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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ainda há tempo para se fazer algo útil

As cenas de umamera de segurança, exibindo adolescentes destruindo mudas de árvores recém-plantadas na Avenida Comendador Agostinho Prada, mostrada por esta Gazeta, com exclusividade, na última sexta-feira, é a mais pura e triste imagem da inversão de valores de nossa sociedade. Enquanto o preservacionismo é o tema do momento, jovens em bando, sentido-se no direito de destruir o patrimônio público, cujo dinheiro que o custeou saiu dos bolsos dos próprios pais, é de provocar calafrios. Se as imagens reproduzidas em fotos são chocantes, o vídeo é mais estarrecedor ainda. Embora essas imagens estejam em poder da polícia, tenho dúvidas de que esses jovens sejam identificados e seus pais responsabilizados. Posso estar enganado, mas o assunto terá o mesmo final de tantas outras denúncias que a mídia produz. A questão, entretanto, não é a ação - ou a falta dela - das autoridades, mas sim a dos próprios jovens, que sem saber que estavam sendo filmados, se divertiam com o estrago que provocavam. Está, mais uma vez, comprovada a falta de políticas públicas voltadas à juventude limeirense. Triste!

Ausência total
É verdade que toda essa energia empregada na destruição, como se fosse diversão, vai além de um simples "ocupar de tempo" desses adolescentes. Passa pela sua formação familiar, complementada pela escola, e por afora. Uma situação puxa a outra. Não se pode, entretanto, eximir a falta de interesse do poder público em cumprir o seu papel nesse cenário todo. É preciso chamar à responsabilidade suas próprias deficiências.

E faz-de-conta
Por isso me revolto - e a sociedade deve se revoltar também - sempre que vejo um vereador propondo leis restritivas. É desfocar da realidade. É buscar o caminho mais fácil, descompromissado com ações práticas e que demandem a capacidade desse poder público como gestor de soluções. Remediar é muito mais cômodo do que prevenir. A questão é o efeito colateral do remédio, às vezes pior que todo o seu poder terapêutico.

Marketing dúbio
Tentar explicar o inexplicável é zombar da inteligência do cidadão. É chamá-lo de estúpido e, ainda por cima, tripudiar sobre o seu discernimento em certas situações. Insistir nessa estratégia é assinar um colossal atestado de incompetência. Iludir a opinião pública não é tão bom negócio assim!!!

Dito e assumido!
Continuo com minha promessa de não falar mais nada, nem mesmo criticar, o sistema de semáforos em Limeira. Assumi publicamente esse compromisso com o secretário Rodrigo Oliveira, durante o programa A Voz do Povo, de Osvaldo Davoli. Comentei, em minha participação, que não tocaria mais no assunto, até todos os problemas de sincronia, onda verde, etc, serem sanados. Vou continuar com meu silêncio, esperando pelo sinal verde!

Tem algo no ar...
Não sou dado a previsões políticas. Não tenho bola de cristal, e é uma das áreas do conhecimento humano onde mais se erra. Pouco ou quase nada se acerta, quando se tenta adivinhar, tamanha é a flexibilidade (interesses) dos políticos. Tenho opinião formada sobre o assunto. Sinto, entretanto, que o imprevisível está por acontecer. Tenho acompanhado, como observador, uma situação que pode estar mudando. E se mudar, como imagino, vai pegar muita gente de surpresa. Ainda é cedo para qualquer anúncio, mas minha percepção tem me indicado esse caminho. A cada dia que passa. Vou apenas deixar no ar!

Com muito sabor
A Uniap - Unidade de Apoio aos Portadores de Câncer - de Limeira promove, no próximo dia 15 de novembro, o Dia da Pizza. O preço, por um dos quatro sabores oferecidos na campanha, é de R$ 15,00. Mais informações pelo fone (19) 3441-6724. O endereço da entidade é Rua Tenente Belizário, 555, Centro. Conheça a Uniap, através do site www.uniap.org.br

Pergunta rápida
O que é mais fácil: tapar o sol com peneira ou enxugar uma pedra de gelo?

