E o Português...
Os vereadores precisam aprender a usar os termos “ao encontro” e “de encontro”. Estão usando a expressão de forma errada, quando querem fazer uma afirmação positiva, mostrar um benefício. “A medida vai de encontro”, costumam dizer nas sessões da Câmara... Errado! O correto é “a medida vai ao encontro”, ou seja, é favorável; é benéfica. Quando se usa o termo “de encontro”, significa dizer que vai contra, é contrário. Então...
Eu não entendi?!
Um vereador, na sessão da Câmara desta semana, ao defender um requerimento de sua autoria, disse que “chovia peremptoriamente” em Limeira nos últimos dias...
Pedetista verde
Vereador Carlinhos Silva (PDT) apresentou durante a última sessão, projeto de lei que “dispõe sobre a destinação, na forma que se especifica, das sobras de tintas, vernizes e solventes, no âmbito do município de Limeira e dá outras providências”. Ele é, hoje, o mais “verde” de todos os vereadores. A maioria dos projetos sobre proteção ao meio ambiente é de sua autoria. Nem o PV faz tanto assim! Ponto positivo para ele.
Sugestãozinha!
Político que exerce mandato eletivo e não gosta de ser cobrado pela população ou confrontado por suas posições, deve deixar a vida pública e a carreira política.
Praça do Museu
Continua feia, abandonada, malcuidada... E sem sinais de que algo vá ser feito por lá!
Teatro Municipal
Assessoria de imprensa da Prefeitura distribuiu nota dizendo que o governo federal, através do Ministério da Cultura, sinalizou que irá repassar verba de R$ 200 mil para a Prefeitura de Limeira reformar o telhado do teatro Vitória e que a própria Prefeitura irá investir mais R$ 300 mil também nessa mesma reforma. “Obra que será possível a partir de agora, por que o teatro Nair Bello, localizado no Parque Cidade, está quase pronto. As poltronas já chegaram, além de, em breve, o ar-condicionado ser instalado”, informa a assessoria. Que assim seja!
Mais longe ainda
O padre Alquermes também não cuida mais da Igreja Boa Morte e de sua reforma. Ele foi substituído pelo vigário geral da Diocese, que assumiu a Catedral.
Volto no dia 16
Entro, a partir de hoje, em período de férias. Com isso a coluna Texto&Contexto dos dias 6, 9, 11 e 13 deixa de ser publicada neste período, voltando dia 16. Até lá!
Eu Recomendo!
A sugestão de filme desta semana vem da amiga e psicóloga Maria Rita Lemos. É de 2008 e o título é “Dúvida” (Doubt). Produção americana de 2008, e dirigida por John Patrick Shanley (autor da peça na qual o filme foi baseado), a história se passa em 1964 e trata do padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), que tenta acabar com os rígidos costumes da escola St. Nicholas, dirigida pela irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep). A escola aceitou seu primeiro aluno negro, Donald Miller (Joseph Foster). Um dia a irmã James (Amy Adams) conta à diretora suas suspeitas sobre o padre, de que esteja dando atenção demais a Donald. É o suficiente para que a irmã Aloysius inicie uma cruzada moral contra Flynn, tentando a qualquer custo expulsá-lo da escola. O filme tem duração de 105 minutos.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 4 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Conversa com o leitor
Nós escrevemos para nossos leitores. Para todos aqueles que vão às bancas ou são assinantes de jornais e revistas, compram livros ou acessam sites e blogs e que querem, de uma forma ou de outra, consumir nossas ideias. Sim, consumir nossas ideias e delas tirar proveito para uma informação que lhe interesse ou para ajudar na formação de seus próprios conceitos. Dê sua opinião. Por isso somos - nós jornalistas (ou comunicadores de massa) - informadores e formadores da opinião pública. E assim é possível medir o peso de nossa responsabilidade. E o estrago que qualquer irresponsabilidade pode causar.
E essa responsabilidade vai muito além da colocação perfeita de uma frase, da construção de um período e parágrafos escritos, que formam um texto ou de qualquer frase de efeito, que venha se transformar num bordão. Vai ao encontro àquilo em que acreditamos e queremos que mais pessoas acreditem. Mais leitores assimilem!
É fato, nesses tempos da comunicação on-line e em tempo real, a percepção de uma maior interatividade entre o jornalista e o seu leitor. Principalmente o jornalista - o comunicador - que tem, entre outras, a função de colunista e, portanto, opinião. Entenda-se a expressão “seu leitor” como a forma coletiva de enquadramento de um grupo específico, que compõe o seu público final e, portanto, faz parte da pluralidade de ideias que o envolve.
Além desse diálogo, sempre saudável e necessário, o jornalista não pode ignorar os anseios do leitor e precisa estar sempre atento àquilo que move a engrenagem chamada interação. É preciso pensar o que ele (leitor) pensa. Acima de tudo respeitar seu ponto de vista e suas divergências, quando existirem, para que essa troca de impressões, de ideias, se aprimore cada vez mais. Em nenhum momento é dado ao jornalista, e isso é regra geral (e como tal pode conter exceções), o direito de tripudiar sobre as impressões do leitor. Por mais simples e corriqueiras que pareçam.
