A transparência na vida pública, tão esperada de quem ocupa cargos eletivos ou de confiança em administrações também públicas, não significa abdicar de projetos ou não levá-los à frente, por serem polêmicos ou impopulares. Ser transparente, como o próprio sinônimo revela (que deixa passar os raios de luz, permitindo que se vejam os objetos através dele; que se percebe facilmente; claro, evidente; que deixa perceber um sentido oculto) é mostrar-se por inteiro, para que não pairem dúvidas sobre interesses outros, que não sejam aqueles voltados ao bem-estar social e econômico da coletividade, representada na figura do prefeito e dos vereadores. Dos deputados, governadores, senadores e presidente da República.
Quando se cobra tais evidências e facilidades na percepção de um projeto político, não se está afirmando que ele não presta, que não é bom ou que deveria ser modificado. Ou simplesmente abortado ou esquecido. Está se pedindo, simples e claramente, que ele seja levado à discussão, com um único objetivo: melhorá-lo. Aperfeiçoá-lo, de tal forma que mais benefícios (ou beneficiados) possam ser tirados (ou usufruírem) desse projeto.
O que se tem visto, entretanto, nesses últimos episódios envolvendo a Câmara Municipal e a Prefeitura, aqui em Limeira, é justamente a total ausência desse debate. De uma discussão séria e que eleve o grau de qualidade da administração pública municipal, hoje capitaneada pelo prefeito Sílvio Félix (PDT), pois amanhã será outro, depois outro e assim sucessivamente. E não é de hoje que isso acontece. Sempre que Félix quer aprovar um projeto de sua autoria e que possa gerar discussões, ele o faz em regime de ‘urgência urgentíssima’ e, principalmente, o envia ao Legislativo para ser votado - e aprovado - no limite de validade, sinalizando que ele não quer discussões. Foi assim à época da contribuição para iluminação pública (CIP), que após aprovada, foi vetado pelo próprio prefeito, obrigando os vereadores a “pagarem um grande mico” para manter o veto de um projeto, que ele insistia em fazer valer. Foi assim com a prorrogação do contrato de concessão de água. E agora, com o aumento do IPTU para terrenos sem construções. A Câmara também não fica atrás nesse quesito deu tonalidade opaca na conclusão da CPI do Fantasma.
Para se conhecer o alcance de um projeto público é preciso discuti-lo à exaustão. Esmiuçá-lo em seus pontos e vírgulas, para então levá-lo à votação e aprovação. Ou rejeição - nesse caso improvável pelo grau de comprometimento da base governista. É apenas isso que se pede. É essa a tal transparência cobrada e que, infelizmente, tem faltado nesses casos, dando margens a interpretações que transcendem ao chamado interesse social. E os vereadores precisam, também eles, de uma percepção mais apurada na hora de votarem. E não simplesmente referendarem, como estão fazendo, o que o prefeito quer. A transparência vale para todos!
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
A política de hoje
Não peçam bom senso e nem compreensão à bancada governista da Câmara, quando o assunto é a defesa cega e intransigente do governo Sílvio Félix (PDT). Não adianta requerimentos com pedidos de informações - mesmo que de relevância à comunidade - que não são aprovados. Projetos de interesse do município, então, partindo de um vereador que não faça parte da situação, nem pensar! Chegam a ser cômicas algumas justificativas dessas rejeições.
Volta ao passado
Nos últimos cinco anos, a política limeirense lembra muito o período Paixão/D’Andréa, quando ambos se sucediam no poder e faziam do convívio com jornalistas um verdadeiro loteamento para disputar apoios. E assim foram por mais de 30 anos. Eu conheço bem essa história. Estive presente nos dois lados (atuando na própria imprensa escrita e governo) por um bom tempo. E, principalmente, sabendo diferenciar muito bem a atuação política da técnica.
Opacidade plena
Não vejo diferença de como os dois tradicionais “ex-coronéis” da política limeirense tratavam a imprensa e como se trata hoje, quando o tema é polêmico. E lá se vão mais de 13 anos, desde o fim da última administração Paixão (1993/1996), considerado o encerramento de um ciclo de mais de três décadas de alternância entre os dois grupos. Estive presente em 4 anos dessa história, pelo lado oficial, quando comandei a Secretaria de Imprensa da Prefeitura, na última gestão D’Andréa (1989/1992). A herança, no trato com jornalistas, foi bem assimilada. E alguns personagens daquele período ainda sobrevivem. Vícios que a política local e nacional ainda carregam e deve carregar, enquanto não houver renovação de fato. Enquanto houver herdeiros dessa não transparência, nada muda.
Lembrança justa
Interessante lembrar tudo isso. A diferença, daquela época para hoje, é que não se faz mais política. Faz-se barganha, escambo. E há, principalmente, carência de líderes. Como o eram Paixão e D’Andréa. Podia não se gostar deles, mas era preciso tirar o chapéu para ambos.
História contada
Trouxe essas lembranças a público, para justificar os episódios políticos desta última semana em Limeira. O arquivamento da CPI do Fantasma, mesmo com todas as provas em contrário; a briga dos vereadores Eliseu Daniel dos Santos (PDT) e de Paulo Hadich (PSB), devido a uma manobra para enterrar um projeto (de Hadich), de interesse econômico e social para o município, mas que não interessa ao prefeito, e a aprovação ontem do aumento, pelos vereadores, no IPTU de terrenos em cerca de 25%, sem explicações claras à população. Agora é fato: prefeito e vereadores (os da base aliada) estão mesmo “se lixando” para a opinião pública. Obscurantismo em tempos de clareza e liberdade. Pelo menos é assim que eu, enquanto jornalista, entendo. É minha opinião e dela não abro mão!