Se você quer ler
Mestre dos contos e falecido recentemente, Dalton Trevisan, paranaense nascido em Curitiba, deixou um legado literário ímpar. Tem em "O Vampiro de Curitiba" o seu mais conhecido - senão o mais celebrado - livro. Porém, dois de seus livros, O Pássaro de Cinco Asas e A Trombeta do Anjo Vingador (reunidos em um único volume) são os exemplos mais contundentes de sua obra. Vale a pena uma passada por essas obras, para acompanhar como Trevisan - o "vampiro" de Curitiba, que foi por muito tempo um codinome - desenvolve sua narrativa, levando sua experiência no jornalismo, tanto como repórter policial como crítico de cinema, aos seus livros. Interessante e arrebatador. Boa leitura!

Eu Recomendo!
Mais um filme do grande mestre Carlitos. De sua melhor fase. Trata-se de Luzes da Cidade (City Lights, EUA-1931), dirigido pelo próprio Charles Chaplin. Além do próprio Chaplin, o elenco tem ainda Virginia Cherrill, Florence Lee, Harry Myers, Hank Mann, T.S. Alexander e Al Ernest Garcia. A história mostra um vagabundo (Chaplin), que impede um homem rico (Harry Myers) que, bêbado, tenta se matar. Grato, ele o convida o vagabundo à sua casa, tornando-se seu amigo, mas assim que fica sóbrio esquece o que aconteceu e trata o vagabundo de forma diferente. Paralelamente, o vagabundo se interessa por uma florista cega (Virginia Cherrill), a quem tenta ajudar a pagar o aluguel atrasado e restaurar a visão, e que pensa que seu benfeitor é um milionário. Comovente. 87 minutos.

Frase da semana
"Não tem para onde a água da chuva escorrer. A ponte não tinha sido inaugurada". Do secretário de Obras, Celso José Gonçalves, após o surgimento de rachaduras e valetas no asfalto da ponte na Limeira-Cordeirópolis, aberta ao tráfego menos de dez dias. Na Gazeta. Quinta-feira, 20.
Sem explicação
Não entendo, a população não aceita e o usuário reclama, mas toda obra pública, mesmo depois de pronta, causa transtornos. E prejuízos aos cofres públicos e, consequentemente, a todos nós contribuintes. Os R$ 1,2 milhão aplicados na ponte da Limeira-Cordeirópolis está escorrendo córrego abaixo. Junto com a terra que sai da cabeceira da ponte e afundou o asfalto. Retrabalho dobrado! E muito óleo de peroba para tentar explicar o inexplicável.

Gastrite braba!
Meu estoque de antiácidos acabou. Não suportou mais esse descaso da administração pública. Justamente com aqueles que a colocou . No Paço Municipal!

Será que volta?
Os agentes de trânsito, os laranjinhas começam a aparecer mais. Sempre em dupla, estão ficando em esquinas na área central ou patrulhando em motocicletas. Será que agora a fiscalização vai ser para valer ou é apenas marketing? O que se pede não é muito: apenas que cumpram a função para a qual foram criados.

Para ficar claro
Não estou apoiando nenhum projeto político. De nenhum pré-candidato a nada. Seja qual for sua denominação partidária - super, hiper, supra, mega, blaster....- ou coloração ideológica. Como jornalista, minha função é mostrar prós e contras de todos os vieses. Como cidadão, caso alguém me convença, estarei, em outubro do ano que vem, depositando na urna eletrônica o meu apoio. Assim. E tão somente assim. Espero que tenha sido bastante claro nesse esclarecimento. Haja paciência!

em Marte...
...ou na Lua. O PR de Iracemápolis faz campanha contra a construção do presídio em Limeira. Informação útil: segurança passa, também, por presídios.

Português claro
A palavra da vez, hoje, é maracutaia. Um regionalismo brasileiro de uso informal. Segundo o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa, maracutaia é um substantivo feminino e significa negócio escuso, manobra ilícita, especialmente em política ou administração; traficância, fraude, falcatrua.

