Antivandalismo!
No último dia primeiro, na segunda sessão do ano da Câmara Municipal, o presidente da Casa, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), apresentou um requerimento à Prefeitura de Limeira, questionando sobre a possibilidade da criação de um “Disque-Denúncia” contra os atos de vandalismo e pichações. Limeira está precisando, de fato, de um serviço nesse sentido. As ocorrências, registradas diariamente - e principalmente aos finais de semana - deixam a cidade com um aspecto ruim, dando a impressão que não existe segurança pública (???). Os atos se repetem. E quando é feito o reparo ou a área pichada é pintada, os vândalos voltam e com mais força ainda. Só que esse tipo de serviço precisa funcionar. E bem. O vereador está certíssimo nesse requerimento.
Sem publicidade
Na questão das pichações, por exemplo, já percebi que os pichadores querem apenas aparecer. E tão somente isso. Quando uma ação desses anticidadãos chega à mídia, percebe-se que naquele período o número de ocorrências aumenta consideravelmente. Por isso minha sugestão é que os órgãos de comunicação não divulguem mais (muito menos com fotos) as pichações, deixando as denúncias para quem presenciar o fato. E com as autoridades as providências a serem tomadas. Não divulgando essa sujeira os “sujadores” não terão como se vangloriar de seus garranchos.
Quem deve fazer?
As coisas simples, às vezes, são as mais complicadas e difíceis. Uma limpeza, uma poda de árvore, uma desobstrução de bueiro entupido, uma pintura de faixa de segurança no asfalto... são rotinas que deveriam ser obrigatórias na administração pública. Porém, nem sempre é assim. E na maioria das vezes vira matéria de jornal, porque cansado de insistir, o cidadão não tem o retorno esperado e vai aos jornais. E a denúncia quase sempre traz resultado positivo para o denunciante.
O outro caminho
E quando a denúncia e a matéria no jornal não são suficientes, busca-se outra alternativa: os vereadores, que independentemente do partido - se situação, oposição ou nem um nem outro - acabam “indicando ao prefeito” os serviços a serem feitos. E os mais solicitados são poda e retirada de árvores e limpeza e corte de mato. Daí a Câmara Municipal acaba por se tornar uma espécie de “subprefeitura”, como mostrou recente reportagem desta Gazeta. E os vereadores, para garantirem a confiança de seus eleitores, acabam por fazer essas indicações. Que deveriam, como escrevi anteriormente, “ser rotina obrigatória” na Prefeitura.
Os números falam
Só para exemplificar essa situação, acabei somando e discriminando as indicações dos vereadores feitas na última sessão da Câmara, que mostram essa ‘ausência’ de rotina. Vamos aos pedidos protocolados e seus números: limpeza em geral e corte de mato, 7 indicações; poda e retirada de árvores, outras 7 indicações; consertos de asfalto, 3; consertos de calçadas, 2; revitalização e pintura de solo (trânsito), 2; e colocação de corrimão em ponte, iluminação, campanha de divulgação em escolas, pedido de segurança em pronto atendimento médico, bueiro entupido, manutenção em centro comunitário, ampliação de linha de ônibus e pedido par enviar lei sobre nome de ruas às escolas municipais, uma indicação cada. Tudo isso apenas na sessão da última segunda-feira.
Hadich é do PSC
O vereador Paulo Hadich pertence ao Partido Socialista Brasileiro (PSC) e não ao Partido da República (PR), como escrevi na edição de quinta-feira, dia 4.
Frase da Semana“Uma lição que tento viver a cada dia. Toda a crise passa. A diferença é como cada um escolhe viver. Minha escolha está feita. Meu compromisso é com Brasília e os brasilienses. Em período de turbulência tudo fica mais difícil, os obstáculos se multiplicam, mas isso só faz crescer a determinação de cumprir minha missão”. Governador Luiz Roberto Arruda (DEM), pivô do mensalão dos Democratas de Brasília, em mensagem enviada ao Legislativo Brasiliense na abertura dos trabalhos em 2010. Dia 2, no UOL Notícias.
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Tiram o verde...
A Rua Santa Josefa está sendo recapeada e recebendo sarjetões. Até ai, um trabalho necessário, uma vez que é uma das entradas e um dos principais acessos para quem quer se dirigir ao centro de Limeira, vindo de Piracicaba e vários bairros da cidade. Moradores locais e imediações, entretanto, vêm criticando a retirada de todas as árvores, que davam um belo aspecto ao bairro e à via.
...ficam os buracos
E nos locais das árvores ficaram apenas as valetas nas calçadas. A população pergunta: a Prefeitura vai repor as árvores arrancadas? E quando isso ocorrerá?
Visitinha didática
Na última segunda-feira, fui assistir a uma sessão na Câmara Municipal de Limeira. Na platéia não tinha muita gente. Espantou-me, mesmo assim, o número de presentes. Enfim, acomodei-me e fui me inteirando das regras e do regimento interno da Casa, a cada discussão de projeto ou requerimento. Como ouvinte assíduo das transmissões pela Educadora, nunca estive numa sessão inteira, ao vivo. Gostei, achei interessante e pretendo voltar. Fonte inesgotável para um colunista atento.
Sessão tranquila
Para mim, entretanto, ficou claro que alguns vereadores atuam para a platéia. E, principalmente, para a mídia. O único senão foi na votação da homenagem ao secretário de Negócios Jurídicos da Câmara, Fernando Lencioni. O presidente da Casa, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), trabalhou arduamente para ter votação unânime na homenagem, de sua autoria. Ronei Costa Martins (PT) votou contra e explicou o voto. Desagradou a todos e foi até atacado, verbalmente, por César Cortez (PV). O petista foi demovido de revidar. Hadich (PR) se ausentou do Plenário. No final todos se abraçaram. Amigos, amigos, votações à parte!