Uma reflexão útil
Às vezes é preciso refletir sobre esses acontecimentos. Por que como formadores de opinião temos a obrigação de abrir o leque de informações e mostrar versões conflitantes de uma mesma história, apesar do tempo decorrido entre um fato e outro. E a sensação que fica é de uma desordem sem precedentes, tamanho é o desrespeito do agente político com o povo, a cada explicação, quando tenta justificar o injustificável. O saldo é altamente negativo: mensalões, dinheiro na cueca, na meia, malas pretas, brancas ou que cor sejam. E tudo isso com dinheiro público. Enquanto jornalistas, temos também um dever com a cidadania. E como este espaço é de opinião, é preciso exercê-la às últimas consenquências. Sem nenhuma obrigação de agradar o desagradar quem quer que seja.
Frase da Semana
“Esse episódio foi péssimo para o panetone. O Papai Noel tem todo o direito de entrar na Justiça”. Moacyr Scliar, escritor, sobre o mensalão do DEM, em Brasília, e as desculpas do governador José Roberto Arruda, do mesmo partido. Na revista IstoÉ, edição 2091, de 9 dezembro de 2009.
Antonio Claudio Bontorim
Não peçam bom senso e nem compreensão à bancada governista da Câmara, quando o assunto é a defesa cega e intransigente do governo Sílvio Félix (PDT). Não adianta requerimentos com pedidos de informações - mesmo que de relevância à comunidade - que não são aprovados. Projetos de interesse do município, então, partindo de um vereador que não faça parte da situação, nem pensar! Chegam a ser cômicas algumas justificativas dessas rejeições.
Volta ao passado
Nos últimos cinco anos, a política limeirense lembra muito o período Paixão/D’Andréa, quando ambos se sucediam no poder e faziam do convívio com jornalistas um verdadeiro loteamento para disputar apoios. E assim foram por mais de 30 anos. Eu conheço bem essa história. Estive presente nos dois lados (atuando na própria imprensa escrita e governo) por um bom tempo. E, principalmente, sabendo diferenciar muito bem a atuação política da técnica.
Opacidade plena
Não vejo diferença de como os dois tradicionais “ex-coronéis” da política limeirense tratavam a imprensa e como se trata hoje, quando o tema é polêmico. E lá se vão mais de 13 anos, desde o fim da última administração Paixão (1993/1996), considerado o encerramento de um ciclo de mais de três décadas de alternância entre os dois grupos. Estive presente em 4 anos dessa história, pelo lado oficial, quando comandei a Secretaria de Imprensa da Prefeitura, na última gestão D’Andréa (1989/1992). A herança, no trato com jornalistas, foi bem assimilada. E alguns personagens daquele período ainda sobrevivem. Vícios que a política local e nacional ainda carregam e deve carregar, enquanto não houver renovação de fato. Enquanto houver herdeiros dessa não transparência, nada muda.
Lembrança justa
Interessante lembrar tudo isso. A diferença, daquela época para hoje, é que não se faz mais política. Faz-se barganha, escambo. E há, principalmente, carência de líderes. Como o eram Paixão e D’Andréa. Podia não se gostar deles, mas era preciso tirar o chapéu para ambos.
História contada
Trouxe essas lembranças a público, para justificar os episódios políticos desta última semana em Limeira. O arquivamento da CPI do Fantasma, mesmo com todas as provas em contrário; a briga dos vereadores Eliseu Daniel dos Santos (PDT) e de Paulo Hadich (PSB), devido a uma manobra para enterrar um projeto (de Hadich), de interesse econômico e social para o município, mas que não interessa ao prefeito, e a aprovação ontem do aumento, pelos vereadores, no IPTU de terrenos em cerca de 25%, sem explicações claras à população. Agora é fato: prefeito e vereadores (os da base aliada) estão mesmo “se lixando” para a opinião pública. Obscurantismo em tempos de clareza e liberdade. Pelo menos é assim que eu, enquanto jornalista, entendo. É minha opinião e dela não abro mão!
Uma reflexão útil
Às vezes é preciso refletir sobre esses acontecimentos. Por que como formadores de opinião temos a obrigação de abrir o leque de informações e mostrar versões conflitantes de uma mesma história, apesar do tempo decorrido entre um fato e outro. E a sensação que fica é de uma desordem sem precedentes, tamanho é o desrespeito do agente político com o povo, a cada explicação, quando tenta justificar o injustificável. O saldo é altamente negativo: mensalões, dinheiro na cueca, na meia, malas pretas, brancas ou que cor sejam. E tudo isso com dinheiro público. Enquanto jornalistas, temos também um dever com a cidadania. E como este espaço é de opinião, é preciso exercê-la às últimas consenquências. Sem nenhuma obrigação de agradar o desagradar quem quer que seja.
Frase da Semana
“Esse episódio foi péssimo para o panetone. O Papai Noel tem todo o direito de entrar na Justiça”. Moacyr Scliar, escritor, sobre o mensalão do DEM, em Brasília, e as desculpas do governador José Roberto Arruda, do mesmo partido. Na revista IstoÉ, edição 2091, de 9 dezembro de 2009.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Nem vencedores...
...e nem vencidos. Prevaleceu o bom senso! O padre Alquermes continua em Limeira. Agora no comando da Igreja Boa Morte, para agilizar a sua abertura definitiva. Pela cultura e conhecimento que tem, e de sobra, ele assumirá, com competência, essa empreitada. Então, mãos à obra, para que tudo caminhe em paz!Sabedoria popularA voz do povo é a voz de Deus, diz um conhecido e velho ditado, nesse caso, transformado em verdadeiro. O bispo dom Vilson Dias de Oliveira, a quem foi delegada a administração hierárquica da Igreja em Limeira, tem por obrigação administrar, também, a vontade de seus fiéis. E ao pleno significado dessa Igreja.