A última de hoje
Espera-se que serviço de locomotiva a vapor que o prefeito Silvio Félix (PDT) quer contratar, mediante anúncio publicado nesta Gazeta no sábado, dia 15, não seja para puxar nenhum trem da alegria. Dos tantos que estamos acostumados a ver. E sem locomotiva. Com uma, então...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A cena de um crime bárbaro

A morte violenta e premeditada do empresário limeirense Odair Zambom na semana passada, simplesmente tirou o chão dos nossos pés. Se vivemos constantemente sob um clima de aflição e insegurança urbanas, eis a beira do precipício. E longe de qualquer solução aparente, que não passe antes pela reestruturação do sistema de segurança pública e pelo reordenamento da estrutura econômica e social, que apesar de alguns avanços, ainda patina na incompetência do poder público. Em todos os níveis de comando. E quando me refiro a esse tema, não estou apenas vislumbrando novos presídios ou punições mais rigorosas. Da prisão perpétua à pena de morte defendida por muitos. Penso, antes de tudo, na formação do caráter do ser humano, que começa desde o choro de estreia neste mundo, ao deixar o ventre da mãe, até os primeiros anos no convívio familiar e, posteriormente, na educação que vai receber, como complemento, na escola.
Ainda na semana passada, esta Gazeta trouxe matéria interessante sobre as novas funções do professor, que vem assumindo o papel também de família da criança, do jovem ou adolescente, às vezes substituindo os próprios pais, quando mostra caminhos, que deveriam estar sendo preparados no lar de cada um. É possível que se vislumbrem, mais à frente, algumas distorções ainda não corrigidas, que continuam passando pela falta de oportunidades nesse desenvolvimento. Atribuir somente a isso tamanho desrespeito para com a vida, ao imaginar a tragédia que vitimou o empresário e todas suas causas e consequências, entretanto, é ser ingênuo demais. É não querer enxergar a patologia do crime que, em muitos casos, passa longe desse discurso sociológico e se torna uma séria e complexa questão de desmoronamento dos valores éticos e morais do homem. Tema discorrido por estudantes no 21º Prêmio Literário Gazeta de Limeira e que expõe todas essas condições aqui analisadas. É a banalização da vida, cujo valor é estipulado de acordo com o tamanho da encomenda.
A cronologia desse bárbaro crime pode, sim, ter começado na falta de todos esses pré-requisitos. Só não pode mais ser estudada apenas sobre essa ótica. Um círculo vicioso que começa a se fechar com a desestruturação familiar, ao não cultivar mais seus valores, que não são de antigamente, mas que condicionam ao entendimento da coletividade e ao convívio da plena harmonia. Na escola, sem essa carga referencial familiar, o aluno se revolta contra o professor que quer lhe impor os limites, que agredido, às vezes, não tem mais autoridade para decisões firmes, que o Estado lhe tirou, sem uma contrapartida. Desse ponto em diante a história é conhecida e o desfecho é imprevisível. Ou tão previsível, que não conseguimos enxegar seu alcance. Está pronta, portanto, a cena de um crime, que vai se repetir. Outras e muitas vezes mais! Lavar as mãos é mais fácil que assumir responsabilidades. Resumo óbvio de um trágico enredo!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fazer o que nos compete. E bem feito!

Do mais humilde trabalhador ou servidor público ao mais graduado profissional ou agente político, não existe escala de valores ou diferenças, quando se pensa no exercício de sua atividade. É preciso que todos saibam fazer aquilo a que se propuseram, sempre melhor a cada dia, para que ninguém precise de subterfúgios ou caminhos pouco convencionais para alcançar o seu objetivo. Essa máxima vale para todos aqueles que exercem suas responsabilidades de forma justa. Quando se desvia dessa rota, os resultados vão do imprevisível ao catastrófico. E exercer essa responsabilidade significa conhecê-la a fundo. O jornalista tem a missão de informar, para formar a opinião pública. O prefeito, como Poder Executivo, administrar bem e conscientemente seu município e o vereador legislar sobre causas de interesse coletivo e, principalmente, fiscalizar e exigir do Executivo o cumprimento de suas obrigações básicas. Não se pode oferecer caviar, se o feijão com arroz é o que mais sustenta. Infelizmente tem muita gente que mistura todo tipo de ingrediente e, ao final, a refeição do dia acaba numa inevitável gororoba.