É preciso saber separar, também, o leitor anônimo, que usa esse subterfúgio para atacar e não se comprometer (e se esconde atrás de sua própria covardia), do leitor real que pede anonimato, por uma questão de segurança e privacidade, mas está ali, identificado com nome, sobrenome e RG. São poucos, felizmente, aqueles que se escondem ante uma maioria que, preocupada com o bem comum, faz valer sua consciência e obrigação de cidadão. O que só faz aumentar nossa obrigação em atender às suas expectativas. Essa condição, por si só, nos impõe a rever condutas egoístas para abrir ainda mais esse processo de interatividade. De reciprocidade.
Embora haja uma empatia natural entre leitor e autor - seja ele jornalista/colunista, blogueiro, escritor - recomenda-se uma conversa dessa natureza entre ambos. Sempre. Faz parte do processo físico da comunicação: emissor-mensagem-canal-receptor. O elemento novo é justamente a interação, que permite tal diálogo.
Antonio Claudio Bontorim
E essa responsabilidade vai muito além da colocação perfeita de uma frase, da construção de um período e parágrafos escritos, que formam um texto ou de qualquer frase de efeito, que venha se transformar num bordão. Vai ao encontro àquilo em que acreditamos e queremos que mais pessoas acreditem. Mais leitores assimilem!
É fato, nesses tempos da comunicação on-line e em tempo real, a percepção de uma maior interatividade entre o jornalista e o seu leitor. Principalmente o jornalista - o comunicador - que tem, entre outras, a função de colunista e, portanto, opinião. Entenda-se a expressão “seu leitor” como a forma coletiva de enquadramento de um grupo específico, que compõe o seu público final e, portanto, faz parte da pluralidade de ideias que o envolve.
Além desse diálogo, sempre saudável e necessário, o jornalista não pode ignorar os anseios do leitor e precisa estar sempre atento àquilo que move a engrenagem chamada interação. É preciso pensar o que ele (leitor) pensa. Acima de tudo respeitar seu ponto de vista e suas divergências, quando existirem, para que essa troca de impressões, de ideias, se aprimore cada vez mais. Em nenhum momento é dado ao jornalista, e isso é regra geral (e como tal pode conter exceções), o direito de tripudiar sobre as impressões do leitor. Por mais simples e corriqueiras que pareçam.
É preciso saber separar, também, o leitor anônimo, que usa esse subterfúgio para atacar e não se comprometer (e se esconde atrás de sua própria covardia), do leitor real que pede anonimato, por uma questão de segurança e privacidade, mas está ali, identificado com nome, sobrenome e RG. São poucos, felizmente, aqueles que se escondem ante uma maioria que, preocupada com o bem comum, faz valer sua consciência e obrigação de cidadão. O que só faz aumentar nossa obrigação em atender às suas expectativas. Essa condição, por si só, nos impõe a rever condutas egoístas para abrir ainda mais esse processo de interatividade. De reciprocidade.
Embora haja uma empatia natural entre leitor e autor - seja ele jornalista/colunista, blogueiro, escritor - recomenda-se uma conversa dessa natureza entre ambos. Sempre. Faz parte do processo físico da comunicação: emissor-mensagem-canal-receptor. O elemento novo é justamente a interação, que permite tal diálogo.
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 27 de fevereiro de 2010
E o 190 da PM??
A história do mau atendimento do 190 da PM, que hoje fica em Piracicaba, não é exclusividade para este colunista. Um leitor, por e-mail, relatou que teve problemas com o número ao tentar denunciar um motorista bêbado que fazia “estripulias” com um caminhonete velha. A pessoa que o atendeu, segundo ele, mostrou total desconhecimento com Limeira e ficou pedindo pontos de referência na cidade. “Passei-lhe todas as informações possíveis, número das placas do veículo e tudo mais, achando que tinha cumprido meu dever de cidadão”, escreveu o leitor, que não vou identificar a seu próprio pedido.
Deveria ser aqui!
Após tudo isso, esse leitor recebeu uma ligação do Copom (190) da PM de Piracicaba, quase uma hora depois, perguntando as placas do veículo que já tinham sido passadas no contato inicial. Segundo o leitor, o soldado - que ele anotou o nome, mas preferiu não citar também - foi grosseiro, disse que a polícia “não consegue trabalhar. As pessoas ligam e passam dados inconsistentes” e houve uma discussão, que ao final terminou com o policial argumentando que “o atendente havia se enganado e que o Copom de Piracicaba é novo e, portanto sujeito a falhas”. Então ta! O leitor concluiu com uma pergunta, que também faço agora: até quando vamos depender de Piracicaba?
Resposta direta
Acredito que essa resposta à pergunta do leitor seja até bastante fácil e direta: vamos deixar de depender de outros municípios, quando tivermos força política. Uma boa liderança, que não temos há muito tempo. E forte representatividade em esferas superiores de poder. Que hoje, infelizmente, não temos!
