É falta de tudo
Não é só falta de educação, não! Falta consciência, falta espírito humanitário e solidário, falta comportamento de gente mesmo. Não tem outra explicação para essa situação, sobre a qual tanto tenho debatido nesta coluna: a utilização de vagas de estacionamento restrita a idosos ou portadores de necessidades especiais por motoristas que nada têm a ver com isso. Ou seja, não são idosos e nem deficientes. Não têm em seus veículos a identificação especial para a utilização da vaga.
Ação perfeita!
A atuação dos agentes de trânsito, mostrada na edição da Gazeta, ontem, autuando esses infratores, foi um excelente exemplo e que deve ser seguido pelos demais. Não dá mais para aturar esse desrespeito explícito, que atinge não só as vagas de estacionamento em ruas e praças - devidamente demarcadas - mas em locais privados, como hipermercados, varejões, bancos, etc. As multas aplicadas e um dos veículos infratores guinchado devem servir como alerta a esses maus motoristas, que pensam que as palavras “Idosos” ou “Deficientes” são meros enfeites. Apenas pinturas decorativas para enfeitar o chão.
Merece elogio
Ainda conforme mostrou a Gazeta, foram cinco multas aplicadas e um veículo guinchado ao pátio municipal, por terem ocupado vagas restritivas sem as devidas identificações. Parabéns aos agentes de trânsito Ronildo José da Silva, Carlos da Costa e Domingos Rigon. É preciso que essas ações continuem rígidas. Talvez mexendo no bolso desses infratores eles aprendam a agir como seres humanos, no sentido exato da expressão!
Já é candidato
O engenheiro civil e empresário limeirense da construção civil, José Luís Gazotti, 53 anos, teve seu nome homologado na convenção estadual do PSDB, do último dia 13, em São Paulo, como candidato a deputado estadual. Se vai ou não renunciar posteriormente em prol de uma união dos políticos locais para que Limeira consiga eleger deputados ninguém sabe. Nos bastidores a candidatura não tem volta. E Pedrinho Kühl deve entrar de cabeça na campanha do seu ex-secretário.
Cautela e caldo...
...de galinha não fazem mal a ninguém. É preciso, em época de acirradas disputas políticas como a que já estamos vivendo neste ano de eleições, levar em conta esse conhecido ditado popular. Tem muita gente divulgando notícias e espalhando boatos sobre possíveis ou prováveis nomes, que surgirão no cenário político. Normalmente são notas, textos com informações que podem gerar interesse, porém aparecem anônimas, sem um “emissor” da mensagem. Cuidado geral!
Português claro
Capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção, decente e engodo. Foram as dez primeiras palavras do “novíssimo dicionário da coluna Texto&Contexto”. Hoje vamos acrescentar a ele a palavra improbidade, um substantivo feminino, segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Improbidade significa: ausência de probidade; desonestidade; ação má, perversa; maldade, perversidade. Semana que vem tem mais!
Eu Recomendo!
Hoje estou light. Vou recomendar uma aventura da Walt Disney Productions, de 1969 (EUA). É o Se Meu Fusca Falasse (The Love Bug) com direção de Robert Stevenson e um elenco composto por Dean Jones, Michele Lee, David Tomlinson, Buddy Hackett, Joe Flynn, entre outros. Herbie é um Fusca com personalidade própria desprezado por um mau caráter, que é dono de uma agência de automóveis de luxo e piloto de corridas. Ele é acolhido por um piloto boa praça e, em gratidão, o pequeno carro lhe dá diversas vitórias, acabando com sua maré de azar. Ele porém aos poucos entende que o carrinho é o principal responsável pelas vitórias e decide correr sempre com ele. Ambos terão que lutar contra um rico rival, que usa toda a espécie de golpes sujos para derrotá-los.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 17 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
E o assédio eleitoral...
...vai começar! Ou já começou? O título deste artigo pode soar um pouco forte. Pecaminoso até. Carregado de significados com interpretações as mais variadas possíveis. Que vão depender do ponto de vista de quem quiser entendê-los. Partem da intenção dos que pleiteiam uma vaga como candidato a político; passa pela propaganda corpo a corpo, quando ele se apresenta ao eleitor, até as condutas pouco lícitas para chamar a atenção e ganhar o voto, que vai lhe garantir o mandato.
A própria palavra assédio, em si mesma, traz conotações pesadas por aquilo que expressa. Que está nos dicionários. Como nos ensina Houaiss, em seu “novíssimo” dicionário da língua portuguesa (atualizado com a nova ortografia), assédio é um substantivo masculino e tem dois sinônimos: o primeiro trata-se de “operação militar, ou mesmo conjunto de sinais ao redor ou em frente de um local determinado, estabelecendo um cerco com a finalidade de exercer o domínio”; e, o segundo, um sentido figurado, que quer dizer “insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém”. E é sobre esse último que vamos delinear este artigo. Essa “insistência impertinente” que leva ao inevitável ‘tapinha nas costas’, tão comum nesses tempos de caça ao voto.
