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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A nova década que nasce, um desafio para todos!

Antonio Claudio Bontorim

No momento em que, entre a zero hora e os primeiros momentos do dia 1º de janeiro de 2011, estivermos comemorando a chegada de mais um ano com os tradicionais votos de prosperidade, felicidade, saúde, paz e amor, não custa nada fazer um exame do tempo e perceber que estaremos entrando na nova década deste Século XXI. À segunda do terceiro milênio, que traz a reboque um fato de extrema relevância: a nova realidade política, que pode ser o catalisador de muitas mudanças. Presidente - ou presidenta - da República, governadores de estado, deputados estaduais e federais e senadores (também nos seus respectivos gênero feminino) estarão tomando posse em seus mandatos eletivos, escolhidos que serão no próximo dia 3 de outubro. Daqui a 19 dias. A sorte está lançada e, com ela, os incontáveis desafios que se nos apresentarão a partir de então.
Para Limeira essa esperança se reveste de cores mais fortes ainda, pois estamos na iminência de eleger alguns candidatos locais à Assembléia Legislativa e Câmara Federal. Representantes que há muito o município não tem nessas esferas de poder. É o desafio que se impõe a todos os limeirenses, não por obrigação ou vontade de alguns poucos, mas pela necessidade de ter uma voz, longe dos limites geográficos da cidade, sem se esquecer que esses limites são, também, sociais, culturais, econômicos, políticos, etc.
Valorizar Limeira e o que é nosso, como propõe a campanha lançada por esta Gazeta e pela Engep, nos permite um raro momento de reflexão, de forma a realçar o que temos, o que queremos e como podemos alcançar esses desejos, pensando num todo. É nossa obrigação para com as gerações futuras, não retirar-lhes as pedras do caminho ou despir dos espinhos o talo da roseira, mas mostrar-lhes esses obstáculos a serem transpostos; E que cada um deles têm várias maneiras de serem vencidos. Os números redondos - fim de um século e início de outro; e de uma década ou início de outra - são sempre atrativos e cheios de simbolismos. Mais que isso, são prenúncio de acontecimentos inéditos, renovados e, por si só, traduzidos em esperança coletiva. É hora de darmos um basta no "eu mesmo" e partirmos para "todos nós juntos". Pois os desafios a serem vencidos são nossos!
E, principalmente, pensar em tudo isso atrelado à qualidade de vida. Nada é possível sem que haja vida com mais qualidade.

