Difícil nos dias de hoje entender o bem. Quem o faz e para quem faz. Não deveria ser dessa forma, mas estamos tão ocupados em procurar os fantasmas, que arrastam correntes e fazem as tábuas rangerem em velhos casarões, que nos esquecemos dos verdadeiros espíritos de luz. Ou simplesmente duvidamos da bondade e daqueles que a praticam, porque nossos gestos e atitudes não bastam mais para demonstrar o quanto estamos alheios. Principalmente ao sofrimento do outro.
Difícil, também, reconhecer essa incapacidade e insensibilidade, que temos, em não absorver verdadeiros atos de boa-fé. E quando somos parte dessas ações nos assustamos e, surpresos, exclamamos: ainda existe gente boa nesse mundo! Mesmo que tudo nos conduza a outro raciocínio. Pela falta de humanidade, de bom senso, de razoabilidade. Daí ao descrédito total é um passo menor que o próprio pé.
Vez ou outra somos chamados à realidade. À razão, como gostam de enfatizar filósofos e pensadores. E nesse clamor - que soa tal qual um forte puxão de orelhas - nos deparamos com os incógnitos, que fazem de enredos desinteressados, exemplos de vida. Protagonistas de pequenas histórias, que nunca terão a recompensa devida, a não ser estar bem consigo próprios. Esse sim um sentimento que deveria nortear a vida de todos nós. Alguém já experimentou essa sensação? De como uma simples atitude pode fazer uma grande diferença? Muito mais, talvez, para quem a pratica, do que para quem a recebe? Basta experimentar!
Neste início de semana uma pessoa, que talvez eu nunca vá conhecer, me fez escrever este artigo. Mais que o valor da economia que seu gesto me proporcionou foi a lição tirada dessa experiência. Na sexta-feira minha filha, que estuda em São Carlos, perdeu sua carteirinha do ônibus. Na volta para lá, ontem, me dirigi à sede da empresa para solicitar outra, pela qual pagaria o equivalente a dez passes. Quando apresentei a identidade, o atendente buscou o cadastro no sistema, pegou uma pasta azul de seu arquivo e conferiu o documento com a carteirinha que tinha em mãos. Alguém a encontrou. Devolveu-a intacta e com todos os créditos. Ao final ele me disse ser comum as pessoas fazerem aquilo. Esse “comum” soou-me como um verdadeiro ensinamento à cidadania. Difícil, mesmo, é a pergunta que vem depois: por que não acreditamos mais? Se fatos como esses desmentem a nossa orgulhosa descrença? Quem souber - ou puder - que me responda!
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
O consumidor e seus direitos
Os leitores às vezes nos surpreendem. Recebi e-mail de uma leitora, indignada com o tratamento dado por uma operadora de telefonia celular sobre uma tarifa extra cobrada em sua conta sem nenhum propósito. Mais que a tarifa, o que irritou essa leitora foi a forma como os atendentes da empresa a trataram, sem dar-lhe uma solução possível e rápida e sem conseguir provar seu "gasto extra". Depois de muito custo - ligações derrubadas pelos atendentes e desculpas de "não posso fazer nada" - ela conseguiu falar com a Ouvidoria, que não tendo como provar sua adesão a um suposto plano, acabou por devolver a quantia cobrada a mais. O importante, nisso tudo, foi a lição deixada por ela de perseverança e de não ser conivente com esse tipo de situação, até bem pouco tempo atrás patrocinada também pelas operadoras de cartão de crédito. E não aceitar pura e simplesmente as razões dessas empresas. Ou como ela mesma escreveu: "todos os cidadãos, se estiverem certos, que não desistam e não aceitem o 'infelizmente senhor (a) não posso fazer nada'. Devemos ir sempre atrás de nossos direitos".
Minha experiência
Também passei, no primeiro trimestre deste ano, por uma situação parecida, com uma compra pela internet. Minha filha precisava de um livro de Psicologia, que não conseguia encontrar. Depois de muita busca apareceu um site (www.tudonlineprodutos.com), que parecia bastante confiável. Comprei o livro. Depois, que sufoco! Foram semanas para conseguir recebê-lo.
Depois de muito...
...insitir, Procon nele. Foram muitos e-mails trocados, desculpas, problemas com fornecedor... Cansado, juntei toda a documentação que tinha e fui ao Procon aqui de Limeira abrir um processo. Coincidência ou não, poucos dias depois recebi um comunicado, que o livro estaria sendo entregue. O que acabou acontecendo. Se eu tivesse desistido, não sei se teria recebido o livro.
Limeira-Cordeiro
As duas mortes violentas, nesta semana, na Limeira-Cordeirópolis, continua gerando críticas por parte dos usuários, inconformados com o descaso das autoridades municipais. "É inadmissível mesmo que em uma via municipal, que num estado com o de SP, onde se cobra pedágio a cada 25 Km, que as pessoas ainda morram por causa de animais na pista. Este fato e muito comum, inclusive na Rodovia Limeira a Piracicaba. Será que uma simples cerca, que se pode pagar com a arrecadação de poucas horas de cobrança destes tais pedágios é pedir muito! Ou vamos continuar perdendo vidas? Vergonha". De um leitor, por e-mail, à Gazeta.
Participação ativa
Tenho pautado esta minha coluna de domingo em conversas com o leitor. E-mails recebidos, contatos telefônicos, Twitter, entre outros meios, o que tem garantido boas pautas e um debate saudável, além de análises interessantes e bem explicadas, sobre tudo que acontece por Limeira e Região. Essa interatividade é importante, à medida que aproxima o leitor do jornal e do colunista. E também dá vazão às suas necessidades de expressão livre do pensamento. Aos poucos vamos melhorando o conteúdo. E-mail para contato: claudio.bontorim@gazetadelimeira.com.br e Twitter www.twitter.com/claudiobontorim.
