E quem sabe...
...agora vai. Não poderia ser mais positiva a notícia da retomada, pela Prefeitura, das obras do Museu. Paradas há mais de um ano, conforme mostrou ontem esta Gazeta, pode ser um bom começo para uma agenda positiva do governo Hadich, que até agora patina em problemas.
Todos querem
Ninguém, em sã consciência, quer que o pior aconteça - espero não estar sendo ingênuo demais - e o Município fique estagnado ou sem capacidade gerencial para que a administração volte (ou comece) a andar. É o que a população espera de seus agentes políticos.
Triste exemplo
Quase R$ 1,5 milhão indo pelo ralo e desfazendo-se pelas ações de vândalos e usuários de drogas. Esse é o retrato da situação do moinho "Ora et Labora", herança do prefeito cassado Silvio Félix da Silva (PDT), envolto em mistérios sobre sua construção e o porquê de estar em área particular. Agora o Ministério Público vai investigar a omissão da Prefeitura no trato com seu patrimônio. Passou da hora de juntar esses cacos.
É de todos nós
Sempre é bom lembrar que todo patrimônio público, como o nome já diz, pertence à população. Foi feito com o dinheiro do contribuinte, que precisa de uma satisfação por parte do Poder Executivo.
Português claro
A preocupação do presidente da Câmara, vereador Ronei Martins (PT), com a nossa língua pátria merece todos os elogios do mundo. A parceria do Legislativo feita como a ETEC Trajano Carmargo vai proporcionar cursos para o ensino da ortografia e técnicas de redação aos vereadores, assessores e funcionários da Casa. Isso pode refletir, inclusive, numa maior correção do discurso de cada um.
Carta marcada
A descoberta do propinoduto do tucanto paulista, via cartel dos trens do Metrô e da CPTM, já respinga por outras esferas do poder público. Está chegando a mais estados e até mesmo a órgãos do goveno federal. Pelo visto o trilho é bem mais comprido do que se imaginava.
A última de hoje
Desde junho, quando a população tomou as ruas para protestar por melhorias - inicialmente no transporte público - defendi a não partidarização das manifestações. Continuo pensando da mesma forma. Sem bandeiras vermelhas, verdes, amarelas e azuis ou de qualquer outra cor.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
O PT, José Dirceu e a mídia
Para quem pensa que o assunto "marco regulatório da mídia", anda esquecido ou foi deixado de lado, é bom estar atento e ficar com os olhos, ouvidos e boca bem abertos. Os olhos, para ver de perto quem são seus simpatizantes e defensores; os ouvidos para que nenhum barulho possa tirar a atenção do tema e, a boca, para que possa gritar contra qualquer tentativa de obstrução legal à imprensa e denunciar os que assim agem, sempre com a desculpa de qualificar a informação, antes de repassá-la.
Que há abuso e manipulação por parte da mídia, na forma como fazem chegar essa informação à opinião pública ninguém mais duvida. Principalmente por parte das grandes corporações que produzem comunicação de massa e não sentem o mínimo constragimento ao abordar qualquer tipo assunto, prestigiando uma determinada linha do pensamento em detrimento de outra. Uma atitude que vai no caminho oposto ao princípio básico do direito à liberdade de expressão do pensamento. Interesses políticos e financeiros são, hoje, o grosso da preocupação desse segmento.
O que não se pode, entretanto, a pretexto de garantir maior acesso da população às mais variadas formas de informação, é a busca de uma censura camuflada como solução à prática da manipulação, que existe hoje por trás de cada notícia. Do conteúdo de cada mensagem divulgada pelas emissoras de rádio, TV, jornais e revistas. Sem esquecer da internet, que hoje faz circular um grande volume de dados, com a ascensão das redes sociais, que já caiu no gosto popular e vêm se transformando em importante fonte formadora de opinião.
Não há como garantir que por trás dessa proposta de regulação não esteja embutido também o interesse em controlar a produção de notícias, formal e oficialmente, em benefício de um único grupo; ou grupos, que gravitam em torno do poder constituído. Há uma simpatia muito grande - quase uma obsessão mesmo - por parte de setores petistas, em especial àqueles ligados ao ex-cacique político José Dirceu (que de "ex" não tem nada), em ver esse "marco regulatório" aprovado. Dirceu está ainda mais atuante de quando participava diretamente do governo. E o que é preocupante, sem ficar em evidência e, portanto, com liberdade para usar toda a sua influência e assim atingir seus objetivos, que ainda são os mesmos de quando era ministro do ex-presidente Lula.
Direita, esquerda, centro, ou qualquer outra configuração política não passam, hoje, de rótulos velhos, mas ainda com seguidores leais e defensores de carteirinha, que entendem ser o controle da informação uma ferramenta à anulação de seus adversários e garantia de um governo hegemônico, quando na verdade a melhor forma de reconhecer o "inimigo" é conhecendo sua estratégia. Seu pensamento. E para que isso ocorra, é preciso deixar que cada um se expresse à sua maneira. A decisão fica por conta do cidadão. É a essência da democracia, que não deve permitir o retorno a um passado não muito distante e de triste memória. O melhor exemplo de como é danosa a informação seletiva, em que o contraditório pode acabar em sequestro, tortura e mortes.
Que há abuso e manipulação por parte da mídia, na forma como fazem chegar essa informação à opinião pública ninguém mais duvida. Principalmente por parte das grandes corporações que produzem comunicação de massa e não sentem o mínimo constragimento ao abordar qualquer tipo assunto, prestigiando uma determinada linha do pensamento em detrimento de outra. Uma atitude que vai no caminho oposto ao princípio básico do direito à liberdade de expressão do pensamento. Interesses políticos e financeiros são, hoje, o grosso da preocupação desse segmento.
