Não montaram...
Lembrando parte de um velho ditado popular, outra caravana acaba de fazer poeira pelo deserto. E, mais uma vez alguns vereadores deixaram o “bonde da história” passar. Não conseguiram montar o “cavalo encilhado”, quando tiveram um à disposição. Na sessão da última segunda-feira foi assim. Perderam a oportunidade de ajudar a população de forma prática. Principalmente aqueles que se utilizam de ônibus. Negaram a constituição de uma Comissão de Assuntos Relevantes para analisar e avaliar o transporte público em Limeira. O pedido? Do vereador Ronei Martins (PT).
Representantes?
É bom lembrar àqueles que votaram contra a Comissão, que não votaram contra o vereador petista, e sim contra aqueles que precisam do transporte público urbano e estão cansados de reclamar da má qualidade desses serviços. Nilce Segalla e a outra vereadora do PTB; Sílvio Brito, Carlinhos Silva e José Farid Zaine, todos do PDT; Antonio Braz Nascimento, o Piuí (PR) e Raul Nilsen Filho (PMDB) votaram contra. A favor: Miguel Lombardi e Mário Botion (PR); Paulo Hadich (PSB) e o próprio Ronei. Não votaram: César Cortez (PV), que presidia a Sessão, Eliseu Daniel (PDT), que foi embora antes, e Almir Santos (PSDB).
Em nova versão
A democracia, definitivamente, tem uma definição peculiar na Câmara de Limeira. A maioria dos vereadores diz que é democrática. Desde, é lógico, que “todos concordem com eles e nunca façam críticas ao prefeito ou à própria Câmara”. São adeptos do “eu sou democrático, desde que você concorde comigo”.
Outro endereço
A Biblioteca Municipal Prof. João de Sousa Ferraz voltou a funcionar desde a última segunda-feira, dia 3, na Rua Senador Vergueiro, 843, no Centro. A Biblioteca Infanto-Juvenil Prof.ª Cecília Quadros, que estava atendendo no Palacete Levy, também. As obras, que deveriam ficar prontas em 2009, ainda vão longe!!!
Português claro
Para quem entendeu os significados de capacho, vassalo, suserano e subserviência, e aprendeu escrevê-las corretamente, a palavra de hoje é censura, sugerida pelo leitor Pietro Parronchi. Então vamos a ela, conforme ensina o Novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Censura é um substantivo feminino e significa: ação ou efeito de censurar, análise, feita por censor, de trabalhos artísticos, informativos etc., com base em critérios morais ou políticos; restrição à publicação, exibição etc; desaprovação, discordância; advertência severa, enérgica; exprobação, repreensão, condenação da Igreja a certas obras; uma comissão ou repartição encarregada dessas análises. O Departamento de Censura Federal, no Brasil ditadura, por exemplo. A palavra da próxima semana é propina.
Sem importância
O Portal R7, da Rede Record, destacou a notícia sobre o pedágio de Limeira em sua página de terça-feira, dia 4. A mesma notícia que a Gazeta estampou em suas páginas e o secretário dos Transportes, Ítalo Ponzo Jr., achou que não tinha importância nenhuma. O link para quem quiser acessar e ler: http://migre.me/BAir
Eu Recomendo!
Nesta semana vou ao fundo do baú. E recomendar O Grande Ditador (The Great Dictator), longa-metragem dos EUA nos gêneros comédia/drama/guerra, que tem roteiro e direção de ninguém menos que Charles Chaplin. Com duração de 124 minutos, traz no elenco além do próprio Chaplin, Henry Daniell, Jack Oakie, Reginald Gardiner, Billy Gilbert Field, Grace Hayle e Paulette Goddard. Em meio a Segunda Guerra Mundial, judeus estavam sendo esmagados pelo preconceito alemão. Chaplin interpreta os dois protagonistas da história: o ditador Adenoid Hynkel (em clara referência a Hitler) e o barbeiro Judeu. Irônico e atrevido, esse filme lhe causou a expulsão dos EUA, mas criou também uma obra-prima única com uma das melhores mensagens antiguerra já transmitidas ao homem.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Desobediência devida
Conversas de botequim rendem muito. Nós, jornalistas, costumamos produzir aos montes à sombra de um copo. E até mesmo decisões políticas, que podem mudar o rumo de uma história, ganham notoriedade em mesas de bar. A fala solta, após goles e goles de cerveja, uísque ou cachaça, permite-nos reflexões que brotam d’alma para a consciência, num estalar de língua. Não é só dos balcões ou mesas cheias de garrafas, que tiramos nossas inspirações, que caminham para a polêmica, quando o assunto é polêmico. Ou é transformado em polêmica, mesmo tendo sido banalizado pela mídia sensacionalista. Ou ainda elevado a uma manchete devastadora.
Na semana passada deparei-me com uma situação semelhante. Só que não foi conversa de bar, não. O debate foi sério. Acirrado. Sem, no entanto sair da racionalidade das ideias. Estávamos diante de um impasse. Depois da saída de atividade física de uma academia, já nos vestiários, um de meus companheiros puxou o assunto, que me interessou: o pedido de desculpas do comandante geral da PM de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, àquela mãe que perdeu seu filho, um motoboy, vítima de tortura sofrida dentro de uma companhia da própria Polícia Militar. Ele estava indignado com a atitude do coronel em pedir “perdão” pela morte do rapaz, o que colocava, a seu ver, toda corporação sob suspeita. E o militar em questão em clara desobediência a seu superior, no caso o governador do Estado. Não tirei o seu direito à dúvida e nem à exposição de suas ideias. Deixei-o falar, mas ponderei sobre outro lado dessa mesma moeda.
