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terça-feira, 16 de abril de 2013

Educação e cidadania. Uma difícil prática

A educação, penso, deveria ser o primeiro critério para avaliar o grau de desenvolvimento de um povo. De um país, que tenha pretensões de se inserir no cenário global, servindo como exemplo diferenciado e possível de ser copiado. E quando falo de educação, não estou apenas me referindo ao seu contexto formal, que vai da alfabetização aos bancos universitários, que é importante, sim, à medida que serve de esteio ao ato de exercer a própria cidadania. Sem a educação formal de boa qualidade (e que ainda patina por aqui, do extremo sul ao extremo norte, com raros exemplos de sucesso), não é possível exercer um outro tipo de educação, que é o objeto desse meu comentário: a educação que dá significado ao comportamento das pessoas. A sua inserção social como ser humano, que sabe respeitar os limites de suas atitudes e, por isso, merece ser respeitado. Que lhe confere o caráter da civilidade. Da polidez e da cortesia, que são seus sinônimos mais simples.
Nesse caso, é a falta desse caráter que desejo comentar. Observado no dia a dia de quem sai às ruas, para demonstrar justamente como não se deve agir em ambientes públicos e muito menos passar esse tipo de ensinamento para quem ainda está em início de aprendizado. E são exemplos de comportamentos básicos, que nem deveriam estar sendo considerados, mas são tantos e tão absurdos, que é preciso tentar trazê-los à luz para, quem sabe, possa servir à consciência daqueles que os praticam. É comum ver pessoas, a poucos centímetros de um coletor de lixo, atirando papel ao chão. Sejam folhetos de propaganda, maços de cigarros, papel de balas e chocolates, que além de emporcalharem o passeio público acabam causando transtorno ambiental e até mesmo riscos à  integridade física daqueles que por lá circulam, principalmente em período de chuva. Ou motoristas atirando latinhas de refrigerantes pela janela de carros, sem qualquer cerimônia.
Ainda no domingo, ao deixar minha filha na Rodoviária para seu retorno a São Carlos, onde estuda, um grupo de jovens próximo de uma das lanchonetes, das plataformas de embarque, estava com copos de cerveja, conversando de forma descontraída, até que um deles, em um esbarrão, derrubou o copo do amigo ao chão, quebrando-o e espalhando seu conteúdo. Até aí, um acidente. O que se seguiu é que me deixou profundamente chocado. O faxineiro do setor estava passando pelo local, já ia fazer a devida limpeza, quando esse grupo decidiu chutar os cacos para todas as direções, para em seguida, sorrindo, deixar tranquilamente a área. Na sequência lá foi o servidor juntar os restos do copo e enxugar o chão.
Não está errado atribuir esse tipo de conduta à má qualidade da educação formal, que é uma de suas causas. Mas não custa lembrar, também, que os primeiros ensinamentos vêm dos exemplos que trazemos de casa, das práticas que compartilhamos desde os primeiros momentos de nossas vidas. Princípios de civilidade não são equações matemáticas, que se resolvem na ponta do lápís. Fazem parte da lição diária de cidadania, que muita gente ainda não aprendeu.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Imprudência? Pressa? Falta rigor na lei

Fiz um pequeno comentário na coluna de quinta-feira, mas penso que vale a pena retornar ao tema, pela gravidade que ele representa. Trata-se das recentes mortes no trânsito, em Limeira, envolvendo veículos e motocicletas. As três recentes na semana passada e outra em meados de março, que deixaram sequelas irreversíveis nas famílias e entram para a fria estatística das ocorrências policiais. Sem entrar no mérito da questão do erro - do condutor ou do piloto - é preciso uma reflexão que tenha um alcance, além do simples juízo de valores. É fácil imputar culpa, apresentar algoz e vítima. Difícil é pensar no que se pode fazer de concreto para que haja uma redução nesse tipo de tragédia. Acidentes são, invariavelmente, resultado da imprudência, da pressa, de fatores psicológicos externos; penso, porém, que na maioria dos casos é a impunidade que estimula a própria imprudência. Se alguém puder me responder, com presteza, quantos "assassinos" do trânsito estão presos, cumprindo pena pelos seus crimes, seria de grande valor. As brechas legais, entretanto, não nos permitem responder. Assim como deixam livres os infratores.

