A extinção do tráfico de drogas é técnica e humanamente impossível. Tema constante de estudos e debates entre órgãos governamentais e entidades não governamentais, que estão sempre à busca da melhor forma de combater essa epidemia, que é mundial, e movimenta cifras acima de centenas de milhões, em qualquer moeda do Planeta. Enquanto houver oferta e procura, o faturamento dos cartéis não sente nem cócegas quando se estoura uma biqueira ou se apreendem alguns quilos a mais do produto. Nem mesmo a interrupção de rotas conhecidas, por onde passam da maconha à cocaína, não se esquecendo também do crack e das drogas sintéticas, tem surtido o efeito necessário a controlar esse crime, que além de encorajar outros delitos, causa enormes prejuízos à saúde pública, num ciclo que começa com o usuário, chega à sua família, e vai parar no sistema público de saúde, que ainda não tem estrutura adequada para esse tipo de tratamento. A capacidade de investimento do Estado tem sido menor que a do traficante, que está no topo dessa cadeia produtiva. Quando deveria ser o contrário.
Medidas de combate ao vício (as mais diversas, polêmicas ou não) e que são - ou pelo menos deveriam ser - o primeiro passo ao enfraquecimento do tráfico, estão sempre na pauta de governos, com programas de saúde e também de ações práticas de segurança em pontos de comercialização. Não passam, infelizmente, dos primeiros dias e caem no lugar comum. O exemplo do Estado de S. Paulo, que aprovou lei de internação compulsória a dependentes do crack e outros entorpecentes, é uma prova da ineficiência do Estado. Oferece-se a possibilidade às famílias desesperadas e depois não tem como garantir o acesso, pela própria escassez de leitos hospitalares próprios a receber o doente. Entendo que é o primeiro e mais importante passo para a cura.
Ações policiais, que se mostram eficazes num momento inicial, nem sempre têm a continuidade necessária e acabam, também, tropeçando na mesma falta de estrutura, para manter tais programas. As Unidades de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro, que foram um golpe duro na hegemonia dos criminosos nos grandes aglomerados de favelas cariocas, passa por um apagão de eficiência. Assim como foi o deslocamento da cracolândia paulista, que simplesmente foi para outro lugar. E mais perto de nós, a ação do "Esse Bairro é Meu", da Prefeitura de Limeira em conjunto com as forças de segurança do município, no Odécio Degan. São operações importantes, que podem até afetar financeiramente o tráfico local, mas não chegam ao centro nervoso de poder. Aos chefões, que simplesmente transferem seus pontos para outros locais, na busca por novos usuários e fazendo propaganda para manter os já existentes. É preciso enfraquecer o poder paralelo do tráfico. O Estado precisa ousar mais e, além da força, ter vontade política para agir. O caminho existe e a direção é conhecida. Talvez falte coragem para ver o que existe além do muro.
terça-feira, 5 de março de 2013
domingo, 3 de março de 2013
Talvez com atraso; digitalização é irreversível
Não dá mais para esperar o mundo se tornar um oceano de papéis, que ocupam espaço e com o tempo se deterioram e se perdem e à própria história. É preciso, de uma vez por todas, deixar a aversão às novas tecnologias de lado, porque a hora já chegou. E é agora. Independentemente da minha, da sua e da nossa vontade. Aqueles que se mostrarem hesitantes perante as mudanças perderão seu lugar. Esse é apenas o início do processo de digitalização das ações cíveis, que tramitam na Justiça limeirense e, de agora em diante, deixarão de ser físicas, para ganhar espaço na era virtual. E, em vez de pilhas e pilhas de documentos, se resumirão a um arquivo de computador, com acesso fácil e rápido das partes interessadas, muitas vezes sem a necessidade de deslocamento e consultas nos cartórios por onde transitam. O anúncio da modernização do sistema de informática no Fórum de Limeira, divulgado na sexta-feira em manchete desta Gazeta, sinaliza uma clara irreversibilidade de todo esse processo, que aos poucos chegam aos municípios. E deve significar mais agilidade, desde a petição do advogado à decisão do juiz.
Tempo de ajustes
Essa nova Era, que vai tomando conta do próprio desenvolvimento humano, revela um avanço, que chega até com certo atraso nas relações entre todas as partes envolvidas em ações judiciais: vítimas, réus, advogados e membros do Judiciário. Quem leu a matéria da jornalista Renata Reis pode entender como funcionará o sistema e seus benefícios, que gradativamente deve chegar às outras comarcas.
Prováveis reações
Como qualquer novidade nem sempre tem receptividade imediata de todas as partes, haverá reações contrárias e até mesmo tentativas de desacreditar o novo sistema, que tenho a impressão, implicará menos burocracia e, com isso, menos tempo de trâmite processual. Isso talvez assuste um pouco os advogados acostumados a prazos dilatados, que muitas vezes usam a favor de seus clientes.
Desconforto total
Divergências acontecerão e até mesmo quem mais se beneficiará desses avanços imporá certa resistência em aceitá-los. Tirar alguém da zona de conforto para uma mudança brusca de rotina significa tirar-lhe a própria roupa. E ninguém gosta de ser desnudado em público. A rapidez nas transformações causadas por essas novas tecnologias, é como se estivéssemos reinventando a roda diariamente. E a cada dia com uma novidade, capaz de torná-la mais ágil ainda do que girar em seu próprio eixo. É preciso que todos reflitam sobre isso. Mesmo porque o movimento é contínuo e chegou a um ponto que não tem mais volta.