Questão de ordem
O que pude notar (e apesar da palavra democracia ser muito utilizada por lá), é que alguns vereadores não aceitam opiniões contrárias às suas. Não aceitam divergências, que deveriam ser normais numa instituição, na qual deve imperar a pluralidade de ideias. Numa das votações, Eliseu chegou a citar frase de Voltaire: “não concordo com uma palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito em dizê-las”. Esse deveria ser sempre o espírito da Instituição.
Defesa acalorada
Ao final da sessão, o vereador Raul Nilsen Filho (PMDB) pediu a palavra para se defender da denúncia de utilização da Câmara para encaminhamentos médicos. O Ministério Público arquivou a ação e ele descarregou seu vocabulário contra este colunista e as repórteres autoras da matéria. O que considero normal. Não vou nem me ater ao fato, porque seu discurso foi passional. E ontem a própria Gazeta, assim como havia denunciado o fato, publicou o arquivamento da ação. Como deve ser o jornalismo maduro, comprometido com a verdade. Fica, entretanto, uma lacuna a ser preenchida: a falta de investigação da denúncia por parte da própria Câmara. Foi o que sempre cobrei em minha coluna, embora o vereador assim não tenha entendido. Cobrança, que continuarei fazendo!
Eu Recomendo!
Hoje vou mudar um pouco o estilo. Vou recomendar um terror antigo. De 1941. É cult. Trata-se de O Médico e o Monstro (Dr. Jekyll and Mr. Hyde), dirigido por Victor Fleming, baseado em livro de Robert Louis Stevenson. Traz no elenco atores consagrados como Spencer Tracy , Ingrid Bergman, a belíssima Lana Turner, Donald Crisp e Ian Hunter. Tem duração de 113 min. O cenário: Londres, século XIX, onde o médico e pesquisador Harry Jekyll (Spencer Tracy) crê que bem e mal existam em todas as pessoas. Após trabalhar incansavelmente em seu laboratório, Jekyll elabora uma fórmula, que ele mesmo a bebe. Como resultado seu lado demoníaco é revelado: Mr. Hyde. Jekyll acreditava poder controlar as aparições de Hyde, mas logo ele veria que estava totalmente enganado.
Antonio Claudio Bontorim
A Rua Santa Josefa está sendo recapeada e recebendo sarjetões. Até ai, um trabalho necessário, uma vez que é uma das entradas e um dos principais acessos para quem quer se dirigir ao centro de Limeira, vindo de Piracicaba e vários bairros da cidade. Moradores locais e imediações, entretanto, vêm criticando a retirada de todas as árvores, que davam um belo aspecto ao bairro e à via.
...ficam os buracos
E nos locais das árvores ficaram apenas as valetas nas calçadas. A população pergunta: a Prefeitura vai repor as árvores arrancadas? E quando isso ocorrerá?
Visitinha didática
Na última segunda-feira, fui assistir a uma sessão na Câmara Municipal de Limeira. Na platéia não tinha muita gente. Espantou-me, mesmo assim, o número de presentes. Enfim, acomodei-me e fui me inteirando das regras e do regimento interno da Casa, a cada discussão de projeto ou requerimento. Como ouvinte assíduo das transmissões pela Educadora, nunca estive numa sessão inteira, ao vivo. Gostei, achei interessante e pretendo voltar. Fonte inesgotável para um colunista atento.
Sessão tranquila
Para mim, entretanto, ficou claro que alguns vereadores atuam para a platéia. E, principalmente, para a mídia. O único senão foi na votação da homenagem ao secretário de Negócios Jurídicos da Câmara, Fernando Lencioni. O presidente da Casa, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), trabalhou arduamente para ter votação unânime na homenagem, de sua autoria. Ronei Costa Martins (PT) votou contra e explicou o voto. Desagradou a todos e foi até atacado, verbalmente, por César Cortez (PV). O petista foi demovido de revidar. Hadich (PR) se ausentou do Plenário. No final todos se abraçaram. Amigos, amigos, votações à parte!
Questão de ordem
O que pude notar (e apesar da palavra democracia ser muito utilizada por lá), é que alguns vereadores não aceitam opiniões contrárias às suas. Não aceitam divergências, que deveriam ser normais numa instituição, na qual deve imperar a pluralidade de ideias. Numa das votações, Eliseu chegou a citar frase de Voltaire: “não concordo com uma palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito em dizê-las”. Esse deveria ser sempre o espírito da Instituição.
Defesa acalorada
Ao final da sessão, o vereador Raul Nilsen Filho (PMDB) pediu a palavra para se defender da denúncia de utilização da Câmara para encaminhamentos médicos. O Ministério Público arquivou a ação e ele descarregou seu vocabulário contra este colunista e as repórteres autoras da matéria. O que considero normal. Não vou nem me ater ao fato, porque seu discurso foi passional. E ontem a própria Gazeta, assim como havia denunciado o fato, publicou o arquivamento da ação. Como deve ser o jornalismo maduro, comprometido com a verdade. Fica, entretanto, uma lacuna a ser preenchida: a falta de investigação da denúncia por parte da própria Câmara. Foi o que sempre cobrei em minha coluna, embora o vereador assim não tenha entendido. Cobrança, que continuarei fazendo!
Eu Recomendo!