Mais força na lei
Se o maior rigor da Lei Seca provocou uma queda razoável nas ocorrências, envolvendo motoristas, volante e ingestão de álcool, garantindo maior fiscalização por parte das autoridades, tanto em ruas de cidades quanto em estradas, ainda falta muito a ser alcançado. Esse rigor precisa chegar também às medidas punitivas e até mesmo às sócio-educativas. Precisa tratar cada caso em suas particularidades.

Fatos recorrentes
Para comprovar esse raciocínio acima, basta acompanhar o noticiário, tanto na mídia impressa quanto eletrônica, que diariamente vai encontrar uma situação, que envolve abusos no trânsito. E em seus diversos graus de gravidade até aos óbitos, com identificação dos infratores que, longe de receberem a devida punição, logo mais estarão cometendo outras infrações. É como se nada tivesse acontecido. 

Os números frios
Só para relembrar, no dia 22 de março, uma jovem morreu ao colidir sua motocicleta com um veículo, que não respeitou o sinal de "Pare" da via. No dia 8 de abril, pela madrugada, um rapaz de 28 colidiu sua moto em um posto e também morreu. No mesmo dia, só que pela manhã, uma outra jovem, de 25, teve sua vida interrompida, quando um veículo conduzido por um médico-residente da Santa Casa também não respeitou o sinal de parada obrigatória, arremessando-a para debaixo de um carro. E o mais recente, aconteceu na noite do dia 9, quando um rapaz de 23 anos caiu de sua moto. Ele morreu na quinta-feira, dia 11.

Exemplos doídos
Com as exceções do rapaz que colidiu sua moto em um poste e do outro que caiu, os dois acidentes envolvendo as duas jovens só aconteceram por imprudência e desrespeito dos motoristas. Esses sim, devem servir de exemplo e receber suas devidas punições, mas nós já sabemos o que vai acontecer. Espertos advogados vão às brechas que a lei permite (e por isso são ações legais), recorrer e postergar qualquer ação punitiva àqueles que são culpados pelas perdas dessas duas vidas. A qualquer momento estarão, novamente, com o volante nas mãos e, quem sabe, cobrindo de luto outras famílias também. É a frieza da lei.

Mudança nas leis
E esses advogados não podem ser criticados ou execrados, por isso. Estão simplesmente se utilizando de uma ferramenta que a legislação penal brasileira, o nosso Código Penal, permite. São brechas e mais brechas, que garantem recursos sobre recursos e, assim, o processo vai se alongando. É necessária uma revisão urgente dessas leis, que são ultrapassadas. É preciso que se enxugue a maior parte das possibilidades de recursos, que apenas servem para postergação das ações penais.

Falta consciência
Até o fechamento desta coluna, não havia sido registrado nenhuma outra ocorrência como as descritas nas notas acima. É preciso apelar também à consciência das pessoas, para que a imprudência não faça novas vítimas nesse nosso trânsito, que mata cada vez mais.

Pergunta rápida
Alguém ainda acredita na revitalização da Praça do Museu?

Tudo como antes
A descontinuidade, à qual me refiro há muito tempo em meus comentários, é uma marca registrada de todos os governos municipais e vem de tempos imemoriáveis. Não adiante teimar ou contestar. Está escrito na história política de Limeira. O novo prédio da biblioteca municipal está lá, prontinho. Sabe-se lá o que será feito dele.

A exceção à regra
Há, porém, alguma descontinuidade elogiável. E a ideia de transformar o que restou da Machina São Paulo em shopping popular é um exemplo. Está certo o prefeito Paulo Hadich (PSB) em abortar o infeliz - e populista - projeto da gestão Félix da Silva (PDT). Levar o Ceprosom para lá seria muito interessante. Com um restauro da arquitetura original, aproveitando-se o que de intacto, pode ser uma solução interessantíssima para aquela área, hoje bastante desenvolvida. Que esse novo projeto se transforme em realidade. O município agradece.

Nota curtíssima
É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Artigo 5º, inciso IX. Constituição Federal.