Outra observação
Recebo, também, um questionamento de outro leitor, também via e-mail, sobre a questão da vagas especiais para estacionamento. Vou preservar seu nome, porém vou transcrever suas impressões e dúvida: “Claudio, tenho acompanhado a polêmica que envolve vagas especiais, farmácia, hospital, órgãos públicos, etc., mas o engraçado que eu tenho observado, que muita das vagas hoje tem um novo slogan ‘vaga para IDOSO’. Oras, isto nada mais é que continuidade de um processo pecaminoso de muitos ‘empresários’, que se acham donos da cidade. Como você vê isto?” Concordo, caro leitor. E deixo no ar para que os leitores também reflitam e entendam seu posicionamento.
Lotérica é banco
Projeto de Lei do vereador Silvio Brito (PDT) aprovado por unanimidade na última sessão da Câmara, “dispõe sobre a normatização e a utilização de vigilância em todas as Casas Lotéricas, existentes no Município de Limeira”. A nova Lei, que entrará em vigor assim que for publicada no Jornal Oficial do Município, diz que “ficam obrigadas, todas as Casas Lotéricas em funcionamento em Limeira, a possuir serviço de segurança prestado por vigilantes profissionais durante o horário de funcionamento do estabelecimento”. Esses locais são também mini-agências bancárias, que prestam vários serviços que antes eram exclusividade de bancos.
Mais segurança
Foi anunciada ontem a chegada de 41 novos policiais militares para reforçar o efetivo da Polícia Militar (PM). Para o município de Rio Claro e Região.
Frase da Semana
“Que meu filho seja tomado como exemplo e que seu nome levantado para busca da paz no futebol. Paz. Paz”. Maria José Furlan, durante o sepultamento do filho, Alex Furlan de Santana, torcedor palmeirense morto em confronto com a torcida do São Paulo, no domingo. Na Gazeta, 24/02.
Antonio Claudio Bontorim
A história do mau atendimento do 190 da PM, que hoje fica em Piracicaba, não é exclusividade para este colunista. Um leitor, por e-mail, relatou que teve problemas com o número ao tentar denunciar um motorista bêbado que fazia “estripulias” com um caminhonete velha. A pessoa que o atendeu, segundo ele, mostrou total desconhecimento com Limeira e ficou pedindo pontos de referência na cidade. “Passei-lhe todas as informações possíveis, número das placas do veículo e tudo mais, achando que tinha cumprido meu dever de cidadão”, escreveu o leitor, que não vou identificar a seu próprio pedido.
Deveria ser aqui!
Após tudo isso, esse leitor recebeu uma ligação do Copom (190) da PM de Piracicaba, quase uma hora depois, perguntando as placas do veículo que já tinham sido passadas no contato inicial. Segundo o leitor, o soldado - que ele anotou o nome, mas preferiu não citar também - foi grosseiro, disse que a polícia “não consegue trabalhar. As pessoas ligam e passam dados inconsistentes” e houve uma discussão, que ao final terminou com o policial argumentando que “o atendente havia se enganado e que o Copom de Piracicaba é novo e, portanto sujeito a falhas”. Então ta! O leitor concluiu com uma pergunta, que também faço agora: até quando vamos depender de Piracicaba?
Resposta direta
Acredito que essa resposta à pergunta do leitor seja até bastante fácil e direta: vamos deixar de depender de outros municípios, quando tivermos força política. Uma boa liderança, que não temos há muito tempo. E forte representatividade em esferas superiores de poder. Que hoje, infelizmente, não temos!
Outra observação
Recebo, também, um questionamento de outro leitor, também via e-mail, sobre a questão da vagas especiais para estacionamento. Vou preservar seu nome, porém vou transcrever suas impressões e dúvida: “Claudio, tenho acompanhado a polêmica que envolve vagas especiais, farmácia, hospital, órgãos públicos, etc., mas o engraçado que eu tenho observado, que muita das vagas hoje tem um novo slogan ‘vaga para IDOSO’. Oras, isto nada mais é que continuidade de um processo pecaminoso de muitos ‘empresários’, que se acham donos da cidade. Como você vê isto?” Concordo, caro leitor. E deixo no ar para que os leitores também reflitam e entendam seu posicionamento.
Lotérica é banco
Projeto de Lei do vereador Silvio Brito (PDT) aprovado por unanimidade na última sessão da Câmara, “dispõe sobre a normatização e a utilização de vigilância em todas as Casas Lotéricas, existentes no Município de Limeira”. A nova Lei, que entrará em vigor assim que for publicada no Jornal Oficial do Município, diz que “ficam obrigadas, todas as Casas Lotéricas em funcionamento em Limeira, a possuir serviço de segurança prestado por vigilantes profissionais durante o horário de funcionamento do estabelecimento”. Esses locais são também mini-agências bancárias, que prestam vários serviços que antes eram exclusividade de bancos.
Mais segurança
Foi anunciada ontem a chegada de 41 novos policiais militares para reforçar o efetivo da Polícia Militar (PM). Para o município de Rio Claro e Região.
Frase da Semana
“Que meu filho seja tomado como exemplo e que seu nome levantado para busca da paz no futebol. Paz. Paz”. Maria José Furlan, durante o sepultamento do filho, Alex Furlan de Santana, torcedor palmeirense morto em confronto com a torcida do São Paulo, no domingo. Na Gazeta, 24/02.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Administrar é...