Ideias e... ideais
Estava esperando a poeira baixar para tecer alguns comentários sobre a vinda da jornalista cubana Yaoni Sánchez ao Brasil. A "blogueira", que se notabilizou pelo enfrentamento ao poder dos irmãos Castro, teve duas recepções diferentes. A de uma pop-star e a de uma traidora. A primeira ficou por conta de setores da direita, que desconhecem o trabalho de Sánchez como jornalista. E a segunda, e mais degradante possível, da esquerda ainda emburrecida, que a tratou como traidora de uma causa (que já foi um ideal para todo jovem, que viveu entre os anos 1960 e 1970), mas hoje precisa se atualizar para tentar sobreviver.
Coragem e luta
Nem pop-star, nem traidora. Apenas uma jornalista, que luta para poder escrever o que pensa e defender as suas ideias, como todos nós fazemos. Quem não concorda com a luta de Yaoni, que apenas discorde e respeite suas opiniões, afinal faz parte do ideal pelo qual ela luta: a liberdade de expressão, que todos sabemos - e sem levar em conta a propaganda capitalista americana - não existe na ilha de Fidel e de Raúl. Os ícones, que já foram por sua coragem e determinação em derrubar o ditador Fulgêncio Baptista, não existem mais e hoje se tornaram também ditadores. E defender essa liberdade, vale para toda espécie de ditadura. Tanto da esquerda quanto da direita. Vale lembrar que o autoritarismo não tem bandeira ideológica, a não ser a sua própria sobrevivência.
Uma profissional
Além de "blogueira", como ficou mais conhecida internacionalmente por seu trabalho, Yaoni Sánchez é correspondente do diário espanhol El País, em Havana. E quem quiser conhecê-la e as suas ideias, pode segui-la pelo Twitter, no endereço @yaonisanchez ou acessar seu blog http://www.desdecuba.com/generaciony/
Respeito mútuo
Não importa de que lado estamos. Nem nossas cores ideológicas. A vida nos ensina que, mesmo discordando da opinião de quem quer que seja, temos que respeitá-la. Assim como exigimos que respeitem a nossa. Quem não age por esses princípios, certamente não está preparado para viver uma verdadeira democracia.
Falta esperteza
E se Cuba resiste em seu socialismo sessentão e consegue incomodar o próprio capitalismo americano, são os EUA quem lhes garante esse status, insistindo na imposição e continuidade das barreiras econômicas à Ilha. A partir do momento em que o embargo à Cuba for retirado, o regime político capitaneado pelos irmãos Castro e conduzido, sim, exclusivamente por Fidel, estará com seus dias contados. Ruirá pela sua própria fragilidade.
Pergunta rápida
Como Yaoni seria recebida no Brasil se fosse uma blogueira de esquerda, denunciando uma ditadura de direita?
Nota curtíssima
UFC em 2014: No octógono Lula e Dilma contra FHC e Aécio Neves. Como mediador Eduardo Campos. Narração de José Serra.
A frase da semana
"Podem estar bebendo demais ou fumando maconha". Do cardeal americano Timothy Dolan, sobre aqueles que o tratam como favorito a assumir o novo papado. Em entrevista à CNN, na quinta-feira, 28.
Tempo de ajustes
Essa nova Era, que vai tomando conta do próprio desenvolvimento humano, revela um avanço, que chega até com certo atraso nas relações entre todas as partes envolvidas em ações judiciais: vítimas, réus, advogados e membros do Judiciário. Quem leu a matéria da jornalista Renata Reis pode entender como funcionará o sistema e seus benefícios, que gradativamente deve chegar às outras comarcas.
Prováveis reações
Como qualquer novidade nem sempre tem receptividade imediata de todas as partes, haverá reações contrárias e até mesmo tentativas de desacreditar o novo sistema, que tenho a impressão, implicará menos burocracia e, com isso, menos tempo de trâmite processual. Isso talvez assuste um pouco os advogados acostumados a prazos dilatados, que muitas vezes usam a favor de seus clientes.
Desconforto total
Divergências acontecerão e até mesmo quem mais se beneficiará desses avanços imporá certa resistência em aceitá-los. Tirar alguém da zona de conforto para uma mudança brusca de rotina significa tirar-lhe a própria roupa. E ninguém gosta de ser desnudado em público. A rapidez nas transformações causadas por essas novas tecnologias, é como se estivéssemos reinventando a roda diariamente. E a cada dia com uma novidade, capaz de torná-la mais ágil ainda do que girar em seu próprio eixo. É preciso que todos reflitam sobre isso. Mesmo porque o movimento é contínuo e chegou a um ponto que não tem mais volta.