Compromissados!
A palavra igreja provém do grego “ekklesia”, que quer dizer assembléia. E, como tal, deve-se entender como a totalidade de seus seguidores, fiéis, ou que “têm o compromisso com a obra do Senhor”, no seu sentido clássico. Individualmente, ou por um único membro, ela não é igreja. Não existe. A decisão foi bastante sensata. A Igreja em Limeira, dessa forma, não foi dividida, como muitos estavam querendo. Até torcendo para que isso acontecesse.
Um exemplo ideal
Esse exemplo de força e convicção populares precisa, agora, ser estendido à política. Mais que nunca e em vista dos últimos acontecimentos, envolvendo justamente os agentes públicos, está na hora de a força do povo chegar às urnas e, já em 2010, dar a resposta necessária a esses políticos, que se locupletam do poder, riem na cara de seus eleitores e os transformam em verdadeiros palhaços. Dar-lhes nas urnas o mesmo tratamento que eles dão ao povo, depois de eleitos. Ou melhor, seguir o conselho daquele conhecido deputado e “se lixar” para todos eles. De Limeira até Brasília.
Outro caso Ronei
Pelo visto, a discussão entre os vereadores Paulo Hadich (PSB) e Eliseu Daniel (PDT), em torno da redução do ISS (que é alto em Limeira), pode transformar o pessebista num novo “caso Ronei”, que quando era vereador do PT, como suplente de Nelson Caldeiras, levantou pela primeira vez a questão da merenda, em 2005. E por cumprir seu papel, o petista acabou sendo punido. O engraçado, é que quando precisa punir, há provas e confirmações de irregularidades (lembram-se do vereador Raul Nilsen Filho, do PMDB?), todos silenciam! “Para os amigos tudo, para os inimigos, a lei”, como disse certa vez, o presidente Getúlio Vargas. Evocar “conduta ética”, por querer discutir um tema de interesse, é no mínimo, discutível.
CPI? Pizza total!!
Como previ desde o início, a pizza está pronta. O relatório da CPI do Fantasma recomendou o arquivamento das investigações. Mesmo com provas, contradições e confissões. A vereadora Nilce Segalla (PTB) e a outra vereadora do PTB, votaram pelo arquivamento. E Sílvio Brito (PDT) completou o serviço. Paulo Hadich (PSB) e Miguel Lombardi (PR), votaram por encaminhar o documento ao Ministério Público. Comissão para lamentar o inquérito. Que ridículo! Que venha o MP!
Eu recomendo!
Vou falar hoje sobre remakes (refilmagens) de filmes antigos. E um dos que estão na lista, anunciada recentemente, está entre as mais engraçadas comédias que assisti. Trata-se de Ghostbusters (Caça-fantasmas, em tradução livre), no qual três cientistas, e o motorista da equipe, desvendam mistérios sobrenaturais, prendendo os “ectoplasmas” num reator, que é uma espécie de cadeia para fantasma. São dois filmes: um de 1984 e outro de 1989, ambos estrelados pelos mesmos atores. Produção dos EUA, com 105 e 108 minutos de duração, Ghostbusters I e II, ambos foram dirigidos por Ivan Reitman e tinham no elenco Bill Murray (Dr. Peter Venkman), Dan Aykroyd (Dr. Raymond Stantz), Harold Ramis (Dr. Egon Spengler) e Ernie Hudson (o motorista Winston Zeddmore), além de Annie Potts (a atrapalhada secretária do grupo, Janine Melnitz). O remake deve ser lançado em 2010 e os quatro primeiros já confirmaram participação!
Antonio Claudio Bontorim
...e nem vencidos. Prevaleceu o bom senso! O padre Alquermes continua em Limeira. Agora no comando da Igreja Boa Morte, para agilizar a sua abertura definitiva. Pela cultura e conhecimento que tem, e de sobra, ele assumirá, com competência, essa empreitada. Então, mãos à obra, para que tudo caminhe em paz!Sabedoria popularA voz do povo é a voz de Deus, diz um conhecido e velho ditado, nesse caso, transformado em verdadeiro. O bispo dom Vilson Dias de Oliveira, a quem foi delegada a administração hierárquica da Igreja em Limeira, tem por obrigação administrar, também, a vontade de seus fiéis. E ao pleno significado dessa Igreja.
Compromissados!
A palavra igreja provém do grego “ekklesia”, que quer dizer assembléia. E, como tal, deve-se entender como a totalidade de seus seguidores, fiéis, ou que “têm o compromisso com a obra do Senhor”, no seu sentido clássico. Individualmente, ou por um único membro, ela não é igreja. Não existe. A decisão foi bastante sensata. A Igreja em Limeira, dessa forma, não foi dividida, como muitos estavam querendo. Até torcendo para que isso acontecesse.
Um exemplo ideal
Esse exemplo de força e convicção populares precisa, agora, ser estendido à política. Mais que nunca e em vista dos últimos acontecimentos, envolvendo justamente os agentes públicos, está na hora de a força do povo chegar às urnas e, já em 2010, dar a resposta necessária a esses políticos, que se locupletam do poder, riem na cara de seus eleitores e os transformam em verdadeiros palhaços. Dar-lhes nas urnas o mesmo tratamento que eles dão ao povo, depois de eleitos. Ou melhor, seguir o conselho daquele conhecido deputado e “se lixar” para todos eles. De Limeira até Brasília.