Frase da semana
"Venho depor como denunciante e saio como réu". De Lindalvo Delgado Medeiros, que propôs a ação para abertura da Comissão Processante contra o vereador Edmilson Gonçalves (PSDC). Sexta-feira, 12, na Gazeta.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Os 100 em 107
A Prefeitura de Limeira anunciou, através de sua Secretaria de Comunicações, que o balanço dos 100 dias do governo Paulo Hadich (PSB), completados ontem, será no próximo dia 17. Enquanto isso, outros prefeitos comemoram índices positivos, como Fernando Haddad (PT), em São Paulo e até mesmo Jonas Donizete, do mesmo partido de Hadich, em Campinas. Vale lembrar que Donizete elaborou um plano de governo para os cem dias iniciais.

É preciso mais
Até agora, a única proposta elogiável e inédita, aqui em Limeira, é o Orçamento Participativo, que já provou eficiência em outros municípios. Nem mesmo o programa "Esse Bairro é Meu" pode ser computado. Apesar de ser um projeto inovador e de alcance social inestimável (caso venha a se concretizar), ficou na memória pelos tristes acontecimentos posteriores. Esfriou os ânimos da administração também.

Ação e reação
Está na hora, também, de parar de reclamar da herança da administração passada, que todo limeirense sabe do estrago deixado e que ainda vai causar problemas ao Município. O prefeito tem a obrigação de vir a público e apresentar o desastroso saldo deixado por Félix e cia. Sem medo de dar nome aos personagens. Sem mais a acrescentar de negativo. E esperando ansiosamente pelos resultados positivos. Acredito que haja condições para a atual administração deslanchar. Vamos esperar.

Sexo dos anjos
Essa é uma expressão muito utilizada, quando se quer dizer que uma discussão é desprovida de interesse. Quando se tenta dar a amenidades tom de seriedade. Tenho acompanhado às segundas-feiras, via transmissão de rádio, as sessões da Câmara, enquanto vou desenvolvendo minhas atividades na edição desta Gazeta. Ainda não consegui descobrir se anjo é masculino, feminino ou assexuado.

É precio vacinar
Tempos de tirania e desrespeito com jornalistas, supunha-se, tivessem ficado no passado de triste memória. Uma recaída agora é inaceitável.

Até quando vai?
As estatístiscas sobre acidentes e mortes no trânsito limeirense já são assustadoras, nesses primeiros meses de 2013. Uma selvageria, que é resultado da imprudência da pressa, e até mesmo da formação de condutores e motociclistas. O volante foi transformado em gatilho de metralhadora, pelas ruas da cidade.

A última de hoje
Se o projeto da oposição para o Brasil se desenvolve por meio de factoides criados para o desempenho da economia nacional sobre a sazonalidade de alguns produtos e segmentos, alguns candidatos terão que se contentar em continuar oposição.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Livre arbítrio, mas com inteligência

Em longa entrevista ao site Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm) publicada ontem, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) voltou a defender a regulamentação da mídia, como forma de garantir independência e isenção no noticiário e a não politização da informação. Apesar de concordar com ele, que há, sim, ideologização da notícia, moldada aos interesses políticos de grupos empresariais e também de partidos, na maioria dos meios de comunicação da mídia impressa ou eletrônica, essa história de regulamentação, que pode ser tratada como regulação da divulgação daquilo que interessa ou não a governos e governantes, é perigosa aos princípios da democracia e à própria liberdade de expressão.
Apesar do desconforto que uma opinião contrária representa, seja ela pertinente ou não, a ninguém é dado o direito de tolher conceitos emitidos por quem quer que seja, simplesmente por que vão de encontro a determinada linha de pensamento. Esteja ela alinhada à direita, ao centro ou à equerda. Esse marco regulatório, que o governador gaúcho defende com unhas e dentes, compartilhado até mesmo por profissionais da mídia, teórica e conceitualmente é interessante garantir um maior acesso à informação, para que todos os grupos sociais tenham direito a expressar-se sem edição de conteúdos. Que, sabe-se, é feita conforme a linha editorial de cada meio de comunicação. Deixa de ser interessante, porém, à medida em que pode ser utilizada para promover o retorno da censura prévia, que num passado não muito distante, atingia justamente quem agora opta por esse caminho, indesejado por todos.
A defesa unilateral dessa regulação não leva em conta a importância de conhecer as vozes dissonantes. Silenciá-las seria dar munição a um inimigo oculto, que pode se tornar mais arriscado ainda. Conhecê-los e enfrentá-los, em suas opiniões, é muito mais produtivo e prático do que ser surpreendido por um ataque pela retaguarda. Talvez esteja faltando esse entendimento àqueles que desejam ardentemente regular os meios de comunicação. Alguns até que mereceriam ser regulados, porque não conseguem distinguir embate de ideias de ataques pessoais, incompatíveis com a condição de formadores de opinião. Esses, porém,  já são regulados pelos próprios leitores, ouvintes e espectadores. Apenas fazem coro a grupos socias e políticos bem definidos. Um direito que têm.
Essa regulação não representa, é evidente, a existência de um Pravda, da extinta União Soviética, ou de um Granma, em Cuba. Mas pode se tornar um instrumento pernicioso, ao alcance de qualquer um. Principalmente daqueles que apostam no quanto menos informação melhor. É preciso que fique claro, também, que muitos dos que hoje se postam visceralmente contra essa proposta, no passado já regularam e manipularam muito também. Isso, entrentanto, é passado. O presente nos mostra que ninguém precisa ser domesticado. É imperativo dar ao cidadão o direito de exercer sua própria inteligência. A seu próprio favor. Ou contra. É o livre arbítrio.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Máquina inchada, serviços públicos ineficientes