É que o mês de junho, além de seus santos e suas festas é, também, decisivo no processo eleitoral que se desencadeará daqui para frente até o dia 3 de outubro, quando o País vai às urnas para escolher seus representantes - ou agentes políticos, para ser mais exato - em dois níveis de poder: o estadual e o federal. E por que junho? Porque é o limite para a escolha dos nomes, que irão compor as chapas de cada partido e que serão apresentadas ao eleitor. É quando o pré-candidato deixa de existir, dando lugar ao candidato propriamente dito. As regras da propaganda eleitoral ficam mais rígidas e começa a se esboçar o tom da campanha.
Um verdadeiro divisor de águas, que vai apontar para dois sentidos ou nenhum deles. Vai mostrar quem é - e está - na situação; quem é - ou está - na oposição. Ou então está no “tanto faz, como tanto fez”, apenas buscando espaço nesse tabuleiro de cores vivas, de um jogo de xadrez de todos contra todos.
Tenho participado de eventos sociais e corporativos e de algum tempo para cá, e mesmo antes do prazo inicial do calendário eleitoral (10 de junho), que deu partida às convenções, o metro quadrado de solo tem sido disputado intensamente por prováveis - ou pretensos - candidatos, com o evidente sorriso de quem está flertando com intenções de namoro. E nesse caso, quanto mais metro quadrado o interessado somar em suas deslocações de festas de casamento, jantares comemorativos, festas religiosas, ou até mesmo nos domingos em praça pública, maior a possibilidade de um resultado positivo. Ou então afastar de vez o pretendente ao casamento. Que ninguém duvide que daqui para frente essa legião só tende a aumentar. Ia me esquecendo: com ‘tapinha nas costas' e tudo o mais!
Antonio Claudio Bontorim
A própria palavra assédio, em si mesma, traz conotações pesadas por aquilo que expressa. Que está nos dicionários. Como nos ensina Houaiss, em seu “novíssimo” dicionário da língua portuguesa (atualizado com a nova ortografia), assédio é um substantivo masculino e tem dois sinônimos: o primeiro trata-se de “operação militar, ou mesmo conjunto de sinais ao redor ou em frente de um local determinado, estabelecendo um cerco com a finalidade de exercer o domínio”; e, o segundo, um sentido figurado, que quer dizer “insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém”. E é sobre esse último que vamos delinear este artigo. Essa “insistência impertinente” que leva ao inevitável ‘tapinha nas costas’, tão comum nesses tempos de caça ao voto.
É que o mês de junho, além de seus santos e suas festas é, também, decisivo no processo eleitoral que se desencadeará daqui para frente até o dia 3 de outubro, quando o País vai às urnas para escolher seus representantes - ou agentes políticos, para ser mais exato - em dois níveis de poder: o estadual e o federal. E por que junho? Porque é o limite para a escolha dos nomes, que irão compor as chapas de cada partido e que serão apresentadas ao eleitor. É quando o pré-candidato deixa de existir, dando lugar ao candidato propriamente dito. As regras da propaganda eleitoral ficam mais rígidas e começa a se esboçar o tom da campanha.
Um verdadeiro divisor de águas, que vai apontar para dois sentidos ou nenhum deles. Vai mostrar quem é - e está - na situação; quem é - ou está - na oposição. Ou então está no “tanto faz, como tanto fez”, apenas buscando espaço nesse tabuleiro de cores vivas, de um jogo de xadrez de todos contra todos.
Tenho participado de eventos sociais e corporativos e de algum tempo para cá, e mesmo antes do prazo inicial do calendário eleitoral (10 de junho), que deu partida às convenções, o metro quadrado de solo tem sido disputado intensamente por prováveis - ou pretensos - candidatos, com o evidente sorriso de quem está flertando com intenções de namoro. E nesse caso, quanto mais metro quadrado o interessado somar em suas deslocações de festas de casamento, jantares comemorativos, festas religiosas, ou até mesmo nos domingos em praça pública, maior a possibilidade de um resultado positivo. Ou então afastar de vez o pretendente ao casamento. Que ninguém duvide que daqui para frente essa legião só tende a aumentar. Ia me esquecendo: com ‘tapinha nas costas' e tudo o mais!
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 12 de junho de 2010
É hora de agir
Primeiro foi a Unifarma. Agora a Prescon, que nem começou e já acabou. E a Prefeitura decidiu retomar o serviço terceirizado de gestão da saúde pública. Não estaria na hora dos vereadores tomarem pé da situação e partirem para uma investigação sobre essa questão? Acho que este é o momento de deixarem um pouco o partidarismo de lado e pensarem também em querer saber o por que dessa mudança repentina de postura. Uma ação apropriada e bem definida das funções de um vereador.
Foco no povo!
A Câmara, o Poder Legislativo Municipal, precisa deixar urgente de ser um apêndice do Executivo e, como "poder independente" - pelo menos como diz a Constituição - deve assumir algumas posturas mais fortes e trabalhar pensando na população como destinatário final de sua atuação. Há, ainda, algumas pendências e uma dívida da própria Câmara de Limeira para com a comunidade limeirense, que apenas assistiu as pseudo-CPIs das apostilas, dos "fantasmas" na Cultura, que terminaram em pizza. E outra, bastante cobrada e que nem começou, que é a da merenda. Temas que seguem em investigação no Ministério Público (MP).