Desvio de função
É preciso trazer essa primeira análise à esfera político-administrativa limeirense para uma inevitável conclusão: se os vereadores ou vereadoras exercessem suas funções conforme o esperado e fiscalizassem o Executivo para que atendesse melhor a população com mais creches, escolas e ensino de qualidade, todos iriam entender melhor seus deveres e saberiam exercer seus direitos. Não existe lei que corrija distorções morais!

Proibido proibir
Quando se criam leis de cunho restritivo, está tentando tapar o sol com a peneira. E com peneira de cristal, diga-se. É um claro reconhecimento à própria ineficiência, por não ter feito o que deveria de fato fazer, desde o início e de forma correta. A cada tentativa de legislar sobre proibições, avança-se à beira de um abismo sem fundos e cria um perigoso círculo vicioso. Proibir é cômodo. Difícil é pensar em soluções reais.

Repensar rápido
O atentado a tiros e posterior morte do empresário Odair Zambom, no rush da tarde de quinta-feira, acendeu a luz vermelha da insegurança. Uma mostra trágica da precariedade das polícias em combater o crime (organizado ou não). E escancara a falta de investimentos nos aparatos de segurança pública do Estado e do País. passou da hora de aumentar efetivos de rua e, principalmente, remunerar com dignidade os policiais que diariamente se expõem aos riscos. Sem essa demonstração, os marginais continuarão agindo como agiram na quinta-feira. À luz do dia, em horário de grande movimento e na área central da cidade. O que mais é possível dizer?

Está ultrapassada
Outra análise que se extrai do trágico acontecimento da quinta-feira, é a falta de espaço e o caos viário de Limeira, pelas suas ruas estreitas e falta de avenidas na área central. O atraso da chegada da viatura do Samu é a mais cabal prova desse caos, que hoje, infelizmente, nãomais solução aparente. O ônus - se é que isso vai resolver alguma coisa - fica totalmente com os planejadores do municípiodas década de 1930 e 1940, que, entre outras coisas, previam Limeira com uma população entre 80 e 100 mil nos anos 2000. estamos com o triplo disso. Pura falta de visão do progresso. Agora não adianta chorar sobre o leite derramado. E soluções milagrosas, nestes casos, não existem.

Pergunta rápida
Qual será a próxima proibição em Limeira?

Foi pela metade
Não se pode negar que a ponte na Limeira-Cordeirópolis, totalmente reconstruída pela Prefeitura e com seu leito maior e áreas de escape mais efetivas, ficou muito boa. A obra demorou, mas compensou. Apenas um senão: serviço feito pela metade. A primeira chuva, na sexta-feira, começou a levar as cabeceiras e pode comprometer todo o serviço feito até agora. Pressa não combina com obra de engenharia. Está parecendo o recente serviço no Barroca Funda. Está desmoronando... Que pena!

Se você quer ler
Hoje vou de sugestão para meus colegas de profissão. Leitura fundamental para quem quer entender o mercado da notícia e suas consequências. Estou falando de Notícia, Um Produto à Venda - Jornalismo na Sociedade Urbana e Industrial, da jornalista, professora universitária e doutora em Ciências da Comunicação, pela Universidade de São Paulo (onde atua hoje), Cremilda Medina, onde ela aborda o "tratamento das informações jornalísticas no próprio âmbito das redações, onde se cria e formula um produto para venda em banca: a notícia". Leitura obrigatória para todos nós, jornalistas.

