O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) agoniza em Limeira e está deixando de fazer a captação de vagas para atender a empresas e trabalhadores. Está apenas atuando burocraticamente na questão do seguro-desemprego e carteira profissional. Mais uma “bomba” que explode em Limeira, sem que qualquer ação seja tomada efetivamente. E que exige a atuação de líderes políticos, que Limeira infelizmente não tem. Há muito tempo. Vai-se a Farmácia Popular. O PAT nessa situação e, agora, como esta Gazeta já havia antecipado, a Gerência Regional do Trabalho em Piracicaba confirmou, na quinta-feira o fim dos serviços dos auditores fiscais do Ministério do Trabalho em Limeira. Homologações e orientações trabalhistas agora, só em Piracicaba. Está tudinho detalhado na edição da última sexta-feira da Gazeta. Isso para citar órgãos federais. Quanto ao Estado, bem, o Estado é uma outra história e estão aí o AME, o ARE para garantir mais desilusão aos limeirenses. Isso sem contar o posto do Poupatempo, que sabe-se lá quando vai chegar por aqui. Estamos órfãos de líderes. Abandonados!
Acabou-se o que...
...era doce! O que impressiona é que de tempos em tempos o município se vê envolvido em alguma notícia, que só é notícia justamente pela ausência de lideranças e inoperância das arcaicas e antigas “forças vivas”, que simplesmente morreram na cidade. Não se vê mais mobilização. E as que ameaçam o conforto dos políticos de carteirinha são logo rechaçadas. Tratadas com desrespeito. A questão do aeródromo é uma delas!
Um faz de contas
O grande dilema, que vivemos por aqui, é esse “Conto da Carochinha” nada infantil. Uma fantasia melhor estilo “senhor Roarke e Tattoo”. Lembram-se da série “A Ilha da Fantasia”, estrelada por Ricardo Montalbán e Hervé Villechaize? Pois bem, tenta se fazer acreditar que tudo está sob controle, enquanto a realidade passa ao lado, levando muita coisa que encontra pela frente. Que ninguém demore demais para acordar...
E está decidido!
Para vencer as eleições presidenciais em 2014, o PSDB quer ser o PT. O senador mineiro Aécio Neves costura uma ala sindical para o partido, com as bênçãos do governador Anastasia. Quer CUT e CGT, entre outras centrais sindicais com filiados no partido. Tenta se aproximar do “povão”, como diz FHC. E Alckmin a tiracolo!
É preciso corrigir
O problema dos tucanos é outro. Chama-se arrogância. Principalmente no trato com as chamadas camadas populares. E foi o próprio FHC quem definiu esse estrato social como “gente carente e desinformada”. Num artigo escrito por ele próprio no início deste ano. Agora eles querem amealhar esses “carentes desinformados”.
Iniciativa válida
No próximo dia 31, às 19h, no Plenário da Câmara Municipal de Limeira haverá uma palestra sobre “Dependência química e suas consequências físicas, psíquicas e sociais”, com Liane de Jesus Teixeira Castrillon. Uma inciativa louvável da vereadora Nilce Segalla (PTB), autora do Dia do Combate ao crack em Limeira.
Data importante
A Associação Integrada de Deficientes e Amigos (AINDA) vai comemorar seus 15 anos de fundação no próximo dia 2 de setembro. O evento acontece às 14h, na Rua Boulevard La Loi, 90, Centreville.
Ficamos assim
Devo. Não nego! Pagarei quando puder... ou quando ganhar uma anistia fiscal qualquer, que me livre e guarde de juros e multas. Amém!
Pergunta rápida
Com quantos paus se faz uma canoa?
Se você quer ler
Vou indicar hoje um livro sobre empreendedorismo. Trata-se de O Segredo de Luíza, de Fernando Dolabela. O livro trata de como nascem os empreendedores e se cria uma empresa. É da Editora Sextante e deve ser uma obra sempre à mão daqueles que pretendem se aventurar e fazer sucesso como realizadores. E que têm disposição e capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, serviços ou negócios, conforme está no dicionário o signficado da palavra empreendedorismo. Leitura interessante para esse tipo de atitude.
Eu Recomendo!
Este filme que vou indicar hoje praticamente iniciou a série Aeroporto, ou melhor foi seu precursor. Estou falando de Vôo 502 em Perigo (Skyjacked – EUA, 1972). Dirigido por John Guillermin, traz no elenco pesos pesados como Charlton Heston, Yvette Mimieux, James Brolin, Claude Akins, Mariette Hartley, Walter Pidgeon, entre outros. O enredo se passa num vôo de Los Angeles para Minneapolis. A tensão toma conta de todos, quando uma jovem vê no espelho do banheiro uma mensagem escrita com batom, dizendo que se a aeronave não mudasse seu plano de voo seria explodida. O comandante do voo tenta lidar com isto da melhor maneira, pois quer evitar que alguém seja ferido. Ficção, 101 minutos.