Bom trabalho
Para além das críticas (que são necessárias à correção de rotas e para mostrar possíveis erros) é preciso, sempre que necessário, elogiar também a administração pública. O serviço de recapeamento asfáltico em algumas ruas e avenidas de Limeira é um desses pontos que precisam ser reconhecidos como importantes. O recente trabalho na Avenida Araras, por exemplo, da Praça Adão Duarte ao pontilhão da linha férrea é um deles. Assim como outros que estão acontecendo.
Quem avisa...
Deu na Gazeta ontem, à página 3, em segunda manchete: "Ponzo deixa Prefeitura para apoiar Constância Félix durante campanha". A notícia refere-se ao afastamento do secretário do Planejamento e Urbanismo - e que acumulava também a titularidade na pasta dos Transportes - Ítalo Ponzo Jr. . A informação foi distribuída diretamente pela assessoria do prefeito Sílvio Félix (PDT), na noite de quinta-feira, anunciando que a saída será "temporária". Ou seja, enquanto durar a campanha. Eu até lembraria aquela velha história que notícias difíceis a gente deve divulgar aos poucos. Como aquela do "gato subiu no telhado"...Nesse caso arrisco a afirmar que o "gato está há algum tempo no telhado"....
Fazendo moda
Na Bolívia, o prefeito de Santa Cruz de la Sierra, Percy Fernández, ameaçou atirar em um repórter da TV ATB que insistiu em fazer perguntas a respeito da realocação de mercados populares no município, segundo informa o jornal El Regional del Zulia. "Vou atirar em você, vou trazer meu fuzil e vou balear você", disse Fernández. Postado no Twitter @portalimprensa, ontem. Segundo a notícia, o Ministério Público pretende pedir atestado de sanidade mental do prefeito.
Boa resposta
A África do Sul, negra e livre, deu um tapa com "luva de plumas" na cara da Europa branca e prepotente. Enfim começou a Copa do Mundo FIFA 2010 e o preconceito, até então bastante visível pelo continente europeu e até mesmo nas Américas, teve que ser deixado de lado. A alegria do povo sul-africano contrasta com a decepção daqueles que torceram para que esse grande evento esportivo fracasse na terra de Nelson Mandela e Desmond Tutu.
Frase da Semana
"Se as sanções ao Irã fossem eficientes, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) não precisaria aplicar a quarta rodada de reprimendas ao país asiático. Soa como confissão de fracasso da ONU". Kennedy Alencar, colunista da Folha.com e repórter especial da Folha em Brasília, ontem, em artigo na Folha.com.
Antonio Claudio Bontorim
Primeiro foi a Unifarma. Agora a Prescon, que nem começou e já acabou. E a Prefeitura decidiu retomar o serviço terceirizado de gestão da saúde pública. Não estaria na hora dos vereadores tomarem pé da situação e partirem para uma investigação sobre essa questão? Acho que este é o momento de deixarem um pouco o partidarismo de lado e pensarem também em querer saber o por que dessa mudança repentina de postura. Uma ação apropriada e bem definida das funções de um vereador.
Foco no povo!
A Câmara, o Poder Legislativo Municipal, precisa deixar urgente de ser um apêndice do Executivo e, como "poder independente" - pelo menos como diz a Constituição - deve assumir algumas posturas mais fortes e trabalhar pensando na população como destinatário final de sua atuação. Há, ainda, algumas pendências e uma dívida da própria Câmara de Limeira para com a comunidade limeirense, que apenas assistiu as pseudo-CPIs das apostilas, dos "fantasmas" na Cultura, que terminaram em pizza. E outra, bastante cobrada e que nem começou, que é a da merenda. Temas que seguem em investigação no Ministério Público (MP).
Bom trabalho
Para além das críticas (que são necessárias à correção de rotas e para mostrar possíveis erros) é preciso, sempre que necessário, elogiar também a administração pública. O serviço de recapeamento asfáltico em algumas ruas e avenidas de Limeira é um desses pontos que precisam ser reconhecidos como importantes. O recente trabalho na Avenida Araras, por exemplo, da Praça Adão Duarte ao pontilhão da linha férrea é um deles. Assim como outros que estão acontecendo.
Quem avisa...
Deu na Gazeta ontem, à página 3, em segunda manchete: "Ponzo deixa Prefeitura para apoiar Constância Félix durante campanha". A notícia refere-se ao afastamento do secretário do Planejamento e Urbanismo - e que acumulava também a titularidade na pasta dos Transportes - Ítalo Ponzo Jr. . A informação foi distribuída diretamente pela assessoria do prefeito Sílvio Félix (PDT), na noite de quinta-feira, anunciando que a saída será "temporária". Ou seja, enquanto durar a campanha. Eu até lembraria aquela velha história que notícias difíceis a gente deve divulgar aos poucos. Como aquela do "gato subiu no telhado"...Nesse caso arrisco a afirmar que o "gato está há algum tempo no telhado"....
Fazendo moda
Na Bolívia, o prefeito de Santa Cruz de la Sierra, Percy Fernández, ameaçou atirar em um repórter da TV ATB que insistiu em fazer perguntas a respeito da realocação de mercados populares no município, segundo informa o jornal El Regional del Zulia. "Vou atirar em você, vou trazer meu fuzil e vou balear você", disse Fernández. Postado no Twitter @portalimprensa, ontem. Segundo a notícia, o Ministério Público pretende pedir atestado de sanidade mental do prefeito.