Ideias e... ideais
Estava esperando a poeira baixar para tecer alguns comentários sobre a vinda da jornalista cubana Yaoni Sánchez ao Brasil. A "blogueira", que se notabilizou pelo enfrentamento ao poder dos irmãos Castro, teve duas recepções diferentes. A de uma pop-star e a de uma traidora. A primeira ficou por conta de setores da direita, que desconhecem o trabalho de Sánchez como jornalista. E a segunda, e mais degradante possível, da esquerda ainda emburrecida, que a tratou como traidora de uma causa (que já foi um ideal para todo jovem, que viveu entre os anos 1960 e 1970), mas hoje precisa se atualizar para tentar sobreviver.
Coragem e luta
Nem pop-star, nem traidora. Apenas uma jornalista, que luta para poder escrever o que pensa e defender as suas ideias, como todos nós fazemos. Quem não concorda com a luta de Yaoni, que apenas discorde e respeite suas opiniões, afinal faz parte do ideal pelo qual ela luta: a liberdade de expressão, que todos sabemos - e sem levar em conta a propaganda capitalista americana - não existe na ilha de Fidel e de Raúl. Os ícones, que já foram por sua coragem e determinação em derrubar o ditador Fulgêncio Baptista, não existem mais e hoje se tornaram também ditadores. E defender essa liberdade, vale para toda espécie de ditadura. Tanto da esquerda quanto da direita. Vale lembrar que o autoritarismo não tem bandeira ideológica, a não ser a sua própria sobrevivência.
Uma profissional
Além de "blogueira", como ficou mais conhecida internacionalmente por seu trabalho, Yaoni Sánchez é correspondente do diário espanhol El País, em Havana. E quem quiser conhecê-la e as suas ideias, pode segui-la pelo Twitter, no endereço @yaonisanchez ou acessar seu blog http://www.desdecuba.com/generaciony/
Respeito mútuo
Não importa de que lado estamos. Nem nossas cores ideológicas. A vida nos ensina que, mesmo discordando da opinião de quem quer que seja, temos que respeitá-la. Assim como exigimos que respeitem a nossa. Quem não age por esses princípios, certamente não está preparado para viver uma verdadeira democracia.
Falta esperteza
E se Cuba resiste em seu socialismo sessentão e consegue incomodar o próprio capitalismo americano, são os EUA quem lhes garante esse status, insistindo na imposição e continuidade das barreiras econômicas à Ilha. A partir do momento em que o embargo à Cuba for retirado, o regime político capitaneado pelos irmãos Castro e conduzido, sim, exclusivamente por Fidel, estará com seus dias contados. Ruirá pela sua própria fragilidade.
Pergunta rápida
Como Yaoni seria recebida no Brasil se fosse uma blogueira de esquerda, denunciando uma ditadura de direita?
Nota curtíssima
UFC em 2014: No octógono Lula e Dilma contra FHC e Aécio Neves. Como mediador Eduardo Campos. Narração de José Serra.
A frase da semana
"Podem estar bebendo demais ou fumando maconha". Do cardeal americano Timothy Dolan, sobre aqueles que o tratam como favorito a assumir o novo papado. Em entrevista à CNN, na quinta-feira, 28.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Para pensar
Ainda não está suficientemente claro a quem interessa o mandato do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC), alvo de uma Comissão Processante (CP) na Câmara. Ter um suplente assumindo seu lugar - que parece ser a lógica do momento - não vai modificar a conformação numérica entre situação e oposição. Já com o vereador Aloizio Andrade (PT), não há preocupação do partido em relação à outra CP e uma possível cassação. Como o PT correu em raia própria nas eleições proporcionais, o suplente será sempre do PT. Sem prejuízos políticos. Se alguém quiser desmentir...
Pode dar certo
Longe dos embates políticos, o que se percebe é uma Câmara melhor focada e com pouco mais de qualidade que as anteriores. Resta saber se os vereadores estão dispostos ao uso dessa prerrogativa pela população. E a maioria governamental não pode transformar essa condição em subserviência. De triste memória.
Quem sabe faz...
...a hora, não espera acontecer. Vou me apoderar desse verso, da música "Pra não dizer que não falei das flores" - ou Caminhando, como gostam muitos - de Geraldo Vandré, para definir a atitude do papa Bento XVI, que discursou ontem pela última vez em seu papado, após a renúncia anunciada no último dia 11.
Avançar é preciso
Bento XVI, apesar de se dizer cansado, atirou pesado contra aqueles que, sob uma veste religiosa, não cumpriram suas ordens. Estavam preocupados com o poder e a vaidade. Conservador ao extremo - o papa que já não é mais o Sumo Pontífice da Igreja Católica - não fez muita coisa para modernizar a igreja, mas sua renúncia pode propiciar uma renovação e evitar uma debandada maior ainda de fieis. O discurso e as atitudes dessa igreja precisam mudar rápido e caminhar na direção do povo e suas aspirações. E não apenas sob dogmas seculares e ultrapassados. Estamos no Século XXI.
Já está nas ruas
Com 20 meses de antecedência, a campanha à Presidência da República de 2014 já tomou corpo e a troca de farpas entre situação (leia-se PT e coalizão) e oposição (entenda-se PSDB e agregados) ganha força. Resta saber quem terá mais anestesia para aguentar as espetadas. Os dois lados já carregam sacolas de pedras. O problema é que ambos têm tetos de vidro finíssimo. E não precisa muito esforço para quebrá-los. Já os periféricos não têm cacife para o enfrentamento.