Frase da semana
“Eu não sou flor que se cheire”. De Jânio da Silva Quadros (falecido) à extinta revista Pauta, de setembro de 1982, durante entrevista a este jornalista. No último dia 25 completaram-se 50 anos de sua renúncia à Presidência da República.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Caminho suave...
...era o nome da cartilha, na qual aprendi as primeiras letras, ainda no grupo escolar. Era nosso facilitador. E agora é a tranquilidade dos devedores. Se os vereadores aprovarem hoje, como quer o prefeito Silvio Félix (PDT), o projeto de anistia fiscal, institui-se o incentivo ao calote. Mais que isso, deixa em aberto e livre o caminho aos maus pagadores, que a Prefeitura sabe quem são e onde estão. Seria muito mais fácil cobrá-los ou executá-los... Judicialmente!
Incentivo maior
Se o projeto beneficia também aquele que não é mau pagador, é um contrassenso, pois um incentivo a mais lá no começo, com descontos mais atraentes no próprio carnê ajudaria o contribuinte e a Prefeitura. Agora quem ganha é o calote. E quantos, neste momento, não devem estar tripudiando sobre aqueles que mantêm suas contas em dia. Está nas mãos dos senhores vereadores zelar pela integridade e honestidade dos bons pagadores ou avalizar, como quer Félix, o calote daqueles que podem pagar, mas não o fazem. Vamos ver para que lado pendem os legisladores locais!
Parece, mas não é
O próprio Félix afirma, em tom solene e decidido: “será o último projeto de anistia que envia à Câmara”. De fato, mas não como ultimato, não. É que em 2012, ano eleitoral, ele não pode enviar projetos dessa natureza ao Legislativo. É o último ano de sua segunda administração e ele não pode concorrer à reeleição. Portanto....
Percepção minha
Pelo que tenho acompanhado na vida política de Limeira - não a oficial ou oficialesca - mas a que está correndo solta pelos quatro cantos da cidade, no engajamento de jovens e nos debates nas redes sociais via web, há uma luz brilhante e viva no fim desse túnel escuro. E obscuro. Precisamos, mais que nunca, lutar para que essa luz ganhe cada vez mais intensidade. E que as novas ideias contemplem os ideais, visando ao bem comum dos cidadãos. Está na hora de dar um giro completo nesse círculo vicioso da vergonha e do medo. Quem sabe o “start” não seja 2012?
Português claro
Hoje a melhor palavra para dar o significado é uma só: calote. Um substantivo masculino, segundo o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa. Calote significa dívida não paga, ou contraída por quem não tinha a intenção de pagá-la; o fato ou a situação de não se pagar uma dívida; logro, burla, trapaça. Está aí para quem quiser aprender!
A última de hoje
Agir dentro dos estritos parâmetros da lei e não se deixar levar pela propinagem ou pelo chamado jeitinho, deixou de ser virtude. Agora é sinônimo de inflexibilidade!
...era o nome da cartilha, na qual aprendi as primeiras letras, ainda no grupo escolar. Era nosso facilitador. E agora é a tranquilidade dos devedores. Se os vereadores aprovarem hoje, como quer o prefeito Silvio Félix (PDT), o projeto de anistia fiscal, institui-se o incentivo ao calote. Mais que isso, deixa em aberto e livre o caminho aos maus pagadores, que a Prefeitura sabe quem são e onde estão. Seria muito mais fácil cobrá-los ou executá-los... Judicialmente!
Incentivo maior
Se o projeto beneficia também aquele que não é mau pagador, é um contrassenso, pois um incentivo a mais lá no começo, com descontos mais atraentes no próprio carnê ajudaria o contribuinte e a Prefeitura. Agora quem ganha é o calote. E quantos, neste momento, não devem estar tripudiando sobre aqueles que mantêm suas contas em dia. Está nas mãos dos senhores vereadores zelar pela integridade e honestidade dos bons pagadores ou avalizar, como quer Félix, o calote daqueles que podem pagar, mas não o fazem. Vamos ver para que lado pendem os legisladores locais!