O termômetro econômico
Limeira fecha a primeira década do Século XXI, senão na crista da onda, pelo menos longe do marasmo a que vinha sendo submetida em outras tantas décadas passadas. Se está longe do ideal a que todos nós tanto almejamos, caminhou alguns passos, que precisam agora ser alargados e transformados em corrida. Precisa recuperar seu viés desenvolvimentista. Criar novas lideranças políticas, com a mente aberta e entrar nos próximos dez anos como o município que resolveu seu problema viário urbano, além de buscar soluções efetivas para um grave problema, que hoje o País enfrenta na saúde, ainda sem uma política adequada: o tratamento para a epidemia que pode ser a do século, o vício no crack. Entram, também, no rol de desafios para os próximos dez anos, problemas nas áreas de segurança e educação.
Em 2004 algumas lideranças criaram o "Limeira 2020", porém, com a visão política curta o projeto foi rotulado como político e não saiu do papel. A proposta de planejar a cidade pelo desenvolvimento nas suas mais variadas áreas, não prosperou, mas pode ser ressuscitada, com maior envolvimento do Poder Executivo. Ainda no século XX, Limeira tinha uma economia voltada à agricultura, em especial à produção de laranja, à citricultura. Hoje esse perfil mudou e o município está classificado como multisetorial. Trata-se da economia multifacetada. O setor industrial, por exemplo, prevê amplo crescimento, pois 60% da economia limeirense está na indústria. A prefeitura, por sua vez, tenta garantir a logística e destaca a localização do município como estratégica. Sobra otimismo para o setor de joias, comércio e prestação de serviços. Se o segmento do folheado deve crescer - é o terceiro que mais emprega -junto com a economia nacional, tornando-se um mercado promissor, o comércio deve se prepara para um consumidor exigente. A agricultura, por sua vez, pede socorro e políticas públicas e de preços.
Esse desenvolvimento econômico, entretanto, requer soluções práticas e bem planejadas, quando se fala em malha viária urbana. Sem avenidas largas na área central e com o aumento constante da frota, é preciso não perder uma década inteira - novamente - parada em congestionamentos. Alargamentos de avenidas e desapropriações em vias onde o tráfego esta comprometido pode até ser uma saída, para uma frota que pode chegar, até 2020, entre 20% e 30% maior. É preciso pensar, antes de tudo, em oferecer transporte público de qualidade, o que, sem dúvida reduziria bastante o problema do trânsito na área central do município.
Outra preocupação é com a energia elétrica. Nos próximos anos, a administração pública terá de discutir com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e com a Elektro mecanismos para ampliação no fornecimento em Limeira, especialmente para atender à classe empresarial, na qual as indústrias dependem de energia em grande quantidade para funcionar. E o Plano Diretor Territorial-Ambiental faz parte dessa estratégia de crescimento e é preciso diretrizes para sua expansão. Isso sem contar, também, com um Plano Habitacional de Interesse Social para os próximos 10 anos, com previsão de 500 novas moradias por ano.

Qualidade de vida cidadã
Para que todo o processo desenvolvimentista possa ter êxito é preciso pensar na qualidade de vida da população. É preciso pensar nos idosos, no lazer dos jovens, na educação, no esporte, na saúde e, principalmente na segurança. Áreas críticas e que pedem ações urgentes e preventivas. O Parque da Cidade é um exemplo, hoje, que atende jovens, adultos e idosos, ao longo de sua área verde de lazer e prática esportiva. Nem todos, entretanto, estão próximos ou têm acesso a ele. Para isso novos projetos devem viabilizar, nos próximos anos, áreas que cheguem até onde eles estão. A população de Limeira mudou de perfil na última década e, ao acompanhar o País, ficou envelhecida. É importante, também, que as famílias participem da vida de seus idosos.
Os jovens, por sua vez, pedem opções de lazer e entretenimento. E mesmo com o aumento de bares e casas noturnas, adolescentes entre 13 e 17 anos possuem poucas opções, conforme os próprios jovens ouvidos pela Gazeta. São a carências detectadas e que devem ser atendidas pelo município. O poder público precisa vislumbrar as necessidades do setor, para tirar os jovens da rua, numa espécie de combate preventivo às drogas, que tanto tem assustado pais e familiares.
Essa é, também, uma preocupação na área da Saúde: prevenir e ter estrutura adequada para tratar a alta demanda de dependentes químicos, principalmente de crack e cocaína, que, infelizmente, é prevista para a nova década. A previsão é que de 20% a 25% da população sofra com algum tipo de transtorno psicológico, que vai necessitar de acompanhamento especializado, sendo a maioria por causa da dependência química. A política de saúde mental será fundamental na nova década. Situação que abala, também, os alicerces da segurança. Se por um lado o número de homicídios caiu, o de furtos e crimes contra o patrimônio aumentaram. E o tráfico de drogas está no centro dessa nova escalada criminosa. Investir em ações de combate ao crime é esse desafio, que chega também ao esporte, através da construção de praças esportivas nos vários bairros da cidade. Apoiar as modalidades de destaque, como o vôlei e o basquete entra nessa pauta também. No profissional, a Inter de Limeira planeja voltar à elite em 2013.
Para finalizar, a Gazeta foi às ruas e ouviu, dos próprios limeirenses, os desejos de cada um para a próxima década. Os problemas - com suas respectivas soluções - mais citadas foram limpeza pública, trânsito, saúde, empregos e, principalmente, uma atuação mais efetiva da Câmara Municipal aos atos de fiscalização que, na opinião da maioria, garantiram o cumprimento e aplicação das leis existentes. Os vereadores podem ser os pilares de sustentação de todos esses desafios aqui lançados.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O espírito da liberdade