Hoje vou mudar um pouco o estilo. Vou recomendar um terror antigo. De 1941. É cult. Trata-se de O Médico e o Monstro (Dr. Jekyll and Mr. Hyde), dirigido por Victor Fleming, baseado em livro de Robert Louis Stevenson. Traz no elenco atores consagrados como Spencer Tracy , Ingrid Bergman, a belíssima Lana Turner, Donald Crisp e Ian Hunter. Tem duração de 113 min. O cenário: Londres, século XIX, onde o médico e pesquisador Harry Jekyll (Spencer Tracy) crê que bem e mal existam em todas as pessoas. Após trabalhar incansavelmente em seu laboratório, Jekyll elabora uma fórmula, que ele mesmo a bebe. Como resultado seu lado demoníaco é revelado: Mr. Hyde. Jekyll acreditava poder controlar as aparições de Hyde, mas logo ele veria que estava totalmente enganado.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Linha, agulha e... dedal
Limeira se vê, novamente, tomada por pré-candidatos de todos os lados. Para quase todos os gostos e ideologias. Da extrema direita ao centro. Ainda não vislumbrei nenhuma oportunidade na esquerda, uma vez que sua inoperância no contexto político local é proporcional a ineficiência de seus líderes. Se é que há algum por aqui, nas terras de Tatuhiby. Apesar de usar tais terminologias, centro, direita e esquerda são hoje para mim apenas uma direção a ser seguida ou então o limite de localização de algo. Ou alguém. No campo dos ideários elas não existem mais. Perderam o significado. A identidade ideológica.
Lembra bem aquelas colchas de retalho, nas quais vão se juntando tecidos de diferentes texturas e cores e acomodando seus pedaços que, ao final, e numa bem alinhavada trama executada pelas hábeis mãos de anônimas artesãs e artesãos, transformam-se em vistosas e exclusivas peças de decoração. Exclusivas porque os pedaços de tecidos não se repetem, nem nas cores e formatos, que ganham sempre novos contornos.
Se essas colchas eram bem trabalhadas e sempre tinham uma forma final definida, a trama política não permite que se amarrem ideias e ideais a ponto de se buscar um objetivo comum e, nesse propósito, incluir o bem-estar social como compromisso único daqueles que tentam tecer suas próprias peças. Essas sim sem nenhum alinhavo ou costura resistente, que possam se dizer fortes e aguentar as intempéries de uma disputa no espaço público chamado eleições. Os primeiros retalhos da colcha já se apresentam podres e, frágeis, rasgam-se facilmente. Não têm a resistência do bom tecido e, por isso, esgarçam ao primeiro teste de força.
E são dessas forças fragmentadas que saem os políticos. Os candidatos. Boa parte deles exímios blefadores sem nenhum ás na manga. Outros, com um pouco mais de sorte, alcançam o novelo para costurar, onde for possível, remendando a colcha para que possa ter boa aparência. É, entretanto e infelizmente, na aparência, no bom-mocismo e em currículos cuidadosamente elaborados por marqueteiros de plantão, que eles se sustentam. Por isso são frágeis. Não apresentam consistência necessária, a não ser a imagem que procuram vender, nos horários nobres das rádios e TVs. Mais tarde o eleitor, ludibriado, percebe que aquele produto que se mostrou vendável, torna-se comprável. Com dinheiro nas meias, cuecas e malas-pretas. E, descaradamente, zombam de tudo e de todos.
Por enquanto, apenas desfilam perante nós os pré-candidatos. Os naturais, com espaço e legenda garantidos; os que gostariam de ser, mas nunca o são; os que pensam que são e os que fazem parte do blefe eleitoral, para lá na frente ganhar algum dividendo. Tanto político como financeiro. A partir de abril teremos uma colcha a ser costurada. E muitos retalhos. E, em outubro, agulha e a linha estarão em nossas mãos - e um dedal bem forte - para o arremate final.
Antonio Claudio Bontorim
Lembra bem aquelas colchas de retalho, nas quais vão se juntando tecidos de diferentes texturas e cores e acomodando seus pedaços que, ao final, e numa bem alinhavada trama executada pelas hábeis mãos de anônimas artesãs e artesãos, transformam-se em vistosas e exclusivas peças de decoração. Exclusivas porque os pedaços de tecidos não se repetem, nem nas cores e formatos, que ganham sempre novos contornos.
Se essas colchas eram bem trabalhadas e sempre tinham uma forma final definida, a trama política não permite que se amarrem ideias e ideais a ponto de se buscar um objetivo comum e, nesse propósito, incluir o bem-estar social como compromisso único daqueles que tentam tecer suas próprias peças. Essas sim sem nenhum alinhavo ou costura resistente, que possam se dizer fortes e aguentar as intempéries de uma disputa no espaço público chamado eleições. Os primeiros retalhos da colcha já se apresentam podres e, frágeis, rasgam-se facilmente. Não têm a resistência do bom tecido e, por isso, esgarçam ao primeiro teste de força.
E são dessas forças fragmentadas que saem os políticos. Os candidatos. Boa parte deles exímios blefadores sem nenhum ás na manga. Outros, com um pouco mais de sorte, alcançam o novelo para costurar, onde for possível, remendando a colcha para que possa ter boa aparência. É, entretanto e infelizmente, na aparência, no bom-mocismo e em currículos cuidadosamente elaborados por marqueteiros de plantão, que eles se sustentam. Por isso são frágeis. Não apresentam consistência necessária, a não ser a imagem que procuram vender, nos horários nobres das rádios e TVs. Mais tarde o eleitor, ludibriado, percebe que aquele produto que se mostrou vendável, torna-se comprável. Com dinheiro nas meias, cuecas e malas-pretas. E, descaradamente, zombam de tudo e de todos.