Como argumento, disse-lhe que a atitude do coronel fora humana e humanizava a Polícia Militar, que pela primeira vez, ao menos do meu conhecimento, tomava uma atitude dessa natureza. Procurei mostrar que se ele assim agiu, foi porque tinha a plena certeza do envolvimento dos PMs no caso e havia simplesmente exposto a realidade com clareza e, em nenhum momento, desmereceu a instituição Polícia Militar, mas visou ao grupo de policiais (como tantos que ainda existem por aí e que nutrem eterna saudade da tortura) envolvidos. Não o demovi de seu raciocínio. Ele insistiu, afirmando que o comandante só poderia tomar tal decisão, após o julgamento e condenação dos envolvidos. Contra-argumentei com a “clareza e provas dos fatos” apresentadas. Ele insistiu. Perguntou-me se eu fosse um empresário e um funcionário meu desobedecesse a uma ordem, qual postura tomaria? Ao que respondi: se a desobediência trouxesse benefícios à empresa, certamente seria gratificado. A atitude do comandante da PM foi humana, benéfica à história da Corporação e trouxe uma nova visão de comando. Foi gratificante ouvi-lo.
Sua “desobediência” foi oportuna. E, posteriormente, ratificada pelo secretário de Estado da Segurança, seu superior imediato. E, agora, pelo seu comandante-chefe, o governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), que autorizou pagamento de indenização à mãe da vítima. Estava certo o coronel!
Antonio Claudio Bontorim
Na semana passada deparei-me com uma situação semelhante. Só que não foi conversa de bar, não. O debate foi sério. Acirrado. Sem, no entanto sair da racionalidade das ideias. Estávamos diante de um impasse. Depois da saída de atividade física de uma academia, já nos vestiários, um de meus companheiros puxou o assunto, que me interessou: o pedido de desculpas do comandante geral da PM de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, àquela mãe que perdeu seu filho, um motoboy, vítima de tortura sofrida dentro de uma companhia da própria Polícia Militar. Ele estava indignado com a atitude do coronel em pedir “perdão” pela morte do rapaz, o que colocava, a seu ver, toda corporação sob suspeita. E o militar em questão em clara desobediência a seu superior, no caso o governador do Estado. Não tirei o seu direito à dúvida e nem à exposição de suas ideias. Deixei-o falar, mas ponderei sobre outro lado dessa mesma moeda.
Como argumento, disse-lhe que a atitude do coronel fora humana e humanizava a Polícia Militar, que pela primeira vez, ao menos do meu conhecimento, tomava uma atitude dessa natureza. Procurei mostrar que se ele assim agiu, foi porque tinha a plena certeza do envolvimento dos PMs no caso e havia simplesmente exposto a realidade com clareza e, em nenhum momento, desmereceu a instituição Polícia Militar, mas visou ao grupo de policiais (como tantos que ainda existem por aí e que nutrem eterna saudade da tortura) envolvidos. Não o demovi de seu raciocínio. Ele insistiu, afirmando que o comandante só poderia tomar tal decisão, após o julgamento e condenação dos envolvidos. Contra-argumentei com a “clareza e provas dos fatos” apresentadas. Ele insistiu. Perguntou-me se eu fosse um empresário e um funcionário meu desobedecesse a uma ordem, qual postura tomaria? Ao que respondi: se a desobediência trouxesse benefícios à empresa, certamente seria gratificado. A atitude do comandante da PM foi humana, benéfica à história da Corporação e trouxe uma nova visão de comando. Foi gratificante ouvi-lo.
Sua “desobediência” foi oportuna. E, posteriormente, ratificada pelo secretário de Estado da Segurança, seu superior imediato. E, agora, pelo seu comandante-chefe, o governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), que autorizou pagamento de indenização à mãe da vítima. Estava certo o coronel!
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 1 de maio de 2010
Fim da história?
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Limeira capitulou? Deixou a resistência de lado e está adoçando a administração municipal, que tanto criticou nos últimos tempos? Vamos ficar de olho nos próximos passos de seus dirigentes e do único representante que tem na Câmara. Desconstrução total! O silêncio do vereador Ronei Martins pode ser uma prova disto. Anda muito quieto! Estaria ruindo o bastião da liberdade, dentro do Legislativo Municipal?
Pede a remoção
O vereador Carlinhos Silva (PDT) quer evitar que Limeira vire alvo de matérias negativas nas emissoras de TV regionais. Principalmente na EPTV Campinas, que tem sido dura com a administração de Campinas, por sinal de um prefeito - Dr. Hélio - também do PDT. Silva fez requerimento solicitando a possibilidade de remover veículos automotores abandonados nas ruas. Para tristeza do vereador, a notícia não é boa: em Campinas, por exemplo, a remoção só poderá ser feita com a autorização da Justiça, pois se constatou que a maioria desses veículos é fruto de pendências judiciais. Mesmo aqueles em pura carcaça. O pedetista credita esses abandonos à facilidade para aquisição de novos veículos, estimulando proprietários a abandonarem seus antigos. O que é um exagero.