Parece, mas não é
O próprio Félix afirma, em tom solene e decidido: “será o último projeto de anistia que envia à Câmara”. De fato, mas não como ultimato, não. É que em 2012, ano eleitoral, ele não pode enviar projetos dessa natureza ao Legislativo. É o último ano de sua segunda administração e ele não pode concorrer à reeleição. Portanto....
Percepção minha
Pelo que tenho acompanhado na vida política de Limeira - não a oficial ou oficialesca - mas a que está correndo solta pelos quatro cantos da cidade, no engajamento de jovens e nos debates nas redes sociais via web, há uma luz brilhante e viva no fim desse túnel escuro. E obscuro. Precisamos, mais que nunca, lutar para que essa luz ganhe cada vez mais intensidade. E que as novas ideias contemplem os ideais, visando ao bem comum dos cidadãos. Está na hora de dar um giro completo nesse círculo vicioso da vergonha e do medo. Quem sabe o “start” não seja 2012?
Português claro
Hoje a melhor palavra para dar o significado é uma só: calote. Um substantivo masculino, segundo o novo dicionário Houaiss da língua portuguesa. Calote significa dívida não paga, ou contraída por quem não tinha a intenção de pagá-la; o fato ou a situação de não se pagar uma dívida; logro, burla, trapaça. Está aí para quem quiser aprender!
A última de hoje
Agir dentro dos estritos parâmetros da lei e não se deixar levar pela propinagem ou pelo chamado jeitinho, deixou de ser virtude. Agora é sinônimo de inflexibilidade!
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O que tirar dessa lição?
A pressão que vem do povo é algo a se considerar. Ela expurga interesses políticos e pessoais, para que não haja sensação de dúvida, impossibilitando vacilos danosos contra o que é da própria vontade popular. Esse pequeno comentário é fundamental para uma análise mais profunda dos acontecimentos que abalaram - e ainda estão abalando - Campinas nos últimos dias. Desde o movimento dos caras-pintadas (que precedeu a cassação do então presidente Fernando Collor de Mello), não se via tamanha mobilização popular quanto a ocorrida no vizinho município, pela moralização da política. Uma tomada de atitude clara e inequívoca, que refletiu numa decisão, quase unânime da Câmara Municipal, em cassar o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), ou doutor Hélio, como gosta de ser chamado. O voto isolado do vereador do PCdoB, Sérgio Benassi, pela manutenção do mandato do pedetista, é algo a se considerar, mas que só ele pode explicar. Se tiver como!
Guardadas as devidas proporções do período pré-impeachment, ocorrido entre os meses de agosto e setembro de 1992 e que teve alcance nacional, o descontentamento da população campineira, a partir das primeiras denúncias do Ministério Público (MP), foi aumentando à proporção do desmonte do aparato infiltrado em secretarias e autarquias do governo do Dr. Hélio. A mídia também não se furtou a mostrar, com riqueza de detalhes, tão intrincada operação de ganhos desproporcionais. A eficiência do MP em suas investigações, que a cada dia fazia desmoronar um vultoso esquema de corrupção e benefícios a integrantes do primeiro escalão da administração, amparada pela livre informação, teve papel fundamental na insatisfação popular, que "explodiu" assim que os vereadores decidiram ler e votar a cassação do prefeito.
Outro ponto a se considerar neste momento, é que o dr. Hélio foi eleito e reeleito com expressiva votação e agora é da mesma forma reprovado por sua conduta, que se não teve participação direta na ação de seus homens de confiança - entre essas pessoas sua própria mulher - nada fez para evitar o danoso esquema. Se foram os vereadores que apearam Hélio de Oliveira Santos do poder, porque é de competência legal deles tal ação, só o fizeram porque sentiram a força da opinião pública, ávida por uma resposta afirmativa a seus anseios. Uma lição tão básica quanto clara e que está ao alcance de quem quiser aprendê-la. E aos menos avisados um recado, mais claro ainda, da importância de não se deixar levar por interesses pessoais ou de barganha política e troca de favores. Uma oportunidade que, quando bater à porta, deve ser aproveitada com sabedoria. A história é cruel com aqueles que deixam passar o seu bonde sem aproveitar a carona. Mais direto, impossível!
Guardadas as devidas proporções do período pré-impeachment, ocorrido entre os meses de agosto e setembro de 1992 e que teve alcance nacional, o descontentamento da população campineira, a partir das primeiras denúncias do Ministério Público (MP), foi aumentando à proporção do desmonte do aparato infiltrado em secretarias e autarquias do governo do Dr. Hélio. A mídia também não se furtou a mostrar, com riqueza de detalhes, tão intrincada operação de ganhos desproporcionais. A eficiência do MP em suas investigações, que a cada dia fazia desmoronar um vultoso esquema de corrupção e benefícios a integrantes do primeiro escalão da administração, amparada pela livre informação, teve papel fundamental na insatisfação popular, que "explodiu" assim que os vereadores decidiram ler e votar a cassação do prefeito.