Outro caso Ronei
Pelo visto, a discussão entre os vereadores Paulo Hadich (PSB) e Eliseu Daniel (PDT), em torno da redução do ISS (que é alto em Limeira), pode transformar o pessebista num novo “caso Ronei”, que quando era vereador do PT, como suplente de Nelson Caldeiras, levantou pela primeira vez a questão da merenda, em 2005. E por cumprir seu papel, o petista acabou sendo punido. O engraçado, é que quando precisa punir, há provas e confirmações de irregularidades (lembram-se do vereador Raul Nilsen Filho, do PMDB?), todos silenciam! “Para os amigos tudo, para os inimigos, a lei”, como disse certa vez, o presidente Getúlio Vargas. Evocar “conduta ética”, por querer discutir um tema de interesse, é no mínimo, discutível.
CPI? Pizza total!!
Como previ desde o início, a pizza está pronta. O relatório da CPI do Fantasma recomendou o arquivamento das investigações. Mesmo com provas, contradições e confissões. A vereadora Nilce Segalla (PTB) e a outra vereadora do PTB, votaram pelo arquivamento. E Sílvio Brito (PDT) completou o serviço. Paulo Hadich (PSB) e Miguel Lombardi (PR), votaram por encaminhar o documento ao Ministério Público. Comissão para lamentar o inquérito. Que ridículo! Que venha o MP!
Eu recomendo!
Vou falar hoje sobre remakes (refilmagens) de filmes antigos. E um dos que estão na lista, anunciada recentemente, está entre as mais engraçadas comédias que assisti. Trata-se de Ghostbusters (Caça-fantasmas, em tradução livre), no qual três cientistas, e o motorista da equipe, desvendam mistérios sobrenaturais, prendendo os “ectoplasmas” num reator, que é uma espécie de cadeia para fantasma. São dois filmes: um de 1984 e outro de 1989, ambos estrelados pelos mesmos atores. Produção dos EUA, com 105 e 108 minutos de duração, Ghostbusters I e II, ambos foram dirigidos por Ivan Reitman e tinham no elenco Bill Murray (Dr. Peter Venkman), Dan Aykroyd (Dr. Raymond Stantz), Harold Ramis (Dr. Egon Spengler) e Ernie Hudson (o motorista Winston Zeddmore), além de Annie Potts (a atrapalhada secretária do grupo, Janine Melnitz). O remake deve ser lançado em 2010 e os quatro primeiros já confirmaram participação!
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Bater em ferro frio
Grandes problemas requerem soluções em proporções maiores às suas causas geradoras. Não há como pensar no “mais ou menos” ou apenas em abafar com “panos-quentes”. É preciso ação enérgica a quem cabe essa ação. Não dá para contemporizar e nem ficar teorizando, para que a situação não saia - como talvez já tenha saído - de controle. E um País que deseja - como vai - organizar uma Copa do Mundo de Futebol, não pode exportar imagens de sua própria incompetência.
O que se viu neste final de semana, nos estádios, nas ruas e até mesmo numa sala onde ocorria uma eleição para a presidência de um clube, pode ser classificado como qualquer coisa, menos como futebol. Selvageria, desrespeito ao patrimônio público e privado e um fanatismo que chega a assustar. Tanto quem é apaixonado como quem não se encanta pelo chamado esporte bretão. Verdadeiros bandidos paramentados com camisas brancas, verdes, rubro-negras, tricolores, alvinegras e por aí afora, disfarçados sob o manto multicolorido de seus clubes do coração. Organizados em bandos. Em pelotões preparados para uma guerra em tempos de paz.
Bandidos legalizados e até mesmo com estatuto, que se julgam no direito de destruir o patrimônio alheio sem a mínima cerimônia, que intimidam e ameaçam jogadores, dirigentes e, infiltrados nos estádios, fazem da violência o hino preferido, cantando a próxima agressão e espantando os verdadeiros torcedores das praças esportivas.
Da agressão sofrida pelos jogadores Wagner Love e Lenny, do Palmeiras, no início da semana passada, até a bagunça generalizada na sede do Santos, durante as eleições para a troca de diretoria, até as cenas de guerra no Couto Pereira, em Curitiba (PR), e sem deixar de citar as lamentáveis cenas na Baixada Santista e nas ruas do Rio de Janeiro, quando torcedores do Flamengo comemoravam o título, depredando vitrines, pontos de ônibus e o que encontravam pela frente, são reincidências de um mesmo enredo, cujo final é sempre este. O descontrole total da massa enfurecida, por conta do despreparo e da falta de competência das autoridades, que nada fazem para prevenir o que se sabe que vai acontecer. E omissão dos próprios clubes, que dão guarida e proteção a essas chamadas “torcidas organizadas” e depois se tornam suas primeiras vítimas. Violência que chega às nossas portas e está tão próxima de nós, que nem imaginamos
Falar e escrever o óbvio, como a necessidade de controlar as torcidas organizadas e até mesmo bani-las, definitivamente, parece não adiantar. Invocar autoridades que têm o poder de controlar essa turba, já não sensibiliza mais. A inércia é a marca registrada de quem tem a decisão nas mãos e não sabe tomá-la. Fechar os olhos para tamanha insanidade é contribuir com a impunidade. Pelo visto, e como a prática nos ensina, somente uma tragédia levará a uma solução. Enquanto isso, em seus gabinetes refrigerados, políticos teorizam sobre como capitalizar melhor sobre essa violência. É preciso dar um basta nessa vergonha institucionalizada. Já!