Iniciativa feliz
A artista plástica Tereza Santos da Fonseca estará expondo suas telas no hall dos vereadores, na Câmara Municipal de Limeira, de 10 a 14 de maio. A iniciativa do convite partiu do vereador Antonio Braz do Nascimento, o Piuí (PDT), em homenagem à Semana das Mães. A abertura da exposição acontecerá às 19h30, no dia 10, e pode ser visitada até o dia 14, sempre das 8 às 18hs.
Descontentes
Muitos fiéis estão inconformados com a homenagem, com o título de Cidadão Limeirense, ao bispo dom Vilson Dias de Oliveira, proposta na Câmara Municipal. Vários e-mails enviados à Redação contêm pesadas críticas à indicação. Ainda não engoliram a transferência de padres. Em especial a do padre Alquermes, da Catedral. As críticas são pesadas e assinadas. Parece que o vereador Silvio Brito (PDT), que fez a indicação, acabou não agradando muito parte dos católicos que compõem seu eleitorado. É preciso, também, dar voz àqueles que estão contrariados. Não basta criticá-los, mas também ouvir suas críticas.
E se fosse ele...
Não faria muita diferença - aliás, não faria diferença nenhuma - pelo menos do ponto de vista partidário e ideológico e da amizade que existe entre os dois, se o presidente Lula (PT) apoiasse José Serra (PSDB) à Presidência da República. Se a política não estimulasse a vaidade e o egocentrismo, seria uma coisa natural.
Rasgou o verbo
“Parabéns ao Presidente Lula, escolhido líder do ano pela revista americana Time. É bom para o Brasil”. Escrito na quinta-feira, 29, por José Serra em seu Twitter, após divulgação da notícia, que em seguida corrigiu sua contextualização, pois a escolha não obedece a ranking nenhum, Serra corrigiu, também no Twitter: “O Presidente Lula é um dos 25 líderes da revista Time. Bom do mesmo jeito para o Brasil”.
Frase da Semana
“Perdão coletivo é falta de memória e de vergonha (...) O torturador é um monstro, um desnaturado, um tarado. Não se pode ter condescendência com um torturador”. Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ao votar favoravelmente à revisão da Lei da Anistia proposta pela OAB nacional, que questiona o perdão aos agentes do Estado, envolvidos em torturas durante o regime militar, de 1964 a 1985. Quinta-feira, no seu discurso justificando o voto, publicado no UOL Notícias.
Antonio Claudio Bontorim
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Limeira capitulou? Deixou a resistência de lado e está adoçando a administração municipal, que tanto criticou nos últimos tempos? Vamos ficar de olho nos próximos passos de seus dirigentes e do único representante que tem na Câmara. Desconstrução total! O silêncio do vereador Ronei Martins pode ser uma prova disto. Anda muito quieto! Estaria ruindo o bastião da liberdade, dentro do Legislativo Municipal?
Pede a remoção
O vereador Carlinhos Silva (PDT) quer evitar que Limeira vire alvo de matérias negativas nas emissoras de TV regionais. Principalmente na EPTV Campinas, que tem sido dura com a administração de Campinas, por sinal de um prefeito - Dr. Hélio - também do PDT. Silva fez requerimento solicitando a possibilidade de remover veículos automotores abandonados nas ruas. Para tristeza do vereador, a notícia não é boa: em Campinas, por exemplo, a remoção só poderá ser feita com a autorização da Justiça, pois se constatou que a maioria desses veículos é fruto de pendências judiciais. Mesmo aqueles em pura carcaça. O pedetista credita esses abandonos à facilidade para aquisição de novos veículos, estimulando proprietários a abandonarem seus antigos. O que é um exagero.
Iniciativa feliz
A artista plástica Tereza Santos da Fonseca estará expondo suas telas no hall dos vereadores, na Câmara Municipal de Limeira, de 10 a 14 de maio. A iniciativa do convite partiu do vereador Antonio Braz do Nascimento, o Piuí (PDT), em homenagem à Semana das Mães. A abertura da exposição acontecerá às 19h30, no dia 10, e pode ser visitada até o dia 14, sempre das 8 às 18hs.
Descontentes
Muitos fiéis estão inconformados com a homenagem, com o título de Cidadão Limeirense, ao bispo dom Vilson Dias de Oliveira, proposta na Câmara Municipal. Vários e-mails enviados à Redação contêm pesadas críticas à indicação. Ainda não engoliram a transferência de padres. Em especial a do padre Alquermes, da Catedral. As críticas são pesadas e assinadas. Parece que o vereador Silvio Brito (PDT), que fez a indicação, acabou não agradando muito parte dos católicos que compõem seu eleitorado. É preciso, também, dar voz àqueles que estão contrariados. Não basta criticá-los, mas também ouvir suas críticas.
E se fosse ele...
Não faria muita diferença - aliás, não faria diferença nenhuma - pelo menos do ponto de vista partidário e ideológico e da amizade que existe entre os dois, se o presidente Lula (PT) apoiasse José Serra (PSDB) à Presidência da República. Se a política não estimulasse a vaidade e o egocentrismo, seria uma coisa natural.