A última de hoje
A liberdade de expressão serve justamente para dar vez e voz ao contraditório. O que eu penso pode não ser o que outros pensam e vice-versa. Não há nada mais sagrado que esse direito. Pena que nem todos entendem assim.
Ainda não está suficientemente claro a quem interessa o mandato do vereador Edmilson Gonçalves (PSDC), alvo de uma Comissão Processante (CP) na Câmara. Ter um suplente assumindo seu lugar - que parece ser a lógica do momento - não vai modificar a conformação numérica entre situação e oposição. Já com o vereador Aloizio Andrade (PT), não há preocupação do partido em relação à outra CP e uma possível cassação. Como o PT correu em raia própria nas eleições proporcionais, o suplente será sempre do PT. Sem prejuízos políticos. Se alguém quiser desmentir...
Pode dar certo
Longe dos embates políticos, o que se percebe é uma Câmara melhor focada e com pouco mais de qualidade que as anteriores. Resta saber se os vereadores estão dispostos ao uso dessa prerrogativa pela população. E a maioria governamental não pode transformar essa condição em subserviência. De triste memória.
Quem sabe faz...
...a hora, não espera acontecer. Vou me apoderar desse verso, da música "Pra não dizer que não falei das flores" - ou Caminhando, como gostam muitos - de Geraldo Vandré, para definir a atitude do papa Bento XVI, que discursou ontem pela última vez em seu papado, após a renúncia anunciada no último dia 11.
Avançar é preciso
Bento XVI, apesar de se dizer cansado, atirou pesado contra aqueles que, sob uma veste religiosa, não cumpriram suas ordens. Estavam preocupados com o poder e a vaidade. Conservador ao extremo - o papa que já não é mais o Sumo Pontífice da Igreja Católica - não fez muita coisa para modernizar a igreja, mas sua renúncia pode propiciar uma renovação e evitar uma debandada maior ainda de fieis. O discurso e as atitudes dessa igreja precisam mudar rápido e caminhar na direção do povo e suas aspirações. E não apenas sob dogmas seculares e ultrapassados. Estamos no Século XXI.
Já está nas ruas
Com 20 meses de antecedência, a campanha à Presidência da República de 2014 já tomou corpo e a troca de farpas entre situação (leia-se PT e coalizão) e oposição (entenda-se PSDB e agregados) ganha força. Resta saber quem terá mais anestesia para aguentar as espetadas. Os dois lados já carregam sacolas de pedras. O problema é que ambos têm tetos de vidro finíssimo. E não precisa muito esforço para quebrá-los. Já os periféricos não têm cacife para o enfrentamento.
A última de hoje
A liberdade de expressão serve justamente para dar vez e voz ao contraditório. O que eu penso pode não ser o que outros pensam e vice-versa. Não há nada mais sagrado que esse direito. Pena que nem todos entendem assim.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Está na hora de deixar a hipocrisia de lado
Tudo o que eu faço - ou não faço - é bom. É do bem. E o que os outros fazem - ou deixam de fazer - não tem valor. Se não se fala diretamente que é do mal, as entrelinhas deixam bem claro a expressão desse pensamento. Não preciso explicar que essas duas afirmações - dentro de um único contexto - se referem à política partidária e suas nuances. Hoje, de forma mais acentuada pela facilidade de acesso à informação e pelo desenvolvimento das redes sociais na internet. Estou discorrendo sobre a desconstrução de ações e até mesmo de pessoas, cujo propósito é levar dúvida à população, na tentativa de ofuscar o trabalho de agentes públicos, mesmo quando estes agem de boa fé e pelo interesse do bem comum. Um dever de ofício do administrador público. E direito do cidadão.
Busca-se determinada imagem, desfocando-a da contextualização geral da ação e, a partir daí, institucionalizar uma crítica mais aguda. Não gosto. Não acho justo quando se mistura instituição com aqueles que a representam e, apesar de um ser complemento do outro, observa-se uma tentativa de mostrar alguma vulnerabilidade ou provar inabilidade no trato com o público. Exageros, nestes casos, em vez de firmar uma imagem positiva, podem descambar para o ridículo. São muitos os políticos que ainda gostam de se utilizar da ferramenta do marketing de imagens fortes e contundentes, que podem até dar resultado em determinado momento, mas já se mostraram antiquadas e desgastantes. E um prato cheio para advsersários e desafetos. O problema é que essas situações saem do embate no campo das ideias, para se tornar simplesmente uma briga entre siglas. Deixa-se a sensatez de lado. A razão dá lugar à paixão, que ofusca a inteligência.