Se você quer ler
Pelo que estamos vendo no horário eleitoral gratuito, com os candidatos aos cargos proporcionais (alguns majoritários também), não me resta indicar como leitura obrigatória a cronologia Febeapa (ou o Festival de Besteiras que Assola o País), de Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, lançado em 1966, como uma "uma reação cômica, irreverente, à mediocridade política da época, mas que se adapta muito bem aos dias de hoje. Foram três volumes (Febeapa 1, 2 e 3). É riso puro do começo ao fim. E uma reflexão muita séria a respeito do nosso cotidiano. Em especial da política praticada por aqui. Li os três, emprestei-os posteriormente à leitura e nunca mais os vi de volta à minha biblioteca. Uma pena!
Estava proibido?
Supremo Tribunal Federal (STF) dá liminar e humoristas podem fazer piada com os políticos no período eleitoral. Mais do que já estamos assistindo???
Eu Recomendo!
O inigualável Charles Chaplin de volta por aqui. O filme desta vez é Luzes da Ribalta (Limelight - EUA, 1952), com direção do próprio Chaplin, também o personagem principal. Ao lado dele outro gênio da comédia, Buster Keaton, e mais Claire Bloom, Norman Lloyd e outros seis de sua família Sydney, Geraldine, Josephine, Charles Jr., Michael e Oona, todos Chaplin. Na Londres de 1914, um velho comediante, que no passado fizera sucesso foi esquecido, tornando-se quase um alcoólatra. Porém tudo muda, quando na pensão onde vive sente um estranho cheiro e constata que é gás, vindo do quarto de uma jovem, que estava inconsciente, que ele e um médico carregam para o seu apartamento. Ela tentara o suicídio, pois sonhara em ser uma grande bailarina, mas suas pernas estão paralisadas. Ele promete fazer tudo para ajudá-la, mas o que não imagina é que é ela quem vai ajudá-lo. Drama, 132 minutos de duração.
Frase da Semana
"Custei a entrar nas redes sociais porque já sou um blog vivo. TV, rádio e 25 jornais por dia... Que me resta dizer?" Arnaldo Jabor - modéstia a parte e com toda sua conhecida humildade - na terça-feira, no seu Twitter @realjabor, criado por ele na segunda-feira, 23.
Antonio Claudio Bontorim
Minha experiência
Também passei, no primeiro trimestre deste ano, por uma situação parecida, com uma compra pela internet. Minha filha precisava de um livro de Psicologia, que não conseguia encontrar. Depois de muita busca apareceu um site (www.tudonlineprodutos.com), que parecia bastante confiável. Comprei o livro. Depois, que sufoco! Foram semanas para conseguir recebê-lo.
Depois de muito...
...insitir, Procon nele. Foram muitos e-mails trocados, desculpas, problemas com fornecedor... Cansado, juntei toda a documentação que tinha e fui ao Procon aqui de Limeira abrir um processo. Coincidência ou não, poucos dias depois recebi um comunicado, que o livro estaria sendo entregue. O que acabou acontecendo. Se eu tivesse desistido, não sei se teria recebido o livro.
Limeira-Cordeiro
As duas mortes violentas, nesta semana, na Limeira-Cordeirópolis, continua gerando críticas por parte dos usuários, inconformados com o descaso das autoridades municipais. "É inadmissível mesmo que em uma via municipal, que num estado com o de SP, onde se cobra pedágio a cada 25 Km, que as pessoas ainda morram por causa de animais na pista. Este fato e muito comum, inclusive na Rodovia Limeira a Piracicaba. Será que uma simples cerca, que se pode pagar com a arrecadação de poucas horas de cobrança destes tais pedágios é pedir muito! Ou vamos continuar perdendo vidas? Vergonha". De um leitor, por e-mail, à Gazeta.
Participação ativa
Tenho pautado esta minha coluna de domingo em conversas com o leitor. E-mails recebidos, contatos telefônicos, Twitter, entre outros meios, o que tem garantido boas pautas e um debate saudável, além de análises interessantes e bem explicadas, sobre tudo que acontece por Limeira e Região. Essa interatividade é importante, à medida que aproxima o leitor do jornal e do colunista. E também dá vazão às suas necessidades de expressão livre do pensamento. Aos poucos vamos melhorando o conteúdo. E-mail para contato: claudio.bontorim@gazetadelimeira.com.br e Twitter www.twitter.com/claudiobontorim.
Se você quer ler
Pelo que estamos vendo no horário eleitoral gratuito, com os candidatos aos cargos proporcionais (alguns majoritários também), não me resta indicar como leitura obrigatória a cronologia Febeapa (ou o Festival de Besteiras que Assola o País), de Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, lançado em 1966, como uma "uma reação cômica, irreverente, à mediocridade política da época, mas que se adapta muito bem aos dias de hoje. Foram três volumes (Febeapa 1, 2 e 3). É riso puro do começo ao fim. E uma reflexão muita séria a respeito do nosso cotidiano. Em especial da política praticada por aqui. Li os três, emprestei-os posteriormente à leitura e nunca mais os vi de volta à minha biblioteca. Uma pena!
Estava proibido?
Supremo Tribunal Federal (STF) dá liminar e humoristas podem fazer piada com os políticos no período eleitoral. Mais do que já estamos assistindo???