Vereadores fizeram 28 indicações na sessão da última segunda-feira, 22. Campeão foi Carlinhos Silva (PDT), com 8. Piui (PR) veio logo atrás, com 6. Maioria pede limpeza, poda de árvores, corte de mato, manutenção de centros comunitários, praças e áreas de lazer... Tudo o que a Prefeitura deveria fazer, mas.....
Lei do Silêncio
Empresa volta a trabalhar de madrugada, fazendo barulho na Rua Duque de Caxias, entre a Santa Josefa e Deputado Octávio Lopes. Trata-se da Viaserv, que faz pinturas de faixas no solo, para identificar faixas de pedestres. É a segunda vez que isso acontece e até já comentei neste espaço.
Na madrugada
Barulho do caminhão (placas ECT 6537) com o compressor e gritaria dos funcionários da empresa começou por volta da meia-noite, estendendo-se até as 2 horas da manhã da última terça-feira, quando começaram a recolher o material, para ir embora.É desrespeito!A primeira vez que essa empresa trabalhou nesse trecho, foi na madrugada do dia 13. Um pouco mais tarde, também. Entre 3h45 e 4 horas (madrugada mesmo!!!), conforme relatei na minha coluna do último dia 13. Na madrugada desta terça-feira, desci do meu apartamento para conversar com os funcionários da empresa e disseram que trabalhavam para a Prefeitura. Que eram ordens. Enfim, esses trabalhadores não têm culpa alguma, uma vez que cumprem as tais ordens.
E o bom-senso?
Se eram ordens, só posso entender que da Prefeitura. No caso, da Secretaria de Transportes (responsável pelo trânsito) acredito eu. Se for, acho que o secretário Ítalo Ponzo Jr. deveria dar uma passadinha nesses horários, para ver como incomoda quem está tentando dormir. Ter uma noite de descanso. Ponzo, com certeza, não foi incomodado pelo barulho. Com a palavra, o próprio secretário ou quem sabe o prefeito Silvio Félix (PDT), se souberem explicar!
Ao bispo, não!!
Tentei, por vezes seguidas, ligar para a Polícia Militar (PM), através do 190, porém o telefone chama e ninguém atende. Liguei, desta vez para o 193, dos Bombeiros, para saber qual era o telefone da própria PM para denunciar, e a resposta foi que seria o 190. Voltei a tentar, porém nada. Ninguém atendeu.
Um forte lobby
As chamadas vagas especiais de estacionamento continuam da mesma forma. Mudança? Não se viu até agora. Uma ou outra placa retirada. Repintura, não vi nenhuma. Depois de tanto barulho, o silêncio. Parece que o lobby desses "especiais" passou por cima da necessidade do limeirense comum. Do cidadão que também paga seu imposto em dia e quando precisa, não tem onde estacionar o carro em alguns setores da cidade. Mais adiante a gente lembra disso novamente.
Eu Recomendo!
Um clássico dos anos 60, que marcou toda uma geração. Assim pode ser definido o filme Sem Destino (Easy Rider). Lançado nos EUA em 1969, com duração de 95 minutos, essa aventura dramática tem no elenco astros como Peter Fonda, Jack Nicholson, Dennis Hopper (que também o dirige), Antonio Mendoza, entre outros. Dois membros da contracultura hippie no final dos anos 60 saem de Los Angeles e atravessam o país até Nova Orleans. Na viagem, encaram o espírito da liberdade, mas também muito preconceito. Primeira indicação ao Oscar para Jack Nicholson.
Antonio Claudio Bontorim
Vereadores fizeram 28 indicações na sessão da última segunda-feira, 22. Campeão foi Carlinhos Silva (PDT), com 8. Piui (PR) veio logo atrás, com 6. Maioria pede limpeza, poda de árvores, corte de mato, manutenção de centros comunitários, praças e áreas de lazer... Tudo o que a Prefeitura deveria fazer, mas.....
Lei do Silêncio
Empresa volta a trabalhar de madrugada, fazendo barulho na Rua Duque de Caxias, entre a Santa Josefa e Deputado Octávio Lopes. Trata-se da Viaserv, que faz pinturas de faixas no solo, para identificar faixas de pedestres. É a segunda vez que isso acontece e até já comentei neste espaço.
Na madrugada
Barulho do caminhão (placas ECT 6537) com o compressor e gritaria dos funcionários da empresa começou por volta da meia-noite, estendendo-se até as 2 horas da manhã da última terça-feira, quando começaram a recolher o material, para ir embora.É desrespeito!A primeira vez que essa empresa trabalhou nesse trecho, foi na madrugada do dia 13. Um pouco mais tarde, também. Entre 3h45 e 4 horas (madrugada mesmo!!!), conforme relatei na minha coluna do último dia 13. Na madrugada desta terça-feira, desci do meu apartamento para conversar com os funcionários da empresa e disseram que trabalhavam para a Prefeitura. Que eram ordens. Enfim, esses trabalhadores não têm culpa alguma, uma vez que cumprem as tais ordens.
E o bom-senso?
Se eram ordens, só posso entender que da Prefeitura. No caso, da Secretaria de Transportes (responsável pelo trânsito) acredito eu. Se for, acho que o secretário Ítalo Ponzo Jr. deveria dar uma passadinha nesses horários, para ver como incomoda quem está tentando dormir. Ter uma noite de descanso. Ponzo, com certeza, não foi incomodado pelo barulho. Com a palavra, o próprio secretário ou quem sabe o prefeito Silvio Félix (PDT), se souberem explicar!