A imagem que está circulando nas redes sociais desde o final da semana passada, em que o prefeito Paulo Hadich (PSB) aparece de arma em punho, em ação conjunta entre a Prefeitura e as polícias Civl e Militar, no Odécio Degan, na última sexta-feira, 22 (mais que necessária e tardia, diga-se, pois deveria ter sido tomada já na administração passada) é um exemplo típico desse marketing de imagens, que, convenhamos, parece ter comprometido politicamente toda aquela operação, ao gerar uma ação esganiçada entre oposicionistas, que entenderam pôr no centro das atenções apenas aquela imagem e não o propósito pacificador daquele procedimento. Não sei se foi uma imagem vazada clandestinamente ou publicada deliberadamente, mas poderia ter sido evitada. Inclusive por quem fez o flagrante. De fato não pegou bem, mas também não deve ser considerado o objeto principal daquele momento. E Hadich tem que entender que agora ele não está mais delegado, mas é o prefeito de Limeira. E deve preservar sua imagem como tal. Para não dar munição a seus adversários, que estão se aproveitando - e dentro do direito que lhes cabe - para emplacar um julgamento político, neste momento desnecessário. Como é desnecessária também toda a hipocrisia "do bem".
Busca-se determinada imagem, desfocando-a da contextualização geral da ação e, a partir daí, institucionalizar uma crítica mais aguda. Não gosto. Não acho justo quando se mistura instituição com aqueles que a representam e, apesar de um ser complemento do outro, observa-se uma tentativa de mostrar alguma vulnerabilidade ou provar inabilidade no trato com o público. Exageros, nestes casos, em vez de firmar uma imagem positiva, podem descambar para o ridículo. São muitos os políticos que ainda gostam de se utilizar da ferramenta do marketing de imagens fortes e contundentes, que podem até dar resultado em determinado momento, mas já se mostraram antiquadas e desgastantes. E um prato cheio para advsersários e desafetos. O problema é que essas situações saem do embate no campo das ideias, para se tornar simplesmente uma briga entre siglas. Deixa-se a sensatez de lado. A razão dá lugar à paixão, que ofusca a inteligência.
A imagem que está circulando nas redes sociais desde o final da semana passada, em que o prefeito Paulo Hadich (PSB) aparece de arma em punho, em ação conjunta entre a Prefeitura e as polícias Civl e Militar, no Odécio Degan, na última sexta-feira, 22 (mais que necessária e tardia, diga-se, pois deveria ter sido tomada já na administração passada) é um exemplo típico desse marketing de imagens, que, convenhamos, parece ter comprometido politicamente toda aquela operação, ao gerar uma ação esganiçada entre oposicionistas, que entenderam pôr no centro das atenções apenas aquela imagem e não o propósito pacificador daquele procedimento. Não sei se foi uma imagem vazada clandestinamente ou publicada deliberadamente, mas poderia ter sido evitada. Inclusive por quem fez o flagrante. De fato não pegou bem, mas também não deve ser considerado o objeto principal daquele momento. E Hadich tem que entender que agora ele não está mais delegado, mas é o prefeito de Limeira. E deve preservar sua imagem como tal. Para não dar munição a seus adversários, que estão se aproveitando - e dentro do direito que lhes cabe - para emplacar um julgamento político, neste momento desnecessário. Como é desnecessária também toda a hipocrisia "do bem".
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Prestação de serviços e estímulo à economia
Não estava errado o prefeito cassado, Silvio Félix da Silva (PDT), quando apresentou e ofereceu espaço no Pátio Limeira Shopping - à época apenas Shopping Pátio - a diretores do Poupatempo, serviço desburocratizado do Governo de SP para emissão rápida de documentos, que vieram para vistoriar um local para a instalação de uma unidade local. Não sei se ele pensava na atração de visitantes e, consequentemente, no aquecimento da economia local e do consumo, ou qualquer outra possibilidade, que acabou não acontecendo porque, mais uma vez, o governo tucano paulista negou tal pedido, embora não tenha negado para Rio Claro e mais recentemente Americana. Complementando meu raciocínio iniciado na coluna da última quinta-feira, além de ser um serviço de altíssimo nível (inegável), é uma fonte de captação de recursos ao município. Pude comprovar isso, com minha ida ao Poupatempo de Rio Claro refazer alguns documentos, meus e de minha mulher. A circulação de pessoas por aquela unidade é impressionante. E grande parte - a maioria talvez - de cidades da região. Inclusive Limeira.
Balanço positivo
Essa grande - e põe grande nisso - circulação de pessoas nos Poupatempos fomenta o consumo nos municípios, onde estão instalados. Seja em unidades de shopping centers ou mesmo em imóveis próprios. Como em Rio Claro está em shopping, muito dinheiro de visitantes é deixado por lá. Quer seja na área de alimetação, a meu ver a mais beneficiada, como também em outros comércios.
Fato comprovado
Isso é perceptível pelo movimento dentro na unidade e também no estacionamento do centro de vendas, observando-se as placas dos veículos que lá estão. Une-se, assim, o útil ao agradável. Facilita a própria população local e de cidades vizinhas, algém de ser fonte de divisas, pois a movimentação diária nesses postos de atendimento é intensa. E um dia pelo outro, torna-se uma grande fatia do bolo.
Fora de shopping
Em Piracicaba, por exemplo, o Poupatempo fica na praça central da cidade e a circulação de pessoas é maior ainda. O comércio central, bares e restaurantes também agradecem.
Há algo errado
Se há geração de recursos e circulação de dinheiro, o próprio governo do Estado também tem seu ganho com a arrecadação de impostos. Por isso, fica a crítica e um questionamento pela não existência de uma unidade do Poupatempo estadual também em Limeira: o que não há por aqui, que está sobrando em outros municípios? E que não me venham falar em questões ideológicas e de afinidades de governo, porque essa perrengagem é de muitos anos. Mesmo porque, se assim fosse, seria uma estupidez muito grande, porque o desenvolvimento de cada cidade representa também o crescimento do Estado, como unidade da Federação.