Revivi, neste domingo, um ritual que não experimentava há muito tempo. O da visita ao Salão Internacional do Humor de Piracicaba. No 37º ano de sua existência e sua atual edição. Confesso que fiquei emocionado ao perceber que o humor continua sua caminhada crítica ao cotidiano de cada um de nós. Nas suas mais variadas formas, estilos e discursos - do dia a dia do cidadão comum à política, este último sempre muito real. Caricaturas ótimas, tiras cáusticas (apesar de não gostar de vê-las numa mostra dessa natureza), charges inteligentes e a lembrança dos velhos mestres, num quadro bastante expressivo, que mostra de Ziraldo a Zélio, passando por Fortuna, Borjalo e pelo argentino Aragonés, que empresta seu talento à revista MAD. Estes sempre atuais. Nunca esquecidos, felizmente!
Nesse processo de humor criativo e analítico, chama à atenção a mostra especial do cartunista Glauco, morto recentemente por um fanático infeliz, que com certeza de humor nada entendia. Lá estão Geraldão, Geraldinho, o Casal Neuras, Dona Marta e seus "Boys", Zé do Apocalipse, para lembrar alguns. Os melhores dos melhores, com toda seriedade que essa arte nos reserva, apesar de seu objetivo de nos fazer refletir e rir. Rir muito até mesmo das nossas desgraças e infortúnios.
No Salão do Humor o território é livre. Tudo é permitido, nada é pernicioso. E viajando nas galerias, onde os artistas expõem sua explícita capacidade de fazer graça com a realidade, percebemos o caráter libertário da mostra, que nasceu ainda no auge dos anos de chumbo, como forma de criticar a censura e aos desmandos da caserna, representados na truculência de homens em tons verde-oliva. A alma dessa proposta ainda está lá. Se sente esse processo de catarse com a história dessas quase quatro décadas. O espírito da liberdade nos acompanha em cada quadro, soprando aos nossos ouvidos que é preciso preservá-la, sempre!
Acompanhei in loco o período crítico do início do Salão. E o olhar atento - às vezes assustado - de muitos visitantes, ao protesto daqueles que tingiam o papel de nanquim, guache e aquarela, para mostrar que tinha gente morrendo nos porões da ditadura militar. Ou zombar, com rara inteligência, da ignorância e brutalidade daqueles que se achavam os senhores da verdade. Lutar pelo direito à liberdade de expressão do pensamento, na escrita ou na arte, é um dever de todos nós, que detemos as ferramentas para isto. Não esmorecer ou baixar guarda, nem pensar. Não se pode subestimar o silêncio do inimigo. Ele é sempre perigoso.

Antonio Claudio Bontorim

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

As árvores. Cadê as árvores?

Na última sexta-feira, logo pela manhã, ao levar meu filho à escola, mostrei-lhe a Rua Presidente Roosevelt, dizendo que quando vim para Limeira, em 1980, ela era todinha arborizada. De ambos os lados. Plantas sempre bem cuidadas, calçadas limpas e uma paisagem que tornou o município, à época, um dos mais bem arborizados do País. Tinha, se não me engano, até ranking disso. E todas as ruas eram assim. Um espetáculo aos olhos e uma bênção ao meio ambiente (nem se falava nisso ainda!). Se está catalogado em algum arquivo, seria interessante trazê-lo à tona. De lá para cá quase 30 anos se passaram e, longe do verde, as ruas ganharam uma aparência dura. De pedra. E com poucas árvores, muitas das quais secas e desgalhadas. E a empresa que cuida da poda, sem nenhum critério, vai “limpando” essas árvores. O tesourão segue mastigando galhos secos e novos. Estejam floridos ou não. A Rua Santa Josefa teve todas suas árvores arrancadas - estavam velhas, afirmaram - e as novas plantadas não vingam ou são depredadas. Será que não há especialista que entenda um pouquinho disso?