Por enquanto, apenas desfilam perante nós os pré-candidatos. Os naturais, com espaço e legenda garantidos; os que gostariam de ser, mas nunca o são; os que pensam que são e os que fazem parte do blefe eleitoral, para lá na frente ganhar algum dividendo. Tanto político como financeiro. A partir de abril teremos uma colcha a ser costurada. E muitos retalhos. E, em outubro, agulha e a linha estarão em nossas mãos - e um dedal bem forte - para o arremate final.
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 30 de janeiro de 2010
Teoria e prática
Citar repetidas vezes e escrever sobre “os princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da publicidade”, contidos no artigo 37 da Constituição Federal, é coisa comum. Seguir esses princípios na prática, de forma isenta e imparcial, é uma obrigação de qualquer um dos representantes dos poderes constituídos. Fazer juízo de valor, entretanto, é falta de inteligência. Pequenez de conduta.
Não deveriam...
Uma leitora faz, por e-mail, a seguinte solicitação: “seria possível fazer uma matéria referente aos caminhões no anel viário? Utilizo o anel viário todos os dias e vejo a placa de proibição, porém está cada dia pior o fluxo de caminhões desviando pela nossa cidade; sempre vejo o radar, mas os fiscais de trânsito há muito tempo não vejo nem sombra”. O tráfego de caminhões continua proibido e a Justiça estendeu essa proibição também àqueles com placas de Limeira, Cordeirópolis e Iracemápolis. A Prefeitura afrouxou a fiscalização.
Eleitor consciente
Enquete do site da Câmara Municipal perguntou se com a transmissão das sessões pela TV Câmara haveria uma aproximação da população com o Legislativo local. Depois de um mês no ar o resultado foi divulgado pela assessoria de imprensa da Casa: “71,11% dos internautas acreditam na aproximação da população com a Câmara a partir da transmissão da TV Câmara e 28,89% não acreditam nesta aproximação”. Os telespectadores estão ávidos para poder assistir, pelo TV, às sessões ordinárias da Câmara Municipal de Limeira. Que bom, isso contribuirá, de forma efetiva, com a conscientização dos limeirenses sobre os políticos.
O bicho vai pegar
A outra vereadora do PTB de Limeira (não a Nilce) anunciou, através desta Gazeta, ontem, uma dobradinha com o presidente estadual do PTB, Campos Machado, que correrá na mesma raia da primeira-dama e pré-candidatíssima Constância Silva, mulher do prefeito Sílvio Félix da Silva (PDT). Sobre esse assunto, entretanto, a vereadora não quis dar detalhes ou fazer qualquer comentário.
Chumbo trocado?
Parece que a história de o Hospital da Mulher virar AME ainda não foi bem digerido pela ex-secretária municipal da Saúde, que é também a líder do prefeito na Câmara. Seria o melhor e maior cabo eleitoral da vereadora e pré-candidata a deputado federal. Como diria o ex-nada saudoso presidente Collor, “o tempo é o senhor da razão”.
Por água abaixo
Com isso, a boa intenção do também vereador Mário Botion (PR), que lançou uma campanha pregando o voto em candidatos de Limeira, começa a naufragar. E dentro da própria instituição da qual é membro, a Câmara Municipal. Até a concretização de todos esses fatos, entretanto, haverá muito ranger de dentes.
Blog da coluna
Os leitores da Gazeta podem acompanhar e comentar as informações desta coluna também no blog, através do link http://colunatextoecontexto. blogspot.com/
Frase da Semana
“O Gilmar Mendes se transformou no líder da direita neste País. Foi indicado pelo Fernando Henrique Cardoso porque era seu advogado e hoje fala sobre tudo, sobre aborto, sobre mulheres, sobre o MST. Acho que ele devia ser candidato a papa. A papa-tudo”. João Pedro Stédile, líder nacional do MST, em discurso no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, RS, quinta-feira, 28.
Antonio Claudio Bontorim
Citar repetidas vezes e escrever sobre “os princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da publicidade”, contidos no artigo 37 da Constituição Federal, é coisa comum. Seguir esses princípios na prática, de forma isenta e imparcial, é uma obrigação de qualquer um dos representantes dos poderes constituídos. Fazer juízo de valor, entretanto, é falta de inteligência. Pequenez de conduta.
Não deveriam...
Uma leitora faz, por e-mail, a seguinte solicitação: “seria possível fazer uma matéria referente aos caminhões no anel viário? Utilizo o anel viário todos os dias e vejo a placa de proibição, porém está cada dia pior o fluxo de caminhões desviando pela nossa cidade; sempre vejo o radar, mas os fiscais de trânsito há muito tempo não vejo nem sombra”. O tráfego de caminhões continua proibido e a Justiça estendeu essa proibição também àqueles com placas de Limeira, Cordeirópolis e Iracemápolis. A Prefeitura afrouxou a fiscalização.
Eleitor consciente
Enquete do site da Câmara Municipal perguntou se com a transmissão das sessões pela TV Câmara haveria uma aproximação da população com o Legislativo local. Depois de um mês no ar o resultado foi divulgado pela assessoria de imprensa da Casa: “71,11% dos internautas acreditam na aproximação da população com a Câmara a partir da transmissão da TV Câmara e 28,89% não acreditam nesta aproximação”. Os telespectadores estão ávidos para poder assistir, pelo TV, às sessões ordinárias da Câmara Municipal de Limeira. Que bom, isso contribuirá, de forma efetiva, com a conscientização dos limeirenses sobre os políticos.
O bicho vai pegar
A outra vereadora do PTB de Limeira (não a Nilce) anunciou, através desta Gazeta, ontem, uma dobradinha com o presidente estadual do PTB, Campos Machado, que correrá na mesma raia da primeira-dama e pré-candidatíssima Constância Silva, mulher do prefeito Sílvio Félix da Silva (PDT). Sobre esse assunto, entretanto, a vereadora não quis dar detalhes ou fazer qualquer comentário.