Desinteresse total
Isso dá a entender que deve haver algo muito maior - um ruído, uma sombra e etc - entre a necessidade local e o interesse do governo estadual em mandar uma unidade desse serviço para cá. Talvez esteja faltando aquele importante elo, que é a representatividade política. Algo ou alguém que dê visibilidade ao município pelo lado positivo. Limeira não pode, entretanto, desistir de lutar por seus interesses, que são os de todos. Principalmente da população, que teria sua vida facilitada em muitas questões burocráticas. Se o governo do Estado é refratário a Limeira, está na hora de Limeira ser refratária ao governo do Estado.
Um dever de ofício
Transparência, no poder público, não é qualidade. É dever. É prioridade. E levar essa transparência - até hoje ainda não existente - ao extremo é fundamental para um bom desempenho político e administrativo. A iniciativa dos três poderes locais, em promover um seminário sobre o tema, como o da última quarta-feira é louvável. Mais que isso, coloca Limeira na rota da moralidade, que ainda tem um longo percurso a percorrer, até seu ponto final.
Eles estavam lá?
Acompanhei, pelas redes sociais, críticas e críticos da iniciativa do seminário da transparência. Espera-se que tenham participado - e contribuído - com o evento.
Para não esquecer
Hoje, 24 de fevereiro, é uma data marcante para Limeira. Completa-se um ano da cassação do prefeito Silvio Félix da Silva (PDT), numa das maiores viradas políticas da história recente do município. Talvez o início da caminhada para a transparência, da qual estamos falando agora. Um momento único que não precisa de muita análise, simplesmente pelo fato de ter acontecido e da forma como aconteceu. E o mais importante: da força que a população tem, quando há interesse em aplicá-la.
Pergunta rápida
Por onde anda e como está Silvio Félix da Silva?
Nota curtíssima
É preciso acreditar, sempre, nos 100% de transparência do setor público.
Falta de educação
Esta não é uma coluna de esportes. Porém, mais que análise esportiva é preciso entender a situação de confronto - ou violência - de torcidas de futebol pelo viés educacional. Quando há morte, como o caso do garoto boliviando atingido por um foguete corintiano, a situação gera comoção e debates muitas vezes longe do racional. Nesse caso, a Conmebol foi racional e tomou a decisão correta. Mesmo que a punição chegue também aos bons torcedores. Ou começa a punir sem dar chances de recorrência ou as tragédias continuarão. Não se pode banalizar o esporte a esse ponto.
A frase da semana
"Oposição pode juntar quem quiser que não derrotará Dilma em 2014". Do ex-presidente Lula, em discurso na comemoração dos dez anos do PT no governo federal. Quarta-feira, 20, no UOL Notícias - Política.
Balanço positivo
Essa grande - e põe grande nisso - circulação de pessoas nos Poupatempos fomenta o consumo nos municípios, onde estão instalados. Seja em unidades de shopping centers ou mesmo em imóveis próprios. Como em Rio Claro está em shopping, muito dinheiro de visitantes é deixado por lá. Quer seja na área de alimetação, a meu ver a mais beneficiada, como também em outros comércios.
Fato comprovado
Isso é perceptível pelo movimento dentro na unidade e também no estacionamento do centro de vendas, observando-se as placas dos veículos que lá estão. Une-se, assim, o útil ao agradável. Facilita a própria população local e de cidades vizinhas, algém de ser fonte de divisas, pois a movimentação diária nesses postos de atendimento é intensa. E um dia pelo outro, torna-se uma grande fatia do bolo.
Fora de shopping
Em Piracicaba, por exemplo, o Poupatempo fica na praça central da cidade e a circulação de pessoas é maior ainda. O comércio central, bares e restaurantes também agradecem.
Há algo errado
Se há geração de recursos e circulação de dinheiro, o próprio governo do Estado também tem seu ganho com a arrecadação de impostos. Por isso, fica a crítica e um questionamento pela não existência de uma unidade do Poupatempo estadual também em Limeira: o que não há por aqui, que está sobrando em outros municípios? E que não me venham falar em questões ideológicas e de afinidades de governo, porque essa perrengagem é de muitos anos. Mesmo porque, se assim fosse, seria uma estupidez muito grande, porque o desenvolvimento de cada cidade representa também o crescimento do Estado, como unidade da Federação.
Desinteresse total
Isso dá a entender que deve haver algo muito maior - um ruído, uma sombra e etc - entre a necessidade local e o interesse do governo estadual em mandar uma unidade desse serviço para cá. Talvez esteja faltando aquele importante elo, que é a representatividade política. Algo ou alguém que dê visibilidade ao município pelo lado positivo. Limeira não pode, entretanto, desistir de lutar por seus interesses, que são os de todos. Principalmente da população, que teria sua vida facilitada em muitas questões burocráticas. Se o governo do Estado é refratário a Limeira, está na hora de Limeira ser refratária ao governo do Estado.