Os serviços públicos essenciais estão cada vez mais precários. Descendo lá do governo federal e chegando aos municipais, atravessando como ponte os estados da Federação. Não sobra um nível sequer na hierarquia das administrações públicas, que se possa elogiar. Alguns serviços - e importantes - até merecem destaques pela capacidade que têm em flexibilidade, alternando bons e maus momentos. Não é o suficiente, entretanto, para garantir qualidade e eficiência. Então vejamos. O governo federal peca pela orgia em cargos no serviço público, por onde muito dinheiro se esvai, mas a ineficiência da máquina estatal não vê melhorias. O mesmo acontece nos estados e nos municípios. E ao acomodarem pessoas em cargos que muitas vezes não lhes dizem respeito, o fazem para não serem incomodados. E não importa a bandeira ou cor ideológica. Todos se perdem nessa estrutura inchada dos interesses políticos. Para garantir uma base de apoio e com isso governar sem sobressaltos. Rachaduras, às vezes, são inevitáveis, porém tudo dentro da zona de conforto. Um cenário que não muda nunca, pago com o dinheiro do povo.
 
Cooptação política
Cada esfera da administração pública traz suas marcas negativas, que no entra e sai de governo, vão se arrastando sem soluções práticas. Todos querem governar em causa própria e a causa maior, que seria a sociedade, acaba sempre em segundo plano. É melhor garantir poderes legislativos subservientes e atrelados, do que enfrentar os problemas e resolvê-los, cada um dentro de suas necessidades.
 
E não muda nunca
Nesses casos, a conveniência política vai se sobrepor, sempre, aos interesses públicos. Tudo o mais é mera retórica, uma espécie maquiagem para esconder a verdadeira face da política, que de arte do bem governar os povos, acaba se transformando num escandaloso festim particular, de propósitos nada republicanos para satisfazer vaidades pessoais. E de boas intenções o inferno está cheio.   
 
Discurso da utopia
Enquanto políticos se lambuzam no mel do poder - embora ainda acredite que há bons e capacitados homens públicos - o povo é obrigado a se contentar com um melado viscoso, nem sempre doce. Análises nesse sentido podem até parecer - e a vezes se transformam mesmo - utopia. Melhor pecar pelo sonho para, quem sabe, os pesadelos possam definitivamente acabar. É preciso apelar á consciência desses agentes públicos, que ocupam cargos eletivos (ou não), que precisam trabalhar para todos. Nos ferimos demais quando esmurramos ponta de faca, mas a esperança é que a qualquer momento ela se vergue e deixem de provocar cortes profundos, doloridos e desnecessários. 
 
É preciso acreditar
É produtivo, sim, fazer esse exercício de otimismo, que pode até provocar uma reação positiva e forte contra o marasmo e a mesmice política aqui instalados. Não custa e nunca é tarde demais para tentar. Mesmo porque já ficou provado que a força popular é muito maior que a hipocrisia daqueles que pensam ser eternizados no poder. O pessimista - que é por consequência um conformista - só corrobora com a perpetuação da canalhice assentada em pontos estratégicos de comando.
 
