiências do orçamento participativo (OP), que é uma marca do Partido dos Trabalhadores (PT), ele traça prioridades que, se alcançadas, elevarão o patamar de desenvolvimento econômico e social de Limeira e pode causar muita dor de cabeça à oposição, que já sonha com 2016, sem ter ainda findado 2013. Essa é, entretanto, uma questão política menor, se levadas em conta as necessidades do Município e dos cidadãos limeirenses. E lança uma oportunidade única de participação da população, a partir da divulgação dessas prioridades, conforme esta Gazeta trouxe, de forma detalhada, na última quinta-feira. E é a partir da definição dessa centena de metas estabelecidas, que englobam todos os setores possíveis de uma administração pública, que entra a participação popular. Como nos protestos de julho, os limeirenses devem fazer seus cartazes, cobrar e fiscalizar o cumprimento desse plano à risca.
Prática inteligente
A ideia do orçamento participativo, que se caracteriza por uma proposta de discussão pública do orçamento e dos recursos para investimento, é interessante a partir do momento em que chama o seu público alvo à participação, no caso os próprios cidadãos, que conhecem seu bairro, sua região e seu município melhor que qualquer agente político. E sabem quais são suas necessidades básicas.
A máquina ligada
O que se espera a partir da consolidação e divulgação desse plano de metas, é que a administração pública entre definitivamente nos eixos, deixe o marasmo de lado e parta para a execução dessas prioridades. Para quem leu a proposta, da primeira à centésima – para quem não leu, está na íntegra na Gazeta de Limeira do último dia 3 – é fácil perceber que são atingíveis. E palpáveis.
E mãos na massa
Se a administração Paulo Hadich (PSB) conseguir transformar essa teoria em prática, e embora cada uma das cem metas dependa de orçamento próprio, o Município deverá experimentar um processo de crescimento sustentável em sua economia e de ascensão social inestimável. O que vai depender de uma enorme vontade política e, acima de tudo, de bons gestores e técnicos capacitados. É tudo de que o povo, de fato, precisa. E que assim seja.
Hora de fiscalizar
Não vai ser fácil. O importante é que é possível e, para isso, é preciso que se faça marcação cerrada aos agentes públicos. Já não é mais um simples plano eleitoral de governo. É um projeto de trabalho compromissado.
E Marina Silva...
Outro destaque da semana, e esse mexendo muito com a sucessão presidencial de 2014, foi a negativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à criação da Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva. Por seis votos a um os ministros do TSE entenderam que a Rede não cumpriu as exigências legais para o seu funcionamento. Muitas são as lições que podem ser tiradas dessa negativa. A principal delas é para a própria Marina, que poderia ter se adequado melhor ao Partido Verde (PV), com chances reais às eleições do próximo ano.
Não se enquadrou
Marina acabou divergindo de algumas opções ideológicas e também posturais do PV, devido à sua forte ligação religiosa com a doutrina evangélica. Algumas teses defendidas pelo partido, que a levou a quase 20 milhões de votos em 2010, são contrárias ao conservadorismo exacerbado de sua corrente religiosa, e ao seu próprio, quando trata do debate sobre o homossexualismo, aborto e outros temas tabus a algumas religiões.
Muita indefinição
Outra situação que Marina vai enfrentar, daqui para frente, e que pode ser um aspecto negativo às suas pretensões políticas, é o troca-troca de partido que protagonizou ao sair do PT, filiar-se ao PV e deixá-lo também, para fundar a Rede. No rescaldo final desse “desastre” político para ela, vai sobrar pouca coisa para se recuperar. Enquanto produzia esta coluna, Marina ainda não havia decidido seu destino político.
Pergunta rápida
Quem será beneficiado com a decisão do TSE em negar a legenda de Marina Silva?
Lugar da PM é...