Rasgou o verbo
“Parabéns ao Presidente Lula, escolhido líder do ano pela revista americana Time. É bom para o Brasil”. Escrito na quinta-feira, 29, por José Serra em seu Twitter, após divulgação da notícia, que em seguida corrigiu sua contextualização, pois a escolha não obedece a ranking nenhum, Serra corrigiu, também no Twitter: “O Presidente Lula é um dos 25 líderes da revista Time. Bom do mesmo jeito para o Brasil”.
Frase da Semana
“Perdão coletivo é falta de memória e de vergonha (...) O torturador é um monstro, um desnaturado, um tarado. Não se pode ter condescendência com um torturador”. Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ao votar favoravelmente à revisão da Lei da Anistia proposta pela OAB nacional, que questiona o perdão aos agentes do Estado, envolvidos em torturas durante o regime militar, de 1964 a 1985. Quinta-feira, no seu discurso justificando o voto, publicado no UOL Notícias.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Passou do limite
Será que os vereadores, pelo menos os que patrocinaram a possível “manobra” contra o economista e consultor Celso Leite na Tribuna Livre da última segunda-feira, 26, trocando-o de última hora por uma completa desconhecida dos limeirenses - e de fora da cidade - perceberam o desrespeito que cometeram? Primeiro com o convidado. Segundo, com o vereador Paulo Hadich (PSB), que agendou a ida do consultor à Câmara. Terceiro, com aqueles que estavam esperando sua fala. E, quarto, com toda a população, que deixou de ouvir uma pessoa culta, inteligente, isenta e com propósitos de discutir o desenvolvimento de Limeira. Lamentável!
Famosa quem?
E pelo que a repórter Bruna Lencioni, da Gazeta, apurou na cidade de Araraquara, Maria do Amparo Abuchaim, que ocupou o lugar de Celso Leite, é apenas conhecida naquela cidade, porém não ocupa posto como gestora de projetos sociais e não tem vínculo com nenhum órgão público de lá e falou muito pouco. O restante do tempo respondeu vagamente às perguntas dos vereadores. Daí a suspeita de manobra que, se comprovada, vai pesar negativamente para seus autores.
Para completar!
O mínimo que se espera agora do presidente da Casa, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), é um ofício com pedido formal de desculpas a Celso Leite e assinado por todos os vereadores que compactuaram com tamanho descaso. E agendar sua participação na Tribuna Livre, já para a próxima segunda-feira, dia 3. Ficou muito feio para a instituição Câmara Municipal. Desrespeitou, e que fique bem claro, o próprio município de Limeira. Essa história terá desdobramentos.
Não é comigo...
O secretário dos Transportes, Ítalo Ponzo Jr., foi a um programa jornalístico de rádio desmerecer matéria sobre rota de fuga do pedágio da Limeira-Cordeirópolis, que foi manchete desta Gazeta ontem. Ponzo não deu explicação convincente à Gazeta, mandou dizer que não sabia da situação e depois foi falar na rádio. Interessante. Até o Ministério Público já investiga irregularidades no pedágio. Só mesmo o secretário não sabia. Então para ele não tinha importância (!?!).
Português claro
Depois de mostrar o significado e a forma de escrever das palavras capacho, vassalo e suserano, agora é a vez de outra palavra, também interessante: subserviência. A palavra subserviência é um substantivo feminino e, segundo o Novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, remete-nos à característica ou condição do que é subserviente, que significa sujeição servil à vontade alheia, submissão voluntária a alguém ou a alguma coisa; servilismo; ou, ainda, ato ou efeito de bajular; adulação, bajulação.
Olha o Hugo aí!
O presidente venezuelano Hugo Chávez Frías também tem seu Twitter (@chavezcandanga). Sua primeira postagem é a visita que fará ao Brasil. Ele diz que “viaja contente para cá”. É preciso cuidado, entretanto, pois há inúmeros com o nome do ditador venezuelano, porém são falsos. Fake, na linguagem digital!
Eu Recomendo!
A sugestão de hoje vai para um drama policial brasileiro de 1983: A próxima vítima, com direção de João Batista de Andrade e roteiro de Lauro César Muniz. Mayara Magri, Antônio Fagundes, Louise Cardoso, Othon Bastos, Ester Góes, Gianfrancesco Guarnieri, Aldo Bueno e Denise Del Vecchio compõem o elenco do filme, premiadíssimo, que se passa em 1982. A cidade de São Paulo vive um clima pré-eleitoral. Em meio a muita propaganda, comícios e agitação, uma sucessão de crimes misteriosos ocorre no bairro do Brás, envolvendo prostitutas, mortas a golpes de faca e de navalha. A polícia não descobre o assassino. Um repórter de TV é destacado para a cobertura dos crimes, envolve-se no caso ao conhecer e se apaixonar por uma prostituta, possivelmente, a próxima vítima.
Antonio Claudio Bontorim
Será que os vereadores, pelo menos os que patrocinaram a possível “manobra” contra o economista e consultor Celso Leite na Tribuna Livre da última segunda-feira, 26, trocando-o de última hora por uma completa desconhecida dos limeirenses - e de fora da cidade - perceberam o desrespeito que cometeram? Primeiro com o convidado. Segundo, com o vereador Paulo Hadich (PSB), que agendou a ida do consultor à Câmara. Terceiro, com aqueles que estavam esperando sua fala. E, quarto, com toda a população, que deixou de ouvir uma pessoa culta, inteligente, isenta e com propósitos de discutir o desenvolvimento de Limeira. Lamentável!