Passados 30 anos
Três décadas perdidas sem a necessária recomposição. Começou a minguar já em 1984, quando Jurandyr Paixão voltou à Prefeitura e relegou a segundo plano o maior especialista em parques e jardins que Limeira já teve: Roberto Antunes. De lá para cá, todos os governos que passaram por aqui nada fizeram. E, aos poucos, muitas plantas foram morrendo. E, sem reposição, a paisagem mudou.

Falta de critérios
Desde então, entra ano e sai ano, cria-se uma Secretaria do Meio Ambiente, terceiriza-se o serviço de poda a uma empresa de limpeza - será que tem um técnico nessa área de conservação? - e nada de melhorias na arborização. Aliás, só piora. A consciência ambiental está lá, escondidinha em algum canto da burocracia oficial. E meu filho não pode ver como era verde esse vale. Eu vi!

É ruim ou é bom?
O Portal de internet iG (http://www.ig.com.br) lançou, no último dia 8, uma nova ferramenta para medir o desempenho dos políticos, que mostra os candidatos mais bem avaliados e mais queridos dos usuários do Twitter. Trata-se do Termômetro da Política, que traz duas avaliações em tempo real (positiva e negativa), medidas pelo que os internautas postam no microblog a cada momento.

Na medida certa
O portal avalia que, embora não tenha teor científico, o Termômetro da Política funciona como um “captador de tendências”, traduzindo com fidelidade a atmosfera das redes sociais, “permitindo assim o acompanhamento quantitativo e qualitativo das opiniões dos internautas”. Segundo Christian Aranha, trata-se de uma tecnologia nova disponibilizada pelo iG pela primeira vez em grande escala.

Se você quiser ler
Hoje vou dar uma dica legal, em especial para quem gosta de escrever e quer escrever bem. E principalmente para estudantes de jornalismo. Um livro interessante, de fácil leitura e que dispensa maiores comentários. Trata-se de o “Para Escrever Bem”, de Maria Elena Ortiz Assumpção e Maria Otília Bocchini (na capa elas assinam apenas Maria Elena e Maria Otilia). A edição que tenho é de 2002 e comprei em 2004, numa banquinha lá na ECA-USP, em SP. É da Editora Manole e tem 98 páginas entre capa e contracapa. É muito didático, as explicações são interessantes e de fácil entendimento. Ótimo para consultas. Boa leitura a todos!

Sustentabilidade
Amanhã, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Limeira, o Cotil-Unicamp (Colégio Técnico de Limeira), a Aril (Associação de Reabilitação Infantil Limeirense) e a Associação de Moradores do Jardim Aeroporto recebem o “Prêmio Ecologia e Ambientalismo” por suas ações em favor da natureza, do meio ambiente e dos interesses ecológicos. Exemplos a serem seguidos. Inclusive por aqueles que não entendem nada de arborização, replantio ou recomposição!

Eu Recomendo!
Uma metáfora da vida de todos nós. Assim é O Show de Truman (The Truman Show – EUA 1998), minha dica de filme deste domingo. Com direção de Peter Weir e 102 minutos de duração, o filme conta a história de um pacato vendedor de seguros (Jim Carrey), que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que é o astro, desde que nasceu, de um show de televisão dedicado a acompanhar todos os passos de sua existência. Traz no elenco, além de Carrey, Ed Harris, Laura Linney, Noah Emmerich, Natascha McElhone, Paul Giamatti entre outros.