Eu Recomendo!
O inigualável Charles Chaplin de volta por aqui. O filme desta vez é Luzes da Ribalta (Limelight - EUA, 1952), com direção do próprio Chaplin, também o personagem principal. Ao lado dele outro gênio da comédia, Buster Keaton, e mais Claire Bloom, Norman Lloyd e outros seis de sua família Sydney, Geraldine, Josephine, Charles Jr., Michael e Oona, todos Chaplin. Na Londres de 1914, um velho comediante, que no passado fizera sucesso foi esquecido, tornando-se quase um alcoólatra. Porém tudo muda, quando na pensão onde vive sente um estranho cheiro e constata que é gás, vindo do quarto de uma jovem, que estava inconsciente, que ele e um médico carregam para o seu apartamento. Ela tentara o suicídio, pois sonhara em ser uma grande bailarina, mas suas pernas estão paralisadas. Ele promete fazer tudo para ajudá-la, mas o que não imagina é que é ela quem vai ajudá-lo. Drama, 132 minutos de duração.
Frase da Semana
"Custei a entrar nas redes sociais porque já sou um blog vivo. TV, rádio e 25 jornais por dia... Que me resta dizer?" Arnaldo Jabor - modéstia a parte e com toda sua conhecida humildade - na terça-feira, no seu Twitter @realjabor, criado por ele na segunda-feira, 23.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Cadê o respeito?
Novamente os moradores da Avenida Saudades se vêem tolhidos em seu direito ao sossego, pela irresponsabilidade de jovens - e outros nem tantos - motoristas que estacionam seus carros com o som ligado “nas alturas”, como que se todos fossem obrigados a ouvir as músicas de seus duvidosos gostos. E como relataram moradores à Gazeta, em matéria publica nesta semana, as viaturas policiais passam e repassam por lá e nada fazem. E os agentes de trânsito não possuem o decibilímetro para monitorar e coibir o som alto. Essa história é antiga. A denúncia é recorrente, mas o silêncio das “otoridades” é irritante.
Descaso é total!
Para fazer companhia aos jovens, segundo os moradores, agora uma igreja, instalada numa antiga fábrica de chopp, também dá o ar de sua graça. E além do barulho, muitos veículos ficam estacionados em frente às guias rebaixadas das garagens, impedindo entrada e saída dos próprios moradores. O abuso com som alto e potente não é recente em Limeira. E não tem hora para começar ou terminar. Às vezes circula pelas ruas na madrugada, sem a mínima preocupação com o descanso das pessoas. Será que algum dia alguém vai tomar alguma providência? Quem terá coragem de por um fim a essa bandalheira?
Números e fatos
“No Estado de São Paulo, 31% das cidades não têm delegados; desde 1995, enquanto a população de SP cresceu 21%, o número de policiais civis se mantém o mesmo; são apenas 3 mil delegados para os 42 milhões de habitantes; o estado mais rico da nação é o que pior remunera seus delegados de polícia”. Essas informações são da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), que mais uma vez ganhou na Justiça o direito de divulgar essa situação, contestado pela Coligação Unidos por São Paulo, que reúne o PSDB e outros partidos aliados, que hoje governa SP.
Censura à Polícia
Pela segunda vez o PSDB entrou com representação contra a campanha publicitária da Adpesp. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) considerou a representação improcedente e entendeu seu “caráter meramente informativo e que descrevem fatos sem conteúdo eleitoral”, como lembrou o desembargador Luiz Francisco Aguilar Cortez, do TRE. Segundo a Associação, “os delegados de SP têm os piores salários do País”.
Português claro
A palavra do dia é brocoió. Alguém sabe o significado de brocoió? O novo dicionário da língua portuguesa - já com revisão ortográfica - Houaiss diz que brocoió é um substantivo masculino. São vários regionalismos que o define. No Brasil: indivíduo do interior, simples, sem traquejo; caipira, capiau, jeca. E no Ceará: engenhoca que fabrica rapadura; casa ou tendinha onde são vendidos doces típicos e caldo de cana. Brocoió pode ser também um adjetivo de uso informal: que ou aquele que é tolo, sem préstimo; que ou o que é reles, desprezível, de baixa qualidade e/ou mau gosto (diz-se de coisa). Para engrossar o dicionário Texto & Contexto que já conta com capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo, improbidade, honesto, contradição, déspota, boquirroto, idôneo, edil, alcaide e mentira.
Dá para votar???
No sábado, passeando pelo centro da cidade, pela manhã, percebi como os candidatos - todos - estão emporcalhando ruas e calçadas. Os chamados “santinhos” e impressos maiores (como jornais e folhetos informativos) compunham o cenário daquela região. Um exemplo anti-cidadania. Alguém vota em candidato assim?
Antonio Claudio Bontorim
Novamente os moradores da Avenida Saudades se vêem tolhidos em seu direito ao sossego, pela irresponsabilidade de jovens - e outros nem tantos - motoristas que estacionam seus carros com o som ligado “nas alturas”, como que se todos fossem obrigados a ouvir as músicas de seus duvidosos gostos. E como relataram moradores à Gazeta, em matéria publica nesta semana, as viaturas policiais passam e repassam por lá e nada fazem. E os agentes de trânsito não possuem o decibilímetro para monitorar e coibir o som alto. Essa história é antiga. A denúncia é recorrente, mas o silêncio das “otoridades” é irritante.
Descaso é total!
