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terça-feira, 15 de março de 2011

A mídia e o foco único

Assistindo ao Fantástico, no domingo, depois de acompanhar noticiários de outras emissoras e também pela mídia impressa sobre o terrível evento no Japão, comecei a refletir sobre o nosso papel, enquanto comunicadores, e a incrível e indisfarçável aptidão que temos ao foco único. Vejamos. Um terremoto seguido de um tsunami devasta a costa leste do Japão, causa milhares de mortes - ainda incontadas - e outras tantas vítimas continuam desaparecidas. Destrói cidades inteiras e põe em risco boa parte do sistema energético japonês, abastecido por usinas nucleares, que também sofreram os efeitos da catástrofe e agora ameaçam com outra: a possibilidade de vazamento de radiação dos reatores superaquecidos e expostos. Tragédia que abalou a comunidade internacional, provocando grande comoção.
É , justificadamente e pela própria grandiosidade do acontecido, pauta de momento da mídia mundial. Mídia que não consegue, entretanto, dosar coberturas e vai repetindo imagens, recontando histórias, produzindo os mesmos recortes e chavões, que chegam a causar mal-estar até mesmo nos acostumados a lidar com notícias dessa natureza; até mais chocantes. Nós jornalistas não somos carniceiros, mas agimos como tal em algumas oportunidades. A repetição exaustiva banaliza o fato.
Enquanto isso, uma outra tragédia, até dias atrás também foco único dessa mesma mídia, vai exterminando centenas, talvez até milhares de pessoas, agora esquecidas pelos desertos, enquanto a lama inunda as telas de tvs, sites noticiosos e capas de jornais e revistas. Estou falando da Líbia, de Muammar Gaddafi, que deve estar se deliciando com a catástrofe que abalou a terra do sol nascente, tirando-lhe do alvo da cobertura midiática, enquanto vai patrocinando sua chacina particular, dizimando seus contrários, revoltosos e cansados pela falta de liberdade e de oportunidades, simplesmente por conta de seu egocentrismo.
É preciso, toda vez que fatos dessa natureza aconteçam, fazermos uma autocrítica da nossa própria atuação, enquanto formadores de opinião. Está nos faltando - a nós jornalistas e aos próprios meios de comunicação - bom senso e sobrando oportunismo. As mazelas humanas sempre rendem longas coberturas - sensacionalistas, às vezes - e garantem audiência à mídia eletrônica e boa vendagem à impressa. Não podemos mediar a dor da nação japonesa; nem simplesmente tirar-lhe o foco instantaneamente. Temos, porém, condições de conter um banho de sangue na Líbia, se soubermos dividir esse foco com as agruras do país do sanguinário Gaddafi. Um reconhecimento oportuno ao erro do foco único, que ainda não aprendemos a corrigir. Se é que vamos corrigi-lo um dia!

Antonio Claudio Bontorim

Consumidor ainda é desrespeitado!

Mesmo com a lei do telemarketing, que possibilita o consumidor cadastrar seu telefone - fixo ou celular - para bloqueio de recebimento de ligações dessa natureza, algumas empresas ainda desrespeitam a legislação e incomodam demais os usuários. Na semana passada, após o carnaval, minha filha começou a receber ligações do serviço de vendas da operadora de telefonia celular Oi e, mesmo dizendo que não queria nada, a vendedora insistia em conversar. E quando ela passou o celular para mim, a ligação foi desligada. E não parou nisso. Somente na última quinta-feira, 10, foram mais de cinco ligações até as 14h. Houve um momento em que ela não atendeu mais, quando registrava o número em seu aparelho. A Oi insistia em oferecer um chip grátis, para teste. É preciso mais respeito ao consumidor. Ainda há serviços como de cartões de crédito e agências bancárias que continuam insistindo, mesmo após sucessivas negativas. A maioria dos serviços de telemarketing, entretanto, se adequou bem à legislação estadual. Minha filha não atendeu mais às ligações, pois pretendo, com o número registrado, acionar o Procon.