Antonio Claudio Bontorim
O que se viu neste final de semana, nos estádios, nas ruas e até mesmo numa sala onde ocorria uma eleição para a presidência de um clube, pode ser classificado como qualquer coisa, menos como futebol. Selvageria, desrespeito ao patrimônio público e privado e um fanatismo que chega a assustar. Tanto quem é apaixonado como quem não se encanta pelo chamado esporte bretão. Verdadeiros bandidos paramentados com camisas brancas, verdes, rubro-negras, tricolores, alvinegras e por aí afora, disfarçados sob o manto multicolorido de seus clubes do coração. Organizados em bandos. Em pelotões preparados para uma guerra em tempos de paz.
Bandidos legalizados e até mesmo com estatuto, que se julgam no direito de destruir o patrimônio alheio sem a mínima cerimônia, que intimidam e ameaçam jogadores, dirigentes e, infiltrados nos estádios, fazem da violência o hino preferido, cantando a próxima agressão e espantando os verdadeiros torcedores das praças esportivas.
Da agressão sofrida pelos jogadores Wagner Love e Lenny, do Palmeiras, no início da semana passada, até a bagunça generalizada na sede do Santos, durante as eleições para a troca de diretoria, até as cenas de guerra no Couto Pereira, em Curitiba (PR), e sem deixar de citar as lamentáveis cenas na Baixada Santista e nas ruas do Rio de Janeiro, quando torcedores do Flamengo comemoravam o título, depredando vitrines, pontos de ônibus e o que encontravam pela frente, são reincidências de um mesmo enredo, cujo final é sempre este. O descontrole total da massa enfurecida, por conta do despreparo e da falta de competência das autoridades, que nada fazem para prevenir o que se sabe que vai acontecer. E omissão dos próprios clubes, que dão guarida e proteção a essas chamadas “torcidas organizadas” e depois se tornam suas primeiras vítimas. Violência que chega às nossas portas e está tão próxima de nós, que nem imaginamos
Falar e escrever o óbvio, como a necessidade de controlar as torcidas organizadas e até mesmo bani-las, definitivamente, parece não adiantar. Invocar autoridades que têm o poder de controlar essa turba, já não sensibiliza mais. A inércia é a marca registrada de quem tem a decisão nas mãos e não sabe tomá-la. Fechar os olhos para tamanha insanidade é contribuir com a impunidade. Pelo visto, e como a prática nos ensina, somente uma tragédia levará a uma solução. Enquanto isso, em seus gabinetes refrigerados, políticos teorizam sobre como capitalizar melhor sobre essa violência. É preciso dar um basta nessa vergonha institucionalizada. Já!
Antonio Claudio Bontorim
sábado, 5 de dezembro de 2009
Debate sério...
Desde os primeiros eventos até a ação na Justiça da Diocese de Limeira contra a imprensa, tenho adotado uma postura de discussão útil, quando trato do tema. E até mesmo pedagógica, para tentar mostrar o porquê de tanta discussão. Defendi com unhas e dentes - e em meus escritos - a liberdade dos meios de comunicação e também dos jornalistas em divulgar os fatos relacionados ao assunto, que teve início com o anúncio da transferência do padre Alquermes Valvasori. Como defendi, também, o direito hierárquico da Igreja Católica em assim proceder. Até aí, nada de mais. Nada de emoção. Apenas razão.
Polêmica burra
O bispo viajou, o noticiário esfriou e os ânimos se acalmaram. Por pouco tempo. Na última semana a discussão voltou a ocupar espaço das caixas de e-mail, quando começaram a circular, pela internet, muitas informações desencontradas, sem fontes confiáveis, sobre posicionamentos não oficializados ou oficiais. Os e-mails continuam se sucedendo, como “carta aos católicos”, “acorda Limeira”, “troca de bispo”, “carta aos verdadeiros católicos de Limeira”, entre outros. A imprensa, desta vez e com responsabilidade, pelo próprio vazio das informações, não deu espaço para tanta e grotesca boataria.
Postura isenta
Não sei onde isso vai parar e a quem interessa tanto boato infundado, que apenas começou com a informação da transferência de um padre. Como tantas já aconteceram e outras acontecerão, dentro do processo dinâmico da instituição Igreja. Ao jornalista compete checar fontes antes de informar. Ao colunista, analisar essas informações e repassá-las, com sua opinião, sem o interesse de agradar ou desagradar a qualquer um dos lados. Se é que há algum lado nessa celeuma toda.
Fim do assunto
Para mim, o interesse acabou quando a Justiça, sabiamente, negou o pedido de “censura” que a Igreja tentou impor aos órgãos de imprensa limeirense. As questões internas da Igreja são da Igreja. Não compete a ninguém mais dizer o que se deve ou não fazer e que ação tomar. Assim como qualquer instituição ou empresa, é hierarquizada e age conforme essa hierarquia. Não pode ser questionada por seus atos internos e seu processo não é participativo. O que fica no ar, entretanto, é uma atmosfera estranha, de tentativa de desestabilização da instituição Igreja Católica por parte de alguns poucos a serviço - ou desserviço - de pessoas ou grupos. Vejo, e reafirmo nisso tudo, apenas um certo interesse político. Nada mais! Já cansou, né?
Indagaçõe$$$
Por que a transparência com a coisa pública, que é obrigação dos homens públicos, assusta tanta gente? Por que impera a mediocridade, onde deveria existir inteligência? Entre o notório saber jurídico e a mediocridade institucional, ainda tenho consciência e discernimento de que a primeira opção é a correta.
Um roto que...
...fala do rasgado. Em artigo na Folha de S. Paulo, de ontem, o presidente o Senado, senador José Sarney (PMDB-AP) critica os casos recentes de corrupção e afirma que “é trágico, deprimente, inconcebível, sob todos os ângulos” o que acontece no Brasil. Espero, sinceramente, que a essência do artigo sirva para ele próprio, envolvido que está também em episódios de escândalos políticos. Para quem acreditava em ter visto e ouvido tudo, mais uma pérola política.