Um exemplo prático
Vamos a dois fatos positivos, que estão movimentando a política limeirense: a CPI do SAAE e a CP do Edmilson (vereador Edmilson Gonçalves-PSC). Pela conduta dos vereadores até aqui, há razões para acreditar numa mudança de postura em relação à Legislatura anterior, subserviente aos mandos e desmandos da administração Félix. Para se comprovar isso, será preciso observar as reações de cada um deles, assim que precisarem investigar alguma conduta imprópria da  administração do prefeito Paulo Hadich (PSB), que tem maioria confortabilíssima na Câmara Municipal. Se essa isenção continuar teremos muito o que comemorar.
 
Um ganho de todos
Se nos debates a bancada situacionista tem mostrado isenção e até mesmo comprometimento, é a prática que vai garantir esse ganho político, cujo benefício se estende à toda população. E também aos próprios vereadores. Caso contrário, assim como aconteceu com aqueles que se calaram diante de tantas e escancaradas denúncias, esses novos também serão apeados do poder. Enxotados da vida pública. Temos muitos e bons (ou seriam maus?) exemplos dessa situação.
 
Pergunta rápida
O que está faltando para a administração Paulo Hadich engrenar de vez?
 
Mais denúcias...
A precariedade de alguns serviços públicos em Limeira estão tirando o sono da população, pois dizem respeito a dois segmentos essenciais. A segurança pública e saúde. A primeira, mostrada por esta Gazeta, diz respeito ao mau funcionamento das câmeras de vigilância: apenas 13 em operação (se é que estão). E na saúde a falta de medicamentos na Saúde Mental, que continua sendo alvo de denúncias. Há um certo descompasso entre a teoria política e as ações práticas de governo.
 
Para, não para e...
... e volta a parar. Outro fato preocupante é o impasse entre o Poder Público e os servidores municipais. Uma queda de braço que afeta diretamente aqueles que precisam dos serviços públicos. Como prefeito, Hadich parece estar se esquecendo daquilo que fez aprovar como vereador. Interesses conflitantes, eu diria.
 
Está tudo escrito
Todas essas situação apresentadas corroboram com o que foi escrito aqui hoje. Compromissos e promessas eleitorais assumidas em campanha dão lugar à realidade, que os próprios eleitos não conseguem - ou querem - enxergar nos períodos pré-eleitorais. A verdade é que o novo se torna velho rapidinho... 
 
Nota curtíssima
Sexta-feira. Dia 5. 16h. Semáforos sem sincronismos travaram o trânsito no Centro.
 
Frase da semana
"Eu, como posto, agia de boa-fé. Também espero boa-fé para quem forneço". Fernando Soares da Costa Júnior, proprietário do Auto Posto Maktoub, que fornecia combustível para o SAAE, em depoimento à CPI na Câmara. Na Gazeta de Limeira. Sexta-feira, 5.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tom contrastante
Espera-se, ansiosamente, o balanço dos primeiros cem dias do governo Paulo Hadich (PSB). Há muita inquietação na base aliada, assim como uma comemoração exagerada da oposição. Cautela não faz mal a ninguém. Mesmo porque o caldo de galinha pode ser servido frio. E caldo frio, cá entre nós, ninguém merece.

Sem metas, difícil   
Parece que faltou planejamento para o marco centenário. Ou puro desconhecimento da importância em se programar; justamente para mostrar serviço e calar os críticos.

E deve ter doído...
Na sessão da Câmara da última segunda-feira, entre prorrogações de horários, discursos inúteis e achocolatados, o vereador André Tigrão (PMDB), pediu um aparte ao discurso do vereador Júlio Cesar Pereira dos Santos (DEM) para dizer que havia sido picado por uma abelha em reunião na cidade de Piracicaba. O presidente da Casa deveria ter encerrado a sessão.