Vale a denúncia
Sempre que o consumidor se sentir acuado no seu direito de livre escolha, ele tem o dever de denunciar o serviço de telemarketing e a empresa que o incomodam com telefonemas. O operador do serviço tem obrigação de, quando ouvir um não, parar imediatamente com a conversa, agradecer e desligar o telefone. Muitos serviços dessa natureza são prontos e não insistem. Porém, há aqueles que se sentem no direito em perturbar o cliente.

Só para lembrar
A lei de telemarketing é estadual. Tem o número 13.226 e foi sancionada pelo então governador José Serra (PSDB), no dia 31 de dezembro de 2008 e possibilita um cadastro para o bloqueio do recebimento de ligações de telemarketing no estado de São Paulo, beneficia os usuários de telefonia fixa e de celular com o DDD do estado. E mesmo que o estabelecimento de telemarketing seja de outro estado, o consumidor estará protegido.

Está esgotando...
O Shopping Pátio tem até amanhã para cumprir as exigências do Tribunal de Justiça (TJ-SP), cuja liminar garantiu, por 17 dias, que o empreendimento permanecesse aberto. Se as exigências não forem atendidas, a partir de terça-feira, 15, essa liminar perde sua validade e há risco de ser fechado novamente.

Carnaval de rua
O secretário de Turismo e Eventos, Marcos Francisco Camargo, após nota desta coluna, criticando a divulgação do público - superestimado, em minha opinião - do carnaval de rua em Limeira, enviou nota explicando como chegou àqueles números (30 mil pessoas). Segundo ele, “a estimativa do público presente foi baseada na lotação da arquibancada, mais o número de pessoas concentradas ao longo de toda a avenida que tem cerca de 1.500 metros, mais o público sobre o viaduto e o grande número de pessoas concentradas ao longo de toda a Marginal do outro lado do Ribeirão Tatu, onde, houve grande rotatividade de veículos, mais as cerca de 1.000 pessoas que desfilaram”. Embora ainda não concorde com ele, achei suas explicações plausíveis e nada mais justo do que garantir-lhe o direito à réplica.

O apoio popular
A população limeirense, carente de eventos dessa natureza, aplaudiu a iniciativa. Sobre o fato de ter citado também, que o público divulgado superava os 10% da população limeirense, Marcos Camargo comentou: “quanto ao fato de nossa estimativa beirar os 10% da população, não é absurdo devido à ansiedade pela realização do evento, que teve grande apoio da população”. Nisso ele tem razão. O abandono da administração pública a esta festa popular nos últimos anos gerou expectativas sobre sua realização o que acabou atraindo, sim, um bom público, que deve aumentar no próximo ano, caso aconteça novamente.

Silêncio de ouro
Acabar com os chamados paredões de som, ou seja, com o som alto no porta-malas dos veículos, nas vias públicas de Limeira. Este é o projeto de lei apresentado na Câmara, de autoria da vereadora Nilce Segalla (PTB), que justifica a necessidade de combater a poluição sonora. Trata-se de uma iniciativa que terá amplo respaldo popular. Em especial como garantia de sossego nas madrugadas, horário preferido em que alguns imbecis trafegam com seus carros ou utilitários com o som em elevado volume, em total desrespeito à população e à lei do silêncio. Se virar de fato lei, precisa ser aplicada em sua plenitude. Excelente iniciativa!

Se você quer ler
Para quem gosta de música de orquestra, de baile para ser um pouco mais saudosista, aqui vai uma sugestão interessante. Trata-se do livro Orquestra Tabajara de Severino Araújo, do escritor e memorialista Carlos Henrique Coraúcci. Como está no subtítulo, trata-se de “A vida musical da eterna big band brasileira”. Com minúcias e muito lirismo, Coraúcci consegue passar ao leitor até mesmo o ritmo das audições musicais do maestro e músico Severino Araújo e sua orquestra. O livro foi lançado em 2009 pela Companhia Editora Nacional. Para quem gosta de livro de memória histórica é uma excelente pedida. Boa leitura a todos!