Frase da Semana
“É deplorável para a classe política. Eu não entendo por que não se aprova a reforma política”. Do presidente Lula sobre o esquema de corrupção envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM-DF). Um dia antes o próprio Lula havia dito que as imagens da entrega do dinheiro não falavam por si só. Na quarta-feira, 2, na FolhaOnline.
Antonio Claudio Bontorim
Desde os primeiros eventos até a ação na Justiça da Diocese de Limeira contra a imprensa, tenho adotado uma postura de discussão útil, quando trato do tema. E até mesmo pedagógica, para tentar mostrar o porquê de tanta discussão. Defendi com unhas e dentes - e em meus escritos - a liberdade dos meios de comunicação e também dos jornalistas em divulgar os fatos relacionados ao assunto, que teve início com o anúncio da transferência do padre Alquermes Valvasori. Como defendi, também, o direito hierárquico da Igreja Católica em assim proceder. Até aí, nada de mais. Nada de emoção. Apenas razão.
Polêmica burra
O bispo viajou, o noticiário esfriou e os ânimos se acalmaram. Por pouco tempo. Na última semana a discussão voltou a ocupar espaço das caixas de e-mail, quando começaram a circular, pela internet, muitas informações desencontradas, sem fontes confiáveis, sobre posicionamentos não oficializados ou oficiais. Os e-mails continuam se sucedendo, como “carta aos católicos”, “acorda Limeira”, “troca de bispo”, “carta aos verdadeiros católicos de Limeira”, entre outros. A imprensa, desta vez e com responsabilidade, pelo próprio vazio das informações, não deu espaço para tanta e grotesca boataria.
Postura isenta
Não sei onde isso vai parar e a quem interessa tanto boato infundado, que apenas começou com a informação da transferência de um padre. Como tantas já aconteceram e outras acontecerão, dentro do processo dinâmico da instituição Igreja. Ao jornalista compete checar fontes antes de informar. Ao colunista, analisar essas informações e repassá-las, com sua opinião, sem o interesse de agradar ou desagradar a qualquer um dos lados. Se é que há algum lado nessa celeuma toda.
Fim do assunto
Para mim, o interesse acabou quando a Justiça, sabiamente, negou o pedido de “censura” que a Igreja tentou impor aos órgãos de imprensa limeirense. As questões internas da Igreja são da Igreja. Não compete a ninguém mais dizer o que se deve ou não fazer e que ação tomar. Assim como qualquer instituição ou empresa, é hierarquizada e age conforme essa hierarquia. Não pode ser questionada por seus atos internos e seu processo não é participativo. O que fica no ar, entretanto, é uma atmosfera estranha, de tentativa de desestabilização da instituição Igreja Católica por parte de alguns poucos a serviço - ou desserviço - de pessoas ou grupos. Vejo, e reafirmo nisso tudo, apenas um certo interesse político. Nada mais! Já cansou, né?
Indagaçõe$$$
Por que a transparência com a coisa pública, que é obrigação dos homens públicos, assusta tanta gente? Por que impera a mediocridade, onde deveria existir inteligência? Entre o notório saber jurídico e a mediocridade institucional, ainda tenho consciência e discernimento de que a primeira opção é a correta.
Um roto que...
...fala do rasgado. Em artigo na Folha de S. Paulo, de ontem, o presidente o Senado, senador José Sarney (PMDB-AP) critica os casos recentes de corrupção e afirma que “é trágico, deprimente, inconcebível, sob todos os ângulos” o que acontece no Brasil. Espero, sinceramente, que a essência do artigo sirva para ele próprio, envolvido que está também em episódios de escândalos políticos. Para quem acreditava em ter visto e ouvido tudo, mais uma pérola política.
Frase da Semana
“É deplorável para a classe política. Eu não entendo por que não se aprova a reforma política”. Do presidente Lula sobre o esquema de corrupção envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM-DF). Um dia antes o próprio Lula havia dito que as imagens da entrega do dinheiro não falavam por si só. Na quarta-feira, 2, na FolhaOnline.
Antonio Claudio Bontorim
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Tirar o chapéu
Uma coisa é certa. É preciso, sempre, elogiar o prefeito Sílvio Félix (PDT), quando se fala do Parque da Cidade. Muito utilizado pela população, para caminhadas e lazer, foi uma de suas melhores idéias. Atingiu e vem atingindo o seu objetivo. Os homens da varrição trabalham muito bem, porém é preciso fazer a manutenção de alguns aparelhos. Já tratei desse assunto aqui.
Fiscalizar mais
Outro ponto, também, que gera reclamação dos frequentadores, é a questão daqueles que para lá se dirigem com seus animais para passeio, cachorros na sua maioria. Se está na coleira, não faz sujeira na pista de caminhada, até dá para aceitar (é incômodo, porém). O problema são alguns de raças perigosas - e eu próprio já presenciei essa situação - que às vezes nem coleira têm. E quando estão seguros, falta a focinheira, que é obrigatória por lei. Além do bom senso de seus criadores, falta um pouco mais de fiscalização nesse sentido. No mais o local é aprazível e, aos finais de tarde, está sempre cheio.
Perigo eminente
Falando em Parque da Cidade, ontem pela manhã, ao fazer minha caminhada diária, presenciei uma cena que me assustou. Do lado de fora, no Anel Viário, bem em frente à Hípica Municipal, uma mulher com uma criança de cerca de quatro ou cinco anos e empurrando um carrinho com uma menor, tentando atravessar a pista. O local, quase na rotatória, é de movimento intenso e a mulher ensaiou, ensaiou, até que atravessou. Segurando uma criança e empurrando outra. A cena causou muita apreensão e eu cheguei a parar, para ver a conclusão da incursão daquela mulher.