Boa resposta
A África do Sul, negra e livre, deu um tapa com "luva de plumas" na cara da Europa branca e prepotente. Enfim começou a Copa do Mundo FIFA 2010 e o preconceito, até então bastante visível pelo continente europeu e até mesmo nas Américas, teve que ser deixado de lado. A alegria do povo sul-africano contrasta com a decepção daqueles que torceram para que esse grande evento esportivo fracasse na terra de Nelson Mandela e Desmond Tutu.
Frase da Semana
"Se as sanções ao Irã fossem eficientes, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) não precisaria aplicar a quarta rodada de reprimendas ao país asiático. Soa como confissão de fracasso da ONU". Kennedy Alencar, colunista da Folha.com e repórter especial da Folha em Brasília, ontem, em artigo na Folha.com.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Promessas e...
...mais promessas. Medidas concretas, nenhuma. Continua alarmante a situação do pedágio intermunicipal na Limeira-Cordeirópolis. Na terça-feira pela manhã precisei usar a rodovia e apenas uma cabine estava funcionando, que teve como consequência lógica uma longa fila de veículos. Ao passar, perguntei o que havia acontecido e, a resposta soou vaga e estranha. “Não tem...., quero dizer, faltou um funcionário hoje”, respondeu-me a agente arrecadadora.
Mais agentes
A impressão, na primeira tentativa de resposta, é que o pedágio não tem funcionários suficientes para o atendimento. Não é a primeira e talvez não será a última vez que esse assunto será tratado na mídia. Aliás, é de foco constante. O que falta, mesmo, parece-me, é competência na gestão do negócio público. Apenas isto!
Muita mágoa!
Quem assistiu ou ouviu pela Rádio Educadora AM, a transmissão da sessão ordinária da Câmara Municipal de Limeira da última segunda-feira, deve ter se impressionado com a fala da outra vereadora do PTB (não a Nilce Segalla), ao justificar um requerimento sobre o Ambulatório Médico de Especialidades - AME - instalado onde deveria estar funcionando o hospital da mulher. Defensora e idealizadora do hospital que se foi com o vento, a vereadora ainda não engoliu o desvio de finalidade da obra e fez duras críticas às deficiências do AME aqui no município. O governo do Estado continua nota “zero” com Limeira. Cadê nossas lideranças?
No rumo certo
Assessoria de imprensa da Câmara distribuiu nota. falando das ferramentas de comunicação oferecidas pela internet, principalmente das redes sociais, que estão tendo adesão em grande escala dos vereadores. A bola da vez, o Twitter, como esta coluna já mostrou, tem muitos adeptos. Assim como os blogs. A própria Câmara já dispõe de um perfil no próprio Twitter: @CamaradeLimeira e tem cadastro no Orkut, Facebook, Youtube, criados para evitar fraudes.
Português claro
Vamos aumentar nosso vocabulário. Depois de capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção e decente, a palavra de hoje é engodo, um substantivo masculino, segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (já com a nova ortografia) com vários significados. Vamos a eles. Engodo: isca usada para atrair animais, como aves ou peixes; ceva; qualquer artifício utilizado para atrair alguém; chamariz; falsa atitude de lisonja, de adulação; parte da terra cultivada que é arrastada pela correnteza; qualquer tipo de cilada, manobra ou ardil que vise enganar, ludibriar outrem, induzindo-o a erro.
Vamos ajudar?
O Asilo João Kühl Filho promove, no próximo domingo, dia 13, uma tarde dançante. Às 14 horas, no salão do próprio Asilo e com ingresso a R$ 4,00. A animação fica por conta da Banda do Moacir. A entrada é pela Rua Alferes Franco. E, no dia 16, próxima quarta-feira, será a vez de um chá da tarde, também às 14 horas, ao preço de R$ 5,00. Ambas as promoções são beneficentes, em prol da própria entidade. Vale colaborar!
Eu Recomendo!
Hoje, o filme recomendado é um clássico de Hollywood, com 8 prêmios Oscar e outras 5 indicações. Trata-se de ...E o Vento Levou (Gone With the Wind), produção americana de 1939, dirigida por Victor Fleming, com 238 minutos de duração. Um longa-metragem que traz grandes estrelas da época como Clark Gable, Vivien Leigh e Olivia de Havilland, além de grande elenco composto por outros astros do primeiro escalão hollywoodiano, que narra a complicada vida de Scarlet O’Hara, seus amores e desilusões em um período que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo, incluindo Rett Butler, um vivido aventureiro que passa pela vida de Scarlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos já clássicos e cenas inesquecíveis de amor.
Antonio Claudio Bontorim
...mais promessas. Medidas concretas, nenhuma. Continua alarmante a situação do pedágio intermunicipal na Limeira-Cordeirópolis. Na terça-feira pela manhã precisei usar a rodovia e apenas uma cabine estava funcionando, que teve como consequência lógica uma longa fila de veículos. Ao passar, perguntei o que havia acontecido e, a resposta soou vaga e estranha. “Não tem...., quero dizer, faltou um funcionário hoje”, respondeu-me a agente arrecadadora.