Para fazer companhia aos jovens, segundo os moradores, agora uma igreja, instalada numa antiga fábrica de chopp, também dá o ar de sua graça. E além do barulho, muitos veículos ficam estacionados em frente às guias rebaixadas das garagens, impedindo entrada e saída dos próprios moradores. O abuso com som alto e potente não é recente em Limeira. E não tem hora para começar ou terminar. Às vezes circula pelas ruas na madrugada, sem a mínima preocupação com o descanso das pessoas. Será que algum dia alguém vai tomar alguma providência? Quem terá coragem de por um fim a essa bandalheira?
Números e fatos
“No Estado de São Paulo, 31% das cidades não têm delegados; desde 1995, enquanto a população de SP cresceu 21%, o número de policiais civis se mantém o mesmo; são apenas 3 mil delegados para os 42 milhões de habitantes; o estado mais rico da nação é o que pior remunera seus delegados de polícia”. Essas informações são da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), que mais uma vez ganhou na Justiça o direito de divulgar essa situação, contestado pela Coligação Unidos por São Paulo, que reúne o PSDB e outros partidos aliados, que hoje governa SP.
Censura à Polícia
Pela segunda vez o PSDB entrou com representação contra a campanha publicitária da Adpesp. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) considerou a representação improcedente e entendeu seu “caráter meramente informativo e que descrevem fatos sem conteúdo eleitoral”, como lembrou o desembargador Luiz Francisco Aguilar Cortez, do TRE. Segundo a Associação, “os delegados de SP têm os piores salários do País”.
Português claro
A palavra do dia é brocoió. Alguém sabe o significado de brocoió? O novo dicionário da língua portuguesa - já com revisão ortográfica - Houaiss diz que brocoió é um substantivo masculino. São vários regionalismos que o define. No Brasil: indivíduo do interior, simples, sem traquejo; caipira, capiau, jeca. E no Ceará: engenhoca que fabrica rapadura; casa ou tendinha onde são vendidos doces típicos e caldo de cana. Brocoió pode ser também um adjetivo de uso informal: que ou aquele que é tolo, sem préstimo; que ou o que é reles, desprezível, de baixa qualidade e/ou mau gosto (diz-se de coisa). Para engrossar o dicionário Texto & Contexto que já conta com capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo, improbidade, honesto, contradição, déspota, boquirroto, idôneo, edil, alcaide e mentira.
Dá para votar???
No sábado, passeando pelo centro da cidade, pela manhã, percebi como os candidatos - todos - estão emporcalhando ruas e calçadas. Os chamados “santinhos” e impressos maiores (como jornais e folhetos informativos) compunham o cenário daquela região. Um exemplo anti-cidadania. Alguém vota em candidato assim?
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Muito além da eleição
Na semana passada, após publicação da coluna Texto & Contexto da quinta-feira, 19, recebi um e-mail, irônico até certo ponto. Nem terminei de ler o conteúdo da mensagem, de apenas uma linha, e percebi que a referência recaía sobre a primeira nota (Afagos do poder), na qual comentava as tortuosidades da campanha política em Limeira e as trombadas entre partidários de uma mesma sigla, que ao não se entenderem contribuíam ainda mais para a desaglutinação política limeirense, hoje carente de lideranças na essência que o termo requer. Isto é fato.
O tempero da ironia estava ali misturado. Em poucas palavras. “Eu não fiquei sabendo ou já implantaram o voto distrital no Brasil?”, perguntou-me o leitor, pois entendera que com minha informação estaria tentando direcionar o voto ou propondo que os candidatos limeirenses são melhores que outros. Muito ao contrário. O que eu queria mostrar era justamente o descompasso existente dentro dos próprios partidos. Vocação ao egocentrismo. À vaidade pessoal em detrimento do social. Do conjunto. Da comunidade. Ao lhe responder - num primeiro momento também irônico - e expor minhas impressões, eu refletia sobre suas palavras, que aquela troca de mensagens estava desencadeando um novo processo. Comecei a enxergar alguma coisa além, que uma simples luz no fim do túnel.
Fica mais que evidente que no foco da questão, o da lembrança do voto distrital (utilizados em países como Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França e Alemanha), o que me chamou a atenção, direcionava-me justamente à campanha desta Gazeta no espírito “Valorize o que é nosso”, que não deve mais se ater apenas às questões políticas eleitorais, mas a todo um contexto que pode se expandir. Daqui para fora. Não estou falando apenas do chamado a eleger candidatos limeirenses - fica ao livre-arbítrio de cada um - mas de um debate muito mais amplo. E que pode estender-se além das nossas fronteiras, que é justamente sobre o voto distrital. E que pela sua abrangência - e definição teórica do sistema - é o gene perfeito e completo do que seja representatividade política de fato. Há quem seja contrário, mas é uma opinião e como tal deve ser respeitada.
Quando se percebe que uma campanha está mexendo com as pessoas, a ponto de provocar discussões e reflexões, está na hora de levá-la a extremos. Então por que não o voto distrital? Agora, em tom mais ameno, vou continuar o debate com o leitor!
Antonio Claudio Bontorim
O tempero da ironia estava ali misturado. Em poucas palavras. “Eu não fiquei sabendo ou já implantaram o voto distrital no Brasil?”, perguntou-me o leitor, pois entendera que com minha informação estaria tentando direcionar o voto ou propondo que os candidatos limeirenses são melhores que outros. Muito ao contrário. O que eu queria mostrar era justamente o descompasso existente dentro dos próprios partidos. Vocação ao egocentrismo. À vaidade pessoal em detrimento do social. Do conjunto. Da comunidade. Ao lhe responder - num primeiro momento também irônico - e expor minhas impressões, eu refletia sobre suas palavras, que aquela troca de mensagens estava desencadeando um novo processo. Comecei a enxergar alguma coisa além, que uma simples luz no fim do túnel.