Ao bispo, não!!
Tentei, por vezes seguidas, ligar para a Polícia Militar (PM), através do 190, porém o telefone chama e ninguém atende. Liguei, desta vez para o 193, dos Bombeiros, para saber qual era o telefone da própria PM para denunciar, e a resposta foi que seria o 190. Voltei a tentar, porém nada. Ninguém atendeu.
Um forte lobby
As chamadas vagas especiais de estacionamento continuam da mesma forma. Mudança? Não se viu até agora. Uma ou outra placa retirada. Repintura, não vi nenhuma. Depois de tanto barulho, o silêncio. Parece que o lobby desses "especiais" passou por cima da necessidade do limeirense comum. Do cidadão que também paga seu imposto em dia e quando precisa, não tem onde estacionar o carro em alguns setores da cidade. Mais adiante a gente lembra disso novamente.
Eu Recomendo!
Um clássico dos anos 60, que marcou toda uma geração. Assim pode ser definido o filme Sem Destino (Easy Rider). Lançado nos EUA em 1969, com duração de 95 minutos, essa aventura dramática tem no elenco astros como Peter Fonda, Jack Nicholson, Dennis Hopper (que também o dirige), Antonio Mendoza, entre outros. Dois membros da contracultura hippie no final dos anos 60 saem de Los Angeles e atravessam o país até Nova Orleans. Na viagem, encaram o espírito da liberdade, mas também muito preconceito. Primeira indicação ao Oscar para Jack Nicholson.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Uma leitura diferente
A ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula, Dilma Roussef, foi confirmada no último sábado como pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República. Trata-se, portanto, da primeira oficialização de um nome no ainda indefinido quadro eleitoral brasileiro, que aconteceu no terceiro dia do 4º Congresso do PT, em Brasília. É mais um passo à frente da situação, que há muito tempo colocou o nome da ministra na estrada da campanha (não oficial, é claro), enquanto a oposição esbarra numa perigosa indefinição (quase negação mesmo) de José Serra (PSDB), que apesar de todo esse charme ainda está à frente em todas as pesquisas pela principal cadeira do Palácio do Planalto.
É certo que pesquisa a pesquisa Serra perde pontos importantes - enquanto Dilma cresce na mesma proporção - e vê a pressão de seus principais aliados, DEM e PPS, aumentar por uma definição, que ele insiste em deixar para março. Na verdade, o tucano está ganhando tempo para decidir se concorre ou não na mesma raia da petista ou se vai à reeleição certa - e provavelmente em primeiro turno - ao governo de São Paulo. Ele faz por merecer a plumagem da indecisão, porém quer ter certeza de que ao entrar para a corrida presidencial tenha sua vitória assegurada. Prognóstico impossível neste momento, mas até há alguns meses era líquido e certo. Isso sem contar com os balões de ensaio, como as candidaturas de Marina Silva (PV) e Ciro Gomes (PSB), este último aliado petista de primeira linha.
Além de desagradar aos próprios correligionários e os outros dois partidos que o apoia, o governador José Serra insiste nessa estratégia, quase suicida, de protelar sua decisão. Dilma, enquanto isso, ganha espaços preciosos e vê todas as tentativas da oposição em enquadrá-la com o que chama de “campanha antecipada”, portanto ilegal, naufragar nas decisões técnicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O calendário oficial, entretanto, não para de correr e já no dia 3 de abril, ministros de Estado, governadores, prefeitos e secretários das três esferas de Poder - federal, estadual ou municipal - têm que se afastar dos respectivos cargos. A escolha de todos os candidatos deve ocorrer entre 10 e 30 de junho e, daí para frente, começa a propaganda eleitoral de fato. O vale-tudo, mesmo, das eleições de 2010.
A verdade é que nada está definido. Nem mesmo a candidatura Dilma ainda é certa, como venho dizendo desde que seu nome foi lançado. Assim como o sonho de ver o governador mineiro, Aécio Neves, sair a vice na chapa de Serra. Opção negada peremptoriamente pelo próprio Aécio. Como em política toda negação pode ser uma afirmação e vice-versa, fica mais essa dúvida no ar. À medida que Lula afia sua língua e vê ao crescimento de sua candidata, a oposição não tem discurso e projeto definidos. E, aflitos, seus líderes ficam à mercê do humor de Serra, que só deve mudar quando março chegar, torcendo para que não seja tarde demais.
Antonio Claudio Bontorim
É certo que pesquisa a pesquisa Serra perde pontos importantes - enquanto Dilma cresce na mesma proporção - e vê a pressão de seus principais aliados, DEM e PPS, aumentar por uma definição, que ele insiste em deixar para março. Na verdade, o tucano está ganhando tempo para decidir se concorre ou não na mesma raia da petista ou se vai à reeleição certa - e provavelmente em primeiro turno - ao governo de São Paulo. Ele faz por merecer a plumagem da indecisão, porém quer ter certeza de que ao entrar para a corrida presidencial tenha sua vitória assegurada. Prognóstico impossível neste momento, mas até há alguns meses era líquido e certo. Isso sem contar com os balões de ensaio, como as candidaturas de Marina Silva (PV) e Ciro Gomes (PSB), este último aliado petista de primeira linha.