Que metáfora??
Se alguém conseguir ligar essa sugestão de filme com uma realidade das últimas semanas, mandem um e-mail para mim (claudio.bontorim @gazetadelimeira.com.br) e se estiver certa a resposta publicarei na coluna do próximo domingo, dia 19. Com ou sem identificação. Fica a critério de cada leitor

Frase da Semana
“O Lula só tem uma chance de ganhar em 2014. Seu eu ganhar eleição. O único jeito de Lula se candidatar em 2014 é se eu ganhar.” De José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República, durante sabatina no jornal O Globo. Sexta-feira, dia 10. No Portal G1 Eleições 2010.

Antonio Claudio Bontorim

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Até onde vai???
Tenho acompanhado - e às vezes participado - da onda na blogosfera, envolvendo governo e oposição - leia-se PT e PSDB - cada lado tem seus defensores. E cada um traz, invariavelmente, as mais incríveis e notórias pérolas. Ataques acalorados e defesas arrasadoras; teorias conspiratórias mil, que se pegarem, podem levar a uma intervenção extraterrestre no Brasil. Cada um na sua e todos com um único objetivo: puxar uma baleia para sua brasa. Divirto-me a valer. Dou RT no Twitter e faço comentários. Não dá para perder a oportunidade.

Um aprendizado
Sugestão aos estudantes de jornalismo - do primeiro ao último ano - para que acompanhem atentos e com olhos críticos a cobertura da imprensa às eleições deste ano. Principalmente das grandes mídias paulista, carioca, mineira, gaúcha, nordestina... enfim, que não deixem de ler nem mesmo uma vírgula.

Amnésia oficial
Data: 7 de setembro. Horário: 07h30. Local: sede da Corporação Musical Arthur Giambelli, ao lado do Tiro de Guerra. Pronta para desfilar na Parada da Independência, lá na marginal oeste - quase outro lado da cidade - a banda e seus músicos, já devidamente uniformizados, aguardavam o ônibus que deveria levá-los ao desfile. Esperaram, esperaram, esperaram e a condução não apareceu. E a tradicional Arthur Giambelli não desfilou. Alguém, no palanque das autoridades, se esqueceu de um mero detalhe: o transporte dos músicos e seus instrumentos.

É só no domingo
Se o “Eu Recomendo” fosse um dos tópicos desta coluna, hoje, eu não teria nem dúvida de qual filme indicar: “Esqueceram de Mim”, nas suas três versões....

Português claro
Muito utilizadas nesses últimos dias, e com ajuda do novo dicionário da língua portuguesa Houaiss, duas palavrinhas bonitinhas: sigilo e aloprado. Então vamos a elas. Sigilo (substantivo masculino): o que permanece escondido da vista ou do conhecimento; segredo; coisa ou fato que não se pode revelar ou divulgar; assunto que se compartilha com poucas pessoas; discrição no dizer algo; silêncio. Aloprado (adjetivo masculino e regionalismo de uso informal no Brasil): muito inquieto, muito agitado; amalucado, adoidado, desatinado. Valha-me Deus! O que já defini neste espaço: capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo, improbidade, honesto, contradição, déspota, boquirroto, idôneo, edil, alcaide, mentira, brocoió e abalado.

Quem tem bom...
...padrinho, não morre pagão. É um ditado popular! Um rápido passeio pela cidade e fica fácil observar a propaganda política dos candidatos e quais ocupam os melhores espaços e pontos mais estratégicos para visualização: o candidato a deputado federal, Eliseu Daniel dos Santos e a candidata a estadual, Constância Félix, ambos do PDT. Sorte deles!

Um gargalo sério
Não vai dar para esperar o viaduto por sobre o Anel Viário, na Rotatória do Jardim Florença. A obra é bem-vinda, mas é preciso que a Prefeitura, através da Secretaria dos Transportes, torne funcional aquele local. As filas, em horário de pico, se formam nos quatro acessos. Alguém tem que melhorar aquilo. Urgentemente!

Antonio Claudio Bontorim

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sem efeito colateral!