Em outros tempos

Na coluna de quinta-feira passada, quando comentava sobre a greve do funcionalismo e o discurso político do prefeito Hadich, lembrei de que em outras gestões esse discurso - o da perseguição política - também foi utilizado, em diferentes situações. Citei a administração Pedrinho Kühl (PSDB) e as outras que se seguiram. O ex-prefeito tucano entrou em contato com este colunista para informar que nunca teve problemas com greves de servidores e sempre os valorizou. É preciso, entretanto, explicar que ao citar Kühl, Pejon, Félix e Zovivo, fiz apenas uma analogia dos discursos. A greve dos servidores foi apenas a liga entre as situações.

Para dar clareza
Só para completar o raciocínio, vale um registro importante: naquele período a diretoria do sindicato dos servidores, vinda de administrações castradoras, como as de Jurandyr Paixão, alternava sua atuação entre a omissão e a submissão. E assim continuou agindo, até a atual diretoria do Sindsel acabar com aquela hegemonia, à época voltada mais ao Poder Executivo do que à classe trabalhadora, no caso os funcionários públicos municipais.

Carga explosiva
CP do Edmilson e CPI do SAAE estão caminhando lado a lado. Logo mais se encontram. Para um início de Legislatura isso representa mais pólvora no paiol. E viva a democracia.

A última de hoje
Está na hora de todos tirarem os holofotes do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). É preciso jogá-lo novamente no ostracismo de onde saiu. É a melhor forma de dizer que ele não serve para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, por sua tendência à homofobia e ao racismo.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Primeiro, a lição de casa

A manchete desta Gazeta, publicada na edição do último domingo (Controladores de semáforos vão multar quem passa no vermelho) pode levar a um juízo apressado, de que uma nova ferramenta se somará àquelas destinadas a engordar a arrecadação do governo municipal, enfiando goela abaixo do contribuinte mais uma penalização, revertida aos cofres públicos em dinheiro vivo. E fácil. Posso adiantar, sem medo de errar, que não o é, por que o motorista precisa ser educado a ponto de perceber que no sinal vermelho é obrigatória a parada e no verde ele pode seguir. Raciocínio simples e lógico, porém, nem sempre assimilado. Especialmente por motociclistas e motoqueiros, que têm na categoria de disk-entregas o maior número de infratores.
Não é uma mentira e nem uma acusação leviana. É fato consumado. Se alguém ainda não acredita nisso, que pare por alguns minutos em uma esquina qualquer do Centro da cidade controlada por semáforos, e logo perceberá a quantidade de abusos cometidos, além do desrespeito aos mais elementares artigos e incisos do Código Brasileiro de Trânsito. É um desafio que lanço, tanto a condutores de automóveis como pilotos de motocicletas e também aos pedestres, para que comprovem, no local, quanta barbaridade se comente de uma só vez. Em nome da pressa ou se fundamentando na famosa "Lei de Gérson", aquela da propaganda de uma marca de cigarros, que o então jogador de futebol, da seleção brasileira, ao final do comercial exclamava "gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve...!", que caiu no gosto popular, mas pelo lado negativo, de se aproveitar de uma situação em benefício próprio. Pura deformação do caráter.
Por isso sou favorável, sim, a um mecanismo que afunde a mão no bolso de quem comete essas trangressões, que põem em risco a integridade física de todos. Só a informação da abertura da licitação para aquisição desse equipamento, feita pela secretária dos Transportes, Andréa  Júlia Soares, e publicada com exclusividade pela Gazeta, em matéria da jornalista Érica Samara da Silva, já pode trazer alguma melhoria ao próprio trânsito limeirense, um dos piores do interior, dada a ineficácia dos próprios semáforos, que há muito tempo estão dessincronizados. E o pior de tudo, sem solução rápida e aparente. 
Antes dessa inovação, porém, a própria secretária tem uma obrigação: a de anunciar - e executar - completa revitalização no sistema de sinais na área central, que no ínicio do ano parecia estar melhorando, mas que agora descambou de vez. Não há um único corredor de sinaleiros, que faça o tráfego fluir, sem uma interrupção brusca no terceiro ou quarto cruzamento, produzindo um efeito cascata de congestionamentos e irritando os condutores. Toda tecnologia que possa reduzir riscos ao ser humano é bem-vinda. Sempre. Mesmo que implique em custo financeiro. Antes, porém, é preciso corrigir as falhas do sistema que irá utilizá-la. Para que o resultado final não seja mais desastroso ainda. Como instalar um chip de última geração no velho Eniac. Alguém se lembra dele?