Outro ponto a se considerar neste momento, é que o dr. Hélio foi eleito e reeleito com expressiva votação e agora é da mesma forma reprovado por sua conduta, que se não teve participação direta na ação de seus homens de confiança - entre essas pessoas sua própria mulher - nada fez para evitar o danoso esquema. Se foram os vereadores que apearam Hélio de Oliveira Santos do poder, porque é de competência legal deles tal ação, só o fizeram porque sentiram a força da opinião pública, ávida por uma resposta afirmativa a seus anseios. Uma lição tão básica quanto clara e que está ao alcance de quem quiser aprendê-la. E aos menos avisados um recado, mais claro ainda, da importância de não se deixar levar por interesses pessoais ou de barganha política e troca de favores. Uma oportunidade que, quando bater à porta, deve ser aproveitada com sabedoria. A história é cruel com aqueles que deixam passar o seu bonde sem aproveitar a carona. Mais direto, impossível!
Conscientizar...
A educação ambiental da população é zero. Campanha que um conhecido supermercado de Limeira estava fazendo - sexta-feira sem sacolinha plástica - foi por terra. E vai para o lixão também. Consumidores começaram a reclamar e as sacolinhas voltaram. A comodidade é mãe da ignorância! E madrasta da consciência.
... e com lucro!
Na Europa e EUA as sacolas são vendidas na boca do caixa. As grandes redes descobriram mais essa forma de aumentar seus lucros. Estão pouco preocupadas com o meio ambiente. Senão as campanhas se estenderiam também a outras embalagens poluentes vendidas nessas mesmas redes! É uma no cravo e outra na ferradura!
Foi para o lixo
A espanada - não Esplanada!!! - que alguns Ministérios vêm sofrendo, faz levantar o pó e expor a sujeira. É preciso que a presidente Dilma Rousseff (PT) varra de vez todo esse lixo para fora do Palácio. E que limpe os tapetes também. Há um preço político? Sim! Os dividendos vêm lá na frente. Hora de limpar a área.
Como vai ficar?
A morte daquela garota de 14 anos na lagoa do Jardim do Lago, no último sábado à tarde, não pode cair no esquecimento. O que aconteceu não tem volta. Há, entretanto, um trabalho preventivo e de segurança no local, que precisa ser feito. Aqui não cabem discursos políticos. É preciso ação para evitar outra fatalidade.
Português claro
Está na hora de explicar uma palavra que vem ganhando força em Limeira. Aliás, sempre que em períodos pré-eleitorais ela renasce. Estou falando de suprapartidário, que segundo o novo dicionário Houaiss é um adjetivo. Suprapartidário significa: que está acima de partidos; que reúne vários partidos, mas não se subordina a nenhum deles. A teoria é primorosa. Mas na prática a vaidade vai falar mais alto. Alguém aposta nessa rodada?
A última de hoje
De adiamento em prorrogação, vai se confirmando a falta de planejamento na implantação de campanhas públicas educativas. Soltaram o rojão e agora correm atrás da vareta. Como já escrevi nesta coluna, balão de ensaio marqueteiro. Tudo para ganhar espaço na mídia. De prático, mesmo, caos no trânsito limeirense. Que pena!
A educação ambiental da população é zero. Campanha que um conhecido supermercado de Limeira estava fazendo - sexta-feira sem sacolinha plástica - foi por terra. E vai para o lixão também. Consumidores começaram a reclamar e as sacolinhas voltaram. A comodidade é mãe da ignorância! E madrasta da consciência.
... e com lucro!
Na Europa e EUA as sacolas são vendidas na boca do caixa. As grandes redes descobriram mais essa forma de aumentar seus lucros. Estão pouco preocupadas com o meio ambiente. Senão as campanhas se estenderiam também a outras embalagens poluentes vendidas nessas mesmas redes! É uma no cravo e outra na ferradura!
Foi para o lixo
A espanada - não Esplanada!!! - que alguns Ministérios vêm sofrendo, faz levantar o pó e expor a sujeira. É preciso que a presidente Dilma Rousseff (PT) varra de vez todo esse lixo para fora do Palácio. E que limpe os tapetes também. Há um preço político? Sim! Os dividendos vêm lá na frente. Hora de limpar a área.
Como vai ficar?