Chumbo trocado?
Parece que a história de o Hospital da Mulher virar AME ainda não foi bem digerido pela ex-secretária municipal da Saúde, que é também a líder do prefeito na Câmara. Seria o melhor e maior cabo eleitoral da vereadora e pré-candidata a deputado federal. Como diria o ex-nada saudoso presidente Collor, “o tempo é o senhor da razão”.
Por água abaixo
Com isso, a boa intenção do também vereador Mário Botion (PR), que lançou uma campanha pregando o voto em candidatos de Limeira, começa a naufragar. E dentro da própria instituição da qual é membro, a Câmara Municipal. Até a concretização de todos esses fatos, entretanto, haverá muito ranger de dentes.
Blog da coluna
Os leitores da Gazeta podem acompanhar e comentar as informações desta coluna também no blog, através do link http://colunatextoecontexto. blogspot.com/
Frase da Semana
“O Gilmar Mendes se transformou no líder da direita neste País. Foi indicado pelo Fernando Henrique Cardoso porque era seu advogado e hoje fala sobre tudo, sobre aborto, sobre mulheres, sobre o MST. Acho que ele devia ser candidato a papa. A papa-tudo”. João Pedro Stédile, líder nacional do MST, em discurso no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, RS, quinta-feira, 28.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Pelo contribuinte!
O vereador Mário Celso Botion (PR) propôs, na primeira sessão ordinária do ano, na Câmara, na última segunda-feira, melhoria no desconto de IPTU. Ele apresentou emenda à lei que trata de desconto no IPTU e taxas, “para garantir que o mesmo permaneça ativo até o final do ano fiscal em caso de falecimento do beneficiado, pois assim se evitará que, nos casos de fatalidade, os familiares herdeiros do patrimônio arquem com custos não programados”. Interessante!
E por falar em...
...IPTU, segundo todos os indicativos do Departamento Tributário da Prefeitura e informações que saem da assessoria de imprensa do Município, o primeiro vencimento do “dito cujo” será mesmo só em abril. E o porcentual de desconto ainda não foi definido. Menos parcelas, prestações maiore$$$$$$.
Uma correçãozinha
Na nota “Limeira e Haiti” que publiquei nesta coluna, no sábado, dia 23, escrevi que ABIN era Agência Brasileira de Informações, quando o correto é Agência Brasileira de Inteligência.
Será que vale??
Estão dando conotação de “vitória garantida” ao anúncio feito na semana passada, da candidatura de uma vereadora do PTB de Limeira (não a Nilce Segalla) a deputado federal. Em 2002, candidata também à Câmara Federal e pelo mesmo PTB, a ex-secretária de Saúde e atual líder do prefeito na Câmara, teve 27.937 votos, 14,5% do eleitorado limeirense, que em dados de dezembro de 2009 chegam a 190.502. Só que esse total de votos válidos não foi só daqui, mas de todo Estado. Insuficiente para elegê-la. Suficiente, entretanto, para atrapalhar outros dois fortes candidatos: Eliseu (PDT) e Cortez (PV).
Eleições 2006
]Pelos números de 2006, essa divisão pode ser um fator para que nenhum dos concorrentes seja eleito, caso os três saiam candidatos. Vejamos o desempenho dos dois assumidos pré-candidatos, no pleito daquele ano: César Cortez (PV) teve 40.054 votos e Eliseu Daniel dos Santos, à época ainda no PSC, teve 22.342 votos (também em todo o Estado) e ambos acabaram como suplentes á época. Cada um pelo seu partido (Cortez, inclusive, luta para assumir). Eliseu mudou de partido, e foi para o para o PDT, do prefeito Sílvio Félix, onde se encontra até hoje e legenda pela qual deve disputar. A roleta vai girar, façam suas apostas, senhores!
Muita conversa
A realidade, entretanto, não nos permite fazer futurologia, uma vez que pelo calendário eleitoral ninguém ainda é candidato a nada. Nomes, partidos, coligações e etc. são meras especulações. Povoam, entretanto, os sonhos e aspirações dos pré-candidatos. Esses sim, existem aos montes. De “baciada”, como dizia minha avó, quando havia alguma coisa em quantidade acima do normal. Nada que a chamada “seleção natural” não resolva. E se não resolver, o eleitor o fará.
Eu Recomendo!
Vou indicar hoje uma aventura juvenil. Do meu tempo de infância. Ali Babá e os Quarenta Ladrões (Ali Baba and the Forty Thieves). Jon Hall e Maria Montez estrelam esta fantástica aventura que também é uma grande história de amor, dirigida por Arthur Lubin, em produção dos EUA de 1944 e com 87 minutos de duração. Liderados pelo perverso Hulagu Khan, os mongóis tomam Bagdá e matam o califa. Porém, o jovem Ali (Hall), filho do califa, consegue escapar, sendo adotado pelo velho Babá, líder de um bando de ladrões. Adulto, ele retorna para vingar a morte do pai, ocupar seu trono e resgatar seu grande amor, Amara (Montez). O elenco traz Turhan Bey (Jamiel), Kurt Katch (Hulagu Khan), Frank Puglia (Príncipe Cassim), Fortunio Bonanova (velho Babá), entre outros.