O que não se pode, entretanto, a pretexto de garantir maior acesso da população às mais variadas formas de informação, é a busca de uma censura camuflada como solução à prática da manipulação, que existe hoje por trás de cada notícia. Do conteúdo de cada mensagem divulgada pelas emissoras de rádio, TV, jornais e revistas. Sem esquecer da internet, que hoje faz circular um grande volume de dados, com a ascensão das redes sociais, que já caiu no gosto popular e vêm se transformando em importante fonte formadora de opinião.
Não há como garantir que por trás dessa proposta de regulação não esteja embutido também o interesse em controlar a produção de notícias, formal e oficialmente, em benefício de um único grupo; ou grupos, que gravitam em torno do poder constituído. Há uma simpatia muito grande - quase uma obsessão mesmo - por parte de setores petistas, em especial àqueles ligados ao ex-cacique político José Dirceu (que de "ex" não tem nada), em ver esse "marco regulatório" aprovado. Dirceu está ainda mais atuante de quando participava diretamente do governo. E o que é preocupante, sem ficar em evidência e, portanto, com liberdade para usar toda a sua influência e assim atingir seus objetivos, que ainda são os mesmos de quando era ministro do ex-presidente Lula.
Direita, esquerda, centro, ou qualquer outra configuração política não passam, hoje, de rótulos velhos, mas ainda com seguidores leais e defensores de carteirinha, que entendem ser o controle da informação uma ferramenta à anulação de seus adversários e garantia de um governo hegemônico, quando na verdade a melhor forma de reconhecer o "inimigo" é conhecendo sua estratégia. Seu pensamento. E para que isso ocorra, é preciso deixar que cada um se expresse à sua maneira. A decisão fica por conta do cidadão. É a essência da democracia, que não deve permitir o retorno a um passado não muito distante e de triste memória. O melhor exemplo de como é danosa a informação seletiva, em que o contraditório pode acabar em sequestro, tortura e mortes.
domingo, 11 de agosto de 2013
Não basta ser legal. É preciso ser moral também
A não ser que aconteça um novo acidente de percurso e com mais gravidade, na administração pública municipal, a exoneração do agora ex-secretário da Saúde, o médico e vereador Raul Nilsen Filho (PMDB), após determinação de seu afastamento legal pelo juiz da Vara da Fazenda Pública, Adilson Araki Ribeiro, foi o assunto da semana. A trama, que se desenrolava desde que foi veiculada a ligação de Nilsen com uma cooperativa médica e também com a Santa Casa - instituições que prestam serviços ao Município - não poderia ter outro desfecho, a não ser esse mesmo. Embora o Jurídico da Prefeitura continue argumentando sobre a não existência de conflito de interesses, ela fica muito clara, mesmo que não haja benefícios, nem para um, nem para outro. Mesmo porque, é preciso pensar, acima de tudo, na moralidade da situação. A legalidade, mesmo que transcenda essa moralidade, é sobre a segunda que devemos nos ater, principalmente quando se trata da administração pública. Não há como não fazer qualquer juízo de valores, que não seja nessa esfera. E é disso que este país mais precisa neste momento.
Atitude positiva
E que fique bem claro, isso não é uma crítica nem ao agora ex-secretário da Saúde e nem mesmo ao Poder Executivo, que foi bastante prestativo em, num primeiro momento, acatar a decisão judicial. O simbolismo dessa atitude merece ser elogiado. E, principalmente, a clareza com que tratou o assunto, ao chamar uma coletiva de imprensa para o anúncio oficial da exoneração e Raul Nilsen.
De volta à Casa
Com a exoneração publicada no Jornal Oficial do Município na quinta-feira, 8, Raul Nilsen reassume sua cadeira na Câmara de Vereadores, que entendo, é de onde não deveria ter saído, pois foi eleito pelo povo para ser vereador e não secretário municipal. Em que pese toda e qualquer acomodação política - comum neste país - para contemplar aliados de primeira hora. É legal, sim. Mas é moral?
Anjos da guarda
Pela nova ordenação política e social pela qual o Brasil está passando, desde os protestos de junho, nada mais exemplar do que essa decisão, que, mesmo sendo em caráter de liminar, coloca o trem nos trilhos da moralidade novamente (isso não é nenhum trocadilho, certo?) e dá um recado claro de que Ministério Público e Poder Judiciário são os guardiães dessa causa. E, sempre que necessário, agirão para que não haja desvios nos rumos do serviço público, pois ele diz respeito a todos nós, cidadãos, que honramos nossos compromissos com a legalidade.
Nas duas frentes
E cabe aqui o reconhecimento dos trabalhos do MP e da Justiça. Que não veem as cores partidárias ou ideológicas para levar a cabo suas ações e decisões. Que zelam pela legalidade, mas prezam a moralidade.
Um volta; outro sai
Com a reentrada em cena do vereador Raul Nilsen na Câmara, o primeiro suplente do PMDB, Bruno Bortolan, deixa o cargo. E que fique bem claro: com um trabalho exemplar neste período em que esteve no Legislativo Municipal, ao qual pode - e tenho certeza disso - ainda voltar. Acredito que ele poderá usar sua experiência, a partir de agora, para trabalhar ainda mais pelas causas populares. E pela sua juventude e vontade - e pelo sangue de políticos que corre em suas veias - foi um início de carreira promissor. Ele não deve se lamentar por isso, mas levar essa lição como estímulo às suas atividades. E pensar no futuro que terá pela frente.
Agora vou de trem
A proposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de criar uma comissão independente - composta por membros de entidades civis - para apurar o "propinoduto" do Metrô e da CPTM é interessante. Nesta onda de moralidade, entretanto, vem embutida um desespero premente para abafar uma possível CPI do caso, que já ganhou espaço cativo em toda a mídia. E fica claro, também, que o número de CPIs para o "inimigo" não tem limites. Mas comissões para investigar o tucanato, essas não podem. Por que todo esse medo?