Amparado por baixos índices de audiência, a pouca criatividade dos marqueteiros, alguns poucos conhecidos e ultrapassados jingles - “Eeeeymael, o democrata cristão”; “contra burguês vote 16”, etc. - e tendo como mote “pior que tá não fica”, do candidato a deputado federal Tiririca, o horário eleitoral gratuito não está produzindo, pelo menos aos candidatos, efeito político considerável. Nem mesmo a tentativa de criar alguns factoides, como o da quebra de sigilo, tem sensibilizado o eleitorado ou alterado a dinâmica das pesquisas, que traz a candidata do PT - e de Lula - Dilma Rousseff em disparada na corrida presidencial.
Assim como a associação da imagem do próprio presidente - o mais bem avaliado da história deste país - ao candidato petista ao governo de SP, Aloisio Mercadante, não tem surtido o efeito desejado. Questão de liderança, de imagem mesmo, avalio. E nesse processo de associação é bem possível que a própria Dilma já tenha se descolado do atual ocupante do Palácio do Planalto e esteja voando já por suas próprias asas. Isso sem contar com a extrema antipatia do seu principal opositor, José Serra (PSDB), que não consegue decolar. Ou melhor, decolou muito antes do tempo e agora está prestes a fazer uma aterrissagem forçada.
Os outros presidenciáveis, que têm na discriminação legal o maior entrave às suas campanhas - o tempo no rádio e na TV pela proporção da representatividade em suas bancadas federais, reduzido a escassos minutos, um verdadeiro “Frankenstein” criado nos laboratórios do Congresso Nacional, tendo no DNA a paternidade dos grandes partidos - não arrancam suspiros. À exceção de Marina Silva (PV), a terceira na linha da sucessão e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), com histórias políticas diferenciadas, que também não chegam a 10% das intenções de votos.
Tudo isso dá uma pequena mostra do afunilamento da campanha e uma quase certeza (em política nada é 100%), que nós, paulistas, não voltaremos no dia 31 de outubro às urnas. Para um segundo turno. Daqui para frente, tudo que for utilizado em campanha fora do contexto eleitoral - por qualquer uma das partes - vai soar como golpe. Como o desespero dos derrotados. Até mesmo a euforia incontida dos vencedores. A opinião pública aprendeu, após várias decepções, que baixaria é arma inútil e não convence nem mesmo quem a pratica. Até a aposta da grande mídia, na torcida por seu candidato, não empolga mais. Virou piada na web!

Antonio Claudio Bontorim

domingo, 5 de setembro de 2010

Começou a contagem regressiva!

Na sexta-feira, dia 3, esta Gazeta iniciou, com o selo da campanha “Volorize Limeira” impresso na capa, a contagem regressiva do mês remanescente para o evento cívico de maior importância para uma nação livre: a escolha de seu - ou sua - presidente da República, governadores e membros das assembléias legislativas estaduais, Câmara Federal e Senado. O chamado Congresso Nacional. Mais que escolher o candidato de sua preferência, digitar seu número na urna eletrônica e confirmar com um “sim”, o eleitor precisa prestar atenção na questão programática de cada político, que entrou na disputa. Se cada um sabe qual é sua função dentro daquilo a que se propôs e se esse candidato tem afinidade com sua cidade, região etc. O arrependimento posterior de uma escolha errada não tem retorno, tal qual o leite que se derrama. Ninguém vai juntá-lo para beber. Na urna o resultado é o mesmo: voto dado não retorna ao eleitor, para que possa trocá-lo depois. A consciência, neste momento, é nossa melhor arma. E, principalmente, o que pesa mais em cada candidato: se é a favor ou contra. Valorize seu voto!

Festa no interior
Quinta-feira. Dia 2. Passei logo pela manhã pela rotatória da Avenida Laranjeiras, acesso ao Viaduto Victor D´Andréa, e o gramado parecia um tabuleiro - ou campo, sei lá - de jogo de botão. Alinhavam os times, esses cavaletes que estão usando para escorar os cartazetes dos candidatos. Era tanta propaganda, que uma ofuscava a outra. Ou seja, dinheiro e espaço perdidos.