Além de desagradar aos próprios correligionários e os outros dois partidos que o apoia, o governador José Serra insiste nessa estratégia, quase suicida, de protelar sua decisão. Dilma, enquanto isso, ganha espaços preciosos e vê todas as tentativas da oposição em enquadrá-la com o que chama de “campanha antecipada”, portanto ilegal, naufragar nas decisões técnicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O calendário oficial, entretanto, não para de correr e já no dia 3 de abril, ministros de Estado, governadores, prefeitos e secretários das três esferas de Poder - federal, estadual ou municipal - têm que se afastar dos respectivos cargos. A escolha de todos os candidatos deve ocorrer entre 10 e 30 de junho e, daí para frente, começa a propaganda eleitoral de fato. O vale-tudo, mesmo, das eleições de 2010.
A verdade é que nada está definido. Nem mesmo a candidatura Dilma ainda é certa, como venho dizendo desde que seu nome foi lançado. Assim como o sonho de ver o governador mineiro, Aécio Neves, sair a vice na chapa de Serra. Opção negada peremptoriamente pelo próprio Aécio. Como em política toda negação pode ser uma afirmação e vice-versa, fica mais essa dúvida no ar. À medida que Lula afia sua língua e vê ao crescimento de sua candidata, a oposição não tem discurso e projeto definidos. E, aflitos, seus líderes ficam à mercê do humor de Serra, que só deve mudar quando março chegar, torcendo para que não seja tarde demais.
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Ou vai ou racha!
Parece que a Câmara de Limeira chegou, agora, ao limite de sua “ausência” nos assuntos polêmicos da administração pública. A questão proposta pelo promotor Cleber Masson deve levar a Casa a uma reflexão mais apurada sobre alguns contratos e licitações, após os documentos vindos da Procuradoria Geral do Estado ao Ministério Público (MP) de Limeira. Ou todos entram de cabeça - e com seriedade - nas investigações ou correm o risco de serem coniventes e cúmplices, caso se apure - e tudo leva para este caminho - as irregularidades denunciadas nas várias ações do MP. Que todos levem em consideração o que está acontecendo no Distrito Federal.
Acompanhando
Mais uma vez estive numa sessão da Câmara de Limeira. Começo a tomar gosto pela coisa. Quando o assunto é sério, os vereadores conseguem manter um bom diálogo e discursos coerentes. Sem exasperações. E dois foram muito produtivos. Um, após a Tribuna Livre, onde a representante dos comércios da Avenida Campinas e Pedro Elias, Valdete Testa Costa, tratou das agruras dos pequenos empresários locais com o atraso nas obras da Ponte Preta, e o outro na situação das estradas e pontes rurais. Gostei do nível dos debates e das propostas. Práticas e objetivas, sem levar em consideração as cores partidárias.
Causou arrepios
O depoimento de dona Valdete, na Tribuna Livre, comoveu e ao mesmo tempo provocou indignação dos presentes à Câmara. Tanto do público como dos vereadores, que demonstraram sensibilidade à situação vivida pelos comerciantes da região afetada com o atraso nas obras da Ponte Preta. Fechamento de vários estabelecimentos, dificuldades financeiras e pouco caso no atendimento do Ceprosom foram alguns dos pontos abordados pela comerciante, que deu seu testemunho pessoal sobre esses problemas. A maioria dos vereadores se manifestou, sensibilizada com a situação apresentada.
Entrou mudo e...
...saiu calado. Impressionante, mas tem vereador que entra mudo e sai calado do Plenário, durante as sessões. Na sessão da Câmara de quarta-feira, três deles não abriram a boca. Nem para justificar os próprios requerimentos. Da bancada do lado esquerdo, de quem assiste à sessão do auditório, só se ouvia suas vozes, para responder sim ou não nas votações nominais.
Com nova cara
Começou a mudar a paisagem da Rua Santa Josefa. A Prefeitura deu início à reposição das árvores retiradas com novas mudas. De agora em diante cabe também aos moradores locais saber preservar e zelar pelas plantas, cuidando e fiscalizando para que não sejam depredadas e consigam crescer fortes.
Alça de acesso
O sistema viário resultante do início das obras do Terminal Urbano em Limeira, que já ganhou pavimentação e abrigos, se tornou saída interessante para o trânsito de Limeira. Nesta semana precisei me utilizar daquele local, que se transformou em ponto descomplicador do tráfego de veículos naquela região, tanto em direção ao centro como no sentido Avenida Campinas, e achei interessante aquela opção que, diga-se, está sendo bastante utilizada. É preciso, agora, e com a máxima urgência, concluir o Terminal, tirando o tráfego dos ônibus da Praça do Museu, que está cada vez mais deteriorada e com aspecto de abandono total.
Frase da Semana
“Eu já tinha perdido a esperança. Volto a acreditar na democracia. Lavamos a alma”. Juca de Oliveira, ator, sobre a prisão do governador de Brasília (DF), José Roberto Arruda (sem partido), na IstoÉ do último de 17/02/2010.