Chame um médico
Quem está precisando de um psiquiatra - e urgente - é o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D'Ávila. Ele quer que os médicos façam, agora, campanha contra o programa Mais Médicos nos próprio consultórios e nos hospitais. O CFM quer distribuir folhetos contrários ao programa, ao que me parece mais por um capricho de D'Ávila, que é contra a proposta por ser, segundo ele, eleitoreira. É o corporativismo falando mais alto que as necessidades de quase 2,5 municípios pelo País, que não têm nenhum médico ou estão com esses números abaixo do desejado.
Quero Dramin. Já
Parece que o presidente do CFM começa a fazer política partidária, ao tratar o assunto dessa forma. É um direito que ele tem. Agora, a justificativa que ele deu para o interesse em trazer médicos cubanos dá ânsia de vômitos. Disse D'Ávida que a vinda dos médicos daquele país é para "catequizar o povo mais carente e vulnerável do Brasil". Seu entendimento é que o governo de Cuba tem ligações ideológicas com o PT. Acho que ele tem medo de encontrar um médico comunista debaixo da cama.
Pergunta rápida
O PSDB vai conseguir superar a onda de denúncias que se abateu sobre o tucanato paulista?
Um mau exemplo
Muito triste as imagens mostradas pela EPTV - e repercutidas na mídia nacional - na última quarta-feira, sobre a invasão e depredação da Câmara Municipal de Campinas, por um grupo de jovens, que se dizem integrantes do Movimento Passe Livre. Pelo menos tinham faixas espalhadas pelo plenário, com essas inscrições. Vandalismo e violência não são tipificações de manifestações de protesto. São apenas vandalismo e violência praticados por gangues, e não por quem deseja lutar por seus direitos e necessidades. Mais triste ainda é observar pessoas prontas e atentas na tentativa de menosprezar essa luta, apenas porque ela é apartidária e põe em dúvida as lideranças políticas nacionais. Ninguém pode mais fechar os olhos às mudanças. E que os partidos -todos eles - precisam de renovação.
Nota curtíssima
No Brasil, 500 municípios não têm um médico sequer. Outros 1700 os têm. Em números insuficientes.
Uma boa notícia
O novo prédio, onde deverá funcionar a bibliotea pública municipal, recebeu reparos nas partes que foram vandalizadas. Reposição nos vidros de portas e janelas, que tinham sido quebrados, e consertos em parte do forro externo do teto, que estava sendo arrancado. Esse cuidado é importante para mostrar que o poder público está atento ao problema. Agora só falta inaugurar o novo espaço.
Frase da semana
"O entendimento jurídico que tínhamos era outro". Do médico Raul Nilsen Filho (PMDB), sobre sua exoneração do cargo de secretário da Saúde, a pedido da Justiça. Quinta-feira, na Gazeta de Limeira.
Atitude positiva
E que fique bem claro, isso não é uma crítica nem ao agora ex-secretário da Saúde e nem mesmo ao Poder Executivo, que foi bastante prestativo em, num primeiro momento, acatar a decisão judicial. O simbolismo dessa atitude merece ser elogiado. E, principalmente, a clareza com que tratou o assunto, ao chamar uma coletiva de imprensa para o anúncio oficial da exoneração e Raul Nilsen.
De volta à Casa
Com a exoneração publicada no Jornal Oficial do Município na quinta-feira, 8, Raul Nilsen reassume sua cadeira na Câmara de Vereadores, que entendo, é de onde não deveria ter saído, pois foi eleito pelo povo para ser vereador e não secretário municipal. Em que pese toda e qualquer acomodação política - comum neste país - para contemplar aliados de primeira hora. É legal, sim. Mas é moral?
Anjos da guarda
Pela nova ordenação política e social pela qual o Brasil está passando, desde os protestos de junho, nada mais exemplar do que essa decisão, que, mesmo sendo em caráter de liminar, coloca o trem nos trilhos da moralidade novamente (isso não é nenhum trocadilho, certo?) e dá um recado claro de que Ministério Público e Poder Judiciário são os guardiães dessa causa. E, sempre que necessário, agirão para que não haja desvios nos rumos do serviço público, pois ele diz respeito a todos nós, cidadãos, que honramos nossos compromissos com a legalidade.
Nas duas frentes
E cabe aqui o reconhecimento dos trabalhos do MP e da Justiça. Que não veem as cores partidárias ou ideológicas para levar a cabo suas ações e decisões. Que zelam pela legalidade, mas prezam a moralidade.
Um volta; outro sai
Com a reentrada em cena do vereador Raul Nilsen na Câmara, o primeiro suplente do PMDB, Bruno Bortolan, deixa o cargo. E que fique bem claro: com um trabalho exemplar neste período em que esteve no Legislativo Municipal, ao qual pode - e tenho certeza disso - ainda voltar. Acredito que ele poderá usar sua experiência, a partir de agora, para trabalhar ainda mais pelas causas populares. E pela sua juventude e vontade - e pelo sangue de políticos que corre em suas veias - foi um início de carreira promissor. Ele não deve se lamentar por isso, mas levar essa lição como estímulo às suas atividades. E pensar no futuro que terá pela frente.
Agora vou de trem
A proposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de criar uma comissão independente - composta por membros de entidades civis - para apurar o "propinoduto" do Metrô e da CPTM é interessante. Nesta onda de moralidade, entretanto, vem embutida um desespero premente para abafar uma possível CPI do caso, que já ganhou espaço cativo em toda a mídia. E fica claro, também, que o número de CPIs para o "inimigo" não tem limites. Mas comissões para investigar o tucanato, essas não podem. Por que todo esse medo?