Pergunta rápida
Algum dia a Prefeitura conseguirá sincronizar os semáforos aqui em Limeira?

Eu Recomendo!
Um clássico dos anos 30, do inigualável diretor John Ford. O filme de hoje, é O Delator (The Informer – EUA, 1935), um drama com duração de 91 minutos em p&b, estrelado por Victor McLaglen, Heather Angel, Preston Foster, Donald Meek, Margot Grahame, Una O’Connor, J.M. Kerrigan, Neil Fitzgerald, Joe Sawyer e Wallace Ford. Ambienta-se numa Dublin da década de 20, na efervescência do Exército Republicano Irlandês, o IRA e conta a história de Gypo, que em troca de dinheiro entrega seu melhor amigo. Porém, além de ver o amigo ser morto, Gypo passa a ser perseguido pelo próprio IRA. Há, ainda, outra versão do filme dos anos 2000, só que se trata de uma comédia. O nome é o mesmo: O Delator (The Informant - EUA, 2009), de Steven Soderbergh. O enredo é ambientado numa empresa, e traz no elenco Frank Welker, Matt Damon, Melanie Lynskey, Patton Oswalt e Scott Bakul. Para todos os gostos.

Frase da semana
“A criação geme em dores de parto”. Versículo da Bíblia (em Romanos, 8,22) e lema da Campanha da Fraternidade 2011, cujo tema é “Fraternidade e a vida no planeta”, lançada oficialmente em Limeira na última quinta-feira, 10.

Antonio Claudio Bontorim

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um perigo real
“Fraternidade e a Vida no Planeta”. Este é o tema da Campanha da Fraternidade 2011, que tem como lema “A criação geme em dores de parto” e vai debater os problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e suas consequencias para todo o planeta. Esse debate é importante e segue como mais uma tentativa de conscientizar o cidadão sobre as questões ambientais, pois ainda há resistência em muita gente em aceitar que o perigo está à sua frente. É uma responsabilidade coletiva, mas que passa por cada um de nós. Se não agirmos agora não teremos o direito de reclamar no futuro!

Menos, menos...
“O retorno do carnaval de Rua de Limeira atraiu um grande público nas noites dos dias 5 e 7 de março, sábado e segunda-feira, na Marginal Oeste. Segundo dados levantados pela Secretaria de Turismo e Eventos, cerca de 30 mil pessoas estiveram no local para prestigiar as três escolas e nove blocos de samba”. Essa informação é de um release distribuído ontem pela Assessoria Geral de Comunicação da Prefeitura. Uma estimativa que representa quase 10% da população limeirense.

E foi às nuvens
A divulgação desses números é um risco à credibilidade da boa e louvável iniciativa da Secretaria de Turismo e Eventos, que colocou o bloco na rua para que o evento fosse realizado. Um balanço que pode manchar também futuras realizações dessa natureza. Pés no chão, sempre. A melhor política para o sucesso!

Depois da folia
A sessão da Câmara, ontem, ainda estava em ritmo de carnaval. Foi muito confusa e truncada em sua primeira hora. A todo o momento os vereadores pediam suspensão dos trabalhos por um minuto ou mais. Foram muitos pedidos nesse sentido, interrompendo a sessão. A certa altura até a presidente da Casa, vereadora Elza Tank (PTB) acabou se confundindo e pediu dois minutos de silêncio. Logo em seguida ela corrigiu, suspendendo os trabalhos.

Aprovou geral
A sessão de ontem também limpou pauta de requerimentos apresentados por vereadores. E todos foram aprovados. Até os mais polêmicos. E por unanimidade!