Antonio Claudio Bontorim
O vereador Mário Celso Botion (PR) propôs, na primeira sessão ordinária do ano, na Câmara, na última segunda-feira, melhoria no desconto de IPTU. Ele apresentou emenda à lei que trata de desconto no IPTU e taxas, “para garantir que o mesmo permaneça ativo até o final do ano fiscal em caso de falecimento do beneficiado, pois assim se evitará que, nos casos de fatalidade, os familiares herdeiros do patrimônio arquem com custos não programados”. Interessante!
E por falar em...
...IPTU, segundo todos os indicativos do Departamento Tributário da Prefeitura e informações que saem da assessoria de imprensa do Município, o primeiro vencimento do “dito cujo” será mesmo só em abril. E o porcentual de desconto ainda não foi definido. Menos parcelas, prestações maiore$$$$$$.
Uma correçãozinha
Na nota “Limeira e Haiti” que publiquei nesta coluna, no sábado, dia 23, escrevi que ABIN era Agência Brasileira de Informações, quando o correto é Agência Brasileira de Inteligência.
Será que vale??
Estão dando conotação de “vitória garantida” ao anúncio feito na semana passada, da candidatura de uma vereadora do PTB de Limeira (não a Nilce Segalla) a deputado federal. Em 2002, candidata também à Câmara Federal e pelo mesmo PTB, a ex-secretária de Saúde e atual líder do prefeito na Câmara, teve 27.937 votos, 14,5% do eleitorado limeirense, que em dados de dezembro de 2009 chegam a 190.502. Só que esse total de votos válidos não foi só daqui, mas de todo Estado. Insuficiente para elegê-la. Suficiente, entretanto, para atrapalhar outros dois fortes candidatos: Eliseu (PDT) e Cortez (PV).
Eleições 2006
]Pelos números de 2006, essa divisão pode ser um fator para que nenhum dos concorrentes seja eleito, caso os três saiam candidatos. Vejamos o desempenho dos dois assumidos pré-candidatos, no pleito daquele ano: César Cortez (PV) teve 40.054 votos e Eliseu Daniel dos Santos, à época ainda no PSC, teve 22.342 votos (também em todo o Estado) e ambos acabaram como suplentes á época. Cada um pelo seu partido (Cortez, inclusive, luta para assumir). Eliseu mudou de partido, e foi para o para o PDT, do prefeito Sílvio Félix, onde se encontra até hoje e legenda pela qual deve disputar. A roleta vai girar, façam suas apostas, senhores!
Muita conversa
A realidade, entretanto, não nos permite fazer futurologia, uma vez que pelo calendário eleitoral ninguém ainda é candidato a nada. Nomes, partidos, coligações e etc. são meras especulações. Povoam, entretanto, os sonhos e aspirações dos pré-candidatos. Esses sim, existem aos montes. De “baciada”, como dizia minha avó, quando havia alguma coisa em quantidade acima do normal. Nada que a chamada “seleção natural” não resolva. E se não resolver, o eleitor o fará.
Eu Recomendo!
Vou indicar hoje uma aventura juvenil. Do meu tempo de infância. Ali Babá e os Quarenta Ladrões (Ali Baba and the Forty Thieves). Jon Hall e Maria Montez estrelam esta fantástica aventura que também é uma grande história de amor, dirigida por Arthur Lubin, em produção dos EUA de 1944 e com 87 minutos de duração. Liderados pelo perverso Hulagu Khan, os mongóis tomam Bagdá e matam o califa. Porém, o jovem Ali (Hall), filho do califa, consegue escapar, sendo adotado pelo velho Babá, líder de um bando de ladrões. Adulto, ele retorna para vingar a morte do pai, ocupar seu trono e resgatar seu grande amor, Amara (Montez). O elenco traz Turhan Bey (Jamiel), Kurt Katch (Hulagu Khan), Frank Puglia (Príncipe Cassim), Fortunio Bonanova (velho Babá), entre outros.
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Maldição ancestral
A manchete do jornal Opinião, da vizinha Araras, do último dia 17 de janeiro, faz encher de inveja qualquer prefeito: “Desenvolvimento industrial: 54 empresas estão na lista de espera por um lote em Araras”. O município, segundo entrevista da secretária de Desenvolvimento Econômico, Isabel Jerusa Tófolo, ao jornal, não tem áreas disponíveis para doar a esses empreendimentos, por que não há recursos financeiros disponíveis na Prefeitura para aquisição dos lotes de terra.
Araras tem, hoje, em dados da contagem populacional de 2007, pouco mais de 108 mil habitantes, ou seja, cerca de 1/3 da população limeirense. E se dá ao luxo de divulgar uma lista de espera de investimentos de mais de meia centena de empresas, mas vê a boa notícia esbarrar, entretanto, na falta de dinheiro, reconhecida pelo poder público, o que demonstra sinceridade política, sem a preocupação em esconder a situação. Muitos transformariam uma notícia dessa natureza em propaganda e marketing político, sem se preocupar com o futuro ou atentar para uma possível inviabilidade do negócio. Só para refrescar a memória: Nova América-Worksheep.
E Limeira? Poderia se dar a esse luxo? A resposta é bastante clara: uma empresa aqui, outra ali e três distritos industriais praticamente parados, com pouco mais de meia dúzia de empresas, algumas em construção e outras abandonadas; áreas que a Prefeitura anuncia a compra, cujas plantas não desempacam. Muita publicidade e pouca prática. Não há, infelizmente, essa cultura por aqui e nem infraestrutura suficiente para atrair novos empreendimentos. Um vício, que vem desde o final da década de 1960 e início da de 1970, quando aqui aportou a última grande empresa. E uma benevolência em permitir a fuga de investimentos para municípios vizinhos. Alguém se lembra da Good Year? De como ela foi parar em Americana, na divisa com Limeira, quando aqui deveria estar? Alguém se lembra qual foi a última grande empresa a chegar a Limeira? E quando? Vou deixar essa questão para um exercício de memória aos limeirenses mais experientes.