Chame um médico
Quem está precisando de um psiquiatra - e urgente - é o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D'Ávila. Ele quer que os médicos façam, agora, campanha contra o programa Mais Médicos nos próprio consultórios e nos hospitais. O CFM quer distribuir folhetos contrários ao programa, ao que me parece mais por um capricho de D'Ávila, que é contra a proposta por ser, segundo ele, eleitoreira. É o corporativismo falando mais alto que as necessidades de quase 2,5 municípios pelo País, que não têm nenhum médico ou estão com esses números abaixo do desejado.
Quero Dramin. Já
Parece que o presidente do CFM começa a fazer política partidária, ao tratar o assunto dessa forma. É um direito que ele tem. Agora, a justificativa que ele deu para o interesse em trazer médicos cubanos dá ânsia de vômitos. Disse D'Ávida que a vinda dos médicos daquele país é para "catequizar o povo mais carente e vulnerável do Brasil". Seu entendimento é que o governo de Cuba tem ligações ideológicas com o PT. Acho que ele tem medo de encontrar um médico comunista debaixo da cama.
Pergunta rápida
O PSDB vai conseguir superar a onda de denúncias que se abateu sobre o tucanato paulista?
Um mau exemplo
Muito triste as imagens mostradas pela EPTV - e repercutidas na mídia nacional - na última quarta-feira, sobre a invasão e depredação da Câmara Municipal de Campinas, por um grupo de jovens, que se dizem integrantes do Movimento Passe Livre. Pelo menos tinham faixas espalhadas pelo plenário, com essas inscrições. Vandalismo e violência não são tipificações de manifestações de protesto. São apenas vandalismo e violência praticados por gangues, e não por quem deseja lutar por seus direitos e necessidades. Mais triste ainda é observar pessoas prontas e atentas na tentativa de menosprezar essa luta, apenas porque ela é apartidária e põe em dúvida as lideranças políticas nacionais. Ninguém pode mais fechar os olhos às mudanças. E que os partidos -todos eles - precisam de renovação.
Nota curtíssima
No Brasil, 500 municípios não têm um médico sequer. Outros 1700 os têm. Em números insuficientes.
Uma boa notícia
O novo prédio, onde deverá funcionar a bibliotea pública municipal, recebeu reparos nas partes que foram vandalizadas. Reposição nos vidros de portas e janelas, que tinham sido quebrados, e consertos em parte do forro externo do teto, que estava sendo arrancado. Esse cuidado é importante para mostrar que o poder público está atento ao problema. Agora só falta inaugurar o novo espaço.
Frase da semana
"O entendimento jurídico que tínhamos era outro". Do médico Raul Nilsen Filho (PMDB), sobre sua exoneração do cargo de secretário da Saúde, a pedido da Justiça. Quinta-feira, na Gazeta de Limeira.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Fora da Saúde
A Justiça determinou, a Prefeitura de Limeira acatou e publica hoje a exoneração do médico Raul Nilsen Filho (PMDB) da Sescretaria da Saúde. Ligação societária com cooperativa médica foi a causa. Ele pode recorrer... ou voltar à Câmara.
Muita irritação
Acredito que haverá recurso. Difícil mesmo será reverter a situação na Justiça. Raul reocupará o lugar do seu suplente, vereador Bruno Bortolan, do mesmo partido. Façam suas apostas. Na segunda-feira, 12, Nilsen reasssume automaticamente.
Faltou avisar...
No início da noite de ontem, o vereador Bruno Bortolan não havia sido comunicado sobre os procedimentos legais após a decisão de afastamento de Raul. Nem mesmo o partido dos dois vereadores, o PMDB, contatou Bortolan para comentar o assunto.
Triste estatística
A morte do ciclista Juarez Azevedo, de 32 anos, na rotatória que dá acesso ao anel viário, logo no começo da Via Jurandyr Paixão, é mais uma morte violenta no trânsito de Limeira, sem que que se consiga entender a razão desses tristes óbitos. Desatenção, excesso de velocidade e embriaguez são as causas mais comuns das ocorrências. Sem punição exemplar aos infratores, outros mortos engrossarão esses números.
Descarrilou de vez
Embora o tucanto não admita, e tente transformar o episódio do propinoduto dos trens do Metrô e da CPTM numa orquestração política, as denúncias e documentos que chegaram a todos os outros órgãos da imprensa escancaram o problema nos trilhos da administração pública paulista e começa a se transformar num pesadelo, que tem político preferindo ficar acordado.
Engordando a burra
A diferença entre o mensalão do PT e o propinoduto do PSDB está nos cifrões.
A última de hoje
Foi muito feliz o assunto escolhido pela Gazeta de Limeira como tema do Prêmio de Literatura - O meu cartaz de protesto - que representa muito bem o momento pelo qual passa o Brasil. Com certeza, será uma grande oportunidade aos estudantes para uma reflexão sobre as necessárias mudanças para este país.
A Justiça determinou, a Prefeitura de Limeira acatou e publica hoje a exoneração do médico Raul Nilsen Filho (PMDB) da Sescretaria da Saúde. Ligação societária com cooperativa médica foi a causa. Ele pode recorrer... ou voltar à Câmara.
Muita irritação
Acredito que haverá recurso. Difícil mesmo será reverter a situação na Justiça. Raul reocupará o lugar do seu suplente, vereador Bruno Bortolan, do mesmo partido. Façam suas apostas. Na segunda-feira, 12, Nilsen reasssume automaticamente.
Faltou avisar...
No início da noite de ontem, o vereador Bruno Bortolan não havia sido comunicado sobre os procedimentos legais após a decisão de afastamento de Raul. Nem mesmo o partido dos dois vereadores, o PMDB, contatou Bortolan para comentar o assunto.