Português claro
Na política e no amor, existe uma força maior, que deveria imperar sempre. Essa força chama-se fidelidade. Esta é a palavra que vamos definir hoje, levando-se em consideração justamente essas duas situações. Fidelidade, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa é um substantivo feminino, cujos significados são: característica do que é fiel, do que demonstra zelo, respeito por alguém ou algo; lealdade; constância nos compromissos assumidos com outrem; constância de hábitos, de atitudes. Se alguém não entendeu é só consultar o dicionário!

A última de hoje
O ano teve início no dia primeiro de janeiro. E não agora, como fim do carnaval. Para aqueles que acham que tudo começa depois da folia de Momo, vale lembrar que já estamos no terceiro mês de 2011. O primeiro trimestre caminha rápido e o tempo que ficou para traz não dá mais para ser recuperado. Se ainda temos mais nove meses e alguns dias, ainda dá tempo de acordar.

Antonio Claudio Bontorim

quarta-feira, 9 de março de 2011

Folia e recomeço

Hoje, terça-feira de carnaval, um feriado que nunca foi, mas sempre é, encerra-se o reinado de Momo. O burlesco personagem que embala os quatro dias e quatro noites de folia, que em muitos provoca euforia e para outros tantos servem de reclusão, ávidos por deixar o estresse do trabalho, a correria diária e engatar nesse curto espaço de tempo, uma recarga de bateria para enfrentar o restante do ano. Ou seu início oficial. De qualquer forma, esses dois grupos distintos - os foliões e os recolhidos - refletem a versatilidade do povo brasileiro e sua facilidade de adaptação.
Com ou sem ressaca, o fato é que cada um a seu modo enfrentará a quarta-feira de cinzas com as mesmas expectativas. A labuta no dia a dia que se segue no pós-marchinhas e batucadas é igual para todos. E neste caso não há diferenças, que possam comprometer o recomeço.
Se o ano começa ou não apenas após o carnaval é uma questão de interpretação, mas se tornou quase que uma regra na concepção do famoso jeitinho, tão afeto às nossas raízes culturais. Isso, entretanto, não vem ao caso. É preciso, e essa é a verdadeira questão que gostaria de trazer à luz nesse pequeno espaço, transportar o espírito da alegria que nos enleva, ao nosso cotidiano, mesmo após a última pancada da baqueta no surdo. Não se pode, nunca, deixar que essa alegre e cativante música nos entorpeça. E nem nos transporte de volta à consciência de tal forma, como se fosse um fardo difícil de carregar. Não o é!
Mais que recomeçar, é preciso entender o significado desse recomeço. E, acima de tudo, vislumbrar o que de lição isso pode nos trazer. A principal delas é o saber adaptar-se às transformações, que nos aguardam daqui para frente. E como temos habilidade de sobra para enfrentar as adversidades em todas essas circunstâncias, como escrevi no início deste texto, o que vai fazer a diferença será justamente a atitude que iremos tomar.
O fato de pendurar a fantasia não significa abrir mão da alegria. Para além disso, não se pode prescindir dessa alegria para enfrentar as responsabilidades, que virão daqui para frente. E que todos, tanto os foliões como os eternos reclusos, que abominam o carnaval, entendam que fazem parte dessa complexa engrenagem chamada realidade. Dela ninguém pode fugir. Não há como se esconder!

Antonio Claudio Bontorim

segunda-feira, 7 de março de 2011

Hora de parar e pensar. E muito!