Antonio Claudio Bontorim
Parece que a Câmara de Limeira chegou, agora, ao limite de sua “ausência” nos assuntos polêmicos da administração pública. A questão proposta pelo promotor Cleber Masson deve levar a Casa a uma reflexão mais apurada sobre alguns contratos e licitações, após os documentos vindos da Procuradoria Geral do Estado ao Ministério Público (MP) de Limeira. Ou todos entram de cabeça - e com seriedade - nas investigações ou correm o risco de serem coniventes e cúmplices, caso se apure - e tudo leva para este caminho - as irregularidades denunciadas nas várias ações do MP. Que todos levem em consideração o que está acontecendo no Distrito Federal.
Acompanhando
Mais uma vez estive numa sessão da Câmara de Limeira. Começo a tomar gosto pela coisa. Quando o assunto é sério, os vereadores conseguem manter um bom diálogo e discursos coerentes. Sem exasperações. E dois foram muito produtivos. Um, após a Tribuna Livre, onde a representante dos comércios da Avenida Campinas e Pedro Elias, Valdete Testa Costa, tratou das agruras dos pequenos empresários locais com o atraso nas obras da Ponte Preta, e o outro na situação das estradas e pontes rurais. Gostei do nível dos debates e das propostas. Práticas e objetivas, sem levar em consideração as cores partidárias.
Causou arrepios
O depoimento de dona Valdete, na Tribuna Livre, comoveu e ao mesmo tempo provocou indignação dos presentes à Câmara. Tanto do público como dos vereadores, que demonstraram sensibilidade à situação vivida pelos comerciantes da região afetada com o atraso nas obras da Ponte Preta. Fechamento de vários estabelecimentos, dificuldades financeiras e pouco caso no atendimento do Ceprosom foram alguns dos pontos abordados pela comerciante, que deu seu testemunho pessoal sobre esses problemas. A maioria dos vereadores se manifestou, sensibilizada com a situação apresentada.
Entrou mudo e...
...saiu calado. Impressionante, mas tem vereador que entra mudo e sai calado do Plenário, durante as sessões. Na sessão da Câmara de quarta-feira, três deles não abriram a boca. Nem para justificar os próprios requerimentos. Da bancada do lado esquerdo, de quem assiste à sessão do auditório, só se ouvia suas vozes, para responder sim ou não nas votações nominais.
Com nova cara
Começou a mudar a paisagem da Rua Santa Josefa. A Prefeitura deu início à reposição das árvores retiradas com novas mudas. De agora em diante cabe também aos moradores locais saber preservar e zelar pelas plantas, cuidando e fiscalizando para que não sejam depredadas e consigam crescer fortes.
Alça de acesso
O sistema viário resultante do início das obras do Terminal Urbano em Limeira, que já ganhou pavimentação e abrigos, se tornou saída interessante para o trânsito de Limeira. Nesta semana precisei me utilizar daquele local, que se transformou em ponto descomplicador do tráfego de veículos naquela região, tanto em direção ao centro como no sentido Avenida Campinas, e achei interessante aquela opção que, diga-se, está sendo bastante utilizada. É preciso, agora, e com a máxima urgência, concluir o Terminal, tirando o tráfego dos ônibus da Praça do Museu, que está cada vez mais deteriorada e com aspecto de abandono total.
Frase da Semana
“Eu já tinha perdido a esperança. Volto a acreditar na democracia. Lavamos a alma”. Juca de Oliveira, ator, sobre a prisão do governador de Brasília (DF), José Roberto Arruda (sem partido), na IstoÉ do último de 17/02/2010.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Sem reposição
Limeira que já ostentou o título de uma das cidades com mais árvores plantadas em áreas públicas (ruas, praças, avenidas) entre a década de 1970 e 1980, agora está quase “careca”. Padecendo com a não renovação das árvores que foram envelhecendo. Agora a Prefeitura anuncia que está substituindo as árvores arrancadas. Porém, a Rua Santa Josefa ainda está quase completamente “careca”, do início ao fim, apenas com os buracos nas calçadas, que podem causar acidentes aos pedestres. Alguns desses buracos já ganharam árvores novas, porém pela disposição em que estão parece ser coisa de particulares.
Nas entrelinhas
Há Respostas e respostas. Muitas não merecem uma linha perdida sequer, como esta que estou escrevendo agora. Toda defesa é presunção de culpa!
Quarta-feira...
...de Cinzas. O calendário católico comemora o início da Quaresma, os quarenta dias de sofrimento de Jesus Cristo até sua morte e ressurreição, que se dá na Páscoa dos católicos. Não a dos ovos e coelhinhos de chocolate, que é meramente comercial. Inicia-se o período de jejum, que para muitos é deixar de fazer ou comer algo de que gosta. Uma pregação da igreja que nos remete aos mesmos quarenta dias em que Cristo jejuou pelo deserto. Tudo, conforme a doutrina católica.
Outro sentido!
Jejuar, para mim, sinceramente, é não fazer mal ao próximo. Não zombar e nem humilhar o semelhante. Não tomar atitudes - quaisquer que sejam - que possam prejudicar alguém. Agir dentro da ética e nunca compartilhar com a corrupção e nem se vender ou vender a própria consciência por trinta moedas. Algo muito mais prático que o simbolismo católico preconiza. São regras básicas da convivência humana, que por si só fariam desse um Planeta muito mais habitável.