Um dever de ofício
Transparência, no poder público, não é qualidade. É dever. É prioridade. E levar essa transparência - até hoje ainda não existente - ao extremo é fundamental para um bom desempenho político e administrativo. A iniciativa dos três poderes locais, em promover um seminário sobre o tema, como o da última quarta-feira é louvável. Mais que isso, coloca Limeira na rota da moralidade, que ainda tem um longo percurso a percorrer, até seu ponto final.
Eles estavam lá?
Acompanhei, pelas redes sociais, críticas e críticos da iniciativa do seminário da transparência. Espera-se que tenham participado - e contribuído - com o evento.
Para não esquecer
Hoje, 24 de fevereiro, é uma data marcante para Limeira. Completa-se um ano da cassação do prefeito Silvio Félix da Silva (PDT), numa das maiores viradas políticas da história recente do município. Talvez o início da caminhada para a transparência, da qual estamos falando agora. Um momento único que não precisa de muita análise, simplesmente pelo fato de ter acontecido e da forma como aconteceu. E o mais importante: da força que a população tem, quando há interesse em aplicá-la.
Pergunta rápida
Por onde anda e como está Silvio Félix da Silva?
Nota curtíssima
É preciso acreditar, sempre, nos 100% de transparência do setor público.
Falta de educação
Esta não é uma coluna de esportes. Porém, mais que análise esportiva é preciso entender a situação de confronto - ou violência - de torcidas de futebol pelo viés educacional. Quando há morte, como o caso do garoto boliviando atingido por um foguete corintiano, a situação gera comoção e debates muitas vezes longe do racional. Nesse caso, a Conmebol foi racional e tomou a decisão correta. Mesmo que a punição chegue também aos bons torcedores. Ou começa a punir sem dar chances de recorrência ou as tragédias continuarão. Não se pode banalizar o esporte a esse ponto.
A frase da semana
"Oposição pode juntar quem quiser que não derrotará Dilma em 2014". Do ex-presidente Lula, em discurso na comemoração dos dez anos do PT no governo federal. Quarta-feira, 20, no UOL Notícias - Política.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
E que falta faz
Ontem pela manhã estive no Poupatempo de Rio Claro, para confecção de 2ª via da carteira de identidade. Cheguei por volta de 10h e 13h30 estava tudo resolvido. Isso a pouco mais de 12 km de Limeira, sentido interior. E outros 17 km, no sentido capital, Americana também tem um recém-instalado. Limeira, que já pleiteia esse serviço do governo do Estado, há anos rasteja para consegui-lo. E nada. Somos obrigados a um deslocamento, que leva tempo e dinheiro. Então pergunto: por que o governador tucano Geraldo Alckmin desdenha tanto de um município que sempre lhe rendeu excelentes votações? Jeito tucano de governar.
Sempre foi assim
Mesmo quando Limeira era governada pelo tucanato, a situação era a mesma coisa. Limeira está esquecida pelo Estado. E quando não, não aceita discutir alguns temas, como o novo presídio, para mudar seu regime de funcionamento. Mesmo com várias autoridades - até juízes - indo em busca de diálogo.
Quem duvidou...
O vereador Edmilson Gonçalves (PSDC) foi recundizo à Câmara pela Justiça. Era questão certa, assim que ele ingressasse com pedido de liminar. Agora vamos ver o comportamento dessa mesma Câmara com essa reviravolta.
Medindo palavras
Daqui para frente, os vereadores terão que medir cada palavra. Um "a" escorregado pode levar a um pedido de Comissão Processante. E sempre vai haver um vereador, por um motivo ou outro, pronto a chancelar o pedido, conforme suas simpatias ou antipatias. Trocar alhos com bugalhos pode ser um motivo forte para uma CP. Comentei, em minha coluna de domingo, que aventureiros iriam começar a aparecer. Agora cumpre a cada vereador, que tenha discernimento e bom senso, não entrar na lábia de quem não tem nada a perder. E não cair no ridículo perante a população e seu eleitorado.
Nunca vai acabar
Para quem pensou que a política rasteira havia acabado em Limeira, alguns dignos representantes do povo estão mostrando justamente o contrário. Depois, a imprensa é a culpada.
A última de hoje
Já estão definidos os procuradores mineiros, que vão apreciar as denúncias de Marcos Valério contra Lula, feitas em delação premiada. E pasmem, um deles - Adailton Nascimento - foi acusado de engavetar uma investigação para proteger um deputado tucano. O outro - José Adérico Leite Sampaio - recebeu a medalha da Inconfidência, do governador Antonio Anastasia, também do PSDB. Em qual número apostar? No vermelho, 13, ou no azul-amarelo, 45? Vamos às fichas.
Ontem pela manhã estive no Poupatempo de Rio Claro, para confecção de 2ª via da carteira de identidade. Cheguei por volta de 10h e 13h30 estava tudo resolvido. Isso a pouco mais de 12 km de Limeira, sentido interior. E outros 17 km, no sentido capital, Americana também tem um recém-instalado. Limeira, que já pleiteia esse serviço do governo do Estado, há anos rasteja para consegui-lo. E nada. Somos obrigados a um deslocamento, que leva tempo e dinheiro. Então pergunto: por que o governador tucano Geraldo Alckmin desdenha tanto de um município que sempre lhe rendeu excelentes votações? Jeito tucano de governar.