Eu Recomendo!
Os atores não são conhecidos do grande público. Mas o filme é extremamente humano e comovente. Quem assistir vai perceber. Do início ao fim. Estou falando de O caçador de pipas (The Kite Runner, EUA-2007), que tem na direção Marc Forster. E no elenco Khalid Abdalla, Atossa Leoni, Shaun Toub, Sayed Jafar Masihullah Gharibzada, Zekeria Ebrahimi, Ahmad Khan Mahmidzada, entre outros. Um drama ambientado na capital afegã, Cabul, que conta a história de dois amgos: Amir (Zekeria Ebrahimi) e Hassan (Ahmad Khan Mahmidzada), que se divertem em um torneio de pipas. Após a vitória neste dia, um ato de traição de um menino marcará para sempre a vida de ambos. Amir passa a viver nos Estados Unidos, retornando ao Afeganistão apenas após 20 anos. É quando ele enfrenta a mão de ferro do governo talibã para tentar consertar o ocorrido em seu passado. 122 minutos.

Frase da semana
"Projeto quer proibir criança de empinar pipa na rua". Manchete desta Gazeta da última quinta-feira, 12 de outubro, quando se comemorou também o Dia da Criança.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

De volta à velha ladainha

A semana começa sob o signo da política. E, principalmente, sobre os acertos e desacertos partidários daqueles que pretendem concorrer a cargos eletivos - prefeito ou vereador - em 2012. Surpresas? Nem tanto e, se alguma aconteceu, foi por mero acaso, sem maiores consequências ao jogo que está começando. Ou melhor, começou oficialmente no último dia 7, com o chamado troca-troca de legendas, destituição de executivas de partidos e, aqui, um termo, que não sei se é inédito, mas vou criá-lo mesmo assim: o rouba-troca, que alijou muita gente do comando de suas siglas. Dirigente político, em comentários a este colunista, na sexta-feira, confidenciava sua preocupação, com a seguinte frase: "até agora, exatamente 11h45, a legenda a qual pertenço continua sob minha direção; não tive notícias de que ninguém a tomou de forma indevida". É muito triste, para não dizer chocante, ouvir uma afirmação dessa natureza, no caminhar deste Século XXI.
A intenção deste artigo, entretanto, não é chorar sob o leite derramado de políticos literalmente garfados ou dar loas a aspirantes à nobre nomenclatura, que vem sendo jogada no esgoto. muito tempo. Se todos esses malabarismos - e aliciamentos - começam a desenhar um quadro político ainda apenas em tons de cinza para Limeira, cores mais claras acompanham a definição dos nomes mais fortes e previsíveis, que os manterão frente à tela a concluir sua obra de arte, esperando apenas a pincelada final do eleitor, que virá da urna eletrônica em outubro do ano que vem. Acima de qualquer viés ideológico, é preciso mostrar justamente a face, limpa de qualquer maquiagem ou máscara, de cada um desses personagens. E firme à nossa frente, que se nos apresenta como obrigação ética, está a informação, que vai nos permitir disponibilizar à opinião pública os perfis daqueles que agora começam a se engalfinhar pelo doce prazer do poder. E é essa informação, que usada de forma consciente e transparente, dará ao eleitor os parâmetros às suas escolhas futuras.
Então, alguém me interrompe e, olhar atento ao que está à sua frente e ouvidos atiçados pelo falatório inevitável, me questiona: vai começar tudo de novo? A resposta afirmativa, de um sim, também inevitável, dará início a uma velha e conhecida ladainha que, de quatro em quatro anos, assola as mentes de cada um. E de todos nós! Se análises políticas são repetitivas e enfadonhas, elas podem se tornar uma espécie de vacina a nos imunizar do contágio de conhecidas e ultrapassadas infecções disseminadas por alguns agentes políticos, que também tentam usar essa repetição em proveito próprio. O cidadão se sente incomodado com isso e, muitas vezes, desdenha de sua própria força em contribuir para o extermínio da baixaria política, que tanto critica. Essa é a contribuição prática que podemos, como jornalistas, oferecer à sociedade. O cidadão precisa assimilar as informações e processá-las conforme sua consciência. Senão a farra política vai continuar.