“De um dia para outro são confirmados mais 10 casos de dengue em Limeira”. Este é o título de matéria da jornalista Renata Reis, publicada nesta Gazeta na última quinta-feira. Ou seja, em 24 horas nada mais nada menos que dez pessoas tiveram resultado positivo de infecção pelo mosquito Aedes aegypti. O que mais assusta é que já era previsível, como vinha alertando o secretário da Saúde, Gerson Hansen Martins. Confirmados esses dez novos infectados, Limeira já contabilizava, na tarde de quinta-feira, 43 casos de dengue, viabilizando assim a possibilidade de uma epidemia neste 2011 que mal começou. E a previsão do secretário da Saúde continua a mesma do final de 2010: o município pode chegar a dois mil doentes. Infelizmente é fácil constatar, entretanto, que a falta de consciência popular na questão sanitária de combate aos criadouros do mosquito ainda é a grande vilã da história. Em que pesem todas as campanhas de esclarecimento e o forte papel da mídia na divulgação dessas informações. Nunca é tarde, porém, para reforçar o papel do cidadão nesse processo de conscientização. A responsabilidade é só dele.

Folia com alegria
A corte de Momo já está nas ruas. E para que a alegria não se transforme em tristeza, vale lembrar sempre alguns preceitos básicos para se divertir. E que dependem exclusivamente de cada um de nós. Sem excessos e com atenção redobrada na hora de sair para a folia. Evitar o consumo exagerado de álcool, principalmente se for dirigir; camisinha no bolso e lembrar que no ano que vem tem mais! Moderação é a dica.

Ecoponto? Ou....
...um lixão disfarçado? Situação mostrada por esta Gazeta na sexta-feira, sobre a investigação do Ministério Público em 18 ecopontos de Limeira, é de assustar qualquer um. O que deveria ser um local para descarte de alguns tipos de resíduos, tornou-se uma espécie de miniaterro, que de sanitário não tem nada. Além do lixo doméstico, pneus, entre outros dejetos, até animais mortos são despejados em alguns deles. Tudo ecologicamente incorreto.

Quem é culpado?
Vendo a situação mostrada, que chega ao absurdo, é preciso criticar o poder público, que administra esses locais, pela ausência de fiscalização (é a única explicação para tanta sujeira assim!). E, também e principalmente, a população, que parece ainda não ter entendido a verdadeira função de um ecoponto. A falta de consciência e o desrespeito com o próximo são de irritar qualquer um. E quem não tem nada a ver com isso é que se vê obrigado a denunciar aos meios de comunicação o tamanho descaso. E como punir os irresponsáveis que agem dessa forma, se não há fiscais para autuar? Às vezes é fácil criticar os agentes públicos. Se a população, que é a mais interessada, porém, não agir de forma correta, não tem o direito de cobrar depois. É preciso entender que há direitos e deveres.

Agora é oficial
O relator do Conselho de Ética do PR, Pietro Parronchi, pediu na sexta-feira a expulsão do vereador Antonio Braz do Nascimento, o Piuí, do partido por ter desobedecido deliberação no caso da votação para a presidência da Câmara. Ele deveria votar em Mário Botion (PR) e votou em Elza Tank (PTB). O Conselho aprovou e, provavelmente na próxima quinta-feira, o Diretório votará o pedido. Se não houver interferência de última hora e nem movimentos alheios, mas conhecidos, Piuí deve mesmo ser expulso. O que vai acontecer depois é uma incógnita. Partido pode, inclusive, pedir sua cadeira na Câmara! É esperar para ver.

Lição aprendida
Existe uma frase interessante, um ditado popular, mesmo, que diz o seguinte: “São dois caminhos para o aprendizado. O caminho da dor e o caminho do amor”. Não sei se é nessa ordem e nem se é falado dessa forma. Isso entretanto não tem importância. O que vale é o conteúdo e o conceito que essas palavrinhas passam, quando queremos estimular ou dissuadir alguém. Tem muito a ver com a questão das escolhas que fazemos. E é sempre bom lembrar que se aprende de ambas as formas, porém muitos insistem em rasgar a carne em espinhos do que sentir a maciez das pétalas das rosas. Esta semana foi pródiga nesse ensinamento!