Retorno à luta
Ontem, Quarta-feira de Cinzas, os vereadores tiveram a Sessão Ordinária da semana, que deveria ser segunda-feira. Não entendi por que não foi, sendo que não teve feriado...Ah! me lembrei: ponto facultativo devido ao feriado da terça-feira de carnaval, que é e ao mesmo tempo não é. Seguiu o Poder Executivo, que também decretou ponto facultativo na segunda-feira e voltou ontem, às 12 horas, como ocorreu na maioria das empresas privadas.
Eu Recomendo!
Mais um filme dirigido por Federico Fellini. A minha sugestão de hoje para os cinéfilos se trata de A doce vida (La dolce vita), um filme franco-italiano de 1960 em preto e branco, com 174 min. Traz no elenco Marcello Mastroianni, a loiraça Anita Ekberg, Anouk Aimeé, Yvonne Furneaux e Magali Noël. O filme se passa em Roma e conta a história de Marcello Rubini, um jornalista especializado em histórias sensacionalistas sobre estrelas de cinema, que passa a cobrir a visita da atriz hollywoodiana Sylvia Rank, por quem fica fascinado. Fellini mostra uma Roma moderna, sofisticada, mas decadente, com os sinais da influência estadunidense. O repórter é um homem sem compromisso, que se relaciona com várias mulheres: a amante ciumenta, a mulher sofisticada em busca de aventura, e a atriz de Hollywood, com a qual passeia por Roma, culminando no ponto alto do filme, a famosa sequência da Fontana di Trevi. Oscar de melhor figurino P&B de 1962.
Antonio Claudio Bontorim
Limeira que já ostentou o título de uma das cidades com mais árvores plantadas em áreas públicas (ruas, praças, avenidas) entre a década de 1970 e 1980, agora está quase “careca”. Padecendo com a não renovação das árvores que foram envelhecendo. Agora a Prefeitura anuncia que está substituindo as árvores arrancadas. Porém, a Rua Santa Josefa ainda está quase completamente “careca”, do início ao fim, apenas com os buracos nas calçadas, que podem causar acidentes aos pedestres. Alguns desses buracos já ganharam árvores novas, porém pela disposição em que estão parece ser coisa de particulares.
Nas entrelinhas
Há Respostas e respostas. Muitas não merecem uma linha perdida sequer, como esta que estou escrevendo agora. Toda defesa é presunção de culpa!
Quarta-feira...
...de Cinzas. O calendário católico comemora o início da Quaresma, os quarenta dias de sofrimento de Jesus Cristo até sua morte e ressurreição, que se dá na Páscoa dos católicos. Não a dos ovos e coelhinhos de chocolate, que é meramente comercial. Inicia-se o período de jejum, que para muitos é deixar de fazer ou comer algo de que gosta. Uma pregação da igreja que nos remete aos mesmos quarenta dias em que Cristo jejuou pelo deserto. Tudo, conforme a doutrina católica.
Outro sentido!
Jejuar, para mim, sinceramente, é não fazer mal ao próximo. Não zombar e nem humilhar o semelhante. Não tomar atitudes - quaisquer que sejam - que possam prejudicar alguém. Agir dentro da ética e nunca compartilhar com a corrupção e nem se vender ou vender a própria consciência por trinta moedas. Algo muito mais prático que o simbolismo católico preconiza. São regras básicas da convivência humana, que por si só fariam desse um Planeta muito mais habitável.
Retorno à luta
Ontem, Quarta-feira de Cinzas, os vereadores tiveram a Sessão Ordinária da semana, que deveria ser segunda-feira. Não entendi por que não foi, sendo que não teve feriado...Ah! me lembrei: ponto facultativo devido ao feriado da terça-feira de carnaval, que é e ao mesmo tempo não é. Seguiu o Poder Executivo, que também decretou ponto facultativo na segunda-feira e voltou ontem, às 12 horas, como ocorreu na maioria das empresas privadas.
Eu Recomendo!
Mais um filme dirigido por Federico Fellini. A minha sugestão de hoje para os cinéfilos se trata de A doce vida (La dolce vita), um filme franco-italiano de 1960 em preto e branco, com 174 min. Traz no elenco Marcello Mastroianni, a loiraça Anita Ekberg, Anouk Aimeé, Yvonne Furneaux e Magali Noël. O filme se passa em Roma e conta a história de Marcello Rubini, um jornalista especializado em histórias sensacionalistas sobre estrelas de cinema, que passa a cobrir a visita da atriz hollywoodiana Sylvia Rank, por quem fica fascinado. Fellini mostra uma Roma moderna, sofisticada, mas decadente, com os sinais da influência estadunidense. O repórter é um homem sem compromisso, que se relaciona com várias mulheres: a amante ciumenta, a mulher sofisticada em busca de aventura, e a atriz de Hollywood, com a qual passeia por Roma, culminando no ponto alto do filme, a famosa sequência da Fontana di Trevi. Oscar de melhor figurino P&B de 1962.
Antonio Claudio Bontorim
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