...nas ruas. Não dentro de universidade. Espanta-me, cada vez mais, as ações do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao permitir que a Polícia Militar atue nos câmpus das universidades públicas estaduais. Não há o mínimo sentido, embora muitos defendam isso, em delegar à PM a ocupação de uma USP, Unicamp, Unesp, para resolver conflitos internos, de interesses acadêmicos. Essa postura só tem precedentes na época da ditadura militar. O falecido coronel Erasmo Dias que o diga. Refratários ao diálogo aberto e pela obediência que devem ao governador, são os próprios reitores dessas universidades os responsáveis pelas ações dos estudantes. É tempo de deixar a hipocrisia de lado.
Nota curtíssima
Cinco ações penais contra 31 pessoas. Silvio Félix e "amigos" estão novamente sob os holofotes da Justiça.
Paliativo, mas...
...antes isso que nada. A Secretaria de Transportes sinalizou com cavaletes de fitas zebradas o buraco aberto na cabeceira da ponte sobre o Ribeirão Tatu, na Avenida Araras e que tomou parte da calçada, ao lado da empresa CP Kelco. Agora, segundo informações, a prefeitura vai fazer uma licitação para a realização da obra de contenção. Quem sabe até dezembro o problema esteja definitivamente resolvido. É preciso esperar para ver.
Frase da semana
"Não temos o registro, mas temos a ética". Da ex-senadora, Marina Silva, após o TSE negar o registro ao seu partido, o Rede Sustentabilidade, por seis votos a um. Sexta-feira, 4, na Folha de S. Paulo.
Prática inteligente
A ideia do orçamento participativo, que se caracteriza por uma proposta de discussão pública do orçamento e dos recursos para investimento, é interessante a partir do momento em que chama o seu público alvo à participação, no caso os próprios cidadãos, que conhecem seu bairro, sua região e seu município melhor que qualquer agente político. E sabem quais são suas necessidades básicas.
A máquina ligada
O que se espera a partir da consolidação e divulgação desse plano de metas, é que a administração pública entre definitivamente nos eixos, deixe o marasmo de lado e parta para a execução dessas prioridades. Para quem leu a proposta, da primeira à centésima – para quem não leu, está na íntegra na Gazeta de Limeira do último dia 3 – é fácil perceber que são atingíveis. E palpáveis.
E mãos na massa
Se a administração Paulo Hadich (PSB) conseguir transformar essa teoria em prática, e embora cada uma das cem metas dependa de orçamento próprio, o Município deverá experimentar um processo de crescimento sustentável em sua economia e de ascensão social inestimável. O que vai depender de uma enorme vontade política e, acima de tudo, de bons gestores e técnicos capacitados. É tudo de que o povo, de fato, precisa. E que assim seja.
Hora de fiscalizar
Não vai ser fácil. O importante é que é possível e, para isso, é preciso que se faça marcação cerrada aos agentes públicos. Já não é mais um simples plano eleitoral de governo. É um projeto de trabalho compromissado.
E Marina Silva...
Outro destaque da semana, e esse mexendo muito com a sucessão presidencial de 2014, foi a negativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à criação da Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva. Por seis votos a um os ministros do TSE entenderam que a Rede não cumpriu as exigências legais para o seu funcionamento. Muitas são as lições que podem ser tiradas dessa negativa. A principal delas é para a própria Marina, que poderia ter se adequado melhor ao Partido Verde (PV), com chances reais às eleições do próximo ano.
Não se enquadrou
Marina acabou divergindo de algumas opções ideológicas e também posturais do PV, devido à sua forte ligação religiosa com a doutrina evangélica. Algumas teses defendidas pelo partido, que a levou a quase 20 milhões de votos em 2010, são contrárias ao conservadorismo exacerbado de sua corrente religiosa, e ao seu próprio, quando trata do debate sobre o homossexualismo, aborto e outros temas tabus a algumas religiões.
Muita indefinição
Outra situação que Marina vai enfrentar, daqui para frente, e que pode ser um aspecto negativo às suas pretensões políticas, é o troca-troca de partido que protagonizou ao sair do PT, filiar-se ao PV e deixá-lo também, para fundar a Rede. No rescaldo final desse “desastre” político para ela, vai sobrar pouca coisa para se recuperar. Enquanto produzia esta coluna, Marina ainda não havia decidido seu destino político.