Se você quer ler
Hoje minha sugestão de leitura é técnica. E dirigida principalmente a jornalistas, militantes de redações ou de assessoria de imprensa. Como citei três autores na coluna de domingo passado, quando tratei do assunto Shopping Pátio, vou sugerir um livro em que dois deles apresentam suas experiências. Estou falando de Assessoria de Imprensa - teoria e prática, de Elisa Kopplin e Luiz Artur Ferraretto. O livro nos dá uma noção interessante “das origens históricas à redação de relises (assim mesmo, como está escrito aportuguesado) e a produção de periódicos, passando, ainda, pelos aspectos éticos e legais da Assessoria de Imprensa”. Entendo como leitura obrigatória para jornalistas, que desejam alargar seus horizontes e entender essa dinâmica da comunicação de massas. 152 páginas.

Pergunta rápida
Há quanto tempo não se vê um agente de trânsito patrulhando o centro da cidade?

Eu Recomendo!
Por sugestão do amigo Rafael Sereno, aqui da Redação, o filme de hoje vem lá da década de 1980. E tem Tom Hanks como protagonista. Trata-se de Um Dia a Casa Cai (The Money Pit – EUA, 1986). Traz na direção Richard Benjamin e complementa seu elenco com Shelley Long, Alexander Gordunov, Maureen Stapleton, Joe Mant egna entre outros. O filme conta a história de um jovem casal, que ao comprar uma mansão descobre gradativamente que nada funciona dentro da casa sem uma reforma geral. Só que eles gastaram tudo que tinham para adquirí-la e o orçamento para torná-la habitável é extremamente alto, então decidem fazer qualquer coisa para alcançar este objetivo e se envolvem em diversas confusões. É riso certo. 91 minutos.

Frase da semana
“Eu já fumei muito e me arrependo. Mas desde que conheci Deus eu não voltei a fumar, por isso estou tranquilo”. Do atacante Wilder Medina, 30, do Deportes Tolima, da Colômbia, pego em exame antidoping. Wilder fez o segundo gol contra o Corinthians, eliminando o time brasileiro na pré-Libertadores. Na Folha.com-esporte. Sexta-feira, 4.

Antonio Claudio Bontorim

sexta-feira, 4 de março de 2011

Será que vai??
A possível punição ao vereador Antonio Braz do Nascimento, o Piuí (PR), anunciada por seu partido, é mais do que justa. Se o PR havia fechado questão em torno do nome de Mário Botion para a Presidência da Câmara, Piui deveria ter seguido a determinação partidária. Ao voltar em Elza Tank (PTB), para não perder as graças do prefeito Silvio Félix (PDT), o Diretório do PR se sentiu no dever de agir contra a desobediência. Uma ação que deve ser tomada de fato e de direito.

Brando demais
Uma atitude, diga-se, que há muito o PSDB limeirense deveria ter tomado em relação ao vereador Almir Pedro dos Santos, que aderiu de forma incondicional à bancada governista. Se o diretório tucano cobra essa fidelidade de Almir, mostra-se fraco demais ao não adotar providências reais ao seu desobediente vereador.

Providências já
Continua a profusão de e-mails com reclamações e denúncias contra o transporte coletivo em Limeira. O que impressiona é que só o Poder Executivo e as próprias empresas não enxergam - ou não querem - isso! A comissão de Câmara até que está fazendo o seu trabalho de forma correta. Até quando vai essa situação?

Não atualizou...
Alguns semáforos do centro e até de bairros não tiveram seus relógios atualizados com o fim do horário de verão. Às 23 horas começam a piscar de forma intermitente. Um problema que acredito seja de fácil solução.

Quero entender
Confesso que estou num momento de dificuldade de raciocínio. Não consigo entender o propósito de alargar ruas e avenidas em Limeira. Penso, logo desisto!