A morte daquela garota de 14 anos na lagoa do Jardim do Lago, no último sábado à tarde, não pode cair no esquecimento. O que aconteceu não tem volta. Há, entretanto, um trabalho preventivo e de segurança no local, que precisa ser feito. Aqui não cabem discursos políticos. É preciso ação para evitar outra fatalidade.
Português claro
Está na hora de explicar uma palavra que vem ganhando força em Limeira. Aliás, sempre que em períodos pré-eleitorais ela renasce. Estou falando de suprapartidário, que segundo o novo dicionário Houaiss é um adjetivo. Suprapartidário significa: que está acima de partidos; que reúne vários partidos, mas não se subordina a nenhum deles. A teoria é primorosa. Mas na prática a vaidade vai falar mais alto. Alguém aposta nessa rodada?
A última de hoje
De adiamento em prorrogação, vai se confirmando a falta de planejamento na implantação de campanhas públicas educativas. Soltaram o rojão e agora correm atrás da vareta. Como já escrevi nesta coluna, balão de ensaio marqueteiro. Tudo para ganhar espaço na mídia. De prático, mesmo, caos no trânsito limeirense. Que pena!
Pradão, Limeirão... e agora o Vô Lucato
Ao chegar o final de 2012 , e findo os oito anos de seus dois mandatos, o prefeito Silvio Félix (PDT) entrará para a história política limeirense, com dois recordes negativos. E consideráveis. O primeiro, o excessivo número de ações na Justiça, que sua administração sofreu e vem sofrendo. E duas investigações na Polícia Federal: uma na área de segurança e agora na merenda também. O outro ponto é na gestão do esporte, que a despeito de todas iniciativas da área, não encontra respaldo no mandatário. Exemplo mais gritante é a falta de manutenção das praças esportivas. E todos os anos é a mesma coisa. Só para citar dois setores de maior visibilidade hoje em Limeira. O futebol e o basquete. Experiências anteriores não impedem que os estádios Major Levy, o Limeirão, e o Comendador Agostinho Prada, o Pradão, ano após ano esbarrem nas vistorias e sejam reprovados. Obras mínimas e de manutenção corriqueiras, que deixam de ser feitas. Apenas isso. E a eterna reforma do Ginásio Vô Lucato, que nunca acaba. Virou novela! O basquete limeirense, da Winner, manda seus jogos fora daqui. Pode?
Um setor nobre
Investir no esporte é, antes de tudo, solidificar as bases de uma juventude sadia e sem vícios. Não se deve esperar dividendos políticos. Aparecer em poses, entregando troféus de competições populares e de grande público é muito cômodo, para quem o ano inteiro "dá de ombros". E apenas enxerga nesse tipo de investimento gasto supérfluo e desnecessário. E obras caras e inacadas, o que são?
Fim da história
O prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), o dr. Hélio, de Campinas, foi cassado na madrugada de ontem pela Câmara por 32 votos a 1. Apenas um vereador, Sérgio Benassi (PC do B) votou contra. Até a base forte de Hélio (PDT e PT) votou pelo seu impeachment. Essa cassação abre um precedente histórico para municípios da Região, cujos prefeitos enfrentam problemas em suas administrações, em especial com ações na Justiça.
A transparência
O Conselho Superior do Ministério Público decidiu que não há motivos para que o presidente do SAAE - aspirante a prefeito e presidente do PR local - Rene Soares deixe de ser investigado. A tentativa de Rene em barrar as investigações do MP de Limeira sofreu um duro revez com a decisão, que liberou os promotores limeirenses para que prossigam apurando as denúncias. Afinal precisamos conhecer bem aqueles que pretendem nos governar. É saudável!
Pensar faz parte!
Antes de qualquer ação o ser humano precisa aprender a pensar. Precisa ter paciência para ouvir e aceitar sugestões. E todo político, como ser humano, tem essa mesma obrigação. "Penso, logo existo", propôs o filósofo e matemático René Descartes. E pensar, senhores, não custa nada e não ocupa espaço algum. Apenas nos aprimora como seres humanos, diferenciando-nos dos demais seres vivos. Ou.... não! Então, antes de qualquer atitude ou projeto que envolva toda uma camada social, é preciso ouvir o que essa parcela da população tem a dizer. A contribuir. E não tentar enfiar goela abaixo leis, que sabemos, não serão cumpridas ou fiscalizadas. Exemplos temos aos montes e os mais variados.