Pergunta rápida
Quem será beneficiado com a decisão do TSE em negar a legenda de Marina Silva?
Lugar da PM é...
...nas ruas. Não dentro de universidade. Espanta-me, cada vez mais, as ações do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao permitir que a Polícia Militar atue nos câmpus das universidades públicas estaduais. Não há o mínimo sentido, embora muitos defendam isso, em delegar à PM a ocupação de uma USP, Unicamp, Unesp, para resolver conflitos internos, de interesses acadêmicos. Essa postura só tem precedentes na época da ditadura militar. O falecido coronel Erasmo Dias que o diga. Refratários ao diálogo aberto e pela obediência que devem ao governador, são os próprios reitores dessas universidades os responsáveis pelas ações dos estudantes. É tempo de deixar a hipocrisia de lado.
Nota curtíssima
Cinco ações penais contra 31 pessoas. Silvio Félix e "amigos" estão novamente sob os holofotes da Justiça.
Paliativo, mas...
...antes isso que nada. A Secretaria de Transportes sinalizou com cavaletes de fitas zebradas o buraco aberto na cabeceira da ponte sobre o Ribeirão Tatu, na Avenida Araras e que tomou parte da calçada, ao lado da empresa CP Kelco. Agora, segundo informações, a prefeitura vai fazer uma licitação para a realização da obra de contenção. Quem sabe até dezembro o problema esteja definitivamente resolvido. É preciso esperar para ver.
Frase da semana
"Não temos o registro, mas temos a ética". Da ex-senadora, Marina Silva, após o TSE negar o registro ao seu partido, o Rede Sustentabilidade, por seis votos a um. Sexta-feira, 4, na Folha de S. Paulo.
sábado, 5 de outubro de 2013
De protagonista à coadjuvante
Enquanto finalizava a coluna, que será publicada na
edição deste domingo, na versão impressa de a Gazeta de Limeira, a ex-senadora
e ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva, ainda não havia
decidido seu futuro político. Como a negativa do TSE ao registro de seu novo
partido, Rede Sustentabilidade, Marina teria até a meia-noite de hoje, 5, para
se filiar a algum partido, caso quisesse concorrer às eleições, em 2014.
Entre críticas pesadas de seus aliados e seguidores, que esperavam ter na Rede uma legenda forte, puxada pela popularidade conquistada por Marina em 2010, quando teve quase 20 milhões de votos à Presidência da República, Marina postergou sua decisão. A ex-candidata do Partido Verde, o qual também deixou para criar sua própria sigla partidária, assim como havia feito na divulgação de seu apoio naquele ano - se seria à petista ou ao tucano José Serra - tentou um charme extra, que entendo como uma forma evitar um desgaste político maior.
Hoje pela manhã, Marina Silva deixou o suspense de lado e anunciou sua filiação ao PSB, do governador pernambucano Eduardo Campos e, pasmem os que me leem agora, para ser candidata a vice na chapa do socialista. Uma postura estranha de quem era, até então, protagonista de sua própria história e de repente resolveu se contentar com um papel secundário. Em ser apenas coadjuvante.
A única leitura que dá para fazer deste momento, é que o projeto da Rede Sustentabilidade, que deveria ser a longo prazo, como foram tantos outros partidos, na realidade era o projeto “Marina Silva”. Sua bandeira ética, como ela se referiu, quando o TSE anunciou a decisão de negar o registro ao seu partido - e que será a “Frase da Semana”, desta coluna no impresso – também foi arriada rapidamente. A ex-senadora, ex-PT, ex-PV e agora ex-Rede (sem ter sido), dá um tiro no próprio pé com essa decisão. Principalmente se levarmos em consideração todo seu discurso. Sua postura aguerrida na defesa da nova sigla.