Sempre foi assim
Mesmo quando Limeira era governada pelo tucanato, a situação era a mesma coisa. Limeira está esquecida pelo Estado. E quando não, não aceita discutir alguns temas, como o novo presídio, para mudar seu regime de funcionamento. Mesmo com várias autoridades - até juízes - indo em busca de diálogo.
Quem duvidou...
O vereador Edmilson Gonçalves (PSDC) foi recundizo à Câmara pela Justiça. Era questão certa, assim que ele ingressasse com pedido de liminar. Agora vamos ver o comportamento dessa mesma Câmara com essa reviravolta.
Medindo palavras
Daqui para frente, os vereadores terão que medir cada palavra. Um "a" escorregado pode levar a um pedido de Comissão Processante. E sempre vai haver um vereador, por um motivo ou outro, pronto a chancelar o pedido, conforme suas simpatias ou antipatias. Trocar alhos com bugalhos pode ser um motivo forte para uma CP. Comentei, em minha coluna de domingo, que aventureiros iriam começar a aparecer. Agora cumpre a cada vereador, que tenha discernimento e bom senso, não entrar na lábia de quem não tem nada a perder. E não cair no ridículo perante a população e seu eleitorado.
Nunca vai acabar
Para quem pensou que a política rasteira havia acabado em Limeira, alguns dignos representantes do povo estão mostrando justamente o contrário. Depois, a imprensa é a culpada.
A última de hoje
Já estão definidos os procuradores mineiros, que vão apreciar as denúncias de Marcos Valério contra Lula, feitas em delação premiada. E pasmem, um deles - Adailton Nascimento - foi acusado de engavetar uma investigação para proteger um deputado tucano. O outro - José Adérico Leite Sampaio - recebeu a medalha da Inconfidência, do governador Antonio Anastasia, também do PSDB. Em qual número apostar? No vermelho, 13, ou no azul-amarelo, 45? Vamos às fichas.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Mais longe, impossível. A mídia (quase) esquecida
Apesar da competência dos profissionais, jornalistas na sua maioria,
que hoje atuam na Secretaria de Comunicações da Prefeitura de Limeira,
percebo um governo distante da mídia. Há, nas relações entre jornalistas
da imprensa diária e dos altos escalões da administração de Paulo
Hadich (PSB), uma frieza incompatível com a política. E por mais empenho
dos poucos secretários, que têm aparecido por iniciativa de suas
próprias pastas, não é o suficiente para que a população conheça quem
são os homens e mulheres de confiança, que cercam o novo prefeito.
A maior exposição, até aqui, se deu por conta do secretário da
Administração, Tércio Garcia, o ex-prefeito de São Vicente, que veio
nomeado pela cota do partido, comandado nacionalmente pelo governador do
Pernambuco, Eduardo Campos. Uma exposição negativa e recheada de
denúncias - algumas políticas, com boa carga de revanchismo entre grupos
políticos adversãrios - contra seus dois mandatos, exercidos no mais
velho município do Brasil, no litoral sul paulista. E por conta de ações
já em andamento na Justiça, como a que a Gazeta publicou no sábado e
respondida pelo próprio Tércio, na edição de domingo. O secretário da
Saúde, Raul Nilsen, só concedeu a primeira entrevista à Gazeta, após a
jornalista Renata Reis cobrar, em sua coluna Percepções, por mais
atenção.
E apesar do pouco tempo, até aqui, do mandato de Hadich, a impressão
que fica é de não haver empatia dos próprios secretários com a
população, da qual são representantes indiretos, pela via de seu
representante direto, ou seja do prefeito. Os poucos que apareceram,
como escrevi lá no começo, o fizeram por dever de ofício, como, Nivaldo
Menezes, da Cultura, pela retomada do carnaval popular limeirense, do
secretário da Educação, José Claudinei Lombardi, que abriu o ano letivo
em reunião com profissionais da Educação no Nosso Clube, e mais um ou
dois, em aparições relâmpagos. Um bom time é onde ha coesão, sem que um
ou outro jogador se sobressaia sobre os demais, mas é preciso torná-los
conhecidos e participativos. E isso não está acontecendo. Não dá para
brincar de esconde-esconde com função pública. Não é possível que não
tenham nada a informar de forma direta. E não há, também, por que temer a
mídia e nem transformá-la em cúmplice do terror e das maquinações
políticas dos adversários. Exemplos não faltam. Nós jornalistas estamos
sempre à disposição para ouvir, relatar e analisar.
Só que temos certa ansiedade por informações. Impossível que não haja
nada de positivo a divulgar, que não seja por obrigação e necessidade. O
trivial vira notícia diária. Ninguém precisa por o guizo no pescoço do
gato, para saber quando ele está se aproximando. Por sorte, a atual
administração conta com um corpo de jornalistas, que estão sempre
atentos às demandas dos meios de comunicação, suprindo essa falta de
contado direto dos titulares das pastas. Se o silêncio é espontâneo e
indica tempo gasto com trabalho, ótimo. Se há excessiva centralização de
poder, para evitar esse contato, fica tudo como antes. Infelizmente.
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