Hora de trabalho
Está na hora de deixarmos o comodismo de lado. Ou para ser mais crítico, deixarmos de caminhar apenas pela estrada de mão única da hipocrisia. Esse negócio de proibir isso, proibir aquilo ou aquilo lá adiante é um recurso de quem não quer fazer a coisa certa. Ou prefere o sofá da sala com noites de Jornal Nacional ou novela das oito, como escreveu um grande amigo recentemente no Facebook. Está na hora de o poder público - em todos seus níveis - pensar em trabalhar com a coragem e agir de forma madura e inequívoca para o bem da comunidade. Afinal das contas, nossos agentes públicos com cargos eletivos foram colocados no lugar onde estão por nós, eleitores. E só a nós é que devem satisfação.
Percepção minha
Pelo que tenho acompanhado na vida política de Limeira - não a oficial ou oficialesca - mas a que está correndo solta pelos quatro cantos da cidade, o engajamento de jovens e os debates nas redes sociais via web, há uma luz brilhante e viva no fim desse túnel escuro. E obscuro. Precisamos, mais que nunca, lutar para que essa luz ganhe cada vez mais intensidade. E que as novas ideais contemplem os ideais, visando o bem comum dos cidadãos. Está na hora de dar um giro completo nesse círculo vicioso da vergonha e do medo. Quem sabe o "start" não seja 2012?
Pergunta rápida
O que envelhece um homem? Sua idade ou suas ideias?
Se você quer ler
Hoje vou recomendar Gil Vicente, filósofo e dramaturgo português, que viveu entre os anos de 1465 e 1537, cuja criação dramática remetia sempre aos costumes da época e personagens engraçados e trágicos. A obra que vou indicar, além de hilária e bastante atual, remete-nos às nossas virtudes e aos mais profundos vícios do ser humano. Trata-se de um auto (designação dada a uma pequena representação teatral e por ele introduzida em Portugal), cujo título é "Auto da Barca do Inferno" e representa a ida dos mortos aos seus respectivos lugares. Permeada dos mais característicos personagens da época, não é de se espantar, pela incrível capacidade e Gil Vicente, se não reconhecermos, em alguns deles, personalidades atuais. Leitura obrigatória para quem quer conhecer a alma humana.
Eu Recomendo!
Recentemente indiquei o livro, que deu origem ao filme. Agora recomendo, para assistir e refletir, Nação Fast Food (Fast Food Nation, EUA – 2006), do diretor Richard Linklater, com Erinn Allison, Patricia Arquette, Mitch Baker, Bobby Cannavale, Michael D. Conway, Paul Dano, Frank Ertl, Luis Guzmán e Ethan Hawke. Trabalhador de uma das maiores redes de fast food dos EUA tem em recente criação o sanduíche The Big One, sucesso de vendas, que elevou seu prestígio na empresa. Certo dia seu chefe o chama para uma conversa, pois um amigo da universidade, ligado ao laboratório de testes com alimentos, contou que um escândalo está prestes a estourar: a carne de hambúrguer da casa está contaminada. Caberá a ao criador do lanche investigar o problema. 114 minutos.
Frase da semana
"É proibido proibir". Frase da música de mesmo nome, de Caetano Veloso, de meados da década de 60, considerada o lema do Tropicalismo. Era, também, a frase de protestos dos jovens franceses, que lutavam por mais liberdade naquele 1968, que foi um ano emblemático. E mundialmente lembrado até hoje!
Um setor nobre
Investir no esporte é, antes de tudo, solidificar as bases de uma juventude sadia e sem vícios. Não se deve esperar dividendos políticos. Aparecer em poses, entregando troféus de competições populares e de grande público é muito cômodo, para quem o ano inteiro "dá de ombros". E apenas enxerga nesse tipo de investimento gasto supérfluo e desnecessário. E obras caras e inacadas, o que são?
Fim da história
O prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), o dr. Hélio, de Campinas, foi cassado na madrugada de ontem pela Câmara por 32 votos a 1. Apenas um vereador, Sérgio Benassi (PC do B) votou contra. Até a base forte de Hélio (PDT e PT) votou pelo seu impeachment. Essa cassação abre um precedente histórico para municípios da Região, cujos prefeitos enfrentam problemas em suas administrações, em especial com ações na Justiça.
A transparência
O Conselho Superior do Ministério Público decidiu que não há motivos para que o presidente do SAAE - aspirante a prefeito e presidente do PR local - Rene Soares deixe de ser investigado. A tentativa de Rene em barrar as investigações do MP de Limeira sofreu um duro revez com a decisão, que liberou os promotores limeirenses para que prossigam apurando as denúncias. Afinal precisamos conhecer bem aqueles que pretendem nos governar. É saudável!