Onde estão eles?
Também não vi, ainda, nenhum cartaz, cartazete ou faixas com os candidatos majoritários. Sejam à Presidência da República ou governadores. Seus nomes aparecem, às vezes, nas propagandas dos candidatos a deputado. Isoladamente, porém, apenas minha esposa conseguiu ver um, na sexta-feira pela manhã, na Vila Glória, numa das ruas de acesso à Avenida Araras.

Destaque na Veja
O limeirense Eduardo Mesquita Cabrini, formado em Economia pela Esalq/USP, é um dos vencedores do concurso cultural “Resenhando no blog Meus Livros”, da revista Veja. Ele ficou em terceiro lugar, com a resenha do livro Amanhecer (da saga Crepúsculo), de Stephenie Meyer. O concurso escolheu as melhores resenhas feitas por usuários do aplicativo VEJA Meus Livros, presente no Orkut e no Facebook. O concurso teve participantes do Brasil inteiro. Eduardo ganhou uma coleção dos lançamentos da Flip (Feira Internacional do Livro de Parati) deste ano.

Enfim, a novidade
Finalmente a Prefeitura saiu da “idade da pedra” para o mundo tecnológico. Depois de muita cobrança, conforme relatou o amigo José Encinas em seu Twitter (@joseencinas), o portal da Prefeitura de Limeira na internet disponibilizou link para as edições do Jornal Oficial do Município (JOM). Foi no último dia 1.o pela Assessoria Geral de Comunicações. Para acessá-lo basta clicar no banner “Jornal Oficial On-line”, no site www.limeira.sp.gov.br, abaixo das notícias. Ainda segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, para a visualização do Jornal Oficial é necessário que o usuário possua o programa Acrobat Reader instalado no computador (o programa também está disponível para download na página do JOM).

Se você quer ler
Livro interessante, que li durante minha pós-graduação. Trata-se do livro-reportagem “País Fast Food” (Fast Food Nation, no original em inglês), ou “O lado nocivo da comida norte-americana”. Seu autor é o jornalista americano Eric Schlosser e foi lançado em 2001. Por aqui chegou em 2002. O início de sua apresentação é profético: “O que se esconde por trás da aparência inocente de um hambúrguer com fritas do McDonald´s ou de qualquer outra rede de fast food?” E mostra, em números, que em 2000 os americanos gastaram US$ 110 bilhões com esse tipo de comida. Fiz um ensaio literário sobre ele, publicado no site Barão em Revista, de Campinas (extinto), e hoje está no site da professora-doutora Marta Maia, Comunicação Plural na Rede. O link para quem quiser ler o ensaio sobre o País Fast Food é http://www.martamaia.pro.br/cultura_paisfastfood.asp

Quebra de Sigilo
Uma história que parece mais coisa de “fogo amigo” do que propriamente de adversário político. Trata-se da suposta quebra de sigilo, envolvendo o PSDB. Precisa ser investigada a fundo pela Polícia Federal - é coisa de bandido - e apurado pelo Ministério Público Federal, para ver de fato quem está mentindo nesta história toda.

Eu Recomendo!
Apesar de lançado em 2005 nos EUA, o filme que estou recomendando hoje é bem atual para o momento que vivemos. Trata-se de O Trapaceiro (The Ringer) dirigido por Barry W. Blaustein, que traz no elenco Katherine Heigl, Jed Rees, Bill Chott, Edward Barbanell, Leonard Earl Howze, Johnny Knoxville, Brian Cox, entre outros. Trata-se de uma comédia com duração de 94 min. Steve Barker (Johnny Knoxville) enfrenta problemas. Pressionado por Gary (Brian Cox), seu tio ambicioso, e por uma pilha de dívidas, ele decide fingir ser um deficiente mental para poder participar das Paraolimpíadas. Desta forma conquistará a medalha de ouro e uma quantia em dinheiro, que possibilitará que resolva sua vida financeira.