Fica mais que evidente que no foco da questão, o da lembrança do voto distrital (utilizados em países como Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França e Alemanha), o que me chamou a atenção, direcionava-me justamente à campanha desta Gazeta no espírito “Valorize o que é nosso”, que não deve mais se ater apenas às questões políticas eleitorais, mas a todo um contexto que pode se expandir. Daqui para fora. Não estou falando apenas do chamado a eleger candidatos limeirenses - fica ao livre-arbítrio de cada um - mas de um debate muito mais amplo. E que pode estender-se além das nossas fronteiras, que é justamente sobre o voto distrital. E que pela sua abrangência - e definição teórica do sistema - é o gene perfeito e completo do que seja representatividade política de fato. Há quem seja contrário, mas é uma opinião e como tal deve ser respeitada.
Quando se percebe que uma campanha está mexendo com as pessoas, a ponto de provocar discussões e reflexões, está na hora de levá-la a extremos. Então por que não o voto distrital? Agora, em tom mais ameno, vou continuar o debate com o leitor!
Antonio Claudio Bontorim
domingo, 22 de agosto de 2010
As teorias que conspiram...
Por diversas vezes comentei, aqui neste espaço, o significado das chamadas “teorias conspiratórias”. São aquelas mentiras sem qualquer nexo ou significado, que muita gente gosta de transformar em verdade. Principalmente as correntes políticas de todos os naipes ideológicos. A esquerda gosta de responsabilizar a direita pelas mazelas sociais do povo. E a direita, por sua vez, vê monstros da esquerda escondidos em todo o lugar, à espreita do bote fatal. É em época eleitoral, entretanto, onde há maior concentração dessas teorias, que incautos cidadãos vivem difundindo como se fossem verdades indiscutíveis e irreversíveis. Mais ou menos assim: “olha, se fulano vencer a eleição vai dividir sua casa para dar metade para os mais pobres...”; “se for sicrano o vencedor, ele vai privatizar até universidade pública ...” E assim por diante. “A democracia está em perigo”, diz um. “Vai ter pedágio até no portão de cada casa”, alega o outro. Numa sucessão de coisas tão ridículas e estapafúrdias, que eu não consigo imaginar como essa gente se presta a passar tais informações em correntes infindáveis. Haja tempo perdido.
Apago...sem ler
As mensagens que costumo receber, nesse sentido, sejam de que lado for, costumo apagar sem nem sequer abrir seu conteúdo. Vão todas devidamente organizadas para a lixeira. E, de lá, para o espaço. Portanto, amigos que me acompanham agora através desta coluna, se estão pensando em enviar qualquer mensagem dessa natureza para mim, desistam! Agora, se for piada de político, desde que não seja preconceituosa, pode enviar. Essas são sempre bem-vindas!
Soneto e emenda
A foto que a assessoria de imprensa do deputado José Luiz Gazotti (PSDB) distribuiu, ao lado de Pedrinho Kühl e Clodoaldo Araújo, e o texto de apoio do renunciante ao estadual, que preferiu dobrar com um federal de fora, não convence ninguém dessa unidade forçada.
Os casos diários...
...que chegam até nós, jornalistas, dão-nos uma mostra da irresponsabilidade ambiental. Dezenas de e-mails, nesta semana e na semana passada, denunciavam a chuva de fuligem que caía sobre a cidade, oriunda de queimadas. Mesmo com a umidade do ar baixa, os praticantes desse “crime” - porque não tem outra palavra para explicar tal atitude - não se intimidam e continuam a queimar, queimar, queimar...
Leitor reclama!!
Vou transcrever uma das mensagens de uma dona de casa que trabalha fora e que está bastante irritada com a questão do pó preto dessas queimadas. Um drama que ela relatou por e-mail. “Gostaria de aproveitar este espaço, para reclamar sobre a chuva de fuligem de queimada que caiu em nossa cidade ontem à tarde. Eu como cidadã consciente separo meu lixo, o orgânico do reciclável. Essa é uma das atitudes para cuidar e preservar o meio ambiente. Mas infelizmente as usinas não têm essa responsabilidade. Eu trabalho fora o dia inteiro e acordo quase de madrugada para limpar minha casa, pois não tenho condições de ter uma funcionária para este fim. Ontem, porém, aquela chuva de fuligem invadiu a nossa casa, trazendo-nos prejuízo, financeiramente, pois fomos obrigados a usar mais água, como pode nos causar problemas de saúde. Essa é a minha reclamação”, escreveu. Está registrado no e-mail.
Temos lei. Porém...
Em Limeira temos lei específica contra as queimadas, de autoria do vereador e presidente da Câmara Eliseu Daniel dos Santos (PDT). Foi considerada uma das mais avançadas para o setor, porém os usineiros através de entidade de classe conseguiram liminar no Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo seus efeitos.
Se você quer ler
São dois livros. Mas na verdade o tema é um só e um continua o que o outro começou. Estou falando de “1968 O ano que não terminou” e “1968 O que fizemos de nós”. Ambos de um dos mestres do livro-reportagem no Brasil, o jornalista Zuenir Ventura. Lançados em 2008 pela Editora Planeta, as duas obras são uma vasta e detalhada reportagem do mais emblemático ano do Século XX, que marcou movimentos renovadores praticamente no mundo todo. E o Brasil fazia parte deste contexto com a ditadura militar, o AI-5, perseguições, tortura e mortes, envolvendo intelectuais, políticos, artistas, o movimento estudantil, entre outros, no qual Zuenir trafega como observador e personagem ao mesmo tempo. Uma ótima recomendação de leitura, que resgata um pouco dessa rica, triste e, ao mesmo tempo, humana e maravilhosa história que faz parte de todos nós. O leitor vai se surpreender com os fatos narrados e seus protagonistas.