Triste estatística
A morte do ciclista Juarez Azevedo, de 32 anos, na rotatória que dá acesso ao anel viário, logo no começo da Via Jurandyr Paixão, é mais uma morte violenta no trânsito de Limeira, sem que que se consiga entender a razão desses tristes óbitos. Desatenção, excesso de velocidade e embriaguez são as causas mais comuns das ocorrências. Sem punição exemplar aos infratores, outros mortos engrossarão esses números.
Descarrilou de vez
Embora o tucanto não admita, e tente transformar o episódio do propinoduto dos trens do Metrô e da CPTM numa orquestração política, as denúncias e documentos que chegaram a todos os outros órgãos da imprensa escancaram o problema nos trilhos da administração pública paulista e começa a se transformar num pesadelo, que tem político preferindo ficar acordado.
Engordando a burra
A diferença entre o mensalão do PT e o propinoduto do PSDB está nos cifrões.
A última de hoje
Foi muito feliz o assunto escolhido pela Gazeta de Limeira como tema do Prêmio de Literatura - O meu cartaz de protesto - que representa muito bem o momento pelo qual passa o Brasil. Com certeza, será uma grande oportunidade aos estudantes para uma reflexão sobre as necessárias mudanças para este país.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Para um bom entendedor...
... não bastam uma vírgula, meia palavra ou uma frase completa. É preciso uma explicação convincente, para que não sobrem dúvidas ou arestas a serem aparadas. Enquanto for necessário o uso das páginas de jornais e microfones de rádios e TVs, da mídia de uma maneira geral, para alertar a Prefeitura e o prefeito Paulo Hadich (PSB) e seus aliados à percepção lógica dos problemas da cidade - e que não são poucos - assim será feito. Em que pese o desagrado daqueles que preferem a bajulação à realidade, essa é a função social da imprensa. Que, diga-se, vem sendo cumprida muito bem pelos profissionais que nela militam e - diferentemente do que se tenta fazer parecer - não são nefastos ou jabazeiros. Como toda profissão tem seus desvios, que são facilmente identificáveis.
Para quem já esteve dos dois lados, como eu, não é difícil entender o desconforto de criticados e a euforia de quem critica. Quando estive à frente da Secretaria de Imprensa da Prefeitura, na última gestão de Paulo D'Andréa, entre os anos de 1989 e 1992 - e que me custou anos para desvincular a imagem do assessor à do profissonal - lidei muito com isso. Procurei, sempre, não desmerecer as opiniões emitidas através dos meios de comunicação e, na maioria das vezes, tentava até mesmo me antecipar a elas, expondo publicamente qualquer situação, fosse ela administrativa ou política, que seria notícia no dia seguinte. Pois é na prática responsável da informação objetiva que jornalistas e analistas devem concentrar o foco de suas ações, uma vez que nada mais são do que a extensão das necessidades da população, que ao se cansar da busca através de uma saída por via institucional - sem obter retorno ou a resposta adequada ou esperada - procura as redações para seu desabafo, que invariavelmente será checado e, caso se confirme, se transformará em notícia.
O jornalista, nesse caso, passa a ser o porta-voz dessa população. E de sua indignação. Muitos casos são resolvidos dessa forma; outros nem assim viram pauta dos administradores públicos, que muitas vezes preferem desconstruir a informação, utilizando-se de um velho e conhecido (e de uso frequente por todas as colorações partidárias) método: o de tentar se transformar em vítima de perseguição política e alvo de uma suposta conspiração. Basta fazer um retrospecto que os exemplos são bastante claros e estão à disposição de quem quiser entender a apatia administrativa, quando ela é percebida.
A resposta que o povo espera não é essa. O cidadão contribuinte - o eleitor - quer ter suas necessidades básicas atendidas pela eficiência de um poder público engajado, e não pela arrogância política. E é para isso que jornalistas se colocam nessa trincheira. Não como salvadores da pátria, e nem donos da verdade. Ninguém o é. Mas como portadores das expectativas de um povo cada vez mais sofrido e desassistido por quem deveria, de fato, estar na linha de frente da preocupação com o bem-estar da sociedade. Se não há transparência nas ações, as informações se tornam fragmentadas e, consequentemente, não chegarão a nenhum entendedor.
Para quem já esteve dos dois lados, como eu, não é difícil entender o desconforto de criticados e a euforia de quem critica. Quando estive à frente da Secretaria de Imprensa da Prefeitura, na última gestão de Paulo D'Andréa, entre os anos de 1989 e 1992 - e que me custou anos para desvincular a imagem do assessor à do profissonal - lidei muito com isso. Procurei, sempre, não desmerecer as opiniões emitidas através dos meios de comunicação e, na maioria das vezes, tentava até mesmo me antecipar a elas, expondo publicamente qualquer situação, fosse ela administrativa ou política, que seria notícia no dia seguinte. Pois é na prática responsável da informação objetiva que jornalistas e analistas devem concentrar o foco de suas ações, uma vez que nada mais são do que a extensão das necessidades da população, que ao se cansar da busca através de uma saída por via institucional - sem obter retorno ou a resposta adequada ou esperada - procura as redações para seu desabafo, que invariavelmente será checado e, caso se confirme, se transformará em notícia.
O jornalista, nesse caso, passa a ser o porta-voz dessa população. E de sua indignação. Muitos casos são resolvidos dessa forma; outros nem assim viram pauta dos administradores públicos, que muitas vezes preferem desconstruir a informação, utilizando-se de um velho e conhecido (e de uso frequente por todas as colorações partidárias) método: o de tentar se transformar em vítima de perseguição política e alvo de uma suposta conspiração. Basta fazer um retrospecto que os exemplos são bastante claros e estão à disposição de quem quiser entender a apatia administrativa, quando ela é percebida.