Como controlar?
Não sei o que é possível fazer para evitar uma situação dessas. Talvez a Prefeitura tenha que investir em obstáculos (alambrados, por exemplo, nesses pontos) para coibir tal ação. É perigoso demais!
Cautela e caldo...
...de galinha não fazem mal a ninguém. Dificultar ou retardar a entrega de documentos ao Ministério Público (MP), quando pedidos, não é uma política muita acertada. A ação do promotor da Cidadania, Cleber Masson, mostrada por esta Gazeta, que acionou a Procuradoria Geral do Estado, instância máxima do MP estadual, devido às dificuldades que vem encontrando para conseguir documentos na Prefeitura para suas investigações, é uma prova disso. É bom lembrar que ninguém pode obstruir a Justiça. Negar ou retardar informações à Câmara Municipal, quando os vereadores pedem, é uma coisa. É uma conveniência política. Até pode (mas não deveria) fazer parte do jogo. A tentativa de dificultar os trâmites legais de ações cíveis ou inquéritos, entretanto, é um risco que não se deve correr.
Nada por lá...
A CPI, que deve ter seu relatório na próxima semana, como venho escrevendo aqui, vai mesmo virar pizza. Que não se esqueçam os vereadores - os que estão apostando nisso - que o MP também está no páreo. E lá não tem forno, não! Tem fogueira, que queima forte com a chama da Justiça....
Eu recomendo!
A partir de hoje, e todas as quintas-feiras, estarei utilizando deste espaço para uma dica de cinema. Afinal das contas, nem só de política, críticas e elogios, vive o colunista. A cultura é importante também. E aqui vai a primeira dica: O filme é antigo, de 1993, dos EUA, porém é envolvente e traz grandes estrelas, como a (ainda) estonteante Sharon Stone. Filme: Invasão de Privacidade (titulo original: Sliver), com direção de Phillip Noyce. Além dela, brilham ainda William Baldwin, Polly Walker , Tom Berenger e Colleen Camp. A duração é de 107 minutos e o gênero é suspense. Semana que vem falarei de remakes!
Antonio Claudio Bontorim
Uma coisa é certa. É preciso, sempre, elogiar o prefeito Sílvio Félix (PDT), quando se fala do Parque da Cidade. Muito utilizado pela população, para caminhadas e lazer, foi uma de suas melhores idéias. Atingiu e vem atingindo o seu objetivo. Os homens da varrição trabalham muito bem, porém é preciso fazer a manutenção de alguns aparelhos. Já tratei desse assunto aqui.
Fiscalizar mais
Outro ponto, também, que gera reclamação dos frequentadores, é a questão daqueles que para lá se dirigem com seus animais para passeio, cachorros na sua maioria. Se está na coleira, não faz sujeira na pista de caminhada, até dá para aceitar (é incômodo, porém). O problema são alguns de raças perigosas - e eu próprio já presenciei essa situação - que às vezes nem coleira têm. E quando estão seguros, falta a focinheira, que é obrigatória por lei. Além do bom senso de seus criadores, falta um pouco mais de fiscalização nesse sentido. No mais o local é aprazível e, aos finais de tarde, está sempre cheio.
Perigo eminente
Falando em Parque da Cidade, ontem pela manhã, ao fazer minha caminhada diária, presenciei uma cena que me assustou. Do lado de fora, no Anel Viário, bem em frente à Hípica Municipal, uma mulher com uma criança de cerca de quatro ou cinco anos e empurrando um carrinho com uma menor, tentando atravessar a pista. O local, quase na rotatória, é de movimento intenso e a mulher ensaiou, ensaiou, até que atravessou. Segurando uma criança e empurrando outra. A cena causou muita apreensão e eu cheguei a parar, para ver a conclusão da incursão daquela mulher.
Como controlar?
Não sei o que é possível fazer para evitar uma situação dessas. Talvez a Prefeitura tenha que investir em obstáculos (alambrados, por exemplo, nesses pontos) para coibir tal ação. É perigoso demais!
Cautela e caldo...
...de galinha não fazem mal a ninguém. Dificultar ou retardar a entrega de documentos ao Ministério Público (MP), quando pedidos, não é uma política muita acertada. A ação do promotor da Cidadania, Cleber Masson, mostrada por esta Gazeta, que acionou a Procuradoria Geral do Estado, instância máxima do MP estadual, devido às dificuldades que vem encontrando para conseguir documentos na Prefeitura para suas investigações, é uma prova disso. É bom lembrar que ninguém pode obstruir a Justiça. Negar ou retardar informações à Câmara Municipal, quando os vereadores pedem, é uma coisa. É uma conveniência política. Até pode (mas não deveria) fazer parte do jogo. A tentativa de dificultar os trâmites legais de ações cíveis ou inquéritos, entretanto, é um risco que não se deve correr.
Nada por lá...
A CPI, que deve ter seu relatório na próxima semana, como venho escrevendo aqui, vai mesmo virar pizza. Que não se esqueçam os vereadores - os que estão apostando nisso - que o MP também está no páreo. E lá não tem forno, não! Tem fogueira, que queima forte com a chama da Justiça....
Eu recomendo!