Eu Recomendo!
Um bem-sucedido arquiteto leva uma vida regrada ao lado de uma bela esposa, que se casaram por conveniência e abriram juntos uma empresa, mas nem mesmo a filha é capaz de minimizar as indiferenças. Ele suporta a situação até conhecer uma jornalista. Eles se apaixonam e, agora, ele terá que decidir entre continuar com a esposa e a filha ou abrir mão de tudo o que construiu para ficar com a amante. Esta é a história do filme que recomendo hoje. Trata-se do drama americano Uma Escolha, Uma Renúncia (Intersection), de 1994. Com 98 minutos de duração e direção de Mark Rydell, traz no elenco Richard Gere, Sharon Stone, Lolita Davidovich, Martin Landau e David Selby. Uma boa pedida em DVD nas locadoras. E um ótimo filme.
Frase da Semana
“Uma ex-poste que ameaça converter José Serra no mais preparado ex-futuro presidente que o Brasil já teve”. Do jornalista Josias de Souza, em seu blog, na Folha de S. Paulo, sobre a arrancada de Dilma Rousseff na campanha presidencial. Ontem, na Folha Online-Blogs.
Antonio Claudio Bontorim
Apago...sem ler
As mensagens que costumo receber, nesse sentido, sejam de que lado for, costumo apagar sem nem sequer abrir seu conteúdo. Vão todas devidamente organizadas para a lixeira. E, de lá, para o espaço. Portanto, amigos que me acompanham agora através desta coluna, se estão pensando em enviar qualquer mensagem dessa natureza para mim, desistam! Agora, se for piada de político, desde que não seja preconceituosa, pode enviar. Essas são sempre bem-vindas!
Soneto e emenda
A foto que a assessoria de imprensa do deputado José Luiz Gazotti (PSDB) distribuiu, ao lado de Pedrinho Kühl e Clodoaldo Araújo, e o texto de apoio do renunciante ao estadual, que preferiu dobrar com um federal de fora, não convence ninguém dessa unidade forçada.
Os casos diários...
...que chegam até nós, jornalistas, dão-nos uma mostra da irresponsabilidade ambiental. Dezenas de e-mails, nesta semana e na semana passada, denunciavam a chuva de fuligem que caía sobre a cidade, oriunda de queimadas. Mesmo com a umidade do ar baixa, os praticantes desse “crime” - porque não tem outra palavra para explicar tal atitude - não se intimidam e continuam a queimar, queimar, queimar...
Leitor reclama!!
Vou transcrever uma das mensagens de uma dona de casa que trabalha fora e que está bastante irritada com a questão do pó preto dessas queimadas. Um drama que ela relatou por e-mail. “Gostaria de aproveitar este espaço, para reclamar sobre a chuva de fuligem de queimada que caiu em nossa cidade ontem à tarde. Eu como cidadã consciente separo meu lixo, o orgânico do reciclável. Essa é uma das atitudes para cuidar e preservar o meio ambiente. Mas infelizmente as usinas não têm essa responsabilidade. Eu trabalho fora o dia inteiro e acordo quase de madrugada para limpar minha casa, pois não tenho condições de ter uma funcionária para este fim. Ontem, porém, aquela chuva de fuligem invadiu a nossa casa, trazendo-nos prejuízo, financeiramente, pois fomos obrigados a usar mais água, como pode nos causar problemas de saúde. Essa é a minha reclamação”, escreveu. Está registrado no e-mail.
Temos lei. Porém...
Em Limeira temos lei específica contra as queimadas, de autoria do vereador e presidente da Câmara Eliseu Daniel dos Santos (PDT). Foi considerada uma das mais avançadas para o setor, porém os usineiros através de entidade de classe conseguiram liminar no Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo seus efeitos.
Se você quer ler
São dois livros. Mas na verdade o tema é um só e um continua o que o outro começou. Estou falando de “1968 O ano que não terminou” e “1968 O que fizemos de nós”. Ambos de um dos mestres do livro-reportagem no Brasil, o jornalista Zuenir Ventura. Lançados em 2008 pela Editora Planeta, as duas obras são uma vasta e detalhada reportagem do mais emblemático ano do Século XX, que marcou movimentos renovadores praticamente no mundo todo. E o Brasil fazia parte deste contexto com a ditadura militar, o AI-5, perseguições, tortura e mortes, envolvendo intelectuais, políticos, artistas, o movimento estudantil, entre outros, no qual Zuenir trafega como observador e personagem ao mesmo tempo. Uma ótima recomendação de leitura, que resgata um pouco dessa rica, triste e, ao mesmo tempo, humana e maravilhosa história que faz parte de todos nós. O leitor vai se surpreender com os fatos narrados e seus protagonistas.
Eu Recomendo!
Um bem-sucedido arquiteto leva uma vida regrada ao lado de uma bela esposa, que se casaram por conveniência e abriram juntos uma empresa, mas nem mesmo a filha é capaz de minimizar as indiferenças. Ele suporta a situação até conhecer uma jornalista. Eles se apaixonam e, agora, ele terá que decidir entre continuar com a esposa e a filha ou abrir mão de tudo o que construiu para ficar com a amante. Esta é a história do filme que recomendo hoje. Trata-se do drama americano Uma Escolha, Uma Renúncia (Intersection), de 1994. Com 98 minutos de duração e direção de Mark Rydell, traz no elenco Richard Gere, Sharon Stone, Lolita Davidovich, Martin Landau e David Selby. Uma boa pedida em DVD nas locadoras. E um ótimo filme.