Frase da Semana
“Ainda não sei em quem votar, acho a propaganda da televisão ruim demais, mas tenho na cabeça que devo votar em candidatos a deputado de nossa cidade. Vou deixar para decidir quando estiver mais perto da data das eleições”. Roque Alflin Bariviera, motoboy, ainda indeciso quanto às eleições. Sexta-feira, 3, na Gazeta.

Antonio Claudio Bontorim

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Boa iniciativa
No próximo dia 10 a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação, União Sindical local e Ordem dos Advogados de Limeira (OAB) começam as sabatinas com os candidatos a deputado - estadual e federal - por Limeira. Alguns confirmaram presença, outros não. Concluo que os que se recusaram - por si só já é um desrespeito à opinião pública e ao próprio eleitorado - o fizeram por falta de base teórica e política para debater publicamente suas ideias.

Faltou vontade
Os que não confirmaram presença foram Kléber Leite (PTB), Constância Felix (PDT), Luiz Manoel da Silva (PC do B), Filipe Martins (PTC), Edmilson Silva (PTN), Ivone Lúcia (PSC), Otoniel Lima (PRB), Osmar Lopes (PT) e Pedro Celio Daudt (PC do B). Se de fato não participarem desse importante debate, esses candidatos dão uma triste contribuição e um mau exemplo, que não é compatível com a verdadeira democracia. As sabatinas serão na sede da OAB-Limeira, na Rua Conselheiro Saraiva nº 151, Centro. Com início sempre às 19h30 e término às 21h30.

Quem participa
Com as confirmações, os candidatos que participarão das sabatinas estão assim agendados: dia 10 - Nilce Segalla (PTB) e Tarcílio Bosco (PMDB); dia 14 - Eliseu Daniel (PDT) e José Joaquim Raposo (PR); dia 21 - José Luis Gazotti (PSDB) e César Cortez (PV) e dia 24 - Luiz Pedro Bom (PSOL) e Paulo Hadich (PSB).

À boca pequena
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) não gostou da peça publicitária de responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veiculada nas rádios e TVs. Em nota, afirma que “retrata de maneira inadequada e ofensiva o cirurgião-dentista”. O CROSP pediu ao TSE a retirada do ar da peça publicitária, preocupado com a imagem dos profissionais e principalmente com a saúde pública. A nota foi distribuída à imprensa na segunda-feira.

Sem anestesia
Ontem, em resposta ao pedido do CROSP, o TSE informou que se manifestou pela retirada da campanha do ar, que na realidade fazia uma alusão às consequências das péssimas escolhas, quando entregamos certas responsabilidades nas mãos de qualquer um. Não se pode e nem deve, mesmo que o objetivo seja o mais nobre possível, se utilizar de imagens que possam prejudicar alguém ou toda uma categoria.

Português claro
A palavra do dia é abalado. Trata-se, segundo o novo dicionário da língua portuguesa Houaiss, de um adjetivo. Abalado tem os seguintes significados: que se abalou; que tem pouca firmeza ou está mal seguro; que se tornou enfraquecido; alquebrado; que se tornou hesitante; frouxo, inseguro; que se impressionou ou perturbou com choque ou abalo. Espero que todos tenham entendido, depois de capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo, improbidade, honesto, contradição, déspota, boquirroto, idôneo, edil, alcaide, mentira e brocoió.

Um clique nela
A Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Limeira lançou mais um Concurso Fotografe sua Cidade. Na edição 2010, o tema é: “Onde vejo Engenharia”. As inscrições vão até 18 de setembro na sede da AEAL (Av. Antônio Ometto, 475, Vila Cláudia). Informações: 3441-4940.

Antonio Claudio Bontorim