Marina Silva, infelizmente, jogou toda sua credibilidade e a empatia dos eleitores para com ela, na vala comum. Não pelo partido ao qual se filiou – ou vai se filiar antes de o prazo legal expirar – e muito menos por se contentar em ser vice de Campos em 2014, mas pelos quase 20 milhões de votos que recebeu em 2010. Pela confiança nela depositada por esse volumoso contingente de descontentes, como alternativa ao poder convencional, no qual também se transformou o próprio PT.
Marina Silva se revelou no seu próprio personalismo. Iguala-se aos demais, a quem tanto criticou e combateu. Mostrou apenas oportunismo, em busca de sua satisfação pessoal. E de espaço para pôr em prática sua ambição política.
Infelizmente para ela e para os que nela acreditavam até hoje. Felizmente para o país, que vai ter a oportunidade de conhecer quem de fato é Marina Silva.
Entre críticas pesadas de seus aliados e seguidores, que esperavam ter na Rede uma legenda forte, puxada pela popularidade conquistada por Marina em 2010, quando teve quase 20 milhões de votos à Presidência da República, Marina postergou sua decisão. A ex-candidata do Partido Verde, o qual também deixou para criar sua própria sigla partidária, assim como havia feito na divulgação de seu apoio naquele ano - se seria à petista ou ao tucano José Serra - tentou um charme extra, que entendo como uma forma evitar um desgaste político maior.
Hoje pela manhã, Marina Silva deixou o suspense de lado e anunciou sua filiação ao PSB, do governador pernambucano Eduardo Campos e, pasmem os que me leem agora, para ser candidata a vice na chapa do socialista. Uma postura estranha de quem era, até então, protagonista de sua própria história e de repente resolveu se contentar com um papel secundário. Em ser apenas coadjuvante.
A única leitura que dá para fazer deste momento, é que o projeto da Rede Sustentabilidade, que deveria ser a longo prazo, como foram tantos outros partidos, na realidade era o projeto “Marina Silva”. Sua bandeira ética, como ela se referiu, quando o TSE anunciou a decisão de negar o registro ao seu partido - e que será a “Frase da Semana”, desta coluna no impresso – também foi arriada rapidamente. A ex-senadora, ex-PT, ex-PV e agora ex-Rede (sem ter sido), dá um tiro no próprio pé com essa decisão. Principalmente se levarmos em consideração todo seu discurso. Sua postura aguerrida na defesa da nova sigla.
Marina Silva, infelizmente, jogou toda sua credibilidade e a empatia dos eleitores para com ela, na vala comum. Não pelo partido ao qual se filiou – ou vai se filiar antes de o prazo legal expirar – e muito menos por se contentar em ser vice de Campos em 2014, mas pelos quase 20 milhões de votos que recebeu em 2010. Pela confiança nela depositada por esse volumoso contingente de descontentes, como alternativa ao poder convencional, no qual também se transformou o próprio PT.
Marina Silva se revelou no seu próprio personalismo. Iguala-se aos demais, a quem tanto criticou e combateu. Mostrou apenas oportunismo, em busca de sua satisfação pessoal. E de espaço para pôr em prática sua ambição política.
Infelizmente para ela e para os que nela acreditavam até hoje. Felizmente para o país, que vai ter a oportunidade de conhecer quem de fato é Marina Silva.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Vale para um e...
...vale para o outro também. Tenho criticado duramente as falhas da administração Paulo Hadich (PSB) e algumas decisões da Câmara, sob o comando de Ronei Martins (PT). Quando há motivo, elogio também. O mesmo vale para a oposição, que dentro e fora da política partidária (via redes sociais) não tem mostrado consistência ou propostas. Apenas ressentimentos e, em alguns casos, ódio exacerbado.
Exemplo prático
E é fácil comprovar a tese dessa inconsistência política. Tomemos o exemplo dos ônibus novos do transporte público, que vêm sendo vandalizados em Limeira. Não vi ou li nenhuma manifestação contrária a essas ações, que tanto prejudicam a população, partindo dessa mesma oposição. Esse silêncio é muito perigoso.
Ninguém merece
Quando se aposta no “quanto pior, melhor” todos perdem. E os exemplos se sucedem, mas o caos parece ser o limite na disputa pelo poder político. Pura irracionalidade.