Frase da Semana
“Uma ex-poste que ameaça converter José Serra no mais preparado ex-futuro presidente que o Brasil já teve”. Do jornalista Josias de Souza, em seu blog, na Folha de S. Paulo, sobre a arrancada de Dilma Rousseff na campanha presidencial. Ontem, na Folha Online-Blogs.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Afagos do poder
Limeira é mesmo uma cidade engraçada. E que não consegue se livrar de alguns ranços. O PSDB tinha dois candidatos aqui, um ao cargo de deputado estadual e outro a deputado federal. Pois bem, o candidato a estadual resolveu dobrar com outro, de fora. E ontem o candidato a federal renunciou à candidatura. No PT, pior ainda: o vereador do partido, Ronei Martins, não apoia o candidato a federal do próprio PT daqui, preferindo duas candidaturas paraquedistas. Explicações...
Loteando espaço
Hoje tem mais comitê político por metro quadrado em Limeira, que eleitores prontos a eleger deputados. Os preceitos constitucionais da liberdade de escolha devem sempre nos guiar, a todos, porém o bom senso manda que muitos deveriam se preocupar com o bem-estar social e não com seu próprio umbigo.
Política e Twitter
Como sempre faço, sempre que recebo a informação, gosto de divulgar. De forma imparcial e sem privilegiar ninguém. Enviou, tá na coluna. Mais um candidato a deputado por Limeira, desta vez o radialista Kleber Leite, que concorre à Assembleia Legislativa, pelo PTB, anuncia sua adesão a uma rede social na internet. Neste caso o Twitter. Seu endereço é @KLEBERLEITETV, que está disparando e-mails “convidando” as pessoas a segui-lo.
Candidato direito
No Paraná inauguraram o comitê eleitoral do candidato João Destro (PPS). Será que existe algum Zé Canhoto ou Zé Sinistro na lista de candidatos pelo Brasil? Tem o Zé Serra! Mas o da motosserra está preso no Acre.
É preciso pagar?
Essa é para a Prefeitura responder: por que a Secretaria dos Transportes não regulamentou no prazo correto, em dezembro do ano passado, a questão das vagas especiais para estacionamento em áreas públicas, conforme a Resolução 302 do CONTRAN, em seu artigo 6º? Se eu quiser saber precisarei pagar os R$ 8,00 para fazer oficialmente esse questionamento? No aguardo de uma resposta ou explicação...
Português claro
Outra palavra interessante: mentira. Quem já não contou alguma, alguma vez na vida. Segundo novo dicionário Houaiss da língua portuguesa, já com a nova ortografia, mentira é um substantivo feminino e com vários significados: ato ou efeito de mentir; engano, falsidade, fraude; hábito de mentir; afirmação contrária à verdade a fim de induzir a erro; ideia, opinião, juízo falso ou equivocado; aquilo que é enganador, que ilude; pequena mancha branca nas unhas; albugem, leuconiquia. Regionalismo na culinária carioca e mineira: bolacha redonda preparada com massa de pão de ló; mentirinha; pastel desprovido de recheio. Mais uma para enriquecer nosso vocabulário, que já trouxe capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo, improbidade, honesto, contradição, déspota, boquirroto, idôneo, edil e alcaide.
Pergunta rápida
Cadê a Câmara Municipal de Limeira - e os vereadores de oposição? - sobre as denúncias publicadas no jornal “Estado de S. Paulo” do último sábado, sobre a questão da merenda terceirizada? Silêncio corporativo!
Antonio Claudio Bontorim
Limeira é mesmo uma cidade engraçada. E que não consegue se livrar de alguns ranços. O PSDB tinha dois candidatos aqui, um ao cargo de deputado estadual e outro a deputado federal. Pois bem, o candidato a estadual resolveu dobrar com outro, de fora. E ontem o candidato a federal renunciou à candidatura. No PT, pior ainda: o vereador do partido, Ronei Martins, não apoia o candidato a federal do próprio PT daqui, preferindo duas candidaturas paraquedistas. Explicações...
Loteando espaço
Hoje tem mais comitê político por metro quadrado em Limeira, que eleitores prontos a eleger deputados. Os preceitos constitucionais da liberdade de escolha devem sempre nos guiar, a todos, porém o bom senso manda que muitos deveriam se preocupar com o bem-estar social e não com seu próprio umbigo.
Política e Twitter
Como sempre faço, sempre que recebo a informação, gosto de divulgar. De forma imparcial e sem privilegiar ninguém. Enviou, tá na coluna. Mais um candidato a deputado por Limeira, desta vez o radialista Kleber Leite, que concorre à Assembleia Legislativa, pelo PTB, anuncia sua adesão a uma rede social na internet. Neste caso o Twitter. Seu endereço é @KLEBERLEITETV, que está disparando e-mails “convidando” as pessoas a segui-lo.
Candidato direito
No Paraná inauguraram o comitê eleitoral do candidato João Destro (PPS). Será que existe algum Zé Canhoto ou Zé Sinistro na lista de candidatos pelo Brasil? Tem o Zé Serra! Mas o da motosserra está preso no Acre.
É preciso pagar?