Pensar faz parte!
Antes de qualquer ação o ser humano precisa aprender a pensar. Precisa ter paciência para ouvir e aceitar sugestões. E todo político, como ser humano, tem essa mesma obrigação. "Penso, logo existo", propôs o filósofo e matemático René Descartes. E pensar, senhores, não custa nada e não ocupa espaço algum. Apenas nos aprimora como seres humanos, diferenciando-nos dos demais seres vivos. Ou.... não! Então, antes de qualquer atitude ou projeto que envolva toda uma camada social, é preciso ouvir o que essa parcela da população tem a dizer. A contribuir. E não tentar enfiar goela abaixo leis, que sabemos, não serão cumpridas ou fiscalizadas. Exemplos temos aos montes e os mais variados.
Hora de trabalho
Está na hora de deixarmos o comodismo de lado. Ou para ser mais crítico, deixarmos de caminhar apenas pela estrada de mão única da hipocrisia. Esse negócio de proibir isso, proibir aquilo ou aquilo lá adiante é um recurso de quem não quer fazer a coisa certa. Ou prefere o sofá da sala com noites de Jornal Nacional ou novela das oito, como escreveu um grande amigo recentemente no Facebook. Está na hora de o poder público - em todos seus níveis - pensar em trabalhar com a coragem e agir de forma madura e inequívoca para o bem da comunidade. Afinal das contas, nossos agentes públicos com cargos eletivos foram colocados no lugar onde estão por nós, eleitores. E só a nós é que devem satisfação.
Percepção minha
Pelo que tenho acompanhado na vida política de Limeira - não a oficial ou oficialesca - mas a que está correndo solta pelos quatro cantos da cidade, o engajamento de jovens e os debates nas redes sociais via web, há uma luz brilhante e viva no fim desse túnel escuro. E obscuro. Precisamos, mais que nunca, lutar para que essa luz ganhe cada vez mais intensidade. E que as novas ideais contemplem os ideais, visando o bem comum dos cidadãos. Está na hora de dar um giro completo nesse círculo vicioso da vergonha e do medo. Quem sabe o "start" não seja 2012?
Pergunta rápida
O que envelhece um homem? Sua idade ou suas ideias?
Se você quer ler
Hoje vou recomendar Gil Vicente, filósofo e dramaturgo português, que viveu entre os anos de 1465 e 1537, cuja criação dramática remetia sempre aos costumes da época e personagens engraçados e trágicos. A obra que vou indicar, além de hilária e bastante atual, remete-nos às nossas virtudes e aos mais profundos vícios do ser humano. Trata-se de um auto (designação dada a uma pequena representação teatral e por ele introduzida em Portugal), cujo título é "Auto da Barca do Inferno" e representa a ida dos mortos aos seus respectivos lugares. Permeada dos mais característicos personagens da época, não é de se espantar, pela incrível capacidade e Gil Vicente, se não reconhecermos, em alguns deles, personalidades atuais. Leitura obrigatória para quem quer conhecer a alma humana.
Eu Recomendo!
Recentemente indiquei o livro, que deu origem ao filme. Agora recomendo, para assistir e refletir, Nação Fast Food (Fast Food Nation, EUA – 2006), do diretor Richard Linklater, com Erinn Allison, Patricia Arquette, Mitch Baker, Bobby Cannavale, Michael D. Conway, Paul Dano, Frank Ertl, Luis Guzmán e Ethan Hawke. Trabalhador de uma das maiores redes de fast food dos EUA tem em recente criação o sanduíche The Big One, sucesso de vendas, que elevou seu prestígio na empresa. Certo dia seu chefe o chama para uma conversa, pois um amigo da universidade, ligado ao laboratório de testes com alimentos, contou que um escândalo está prestes a estourar: a carne de hambúrguer da casa está contaminada. Caberá a ao criador do lanche investigar o problema. 114 minutos.
Frase da semana
"É proibido proibir". Frase da música de mesmo nome, de Caetano Veloso, de meados da década de 60, considerada o lema do Tropicalismo. Era, também, a frase de protestos dos jovens franceses, que lutavam por mais liberdade naquele 1968, que foi um ano emblemático. E mundialmente lembrado até hoje!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Rottweilers e vira-latas
Quase duas mil pessoas presas até a última sexta-feira, 12, em toda a Inglaterra. Manifestações violentas cercaram os arredores do Estádio Olímpico de Londres, que será palco da abertura da Olimpíada em julho do ano que vem. Situação que vem desde os primeiros dias de agosto. Quebra-quebra, incêndios e tudo a que se tem direito numa revolta popular. E a capital inglesa foi a mais afetada pelos protestos, que teve início com a morte suspeita de um traficante negro pela conhecida força policial britânica, a Scotland Yard. A sucessão de ondas violentas envolveu, posteriormente, brancos, judeus, muçulmanos, indianos e tantas outras etnias, que resultou em imagens chocantes e nada dignas de um país desenvolvido e civilizado.