Os efeitos da CCJ
Os vereadores Júlio Cesar Pereira dos Santos (DEM) e Zé da Mix (PSD) estavam com o semblante carregado na sessão da última segunda-feira. Havia uma espécie de desconforto visivelmente ilustrado pelo silêncio - não costumeiro - de ambos. O clima de “caça às bruxas” está deixando o ambiente tenso na Casa.
Estrelas de Valmir
O prefeito de Iracemápolis, Valmir Almeida, acrescentou à estrela de cinco pontas do PT, mais uma, a de três, símbolo da Mercedes-Benz. Marca efetiva para sua administração, que ninguém conseguirá apagar. A aposta é saber se Dilma Rousseff estará na inauguração da montadora em Iracemápolis, em 2016. Resposta em 2014.
A última de hoje
Há muito mais entre uma pedrada e outra nos ônibus do transporte público em Limeira do que supõe nossa vã filosofia...
...vale para o outro também. Tenho criticado duramente as falhas da administração Paulo Hadich (PSB) e algumas decisões da Câmara, sob o comando de Ronei Martins (PT). Quando há motivo, elogio também. O mesmo vale para a oposição, que dentro e fora da política partidária (via redes sociais) não tem mostrado consistência ou propostas. Apenas ressentimentos e, em alguns casos, ódio exacerbado.
Exemplo prático
E é fácil comprovar a tese dessa inconsistência política. Tomemos o exemplo dos ônibus novos do transporte público, que vêm sendo vandalizados em Limeira. Não vi ou li nenhuma manifestação contrária a essas ações, que tanto prejudicam a população, partindo dessa mesma oposição. Esse silêncio é muito perigoso.
Ninguém merece
Quando se aposta no “quanto pior, melhor” todos perdem. E os exemplos se sucedem, mas o caos parece ser o limite na disputa pelo poder político. Pura irracionalidade.
Os efeitos da CCJ
Os vereadores Júlio Cesar Pereira dos Santos (DEM) e Zé da Mix (PSD) estavam com o semblante carregado na sessão da última segunda-feira. Havia uma espécie de desconforto visivelmente ilustrado pelo silêncio - não costumeiro - de ambos. O clima de “caça às bruxas” está deixando o ambiente tenso na Casa.
Estrelas de Valmir
O prefeito de Iracemápolis, Valmir Almeida, acrescentou à estrela de cinco pontas do PT, mais uma, a de três, símbolo da Mercedes-Benz. Marca efetiva para sua administração, que ninguém conseguirá apagar. A aposta é saber se Dilma Rousseff estará na inauguração da montadora em Iracemápolis, em 2016. Resposta em 2014.
A última de hoje
Há muito mais entre uma pedrada e outra nos ônibus do transporte público em Limeira do que supõe nossa vã filosofia...
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Aluga-se. Vende-se. Quem dá mais?
A quatro dias do encerramento no prazo para a regularização dos novos partidos, em tempo hábil para concorrer às eleições de 2014, um frenesi tomou conta da agenda política nacional, a ponto de as trocas de farpas entre situação e oposição ficarem em segundo plano. Todos de olho nos dividendos que cada uma dessas legendas possa agregar ao tempo no horário eleitoral gratuito, entre os dois principais adversários: PT e PSDB. Uma pulverização partidária, que eleva de 30 para 32 o número de partidos políticos no Brasil e pode ganhar mais um, caso o Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, consiga seu registro até o próximo dia 5, a data-limite para a legalização e habilitação às disputas do ano que vem.
Dos dois novos que já estão aptos a participar do pleito eleitoral, o Solidariedade, do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (ex-PDT), vai desembarcar no porto do PSDB, de Aécio Neves. E o Partido Republicano da Ordem Social, o PROS, se me permitem um trocadilho, será pró-PT, de Dilma Rousseff. Já nasceu com essa função.