Famosa quem?
E pelo que a repórter Bruna Lencioni, da Gazeta, apurou na cidade de Araraquara, Maria do Amparo Abuchaim, que ocupou o lugar de Celso Leite, é apenas conhecida naquela cidade, porém não ocupa posto como gestora de projetos sociais e não tem vínculo com nenhum órgão público de lá e falou muito pouco. O restante do tempo respondeu vagamente às perguntas dos vereadores. Daí a suspeita de manobra que, se comprovada, vai pesar negativamente para seus autores.
Para completar!
O mínimo que se espera agora do presidente da Casa, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), é um ofício com pedido formal de desculpas a Celso Leite e assinado por todos os vereadores que compactuaram com tamanho descaso. E agendar sua participação na Tribuna Livre, já para a próxima segunda-feira, dia 3. Ficou muito feio para a instituição Câmara Municipal. Desrespeitou, e que fique bem claro, o próprio município de Limeira. Essa história terá desdobramentos.
Não é comigo...
O secretário dos Transportes, Ítalo Ponzo Jr., foi a um programa jornalístico de rádio desmerecer matéria sobre rota de fuga do pedágio da Limeira-Cordeirópolis, que foi manchete desta Gazeta ontem. Ponzo não deu explicação convincente à Gazeta, mandou dizer que não sabia da situação e depois foi falar na rádio. Interessante. Até o Ministério Público já investiga irregularidades no pedágio. Só mesmo o secretário não sabia. Então para ele não tinha importância (!?!).
Português claro
Depois de mostrar o significado e a forma de escrever das palavras capacho, vassalo e suserano, agora é a vez de outra palavra, também interessante: subserviência. A palavra subserviência é um substantivo feminino e, segundo o Novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, remete-nos à característica ou condição do que é subserviente, que significa sujeição servil à vontade alheia, submissão voluntária a alguém ou a alguma coisa; servilismo; ou, ainda, ato ou efeito de bajular; adulação, bajulação.
Olha o Hugo aí!
O presidente venezuelano Hugo Chávez Frías também tem seu Twitter (@chavezcandanga). Sua primeira postagem é a visita que fará ao Brasil. Ele diz que “viaja contente para cá”. É preciso cuidado, entretanto, pois há inúmeros com o nome do ditador venezuelano, porém são falsos. Fake, na linguagem digital!
Eu Recomendo!
A sugestão de hoje vai para um drama policial brasileiro de 1983: A próxima vítima, com direção de João Batista de Andrade e roteiro de Lauro César Muniz. Mayara Magri, Antônio Fagundes, Louise Cardoso, Othon Bastos, Ester Góes, Gianfrancesco Guarnieri, Aldo Bueno e Denise Del Vecchio compõem o elenco do filme, premiadíssimo, que se passa em 1982. A cidade de São Paulo vive um clima pré-eleitoral. Em meio a muita propaganda, comícios e agitação, uma sucessão de crimes misteriosos ocorre no bairro do Brás, envolvendo prostitutas, mortas a golpes de faca e de navalha. A polícia não descobre o assassino. Um repórter de TV é destacado para a cobertura dos crimes, envolve-se no caso ao conhecer e se apaixonar por uma prostituta, possivelmente, a próxima vítima.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 27 de abril de 2010
Tragédias anunciadas
De tempos em tempos somos sacudidos por tragédias que fogem a qualquer explicação racional. Isso porque buscamos racionalidade em tudo o que nos cerca. Naquilo que presenciamos como testemunhas ou participamos como protagonistas. Tudo, sem exceção, requer uma explicação dentro da lógica. Da razão. Não falo de catástrofes naturais - como terremotos, tsunamis e erupções cinematográficas - que fazem a alegria dos editores dos telejornais, porque quando previsíveis ou previstas, podem ser amenizadas pela ação do próprio homem. Muito menos de conflitos humanos baseados em crenças religiosas ou no domínio político, porque isso pode ainda ser modificado com o uso da própria razão, que deve sobrepor-se sempre aos choques culturais. E emocionais.
Esses conflitos podem ser resolvidos com a simples aceitação das diferenças de hábitos e costumes de cada povo. Com o respeito ao outro, que não professa a mesma fé (faz sua prece diária para a mesma divindade suprema, mas que tem muitos nomes e assume formas para que cada um entenda à sua maneira), não fala a mesma língua, não tem a mesma opção sexual ou não torce pelo mesmo time de futebol. São nuances de pontos de vista diferentes que, na maioria das vezes, vão para o embate pela irredutibilidade de uma ou de ambas as partes. Eternas disputas alimentadas por lobbies mercantilistas e por isso não são interessantes que tenham um fim. Ou que se encerrem no lema libertário da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade!
Falo, sim, de tragédias coletivas que ceifam vidas tão inexplicáveis e abruptamente, que fogem ao nosso controle e não podem ser previstas. Falo, sim, das tragédias irracionais que povoam nossas mentes, porque um cidadão resolveu atirar na mulher e ao se perceber da própria ação, pega o carro sai em disparada por uma estrada à procura da morte e acaba matando quem nada tinha a ver com suas tragédias pessoais. Como na noite de sábado em uma rodovia na cidade de São Pedro. E dessas que destroem famílias inteiras, sabe-se lá por qual motivo, que sem testemunhas ficam nas simples estatísticas das mortes no trânsito. Como ocorreu como uma família que saiu de Limeira no domingo à tarde e encontrou a morte num viaduto na Rodovia Carvalho Pinto, no trajeto para o Rio de Janeiro.