Um leitor mais atento pode me perguntar por que esse prólogo, envolvendo uma nação tão distante, se o Brasil tem seus próprios problemas e o ódio racial também se alastra por aqui? Talvez em menor escala e mais velado, mas real? A ideia não é tratar da violência e nem mesmo das questões sociais que envolvem os dois países. O propósito é escancarar outro tipo de preconceito. Tanto externo das outras nações - em especial as ditas desenvolvidas e socialmente avançadas - para com o Brasil, como também o interno, que nos faz portadores indeléveis do chamado "complexo de vira-latas".
Ponteia-se aqui e ali, entre leigos e especialistas, uma dúvida feroz quanto à capacidade de o País realizar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, como se tudo fosse permitido às demais nações e o Brasil nunca fosse merecedor ou competente para tais empreitadas. Uma verdadeira síndrome do "rabo entre as pernas", fazendo loas ao que está - ou vem de - fora, num achincalhamento total e irrestrito à terra que lhes dá o sustento, como se tudo por aqui não tivesse valor. Ora, tamanha pobreza de espírito é retrato da exteriorização completa e desnuda desse complexo, cunhado pelo jornalista e teatrólogo Nelson Rodrigues, na década de 1950, após a derrota do Brasil para o Uruguai em pleno Maracanã, na Copa do Mundo.
Assim como a Europa branca tripudiava sobre a Copa na África do Sul, tripudia-se agora sobre a Brasil. Enquanto nações milenares estão à beira de um abismo econômico sob seus pés, estamos ancorados num porto um pouco mais seguro, que até o momento tem resistido aos abalos financeiros externos. Somos vulneráveis ainda. Não tenho dúvida disso, porém nosso chão ainda é firme. Os protestos no Reino Unido estão situados a um ano da Olimpíada. Ninguém fez voz contra e nem contestou a capacidade inglesa de realizar os jogos nesse clima. A conclusão dessa história, se alguém ainda não percebeu, é simples e se resume a uma única pergunta: e se tudo isso estivesse acontecendo por aqui, às vésperas de um evento mundial?
Um leitor mais atento pode me perguntar por que esse prólogo, envolvendo uma nação tão distante, se o Brasil tem seus próprios problemas e o ódio racial também se alastra por aqui? Talvez em menor escala e mais velado, mas real? A ideia não é tratar da violência e nem mesmo das questões sociais que envolvem os dois países. O propósito é escancarar outro tipo de preconceito. Tanto externo das outras nações - em especial as ditas desenvolvidas e socialmente avançadas - para com o Brasil, como também o interno, que nos faz portadores indeléveis do chamado "complexo de vira-latas".
Ponteia-se aqui e ali, entre leigos e especialistas, uma dúvida feroz quanto à capacidade de o País realizar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, como se tudo fosse permitido às demais nações e o Brasil nunca fosse merecedor ou competente para tais empreitadas. Uma verdadeira síndrome do "rabo entre as pernas", fazendo loas ao que está - ou vem de - fora, num achincalhamento total e irrestrito à terra que lhes dá o sustento, como se tudo por aqui não tivesse valor. Ora, tamanha pobreza de espírito é retrato da exteriorização completa e desnuda desse complexo, cunhado pelo jornalista e teatrólogo Nelson Rodrigues, na década de 1950, após a derrota do Brasil para o Uruguai em pleno Maracanã, na Copa do Mundo.
Assim como a Europa branca tripudiava sobre a Copa na África do Sul, tripudia-se agora sobre a Brasil. Enquanto nações milenares estão à beira de um abismo econômico sob seus pés, estamos ancorados num porto um pouco mais seguro, que até o momento tem resistido aos abalos financeiros externos. Somos vulneráveis ainda. Não tenho dúvida disso, porém nosso chão ainda é firme. Os protestos no Reino Unido estão situados a um ano da Olimpíada. Ninguém fez voz contra e nem contestou a capacidade inglesa de realizar os jogos nesse clima. A conclusão dessa história, se alguém ainda não percebeu, é simples e se resume a uma única pergunta: e se tudo isso estivesse acontecendo por aqui, às vésperas de um evento mundial?
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