Mais agentes
A impressão, na primeira tentativa de resposta, é que o pedágio não tem funcionários suficientes para o atendimento. Não é a primeira e talvez não será a última vez que esse assunto será tratado na mídia. Aliás, é de foco constante. O que falta, mesmo, parece-me, é competência na gestão do negócio público. Apenas isto!
Muita mágoa!
Quem assistiu ou ouviu pela Rádio Educadora AM, a transmissão da sessão ordinária da Câmara Municipal de Limeira da última segunda-feira, deve ter se impressionado com a fala da outra vereadora do PTB (não a Nilce Segalla), ao justificar um requerimento sobre o Ambulatório Médico de Especialidades - AME - instalado onde deveria estar funcionando o hospital da mulher. Defensora e idealizadora do hospital que se foi com o vento, a vereadora ainda não engoliu o desvio de finalidade da obra e fez duras críticas às deficiências do AME aqui no município. O governo do Estado continua nota “zero” com Limeira. Cadê nossas lideranças?
No rumo certo
Assessoria de imprensa da Câmara distribuiu nota. falando das ferramentas de comunicação oferecidas pela internet, principalmente das redes sociais, que estão tendo adesão em grande escala dos vereadores. A bola da vez, o Twitter, como esta coluna já mostrou, tem muitos adeptos. Assim como os blogs. A própria Câmara já dispõe de um perfil no próprio Twitter: @CamaradeLimeira e tem cadastro no Orkut, Facebook, Youtube, criados para evitar fraudes.
Português claro
Vamos aumentar nosso vocabulário. Depois de capacho, vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso, corrupção e decente, a palavra de hoje é engodo, um substantivo masculino, segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (já com a nova ortografia) com vários significados. Vamos a eles. Engodo: isca usada para atrair animais, como aves ou peixes; ceva; qualquer artifício utilizado para atrair alguém; chamariz; falsa atitude de lisonja, de adulação; parte da terra cultivada que é arrastada pela correnteza; qualquer tipo de cilada, manobra ou ardil que vise enganar, ludibriar outrem, induzindo-o a erro.
Vamos ajudar?
O Asilo João Kühl Filho promove, no próximo domingo, dia 13, uma tarde dançante. Às 14 horas, no salão do próprio Asilo e com ingresso a R$ 4,00. A animação fica por conta da Banda do Moacir. A entrada é pela Rua Alferes Franco. E, no dia 16, próxima quarta-feira, será a vez de um chá da tarde, também às 14 horas, ao preço de R$ 5,00. Ambas as promoções são beneficentes, em prol da própria entidade. Vale colaborar!
Eu Recomendo!
Hoje, o filme recomendado é um clássico de Hollywood, com 8 prêmios Oscar e outras 5 indicações. Trata-se de ...E o Vento Levou (Gone With the Wind), produção americana de 1939, dirigida por Victor Fleming, com 238 minutos de duração. Um longa-metragem que traz grandes estrelas da época como Clark Gable, Vivien Leigh e Olivia de Havilland, além de grande elenco composto por outros astros do primeiro escalão hollywoodiano, que narra a complicada vida de Scarlet O’Hara, seus amores e desilusões em um período que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo, incluindo Rett Butler, um vivido aventureiro que passa pela vida de Scarlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos já clássicos e cenas inesquecíveis de amor.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 8 de junho de 2010
Esqueceram do bebê
A partir de amanhã, motoristas que estiverem transportando menores de idade até 7 anos e seis meses sem a cadeirinha de segurança no veículo serão multados em R$ 191,54. E perderão 7 pontos na carteira de habilitação, por infração gravíssima. Com ampla divulgação da medida do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) na mídia, ninguém poderá alegar ignorância, pois desde que se tornou obrigatória por lei, em maio de 2008, com prazo de dois anos para o início de sua vigência, fiscalização e aplicação de penalidades, o tema vem sendo debatido publicamente. Em especial quando se fala sobre segurança no trânsito.
O grande problema, entretanto, não é a lei, sua aplicação ou penalidades. É, sim, o despreparo da maioria da população e a pouca importância que se dá a temas que envolvem questões básicas de sanidade - o trânsito é também uma questão de saúde pública - além e, principalmente, da velha mania de deixar tudo para a última hora. Daí tome correria às lojas e, como consequência, a falta do produto para pronta entrega. O que nos revela, conforme matéria publicada nesta Gazeta na edição do último domingo, um cenário mais assustador ainda: tem muita gente transportando menor de dez anos sem a devida preocupação com sua segurança, que a cadeirinha proporciona, nas suas diferentes versões conforme a idade e como prevê a resolução do Contran.
A própria indústria que produz o equipamento em questão também tem sua parcela de culpa, porque não trabalhou com o devido planejamento e pesquisas de mercado, que poderiam indicar necessidade ou não de aumentar a produção conforme a demanda para, dessa forma, garantir estoques de segurança; não apurou o potencial de consumo. E, numa hipótese mais drástica, vê no crescimento da procura pelo produto uma boa hora para inflacioná-lo. Ou seja, aplicar índices invisíveis numa possível correção de preços, obedecendo as regras de mercado. A chamada “lei da oferta e da procura”.