Muito próximas uma da outra temporalmente falando, elas nos sugere, mais uma vez - e nas tantas que já ocorreram e na mesma proporção - uma reflexão sobre o comportamento no trânsito. No primeiro caso, ficou clara a intenção suicida depois de um gesto tresloucado. E, no segundo, o inexplicável ainda ronda nosso senso de apuração. Mas ambas já estão perpetradas. Não vem ao caso agora, mas basta percorrer poucos quilômetros de uma rodovia de intenso tráfego para se perceber quanta imprudência se comete. Quantos possíveis suicidas (e homicidas) estão por traz de um volante. E que mesmo imprevisíveis, essas são tragédias anunciadas!
Antonio Claudio Bontorim
Esses conflitos podem ser resolvidos com a simples aceitação das diferenças de hábitos e costumes de cada povo. Com o respeito ao outro, que não professa a mesma fé (faz sua prece diária para a mesma divindade suprema, mas que tem muitos nomes e assume formas para que cada um entenda à sua maneira), não fala a mesma língua, não tem a mesma opção sexual ou não torce pelo mesmo time de futebol. São nuances de pontos de vista diferentes que, na maioria das vezes, vão para o embate pela irredutibilidade de uma ou de ambas as partes. Eternas disputas alimentadas por lobbies mercantilistas e por isso não são interessantes que tenham um fim. Ou que se encerrem no lema libertário da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade!
Falo, sim, de tragédias coletivas que ceifam vidas tão inexplicáveis e abruptamente, que fogem ao nosso controle e não podem ser previstas. Falo, sim, das tragédias irracionais que povoam nossas mentes, porque um cidadão resolveu atirar na mulher e ao se perceber da própria ação, pega o carro sai em disparada por uma estrada à procura da morte e acaba matando quem nada tinha a ver com suas tragédias pessoais. Como na noite de sábado em uma rodovia na cidade de São Pedro. E dessas que destroem famílias inteiras, sabe-se lá por qual motivo, que sem testemunhas ficam nas simples estatísticas das mortes no trânsito. Como ocorreu como uma família que saiu de Limeira no domingo à tarde e encontrou a morte num viaduto na Rodovia Carvalho Pinto, no trajeto para o Rio de Janeiro.
Muito próximas uma da outra temporalmente falando, elas nos sugere, mais uma vez - e nas tantas que já ocorreram e na mesma proporção - uma reflexão sobre o comportamento no trânsito. No primeiro caso, ficou clara a intenção suicida depois de um gesto tresloucado. E, no segundo, o inexplicável ainda ronda nosso senso de apuração. Mas ambas já estão perpetradas. Não vem ao caso agora, mas basta percorrer poucos quilômetros de uma rodovia de intenso tráfego para se perceber quanta imprudência se comete. Quantos possíveis suicidas (e homicidas) estão por traz de um volante. E que mesmo imprevisíveis, essas são tragédias anunciadas!
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 24 de abril de 2010
Faça o que eu...
...falo. Mas não faça o que eu faço! Conhecidíssimo e aplicado dito popular serve bem para ilustrar as atitudes de algumas pessoas, acostumadas a passar pitos em público, dar lição de moral, porém... (e como sempre tem um porém!) não são muito chegadas a praticar suas próprias lições. Quando chamadas aos mais simples atos diários da convivência em comunidade, costumam rebelar-se e, investidas sabe-se lá de que condição, negam-se à observância de algumas regras básicas de civilidade.
E o exemplo??
E, infelizmente, quem deveria fazer do ditado acima uma filosofia de vida, é o primeiro a desrespeitá-lo. Ou melhor, a tripudiar sobre ele. E faz sempre da famosa carteirada (“sabe com quem o senhor está falando?”) o pior dos maus-exemplos. É triste, mas é verdade! Regras de boa convivência social valem para todas as pessoas, independentemente da cor da pele, credo religioso, posição social, econômica ou política. E nesse caso não há exceções. Pude, infelizmente - e mais uma vez - como testemunha, constatar mais uma vez esse tipo de desvio de conduta.
Parque Hipólito
A Câmara Municipal anuncia mais uma sessão itinerante do Poder Legislativo municipal. Desta vez será o Parque Hipólito a receber a terceira sessão do projeto neste ano de 2010. Será às 19h30, no Salão Social da Paróquia de Santa Isabel. Trata-se do terceiro ano do Câmara Itinerante. Em 2009, segundo informações distribuídas pela assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Limeira, a Câmara Itinerante teve a participação de quase mil pessoas.
Dois lembretes
O primeiro é sobre a nova rodoviária, que começa a patinar. Projeto vai precisar de ajustes. E o segundo nos remete ao aeroporto, que seria regional - e por várias vezes o prefeito Sílvio Félix (PDT) me ligou para falar sobre as maravilhas do seu projeto - até agora não passou de sonho de aviador. Ou de “notícia plantada” para aparecer na mídia. Não decolou e nem saiu da simples terraplenagem (agora coberta pelo mato).