Essa é para a Prefeitura responder: por que a Secretaria dos Transportes não regulamentou no prazo correto, em dezembro do ano passado, a questão das vagas especiais para estacionamento em áreas públicas, conforme a Resolução 302 do CONTRAN, em seu artigo 6º? Se eu quiser saber precisarei pagar os R$ 8,00 para fazer oficialmente esse questionamento? No aguardo de uma resposta ou explicação...
Português claro
Outra palavra interessante: mentira. Quem já não contou alguma, alguma vez na vida. Segundo novo dicionário Houaiss da língua portuguesa, já com a nova ortografia, mentira é um substantivo feminino e com vários significados: ato ou efeito de mentir; engano, falsidade, fraude; hábito de mentir; afirmação contrária à verdade a fim de induzir a erro; ideia, opinião, juízo falso ou equivocado; aquilo que é enganador, que ilude; pequena mancha branca nas unhas; albugem, leuconiquia. Regionalismo na culinária carioca e mineira: bolacha redonda preparada com massa de pão de ló; mentirinha; pastel desprovido de recheio. Mais uma para enriquecer nosso vocabulário, que já trouxe capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente, engodo, improbidade, honesto, contradição, déspota, boquirroto, idôneo, edil e alcaide.
Pergunta rápida
Cadê a Câmara Municipal de Limeira - e os vereadores de oposição? - sobre as denúncias publicadas no jornal “Estado de S. Paulo” do último sábado, sobre a questão da merenda terceirizada? Silêncio corporativo!
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Vou assistir! E você?
Para muitos, a única oportunidade de estar na mídia e tornar rosto e nome conhecidos para futuras incursões políticas. Para outros, uma tentativa de alavancar candidaturas ou reverter uma situação incômoda, perante o eleitorado. E para a maioria, ou seja, nós eleitores, quase três meses de suplício - diante da telinha ou nas ondas do rádio - observando uma metamorfose digna de Kafka. Não teremos, não, nenhum Gregor Samsa se transformando em barata, como propõe a inigualável obra do escritor tcheco, mas assistiremos ao desfile de verdadeiros santos, em altares purificados por currículos bem elaborados e realizações invejáveis, pedindo-nos um voto de confiança. E um sim na urna eletrônica, para canonizar de vez o milagre dessa transformação. Esses filhos do precioso marketing.
Ao analisar as preliminares do resultado da enquete no site da Gazeta (www.gazetadelimeira.com.br) no ar desde o último sábado, que trata da audiência do horário eleitoral gratuito, as perspectivas para quem espera contar apenas com essa mídia - ou dela tirar melhor proveito - não são das melhores. O porcentual de quem não vai assistir à propaganda eleitoral tem oscilado entre 73% e 77%. Nunca abaixo de 70%. É óbvio que essa enquete não tem valor científico, mas pode estar indicando o hábito do eleitor e dar um diagnóstico interessante àqueles que têm suas pretensões amarradas à opinião pública.
Como não acredito que haja quem não “dê uma espiadinha” marota - só para lembrar o slogan do grande irmão global - na apresentação dos candidatos, também não acredito numa influência direta - pela própria indiferença - desse tipo de propaganda. Sem desmerecer seu poder de persuasão, pois existe uma fatia do eleitorado pronta a receber tais divindades de braços e portas abertas, mas há regras e exageros verbais serão punidos. Ou pelo próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou mesmo com o tradicional direito de reposta. Então também não acredito em fatos novos e relevantes, porque ninguém vai querer perder o já escasso tempo, ou dele abrir mão, para ver adversários invadindo suas próprias trincheiras. Até porque propaganda difamatória volta-se sempre contra o difamador...
Então o que fazer? Dar à mídia eletrônica o mesmo tratamento ao que se dá à impressa, na qual quem tem dinheiro compra espaço. Quem não tem... Sem que emissoras de rádio e TV tenham que abrir mão de tempo e faturamento preciosos. É muito mais democrático que minutos a mais ou menos para cada candidato.
Antonio Claudio Bontorim
Ao analisar as preliminares do resultado da enquete no site da Gazeta (www.gazetadelimeira.com.br) no ar desde o último sábado, que trata da audiência do horário eleitoral gratuito, as perspectivas para quem espera contar apenas com essa mídia - ou dela tirar melhor proveito - não são das melhores. O porcentual de quem não vai assistir à propaganda eleitoral tem oscilado entre 73% e 77%. Nunca abaixo de 70%. É óbvio que essa enquete não tem valor científico, mas pode estar indicando o hábito do eleitor e dar um diagnóstico interessante àqueles que têm suas pretensões amarradas à opinião pública.
Como não acredito que haja quem não “dê uma espiadinha” marota - só para lembrar o slogan do grande irmão global - na apresentação dos candidatos, também não acredito numa influência direta - pela própria indiferença - desse tipo de propaganda. Sem desmerecer seu poder de persuasão, pois existe uma fatia do eleitorado pronta a receber tais divindades de braços e portas abertas, mas há regras e exageros verbais serão punidos. Ou pelo próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou mesmo com o tradicional direito de reposta. Então também não acredito em fatos novos e relevantes, porque ninguém vai querer perder o já escasso tempo, ou dele abrir mão, para ver adversários invadindo suas próprias trincheiras. Até porque propaganda difamatória volta-se sempre contra o difamador...
Então o que fazer? Dar à mídia eletrônica o mesmo tratamento ao que se dá à impressa, na qual quem tem dinheiro compra espaço. Quem não tem... Sem que emissoras de rádio e TV tenham que abrir mão de tempo e faturamento preciosos. É muito mais democrático que minutos a mais ou menos para cada candidato.
Antonio Claudio Bontorim
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