Como acontece com o álcool combustível, cujos valores por litro oscilam conforme o humor dos produtores, que gostam de fazer suas próprias regras.
E agora a cadeirinha é uma questão de necessidade para os pais, uma oportunidade de incremento nas vendas das lojas especializadas e um verdadeiro mico para as indústrias. Sentindo que não dá mais para protelar e nem se arriscar a uma invasão nos bolsos, os pais saíram à caça do “tesouro”, que desapareceu das minas. Quero dizer, das prateleiras das lojas, que já fazem lista de espera e culpam a indústria pelo desabastecimento, proporcionando um círculo vicioso, que só tende a aumentar nos próximos 30 ou 60 dias. Mesmo com todo o tempo (25 meses) oferecido para que a cadeia produtiva e os pais se adaptassem às novas regras.
Inversão clara do ditado popular, que diz que “cão com muitos donos morre de fome”. Neste caso tem comida de sobra. Faltou o cachorro! No caso, a cadeirinha!
Antonio Claudio Bontorim
O grande problema, entretanto, não é a lei, sua aplicação ou penalidades. É, sim, o despreparo da maioria da população e a pouca importância que se dá a temas que envolvem questões básicas de sanidade - o trânsito é também uma questão de saúde pública - além e, principalmente, da velha mania de deixar tudo para a última hora. Daí tome correria às lojas e, como consequência, a falta do produto para pronta entrega. O que nos revela, conforme matéria publicada nesta Gazeta na edição do último domingo, um cenário mais assustador ainda: tem muita gente transportando menor de dez anos sem a devida preocupação com sua segurança, que a cadeirinha proporciona, nas suas diferentes versões conforme a idade e como prevê a resolução do Contran.
A própria indústria que produz o equipamento em questão também tem sua parcela de culpa, porque não trabalhou com o devido planejamento e pesquisas de mercado, que poderiam indicar necessidade ou não de aumentar a produção conforme a demanda para, dessa forma, garantir estoques de segurança; não apurou o potencial de consumo. E, numa hipótese mais drástica, vê no crescimento da procura pelo produto uma boa hora para inflacioná-lo. Ou seja, aplicar índices invisíveis numa possível correção de preços, obedecendo as regras de mercado. A chamada “lei da oferta e da procura”.
Como acontece com o álcool combustível, cujos valores por litro oscilam conforme o humor dos produtores, que gostam de fazer suas próprias regras.
E agora a cadeirinha é uma questão de necessidade para os pais, uma oportunidade de incremento nas vendas das lojas especializadas e um verdadeiro mico para as indústrias. Sentindo que não dá mais para protelar e nem se arriscar a uma invasão nos bolsos, os pais saíram à caça do “tesouro”, que desapareceu das minas. Quero dizer, das prateleiras das lojas, que já fazem lista de espera e culpam a indústria pelo desabastecimento, proporcionando um círculo vicioso, que só tende a aumentar nos próximos 30 ou 60 dias. Mesmo com todo o tempo (25 meses) oferecido para que a cadeia produtiva e os pais se adaptassem às novas regras.
Inversão clara do ditado popular, que diz que “cão com muitos donos morre de fome”. Neste caso tem comida de sobra. Faltou o cachorro! No caso, a cadeirinha!
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Vereador virtual
E continua a incursão dos vereadores ao mundo virtual. Cada vez mais eles estão aderindo às ferramentas de comunicação da internet para divulgar suas ações. Agora são oito, em Limeira, que aderiram ao Twitter. Já escrevi neste espaço, porém agora mais um está com seu perfil no micro blog. Trata-se do vereador Silvio Brito (PDT). Ele está no endereço @silvio_brito e agora fazendo companhia aos demais que já estão on-line.
Marketing legal
Não deixa de ser uma nova forma de fazer política. Já teve e tem o Orkut, o MSN, o Facebook, agora o Twitter. A febre do Orkut parece ter passado; o MSN continua ativo, mas já tem outras ferramentas de conversação na rede; o Facebook está com problemas na questão da privacidade dos perfis pessoais e o Twitter virou a coqueluche do momento. Anteontem a Gazeta trouxe interessante matéria sobre os vereadores e o Twitter, pela jornalista Bruna Lencioni, que fez um link entre a atuação do vereador e cobranças de seus eleitores pela internet. A chamada de capa: “Eleitores podem cobrar vereadores pelo Twitter”. Interessante!
Logo vem mais
Como o mundo virtual é imensurável, não demora muito e uma nova ferramenta pode surgir na internet. Os provedores, às vezes, nem tanto.... O importante, entretanto, é saber aproveitar o momento e usufruir - sem medo de ser feliz - de toda essa tecnologia. Porém, com sabedoria e, principalmente, responsabilidade.
Sei não! 2%?...
Será que o prefeito Sílvio Félix (PDT) quer assumir a bandeira do ISS a 2%? Depois de fazer seus aliados detonarem o projeto do vereador Paulo Hadich (PSB)?