Conspirações
Nem bem a campanha começou e as chamadas “teorias conspiratórias” começam a ganhar espaço na internet, movidas talvez pela intolerância. A velha história da “ficha de guerrilheira” da Dilma; a sanha privacionista dos tucanos, propondo que se o Serra ganhar a eleição privatizará até as universidades públicas federais (???), entre outras. A mais curiosa que já ouvi, até hoje, foi na época da votação do referendo do desarmamento. Disse um desses “teóricos”: “o governo estava insistindo no desarmamento porque, se o ‘sim’ vencesse, e as armas fossem entregues, Lula abriria as fronteiras às FARC, para transformar o Brasil num país socialista” (risos, muitos risos, gargalhadas...).
Mama mia!!!
“E Os Italianos Chegaram”. Esse é o título do novo livro que o historiador limeirense, José Eduardo Heflinger Jr., o Toco, e Paulo Masuti Levy estarão lançando no próximo dia 6 de maio, às 15 horas, no Memorial do Imigrante, em São Paulo. O Memorial fica situado à Rua Visconde de Parnaíba, 1316, na Mooca.
Frase da Semana
“Qualquer um dos dois candidatos vai manter a política econômica como está hoje. Lula colocou o Brasil na vitrine do mundo, e ninguém vai querer mudar isso”. Carlos Tilkian, presidente da Estrela, que participa do 9º Fórum Empresarial, na ilha de Comandatuba (BA). Quinta-feira, 22, no UOL Economia, sobre a preferência do empresariado entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Antonio Claudio Bontorim
...falo. Mas não faça o que eu faço! Conhecidíssimo e aplicado dito popular serve bem para ilustrar as atitudes de algumas pessoas, acostumadas a passar pitos em público, dar lição de moral, porém... (e como sempre tem um porém!) não são muito chegadas a praticar suas próprias lições. Quando chamadas aos mais simples atos diários da convivência em comunidade, costumam rebelar-se e, investidas sabe-se lá de que condição, negam-se à observância de algumas regras básicas de civilidade.
E o exemplo??
E, infelizmente, quem deveria fazer do ditado acima uma filosofia de vida, é o primeiro a desrespeitá-lo. Ou melhor, a tripudiar sobre ele. E faz sempre da famosa carteirada (“sabe com quem o senhor está falando?”) o pior dos maus-exemplos. É triste, mas é verdade! Regras de boa convivência social valem para todas as pessoas, independentemente da cor da pele, credo religioso, posição social, econômica ou política. E nesse caso não há exceções. Pude, infelizmente - e mais uma vez - como testemunha, constatar mais uma vez esse tipo de desvio de conduta.
Parque Hipólito
A Câmara Municipal anuncia mais uma sessão itinerante do Poder Legislativo municipal. Desta vez será o Parque Hipólito a receber a terceira sessão do projeto neste ano de 2010. Será às 19h30, no Salão Social da Paróquia de Santa Isabel. Trata-se do terceiro ano do Câmara Itinerante. Em 2009, segundo informações distribuídas pela assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Limeira, a Câmara Itinerante teve a participação de quase mil pessoas.
Dois lembretes
O primeiro é sobre a nova rodoviária, que começa a patinar. Projeto vai precisar de ajustes. E o segundo nos remete ao aeroporto, que seria regional - e por várias vezes o prefeito Sílvio Félix (PDT) me ligou para falar sobre as maravilhas do seu projeto - até agora não passou de sonho de aviador. Ou de “notícia plantada” para aparecer na mídia. Não decolou e nem saiu da simples terraplenagem (agora coberta pelo mato).
Conspirações
Nem bem a campanha começou e as chamadas “teorias conspiratórias” começam a ganhar espaço na internet, movidas talvez pela intolerância. A velha história da “ficha de guerrilheira” da Dilma; a sanha privacionista dos tucanos, propondo que se o Serra ganhar a eleição privatizará até as universidades públicas federais (???), entre outras. A mais curiosa que já ouvi, até hoje, foi na época da votação do referendo do desarmamento. Disse um desses “teóricos”: “o governo estava insistindo no desarmamento porque, se o ‘sim’ vencesse, e as armas fossem entregues, Lula abriria as fronteiras às FARC, para transformar o Brasil num país socialista” (risos, muitos risos, gargalhadas...).
Mama mia!!!
“E Os Italianos Chegaram”. Esse é o título do novo livro que o historiador limeirense, José Eduardo Heflinger Jr., o Toco, e Paulo Masuti Levy estarão lançando no próximo dia 6 de maio, às 15 horas, no Memorial do Imigrante, em São Paulo. O Memorial fica situado à Rua Visconde de Parnaíba, 1316, na Mooca.
Frase da Semana
“Qualquer um dos dois candidatos vai manter a política econômica como está hoje. Lula colocou o Brasil na vitrine do mundo, e ninguém vai querer mudar isso”. Carlos Tilkian, presidente da Estrela, que participa do 9º Fórum Empresarial, na ilha de Comandatuba (BA). Quinta-feira, 22, no UOL Economia, sobre a preferência do empresariado entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 20 de abril de 2010
Eleição e tecnologia
O pleito eleitoral deste ano, que vai reunir numa única urna candidatos a deputado estadual e federal, senadora, governador e presidente da República, começa sob o signo da internet. Sites, blogs - e agora o Twitter - devem compor o aparato tecnológico dos comitês, que embora ainda não formalizados - o calendário eleitoral está apenas na sua fase burocrática - dão uma clara demonstração de que essa ferramenta comunicacional veio para ficar. Mais que isso, para influenciar os eleitores na hora do voto e até mesmo definir resultados. Decidir alguns dos eleitos, até! Já não tenho mais nenhuma dúvida quanto a isso.