De lá para cá, e mesmo durante a alternância de poder entre os grupos de Jurandyr Paixão e Paulo D’Andréa, foram anunciados distritos industriais - alguns até com certa pompa - mas que nunca saíram das maquetes. Quando esse entre e sai foi quebrado, em 1996, os anúncios continuaram. A prática revelou, entretanto, ser outra. Tal como uma maldição de uma antepassado, nada sai do lugar, quando o assunto é distrito industrial. Enquanto isso, Iracemápolis, Araras, Piracicaba foram se fartando, pela sonolência limeirense. Difícil saber se falta planejamento ou vontade política. Ou sabe-se lá o que de podre cheira tão mal nesse reino encantado.
Hoje a situação continua a mesma. Solta-se muito foguete para pouca festa, enquanto observamos sentados, num indesejado camarote, a região progredir. Se em 2006 a Prefeitura anunciou 27 novas empresas, em 2010 nem um terço do anúncio foi concretizado. E Araras quer apenas lotes para atender à sua lista de espera.
Antonio Claudio Bontorim
Araras tem, hoje, em dados da contagem populacional de 2007, pouco mais de 108 mil habitantes, ou seja, cerca de 1/3 da população limeirense. E se dá ao luxo de divulgar uma lista de espera de investimentos de mais de meia centena de empresas, mas vê a boa notícia esbarrar, entretanto, na falta de dinheiro, reconhecida pelo poder público, o que demonstra sinceridade política, sem a preocupação em esconder a situação. Muitos transformariam uma notícia dessa natureza em propaganda e marketing político, sem se preocupar com o futuro ou atentar para uma possível inviabilidade do negócio. Só para refrescar a memória: Nova América-Worksheep.
E Limeira? Poderia se dar a esse luxo? A resposta é bastante clara: uma empresa aqui, outra ali e três distritos industriais praticamente parados, com pouco mais de meia dúzia de empresas, algumas em construção e outras abandonadas; áreas que a Prefeitura anuncia a compra, cujas plantas não desempacam. Muita publicidade e pouca prática. Não há, infelizmente, essa cultura por aqui e nem infraestrutura suficiente para atrair novos empreendimentos. Um vício, que vem desde o final da década de 1960 e início da de 1970, quando aqui aportou a última grande empresa. E uma benevolência em permitir a fuga de investimentos para municípios vizinhos. Alguém se lembra da Good Year? De como ela foi parar em Americana, na divisa com Limeira, quando aqui deveria estar? Alguém se lembra qual foi a última grande empresa a chegar a Limeira? E quando? Vou deixar essa questão para um exercício de memória aos limeirenses mais experientes.
De lá para cá, e mesmo durante a alternância de poder entre os grupos de Jurandyr Paixão e Paulo D’Andréa, foram anunciados distritos industriais - alguns até com certa pompa - mas que nunca saíram das maquetes. Quando esse entre e sai foi quebrado, em 1996, os anúncios continuaram. A prática revelou, entretanto, ser outra. Tal como uma maldição de uma antepassado, nada sai do lugar, quando o assunto é distrito industrial. Enquanto isso, Iracemápolis, Araras, Piracicaba foram se fartando, pela sonolência limeirense. Difícil saber se falta planejamento ou vontade política. Ou sabe-se lá o que de podre cheira tão mal nesse reino encantado.
Hoje a situação continua a mesma. Solta-se muito foguete para pouca festa, enquanto observamos sentados, num indesejado camarote, a região progredir. Se em 2006 a Prefeitura anunciou 27 novas empresas, em 2010 nem um terço do anúncio foi concretizado. E Araras quer apenas lotes para atender à sua lista de espera.
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 23 de janeiro de 2010
Quem resolve??
As pessoas que costumam andar na calçada da Rua Deputado Octávio Lopes, na quadra do antigo hospital da Humanitária (hoje abandonado), estão preocupadas e temerosas. Como o prédio está em estado precário e com as chuvas constantes, há risco de a marquise da porta principal ruir. E atingir algum pedestre. Do jeito que está não pode ficar. Alguém - e não se sabe quem é o responsável - tem que dar uma solução urgente para isso, antes que ocorra um acidente grave.
Leitor indignado
Em e-mail à Redação da Gazeta, um cidadão mostra sua indignação com algumas situações, enumeradas por ele: 1) falta de fiscalização para coibir adolescentes, que se penduram com bicicletas atrás de ônibus, conhecidos como galera da rabeira; 2) por que não se faz nada com os que ligam o som de seus veículos ao máximo, atrapalhando o sossego do próximo? e 3) na Rua Carlos Gomes com Conselheiro Saraiva, pelo estacionamento, em fila dupla, de carros-fortes bem próximo de onde os “laranjinhas” costumam parar com suas motos. Ele diz que já foi multado por parar no mesmo local apenas para comprar um jornal.
Deixou o cargo
Desde o último dia 18, a jornalista e editora Milena de Castro não responde mais pela coordenação do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades de Limeira. Em nota, ela agradece a todos “pelos excelentes contatos mantidos ao longo dos últimos três anos”, desde que assumiu a função. Mudou também a diretoria da Associação Limeirense de Ensino (ALIE), mantenedora do ISCA Faculdades. Fica no ar a pergunta: a mudança foi apenas técnica, ou tem alguma ligação com a troca de diretoria? Se foi apenas técnica, nada contra. Se aconteceu no rastro da troca de diretoria da instituição mãe, fica alguma dúvida no ar.