Português claro
Mais que uma palavra uma característica que dever pautar a conduta humana. O que, em muitos casos não ocorre. Estou falando da verdade, um substantivo feminino, conforme o dicionário Houaiss da língua portuguesa. Vamos aos significados de verdade: propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade; a fidelidade de uma representação em relação ao modelo ou original; coisa, fato ou evento real; qualquer ideia, princípio ou julgamento aceito como autêntico; axioma; procedimento sincero, pureza de intenções; correspondência, adequação ou harmonia passível de ser estabelecida, por meio de um discurso ou pensamento, entre a subjetividade cognitiva do intelecto humano e os fatos, eventos e seres da realidade objetiva.

Uma explicação
Quando falamos em verdade, a impressão que se tem é que todo mundo entende e sabe o que é. A sua prática, porém, é ilusória. Pelo menos para muitas pessoas, que acham que a mentira, em alguns casos, pode esconder ações obscuras ou evitar tragédias anunciadas. A palavra é de fácil pronúncia, seu significado, entretanto, é complexo. Tentar transformar uma mentira em verdade pode criar monstros indestrutíveis que, inevitavelmente, se voltarão contra seus criadores.

A última de hoje
O deputado estadual Simão Pedro (PT) estará em Limeira hoje, às 17h. Ele receberá a imprensa em coletiva na Sala de Reunião Vereador Mauro Sérgio Vieira. Na pauta vários assuntos, entre eles a merenda escolar em Limeira e no Estado de SP. O deputado vem à cidade a convite do vereador petista Ronei Martins.

Antonio Claudio Bontorim

terça-feira, 1 de março de 2011

Qual é a dificuldade?

“É justamente nas crises, que se torna vital o papel da comunicação”. Esta frase pincei de um programa de treinamento para formação de porta-vozes, que ministrei, em 2005, numa grande empresa de Limeira. A alta direção queria gerentes atuando como mediadores com a imprensa. Mostrei, à época, e tendo como fontes três grandes nomes da comunicação institucional (Gaudêncio Torquato, Elisa Kopplin e Luiz Artur Ferraretto), como a empresa deveria agir nos mais diversos momentos de sua existência, para manter sempre a opinião pública informada de suas ações. Tanto em tempos de conquistas como em situações de crises.
Vou me ater hoje - e levando em consideração os últimos acontecimentos envolvendo o Shopping Pátio - na ação para o enfrentamento de conflito, no que julgo deva ser uma atuação desejada de uma assessoria de imprensa, que vai ao encontro de tudo aquilo que apresentei há seis anos. Como já estive também do outro lado da redação e com ampla experiência na comunicação de massa, sinto-me seguro em apresentar aqui algumas sugestões - e que não sejam tomadas como verdades absolutas, mas como ideias - para que haja uma satisfação plena da informação e seus objetivos, sem desgastes para qualquer uma das partes.
Para que fique apenas didático, vou fazer três observações: como deve ser a comunicação na crise; como a empresa precisa agir e quem tem de atuar e suas responsabilidades. Depois, que cada um tire sua própria conclusão. A comunicação requer agilidade direcionada a diminuir as incertezas, atenuar as expectativas e criar padrões de entendimento e cordialidade, para reduzir os impactos que podem ser causados. A empresa, por sua vez, tem que evitar o encolhimento, não sonegando informações à comunidade interna e externa, nem gerar climas de turbulência interna, prejudicando o ambiente, e eliminar focos de boatos (quando a comunicação é adequada, ágil e eficiente, o boato se extingue). Uma lagartixa não pode virar um jacaré, dizem os especialistas.
É nesse ponto que entra o papel da assessoria de imprensa, que com habilidade necessária vai facilitar o acesso à informação, não sonegar essa informação, quando solicitada e atenta às necessidades, tanto do público externo como do interno. Pode até parecer simplista, mas não é. É preciso clareza na condução da assessoria com o assessorado, instruindo-o nas ações adequadas. Assessoria de imprensa não é mera produção de releases. É, acima de tudo, o elo entre seu cliente e a comunidade. Por isso é importante e existe. Tanto no setor privado como no serviço público. No caso do shopping, a lagartixa já virou um dragão-de-komodo.

Antonio Claudio Bontorim