Ambos, entretanto, não deixam de ser dois novos partidos de aluguel, que nascem para dar casa a políticos descontentes com suas siglas de origem ou delas excluídos por disputas internas, em que sobram caciques e pajés. E se somam aos demais, que se contentam em ser meros coadjuvantes nesse cenário, desde que lá na frente tenham seus interesses atendidos. Que a cada dia reforçam o fisiológico em detrimento ao ideológico.
Mais uma vez é a conveniência política e o interesse pessoal que determinam a composição de um quadro eleitoral difuso, que não prioriza o debate sobre as prioridades nacionais, mas sim o personalismo de suas lideranças, que buscam apenas o alinhamento com o poder. Ou com aqueles que desejam retomá-lo. Quem dá (oferece) mais, leva a preciosa mercadoria, num leilão aberto e descarado, no qual se sobressai a língua do “p”. De partidos. De políticos.
E salvo extraordinário acontecimento, que abale as estruturas vigentes, a polarização entre petistas e tucanos deve prevalecer. Só não dá para cravar todas as fichas nessa aposta porque há o efeito Marina Silva, que vem desde 2010 e pode atrapalhar os planos, nesse caso, tanto de Aécio quanto de Dilma. Isso, caso ela consiga viabilizar legalmente o seu partido, que, diferente dos dois primeiros, nasce para sustentar a própria candidatura da ex-senadora e com viés ideológico mais forte que os outros. Não que seja um partido ideológico por natureza, como já foi o PT, mas pelo ao seu objetivo inicial: dar o necessário palanque às aspirações de Marina, na corrida à sucessão presidencial, que há muito está nas ruas.
A dúvida, agora, é saber quem mais se fortalece com esse hipermercado partidário, que tem em suas gôndolas duas novas ofertas. Uma coisa, porém, é certa, não é a política. Nesse caso, é a lógica do mercado que determina a ética: se há um produto à venda, há compradores interessados.
Dos dois novos que já estão aptos a participar do pleito eleitoral, o Solidariedade, do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (ex-PDT), vai desembarcar no porto do PSDB, de Aécio Neves. E o Partido Republicano da Ordem Social, o PROS, se me permitem um trocadilho, será pró-PT, de Dilma Rousseff. Já nasceu com essa função.
Ambos, entretanto, não deixam de ser dois novos partidos de aluguel, que nascem para dar casa a políticos descontentes com suas siglas de origem ou delas excluídos por disputas internas, em que sobram caciques e pajés. E se somam aos demais, que se contentam em ser meros coadjuvantes nesse cenário, desde que lá na frente tenham seus interesses atendidos. Que a cada dia reforçam o fisiológico em detrimento ao ideológico.
Mais uma vez é a conveniência política e o interesse pessoal que determinam a composição de um quadro eleitoral difuso, que não prioriza o debate sobre as prioridades nacionais, mas sim o personalismo de suas lideranças, que buscam apenas o alinhamento com o poder. Ou com aqueles que desejam retomá-lo. Quem dá (oferece) mais, leva a preciosa mercadoria, num leilão aberto e descarado, no qual se sobressai a língua do “p”. De partidos. De políticos.
E salvo extraordinário acontecimento, que abale as estruturas vigentes, a polarização entre petistas e tucanos deve prevalecer. Só não dá para cravar todas as fichas nessa aposta porque há o efeito Marina Silva, que vem desde 2010 e pode atrapalhar os planos, nesse caso, tanto de Aécio quanto de Dilma. Isso, caso ela consiga viabilizar legalmente o seu partido, que, diferente dos dois primeiros, nasce para sustentar a própria candidatura da ex-senadora e com viés ideológico mais forte que os outros. Não que seja um partido ideológico por natureza, como já foi o PT, mas pelo ao seu objetivo inicial: dar o necessário palanque às aspirações de Marina, na corrida à sucessão presidencial, que há muito está nas ruas.
A dúvida, agora, é saber quem mais se fortalece com esse hipermercado partidário, que tem em suas gôndolas duas novas ofertas. Uma coisa, porém, é certa, não é a política. Nesse caso, é a lógica do mercado que determina a ética: se há um produto à venda, há compradores interessados.
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