A resposta que o povo espera não é essa. O cidadão contribuinte - o eleitor - quer ter suas necessidades básicas atendidas pela eficiência de um poder público engajado, e não pela arrogância política. E é para isso que jornalistas se colocam nessa trincheira. Não como salvadores da pátria, e nem donos da verdade. Ninguém o é. Mas como portadores das expectativas de um povo cada vez mais sofrido e desassistido por quem deveria, de fato, estar na linha de frente da preocupação com o bem-estar da sociedade. Se não há transparência nas ações, as informações se tornam fragmentadas e, consequentemente, não chegarão a nenhum entendedor.
domingo, 4 de agosto de 2013
Barulho sem sentido. Uma queda de braço inútil
O barulho que está se fazendo com a implantação do Programa Mais Médicos, do governo federal, é tão desnecessário quanto absurdo e provinciano. E ainda corporativista. Como observador, entendo que há mais falta de diálogo - e aí de ambos os lados - do que qualquer outro entrave. Como será levado à prática via inscrição espontânea dos interessados e mediante alguns requisitos técnicos, continuo sem entender o que as entidades classistas dos médicos querem. Ao leigo, como eu, os argumentos até aqui apresentados não convencem. O único, que penso ser uma questão obrigatória e, esse sim, uma justificativa válida, é quanto à aplicação Exame Nacional de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras, o chamado Revalida. Como disse, para nós, leigos, a intensidade da Federação Nacional dos Médicos em tentar barrar na Justiça (até aqui sem sucesso) o programa federal, que pretende distribuir esses profissionais pelas periferias e regiões afastadas do País, torna-se antipática e pode ser analisada como falta de interesse em levar a saúde para o resto do Brasil.
Condições precárias
Se é uma briga política contra o governo petista de Dilma Rousseff e dos ministros da Saúde e Educação, passa a ser encarada como questão pessoal, que nesse caso penaliza as regiões carentes. Se a luta é pela melhoria das condições da sáude pública, não vejo como a rejeição e a tentativa de minar o programa possam, de fato, contribuir para reverter uma situação, que, sabemos, é de fato crítica.
E falta alguma peça
Esta pode, em princípio, parecer uma análise simplista da situação, mas a gritaria é tanta que tem alguma coisa que não está encaixando nesse processo todo. E pode refletir numa piora da saúde pública no País, que, como já disse, não é das melhores. Parece-me falta de engajamento. Penso que está na hora de deixar de privilegiar apenas os grandes centros. E conhecer melhor uma outra realidade brasileira.
É preciso conversa
Se houve imposição por parte do governo federal - e parece-me que esse é o maior obstáculo à aceitação do Mais Médicos - está havendo falta de humildade às associações, sindicatos, federações e confederação que defendem a categoria ao se negar ao retorno das conversações. E demonstrar, com boa vontade e interesse, que deseja participar desse processo. E aqui falo independentemente de cor ideológica ou partidária. Aos olhos da população, de uma maneira geral, vai ficar sempre a dúvida sobre o porquê dessa briga toda.
Repensar a atuação
Resolvi tecer esses comentários após uma experiência que tive, no interior do País, mais precisamente no sertão do Piauí, lá nos idos de 1978, que à época já refletia essa precária realidade do desinteresse.
Uma realidade dura
Por curiosidade inscrevi-me, em 1977, enquanto cursava o penúltimo ano da universidade, no curso de jornalismo, ao então Projeto Rondon (na sua versão original) e que era um programa da ditadura militar. Enfim, fiz o treinamento ao longo de um mês e fui um dos selecionados para uma Operação Nacional, a PRO XX, na cidade piauiense de Correntes, com outros universitários, em especial da área da saúde. Lá passamos por uma experiência triste. Na cidade havia dois médicos, pai e filho, de família tradicional, que atendiam na saúde pública, mas demonstravam pouco caso com pessoas humildes e realmente necessitadas.
Experiência de vida
Lá, atendiam quando tinham vontade e em muitos casos se negavam a esse atendimento, escondendo até mesmo equipamentos mais simples, utilizados para transfusão de sangue - o que quase levou à morte uma jovem que precisava da intervenção. Principalmente nos finais de semana, quando o futebol era uma diversão sagrada para eles. Só depois de muita briga - que quase me rendeu a expulsão do projeto - os médicos a atenderam. Não aconteceu o pior, mas sobrou o entendimento dessa dura realidade em áreas mais afetadas pela pobreza.
Será que mudou??
Essa realidade provavelmente não mudou em muitas regiões do País, que precisam, sim, de atendimento adequado e profissional. E lá se vão 35 anos dessa minha epopeia interiorana. Por isso, o que discorri acima não se trata de uma crítica aos médicos, que têm o direito e devem, sim, se manifestar por condições adequadas de trabalho. É, acima de tudo, uma mostra de que precisamos melhorar, e muito, além de todas as teorias. E isso começa com o entendimento das diferenças que existem Brasil afora. Das periferias ao grande interior nacional.
Mais humildade...
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, virou alvo de ataques. E com razão. Primeiro foi o uso de jato do poder público para assistir a um jogo da Copa das Confederações. Depois, a compra de um apartamento nos EUA, mediante criação de uma empresa para ter benefícios fiscais. Na semana passada, um total desapreço aos demais poderes constituidos, em críticas abertas. Tudo, evidentemente, desmentido pela assessoria de imprensa do próprio STF.
Pergunta rápida
Quando os três Poderes da República deixarão a troca de farpas de lado, para pensar no País?