Memória curta
Terça-feira. 1º de junho. Data significativa, porém esquecida por nós jornalistas: o Dia da Imprensa. Data em que surgiu, em 1808, com Hipólito José da Costa, o Correio Braziliense, o primeiro jornal brasileiro, apesar de ter sido impresso na Inglaterra. A data sempre foi comemorada no dia 10 de setembro, pela fundação da Gazeta do Rio de Janeiro, que era um jornal da Coroa Real. O 1º de junho foi determinado pela Lei No 9.831, de 13 de Setembro de 1999.
Português claro
O dicionário particular deste colunista continua aumentando. Primeiro foi a palavra capacho. Seguiram-se, então, outras não menos importantes e bastante convenientes: vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso e corrupção. Nesta semana vou mudar o tema, sem perder o foco inicial. A palavra da vez é: decente, que segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (já com a nova ortografia) é um adjetivo de dois gêneros. Decente significa: que está em conformidade com os padrões morais e éticos da sociedade; digno, correto, decoroso; que está em conformidade com o que se espera da sua apresentação, qualidade, utilidade etc.; que é modesto, honrado, honesto. Como diria Ary Toledo, naquela conhecida propaganda: “Pois é!”.
Eu Recomendo!
Como estamos falando muito de mundo virtual, comunicação on-line em tempo real, nada melhor do que uma ficção como Matrix (The Matrix - EUA 1999), com 136 minutos e um elenco de primeira: Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving, Joe Pantoliano e Marcus Chong, para se recomendar. O filme se passa num futuro próximo, um jovem programador de computador é atormentado por estranhos pesadelos nos quais se encontra conectado por cabos num imenso sistema de computadores do futuro. Ele sempre acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. Ele é vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas. A produção é uma trilogia, que se completa com Matrix Reloaded e Matrix Revolutions.
Antonio Claudio Bontorim
E continua a incursão dos vereadores ao mundo virtual. Cada vez mais eles estão aderindo às ferramentas de comunicação da internet para divulgar suas ações. Agora são oito, em Limeira, que aderiram ao Twitter. Já escrevi neste espaço, porém agora mais um está com seu perfil no micro blog. Trata-se do vereador Silvio Brito (PDT). Ele está no endereço @silvio_brito e agora fazendo companhia aos demais que já estão on-line.
Marketing legal
Não deixa de ser uma nova forma de fazer política. Já teve e tem o Orkut, o MSN, o Facebook, agora o Twitter. A febre do Orkut parece ter passado; o MSN continua ativo, mas já tem outras ferramentas de conversação na rede; o Facebook está com problemas na questão da privacidade dos perfis pessoais e o Twitter virou a coqueluche do momento. Anteontem a Gazeta trouxe interessante matéria sobre os vereadores e o Twitter, pela jornalista Bruna Lencioni, que fez um link entre a atuação do vereador e cobranças de seus eleitores pela internet. A chamada de capa: “Eleitores podem cobrar vereadores pelo Twitter”. Interessante!
Logo vem mais
Como o mundo virtual é imensurável, não demora muito e uma nova ferramenta pode surgir na internet. Os provedores, às vezes, nem tanto.... O importante, entretanto, é saber aproveitar o momento e usufruir - sem medo de ser feliz - de toda essa tecnologia. Porém, com sabedoria e, principalmente, responsabilidade.
Sei não! 2%?...
Será que o prefeito Sílvio Félix (PDT) quer assumir a bandeira do ISS a 2%? Depois de fazer seus aliados detonarem o projeto do vereador Paulo Hadich (PSB)?
Memória curta
Terça-feira. 1º de junho. Data significativa, porém esquecida por nós jornalistas: o Dia da Imprensa. Data em que surgiu, em 1808, com Hipólito José da Costa, o Correio Braziliense, o primeiro jornal brasileiro, apesar de ter sido impresso na Inglaterra. A data sempre foi comemorada no dia 10 de setembro, pela fundação da Gazeta do Rio de Janeiro, que era um jornal da Coroa Real. O 1º de junho foi determinado pela Lei No 9.831, de 13 de Setembro de 1999.
Português claro
O dicionário particular deste colunista continua aumentando. Primeiro foi a palavra capacho. Seguiram-se, então, outras não menos importantes e bastante convenientes: vassalo, suserano, subserviência, censura, propina, compromisso e corrupção. Nesta semana vou mudar o tema, sem perder o foco inicial. A palavra da vez é: decente, que segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (já com a nova ortografia) é um adjetivo de dois gêneros. Decente significa: que está em conformidade com os padrões morais e éticos da sociedade; digno, correto, decoroso; que está em conformidade com o que se espera da sua apresentação, qualidade, utilidade etc.; que é modesto, honrado, honesto. Como diria Ary Toledo, naquela conhecida propaganda: “Pois é!”.
Eu Recomendo!