A partir de hoje, e todas as quintas-feiras, estarei utilizando deste espaço para uma dica de cinema. Afinal das contas, nem só de política, críticas e elogios, vive o colunista. A cultura é importante também. E aqui vai a primeira dica: O filme é antigo, de 1993, dos EUA, porém é envolvente e traz grandes estrelas, como a (ainda) estonteante Sharon Stone. Filme: Invasão de Privacidade (titulo original: Sliver), com direção de Phillip Noyce. Além dela, brilham ainda William Baldwin, Polly Walker , Tom Berenger e Colleen Camp. A duração é de 107 minutos e o gênero é suspense. Semana que vem falarei de remakes!
Antonio Claudio Bontorim
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Da cueca à meia
Depois dos dólares na cueca, a moda agora é dinheiro na meia. Pelo menos foi o que um deputado distrital da Capital Federal fez, ao receber o seu pagamento no esquema (só agora parece estar sendo desmantelado) do governador José Roberto Arruda (DEM), de Brasília. O mesmo Arruda, que lá atrás, ainda no Senado, foi um dos responsáveis, juntamente com outro senador, o baiano Antonio Carlos Magalhães, à época no PFL (ainda não era Democratas), pelo escândalo da violação do painel de votação do Senado Federal. Ambos renunciaram para não serem cassados. Magalhães está morto e Arruda não aprendeu a lição.
Após as denúncias do mensalão, que envolveu toda a base aliada de Lula, um a um os algozes daquela empreitada, que queriam fazer o presidente “sangrar” até as eleições, estão caindo na mesma armadilha. E estão sentindo na própria pele tudo aquilo que por meses a fio provocaram ao governo do PT e à sua base aliada, até a reeleição, em segundo turno, do próprio Lula. Hoje, os arautos da idoneidade no período do mensalão, que se apresentavam como os salvadores da moral e bons costumes na política, estão eles próprios envolvidos em esquemas de propinagem e arrecadação de dinheiro.
O ex-governador mineiro e atual senador, Eduardo Azeredo (PSDB), com o chamado “mensalão mineiro” (que nada mais foi do que o embrião do mensalão federal, inclusive com os mesmos personagens), é o primeiro a sentir os efeitos do veneno destilado por seu próprio partido. E agora o democrata José Roberto Arruda, cujo partido “transpirava” ética por todos os poros, dá um claro sinal dessa contaminação, que se alastrou por todo o País.
A divulgação do fato por jornais e revistas, e cujos vídeos estão nos telejornais das emissoras de televisão e mostram seus protagonistas recebendo dinheiro vivo, e foi possível graças ao mecanismo da delação premiada de um dos homens de confiança do governador e envolvido no esquema, é mais que uma ferida aberta por essa infecção generalizada, que tomou conta da política nacional. É um forte indício da necessidade urgente de uma reforma política. Sem adiamentos!
Ninguém pode aceitar mais o uso da arte política como forma de enriquecimento ilícito justamente com o dinheiro público. Aquele que deveria ser empregado para gerar bem-estar social do cidadão e contribuir para o desenvolvimento das comunidades. É preciso esvaziar essa burra, para mostrar que o agente político tem o dever de servir àqueles que nele confiaram e não se servir do cargo, poder e prestígio para fazer aumentar seu patrimônio pessoal. E isso só será possível através de uma reforma política ampla e que não tenha medo de colocar no banco dos réus, caso necessário, um a um daqueles que se locupletaram da vida pública. E o primeiro passo para isso é tirar o foro privilegiado desses agentes, transferindo-o para a justiça comum e responsabilizando-os criminalmente pelas ilicitudes.
Antonio Claudio Bontorim
Após as denúncias do mensalão, que envolveu toda a base aliada de Lula, um a um os algozes daquela empreitada, que queriam fazer o presidente “sangrar” até as eleições, estão caindo na mesma armadilha. E estão sentindo na própria pele tudo aquilo que por meses a fio provocaram ao governo do PT e à sua base aliada, até a reeleição, em segundo turno, do próprio Lula. Hoje, os arautos da idoneidade no período do mensalão, que se apresentavam como os salvadores da moral e bons costumes na política, estão eles próprios envolvidos em esquemas de propinagem e arrecadação de dinheiro.
O ex-governador mineiro e atual senador, Eduardo Azeredo (PSDB), com o chamado “mensalão mineiro” (que nada mais foi do que o embrião do mensalão federal, inclusive com os mesmos personagens), é o primeiro a sentir os efeitos do veneno destilado por seu próprio partido. E agora o democrata José Roberto Arruda, cujo partido “transpirava” ética por todos os poros, dá um claro sinal dessa contaminação, que se alastrou por todo o País.
A divulgação do fato por jornais e revistas, e cujos vídeos estão nos telejornais das emissoras de televisão e mostram seus protagonistas recebendo dinheiro vivo, e foi possível graças ao mecanismo da delação premiada de um dos homens de confiança do governador e envolvido no esquema, é mais que uma ferida aberta por essa infecção generalizada, que tomou conta da política nacional. É um forte indício da necessidade urgente de uma reforma política. Sem adiamentos!
Ninguém pode aceitar mais o uso da arte política como forma de enriquecimento ilícito justamente com o dinheiro público. Aquele que deveria ser empregado para gerar bem-estar social do cidadão e contribuir para o desenvolvimento das comunidades. É preciso esvaziar essa burra, para mostrar que o agente político tem o dever de servir àqueles que nele confiaram e não se servir do cargo, poder e prestígio para fazer aumentar seu patrimônio pessoal. E isso só será possível através de uma reforma política ampla e que não tenha medo de colocar no banco dos réus, caso necessário, um a um daqueles que se locupletaram da vida pública. E o primeiro passo para isso é tirar o foro privilegiado desses agentes, transferindo-o para a justiça comum e responsabilizando-os criminalmente pelas ilicitudes.
Antonio Claudio Bontorim
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