Luz que acende
Bastante positiva a propositura da Mesa Diretora da Câmara para acabar com o recesso - nome chique dado às férias dos políticos - de julho no Legislativo Municipal, conforme mostrou esta Gazeta na sexta-feira, em matéria da jornalista Érica Samara da Silva. Afinal, é a única categoria que tem esse tipo de descanso duas vezes no ano. E olha que, até pouco tempo atrás, era o mês de julho inteiro. Enfim, nunca é tarde para corrigir imoralidades - mesmo que estejam dentro da legalidade. O projeto será lido na primeira sessão da Câmara pós-recesso, amanhã. Depois será submetido às comissões da Casa e, em seguida, vai a votação. Dado o momento político pós-manifestações, acredito que os vereadores aprovarão a proposta. E por unanimidade. Taí uma verdadeira prova de fogo.
Nota curtíssima
Quando a esmola é demais, o santo olha para o lado, pega o dinheiro e finge que não é com ele.
Custando menos
Desde o último dia primeiro, a tarifa do ônibus urbano está R$ 0,10 mais barata. De R$ 2,85, caiu para R$ 2,75. A questão, entretanto, não é apenas a redução no valor da passagem, mas na qualidade dos serviços. E, principalmente, como de fato vai funcionar o subsídio público às empresas. Ainda não está claro. A população com certeza agradece essa queda, mas quer melhorias nos serviços.
Frase da semana
"Nove, em cada dez presos no Carandiru, foram mortos com tiros na cabeça". Conclusão do Ministério Público, no julgamento dos PMs no massacre do Carandiru. Sexta-feira, 2, na Folha de S. Paulo.
Condições precárias
Se é uma briga política contra o governo petista de Dilma Rousseff e dos ministros da Saúde e Educação, passa a ser encarada como questão pessoal, que nesse caso penaliza as regiões carentes. Se a luta é pela melhoria das condições da sáude pública, não vejo como a rejeição e a tentativa de minar o programa possam, de fato, contribuir para reverter uma situação, que, sabemos, é de fato crítica.
E falta alguma peça
Esta pode, em princípio, parecer uma análise simplista da situação, mas a gritaria é tanta que tem alguma coisa que não está encaixando nesse processo todo. E pode refletir numa piora da saúde pública no País, que, como já disse, não é das melhores. Parece-me falta de engajamento. Penso que está na hora de deixar de privilegiar apenas os grandes centros. E conhecer melhor uma outra realidade brasileira.
É preciso conversa
Se houve imposição por parte do governo federal - e parece-me que esse é o maior obstáculo à aceitação do Mais Médicos - está havendo falta de humildade às associações, sindicatos, federações e confederação que defendem a categoria ao se negar ao retorno das conversações. E demonstrar, com boa vontade e interesse, que deseja participar desse processo. E aqui falo independentemente de cor ideológica ou partidária. Aos olhos da população, de uma maneira geral, vai ficar sempre a dúvida sobre o porquê dessa briga toda.
Repensar a atuação
Resolvi tecer esses comentários após uma experiência que tive, no interior do País, mais precisamente no sertão do Piauí, lá nos idos de 1978, que à época já refletia essa precária realidade do desinteresse.
Uma realidade dura
Por curiosidade inscrevi-me, em 1977, enquanto cursava o penúltimo ano da universidade, no curso de jornalismo, ao então Projeto Rondon (na sua versão original) e que era um programa da ditadura militar. Enfim, fiz o treinamento ao longo de um mês e fui um dos selecionados para uma Operação Nacional, a PRO XX, na cidade piauiense de Correntes, com outros universitários, em especial da área da saúde. Lá passamos por uma experiência triste. Na cidade havia dois médicos, pai e filho, de família tradicional, que atendiam na saúde pública, mas demonstravam pouco caso com pessoas humildes e realmente necessitadas.
Experiência de vida
Lá, atendiam quando tinham vontade e em muitos casos se negavam a esse atendimento, escondendo até mesmo equipamentos mais simples, utilizados para transfusão de sangue - o que quase levou à morte uma jovem que precisava da intervenção. Principalmente nos finais de semana, quando o futebol era uma diversão sagrada para eles. Só depois de muita briga - que quase me rendeu a expulsão do projeto - os médicos a atenderam. Não aconteceu o pior, mas sobrou o entendimento dessa dura realidade em áreas mais afetadas pela pobreza.
Será que mudou??
Essa realidade provavelmente não mudou em muitas regiões do País, que precisam, sim, de atendimento adequado e profissional. E lá se vão 35 anos dessa minha epopeia interiorana. Por isso, o que discorri acima não se trata de uma crítica aos médicos, que têm o direito e devem, sim, se manifestar por condições adequadas de trabalho. É, acima de tudo, uma mostra de que precisamos melhorar, e muito, além de todas as teorias. E isso começa com o entendimento das diferenças que existem Brasil afora. Das periferias ao grande interior nacional.
Mais humildade...
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, virou alvo de ataques. E com razão. Primeiro foi o uso de jato do poder público para assistir a um jogo da Copa das Confederações. Depois, a compra de um apartamento nos EUA, mediante criação de uma empresa para ter benefícios fiscais. Na semana passada, um total desapreço aos demais poderes constituidos, em críticas abertas. Tudo, evidentemente, desmentido pela assessoria de imprensa do próprio STF.
Pergunta rápida
Quando os três Poderes da República deixarão a troca de farpas de lado, para pensar no País?
Luz que acende
Bastante positiva a propositura da Mesa Diretora da Câmara para acabar com o recesso - nome chique dado às férias dos políticos - de julho no Legislativo Municipal, conforme mostrou esta Gazeta na sexta-feira, em matéria da jornalista Érica Samara da Silva. Afinal, é a única categoria que tem esse tipo de descanso duas vezes no ano. E olha que, até pouco tempo atrás, era o mês de julho inteiro. Enfim, nunca é tarde para corrigir imoralidades - mesmo que estejam dentro da legalidade. O projeto será lido na primeira sessão da Câmara pós-recesso, amanhã. Depois será submetido às comissões da Casa e, em seguida, vai a votação. Dado o momento político pós-manifestações, acredito que os vereadores aprovarão a proposta. E por unanimidade. Taí uma verdadeira prova de fogo.