Com exceção do Twitter e outras redes sociais mais recentes, candidatos já fizeram uso do Orkut nas eleições municipais de 2008. Não como deveriam, mas como achavam mais conveniente e sempre num segundo plano. Pouca importância. O que se nota agora, porém, é uma preocupação mais acentuada com a utilização desses recursos como comitês eleitorais eletrônicos e não mais como meros acessórios. Pelo que se tem percebido nesse período de pré-campanha é que os candidatos estão imbuídos em solidificar essa estrutura, valorizando tais meios e instrumentos a ponto de estarem no topo da cadeia propagandística voltada à política partidária.
Perderam, portanto, o medo de teclados, monitores, mouses e, agora, tais recursos eletrônicos estão se transformando em conselheiros, tornando-os aptos a romperem as barreiras pelas mídias digitais, que faziam alguns refugarem e até mesmo se fecharem a tais inovações. Eram reféns da própria ignorância digital. A agenda de papel está dando lugar ao Palmtop, e o PC, via notebooks, é companheiro inseparável nas deslocações de campanha. O escritório, antes fisicamente definido num endereço geográfico, entre ruas, avenidas e CEP, agora está no banco do carro, na poltrona do jatinho e sem os fios ou amarras, que inviabilizavam maior e melhor movimentação. Não há mais obstáculos instransponíveis. E até a trincheira do “inimigo” pode estar a um simples ‘clique’ de distância.
Aos cargos majoritários alguns já saíram na frente, como a candidata do PT, Dilma Rousseff, que tem Twitter e desde ontem o seu próprio site. José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) já estão no Twitter. Serra até há mais tempo, com domínio quase que total dessa ferramenta. Isso para ficar apenas no cargo mais importante dessa eleição, que é o assento na principal cadeira do Palácio do Planalto. Quem ainda acha que isso é bobagem, basta ler a entrevista do jornalista Sam Graham-Felsen, à revista IstoÉ do último dia 14. Diretor da área de blogs da campanha vitoriosa do democrata Barack Obama à presidência dos EUA, esse trabalho rendeu, em doações, cerca de US$ 500 milhões, ou seja, meio bilhão de dólares. E Graham-Felsen vai mais longe: “quem usar a internet para envolver as pessoas certamente será beneficiado”, diz. Quem ainda duvida disso, que atire a primeira tecla. Ou melhor, dê um Ctrl+alt+del e peça a cédula de papel para votar.
Antonio Claudio Bontorim
Com exceção do Twitter e outras redes sociais mais recentes, candidatos já fizeram uso do Orkut nas eleições municipais de 2008. Não como deveriam, mas como achavam mais conveniente e sempre num segundo plano. Pouca importância. O que se nota agora, porém, é uma preocupação mais acentuada com a utilização desses recursos como comitês eleitorais eletrônicos e não mais como meros acessórios. Pelo que se tem percebido nesse período de pré-campanha é que os candidatos estão imbuídos em solidificar essa estrutura, valorizando tais meios e instrumentos a ponto de estarem no topo da cadeia propagandística voltada à política partidária.
Perderam, portanto, o medo de teclados, monitores, mouses e, agora, tais recursos eletrônicos estão se transformando em conselheiros, tornando-os aptos a romperem as barreiras pelas mídias digitais, que faziam alguns refugarem e até mesmo se fecharem a tais inovações. Eram reféns da própria ignorância digital. A agenda de papel está dando lugar ao Palmtop, e o PC, via notebooks, é companheiro inseparável nas deslocações de campanha. O escritório, antes fisicamente definido num endereço geográfico, entre ruas, avenidas e CEP, agora está no banco do carro, na poltrona do jatinho e sem os fios ou amarras, que inviabilizavam maior e melhor movimentação. Não há mais obstáculos instransponíveis. E até a trincheira do “inimigo” pode estar a um simples ‘clique’ de distância.
Aos cargos majoritários alguns já saíram na frente, como a candidata do PT, Dilma Rousseff, que tem Twitter e desde ontem o seu próprio site. José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) já estão no Twitter. Serra até há mais tempo, com domínio quase que total dessa ferramenta. Isso para ficar apenas no cargo mais importante dessa eleição, que é o assento na principal cadeira do Palácio do Planalto. Quem ainda acha que isso é bobagem, basta ler a entrevista do jornalista Sam Graham-Felsen, à revista IstoÉ do último dia 14. Diretor da área de blogs da campanha vitoriosa do democrata Barack Obama à presidência dos EUA, esse trabalho rendeu, em doações, cerca de US$ 500 milhões, ou seja, meio bilhão de dólares. E Graham-Felsen vai mais longe: “quem usar a internet para envolver as pessoas certamente será beneficiado”, diz. Quem ainda duvida disso, que atire a primeira tecla. Ou melhor, dê um Ctrl+alt+del e peça a cédula de papel para votar.
Antonio Claudio Bontorim
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