Limeira e Haiti
O advogado e ex-vereador Paulo Sérgio de Oliveira, que hoje trabalha na ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), em Brasília, é mais um limeirense que está prestando serviços na região do Haiti pós-terremoto. Ele está em Santo Domingo, na República Dominicana, para onde viajou pelo Ministério da Defesa, para ajudar nos contatos de pessoas que lá estavam, quando do terremoto, com pessoas que estão fora de lá, mas querem buscar contatos e notícias das famílias. Segundo relatos dele através dos sites de relacionamento Orkut e Twitter, “a situação continua muito difícil por lá; muito sofrimento e dor”. Ontem, ele participou da distribuição de 4 mil kits de alimentos em Porto Príncipe com missionários brasileiros e norte-americanos. Paulo Sérgio retorna a Brasília amanhã.
Sem Poupatempo
Limeira está mesmo fora da rota do Poupatempo. Região vai ganhando suas unidades fixas (Piracicaba, Rio Claro...), mas por aqui... O secretário de Gestão Pública do Estado, Sidney Beraldo, em evento recente na região, jogou mais um balde de água fria nas pretensões do município.
Censura prévia...
Empresa vencedora de licitação para realização de aerofotogrametria, em Limeira, para correções de áreas de imóveis - e consequente valore$ no IPTU - não quis informar à Gazeta sobre o trabalho que realizará. Segundo um diretor da empresa, em resposta à repórter que estava com a matéria pautada, eles não podem dar entrevistas nem informações sobre o trabalho a ser realizado, por força do contrato com a Prefeitura. Transparência? Que transparência?
Frase da Semana
“Lembro-me que, o presidente Tancredo Neves dizia que, na política, quem briga não são os homens. Quem deve brigar são as ideias”. Do governador mineiro Aécio Neves (PSDB), ao afirmar que não vai entrar em polêmica ou troca de acusações entre o PSDB e o PT. Ontem, na Folha On-line.
Antonio Claudio Bontorim
As pessoas que costumam andar na calçada da Rua Deputado Octávio Lopes, na quadra do antigo hospital da Humanitária (hoje abandonado), estão preocupadas e temerosas. Como o prédio está em estado precário e com as chuvas constantes, há risco de a marquise da porta principal ruir. E atingir algum pedestre. Do jeito que está não pode ficar. Alguém - e não se sabe quem é o responsável - tem que dar uma solução urgente para isso, antes que ocorra um acidente grave.
Leitor indignado
Em e-mail à Redação da Gazeta, um cidadão mostra sua indignação com algumas situações, enumeradas por ele: 1) falta de fiscalização para coibir adolescentes, que se penduram com bicicletas atrás de ônibus, conhecidos como galera da rabeira; 2) por que não se faz nada com os que ligam o som de seus veículos ao máximo, atrapalhando o sossego do próximo? e 3) na Rua Carlos Gomes com Conselheiro Saraiva, pelo estacionamento, em fila dupla, de carros-fortes bem próximo de onde os “laranjinhas” costumam parar com suas motos. Ele diz que já foi multado por parar no mesmo local apenas para comprar um jornal.
Deixou o cargo
Desde o último dia 18, a jornalista e editora Milena de Castro não responde mais pela coordenação do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades de Limeira. Em nota, ela agradece a todos “pelos excelentes contatos mantidos ao longo dos últimos três anos”, desde que assumiu a função. Mudou também a diretoria da Associação Limeirense de Ensino (ALIE), mantenedora do ISCA Faculdades. Fica no ar a pergunta: a mudança foi apenas técnica, ou tem alguma ligação com a troca de diretoria? Se foi apenas técnica, nada contra. Se aconteceu no rastro da troca de diretoria da instituição mãe, fica alguma dúvida no ar.
Limeira e Haiti
O advogado e ex-vereador Paulo Sérgio de Oliveira, que hoje trabalha na ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), em Brasília, é mais um limeirense que está prestando serviços na região do Haiti pós-terremoto. Ele está em Santo Domingo, na República Dominicana, para onde viajou pelo Ministério da Defesa, para ajudar nos contatos de pessoas que lá estavam, quando do terremoto, com pessoas que estão fora de lá, mas querem buscar contatos e notícias das famílias. Segundo relatos dele através dos sites de relacionamento Orkut e Twitter, “a situação continua muito difícil por lá; muito sofrimento e dor”. Ontem, ele participou da distribuição de 4 mil kits de alimentos em Porto Príncipe com missionários brasileiros e norte-americanos. Paulo Sérgio retorna a Brasília amanhã.
Sem Poupatempo
Limeira está mesmo fora da rota do Poupatempo. Região vai ganhando suas unidades fixas (Piracicaba, Rio Claro...), mas por aqui... O secretário de Gestão Pública do Estado, Sidney Beraldo, em evento recente na região, jogou mais um balde de água fria nas pretensões do município.
Censura prévia...
Empresa vencedora de licitação para realização de aerofotogrametria, em Limeira, para correções de áreas de imóveis - e consequente valore$ no IPTU - não quis informar à Gazeta sobre o trabalho que realizará. Segundo um diretor da empresa, em resposta à repórter que estava com a matéria pautada, eles não podem dar entrevistas nem informações sobre o trabalho a ser realizado, por força do contrato com a Prefeitura. Transparência? Que transparência?
Frase da Semana
“Lembro-me que, o presidente Tancredo Neves dizia que, na política, quem briga não são os homens. Quem deve brigar são as ideias”. Do governador mineiro Aécio Neves (PSDB), ao afirmar que não vai entrar em polêmica ou troca de acusações entre o PSDB e o PT. Ontem, na Folha On-line.
Antonio Claudio Bontorim
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