Como estamos falando muito de mundo virtual, comunicação on-line em tempo real, nada melhor do que uma ficção como Matrix (The Matrix - EUA 1999), com 136 minutos e um elenco de primeira: Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving, Joe Pantoliano e Marcus Chong, para se recomendar. O filme se passa num futuro próximo, um jovem programador de computador é atormentado por estranhos pesadelos nos quais se encontra conectado por cabos num imenso sistema de computadores do futuro. Ele sempre acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. Ele é vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas. A produção é uma trilogia, que se completa com Matrix Reloaded e Matrix Revolutions.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 1 de junho de 2010
Arapongagem explícita
A divulgação pela Folha de S. Paulo, ontem, de que o extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) espionou críticos do governo federal, durante todo o mandato biônico de José Sarney (hoje senador pelo PMDB-AP), entre 1985 e 1990, não causa estranheza. Mesmo sendo uma espécie de transição da ditadura militar para um governo civil - ainda não democrático, porque fora eleito pelo chamado Colégio Eleitoral da época - ninguém deve se esquecer que Sarney servia à ditadura. Era oriundo das fileiras partidárias governistas, que desfilou por siglas distintas, desde a antiga Aliança Renovadora Nacional (Arena) até seu sucessor, o Partido Democrático Social (PDS). Depois, por um escorregão da história, acabou no PMDB, antigo MDB e opositor (mas nem tanto) da Arena.
Muito menos deve surpreender a notícia, agora, que ele tenha mantido a máquina de contrainformação a serviço da mais baixa espionagem, dela fazendo uso para rastrear pessoas, entidades e sindicatos, que por um ou outro motivo - ou por todos os possíveis juntos - posicionavam-se contrários às diretrizes do Estado. Sarney e seu governo “provisório” repetiam o que se fazia neste país até então. E ao produzirem e registrarem relatórios dessas atividades (agora revelados) em nada se diferenciavam dos atos de violência contra as liberdades individuais protagonizados pelo triunvirato militar, nos longos 20 anos iniciados naquele abril de 1964.
Hoje, 20 anos depois do fim do SNI e no momento em que esses documentos vêm à tona, é preciso reavivar na mente de todos esses tristes episódios e reafirmar a convicção de que a democracia é - é sempre será - o melhor caminho para resolver qualquer pendência ideológica. Surpresa seria, sim, se alguém anunciasse oficialmente o fim da prática dessa bisbilhotagem. Contra cidadãos, profissionais (em especial os da comunicação), entidades, sindicatos, associações de classe, etc., porque discordam dos métodos, das práticas e de ações para preservação do status quo do poder.
O passado nos ensina e o presente reforça, que nem todos são signatários convictos dos preceitos voltados aos direitos e garantias individuais. Existe circulando na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei - chamado Lei da Mordaça - que se aprovado vai engessar o Ministério Público em suas ações contra agentes políticos, que fazem da improbidade uma filosofia de vida. A todo momento vemos e ouvimos nos corredores oficiais sobre a necessidade de, sob o velho pretexto da moral e bons costumes, se “controlar” a mídia. Atitudes que em nada se distinguem das praticadas pela ditadura. E nos “anos Sarney”, agora denunciadas.
Ainda há, sim, muito que temer. Os arapongas continuam efetivamente infiltrados nos ambientes políticos, sociais e de trabalho. De todos nós. Sob as mais variadas formas, e se valendo de ardilosos estratagemas. E o pior de toda essa história: pagos com o nosso próprio dinheiro.
Antonio Claudio Botorim
Muito menos deve surpreender a notícia, agora, que ele tenha mantido a máquina de contrainformação a serviço da mais baixa espionagem, dela fazendo uso para rastrear pessoas, entidades e sindicatos, que por um ou outro motivo - ou por todos os possíveis juntos - posicionavam-se contrários às diretrizes do Estado. Sarney e seu governo “provisório” repetiam o que se fazia neste país até então. E ao produzirem e registrarem relatórios dessas atividades (agora revelados) em nada se diferenciavam dos atos de violência contra as liberdades individuais protagonizados pelo triunvirato militar, nos longos 20 anos iniciados naquele abril de 1964.
Hoje, 20 anos depois do fim do SNI e no momento em que esses documentos vêm à tona, é preciso reavivar na mente de todos esses tristes episódios e reafirmar a convicção de que a democracia é - é sempre será - o melhor caminho para resolver qualquer pendência ideológica. Surpresa seria, sim, se alguém anunciasse oficialmente o fim da prática dessa bisbilhotagem. Contra cidadãos, profissionais (em especial os da comunicação), entidades, sindicatos, associações de classe, etc., porque discordam dos métodos, das práticas e de ações para preservação do status quo do poder.
O passado nos ensina e o presente reforça, que nem todos são signatários convictos dos preceitos voltados aos direitos e garantias individuais. Existe circulando na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei - chamado Lei da Mordaça - que se aprovado vai engessar o Ministério Público em suas ações contra agentes políticos, que fazem da improbidade uma filosofia de vida. A todo momento vemos e ouvimos nos corredores oficiais sobre a necessidade de, sob o velho pretexto da moral e bons costumes, se “controlar” a mídia. Atitudes que em nada se distinguem das praticadas pela ditadura. E nos “anos Sarney”, agora denunciadas.
Ainda há, sim, muito que temer. Os arapongas continuam efetivamente infiltrados nos ambientes políticos, sociais e de trabalho. De todos nós. Sob as mais variadas formas, e se valendo de ardilosos estratagemas. E o pior de toda essa história: pagos com o nosso próprio dinheiro.
Antonio Claudio Botorim
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