Nota curtíssima
Quando a esmola é demais, o santo olha para o lado, pega o dinheiro e finge que não é com ele.
Custando menos
Desde o último dia primeiro, a tarifa do ônibus urbano está R$ 0,10 mais barata. De R$ 2,85, caiu para R$ 2,75. A questão, entretanto, não é apenas a redução no valor da passagem, mas na qualidade dos serviços. E, principalmente, como de fato vai funcionar o subsídio público às empresas. Ainda não está claro. A população com certeza agradece essa queda, mas quer melhorias nos serviços.
Frase da semana
"Nove, em cada dez presos no Carandiru, foram mortos com tiros na cabeça". Conclusão do Ministério Público, no julgamento dos PMs no massacre do Carandiru. Sexta-feira, 2, na Folha de S. Paulo.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Minha sugestão
Antes de atacar a imprensa, seria interessante que os vereadores Wilson Cerqueira e Erika Monteiro, ambos do PT, e da base aliada do prefeito Paulo Hadich (PSB), percorressem vários pontos da cidade, para conhecer seus reais problemas. Afinal, a fiscalização do Poder Executivo é um dos preceitos básicos do Poder Legislativo.
Pontos visitáveis
O novo - e põe novo, nisso - prédio da biblioteca pública, que está sendo depredado pela ação de vândalos; a falta de sinalização de solo nas ruas da cidade (foi alvo de mais uma matéria, ontem nesta Gazeta); a precariedade do sistema semafórico do Município, que está cada vez pior e provoca graves problemas ao trânsito; a falta de medicamentos na Rede Pública de Saúde são alguns endereços que poderiam ser visitados. Então seria simples de entender o porquê das críticas publicadas constantemente pela imprensa. São situações reais, visíveis e palpáveis. Não há invenções.
Triste memória...
Tudo isso, entretanto, não é motivo para saudosismo. Se alguém está sentindo saudades dos oito anos do último governo, que sente num cantinho qualquer e deixe a saudade passar. É um sentimento que nem em brincadeira devemos deixar exposto. Principalmente por tudo o que aconteceu. E ninguém deve apagar da memória esses acontecimentos, principalmente para que as futuras gerações aprendam com as lições tiradas dos ensinamentos políticos recentes de Limeira.
Punição pública
Nesta semana, mais um lote de alimentos vencidos foi encontrado em supermercado. Desta vez bolachas, já fora do prazo de validade. Volto a insistir no que escrevi na coluna de domingo. Está na hora de a Vigilância Sanitária elaborar uma lista dos infratores e divulgar na imprensa, pois se trata de um grave crime contra a saúde pública.
Só para lembrar
O mensalão do PT virou "mesadinha" perto do "propinoduto" no Metrô do PSDB paulista.
A última de hoje
Hoje é dia primeiro de agosto, que não terá uma sexta-feira 13. Por ser o oitavo mês do ano, significa que dois terços de 2013 estão indo embora... Não tem desgosto e os cachorros loucos estão calmos. Se há alguma coisa com que se preocupar, mesmo, é que o ano de 2014 se aproxima. Para tirar o sono de muita gente.
Antes de atacar a imprensa, seria interessante que os vereadores Wilson Cerqueira e Erika Monteiro, ambos do PT, e da base aliada do prefeito Paulo Hadich (PSB), percorressem vários pontos da cidade, para conhecer seus reais problemas. Afinal, a fiscalização do Poder Executivo é um dos preceitos básicos do Poder Legislativo.
Pontos visitáveis
O novo - e põe novo, nisso - prédio da biblioteca pública, que está sendo depredado pela ação de vândalos; a falta de sinalização de solo nas ruas da cidade (foi alvo de mais uma matéria, ontem nesta Gazeta); a precariedade do sistema semafórico do Município, que está cada vez pior e provoca graves problemas ao trânsito; a falta de medicamentos na Rede Pública de Saúde são alguns endereços que poderiam ser visitados. Então seria simples de entender o porquê das críticas publicadas constantemente pela imprensa. São situações reais, visíveis e palpáveis. Não há invenções.
Triste memória...
Tudo isso, entretanto, não é motivo para saudosismo. Se alguém está sentindo saudades dos oito anos do último governo, que sente num cantinho qualquer e deixe a saudade passar. É um sentimento que nem em brincadeira devemos deixar exposto. Principalmente por tudo o que aconteceu. E ninguém deve apagar da memória esses acontecimentos, principalmente para que as futuras gerações aprendam com as lições tiradas dos ensinamentos políticos recentes de Limeira.
Punição pública
Nesta semana, mais um lote de alimentos vencidos foi encontrado em supermercado. Desta vez bolachas, já fora do prazo de validade. Volto a insistir no que escrevi na coluna de domingo. Está na hora de a Vigilância Sanitária elaborar uma lista dos infratores e divulgar na imprensa, pois se trata de um grave crime contra a saúde pública.
Só para lembrar
O mensalão do PT virou "mesadinha" perto do "propinoduto" no Metrô do PSDB paulista.
A última de hoje
Hoje é dia primeiro de agosto, que não terá uma sexta-feira 13. Por ser o oitavo mês do ano, significa que dois terços de 2013 estão indo embora... Não tem desgosto e os cachorros loucos estão calmos. Se há alguma coisa com que se preocupar, mesmo, é que o ano de 2014 se aproxima. Para tirar o sono de muita gente.
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